POMBAGIRAS: Obsessão Espiritual I

POMBAGIRAS: Obsessão Espiritual I: 1. Introdução Colhe hoje a humanidade os frutos dos seus erros, vivemos envoltos em uma aura de sensualidade, vícios, egoísmo e vingança. ...

Para que serve a Umbanda? Para que serve o umbandista ?

Para que serve a Umbanda? Para que serve o umbandi...: Algumas vezes já estive por aqui escrevendo sobre Umbanda. Como se escreve sobre Umbanda, não? Como se debate a Umbanda, como se diversifi...

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21/12/2012- SOMOS BONS PASTORES ???

21/12/12 - Somos bons pastores???:           "E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dentre os mortos. E, depoi...

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: O egrégoro "21/12/12" - padrões mentais e emociona...

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Luzes na Umbanda: A fé move montanhas?

Luzes na Umbanda: A fé move montanhas?: “O poder da fé tem aplicação direta e especial na ação magnética que rege as moléculas de que são formados os órgãos do nosso corpo”....

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Luzes na Umbanda: A caridade

Luzes na Umbanda: A caridade: "O verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entende Jesus, é benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeiçõ...

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Luzes na Umbanda: Diferenças entre a Cigana e a Pomba Gira e a Pomba Gira Cigana

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Luzes na Umbanda: Bom dia!!!!

Luzes na Umbanda: Bom dia!!!!: Agora falta pouquinho para o natal!!!! uhuuu :) Pessoa, já estou aceitando mensagens de feliz nata heim hahaha Brincadeirinha rsrsrs ...

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Luzes na Umbanda: Feliz ano novo

Luzes na Umbanda: Feliz ano novo: Para você ganhar um belíssimo Ano Novo... Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar d...

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Luzes na Umbanda: ORAÇAO DO EXÚ SETE CAPA:

Luzes na Umbanda: ORAÇAO DO EXÚ SETE CAPA:: Exu das Sete Capas, que com a tua capa aberta transpões as distâncias dos tempos... Venho agora rogar a ti e a tua falange para que me valha...

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Oração aos orixás

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Vampiros de energia: O vampiro pode estar ao seu lado: 10 formas para identificá-lo Por Dr Americo Canhoto Os Vampiros de Energia são pessoas de nosso rel...

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Prana ou "Energia Absoluta"

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umboprogxan.jpg (960×720)

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Textos | Umbanda do Bem

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Obsessões em família. Quem não as tem?

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Obsessões em família. Quem não as tem?: "...sendo todos nós espíritos com uma programação a ser cumprida a fim de trilharmos o caminho da evolução, somos responsáveis não só...

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: O que nos une em família carnal?

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: O que nos une em família carnal?:                   Realmente, a família carnal tanto é constituída por espíritos afins, assim como se compõe de almas adversas e de gra...

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Luzes na Umbanda: A história de um médium e seu preto velho

Luzes na Umbanda: A história de um médium e seu preto velho: Fiz uma pesquisa enorme, procurado algo que me tocasse o coração para dividir com vocês. Estou desde as 14h, agora são 21h, mas valeu a pen...

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Luzes na Umbanda: História da chegada dos Escravos - Pretos Velhos

Luzes na Umbanda: História da chegada dos Escravos - Pretos Velhos: Boa tarde, queridos leitores. Ótima sexta-feira. Hoje quero dar as Boas Vindas a três novos amigos que chegaram ao nosso Blog Luzes na ...

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Luzes na Umbanda: Nomes de Pretos - Velhos

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Luzes na Umbanda: Nomes de Pretos - Velhos

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Luzes na Umbanda: Atributos do Preto - Velho: Eles representam a humildade , força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência pa...

Luzes na Umbanda: Reflexão de Preto - Velho

Luzes na Umbanda: Reflexão de Preto - Velho: Sou preto. Negro como a noite sem estrelas. Sou velho. Velho como as vidas de meus irmãos. Mas se sou ainda negro, é porque trago em mim...

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Luzes na Umbanda: Mensagem Espiritual Preto Velho Pai Chico

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: O corpo mental, astral, duplo etérico, corpo físic...

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: O corpo mental, astral, duplo etérico, corpo físic...:               Entre o perispírito e o corpo carnal, então, existe um medianeiro plástico ou ponte viva, espécie de elo ou conexão, que tra...

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: O médium enfermo "deve" ou pode transmitir passes?...:            Não recomendamos a ninguém que receba passes mediúnicos ou magnéticos de criaturas com moléstias contagiosas, de moral duvido...

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Tratamento espiritual das doenças físicas

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Tratamento espiritual das doenças físicas: Palestra feita na primeira jornada médico-espírita de Goiás A história nos narra que a crença na capacidade do homem em interagir no pro...

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Natal ou fim do mundo?

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Natal ou fim do mundo?:        " O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu  vim para que tenham vida e a tenham em abundância." Jesus.   ...

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Minha Umbanda

Os milagres não param… | Minha Umbanda: Axééé a todos!!! Acredito que o final de semana tenha sido muito especial para muitos umbandistas, afinal aconteceram muitos festejos a Iemanjá na beira do mar, sob forte energia espiritual. “GRANDEZA”. Talvez este seja um bom adjetivo para tanto, para ...

VOCE TEM NOÇÃO DO ORGULHO ?


ORGULHO
TEXTO DE
VINÍCIOS
Há pessoas cujo orgulho é tão acentuado que, para se molestarem e se irritarem, basta que se faça ligeira referência às qualidades e aos méritos de terceiros.
*
O orgulho é a maior pedra de tropeço que embaraça a entrada no reino de Deus. Daí porque Jesus disse, no sermão do monte: Bem-aventurados os humildes de espírito (não se trata de humildes de haveres, de posição, de linhagem, de profissões, etc., mas de humildes de espírito, isto é, de coração), porque deles é o reino dos céus.
*
O homem orgulha-se de tudo: do seu dinheiro, do seu saber, da sua posição, de sua linhagem, das suas qualidades, dos seus defeitos, das suas ascensões, das suas quedas, até mesmo da sua ignorância, maldade e loucura.
Certamente por isso é que Alexandre Herculano teve esta exclamação: Orgulho humano! Que serás tu mais: estúpido, feroz ou ridículo?
*
Não é a pobreza, nem a enfermidade, nem a fome, nem a nudez que mais têm ocasionado sofrimentos na Terra; é o orgulho, sob suas várias e multiformes modalidades.
*
O primeiro sangue que ensopou a Terra foi o de Abel, assassinado por seu próprio irmao. Qual a causa que determinou esse homicídio? O orgulho ferido. Como ao primeiro fratricida, o orgulho vem armando o braço criminoso de todos os Cains, em todos os tempos, sob todos os pretextos.
*
Falamos em orgulho ferido. Já se viu, acaso, algum orgulho satisfeito? Não é verdade que o orgulho está sempre ferido? Haverá algo mais delicado, mais sutil, mais melindroso, mais tênue e suscetível que o orgulho? Nem o floco de neve, nem a lírio pulcro, nem a pura açucena, nem a camélia branca são tão suscetíveis.
Uma palavra uma interjeição, uma tonalidade de voz, um gesto, um olhar é bastante para melindrar o orgulho.
Mas, que dizemos nós? Para feri-lo, basta, às vezes, o próprio silêncio!

A.U.P.L UMBANDA BRANCA DO CABOCLO GIRASSOL: O USO TERAPÊUTICO DAS CORES:

A.U.P.L UMBANDA BRANCA DO CABOCLO GIRASSOL: O USO TERAPÊUTICO DAS CORES:: O USO TERAPÊUTICO DAS CORES: vermelho   aumenta a energia vital rosa ativa a energia amorosa, elimina impurezas do sangue ...

