terça-feira, 29 de abril de 2014

Prosperidade com os "poderes" da mediunidade:

 Prosperidade com os "poderes" da mediunidade:

Não desanime NUNCA!

TENDE BOM ÂNIMORedação do Momento Espíritahttp://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=4120&stat=0
 
Quem de nós está isento de dificuldades, problemas e dores ao longo da vida?
 
Quem consegue atravessar uma existência toda sem momentos de tristeza, processos dolorosos, perdas, angústias ou sofrimentos?
 
Isso se dá porque as dificuldades e dores, as aflições e tormentos da existência têm uma razão de ser.
 
Se assim não fosse, Deus, sendo bom e justo, Pai amoroso e ciente de tudo o que nos ocorre, não ofereceria as dores e aflições para o nosso cotidiano.
 
Entendemos que as dificuldades morais ou físicas, presentes em nossas vidas, fazem parte do processo evolutivo em que nos encontramos.
 
Ciente disso é que Jesus nos alertou, de maneira clara, que no mundo teríamos aflições. Porém, não esqueceu de nos recomendar bom ânimo para que, como Ele, pudéssemos vencer o mundo.
 
Este é o grande desafio da existência aqui na Terra: Vencer o mundo.
 
Naturalmente, se analisarmos a vida apenas como o pequeno espaço que se estende do ventre materno ao túmulo, se tornará difícil entendermos os porquês e razões dos sofrimentos.
 
Verdade que algumas aflições e dificuldades são próprias de nossas ações impensadas e de nossa imprudência.
 
Quantos passamos por agruras financeiras apenas por sermos imprevidentes e gastadores contumazes?
 
Quantos somos daqueles que padecemos doenças e males físicos simplesmente pelo descuido do corpo ou pelos excessos que cometemos?
 
Entretanto, há um grande contingente de dores que a vida nos oferece que não são consequência de ações do hoje, do agora. Dores que não conseguimos explicar.
 
Afinal, como entender a dor imensurável de uma mãe despedindo-se do filho que retorna ao mundo espiritual, deixando imenso vazio em seu coração?
 
Como explicar crianças, em tenra idade, tendo que lutar contra doenças terríveis que lhes minam a saúde, e lhes exigem dolorosos processos de tratamento?
 
* * *
 
Como Espíritos imortais que somos, sempre retornamos às lides da Terra com lições a serem aprendidas.
 
E, não raras vezes, esse aprendizado se dá sob o signo do sofrimento e da dificuldade. Não se trata de castigo divino, mas da nossa condição de aprendizes renitentes e teimosos.
 
Como a Lei Divina é de progresso e melhoria, mesmo os mais teimosos, mesmo os que tropeçamos em outras oportunidades, temos sempre novas chances de aprendizado e de burilamento pessoal.
 
Assim, as aflições do mundo são oportunidades de resgate e aprendizado.
 
O que hoje se nos mostra como imensa dor, a ponto de pensarmos que enlouqueceremos, amanhã veremos que foi momento de amadurecimento, de mudança de valores, de conquistas de virtudes.
 
Por isso, o conselho de Jesus: Tende bom ânimo.
 
Se hoje a dor nos chega, se estamos sob um maremoto de aflições, armemo-nos de fé, coragem e bom ânimo, entendendo que Jesus será sempre o Bom Pastor, a nos amparar, a fim de que, como Ele, nós também possamos vencer o mundo.
 
Redação do Momento Espírita.
 

Em 29.4.2014.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

FILME COMPLETO O ANJO

https://www.youtube.com/watch?v=IyqnPKpvR50

ESPÍRITOS, PENSAMENTOS

PARA OS ESPÍRITOS O PENSAMENTO É TUDO
Estudo com base numa comunicação dos Espíritos Erasto e Timóteo
in O Livro dos Médiuns, Cap. XIX, Papel do Médium nas Comunicações, item 225.
Obra codificada por Allan Kardec.
 
Pesquisa: Elio Mollo
Em 23/04/2013
 
 
Os Espíritos não têm necessidades de vestir os seus pensamentos com palavras. Os seres encarnados pelo contrário, só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras. Contudo, o ser encarnado põe o seu corpo, como instrumento de comunicação por palavras, à disposição, o que um Espírito errante não tem condição de fazê-lo.  Assim, podemos perceber a importância do papel dos médiuns nas comunicações espíritas.
 
 
Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço, porém, rápido como o pensamento. Quando o pensamento está em algum lugar, a alma está também, uma vez que é a alma que pensa. O pensamento é um atributo da alma. Para os Espíritos o pensamento é tudo. (1)
 
Os Espíritos agindo sobre os fluidos espirituais, não os manipulam como os homens manipulam os gases, mas com a ajuda do pensamento e da vontade. O pensamento e a vontade são para os Espíritos o que a mão é para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem a esses fluidos tal ou tal direção; aglomeram-nos, combinam-nos ou os dispersam. É com esses fluidos que eles formam a grande oficina ou o laboratório da vida espiritual. (2)
 
