segunda-feira, 13 de julho de 2015

                    Saravá Antonio Carlos Evangelista
A simplicidade do uso do elemento natural
- Regras básicas para utilização da magia das ervas -

Amor e Bom Senso


Isso mesmo, Amor e Bom Senso, essas duas palavrinhas tão simples de dimensões tão extensas no seu sentido de entendimento.

Bom senso, de acordo com o dicionário, é a capacidade de julgamento, o senso íntimo, a consciência. É o senso comum, é o modo de pensar da maioria.

É aquele conhecimento básico, é o raciocínio capaz de discernir sobre algo bom ou algo ruim. A capacidade de julgamento que seu íntimo lhe impõe.

É o conhecimento que a maioria das pessoas tem. Se você não sabe, com certeza alguém em sua casa sabe, seu vizinho, ou alguém para quem você possa perguntar.

É a presença de espírito que temos ao saber que não devemos usar uma erva que não conhecemos. Não devemos usar o “achismo”. Simplesmente achar uma erva “bonita” e usa-la para fazer um chá, ou banho. 

Há muitas ervas tóxicas, ou com grau de toxidade tal que seu uso indiscriminado pode trazer resultados desagradáveis. 

É necessário tomar muito cuidado, filtrar as informações, comparar, perguntar. Adquirir ervas secas e frescas, mudas e sementes de locais adequados, de boa procedência.

O bom senso diz que não queimamos ervas frescas, porque contêm muita água.

Isso é bom senso. Acima de tudo, ouça seu coração. Pergunte a si mesmo, sinta em sua alma a energia da erva.

Amor. Quando falamos de amor o assunto se torna amplo. É subjetivo falar de amor, esse sentimento abstrato e de difícil compreensão. Vemos o amor definido e transmitido de várias formas. 

O amor fraterno como o sentimento entre irmãos, amigos, ou enfim, entre pessoas que se gostam. 

Vemos o Amor doado pelas almas caridosas em sua luta constante para diminuir as diferenças entre as classes sociais, o amor de Cristo por nós, por ter descido de suas esferas ultraluminosas para semear entre nós o Amor e a Fé.

Gosto de dividir esse sentimento em duas partes para nosso melhor entendimento: Fé e Respeito.

* Fé é aquilo que acreditamos, se acreditamos que algo é bom para nos temos fé naquilo.

A fé não depende da forma. 

É a mola propulsora que nos empurra em direção a algo, a um ideal. 

Quando acreditamos e vamos em frente, é ali que está nossa fé. 

Aquilo que não nos deixa esmorecer diante das dificuldades, nossa crença em algo maior que nós.

Se acreditarmos em uma sustentação religiosa é lá que colocamos nossa fé, a fé religiosa.

A fé não é só religiosa ou ligada à religiosidade, é acima de tudo acreditar. 

Mestre Jesus quando esteve entre nós, no meio material, dizia ao fazer suas curas milagrosas: “tua fé te curou, tua cura é do tamanho da tua fé”.

Então, quando acreditamos, o poder de realização entra em ação. A fé é o poder em ação, a realização. 

Ao alimentar com fé nossos projetos, damos crescimento a eles. 

Poderíamos dizer que a fé é o fermento da vida. Sem acreditar, nada acontece.

Acima da virtude religiosa que mais a inspira, podemos resumir fé como confiança.

A própria ciência já aceita que pacientes que têm fé se curam mais rápido do que os céticos, aqueles que não acreditam em nada.

Quando acreditamos e confiamos, temos fé.


* Respeito é honra. Respeitar a natureza é honrar ao Pai Criador pela dádiva da vida. 

Honrar ao Pai pelo ar que respiramos. 

Respeitar a forma que o espírito divino se apresenta nos vegetais, a energia contida em cada erva, mesmo depois de seca.

Ao respeitar as muitas formas de energia, temos benefícios práticos em nossa vida. 

A energia elétrica é fantástica se bem usada, no entanto, se usada sem conhecimento, pode causar prejuízos sem precedentes. 

Isso é respeito. Bem direcionada, toda forma de energia é benéfica.

Enfim, Amor é isso: Fé e Respeito, porque quem ama Acredita e Respeita.

Amar as ervas é acreditar que podem trazer algum benefício para nossas vidas e para a vida de nossos semelhantes, é respeitar sua forma de uso, direcioná-la da forma correta.
"Quem vê mal sempre vê pouco.
Quem escuta mal sempre escuta demais."
 
- Nietzsche - 
Entorpecidos que nos encontramos com o trago inebriante desta realidade de fantasias e modelos preconcebidos, motivados a ser e fazer tudo aquilo que raras vezes é de nossa real vontade e intenção, vemo-nos em um lago de frustrações e portanto do distanciamento da experiência de felicidade. 

Silencie e ouça o grito do silêncio interno, ignore a turbulência no entorno e observe o mundo com os olhos da alma. 

Nietzsche nos alerta que, às vezes, só ouvimos o que queremos ouvir, já que o murmúrio das nossas ideias preconcebidas se sobrepõe à realidade, sempre mais simples que a opinião que formamos dela. 

O nosso exercício portanto para pensar com clareza é corrigir nossa visão para que seja a mais abrangente possível e não ceder às opiniões da maioria. 

Grande abraço, Rodrigo Queiroz.
PENSE NISSO, PRATIQUE e tenha uma ótima semana! 

ACADEMIA: Texto= Renovação da Umbanda Urbana contemporânea: Por Luan Rocha de Campos

Dear Antonio, You read the paper " Algumas observações em torno da renovação na Umbanda urbana contemporânea "...