A.U.P.L UMBANDA BRANCA DO CABOCLO GIRASSOL: O USO TERAPÊUTICO DAS CORES:

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CANTO À PAI XANGÔ!!!


Jesus, o Libertador

Recebida em 6 de setembro de 2004
no Centro Espírita Caminho da Redenção
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco
Havia uma grande expectativa em Is­rael, que aguardava ansiosamente o Mes­sias anunciado.
A voz dos profetas, que ficara silencio­sa fazia alguns séculos, não alterara as no­tícias de que Jeová enviaria o libertador do Seu povo no momento adequado.
A presunção exagerada, que havia elegido como filhos de Deus somente os judeus, continuava na conduta arrogante daqueles que aguardavam receber o pri­vilégio dos Céus em detrimento de toda a humanidade.
Descrevia-se a Sua chegada como o momento máximo da sua história de nação muitas vezes escravizada por outras mais poderosas, que então se curvariam humilhadas ante a grandeza da raça es­colhida pela sua fidelidade e devotamen­to aos divinos códigos.
Antevia-se o momento da libertação, especialmente naqueles dias em que o Império Romano escarnecia das suas tra­dições e da sua liberdade, esmagando os seus ideais de independência.
Sentia-se mesmo que aquele era o mo­mento, e que, em qualquer instante, os sinais de identificação apontariam o Es­colhido.
Os sofrimentos vividos na Babilônia, no Egito e em outros lugares cruéis, no passado, não haviam sido esquecidos. Embora a coação prosseguisse e a miséria rondasse as suas vidas, estremunhando-­as e dizimando-as, porque lhes retira­vam tudo quanto possuíam, inclusive os parcos recursos, em razão dos impostos exorbitantes, não conseguiam, porém, tomar-lhes a esperança que teimava em permanecer nos seus corações.
Aguardava-se, portanto, que Ele che­garia em triunfo mundano, cercado de poder militar e de despotismo, de forma que vingasse as humilhações e dores que os Seus haviam experimentado através dos tempos.
Sentando-se no trono e governando com insolência e perversidade, somente àqueles que Lhe pertenciam concederia compaixão e bondade, ternura e amor, oferecendo-lhes os reinos da Terra, a fim de que pudessem fruir o poder e a glória anelados.
Esqueciam-se, porém, da transitorie­dade da vida física e do impositivo da morte, que a todos arrebata, transferin­do-os para a dimensão da imortalidade.
Por mais longos e prazenteiros fossem os dias de efusão e de orgulho, que es­peravam viver, a fatalidade biológica os conduziria à velhice, ao desgaste, à con­sumpção do corpo e ao enfrentamento com a Vida Eterna.
Mas Israel e seus filhos estavam inte­ressados no mundo, nos negócios da ilu­são, nas conquistas terrenas.
A mágoa e o desejo de desforço acalen­tados por séculos demorados, consegui­ram diluir na vacuidade o discernimento em torno dos valores reais da existência humaria.
Somente eram considerados o gozo e a supremacia sobre os demais povos, submetendo-os ao talante das suas desorde­nadas ambições.
A cegueira do orgulho envilecera os sentimentos do povo, não ha­vendo lugar para a reflexão nem para o amor fraternal.
* * *
Ele veio e não O aceitaram.
Aguardavam um vingador que esmagasse os inimigos, enquanto Ele chegara para conquistar aqueles que se haviam transformado em adversários.
Esperavam que fosse portador de soberba, arbitrário e superior em crueldade àqueles que se fizeram odiados, mas Ele vivenciou o amor em todas as suas expressões, demonstrando que o Filho de Deus é lição viva de compaixão e misericórdia.
Em face das suas necessidades materiais, não poderiam receber o Embaixador do Reino de Deus, que vinha colocar os Seus alicerces na Terra, para erguer o templo da legítima fraternidade que deve viger entre todas as criaturas.
De início, antes da ira contra a Sua pessoa, desejaram arrastá-lO para as suas tricas farisaicas e para os seus domínios insensatos. E porque não conseguiram, voltaram-se contra Ele e Sua mensagem, perseguindo-O com insistência e ameaçando-O sem clemência.
Ele, porém, permaneceu integérrimo. A Sua tranqüilidade desconcertava-os, fazendo que arremetessem furibundos contra os ensinamentos de que se fazia portador e procurando um meio de en­volvê-lO em algum conceito que O pu­desse criminar, a fim de O matarem.
Encharcados de presunção, o único sentido para a vida centrava-se na busca do poder, do prazer, no vingar-se dos ini­migos reais e imaginários.
Não é de estranhar que Jesus não lhes representasse o cumprimento das profecias.
Embora o Seu fosse o maior poder que a Terra jamais conheceu, os ambicio­sos que desejavam o mundo não estavam interessados na Sua força incomparável, que se fazia soberana ante os ventos, as ondas do mar durante a tempestade, ou diante dos distúrbios da mente, da emoção e do corpo das criaturas que O bus­cavam.
Invejosos, não podendo negar-Lhe a grandeza, acusavam-nO de ser emissário do Mal, veículo satânico.
Jesus compadecia-se deles e exortava-os à liberdade espiritual, que é a verdadeira, conclamando-os ao despertamento para a realidade.
Mas os tóxicos do ódio haviam-nos envenenado desde há muito, não haven­do espaço mental nem emocional para o refrigério da compreensão nem para a bênção da paz.
* * *
Ainda hoje Israel não O entendeu. Prossegue esperando o seu Messias dominador, banhando-se de sangue e sacrificando-se, enquanto os seus filhos estorcegam em reencarnações purifica­doras e aflitivas através dos evos.
O amor, que é a solução para todos os problemas humanos e os conflitos que se abatem sobre a erra, ainda não é reco­nhecido como o único recurso capaz de gerar felicidade nos corações.
Passaram aqueles dias tormentosos e outros muitos, enquanto Jesus perma­nece como o libertador de consciências, conduzindo-as no rumo da plenitude.
* * *
Neste Natal, recorda-te dEle e entre­ga-te a Ele sem qualquer relutância.
Ele te conduzirá com segurança pelo vale da morte e pela noite escura das paixões, apontando-te o amanhecer luminífero por onde seguirás no rumo da felicidade.

Comemoração das IABÁS - TEFO-10-12-2012










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Luiz Gasparetto sentar na superioridade.

Desconstrução do Mito de Jesus Cristo - Sem Cortes

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Meu Irmão.
Ninguém espera te transformes num milionário ou num santo para que o bem te ilumine o coração e dirija os passos.
Sublime é a caridade que se transforma em reconforto.
Divina é a caridade que se converte em amor irradiante.
De sementes minúsculas, procedem as árvores gigantescas que sustentam a vida.
Evita falar de ti mesmo.
Cumpre o dever que te cabe, sem intromissão nas tarefas alheias.
Não provoques o elogio no desempenho de tuas obrigações.
Não te prendas a ninharias, quando o benefício geral te reclame a colaboração.
Perdoa sem alarde as ofensas.
Não te encarceres na indisciplina.
Aprende a ouvir com serenidade as palavras ingratas ou contundentes, para que a irritação não perturbe os outros, através de tuas energias descontroladas.
Esquece todo mal.
Procura, cada dia, uma nova oportunidade de ser útil.
Abstém-se das conversações maliciosas ou indignas.
Não partilhes o triste banquete da leviandade ou da calúnia.
Compadece-te dos ausentes e ajuda-os com o verbo cristão.
Escuta com calma quem te procura, trazendo inquietação ou veneno.
Nunca olvides que, se, muitas vezes, nos arrependemos de haver falado, ninguém padece remorso por haver preferido o silêncio.
Ora por quem te persegue ou não compreende.
Emite bons pensamentos para todos os que te cercam.
Não te furtes aos serviços humildes, quais sejam os do copo d’água, da palavra estimulante, do sorriso amigo, da limpeza gratuita, da gentileza anônima, da bondade prestimosa e desconhecida.
Da caridade divina, que exterioriza a claridade santificante do exemplo, pode participar todo irmão de ideal evangélico, ainda mesmo aquele que se declara absolutamente sem tempo e sem dinheiro para o exercício do bem.
Usa, cada hora, o gesto espontâneo da fraternidade imperceptível e os teus singelos depósitos, aparentemente insignificantes, capitalização, em teu benefício, um tesouro de glórias no Céu.
("Nosso Livro", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