A linguagem dos Espíritos é o verdadeiro critério pelo qual podemos julgá-los, pois, sendo a linguagem a expressão do pensamento, eles tem sempre um reflexo das qualidades boas ou más que possuem em sua capacidade evolutiva, sendo assim, o primeiro sentimento que os evocadores e os médiuns devem ter em relação a eles é o da prudência (3), pois os Espíritos, não sendo outros senão as almas dos homens, não possuem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência. O saber dos Espíritos esta limitado ao grau de seu adiantamento, e a suas opiniões tem unicamente o valor de uma opinião pessoal. Essa verdade, reconhecida preservará os evocadores e os médiuns da grande dificuldades de crerem em suas infalibilidades. Inclusive, é útil e sensato não formular teorias prematuras sobre o dizer de um só ou de alguns Espíritos. (4)
 
Salvo algumas poucas exceções, o médium transmite o pensamento dos Espíritos pelos meios mecânicos de que dispõe, e a expressão desse pensamento pode e deve, o mais frequentemente, ressentir-se da imperfeição desses meios.
 
Qualquer que seja a natureza dos médiuns escreventes, mecânicos, semi-mecânicos ou simplesmente intuitivos, os processos de comunicação dos Espíritos não variam na essência. As comunicações com os Espíritos encarnados, diretamente, ou com os Espíritos propriamente ditos, se realizam unicamente pela irradiação do pensamento. Os pensamentos não necessitam das vestes da palavra para que os Espíritos os compreendam. Todos os Espíritos percebem o pensamento transmitido, pelo simples fato de ele ter sido dirigido a alguém, um grupo, ou de uma maneira geral e cada um o entenderá na razão do grau de suas faculdades intelectuais. Quer dizer que determinado pensamento pode ser compreendido por estes e aqueles, segundo o respectivo adiantamento, enquanto para outros o mesmo pensamento, não despertará nenhuma lembrança nenhum conhecimento no fundo do seu coração ou do seu cérebro não será perceptível. No caso de ser um Espírito encarnado que serve de médium, este processo é o método mais apropriado para transmitir o pensamento de um Espírito para outros encarnados, mesmo que o médium não o compreenda.
 
Se um Espírito tiver a necessidade de usar de um médium para comunicar o seu pensamento por palavras, ele irá usar um ser terreno (espirito encarnado), porque este pode ceder o seu corpo como um instrumento, colocando-se a sua disposição, o que um Espírito errante não tem condição de fazê-lo. Eis aqui um ponto importante do papel dos médiuns nas comunicações espíritas.
 
Assim, quando os Espíritos superiores encontram num médium o cérebro cheio de conhecimentos adquiridos na sua vida atual, e o seu Espírito rico de conhecimentos anteriores, latentes, próprios a facilitar as comunicações, eles preferem servir-se dele, porque então o fenômeno da comunicação será muito mais fácil do que através de um médium da inteligência limitada, e cujos conhecimentos anteriores fossem insuficientes.
 
Para compreender melhor tentaremos usar algumas explicações que nos parecem ser mais claras e precisas.
 
Com um médium cuja inteligência atual ou anterior esteja desenvolvida, o pensamento do Espírito se comunica instantaneamente, de Espírito a Espírito, graças a uma faculdade peculiar à essência mesma do Espírito. Nesse caso o Espírito encontra no cérebro do médium os elementos apropriados à roupagem de palavras correspondentes a esse pensamento, quer o médium seja intuitivo, semi-mecãnico ou mecânico. É por isso que apesar de diversos Espíritos se comunicarem através do médium, os ditados por eles recebidos trazem sempre o cunho pessoal do médium, quanto à forma e ao estilo. Porque embora o pensamento não seja absolutamente dele, o assunto não se enquadre em suas preocupações habituais, se bem o que os Espíritos desejam dizer não provenha do médium, ele não deixa de exercer sua influência na forma, dando-lhe as qualidades e propriedades características da sua individualidade. É precisamente como quando olhamos diversos lugares através de binóculos coloridos, de lentes brancas, verdes ou azuis, e embora os lugares e objetos vistos pertençam ao mesmo trecho, mas tenham aspectos inteiramente diferentes, aparecem sempre com a coloração dada pelas lentes.
 
Melhor ainda: comparemos os médiuns a esses botijões de vidros com líquidos coloridos e transparentes que se veem nos laboratórios farmacêuticos. Pois bem, os Espíritos são como focos luminosos voltados para certos trechos de paisagens morais, filosóficas, psicológicas, iluminando-os através de médiuns azuis, verdes ou vermelhos, de maneira que os nossos raios luminosos tomam essas colorações, se bem o que os Espíritos desejam dizer não provenha dele, ou seja, obrigados a atravessar vidros mais ou menos bem lapidados, mais ou menos transparentes, o que vale dizer médiuns mais ou menos apropriados, esses raios só atingem os objetos que os Espíritos desejam iluminar tomando a coloração ou a forma própria e particular desses médiuns.
 
Para terminar oferecemos mais uma comparação: os Espíritos são como os compositores de música que tendo composto ou querendo improvisar uma ária só dispõem de um destes instrumentos; um piano, um violino, uma flauta, um fagote ou um apito comum. Não há dúvida que com o piano, com a flauta ou com o violino eles executarão a ária de maneira satisfatória. Embora os sons do piano, do fagote ou da flauta sejam essencialmente diferentes entre si, a composição do Espírito será sempre a mesma nas diversas variações de sons. Mas se ele dispõe apenas de um apito comum, ou mesmo de um sifão de esguicho, ei-lo em dificuldade.
 
