terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Quer saber mais sobre a Linha dos Baianos?

                                     
                     A linha dos baianos, Internet e outros assuntos.


Este ano estamos completando quarenta e dois anos de trabalho mediúnico na umbanda.
Nossa escolha pela umbanda foi voluntária, feita por amor, pelo encanto com aquela religião até então desconhecida por mim.
É certo que minha mediunidade já estava aflorada desde minha infância, as visões, as impressões desagradáveis, as  náuseas, as dores na nuca, os enjoos, os desdobramentos noturnos, os sonhos estranhos, as premonições etc…  Aos doze anos meu primeiro contato com a “senhora da luz velada” na casa de uma tia em São Paulo, na zona norte, isso lá pelos idos de 1970.
Linha de baianos, trabalhando na cozinha da tia Zezé, esposa do irmão de minha mãe, meu tio Aristides. E foi neste dia que a baiana Maria Antônia, me chamou e perguntou se estava com medo. Disse que não e começou a me girar… Neste dia quase levantei voo… Uma força enorme se apoderou do meu corpo e me levou por todo o espaço livre daquela pequena cozinha.
Lembro-me bem quando voltei daquele giro e ouvi claramente a baiana conversando com meu pai… Este tem o pé na umbanda, seu caminho já está traçado…
Maria Antonia era uma baiana “porreta”, presenciei coisas maravilhosas que aquela baiana fazia, dizia ser jovem (18 anos) e ter vivido na época de Lampião. Um belo dia, disse que teria outros trabalhos a fazer e nunca mais voltou a  trabalhar com tia Zezé.
Mas ela deixou um companheiro seu perto de mim, baiano Sebastiano, que também é jovem (23 anos), e que anos depois se apresentou e me acompanha nestes quarentas anos. Devo muito a linha dos baianos e dos boiadeiros.
Embora o atendimento ao público no Núcleo Mata Verde, seja sempre com Caboclos e Pretos Velhos, quase toda quarta-feira , nas giras reservadas, temos a participação dos baianos e boiadeiros.
Posso afirmar com certeza que a linha dos baianos é uma das linhas de sustentação do Núcleo Mata Verde, lembro bem, no início do Núcleo Mata Verde trabalhávamos somente com uma gira pública por semana, e em todo final de trabalho lá estava a linha dos baianos para fechar os trabalhos.
Também era um procedimento comum, quando existia algum trabalho mais “pesado”, quando era necessário fazer uma “puxada” ou transporte, o Caboclo Mata Verde começava a preparar o “ambiente”, fazendo algumas firmezas e orientando o consulente e depois na parte final dos trabalhos quem se encarregava de “trazer“ os espíritos era o baiano Sebastiano. Era uma puxada atrás da outra, trabalhei muito como médium de transporte. Atualmente o Caboclo Mata Verde alterou a forma de trabalhar, mas quando há necessidade lá vamos nós.
Mas, embora tenha começado este texto a falar sobre baianos, o assunto que quero tratar é outro.
Quero fazer uma reflexão sobre a umbanda, o umbandista e a Internet.
São mais de quarenta anos de umbanda, o tempo passou voando, e aos poucos fui conhecendo melhor esta “senhora da luz velada”, aprendi muitas coisas observando as pessoas e principalmente com os mestres espirituais, que sempre estiveram dispostos a ouvir, ensinar, amparar e orientar a todos que os procuravam. Sei que ainda tenho muito, mas muito mesmo que aprender, é notório que quando aprendemos mais uma coisa, centenas de outras dúvidas surgem e mostram como ainda somos pequenos neste conhecimento espiritual.