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Refletindo sobre: “não”, religião e racismo | Minha Umbanda

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Será exagero? | Minha Umbanda

Será exagero? | Minha Umbanda: Axééé… Saudade. Trabalho. Estudo. Descobertas. Giras, engiras e muitas surpresas. Assim passaram esses dias… Quanto tempo, sentimentos, pensamentos e tentativas. Metas, provas e paciência. Tudo ainda pulsando, acontecendo e abrilhantando nosso Terreiro. Agradeço o carinho de todos que se mostraram ...

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CANTO À PAI XANGÔ!!!


Preceitos na Umbanda



Como em todo e qualquer dogma, a Umbanda também faz uso de preceitos específicos e predeterminados. Na Umbanda os preceitos são, abstenções voluntárias, em benefício da positivação ou negativação de cada um, e se dividem em 3 grupos distintos, à saber:

Primordial
Opcional
Ocasional

PRIMORDIAL: É o preceito indispensável à todos os médiuns sem exceção, como preparativo para os trabalhos mediúnicos na sessões de terreiro, e se dividem em 7 itens:
Isenção de sexo, pelo menos, 8 horas antes do início dos trabalhos mediúnicos.
Isenção de ingestão de produto animal que dependa do sacrifício do mesmo, inclusive peixes, isenção esta à partir de 24 horas antes do trabalho mediúnico.
Isenção nas 12 horas anteriores ao trabalho mediúnico, de maus pensamentos, (ódio, orgulho, inveja, vaidade)
Uso de roupa apropriada e pré determinada para o trabalho mediúnico.
Banho de descarga, conforme determinado à cada um.
Pontualidade ao início da corrente fraterna.
Entregar-se ao trabalho espiritual, sem a preocupação com a hora do término do mesmo.

OPCIONAL: É o preceito que, em adendo ao primordial, é determinado pelo Orientador Espiritual ou pelo Chefe do terreiro, para determinados médiuns:
Isenção de produtos animais, mesmo que não dependam do sacrifício dos mesmos. Exemplo: Manteiga, queijo, ovos, leite, etc.
Banhos de descarga especiais e específicos.
Firmeza extraordinária do Anjo de Guarda.

OCASIONAL: É o preceito de emergência, o que é praticado em caso de emergência, quando necessário ao trabalho mediúnico, fora da corrente fraterna.
Firmar os Anjos de Guarda; o seu e da pessoa à ser atendida.
Exigir no local o mais absoluto silêncio e concentração
Pedir licença e salvar o Orixá TEMPO.

Mentalizar o Divino Nazareno, invocando à Ele a permissão do trabalho sem os preceitos normais e rogando-lhe o auxílio do Astral Superior.

Independente de todos estes preceitos, todo o médium deve abster-se durante o trabalho mediúnico, de jóias, bijuterias, objetos metálicos e dinheiro; enfim o médium deve procurar estar o mais puro possível para ingressar na corrente fraterna.

HORAS NA UMBANDA
Todas as horas da Umbanda, são controladas por um Orixá independente dos demais, pouco conhecido, chamado ORIXÁ TEMPO, que é o determinante do envio das vibrações cósmicas, assim como o momento exato da utilização do ritual necessário. Como estamos encarnados no terceiro planeta, do sistema solar, controlado por uma estrela de 5a grandeza, da 2a Galáxia, um planeta presídio por nós chamado de Terra, temos que nos atentar ao sistema de contagem de tempo do mesmo, embora que não muito consonante com o Tempo Real. Baseados na nossa forma de contagem de Tempo, a Umbanda divide as horas de um dia em três tipos diferentes, a saber:

Horas Abertas
Horas Fechadas
Horas Neutras

HORAS ABERTAS
São consideradas horas abertas na Umbanda, as não classificadas como neutras ou negativas, portanto, positivas para a feitura de qualquer dos trabalhos abaixo enumerados:
Mentalização
Vidência
Irradiação
Jogo de Búzios
Agrados
Amalás
Amacís

HORAS FECHADAS
São aquelas que, nenhum dos atos ritualísticos ou litúrgicos descritos acima podem ser efetuados. São consideradas horas fechadas, os 15 minutos anteriores e posteriores à HORA PEQUENA e à HORA GRANDE, ou seja de 11:45hs às 12:15hs, assim como também de 23:45hs às 00:15hs, horas que são destinadas à entrega de EBÓS, DESCARREGOS, ou o emprego da Força Negativa para a prática do bem. Nestas Horas Fechadas, não se deve praguejar, amaldiçoar, discutir, entrar ou sair de lugares cobertos e freqüentar locais espúrios.

HORAS NEUTRAS
São aquelas em que qualquer tipo de Ato Litúrgico ou Ritualístico, é dado à cada um segundo o seu mérito. Estas Horas Neutras da Umbanda são muito utilizadas no Esoterismo e classificadas como HORAS TERÇAS e HORAS NONAS (6hs e 18hs).
NOTA
Excetuando-se as Horas Negativas e Neutras, todas as outras horas do dia são consideradas como positivas.
Das 7 Linhas da Umbanda, apenas três podem interferir e alterar o ritual praticado em todas as horas:
Linha de Oxalá
A Linha das Senhoras (OXUM, IEMANJÁ, IANSÃ e NANÃ)
IBEJI

HORAS SEMANA
- Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo Observ.
Espaço de 15 minutos após às 0hs até 00:15hs Negativa
Até 1h Almas Ogum Xango Oxóssi Oxalá Senhoras Ibeji Positiva
De 1 às 2hs Oxóssi Xango Ibeji Ogum Almas Oxalá Senhoras Positiva
De 2 às 3hs Ogum Ibeji Senhoras Xango Oxóssi Almas Oxalá Positiva
De 3 às 4hs Xango Senhoras Oxalá Ibeji Ogum Oxóssi Almas Positiva
De 4 às 5hs Ibeji Oxalá Almas Senhoras Xango Ogum Oxóssi Positiva
De 5 às 6hs Senhoras Almas Oxóssi Oxalá Ibeji Xango Ogum Neutra
De 6 às 7hs Oxalá Oxóssi Ogum Almas Senhoras Ibeji Xango Positiva
De 7 às 8hs Almas Ogum Xango Oxóssi Oxalá Senhoras Ibeji Positiva
De 8 às 9hs Oxóssi Xango Ibeji Ogum Almas Oxalá Senhoras Positiva
De 9 às 10hs Ogum Ibeji Senhoras Xango Oxóssi Almas Oxalá Positiva
De 10 às 11hs Xango Senhoras Oxalá Ibeji Ogum Oxóssi Almas Positiva
De 11 às 11:45hs Ibeji Oxalá Almas Senhoras Xango Ogum Oxóssi Positiva
De 11:45hs às 12:15hs Espaço de tempo de hora fechada Negativa
De 12:15hs às 13hs Senhoras Almas Oxóssi Oxalá Ibeji Xango Ogum Positiva
De 13 às 14hs Oxalá Oxóssi Ogum Almas Senhoras Ibeji Xango Positiva
De 14 às 15hs Almas Ogum Xango Oxóssi Oxalá Senhoras Ibeji Positiva
De 15 às 16hs Oxóssi Xango Ibeji Ogum Almas Oxalá Senhoras Positiva
De 16 às 17hs Ogum Ibeji Senhoras Xango Oxóssi Almas Oxalá Positiva
De 17 às 18hs Xango Senhoras Oxalá Ibeji Ogum Oxóssi Almas Neutra
De 18 às 19hs Ibeji Oxalá Almas Senhoras Xango Ogum Oxóssi Positiva
De 19 às 20hs Senhoras Almas Oxóssi Oxalá Ibeji Xango Ogum Positiva
De 20 às 21hs Oxalá Oxóssi Ogum Almas Senhoras Ibeji Xango Positiva
De 21 às 22hs Almas Ogum Xango Oxóssi Oxalá Senhoras Ibeji Positiva
De 22 às 23hs Oxóssi Xango Ibeji Ogum Almas Oxalá Senhoras Positiva
De 23 às 23:45hs Ogum Ibeji Senhoras Xango Oxóssi Almas Oxalá Positiva
De 23:45hs às 00:15hs Espaço de tempo de hora fechada Negativa

