segunda-feira, 3 de abril de 2017



Oie, aqui é o Jorge Scritori

Como prometi, segue aqui o link a AULA 3, com mais uma ferramenta:academia.jorgescritori.com/aula3

Tudo para você, que se comprometeu com a mudança, chegar ao nível de inteligência emocional máximo!

Continue aproveitando as aulas anteriores, deixando suas dúvidas e comentários na página. O Workshop fica no ar por mais 7 dias!

Vamos juntos? Pra cima!

Jorge ScritoriLife Coach

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Palestra Uberlandia/MG - Dia 07/04/2017 - 20 horas



TODA MULHER É UMA RAINHA…

Por MARCELO MORENO (Magia do Axé)

Nossas famosas Yabas (rainhas). Nossa fé está cheia dessas mulheres empoderadas e poderosas a quem chamamos de mães.
Está cheia dessa liberdade da mulher ser quem quiser ser, sem seguir esteriótipos nem padrões.
Temos o mais doce mimo de Oxum até a braveza e fúria de Obá. O acalanto de Iemanjá e a intempestividade de Iansã.
Já contei a você que minha consciência de igualdade nasceu na infância quando minha mãe me levava às casas de santo e tinham os quadros maravilhosos com deusas de seios nús ostentando as forças da natureza.
Essa imagem para mim era tão fascinante que cresci aprendendo sobre ela, e o mais importante: Como respeitá-las.
Os itãs (lendas) estão cheios de feitos empoderados contra um sistema machista muitas vezes imposto pelos próprios Orixás masculinos, como quando Oxalá proibira qualquer mulher de participar das decisões do mundo, cabendo a Oxum mostrá-lo o quão errado ele estava, fazendo-o voltar atrás.
Ou mesmo a coragem de Oyá de ter para si o poder de todos os Orixás masculinos, por não se sentir confortável de depender deles para tudo.
Ainda nesse empoderamento temos Obá que desafia todos os moçoilos a lutar contra ela vencendo um por um, mostrando o quão sua espada era digna quanto a de qualquer outro.
Dentro de cada um de nós existe a força dessas deusas, o nosso feminino que pode existir em maior ou menor proporção, mas está lá.
E cada força tem suas particularidades e belezas que a tornam bela como é.
Precisamos nesse mundo ainda muito machista abrir os olhos e nos despir de certos preconceitos.
O corpo feminino não é fruto do pecado, como muitos pregam, mas o berço da vida que deve ser celebrado, respeitado e protegido com todo o nosso amor.
Salve a força de todas as rainhas que me trouxeram aqui a escrever esse texto a vocês. Salve a força de todas as Yabás do Órum (céu) e do Ayê (Terra). Axé!

Catimbó ou Jurema Sagrada?