Quando os Espíritos são obrigados a servir-se de médiuns pouco adiantados o trabalho deles se torna mais demorado e penoso, pois eles tem de recorrer a formas imperfeitas de expressão, o que é para eles um embaraço. São então forçados a decompor os pensamentos e ditar palavra por palavra, letra por letra, o que é fatigante e aborrecido, constituindo verdadeiro entrave à presteza e ao bom desenvolvimento das manifestações espíritas.
 
É por isso que eles se sentem felizes quando encontram médiuns bem apropriados, suficientemente aparelhados, munidos de elementos mentais que podem ser prontamente utilizados, bons instrumentos, numa palavra, porque então o perispírito dos Espíritos, agindo sobre o perispírito daquele que mediunizam, só tem de lhe impulsionar a mão que serve de porta caneta ou porta lápis. Com os médiuns mal aparelhados eles, para se comunicarem são obrigados a realizar um trabalho por meio de pancadas, ou seja, indicando letra por letra, palavra por palavra, para formar as frases que traduzem o pensamento a ser transmitido. Essa a razão dos Espíritos preferirem as classes esclarecidas e instruídas, para a divulgação do Espiritismo e o desenvolvimento da mediunidade escrevente, embora seja nessas classes que se encontram os indivíduos mais incrédulos, mais rebeldes e mais destituídos de moralidade. E é também por isso que, se deixam aos Espíritos brincalhões e pouco adiantados a transmissão das comunicações tangíveis por meios de pancadas e os fenômenos de transporte, é porque os homens são pouco sérios preferindo os fenômenos que lhes tocam os olhos e os ouvidos aos de natureza puramente espiritual, puramente psicológica.
 
Quando os Espíritos desejam ditar mensagens espontâneas agem sobre o cérebro, nos arquivos do médium, e juntam o material deles com os elementos que o médium fornece. E tudo isso sem que ele o perceba. É como se os Espíritos tirassem da bolsa do médium o seu dinheiro e dispuséssem a moedas, para somá-las. Na ordem que lhes parecer melhor. (5)
 
Mas quando o próprio médium quer interrogar os Espíritos, melhor será que antes reflita seriamente a fim de fazer as perguntas de maneira metódica, facilitando assim o trabalho deles para responder. Porque o cérebro do médium, como acontece frequentemente, pode estar numa desordem dificílima de organizar, sendo para os Espíritos muito mais difícil trabalhar com o labirinto do pensamento do médium.
 
Quando as perguntas devem ser feitas por terceiro, é bom e conveniente que sejam antes comunicadas ao médium para que ele se identifique com o Espírito do interrogante, impregnando-se, por assim dizer, das suas intenções. Porque então os Espíritos terão muito mais facilidades para responder, graças à afinidade existente entre o perispírito do Espírito e o do médium que servirá de intérprete (6).
 
Certamente, os Espíritos podem tratar de Matemáticas através de um médium que as desconheça por completo, mas quase sempre o Espírito do médium possui esse conhecimento em estado latente. Isso quer dizer que se trata de um conhecimento pessoal do ser fluídico e não do ser encarnado, porque o seu corpo atual é um instrumento inadequado ou rebelde a essa forma de conhecimento. O mesmo se dá com a Astronomia, a Poesia, a Medicina e as línguas diversas, e ainda com todos os demais conhecimentos peculiares à espécie humana. Por fim, os Espíritos, tem ainda o meio dificultoso de elaboração, aplicado aos médiuns completamente estranhos ao assunto tratado, que é o de reunião das letras e das palavras como se faz em tipografia (7).
 
Finalizando, os Espíritos não têm necessidades de vestir os seus pensamentos com palavras. Eles o percebem e os transmitem naturalmente entre si. Os seres encarnados pelo contrário, só podem comunicar-se pelo pensamento traduzido em palavras. Enquanto a letra, a palavra, o substantivo, o verbo, a frase, enfim, são necessários para percepção dos seres encarnados, mesmo mental, nenhuma forma visível ou tangível é necessária para os Espíritos. (8).
 
Esta análise do papel dos médiuns e dos processos, pelos quais se comunicam é tão clara quanto lógica. Dela decorre o princípio de que o Espírito não se serve das ideias do médium, mas dos materiais necessários para exprimir os seus próprios pensamentos, existentes no cérebro do médium, e de que, quanto mais rico for cérebro do médium, mais fácil se torna a comunicação.
 
Os que exigem esses fenômenos para se convencerem, devem antes tratar de estudar a teoria, só assim, poderão saber em que condições especiais eles se produzem. (9)
 
NOTAS
 
(1) Ver Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Escala Espírita, itens 89, 89a e 100.
 
(2) Ver Allan Kardec, Revista Espírita junho 1868, Fotografia do Pensamento.
 
(3) Ver Allan Kardec, Revista Espírita, setembro 1859, Procedimentos para Afastar os Maus Espíritos.
 
(4) Ver Allan Kardec, Obras Póstumas, 2ª. Parte, Minha primeira iniciação no Espiritismo.
 