Cruzamento com Pemba
O Cruzamento com Pemba, é um ritual utilizado na Umbanda, para melhor proteção dos médiuns, que já contam com uma incorporação definida, e que por esta razão, tomam também parte ativa em descargas fluídicas negativas. Em todas as Nações que praticam a Umbanda, não é permitido a um médium de incorporação, iniciar o seu trabalho, sem que antes, para isso, não houvesse se cruzado.
O Cruzamento deve ser feito da seguinte forma: Segurando a Pemba com a mão direita, fazer uma cruz na fronte, depois cruzar a palma da mão esquerda e descendo, cruzar também o peito do pé direito. Após isto, passar a pemba para a mão esquerda e com ela fazer uma cruz na nuca, depois cruzar a palma da mão direita e descendo cruzar o peito do pé esquerdo.

Os Pontos na Umbanda
Na Umbanda, o ponto é o elo de ligação entre o mundo espiritual e o mundo material, e se subdivide em dois tipos, à saber:

PONTOS RISCADOS ou ZIMBAS
PONTOS CANTADOS ou CURIMBAS

Tanto o Ponto Riscado como o Ponto Cantado têm sua primeira divisão como:

Ponto da tribo ou Clã
Ponto de trabalho
Em ambas subdivisões acima, os pontos podem novamente se subdividir em:

Ponto de chamada
Ponto de apresentação (ou identificação)
O Ponto de apresentação pode ser dado, da mesma forma, de duas maneiras diferentes e aceitos como certos
Ponto da tribo ou Clã
Ponto de trabalho
Ponto de falange
Ponto cruzado
Defumador
Ordenação
Cruzamento de Pemba
Batismo
Confirmação
Amacís
Casamento
Retirada de Vume
Ponto de demanda
Ponto de Maleime (pedido de perdão)
Ponto de subida

IMPORTANTE

Ponto Riscado ou o Ponto Cantado, nunca deve ser interrompido no meio, principalmente por terceiras pessoas. Os comentários sobre o Ponto Riscado ou sobre a inconveniência do Ponto Cantado, deverão ser postas ou comentadas por quem de direito, após o término dos mesmos.

ABRAM ESTE LINK E OBTERÃO MUITAS INFORMAÇÕES, CURSOS, PALESTRAS.

http://www.editoraecletica.com.br/nova_pagina_5.htm

Web TV | Blog de Estudos do Núcleo Mata Verde

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Fitoenergética – Equação vibracional

Fitoenergética – Equação vibracional: Fitoenergética – Equação vibracional por Manoel Lopes   Seguimos no Núcleo Mata Verde uma doutrina chamada Umbanda Os Sete Reinos Sagrados, e para que possamos entender os conceitos da Fitoenergética que iremos abordar neste texto é muito Leia mais...

Fitoenergética – Equação vibracional | Blog de Estudos do Núcleo Mata Verde

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O que é Umbanda? | Blog de Estudos do Núcleo Mata Verde

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espiritismoestudoduvidas.files.wordpress.com/2012/05/olivrodosespjhp.pdf

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espiritismoestudoduvidas.files.wordpress.com/2012/05/olivrodosmediunsjhp.pdf

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Cidadãos sendo treinados para ser intolerantes – Religião, precisamos disto? |

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QUAL EXPLICAÇÃO DE FRACASSOS EM CURAS NA UMBANDA?


Qual a explicação para esses fracassos?

Retirado do livro “UMBANDA - Perguntas & Respostas”
J. Edson Orphanake – Tríade Editorial
Não se trata de fracassos da Umbanda ou dos guias, mas de fatores alheios ou falhas dos próprios doentes. Conversando com o preto-velho, esclareceu-me algumas dúvidas. Em princípio por que, algumas vezes, previsões, remédios, oferendas, conselhos dos guias não são eficazes, não surtem os efeitos desejados. “Ora” disse-me, “a Umbanda não é limitada a certas classes de espíritos. Nos terreiros, se o médium quiser e for permitida, dar-se-á a incorporação de toda espécie de desencarnados, desde os imperfeitos até sábios Instrutores do Espaço, e muitos deles, de más intenções, se apresentam como pretos-velhos, caboclos, marinheiros e outros, a fim de serem aceitos, isto é, mistificam. Pois bem, não é pelo simples fato de serem espíritos fora da matéria que sabem tudo. Não. Eles sabem somente aquilo que aprenderam e mais nada”. Então, há mistificação na Umbanda? Sim e bastante. Contudo, a existência de perucas não quer dizer que todo mundo seja careca… O fato de haver muleta, não implica que todos sejam aleijados. Ademais, a cura de uma doença, por exemplo, pode não se dar por vários motivos, quando o guia é autêntico. Também a Umbanda não é panacéia para todos os males, principalmente as doenças de origem física, pois para isso existem médicos, embora muitas possam ser curadas. Voltando ao caso da mistificação, este fator negativo não é privilégio da Umbanda. Mistificação há em toda atividade humana e é inerente à humanidade, visto esta não ser perfeita. É um dos erros dos homens, não da Religião.
É verdade. Existem pessoas que, embora tratadas espiritualmente em centros kardecistas e umbandistas, não se curam, enquanto a maioria obtém êxito no tratamento e a consequente cura. Por que isso acontece, quando os mentores espirituais de Umbanda são autênticos? Bem, vários são os motivos para que tal ocorra:
1º – As pessoas não são máquinas, nem iguais umas às outras, razão por que as curas em algumas não se efetivam.
2º – A pessoa tem no perispírito (corpo astral) bastante substância tóxica astral, adquirida em vidas anteriores, que é expelida em forma de doenças nesta existência.
3º - Falta de Fé (confiança), elemento que muito ajuda (embora não seja essencial) na cura, por ser fator de sugestão.
4º - Há indivíduos que gostam de suas doenças e as usam como argumento em suas conversas (fato curioso, mas verdadeiro). São os masoquistas (sentem prazer no próprio sofrimento).
5º - Existem aqueles que opõem resistência inconsciente, não acreditando que possam ficar curados espiritualmente.
6º - Há os que são doentes por força de seus próprios hábitos ou vícios, e não se curam por não abandonarem o hábito (fumar, beber em demasia, comer demais, odiar, brigar, enervar-se, abusar do sexo etc).
7º - Há pessoas boas condutoras de energia e capazes de armazená-la, enquanto outras são péssimas condutoras de fluidos vibratórios de cura, bloqueando o fluxo energético e, portanto, incapazes de conservá-la.
8º - Quando da aplicação de passes, às vezes reclama-se resultado imediato, quando o tratamento deveria ser mais longo.
9º - No início da enfermidade, a possibilidade de cura é maior do que quando já adiantada. Mesmo que o doente morra, a morte não significa que a cura não se efetuou. A eliminação ou alívio da dor e da angúsl isento dos males que o atormentavam,  reencarnando futuramente sem o carma doloroso da moléstia.tia pode se considerado bom resultado e o doente ingressar na vida espiritua