Desde 1996 quando fizemos nosso primeiro site de umbanda (Saravá Umbanda),e na sequência a lista de e-mail também conhecida como lista Saravá Umbanda, a primeira sala de áudio-conferência de umbanda no programa paltalk, todo sábado a noite, o primeiro podcast “Estudando a Umbanda” com nossa querida irmã fada, a TV Saravá Umbanda, o módulo de ensino a distância criado em novembro de 2006, a RBU – Rede Brasileira de Umbanda , os vídeos Estudando a Umbanda pela TV Saravá Umbanda, juntamente com Pai Silvio e o Sandro da APEU, sempre tivemos a preocupação de divulgar a beleza da umbanda, ensinar aos mais jovens, e procurar unir os umbandistas do Brasil.
São vinte anos de divulgação da umbanda pela Internet, e sempre de forma gratuita, pela satisfação de poder servir de alguma forma a ”senhora da luz velada”.
Aquele período do início da Internet no Brasil foi marcante, a Internet era uma novidade e o contato proporcionado por ela gerava muito conhecimento e muita discussão… Debates homéricos, processos judiciais, magias etc… Dias e noites pensando e estudando determinado assunto para poder continuar o debate iniciado nas listas. As comunicações eram bem lentas, discadas e os uploads e downloads demoravam horas e até dias.
Quem tem mais de 15 anos de internet e umbanda deve se lembrar daquela época.
A Internet aproximou e mostrou a riqueza que era a umbanda, mostrou a diversidade de cultos existentes, as formas de trabalho, as diferentes linhas e muitas outras coisas da nossa querida umbanda.
Falar em Zélio de Moraes, em diversidade de ritos umbandistas, em sacrifício de animais e afirmar que a Umbanda era brasileira era certeza de debates e debates que em algumas situações chegavam ao extremo de agressões verbais e processos judiciais.
O tempo passou e hoje parece que estes assuntos não geram tanta polêmica, temos uma nova geração de umbandistas que entrou na umbanda há menos de 20 anos e nem imagina o que foi aquela época, estes assuntos citados por mim já estão enraizados praticamente em quase toda casa de umbanda.
Nos últimos onze anos me dediquei, dia e noite, ao Núcleo Mata Verde.
Não é tarefa fácil iniciar e manter um templo de umbanda, me afastei dos debates, mas continuo atento as novidades do facebook (live) e vídeos do youtube.
Percebemos uma linguagem nova, muitos jovens empunhando a bandeira da umbanda, às vezes alguns exageros e equívocos… Mas na soma geral qualifico como positivo.
Devido a falta de tempo para escrevermos, optamos em concentrar nossos esforços em divulgar a doutrina dos Sete Reinos Sagrados através de cursos presenciais e on-line. Hoje já estamos com treze cursos on-line (que poderiam ser livros) e que tratam dos diversos aspectos da doutrina, e que compreendem:
-A base doutrinária
-Tratamento de Cura Espiritual – Arapé e TVAD
-Ervas na Umbanda – Fitoenergética
-Pontos Riscados
– Elementais e Elementares na umbanda – Magia elemental
-Mediunidade umbandista
-Oferendas na umbanda
– A evolução Espiritual – Espírito gênese
-Historia dos cultos afro-ameríndios e formação da umbanda – 500 anos de sincretismo
-Exu na umbanda – Exu o Guardião do Templo
– e recentemente a Numerologia Sagrada usada na umbanda
Estes cursos estão disponíveis em www.ead.mataverde.org
Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que a doutrina ensinada pelos mentores do Núcleo Mata Verde já está consolidada.
À partir deste ano estaremos estreitando os vínculos com todas aquelas casas que implantaram a doutrina dos sete reinos.
Se você dirigente umbandista segue, ensina, ou estuda a doutrina dos Sete Reinos Sagrados em sua casa, entre em contato, pois queremos muito estreitar os vínculos e promover um trabalho de cooperação e divulgação em parceria.
Utilize os e-mail e formulários do site www.mataverde.org
Em outra ocasião estaremos escrevendo sobre este novo projeto do Núcleo Mata Verde.
Abraços!
Saravá Umbanda!
São Vicente, 29/01/2017
Manoel Lopes
Casa de Lei
Antonio Carlos Evangelista,

