Jornal de Umbanda Sagrada - Janeiro/2015
Diretor Responsável:
Alexandre Cumino -
Tel.: (11) 5072-2112
E-Mail: alexandre@colegiopenabranca.com.br
Endereço: Av. Dr. Gentil de Moura, 380
Ipiranga São Paulo - SP
Diagramação, Editoração e Arte:
Laura Carreta - Tel.: (11) 9-8820-7972
E-Mail: lauraksp@yahoo.com.br
Revisão: Marina B. Nagel Cumino
E-Mail: marina@colegiopenabranca.com.br
Diretor Fundador: Rodrigo Queiróz
Tel.: (14) 3019-4155
E-mail: rodrigo@ica.org.br
Consultora Jurídica:
Dra. Mirian Soares de Lima
Tel.: (11) 2796-9059
Jornalistas Responsáveis:
Wagner Veneziani Costa - MTB:35032
Marina B. Nagel Cumino - MTB: SC-01450-JP
Expediente:
É uma obra filantrópica, cuja missão
é contribuir para o engrandecimento
da religião, divulgando material teológico
e unificando a comunidade
Umbandista.
Os artigos assinados são de inteira
responsabilidade dos autores,
não refletindo necessariamente
a opinião deste jornal.
As matérias e artigos deste jornal
podem e devem ser reproduzidas em
qualquer veículo de comunicação.
Favor citar o autor e a fonte (J.U.S.).
Nossa capa:
Foto: Caboclo Pena Branca (Imagens Bahia)
Produzida por: UMBANDA EU CURTO
www.facebook.com/umbandaeucurto
O JORNAL DE UMBANDA SAGRADA
não vende anúncios
ou assinaturas
A PALAVRA DO EDITOR
Por ALEXANDRE CUMINO Contatos: alexandre@colegiopenabranca.com.br
Incorporação não é possessão
NA GRANDE MAIORIA das religiões, o
fenômeno que chamamos de “incorporação”
não é algo desejado e, assim,
quando alguém entra em transe, geralmente,
é algo contra a sua vontade. Por
este fato, se usa o termo possessão e se
afirma que tal pessoa está possuída. A
própria palavra implica em algo que está
sendo tomado à força, uma agressão.
Assim é, por exemplo, no catolicismo,
em que quando alguém é possuído ou
tomado, logo isso é reconhecido como
uma possessão demoníaca e o caminho
mais indicado é fazer um exorcismo.
Nas religiões Pentecostais, é costume
incorporar o espírito santo e falar em
línguas, o que também é um fenômeno
de transe. Ainda neste seguimento,
também se faz exorcismos dos capetas
ou demônios que podem estar atrapalhando
a vida de alguém. Nas novas
religiões evangélicas brasileiras, houve
uma demonização das entidades de
Umbanda, especialmente Exu e Pomba
Gira, e assim, é comum que os adeptos
incorporem estas entidades como se elas
fossem demônios que necessitam ser
expulsos. O que, do ponto de vista da
Umbanda, é um absurdo claro.
Este quadro em torno do transe,
aqui chamado de possessão, faz com
que se crie um grande quadro imaginário
em torno do que chamamos de incorporação
na Umbanda, o que confunde
um pouco, tanto quem é de fora, quanto
quem está chegando na religião.
Muitas pessoas chegam aos templos
de Umbanda acreditando que serão
possuídas pelos guias de Umbanda,
acreditam que serão tomadas de si
mesmas e que as entidades espirituais
entram em seus corpos independente de
sua vontade, o que não é verdade - com
raras exceções que devem ser analisadas
e estudadas, caso a caso, para entender
o que de fato está acontecendo.
Na Umbanda, o transe de incorporação
é algo desejado, o médium quer
estar incorporado, o médium quer viver
esta experiência, o médium admira e
ama os guias espirituais e deseja esta
proximidade. Então, quando entramos
nesta realidade de Umbanda, em que
todos querem incorporar, nos deparamos
com o fato de que incorporar não é algo
tão simples e que, embora seja para
uma grande maioria, não é para todos.
Ainda assim, há muitas dificuldades e
bloqueios que impedem a incorporação,
mas que podem ser trabalhados e neutralizados
com um bom desenvolvimento
mediúnico.
Assim, podemos definir que a palavra
“incorporação” é a mais utilizada para
definir este transe em que um médium
está manifestado com um guia de Umbanda,
o que também cria outras dificuldades
com relação à expectativa e ao
entendimento que o médium tem sobre
o que irá acontecer com ele no momento
em que seu guia espiritual se apresentar.
A palavra incorporar traz a ideia de
que alguém vai entrar em você e, desta
forma, a grande maioria acredita que, se
alguém vai entrar alguém, tem que sair
para dar espaço, e daí mais confusão
e conflitos. Afinal, na grande maioria
das vezes, quando incorporamos, nosso
espírito não sai do corpo para um outro
entrar, eles coabitam o mesmo corpo,
por isso que o médium deve aprender
a ficar quieto e não interferir para que
seu guia possa se manifestar. Há inú-
meras polêmicas em torno da palavra
“incorporação”, no entanto, não há
outra palavra que traduza melhor o que
acontece, independente do fato de um
espírito ter que “entrar” ou não em seu
corpo para se manifestar, a sensação
de quem está em transe é que alguém
está se manifestando de dentro para
fora em você.