Instituto Cultural Aruanda:O que está por trás dos ataques à novela Salve Jorge

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SOU UMBANDISTA, APENAS UMBANDISTA!!!
ESTA É A MINHA VERDADE!!!
Por Alexandre Cumino

Não vemos católicos que são judeus, não vemos muçulmanos pentecostais, não vemos budistas jainistas. No entanto, vemos umbandistas que são candomblecistas, umbandistas católicos, umbandistas espíritas, umbandistas evangélicos e etc. Muito curioso, praticar duas religiões que tenham fundamentos totalmente diversos.
Sou umbandista, apenas umbandista, pois a Umbanda me basta em todos os sentidos e expectativas.
Pertencer a uma religião é ter seus valores como valores de sentido para nossa vida. Viver com valores dissonantes é ter uma vida com caminhos dissonantes. Cada religião tem uma egrégora de energia própria e nem sempre as egrégoras se complementam. Pelo contrário, muitas vezes se chocam, por conta de seus valores e convicções diversos.
Pertencer a muitas religiões não é como fazer muitos cursos e pendurar seus diplomas na parede. Cada religião chama, e algumas exigem, que seu adepto assuma seus valores em um caráter confessional, ou seja, confissão de fé, aceitação de que ali está a sua verdade. Fica a pergunta: onde está a sua verdade, onde está seu coração?
Pertencer a muitas religiões pode criar uma hipocrisia religiosa, pois num dia da semana você nega os valores que prega no outro dia da semana.
Múltipla pertença religiosa tem sido usado como rótulo para dizer que é mais descolado, mais espiritualizado. O que não corresponde a verdade. O mais espiritualizado é aquele que vai mais fundo dentro de si mesmo para vencer suas dores e dificuldades, e logo se torna melhor para todos ao seu redor, por se tornar alguém mais bacana, mais agradável, mais feliz, mais realizado.
Usamos palavras como humildade, paciência e desprendimento para rotular quem é mais espiritualizado. Talvez por isso, os interessados em serem mais espiritualizados vão forjando uma imagem de si mesmos, forjando uma máscara social de mocinhos e mocinhas da luz... este é o “ego espiritualizado”, uma hipocrisia espiritual.
Ser espiritualizado é ser você mesmo antes de tudo e tomar consciência da vida material, espiritual, mental e emocional, tudo junto. Mesmo porque, querer ser espiritual, negando o corpo e a mente, é um erro cometido por religiões repressoras que prometiam o céu a quem negasse tudo que existe no mundo.
Mesmo nos dedicando muito a uma única religião, ainda assim não é fácil ter um aprofundamento da mesma em nossa alma e espírito, o que dirá praticando muitas. Não se consegue ter profundidade em nenhuma, fica sendo algo superficial. Nos enchemos de coisas e elementos externos para tentar tapar um buraco existencial: nossos medos e fraquezas.
Existem muitas religiões, porque existem muitas formas diferentes de entrar em contato com o sagrado, com o divino, e cada grupo de pessoas se identifica com uma forma, ou cria uma nova forma de sentir e expressar sua espiritualidade.
A Umbanda, por se tratar de uma religião nova, que nasceu no mundo moderno e se desenvolve no mundo pós-moderno e contemporâneo, é muito moderna, inovadora, aberta, evolucionista e inclusiva. A Umbanda nos oferece uma quantidade infinita e inesgotável de recursos. A incorporação e o passe mediúnico são apenas dois dos inesgotáveis recursos da religião. O fato é que subestimamos a Umbanda e muitos, na primeira dificuldade, procuram uma outra religião, ou o sacerdote de outra religião para lhe orientar e este vai lhe cuidar segundo fundamentos de outra religião. O correto seria ter paciência e confiar em seus guias de Umbanda. Se aprofundar e buscar respostas no lugar onde mora a sua verdade. Descobrir que a Umbanda tem fundamentos e recursos que vão se abrindo e se apresentando de acordo com nossas necessidades. Ao longo de muitos anos, vários recursos vão se abrindo dentro da religião, muitos mistérios se descortinam, mas primeiro é preciso aprender o básico.
O que é Umbanda?
Qual é a minha religião?
Quais seus fundamentos básicos?
Qual o por quê de cada gesto ritual, de sua liturgia?
Qual é a sua magia, por que tantos elementos?
Dentro da umbanda, existe um ambiente mais interno de iniciações na força dos Orixás, existe uma apresentação formal de muitas linhas de trabalho (caboclos, pretos velhos... etc), que se apresentam a quem queira se aprofundar no conhecimento sacerdotal. Por isso e muito mais, estudamos Teologia de Umbanda Sagrada e Sacerdócio de Umbanda Sagrada. Porque queremos mais, muito mais, da NOSSA RELIGIÃO, da religião de UMBANDA. Queremos muito, mas muito mais mesmo, que apenas ir ao terreiro uma vez por semana “fazer nossa obrigação”, ou “fazer a caridade”. Tudo rotulado, bonitinho, mecanicamente autômato. Estamos e continuamos comprando um pedaço do céu, agora chamado Aruanda. Muitos continuam católicos, no inconsciente, continuam espíritas, continuam com velhos paradigmas e perdem a oportunidade de ir mais fundo na Umbanda, estão presos na margem, na superfície, no raso. Vamos fundo na Umbanda, com a Umbanda e para a Umbanda.
EU SOU UMBANDISTA. ALEXANDRE CUMINO
--
"Umbanda é Linda;
Umbanda é Tudo de Bom;
Umbanda é Religião,
Portanto Só Pode Praticar o BEM!!!"
Alexandre Cumino

Na Umbanda todos são iguais

 Na Umbanda todos são iguais: No meio das atividades espiritual e material dos terreiros de Umbanda que pregam a igualdade, a fraternidade, o amor, um fato, dentre de ...

Soraya, não desista!

 Soraya, não desista!:                   "Que farei para herdar a vida eterna?" Foi a pergunta   que um intérprete da Lei fez a Jesus, em Lucas 10:25.  Jesus...

SINTESE: MIGUEL - VOCÊS ESTÃO MUDANDO UM MUNDO

SINTESE: MIGUEL - VOCÊS ESTÃO MUDANDO UM MUNDO: VOCÊS ESTÃO MUDANDO UM MUNDO Miguel Canalizado por Ron Head Em 13 de novembro de 2012 É praticamente desnecessário destaca...

CONVITE A TODOS UMANDISTAS OU NÃO!!!

Meus Amados Irmazinhos, e Irmazinhas que se dedicam a essa amada Umbanda. as postagens colocadas embora o número esteja repleto, não consigo que haja por parte dos leitores, comentários, ou assertivas que venha me informar sobre algo que acreditam não ser o que está escrito.
Por isto existe a parte de comentários e desejo que sejamos um grupo coeso com muito e muito componentes deste grupo, o que certamente iremos aprender juntos muito do que ainda não sabemos e certamente muitos dos leitores saibam e possam inserir neste Blog.
Na tecnologia de hoje, nós umbandistas temos que nos comunicar seja do extremo sul até o último ponto deste Brasil informando, e destacando nossa amada Religião que tendo suas alternâncias de rituais todas levam somente para o mesmo lugar: Humildade, Amor ao Próximo e a Tudo que nos Cerca nos legado emprestado pelo Pai Criador.