(5) Note-se a precisão deste exemplo: o médium possui os elementos materiais da comunicação, que no caso são as moedas; o Espírito os toma e utiliza segundo as suas ideias para exprimir o seu pensamento. Os exemplos anteriores são também de extrema clareza. Mas devemos ressaltar neste capitulo o perfeito esclarecimento das relações entre os Espíritos e os médiuns. Graças a esse esclarecimento, compreende-se a função médiuns como de verdadeiro intérprete espiritual e os problemas tantas vezes levantados pela crítica, como o da marca pessoal do médium nas mensagens, o da trivialidade da maioria destas, o da dificuldade na obtenção de comunicações de teor elevado no campo das Ciências ou da Filosofia, e outros que tais ficam perfeitamente esclarecidos. Vê-se que os críticos do Espiritismo, em sua esmagadora maioria, nada conhecem de todos esses problemas, expostos de maneira precisa e didática há mais de um século. (Nota de J. Herculano Pires)
 
(6) Observe-se aqui a origem de uma das maiores dificuldades encontradas pela pesquisa psíquica. A lei de afinidade fluídica é desconsiderada pelos pesquisadores, em nome da desconfiança "necessária" ao rigor científico. Felizmente, na atualidade, os estudos de Parapsicologia sobre as relações entre o experimentador e o sensitivo modificaram muito essa situação, dando razão à pesquisa espírita. Compreende-se, afinal, depois de muitas torturas físicas e morais impostas aos médiuns, que o problema exige condições psicológicas favoráveis.  (Nota de J. Herculano Pires)
 
(7) Note-se a diferença entre ser fluídico e ser encarnado. O primeiro, como Espírito, possui conhecimentos e predicados que podem não se refletir no segundo. O ser encarnado é um condicionamento especial do ser fluídico para uma experiência terrena, com vistas aos objetivos dessa experiência. A personalidade total do homem está no Espírito e não na conjugação espírito corpo.  que constitui a sua forma de manifestação temporária e específica na Terra. (Nota de J. Herculano Pires)
 
(8) A expressão vestir os pensamentos com palavras corresponde precisamente ao princípio espírita da encarnação e da materialização. O pensamento, segundo a Lógica, é uma entidade abstraia, que existe realmente, mas como objeto lógico.  Essa entidade se manifesta no plano material através dos elementos convencionados para traduzir ideias: a palavra, a letra, os sinais da mímica, telegráficos e outros. É a esses signos convencionais que os Espíritos recorrem para nos transmitir, através dos médiuns, os seus pensamentos, que então se encarnam ou se materializam na palavra, na escrita, na tiptologia. Esse problema lógico, até há pouco encarado como de simples abstração mental, passou para o plano da realidade científica através das pesquisas parapsicológicas sobre telepatia. O pensamento não é hoje apenas um objeto lógico, sem realidade própria, uma espécie de epifenômeno produzido pelo cérebro (segregado pelo cérebro como o fígado segrega a bílis, segundo a conhecida expressão materialista), mas um objeto dotado de realidade cientificamente constatada e cuja natureza extrafísica (segundo Rhine e sua escola)  abre as portas da Ciência para um novo mundo, evidentemente o espiritual. Na Física moderna o problema é colocado em termos de antimatéria, mas também já foi atingido e o físico nuclear Arthur Compton chegou mesmo a afirmar que "por trás da energia", a que as pesquisas reduziram a própria matéria, existe algo mais, e que esse algo mais "parece ser pensamento".  Vemos assim a importância dessas explicações dos espíritos de Erasto e Timóteo, dadas há mais de um século e sistematicamente desprezadas e ridicularizadas pelos que negam e combatem o Espiritismo. (Nota de J. Herculano Pires)
 
(9) Porque os Espíritos se referiram ao cérebro e não à mente, nessas explicações, Kardec segue a mesma linha nas suas observações? Porque estão explicando o processo de manifestação, que implica a materialização do pensamento. E claro que os elementos ou materiais que aludem são abstratos, são conceitos, mas em forma palavras. Atente-se para a explicação final de que as palavras nos são necessárias pá a percepção do pensamento, mesmo mental, e será fácil compreender que eles trata das funções mentais do cérebro, que é o instrumento material da mente. De fato, (experiências telepáticas ficou demonstrado que a transmissão do pensamento se por meio de palavras, em virtude do nosso hábito de pensar em palavras. (Nota de J. Herculano Pires).
 
* * *
 
 
 

Com esta mensagem eletrônica
seguem muitas vibrações de paz e amor
para você

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Seria o final dos tempos? Vó Benta.

 Seria o final dos tempos? Vó Benta.: PERGUNTA: VÓ Benta, o atual momento do planeta nos assusta. As pessoas parecem sentir prazer em se auto-destruir. Além de todos os vício...

domingo, 20 de abril de 2014

sexta-feira, 18 de abril de 2014

RESSURREIÇÃO !!!!

Ressurreição de todos

José Reis Chaves

A palavra reencarnação (renascimento, ressurreição) é em Grego “paliggenesia”, em Português palingenesia ou paligênese. Deriva-se de duas palavras gregas: “palin”, de novo, e “gênesis”, nascimento. Significa a ação de renascer, ressurgir, surgir de novo. O Concílio Ecumênico de Constantinopla (553) condenou a doutrina de Orígenes da preexistência da alma, com relação à fecundação do corpo. Sem essa preexistência, não pode haver reencarnação. Mas não ficou esclarecido se a condenação é para toda a espécie de preexistência ou só para a que afirmava que as almas pecaram no céu, e que, por isso, teriam sido mandadas para a Terra por castigo de Deus (nosso livro: “A Reencarnação Segundo a Bíblia e a Ciência” (Ed.Martin Claret).