Duas grandes perguntas: O som do Atabaque preenche sua alma? Os pontos de Umbanda fazem seu corpo tremer e aflorar a sua fé?

Caso sim, eu tenho um covite para você. A partir do dia 28 (todos os sábados) vamos começar uma turma de Curimba e Canto presencial aqui no Casa de Lei.

Meu irmão Leonardo Molina ministra esse curso trazendo a importância dos curimbeiros e atabaqueiros nos terreiros e conhecimentos dos fundamentos do uso dos principais atabaques dentro da gira, algumas técnicas de canto e conceitos aplicados ao ritual umbandista, com um vasto repertório de pontos cantados como nagô, ijexá, barravento, angola e congo.
Alan Barbieri
Gratidão,
Alan Barbieri

178 - Usando o que você já sabe

Tira Dúvidas nº 140

Área da assistência

Entrar na área de trabalho

Porteira de terreiro

Prática: saudar a tronqueira

Prática: Bater Cabeça

O cumprimento de Exu

Exu com roupa branca?

Mesmo terreiro Duas entidades

Incorporar sem guias no pescoço

178 - Usando o que você já sabe

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

QUANDO NASCE UMA CASA DE UMBANDA.

     Muitos umbandistas expressam o desejo de terem suas casas. Na maioria dos objetivos, a razão é para fazer o que discorda da atual casa ou para ditar as suas próprias regras. No entanto uma corrente espiritual de Umbanda nasce de razões profundas, alicerçadas no compromisso moral, ético e espiritual. Não se trata de um local para atender as vontades das pessoas e nem tão pouco um palco de atrações.

     Uma casa de Umbanda é um lugar sagrado onde se encontra apoio e acolhida aos encarnados e desencarnados. Um lar para quem quer ficar, uma escola para quem quer aprender, um hospital para quem quer se curar. Ela nasce em coração simples e sincero, com disposição e capacidade de agregar, somar e de partilhar. São esses os dons que outorgam o nascimento de uma corrente umbandista. Valores que não se aprendem em cursos, que não são comprados ou adquiridos por graus parentescos e “ritos mágicos”. São valores forjados pela dedicação ao trabalho mediúnico, pelo discernimento e disciplina que no decorrer no tempo são adquiridos. A espiritualidade que desenvolve e educa o filho de fé indica o momento de construir uma casa, quando a formação se completa. A autorização parte da Umbanda e não das pessoas. Quando a concepção é sagrada entre a espiritualidade e um coração humilde, a Umbanda vibra no ori, no olhar, na pele. Não há recuo pelas dificuldades, pelas próprias limitações ou ingratidões. Há objetivo, determinação e realização. O resultado se apura no decorrer dos anos. Os trabalhos crescem, se desenvolvem e se multiplicam. As correntes espirituais se consolidam e a identidade da casa se constrói junto com sua história. É como uma semente que possui o dom dos frutos, mas terá que trabalhar em sua formação até se transformar em uma árvore.

     Que as sagradas casas de Umbanda promovam ambientes adequados para que seus filhos sejam capacitados a cuidar da fragilidade humana. 

    Saravá!

    Templo de Umbanda Caboclo Pena Branca – Taubaté SP

    Mãe Márcia Moreira

domingo, 29 de janeiro de 2017

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A LINHA DOS BAIANOS, INTERNET E OUTROS ASSUNTOS.