Vamos portanto, deixar um pouco a preguiça de lado e vamos empreender uma amizade sólida , eficaz em que todos sairemos um pouco mais evoluidos naquilo que praticamos, a nossa Amada UMBANDA.
Sarava a Todos com muita Paz, Harmonia e Amor em seus corações.
Antonio Carlos Evangelista  de Ogum Beira Mar.

Significado de macumba: A primeira definição de Macumba que se encontra em qualquer dicionário...

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 “Digo-te que dali não sairás enquanto não tiveres pago até o último  ceitil!”  Jesus. Podemos e temos o direito e o livre-arbítrio d...

Jurema
A Jurema é uma árvore que floresce no agreste e na caatinga nordestina; da casca de seu tronco e de suas raízes se faz uma bebida mágico-sagrada que alimenta e dá força aos encantados do "outro - mundo". É também essa bebida que permite aos homens entrar em contato com o mundo espiritual e os seres que lá residem. Tal árvore se constitui enquanto símbolo mágico-sagrado e é núcleo de várias práticas mágico-religiosas de origem ameríndia. De fato, entre os diversos dos povos indígenas que habitaram ou habitam o nordeste, se fazia e em alguns deles ainda se faz uso ritual desta bebida1.
No ano de 1938, Curt Nimendaju obtém, entre os índios de Santa Rosa – BA, descendentes de Tupiniquins e Kamuru-Kariri um interessante depoimento; uma "visagem" do mundo espiritual conseguida por aqueles que bebem da sagrada bebida feita com partes da Mimosa Nigra Hub.
"A Jurema mostra o mundo inteiro a quem bebe: Vê-se o céu aberto, cujo fundo é inteiramente vermelho; vê-se a morada luminosa de Deus; vê-se o campo de flores onde habitam as almas dos índios mortos, separada das almas dos outros. Ao fundo vê-se uma serra azul; vêem-se as aves do campo de flores: beija-flores, sofrês e sabiás. À sua entrada estão os rochedos que se entrechocam esmagando as almas dos maus quando estas querem passar entre eles. Vê-se como o sol passa por debaixo da terra. Vê-se também a ave do trovão, que é desta altura (um metro). Seus olhos são como as da arara, suas penas são vermelhas e no alto da sua cabeça ela traz um enorme penacho. Abrindo e fechando este penacho, ela produz o raio e, quando corre para lá e para cá, o trovão." (Numendaju, 1986: 53)
Contudo, este culto este se difundiu dos Sertões e Agrestes nordestino em direção às grandes cidades do litoral, onde elementos das outras matrizes étnicas entraram em cena. Desse modo, o símbolo da árvore que liga o mundo terreno ao além e, embora amargo2, dá sapiência3 aos que dela se alimentam, ganha novos significados, surgindo um mito com traços cristãos. Neste sentido, a Jurema surge como a árvore que escondeu a sagrada família, dos soldados de Herodes, durante a fuga para o Egito, ganhando desde então suas propriedades mágico-religiosas (Cf. Cascudo, 1931; Bastide, 1945).
A jurema é um pau sagrado
Onde Jesus descansou
Que dá força e "ciência"
Ao bom mestre curador.
Ainda nessa perspectiva, juntaram-se na constituição desta forma de religiosidade popular, outros elementos de origem européia como a magia e o culto aos santos do catolicismo popular. Da matriz africana, incorporou o sacrifício de animais, como realizado entre os Xangôs nordestinos, além de algumas divindades do panteão Yorubá. As constantes ondas migratórias entre o interior e o litoral devem ter influenciado nestes intercâmbios de elementos simbólicos no culto. E com esta configuração ele se espalha em algumas capitais nordestinas, como Recife, Paraíba, Maceió e Natal.
Na década de 20 os jornais já anunciavam a presença "dos baixos e barulhentos espíritos" do primitivo "Catimbau",entre os ditos civilizados das pacatas cidades 4. A partir desta época encontramos referências sobre a Jurema em autores como Cascudo (1931), Fernandes (1940), Bastide (1945) e Vandezande (1975).
A Jurema que passaremos a apresentar é a encontrada na cidade do Recife, em terreiros localizados em sua grande maioria nos bairros periféricos da cidade. Dimensionado os limites espaços-temporais do presente trabalho, um primeiro ponto a ser considerado é que o culto à Jurema não se dá de forma padronizada entre os diversos grupos existentes. Como dizem os juremeiros: "Jurema? Cada uma tem a sua, a minha eu cultuo como aprendi com fulano... (sic.)" "A Jurema de sicrano..., ele dá bode ao mestre dele, na minha eu não cultuo com sangue... (sic.)". Contudo, em meio às diferenças, existe um complexo de ritos e crenças que os juremeiros compartilham e que permite distinguir o culto à Jurema de outras formas concorrentes de religiosidade popular, em especial do Xangô e da Umbanda como praticadas no Recife. O que chamaremos aqui, complexo mágico-religioso da Jurema, envolve como padrão a ingestão da bebida feita com partes da Jurema, o uso ritual do tabaco 5,o transe de possessão por seres encantados, além da crença em um mundo espiritual onde as entidades residem.
Passaremos então a buscar, dentre os rituais observados em várias casas religiosas do Recife, os elementos que possibilitem melhor caracterizar o complexo mágico-religioso do Culto à Jurema. Enfocaremos, então, o mundo espiritual e o panteão de encantados, os artefatos religiosos, os rituais, enfim, a visão de mundo existente entre os juremeiros.
O Mundo Espiritual e Sua Representação no Mundo dos Vivos
"Abrindo a Mesa, com Luz e Amor
Abrindo as Portas do Juremá
Chamando os Guias
Para trabalhar."
Quem já assistiu uma reunião de Jurema, deve lembrar-se dessa toada, cantada no início das sessões, para convidar os "Senhores Mestres do outro - mundo" a participarem do mundo dos vivos. Para os juremeiros paraibanos e pernambucanos este mundo espiritual tem o nome de Juremá e é composto por reinados, cidades e aldeias. Nestes Reinos e Cidades residem os encantados: os Mestres e os Caboclos. Diz-nos Cascudo (1931: 43):
"Cada aldeia tem três `mestres'. Doze aldeias fazem um Reino com 36 `mestres'. No reino há cidades, serras, florestas, rios. Quanto são os Reinos? Sete, segundo uns. Vajucá, Tigre, Candindé, Urubá, Juremal6, Fundo do Mar, e Josafá. Ou cinco, ensinam outros. Vajucá, Juremal, Tanema, Urubá e Josafá".
A Jurema é a cidade-estado deste mundo espiritual. Em Alhandra, localidade do litoral paraibano, considerada por muitos o berço de uma grande linhagem de catimbozeiros e mestres do além, como Manoel Inácio e Maria do Acais, que como nos conta Vandezande (1975) lá formaram escola quando em vida; as árvores de Jurema cultivadas pelos catimbozeiros são consideradas as próprias cidades espirituais.
"A `cidade' mais antiga de jurema, cujo pé de jurema teria sido plantado pelo `mestre Inácio', regente dos índios, é o arbusto velho e enorme que se encontra na atual propriedade `Estiva'... O arbusto é sempre venerado, e muitas vezes há velas acesas ao anoitecer... O lugar é chamado pelos entendidos de `cidade do Major do Dias'... Mestre Inácio e o mestre Major do Dias foram proprietários de Estiva. O atual proprietário, o mestre Adão, um dia tornar-se-á também `mestre' do além depois que o seu espírito for lavado7."(Vandezande, 1975: 129)