Jesus foi ressuscitado por Deus (At 5,30), que nos ressuscitará a todos, também. A ressurreição não é, pois, um privilégio só para Jesus. E ela é do espírito e perispírito, inclusive a de Jesus. “...morto, sim, na carne, mas ressuscitado no espírito” (1 Pedro 3,18, e 1 Co 15,44). ”. E o espírito tanto ressuscita no mundo espiritual, como na carne (reencarnação), até que ressuscite em definitivo no mundo espiritual, de outras dimensões.“Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá...”(Ap.3,12). E é isso o que querem dizer os teólogos cristãos, quando afirmam que Jesus nos precedeu! As aparições Dele são materializações, de que há vários outros exemplos bíblicos. Os anjos, além de se materializarem em episódios bíblicos, a exemplo de Jesus, até comiam também (Gn 19,3). E vemos esses fenômenos de materializações em todas as culturas, comprovados por grande número de cientistas renomados.

A confusão com a ressurreição do corpo físico ou da carne veio da corporeidade ou corporalidade da alma aceita por muitos padres da Igreja Antiga: São Basílio, São Gregório Nazianzeno, São Cirilo de Alexandria, Bernardo, Stº Ambrósio, Evódio (bispo de Uzala), João de Tessalônica, Tertuliano etc. (Abrahm, liv. 2, parágrafo 58, Edição Beneditina, 1686, citação de vários autores, entre eles Leon Denis, “Cristianismo e Espiritismo”, págs. 312). Mas a corporalidade da alma, aceita hoje também pela Igreja, nada mais é do que o perispírito da Doutrina Espírita, o qual é constituído de matéria muito sutil. 

O perispírito acompanha o espírito. E é por meio do perispírito que o espírito se manifesta. E tem ele vários nomes nas diversas culturas: Ochema, eidolon, somod, ferouer, lúcido, etéreo, aura, corpo sidéreo, ka, aromático, corpo astral, corpo bioplasmático (russo) ,“Corpo Espiritual” (de São Paulo) e “Perispírito” (de Kardec). “Se a alma não tivesse corpo, a imagem dela não teria a imagem de corpos” (Tertuliano). O perispírito (corporalidade) foi pesquisado pelos cientistas, que se tornaram espíritas: William Crokes, descobridor dos Raios Catódicos, da energia radiante, e isolador do tálio, “Pesquisas sobre os Fenômenos Espíritas”; Russell Wallace, “O Moderno Espiritualismo”; Aksakof, “Animismo e Espiritismo”; Charles Richet, Prêmio Nobel de Medicina; Gustave Geley etc. Já as ressurreições bíblicas, na verdade, foram de epilépticos. Por isso Jesus dizia sobre as pessoas que ressuscitava, aparentemente mortas, que elas dormiam. Mais tarde, é óbvio, é que elas morreram de fato. E a subida de Elias vivo em um veículo espacial confundiu também muito os teólogos sobre a ressurreição. Eles concluiram que ele foi de alma e corpo para o mundo espiritual. Mas ele ficou ainda na Terra, pois Jeorão, depois, recebeu dele uma carta (2 Crônicas 21, 12).

Se ressurreição (palingenesia) é a ação de retorno nosso à vida, essa ação de retornar só pode ser feita pelo sujeito, o espírito vivo, jamais pelo corpo morto, que é pó. “A carne para nada aproveita!” (Jo 6,63).


Autor de “A Face Oculta das Religiões” (Ed. Martin Claret). E-mail: escritorchaves@ig.com.br

quarta-feira, 9 de abril de 2014

IR ADIANTE CUSTE O QUE CUSTAR!

ADIANTE
Redação do Momento Espírita
 
Dia 29 de agosto de 2005. Uma tempestade tropical de escala 5 atinge a costa sudeste dos Estados Unidos da América.
 
Os ventos do furacão, que recebeu o nome de Katrina, atingiram 280 quilômetros por hora, e devastaram a histórica cidade de Nova Orleans.
 
Mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. Seiscentas mil casas, na grande maioria de pessoas pobres, foram destruídas.
 
Um dos furacões mais destrutivos a ter atingido os Estados Unidos, deixou cerca de mil e trezentos mortos.
 
Muitos relatos se misturam ao do senhor J.R., habitante de 65 anos de idade, sem automóvel, cartão de crédito ou dinheiro poupado.
 
Ouvira pelo rádio, três dias antes, que a tempestade se aproximava, e que a desocupação era fortemente recomendada.
 
Mas, sem ter para onde ir, e com a esposa numa cadeira de rodas, a saída era quase impossível.
 
O Sr. J.R. decide permanecer e enfrentar a tempestade, a exemplo do que sempre fizera antes. Com estoque de comida e água, a família se sentia preparada.
 
Porém, na segunda-feira, a ruptura dos diques inundou em poucas horas aquela área, uma das regiões mais baixas de Nova Orleans.
 
A subida rápida da água forçou J.R. a tirar a mulher da cadeira de rodas, mas mesmo seus consideráveis 1 metro e 90 centímetros não foram suficientes para evitar a tragédia.
 