A linha dos baianos, Internet e outros assuntos.
Este ano estamos completando quarenta e dois anos de trabalho mediúnico na umbanda.
Nossa escolha pela umbanda foi voluntária, feita por amor, pelo encanto com aquela religião até então desconhecida por mim.
É certo que minha mediunidade já estava aflorada desde minha infância, as visões, as impressões desagradáveis, as  náuseas, as dores na nuca, os enjoos, os desdobramentos noturnos, os sonhos estranhos, as premonições etc…  Aos doze anos meu primeiro contato com a “senhora da luz velada” na casa de uma tia em São Paulo, na zona norte, isso lá pelos idos de 1970.
Linha de baianos, trabalhando na cozinha da tia Zezé, esposa do irmão de minha mãe, meu tio Aristides. E foi neste dia que a baiana Maria Antônia, me chamou e perguntou se estava com medo. Disse que não e começou a me girar… Neste dia quase levantei voo… Uma força enorme se apoderou do meu corpo e me levou por todo o espaço livre daquela pequena cozinha.
Lembro-me bem quando voltei daquele giro e ouvi claramente a baiana conversando com meu pai… Este tem o pé na umbanda, seu caminho já está traçado…
Maria Antonia era uma baiana “porreta”, presenciei coisas maravilhosas que aquela baiana fazia, dizia ser jovem (18 anos) e ter vivido na época de Lampião. Um belo dia, disse que teria outros trabalhos a fazer e nunca mais voltou a  trabalhar com tia Zezé.
Mas ela deixou um companheiro seu perto de mim, baiano Sebastiano, que também é jovem (23 anos), e que anos depois se apresentou e me acompanha nestes quarentas anos. Devo muito a linha dos baianos e dos boiadeiros.
Embora o atendimento ao público no Núcleo Mata Verde, seja sempre com Caboclos e Pretos Velhos, quase toda quarta-feira , nas giras reservadas, temos a participação dos baianos e boiadeiros.
Posso afirmar com certeza que a linha dos baianos é uma das linhas de sustentação do Núcleo Mata Verde, lembro bem, no início do Núcleo Mata Verde trabalhávamos somente com uma gira pública por semana, e em todo final de trabalho lá estava a linha dos baianos para fechar os trabalhos.
Também era um procedimento comum, quando existia algum trabalho mais “pesado”, quando era necessário fazer uma “puxada” ou transporte, o Caboclo Mata Verde começava a preparar o “ambiente”, fazendo algumas firmezas e orientando o consulente e depois na parte final dos trabalhos quem se encarregava de “trazer“ os espíritos era o baiano Sebastiano. Era uma puxada atrás da outra, trabalhei muito como médium de transporte. Atualmente o Caboclo Mata Verde alterou a forma de trabalhar, mas quando há necessidade lá vamos nós.
Mas, embora tenha começado este texto a falar sobre baianos, o assunto que quero tratar é outro.
Quero fazer uma reflexão sobre a umbanda, o umbandista e a Internet.
São mais de quarenta anos de umbanda, o tempo passou voando, e aos poucos fui conhecendo melhor esta “senhora da luz velada”, aprendi muitas coisas observando as pessoas e principalmente com os mestres espirituais, que sempre estiveram dispostos a ouvir, ensinar, amparar e orientar a todos que os procuravam. Sei que ainda tenho muito, mas muito mesmo que aprender, é notório que quando aprendemos mais uma coisa, centenas de outras dúvidas surgem e mostram como ainda somos pequenos neste conhecimento espiritual.