Entre os recifenses, talvez pela falta de espaço nos locais de culto, troncos da planta sãoassentados 8 em recipientes de barro e simbolizam as cidades dos principais mestres das casas. Estes troncos, juntamente com as princesas e príncipes, com imagens de santos católicos e de espíritos afro-ameríndios, maracás e cachimbos, constituirão as Mesas de Jurema. Chama-se Mesa o altar junto ao qual são consultados os espíritos e onde são oferecidas as obrigações que a eles se deva.
As princesas são vasilhas redondas de vidro ou de louça dentro das quais são preparadas a bebida sagrada e, em ocasiões especiais, onde são oferecidos alimentos ou bebidas aos encantados. Os príncipes são taças ou copos, que normalmente estão cheios com água e eventualmente com alguma bebida do agrado da entidade. É comum vê-se nas mesas mais elaboradas uma complexa arrumação onde entram na composição príncipes, princesas e trocos.
O príncipe ou a princesa é a menor unidade de simbolização de uma entidade espiritual. Todo Juremeiro deve ter, ao menos um destes dedicado ao seu mestre e assentado em sua mesa. Contudo, de acordo com a disponibilidade financeira, pode-se constituir todo um "estado espiritual– as cidades dominadas por uma determinada entidade. Confecciona-se um estado através do uso de uma princesa tendo ao seu centro um príncipe e em seu derredor mais seis deles. Para complementar este artefato, entraria o tronco da árvore sagrada, que pode ficar no centro da mesa ou em baixo dela.
Para alguns entendidos no culto, é no troco – junto com outros apetrechos que a entidade que o domina solicita que seja nele depositado –, onde estaria o verdadeiro segredo de uma "Jurema plantada". Portanto, eles argumentam que este deveria ficar longe dos olhos dos curiosos, normalmente em baixo da mesa. Como adverte uma das toadas: "A Ciência da Jurema / Todos querem saber / Mas é feito casa de abelha / Trabalha que ninguém vê." Em cima do tronco, sobre a mesa, ficaria, a vista de todos, o jogo de príncipes e princesas.
Os Habitantes do Juremá
Duas categorias de entidades espirituais têm seus assentamentos nas mesas de Jurema, os Caboclos e os Mestres.
Os Caboclos e Índios
"Fui pra mata, fui caçar
Atirei no que não vi
Acertei passo sagrado,
Era um Pitiguarí.
*
Mas, Tupã me perdoou
Hoje eu não caço mais
Me chamoFlecha Dourada,
Protetor dos animais."
(Jurema de mesa)
*
Os Caboclos são identificados como entidades indígenas que trabalham principalmente com a cura através do conhecimento das ervas (Pinto, 1995). Durante a estada destas entidades nos terreiros, incorporadas nos médiuns, dão passes e realizam benzeduras com ervas e folhagens. São associados às correntes espirituais mais elevadas, as que trabalham para o bem, mas que também podem ser perigosas quando usados contra alguém. Por isso são muito temidos. Diz um informante de Pinto (op. cit.: 53-54):
"... na antiguidade se tina muito medo dos caboclos por causa das flechadas. A flechada de um índio é pior que o trabalho de um mestre... só algumas pessoas que sabem mexer e botar a mão ali dentro"
Nas Mesas o caboclo é simbolizado por príncipes, estátuas de índios e apetrechos confeccionados por ameríndios ou inspirados neles como cocas, flechas, preiacas, colares, etc.
Os caboclos comem frutas, flores, mel, carne bovina ou peixe, que pode ser crua, cozida no vinho, ou assada na brasa. Com a introdução de sacrifício de animais nas práticas juremistas, é comum oferecer-lhes pequenos animais como passarinhos, preás, coelhos e outro "bichos de caça". São oferecidos ainda raízes como a mandioca, a batata doce e alimentos confeccionados a partir delas. Alguns juremeiros oferecem vinho branco a estas entidades, outros apenas sucos de frutas e refrigerantes como o guaraná. Normalmente os caboclos não fumam e no momento das reuniões e giras a eles destinadas não se deve fumar; contudo alguns caboclos se utilizam destes elementos. No caso dos caboclos que utilizem do tabaco em seus trabalhos, nas oferendas estes devem se fazer presentes na forma em que o caboclo em questão mais se agradar (cachimbo ou cigarro de palha ou charuto). Completam as oferendas as bugias ou inãs, as velas.
Na incorporação vêem-se três estereótipos relacionados ao gênero e a faixa etária destas entidades: Os caboclos crianças, sejam de um sexo ou de outro, descem pedindo mel, balas e frutas. São pouco ascéticos quando comem estes alimentos, depositando e misturando os ingredientes no próprio chão dos terreiros. É costume, ainda, lambuzarem a si e aos com que compartilham de seu alimento. Muitas vezes querem comer pequenos insetos e répteis que encontrem nas casas de culto, sob o argumento de que nas matas comem destes animais. São brincalhões e falam uma linguagem infantilizada do tipo tati-bi-tati.
Os caboclos adultos do sexo masculino têm o semblante carrancudo. Sua voz, normalmente faz-se ouvir claramente. Descem em geral estalando os dedos e emitindo um som sibilante. Quando em reuniões, onde não haja o batuque dos tambores, dançam em círculo, dobrando um joelho e deixando a outra perna atrás (Pinto, 1995). Nas festas a sua coreografia muda assumindo os passos dançados pelos "caboclinhos" dos folguedos populares do carnaval pernambucano. As caboclas têm uma expressão facial de maior suavidade e, normalmente, falam uma linguagem onde se intercala no início das palavras a sílaba si
Os Mestres
É morão que não bambeia
É morão que não bambeia
Os Mestres da Jurema
É morão que não bambeia.
(Gira de Jurema)
Outra categoria de entidades que recebem culto na Jurema é a dos Mestres. Ao que parece o termo mestre é de origem portuguesa, onde tinha o sentido tradicional de médico (Motta, 1985), ou segundo Cascudo (1931) de feiticeiro. De forma geral, os mestres são descritos como espíritos curadores de descendência escrava ou mestiça (índio com negro ou branco com uma das duas outras raças). Dizem os juremeiros que os mestres foram pessoas que, quando em vida, trabalharam nas lavouras e possuíam conhecimento de ervas e plantas curativas. Por outro lado, algo trágico teria acontecido e eles teriam "se passado" (morrido), se encantando, podendo assim voltar para "acudir"os que ficaram "neste vale de lágrimas". Alguns deles se iniciaram nos mistérios e "ciência" da Jurema antes de morrer, como o mestre Inácio ou Maria do Acais e toda a linhagem de catimbozeiros de Alhandra, que após um ritual denominado "lavagem" ganham um lugar nas cidades espirituais e passam a incorporar nos discípulos que formaram (Vandezande, 1975). Outros adquiriram esse conhecimento no momento da morte, pelo fato desta ter acontecido próximo a um espécime da árvore sagrada.
No panteão juremista, existem vários mestres e mestras, cada qual responsável por uma atividade relacionada aos diversos campos da existência humana (cura de determinadas doenças, trabalho, amor...). Há ainda aqueles especialistas em fazer trabalhos contra os inimigos. Nas mesas, as representações das entidades relacionadas nesta categoria são as mais elaboradas, geralmente possuindo o estado completo e a "jurema plantada"; em especial a do "mestre da casa", aquele que incorpora no juremeiro, faz as consultas e iniciam os afilhados nos segredos do culto.Por tudo isso esse mestre é carinhosamente chamado de "meu padrinho".