Escapando de seus braços, sua amada morre submersa.
 
* * *
 
Como seguir adiante depois de acontecimentos como este?
 
Como lidar com essas tragédias do cotidiano, sem nos deixar esmorecer e desistir?
 
Certamente, cada um deverá encontrar a sua maneira, o seu alicerce, mas possivelmente todos eles passem, mesmo que sem perceber, por um maior: a confiança em Deus.
 
Não falamos desse deus, com d minúsculo, que criamos ao longo do tempo, à nossa imagem e semelhança.
 
Não, esse deus está desgastado, cansado, e talvez em seus últimos dias...
 
Referimo-nos à Inteligência Suprema, o Criador, onipresente, bom e justo.
 
Referimo-nos ao Deus das Leis perfeitas, que não se vinga, que não é tomado pela ira em circunstância alguma, e que ama todas as Suas criaturas, não preterindo ninguém.
 
E neste amor supremo, que ainda escapa de nossa compreensão, estão desígnios, experiências, ensinamentos que, por vezes, ainda temos dificuldades em entender.
 
Esta inteligência está no controle de tudo. Nada acontece sem que Ele e Suas leis permitam.
 
Deus não Se esquece, nada deixa de lado, não privilegia.
 
Ele nos dá o que precisamos neste ou naquele momento, para que continuemos nosso crescimento moral e intelectual rumo à felicidade.
 
Seus desígnios, por vezes ainda nos deixam perplexos, mas se dermos a Ele uma chance, uma chance apenas, vislumbraremos suas razões logo adiante.
 
Veremos que Ele apenas atendia nossa necessidade íntima, como um Pai amoroso que faz sempre o melhor ao filho, mesmo este ainda não compreendendo Suas ações.
 
* * *
 
Adiante... É forçoso seguir adiante.
 
Estagnados no agora, sem horizonte, perde-se a razão de ir, de continuar.
 
Não esmoreças... Dá mais uma chance à vida e verás que ela e o Criador te reservam dias melhores...
 
Confia... E segue sempre... Adiante.
 

Redação do Momento Espírita.

SAIBA CONVERSAR!

Nas Conversações

Não se irrite com o interlocutor, se não lhe corresponde à expectativa. Talvez não tenha sido você suficientemente claro na expressão.
*
Se o interpelado não atende, de pronto, cale as reclamações. É provável que ele seja gago e, se o não for, a descortesia é uma infelicidade em si mesma.
*
Quando alguém não lhe der a informação solicitada, com a presteza que você desejaria, não se aborreça. Recorde que a surdez pode atacar a todos.
*
Evite os assuntos desconcertantes para o ouvinte. Todos temos zonas nevrálgicas no destino, sobre as quais precisamos fazer silêncio.
*
Não pergunte a esmo. Quem muito interroga, muito fere.
*
Cultive a delicadeza com os empregados de qualquer instituição ou estabelecimento, onde você permaneça de passagem. Sua mente, quase sempre, está despreocupada em semelhantes lugares e ignora os problemas de quem foi chamado a servi-lo.
*
Seja leal, mas fuja à franqueza descaridosa. A pretexto de ser realista, não pretenda ser mais verdadeiro que Deus, somente de cuja Autoridade Amorosa recebemos as revelações e trabalhos de cada dia.
*
Se o companheiro lhe fere o ouvido com má resposta, tenha calma e espere o tempo. Possivelmente já respondeu com gentileza noventa e nove vezes a outras pessoas, ou, talvez, acabe de sofrer uma perda importante.
*
Ajude, conversando. Uma boa palavra auxilia sempre.
*
Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum.
* * *
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

CONVERSAR SABENDO CONVERSAR!

Nas Conversações

Não se irrite com o interlocutor, se não lhe corresponde à expectativa. Talvez não tenha sido você suficientemente claro na expressão.
*
Se o interpelado não atende, de pronto, cale as reclamações. É provável que ele seja gago e, se o não for, a descortesia é uma infelicidade em si mesma.
*
Quando alguém não lhe der a informação solicitada, com a presteza que você desejaria, não se aborreça. Recorde que a surdez pode atacar a todos.
*
Evite os assuntos desconcertantes para o ouvinte. Todos temos zonas nevrálgicas no destino, sobre as quais precisamos fazer silêncio.
*
Não pergunte a esmo. Quem muito interroga, muito fere.
*
Cultive a delicadeza com os empregados de qualquer instituição ou estabelecimento, onde você permaneça de passagem. Sua mente, quase sempre, está despreocupada em semelhantes lugares e ignora os problemas de quem foi chamado a servi-lo.
*
Seja leal, mas fuja à franqueza descaridosa. A pretexto de ser realista, não pretenda ser mais verdadeiro que Deus, somente de cuja Autoridade Amorosa recebemos as revelações e trabalhos de cada dia.
*
Se o companheiro lhe fere o ouvido com má resposta, tenha calma e espere o tempo. Possivelmente já respondeu com gentileza noventa e nove vezes a outras pessoas, ou, talvez, acabe de sofrer uma perda importante.
*
Ajude, conversando. Uma boa palavra auxilia sempre.
*
Lembre-se de que o mal não merece comentário em tempo algum.
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Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1999.

terça-feira, 8 de abril de 2014

AS PEDRAS SAGRADAS DOS ORIXÁS

AS PEDRAS SAGRADAS DOS ORIXÁS:         Sabemos que os Orixás estão no interior de cada ser humano, assim como um dedal de água do mar contem todas as propriedades ...

sábado, 5 de abril de 2014

Quando bater a cabeça no Congá...