Embora o espiritismo traga muita
luz e estudo sobre as diversas formas
de mediunidade, é muito raro encontrar
o transe de incorporação no meio espí-
rita, o que mais vemos é a psicofonia,
ou seja, a fala mediúnica, que difere do
que chamamos de “incorporação”, na
qual o médium fica totalmente caracterizado
pela forma de manifestação de
seus guias espirituais. A racionalização
do fenômeno mediúnico é algo bom
para seu entendimento, mas a racionalização
excessiva pode atrapalhar mais
que ajudar, simplesmente porque, no
processo de transe e incorporação, há
momentos em que o melhor é esquecer
de tudo que é racional ou questionável
e apenas se entregar, como um amante
se entrega a seu amor, sem medidas ou
questionamentos infindáveis.
A incorporação é um ato de amor,
no qual o médium tem a oportunidade
de unir-se misticamente a seus guias e
Orixás. Nas religiões de transe acontece
isso, algo muito especial, seus mestres e
suas divindades vem à terra e lhe tomam
como morada para sua manifestação. O
médium em si é um templo vivo recebendo
a visita das entidades, as quais
ele tem em alta conta dentro do que é
sagrado e divino. O mesmo vemos no
Candomblé, Catimbó, Pajelança, Tambor
de Mina e outras religiões dos seguimentos
afro-indígenas-brasileiro.
O transe de incorporação é uma das
manifestações mais antigas e arcaicas
de religiosidade e espiritualidade. Muito
antes de haver uma história escrita, os
xamãs de todas as culturas já entravam
em transe e recebiam espíritos e divindades
por meios dos rituais mais variados.
A incorporação não é uma invenção de
Kardec e muito menos da Umbanda,
ou de outras tradições atuais. A incorporação
é algo ancestral e visceral no
ser humano. Mesmo que encontre uma
sociedade em que nenhuma religião de
transe esteja presente, sempre haverá
pessoas que entram em transe e têm
algo de positivo como resultado de uma
incorporação.
Por isso tudo e muito mais, podemos
dizer que: “incorporação não é
possessão” e que é, de fato, algo muito
desejado na religião, antes de mais
nada, é o pilar de sustentação da Umbanda.
Afinal, a própria religião nasceu
da incorporação de um espírito chamado
Caboclo das Sete Encruzilhadas em seu
médium, Zélio de Moraes, no dia 15 de
Novembro de 1908.
Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
domingo, 20 de setembro de 2015
O QUE IMPORTA É FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM.
COMO ASSIM???
COMO ASSIM???
Já de algum tempo se popularizou no meio espírita-espiritualista-umbandista a afirmação (aforismo):
- o que importa é fazer o bem sem olhar a quem.
Vamos refletir melhor a respeito.
Quem faz o bem e não olha a quem presume que sabe o bem que este "desconhecido" precisa. Se sabe quem é o alvo do bem a ser realizado o "caldo" engrossa, pois julga saber o bem que o outro precisa.
Isto é PRESUNÇÃO.
Cria-se uma armadilha do ego, pois ao presumirmos o bem que o outro necessita, colocamo-nos como superiores, afinal não somos nós que precisamos deste bem a ser feito.
O presunçoso chega ao ápice quando avisa o outro - vou orar por você.
Agrava-se a situação se o tal indivíduo, por vezes nosso amigo ou parente, não deseja receber este bem e não é da mesma confissão religiosa que nós somos.
Ou seja, ele não permite que executemos o bem para que este bem seja realizado a seu favor: colocar o nome nas preces e irradiações, levar a roupa para o passe do preto velho (fazemos escondido muitas vezes), pedir às entidades benesses a favor dos mesmos, fazer oferendas e colocar o nome escrito do sujeito...
Muitas vezes este bem presumido é um falso bem, pois desrespeita o livre arbítrio e o merecimento do ser ao qual presumimos estar fazendo o bem, pois interferimos nas experiências que cabem ao outro passar.
Neste sentido, já dizia Paulo de Tarso:
- "pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico..."
- "pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico..."
Em verdade, não sabemos quem somos, desconhecemos nosso passado, o plano reencarnatório com nossas provas,...Assim presumimos, como pequenos "deuses", o bem que o outro precisa, no mais das vezes este outro sequer pediu ou autorizou, muito menos faz parte de nossa fé e doutrina.
Você, faz o bem sem olhar a quem???
Fica a dica de reflexão para este domingo!!!
Assinar:
Postagens (Atom)
Cristinatormena
Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira. Leia no blog ou leitor Desrespeito e Preconceito. Por cristinatormena em 24 de novem...