Desde 1996 quando fizemos nosso primeiro site de umbanda (Saravá Umbanda),e na sequência a lista de e-mail também conhecida como lista Saravá Umbanda, a primeira sala de áudio-conferência de umbanda no programa paltalk, todo sábado a noite, o primeiro podcast “Estudando a Umbanda” com nossa querida irmã fada, a TV Saravá Umbanda, o módulo de ensino a distância criado em novembro de 2006, a RBU – Rede Brasileira de Umbanda , os vídeos Estudando a Umbanda pela TV Saravá Umbanda, juntamente com Pai Silvio e o Sandro da APEU, sempre tivemos a preocupação de divulgar a beleza da umbanda, ensinar aos mais jovens, e procurar unir os umbandistas do Brasil.
São vinte anos de divulgação da umbanda pela Internet, e sempre de forma gratuita, pela satisfação de poder servir de alguma forma a ”senhora da luz velada”.
Aquele período do início da Internet no Brasil foi marcante, a Internet era uma novidade e o contato proporcionado por ela gerava muito conhecimento e muita discussão… Debates homéricos, processos judiciais, magias etc… Dias e noites pensando e estudando determinado assunto para poder continuar o debate iniciado nas listas. As comunicações eram bem lentas, discadas e os uploads e downloads demoravam horas e até dias.
Quem tem mais de 15 anos de internet e umbanda deve se lembrar daquela época.
A Internet aproximou e mostrou a riqueza que era a umbanda, mostrou a diversidade de cultos existentes, as formas de trabalho, as diferentes linhas e muitas outras coisas da nossa querida umbanda.
Falar em Zélio de Moraes, em diversidade de ritos umbandistas, em sacrifício de animais e afirmar que a Umbanda era brasileira era certeza de debates e debates que em algumas situações chegavam ao extremo de agressões verbais e processos judiciais.
O tempo passou e hoje parece que estes assuntos não geram tanta polêmica, temos uma nova geração de umbandistas que entrou na umbanda há menos de 20 anos e nem imagina o que foi aquela época, estes assuntos citados por mim já estão enraizados praticamente em quase toda casa de umbanda.
Nos últimos onze anos me dediquei, dia e noite, ao Núcleo Mata Verde.
Não é tarefa fácil iniciar e manter um templo de umbanda, me afastei dos debates, mas continuo atento as novidades do facebook (live) e vídeos do youtube.
Percebemos uma linguagem nova, muitos jovens empunhando a bandeira da umbanda, às vezes alguns exageros e equívocos… Mas na soma geral qualifico como positivo.
Devido a falta de tempo para escrevermos, optamos em concentrar nossos esforços em divulgar a doutrina dos Sete Reinos Sagrados através de cursos presenciais e on-line. Hoje já estamos com treze cursos on-line (que poderiam ser livros) e que tratam dos diversos aspectos da doutrina, e que compreendem:
-A base doutrinária
-Tratamento de Cura Espiritual – Arapé e TVAD
-Ervas na Umbanda – Fitoenergética
-Pontos Riscados
– Elementais e Elementares na umbanda – Magia elemental
-Mediunidade umbandista
-Oferendas na umbanda
– A evolução Espiritual – Espírito gênese
-Historia dos cultos afro-ameríndios e formação da umbanda – 500 anos de sincretismo
-Exu na umbanda – Exu o Guardião do Templo
– e recentemente a Numerologia Sagrada usada na umbanda
Estes cursos estão disponíveis em www.ead.mataverde.org
Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que a doutrina ensinada pelos mentores do Núcleo Mata Verde já está consolidada.
À partir deste ano estaremos estreitando os vínculos com todas aquelas casas que implantaram a doutrina dos sete reinos.
Se você dirigente umbandista segue, ensina, ou estuda a doutrina dos Sete Reinos Sagrados em sua casa, entre em contato, pois queremos muito estreitar os vínculos e promover um trabalho de cooperação e divulgação em parceria.
Utilize os e-mail e formulários do site www.mataverde.org
Em outra ocasião estaremos escrevendo sobre este novo projeto do Núcleo Mata Verde.
Abraços!
Saravá Umbanda!
São Vicente, 29/01/2017
Manoel Lopes