 Quando bater a cabeça no Congá...: Quando bater a cabeça no Congá não esqueça de pedir misericórdia pelas pessoas que estão travando lutas contra você e que na verdade sã...

COMO SE FORMA A EGRÉGORA?

 Como se forma a Egrégora de uma comunidade terreir...: Uma comunidade terreiro tem uma maneira própria de ser, que é o somatório de todos os indivíduos que fazem parte – sentimento de perten...

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Preto Velho: Vibrações de Preto Velho

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Ametista de Luz: VOCÊ SABE TUDO O QUE SIGNIFICA NAMASTÊ?

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TRADUÇÃO DOS 12 VOLUMES DA REVISTA ESPÍRITA

 

BRASIL – O PRIMEIRO PAÍS A TRADUZIR
OS 12 VOLUMES DA “REVISTA ESPÍRITA”
 (Lições de Espiritismo / Crônicas)
J. Herculano Pires, no livro O Homem Novo.
 
 
Faltava uma dúzia de livros da Codificação no país mais espírita
do mundo – A teoria dos agêneres só existe na “Revista”
– As pesquisas de Kardec minuciosamente relatadas.
 
 
Nada prova melhor a asserção de que o Espiritismo avança “apesar dos homens” do que este aparecimento tardio da “Revista Espírita (1) no Brasil. Obra fundamental, escrita página a página pelo Codificador, os doze volumes dormiram longos anos nas estantes de uns poucos estudiosos. Muitos problemas discutidos na imprensa, nas reuniões de estudos, nos congressos, lá estavam resolvidos. Mas, os espíritas ignoravam isso e ainda hoje continuam ignorando. Chegou-se mesmo a afirmar que os cinco livros do chamado “Pentateuco Kardeciano” eram o único repositório dos ensinos do Espírito da Verdade. Mas, a verdade era outra e a prova está hoje nas mãos de todos os que se interessaram por ela.
 
No capítulo terceiro da primeira parte de “O Livro dos Médiuns”, Kardec declara: “Aos que quiserem adquirir os conhecimentos preliminares (da doutrina), pela leitura dos nossos livros, aconselhamos a seguinte ordem: 1) O que é o Espiritismo, 2) O Livro dos Espíritos, 3) O Livro dos Médiuns, 4) A Revista Espírita.” (2) Ainda não haviam aparecido O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese, mas a Revista Espírita já era recomendada como indispensável. E a verdade é que esses livros iam sair das suas páginas. A Revista era a fonte em que borbulhavam as águas da III Revelação.
 
Os Agêneres
 
Kardec trata rapidamente do problema dos agêneres no capítulo sétimo da segunda parte de O Livro dos Médiuns. Muitos confrades reclamam maiores esclarecimentos a respeito. Poucos sabem que o Codificador declarou, no final daquele capítulo: “Restaria falarmos do estranho fenômeno dos agêneres, que, por mais sobrenatural que possa parecer à primeira vista, não o é mais do que os outros. Mas, como já o explicamos na Revista Espírita (fevereiro de 1859) achamos inútil reproduzir aqui os detalhes...”
 
A teoria dos agêneres (3), desses espíritos que aparecem de maneira visível e tangível, espontaneamente, em plena rua, numa casa, num escritório, numa festa, dando plena impressão de tratar-se de uma pessoa viva, essa teoria se encontra na Revista Espírita. Mas não é só. Os casos de comunicação de espíritos de vivos; a maneira científica e minuciosa pela qual Kardec pesquisou as condições do espírito fora do corpo; as suas evocações para estudo; o problema em si das evocações, ainda tão mal conhecido dos espíritas; o problema complexo da escrita direta e da voz direta; o mecanismo das relações fluídicas entre o espírito comunicante e o médium e mais uma infinidade de questões são esclarecidas nas páginas da Revista Espírita.
 
Indicações de Kardec
 
Aliás, todo estudioso da Codificação sabe que Kardec indica, frequentemente, nos seus livros, a consulta à Revista Espírita. Problemas que não podiam ser esclarecidos amplamente nos livros, que deviam sujeitar-se a limites de espaço, estão expostos com todas as minúcias na Revista. Impossível, pois, absolutamente impossível, um conhecimento aprofundado do Espiritismo sem a consulta a essa obra. E dizer que somente agora ela aparece em português e que a maioria dos confrades ainda pergunta se haverá necessidade de lê-la!
 
Em “Obras Póstumas”, Kardec relata as dificuldades que teve para lançar a Revista Espírita. Sem dinheiro, absorvido inteiramente por dois empregos de que necessitava para viver, pedira auxílio a um amigo. Mas o amigo mostrou-se desinteressado. Os Espíritos lhe dizem que enfrente sozinho a tarefa. Ele arrisca e consegue manter a Revista durante onze anos e três meses, redigindo-a sozinho, sem faltar um só número. Pontualidade absoluta. A desencarnação o surpreendeu quando o quarto número já estava nas oficinas para ser impresso. Assim, até mesmo depois do seu passamento, ainda os leitores receberam mais um número elaborado inteiramente por ele.
 
