domingo, 13 de setembro de 2015

                           

DESAPEGUE PARA SER MAIS FELIZ !

Quando morre o apego nasce a liberdade emocional.
Sua verdadeira liberdade vem quando você começa a entender quem você é e o que você é capaz de fazer. 

É a sua independência, o cobiçado troféu, que começa quando você se desapega, quando você se livra de suas amarras e olha para a frente, sem precisar de alguém para pegá-la pela mão.

Não ter e não possuir é a melhor experiência que podemos ter de liberdade. 

O apego a algo significa, de alguma forma, ter que conviver com a escravidão.

Nossa dependência e nosso apego nos tornam escravos, especialmente se a nossa autoestima depende de algo ou alguém. 

A necessidade de aprovação, de elogios, de carinho ou de atenção faz com que alguém se torne dono do nosso destino.

Não são os outros que nos prejudicam, mas sim nós mesmos quando validamos as opiniões e ações dos outros. 

Ninguém pode machucá-lo sem o seu consentimento interior, o lugar que deve ser o pilar que suporta a sua arquitetura emocional.

Assim, a autoconfiança e autoestima são sempre as melhores ferramentas para dizer adeus aos vícios desnecessários que prejudicam a nossa vitalidade e o nosso desejo de alcançar a realização pessoal...

Para pensar...asé
Pai Mozart de Iemanjá.
Fotos de Norberto Peixoto

A DESVITALIZAÇÃO DO MÉDIUM PELO MAL USO DA PALAVRA

Nem tudo é obsessor ou demanda

Ser fiel é imprescindível, particularmente nas sociedades de tradição oral, onde ela é indispensável à sobrevivência do indivíduo, do grupo e da história.

Um velho adágio diz: Pelo fruto se conhece a árvore e pela palavra se conhece o homem.

A palavra falada movimenta energias e tem poder de criação, conservação ou destruição, também detém o poder de criar a paz ou destruí-la. 
Aquele que procura desenvolver sua consciência moral liga a palavra falada com a verdade. 
Verdade remete-nos à fidelidade e à confiabilidade. Tornam-se confiáveis as pessoas cujas demonstrações de responsabilidade social ou espiritual não deixam margens a dúvidas e incertezas. 
A verdade associa-se à sinceridade que, por sua vez, relaciona-se à honestidade.

Há pessoas de palavras saudáveis e há outras pessoas de palavra adoecida. 
Todo e qualquer uso depreciativo da fala e dos atos, refere-se a esse adoecimento. 
Na ausência ou afastamento da verdade, ocorre o que poderíamos chamar de “lepra da palavra”: mentira, tagarelice, fofoca, maledicência, calúnia, escárnio, xingamento e maldição, entre outras. 
A mentira é uma das mais frequentes manifestações da falta de apreço da palavra. Um mentiroso, ao perder o crédito dos demais, perde também o respeito que lhe devotavam. 
Por isso se diz que a mentira mais promove morte social por perda de credibilidade e da confiabilidade. 
Seu efeito nocivo vai além disso: mata também fisicamente, por acarretar perda de vitalidade, pois, ao promover o distanciamento entre a pessoa e seu próprio ori, a mentira dificulta ou mesmo impede o fluxo do axé que, advindo da divindade pessoal – Ori – vitaliza o corpo físico e espiritual.

Um tipo especial de mentiroso é o homem que não cumpre o que promete e, assim, não assume compromisso com a palavra que profere. 
Podemos chamá-lo vulgarmente de “boca frouxa”, pois sua palavra não é firme e confiável. 
Neste grupo de pessoas inclui-se aquele que, de má fé, mente deliberadamente, prometendo vantagens que, de antemão, sabe ser incapaz de oferecer. Inclui-se, também, aquele outro que não age de má fé: é uma pessoa que não reconhece a si mesma como mentirosa, pois, ao enunciar determinado propósito, talvez esteja pessoalmente convencida de que o cumprirá; talvez tenha dificuldade de avaliar os próprios limites e possibilidades e, por isso, proponha-se a realizar tarefas que de fato não realizará nunca.
Essa fraqueza da palavra, aparentemente sem maiores consequências, é de fato desastrosa. 
Não apenas para a própria pessoa, por sua perda de confiabilidade, mas, também, pelos efeitos sociais desse comportamento, pois a sobrevivência do coletivo (concretização das tarefas), também depende do compromisso de cada qual para com a própria palavra. 
Por isso, o ditado: Não prometa nada sem a certeza de poder cumprir.
A tagarelice, outra lepra da palavra, caracteriza-se pelo falar excessivamente: o homem falante e verborrágico não exerce crítica sobre o que verbaliza: fala de tudo e de todos, conta seus planos a quem quer que se apresente diante dele. 
A tagarelice, em suas múltiplas formas, associa-se a difamação, à bisbilhotice e à maledicência, entre outras. 
Denota irresponsabilidade e falta de compromisso para com a vida, pois o bom uso da palavra demanda consciência a respeito de sua natureza e função. 
A fala deve ser funcional, ou seja, deve haver uma finalidade clara para o que está sendo enunciado e quando alguém tem um problema ou necessidade deve comunicá-los exclusivamente a quem possa aconselhar ou ajudar.
O homem verborrágico ou “boca aberta” é aquele que não reflete antes de falar, ignora se o seu interlocutor está interessado no que diz, não observa se “sua vítima” tem condições de sobreviver a seu bombardeio de palavras. 
Falam de tudo a todos e a qualquer um de modo indiscriminado e acrítico. 
Saem por aí contando seus planos mais íntimos e os planos alheios ao primeiro que encontram
A verdade é um compromisso que se tem para com o Ori e para com os demais orixás. 
Cada vez que uma pessoa utiliza a palavra de modo adequado, o seu ori se fortalece e ocorre um avanço em sua existência: a palavra correta fortalece o homem e lhe possibilita prosperar.

Fonte: EXU E A ORDEM DO UNIVERSO
Cap. Valores e Virtudes: o código ético-moral iorubá.
Editora Oduduwa.

Texto originalmente publicado em CAMINHOS DE ARUANDA
https://www.facebook.com/Nos-Caminhos-de-Aruanda-3207553…/…/

Catimbó ou Jurema Sagrada?