Por que o estudo incomoda tanto ao médium Umbandista?

Muitos médiuns relutam muito quando o assunto é estudo, leitura, aprendizado, alguns simplesmente acham que é chegar ali, colocar uma roupa branca, incorporar um espírito e está tudo certo, e muitos ainda acham que estão fazendo muito, como se estivessem fazendo um verdadeiro favor ao espírito de estar ali cedendo sua matéria. O que muitos médiuns se esquecem que eles também precisam se espiritualizar, se evangelizar e reformar, eles precisam alcançar sua evolução e LUZ PRÓPRIA. Um médium mal instruído, ele simplesmente acaba sendo  um possível veículo para espíritos tão ignorantes espiritualmente quanto eles próprios, fora que por não saberem as minucias que envolve a espiritualidade, mediunidade e por  não saber detectar um espírito idôneo de um que não seja, porque veja médiuns assim se colocam apenas como um marionete do espiritual onde toda e qualquer manifestação espiritual é verdadeira e idônea, não existe crivo por exemplo, lembrem-se SINTONIA E AFINIDADE: Se um suposto espírito vier e falar: oh você vai fazer esse trabalho com o nome de tal fulana um trabalho de feitiçaria, se esse espírito se identificar como sendo um guia e uma entidade famosos vamos colocar assim o médium e até mesmo o consulente cegamente o faz, sem analisar o teor da mensagem e o objetivo de tal propósito, então muitos médiuns acabam virando joguetes de espíritos mistificadores, nefastos devido a sua própria cegueira espiritual ou mesmo displicência. E não se enganem tem MUITOS por ai nesse patamar.
“O guia tem que saber tudo, eu não preciso saber nada”
Para mim essa é uma das frases mais ignorantes que eu pude ouvir na minha vida, e denota uma falta de conhecimento absurdo ao que envolve espiritualidade e mediunidade.
Dá mesma forma que um cirurgião não pode ensinar uma criança a operar, assim é comparado um guia e mentor para com seu médium, ele irá trazer seus conhecimentos a seu médium na medida e de acordo com a evolução e dedicação do mesmo em estar buscando seu próprio conhecimento. Lembrando que o guia age no mental e no psiquismo do médium. Fora que um médium instruído irá facilitar em muito o trabalho e atuação de seus mentores.
Infelizmente muitos médiuns quando chegam numa casa religiosa de Umbanda onde o estudo é exigido, simplesmente descartam, acham cansativo e moroso, fatos assim se comprovam em dias de palestras que muitos poucos médiuns as vezes participam e pior os que costumam faltar são os mais necessitados das mesmas. Para estar modificando esse quadro muitos terreiros de Umbanda estão colocando como normativa e regra doutrinaria a obrigatoriedade dos médiuns estarem sim, participando das palestras e estudos doutrinários. Não haveria necessidade disso caso os médiuns conseguissem entender da urgência e prioridade em se praticar os estudos, e do seu próprio papel no que condiz a seriedade e comprometimento.
Gostaria de frisar que o ESTUDO não é mais importante do que a EXPERIÊNCIA DE CHÃO DE TERREIRO, mas hoje em dia um não sobrevive mais sem o outro,  cabe o médium  fazer das duas uma DUPLA IMPLACÁVEL, para um trabalho sério e consciente espiritualmente falando. Fora que o estudo ajuda a colocar as máscaras no chão, e verdades antes aceitáveis ou mesmo fantasiosas são desmascaradas devido a inverdades. Mas infelizmente talvez esteja ai o grande dilema, se descobrir-se mediunicamente falando e constatar que muita coisa ali ocorrendo pode estar equivocada ou pior estar muito errada, principalmente no que diz respeito a posturas, doutrinas, espíritos. Com certeza é preciso coragem e brio, força de caráter para admitir que possa se estar errando.