A coleção publicada em nosso país abrange todo esse volumoso trabalho e mais dois meses, pois os números de maio e junho de 1869, embora não redigidos por Kardec, trazem o noticiário do seu passamento, do sepultamento do corpo, da construção do seu túmulo, hoje pertencente ao Patrimônio Histórico da França, as decisões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas para a continuação do movimento doutrinário e as primeiras comunicações do Espírito. Além disso, a coleção inclui as comunicações de Kardec recebidas mais tarde e publicadas em outros números da Revista.
 
Laboratório Espírita
 
Os relatórios das sessões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (4), sob a direção de Kardec, orientadas pelo Espírito de São Luís, mostram-nos o critério científico dos trabalhos. A publicação por extenso dos diálogos de Kardec com os espíritos comunicantes revela que a sala de sessões era um verdadeiro laboratório espírita, em que os instrumentos de pesquisa não eram mecânicos, mas mediúnicos. O interrogatório dos espíritos seguia um método científico, pacientemente elaborado e habilmente aplicado. Mas a ciência espírita não é materialista, e por isso vemos também os elementos da religião, como o recolhimento, a prece e a fé, servindo de ingredientes do processo científico.
 
O problema das curas mediúnicas foi amplamente estudado por médicos espíritas (5). Há o caso da srta. Desiré Godu, médium curadora, observado pelo médico Mohrery, em sua clínica. Esse médico enviava seus relatórios a Kardec, que os estudava, analisava e os submetia à apreciação dos Espíritos Protetores dos trabalhos. Os problemas do magnetismo animal e do magnetismo espiritual, as primeiras aceitações do magnetismo pelas ciências oficiais, na forma de hipnotismo, todas essas questões e outras muitas fazem dos volumes da Revista Espírita verdadeiros repositórios de estudos valiosos, que não podemos ignorar. As pesquisas atuais da Parapsicologia ficam muito aquém das pesquisas profundas e amplas que a Revista nos apresenta, oferecendo uma base sólida e inabalável ao Espiritismo.
 
Acervo Literário
 
Mas, além de tudo isso há ainda o acervo literário da Revista, constituído por novelas, contos, apólogos, poesias, discussões filosóficas, exposição de teses artísticas, psicológicas, sociológicas, biológicas, astronômicas, geológicas e assim por diante. Quantas afirmações feitas há mais de um século e que hoje estão sendo confirmadas! E que admirável bom senso a presidir todo esse gigantesco trabalho, a seleção desse material imenso!
 
Os artigos de fundo da Revista, as refutações a críticas científicas, filosóficas ou religiosas, o método rigoroso de Kardec no trato com os adversários, só respondendo às críticas que tivessem alguma coisa de sério, mesmo que errado, e jamais às simples diatribes de ataques pessoais, injuriosas e apaixonadas. O que interessava era defender a Doutrina e esclarecer os que a ignoravam. Quantos exemplos de paciência, de tolerância, de amor ao próximo, de caridade!
 
Brasil: o primeiro
 
Apesar do nosso atraso na publicação da Revista Espírita, a verdade é que estamos na frente de todos os demais países, com exceção naturalmente da França. A primeira língua estrangeira que se enriquece com a tradução dessa obra gigantesca é a nossa, o que prova mais uma vez a vocação espírita do Brasil. Ainda recentemente, quando nos visitou, Humberto Mariotti, vice-presidente da Confederação Espírita Panamericana, trouxe a incumbência de estudar em nosso país a possibilidade do lançamento da Revista em castelhano.
 
Neste ano se comemora, além do Centenário de “A Gênese”, o 110º aniversário da Revista Espírita. Nós, os brasileiros, somos o único povo do mundo, fora o francês, que pode ler essa obra gigantesca e maravilhosa em sua própria língua. Por isso, e por muito mais do que isso, – por tratar-se de uma obra que completa a Codificação, que nela se entrosa e que a ela realmente pertence, segundo as próprias indicações de Kardec, – precisamos levar este fato histórico da sua publicação no Brasil ao conhecimento de todos os espíritas. E precisamos também acentuar que esta publicação, devidamente considerada, ampliará de muito os nossos conhecimentos doutrinários e enriquecerá a cultura brasileira. Para os espíritas conscientes da importância da Doutrina esta obra de Kardec, que é principalmente dos Espíritos, representará em nossa Terra a consolidação cultural do Espiritismo.
 
(1) Coleção da Revista Espírita no formato PDF.
 
(2) Ordem nos Estudos Espíritas
 
(3) Estudo com base in respostas do Espírito de São Luís à Allan Kardec na Revista Espírita (2) - Ano 2 - fevereiro 1859 - Nº. 2 - Os Agêneres
 
(4) SOCIEDADE PARISIENSE DE ESTUDOS ESPÍRITAS: Estudo com base em um PPS (eslaides) recebido via e-mail em 23/11/2009 intitulado O 1°. Centro Espírita do Planeta com formatação de Mário Celso mariocelso633@yahoo.com.br)
 
(5) Coleção de artigos da Revista Espírita que tratam da mediunidade de cura:
 
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