Mas tenham certeza é melhor descobrir tarde do que nunca.
Por outro lado, muitos médiuns se queixam que procuram conhecimento em suas casas, mas que além de não terem, todas as suas perguntas nunca são respondidas e a frase mais costumeira vinda de dirigentes é: “… ainda não é tempo para você saber tal coisa..” ou simplesmente ignoram e dizem “… não está na hora…”, claro que tudo tem seu tempo, sua hora, seu aprendizado, mas NUNCA um dirigente deve deixar seu médium sem uma resposta, pelo menos explicar do porque não pode saber. Mas sabemos que em algumas situações essas respostas na realidade é mais um escape de uma pergunta onde não se sabe uma resposta.
O que acontece muito é que temos por ai,  muitos cegos guiando cegos, dirigentes que não sabem nem para eles próprios. Muitos que a frase dita lá em cima era usualmente ouvidas de suas bocas. “… não preciso saber nada, meu guia sabe tudo…”. Realmente um guia e mentor sabe tudo, e tem plena consciência e responsabilidade de não dar conhecimento para quem não sabe lidar com ele. Para se ter conhecimento se faz necessário merecimento e sabedoria. E infelizmente tem muito dirigente ensinando e instruindo médiuns de forma equivocada e errada, e esses médiuns cedo ou mais tarde sofrem as consequências.
Muitas vezes o médium sem ter para onde correr, acaba ele por sua própria conta procurando conhecimento fora, onde na realidade deveria obtê-lo dentro de sua própria casa, e mais triste é ver médiuns sendo expulsos porque o dirigente após descobrir os tira do terreiro, porque se sente com o ego ferido, mas não consegue enxergar que ele negligenciou aquele filho.
Vejo muitos médiuns dizendo eu não gosto de ler, não gosto de palestras eteceteras e tals – TENHO PREGUIÇA. Mas engraçado que muitos desses mesmos médiuns, não podem ver uma notícia escandalizando alguém ou uma outra casa, ou um ibope negativo, ou uma futilidade, o texto pode ser enorme, eles leem tudo, participam, compartilham, a impressão que se dá que o que não presta tem mais valor, é mais interessante. O nome disso é maledicência. E eles estão sendo na realidade maus com quem mesmo?  Pensemos.
Médiuns quando frisamos em vários contextos que um médium deve-se ter comprometimento e seriedade no que condiz a espiritualidade e mediunidade não estamos jogando palavras no ar, é para seu próprio bem, uma mediunidade desequilibrada, sem instrução é veículo fácil para obsessão e para ataques de alto teor de gravidade.
Mediunidade é coisa séria, para gente séria, lembram-se dessa frase?
Alguns médiuns simplesmente se limitam, é como se achassem incapacitados para aprender, e isso não é verdade basta ter força de vontade, principalmente de gostar do que faz. Na realidade quanto mais amor mas se quer saber sobre.c3294eec826a6206d46da355b5a23ec2
Concordo plenamente, se for para um médium praticar uma mediunidade sem instrução, anti doutrinária, antes que obtenha uma mediunidade desenfreada e desequilibrada é melhor que se abstenha da pratica da mesma mais ostensivamente falando.
Muitos estão médiuns, mas muitos poucos são medianeiros sérios e conscientes.
Cristina Alves
Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.


Uma proposta inédita. Abaixe o livro e depois de ler se gostou pague.
Confira!
Visite RBU - Rede Brasileira de Umbanda em: http://www.rbu.com.br/?xg_source=msg_mes_network

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017


Alan Barbieri 



Olá Antonio Carlos Evangelista,

Estou muito contente em saber que você quer conhecer as nossas dicas e sobre a mediunidade.
Clique aqui e baixe o ebook!


Obrigado e tenha uma ótima semana!
Abraços!

A DÉCADA DA DESTRUIÇÃO

A Década do Fogo (destruição)
Final do ano passado realizamos no Núcleo Mata Verde o curso – Numerologia Sagrada e Magia do Tempo conforme princípios da doutrina umbandista Umbanda Os Sete Reinos Sagrados.
Durante o curso abordamos varias questões sobre a doutrina seguida no Núcleo Mata Verde e principalmente sobre a utilidade da numerologia setenária na umbanda.
Com toda certeza o principal uso da numerologia sagrada é a elaboração do Padrão Vibratório do médium.
O Padrão Vibratório já foi assunto de muitos artigos que escrevi neste Blog durante os últimos 10 anos.
Para exemplificar seu uso podemos citar a identificação dos aplicadores do Arapé, também é através do padrão vibratório que podemos identificar as partes do corpo mais sensíveis e desta forma elaborar um tratamento preventivo e mesmo naqueles casos onde se desconhece as causas das moléstias o padrão vibratório é de muita utilidade.
Entre outros usos podemos citar analise vocacionaltratamento vibracional a distância (TVAD), elaboração de banhos de ervas etc…
Mas o assunto deste texto é outro.
Durante o curso apresentamos aos alunos a tabela de décadas, abaixo ilustrada.
Esta tabelinha serve para facilitar o cálculo das reduções numéricas durante o uso da Numerologia Setenária.
Ao apresentarmos a tabelinha fizemos uma analise das várias décadas e da vibração de cada uma.
Percebe-se que a vibração de cada década se repete de 70 em 70 anos.
Por exemplo:
A vibração da década de 1900 é 3 (Vibração Ybytu Pyatã) que se repete somente em 1970.
A vibração de 1910 é 6 que se repetiu em 1980 (Vibração Abá Pyatã)
A vibração de 1920 é 2 que se repetiu novamente em 1990 (Vibração Yby Pyatã)
Ao estudarmos a vibração da década de 1940 observamos que a vibração de década de 1940 é 1 (Tatá Pyatã) a vibração do FOGO.
Esta vibração do fogo se repete após 70 anos, ou seja, na década de 2010.
Estamos vivendo em uma década do fogo que irá de 2010 a 2019.
Como todos os estudantes da doutrina já sabem, a energia do fogo é forte, tem uma força de destruição muito intensa, também pode produzir líderes, guerreiros e guerras.
Tem forte ligação com o Orixá Ogum.
Ao voltarmos um pouco no tempo iremos verificar que a década de 1940 foi muito tensa, inclusive com a eclosão da segunda guerra mundial e a destruição de Hiroshima e Nagazaki através das bombas atômicas.
O bombardeio atômico ocorreu em agosto de 1945, lembramos que agosto também é um mês do fogo.
A primeira bomba, lançada em Hiroshima foi chamada “Little Boy”, com 60 toneladas de urânio, a bomba que detonou a 576 m acima da cidade. Ao cair aos 43 segundos o gatilho barométrico e o de tempo acionaram o mecanismo detonador, um projétil de urânio foi disparado contra um alvo de urânio iniciando uma reação em cadeia. E a matéria sólida começou a se desintegrar liberando uma tremenda quantidade de energia.
Após um silencioso clarão, ergueu-se um cogumelo de devastação de 9.000 m de altura provocando ventos de 640 a 970 km/h, espalhando material radioativo numa espessa nuvem de poeira. A explosão provocou um calor de cerca de 5,5 milhões de graus Celsius, similar à temperatura do Sol. Prédios sumiram com a vegetação, transformando a cidade num deserto. Quase tudo fora desintegrado. Num raio de 2 km, a partir do centro da explosão, a destruição foi total.
Hiroshima tinha na época cerca de 330 mil habitantes, e era uma das maiores cidades do Japão, o bombardeio matou imediatamente 50 mil pessoas e feriu outras 80 mil. Cerca de 130 mil pessoas, morreram depois, a bomba lançada é até hoje a arma que mais mortes provocou em pouco tempo, 221.893 mortos é o total das vítimas da bomba reconhecidas oficialmente até hoje. A bomba também afetou seriamente a saúde de milhares de sobreviventes. A grande maioria das vítimas era formada pela população civil, a maioria das pessoas eram mulheres e crianças já que grande parte dos homens se encontrava lutando na guerra que nada tinha a ver com a guerra.
Prezado irmão umbandista, estamos novamente vivendo sobre este campo vibracional do fogo e para piorar o quadro 2017 é um ano do fogo como mencionamos nos artigos anteriores.
Registramos aqui nosso alerta!
O MUNDO ESTÁ TENSO!MUITO TENSO!
Não estamos afirmando que viveremos outra guerra nuclear, mas afirmamos que estamos vivendo sob densas nuvens negras.
O planeta Terra corre sério risco e seu futuro depende somente de nós os humanos.
Toda a espiritualidade está atenta e em alerta.
Estamos vivendo intensamente a vibração Tatá Pyatã (Fogo), mas possuímos o livre arbítrio de utilizarmos esta força espiritual na direção que quisermos.
O momento exige muita reflexão, muita oração, pensamentos positivos, muita calma, amor ao próximo e controle emocional.
A vibração Tatá Pyatã (Fogo) poderá agir sobre a humanidade de forma positiva, trazendo novas lideranças, novas atividades, novas empresas, uma nova ordem mundial, uma nova fase se inicia no planeta Terra após 2017 ou poderá desencadear muita destruição.
É o inicio de um novo ciclo para a humanidade.
Desculpem os termos alarmantes deste texto, não gosto de escrever sobre questões desta natureza, mas era necessário registrar este apelo a todos os umbandistas.
Muita Paz!
São Vicente, 27/01/2017
Manoel Lopes

ACADEMIA: Texto= Renovação da Umbanda Urbana contemporânea: Por Luan Rocha de Campos

Dear Antonio, You read the paper " Algumas observações em torno da renovação na Umbanda urbana contemporânea "...