Cada mestre está associado a uma cidade espiritual e a uma determinada planta de"ciência"(angico, vajucá, junça, quebra-pedra, palmeira, arruda, lírio, angélica,imburana de cheiro e a própria Jurema, entre outros vegetais), existindo ainda alguns relacionados a fauna nordestina (mamíferos – guará, preá –; aves – gavião, periquito, arara, pitiguarí –; insetos – abelhas, besouro mangangá; répteis – cobras). Para os mestres relacionados à outra planta que não a Jurema, são estas plantas (quando arvores) que tem seus trocos plantados nas mesas dos discípulos.
No outro mundo, do lado de lá!
No outro mundo, do lado de cá!
Tem um pé de árvore, Angico real.
Tem um pé de Jurema, tem um pé de Jucá,
Tem um pé de árvore, Angico Real.
Ai meu Deus, Mestre Angico sou eu.
Ai meu Deus, Mestre Angico será.
Os anjinhos tão no céu, a sereia no mar.
Ai meu deus mestre Angico Reá.
(Jurema de Mesa)
Por exemplo, a cidade de Mestre Angico deve ser plantada em um troco da árvore do mesmo nome; as cidades das mestras geralmente são plantadas em trocos de imburana de cheiro. No caso dos mestres que tem relação com vegetais, são daquelas espécies que tiram a força e a "ciência" para trabalhar. Os que têm relação com animais acredita-se que eles possam encantar-se em animais das espécies referidas, aparecendo em sonhos, visagens e, muitas vezes, assim metamorfoseados quando incorporados em seus discípulos.
Nesta categoria, como entre os caboclos, há uma distinção do gênero das entidades. Distinção que irá determinar seus atributos e como devem ser cultuadas.
O símbolo dos mestres masculinos é o cachimbo ou "marca", cujo poder está na fumaça que tanto mata como cura, dependendo se a fumaçada é "as esquerdas" ou "as direitas" (Pinto, 1995). Essa relação com a "magia da fumaça" é expressa nos assentamentos dos mestres, onde sempre se encontra presente "rodias" de fumo de rolo, nos cachimbos e nas toadas:
Setenta anos,
Passei no pé da Jurema.
Mas eu não tenho pena
De quem me faça o mal.
Se eu me zangar
Eu toco fogo no rochedo
Meu cachimbo é um segredo
Agora vou me vingar.
(Jurema de Mesa e Gira de Jurema)
Como oferendas, os mestres recebem a cachaça, que nunca deve faltar quando estão presentes nos cultos, o fumo, seja nos charutos ou os utilizados nos cachimbos, alimentos preparados com crustáceos e moluscos diversos. Com essas iguarias, agrada-se e fortificam-se os mestres. A bebida feita com a entrecasca do caule ou raiz da Jurema e outras ervas de "ciência" (Junça, Angico, Jucá, entre outras) acrescidas à aguardente, é, entretanto, a maior fonte de força e "ciência", para estas entidades. Nos terreiros que sofreram maior influência dos cultos africanos, é comum o mestre receber sacrifícios de galos vermelhos, bodes e, muitas vezes, até de novilhos.
Quando em terra, incorporados, os mestres já chegam embriagados, tombando de lado a lado e falando embolado. São brincalhões, chamam palavrões, mas o que falam é respeitado por todos. Durante o transe os mestres apresentam-se com o corpo ligeiramente voltado para frente. Na dança as pernas tem os joelhos ligeiramente flexionados, o pé direito vai à frente e dá dois passos para o mesmo lado, o pé esquerdo é arrastado; é então a vez do pé esquerdo ir à frente ao mesmo estilo de dança; variações vão sendo executadas tendo como base o ritmo dos Ilus9 e a letra das toadas.
Quanto as Mestras, reconhecem-se seus assentamentos pela presença de leques, bijuterias, piteiras, cigarros e cigarrilhas. Como no caso dos mestres, existe uma infinidade destas entidades, com atributos e especialidades nas questões mundanas e espirituais. Algumas casas fazem uma distinção entre as mestras que trabalham "nas esquerdas" e "nas direitas". Nesta última categoria, encontram-se mestras como a Gertrudes e a Lorinda, ambas parteiras na vida material e hoje ajudam as mulheres no dar a luz a mais um "ser vivente".
Algumas mestras morreram virgens, por isso ganharam o estatuto de princesas quando ingressaram nas moradas do além. Vale lembrar os nomes de algumas princesas como a Mestra Marianinha, a Princesa Catarina e a Princesa da Rosa Vermelha.
"Sou Princesa da Rosa Vermelha
Sou Princesa que venho ajudar
Sou Princesa dos campos de Anadir
O meu ponto venho afirmar
Vinde, vinde, vinde minhas irmãs
Vinde, vinde, vinde me ajudar
Eu sou a Princesa Elisa
O meu ponto venho afirmar
(Jurema de Mesa)
Contudo, não é fácil encontrar, atualmente, a manifestação de tais mestras; encontramos bem mais as chamadas "mestras das esquerda", entidades que em vida material foram "mulheres de vida fácil"; mulheres das ruas e dos cabarés nordestinos.
Homem pequeno
na minha cama não dormia,
Servia de cafetão,
nas horas que eu queria.
Mulher sozinha
é mulher de opinião,
É mulher de muitos homens
más só um no coração.
Eu vou dá uma,
vou da duas, vou dá três,
Se você me arretar,
eu dou quatro, cinco, seis.
Lembremos das Mestras Paulina e Juvina, inimigas desde as "bandas de Maceió"; Mestra Ritinha que se passou com quinze anos na Rua da Guia, antigamente uma das mais populares zonas de baixo meretrício recifense e que hoje abriga bares freqüentados pela alta sociedade da cidade; Mestra Severina que residia no bairro do Pina e passeava no bonde do Loré quando este percorria as velhas ruas da capital pernambucana; Júlia Galega da Zona do Sul...
Tava na beira do Cais
Quando um naviu apitou
Um marinheiro me deu um abraço,
Apertou minha mão, minha boca beijou.
Ela é Julia Galega,
Foi num cabaré onde se passou
Seus cabelos loiros,
Na Jurema ela deixou.
É Julia Galega da Zona do Sul
Ela da lapada, tira o couro e come cru.
(Gira de Jurema)
Tais mestras são peritas nos "assuntos do coração", são elas que dão conselhos as moças e rapazes que queiram casar-se, que realizam as amarrações amorosas, que fazem e desfazem casamentos.
Todo jardim tem que ter uma flor,
Onde tem paz, tem que ter amor.
Home prá ser home, tem que ter mulher,
Dai-me um cigarro quem quiser Amélia chegou.
(Mesa de Jurema)
Muito vaidosas, quando incorporadas elas travestem os seus discípulos de forma a melhor aclimatar a "matéria" as suas performances femininas. Quanto à mudança corporal característica da incorporação das mestras, observamos que quando estão dançando geralmente mantém uma ou as duas mãos dobradas com a palma para fora, na altura da cintura ou quadris. Quando seguram um cigarro, a palma da mão fica sempre distendida e a mostra. Na dança os braços fazem arcos; ficam distendidos ao longo do contorno da roupa; em alguns momentos, geralmente quando se cantam toadas que falam do corpo ou da sensualidade feminina, as mãos passeiam pelo contorno da silhueta corporal.
Quando entre seus afilhados e discípulos no mundo material, bebem cerveja, cidra e champanhe, embora não rejeitem outras bebidas que se lhes ofereça. Gostam de comer peixe assado que é depositado em suas princesas para lhes dar força para trabalhar. Algumas casas, as que se utilizam de sacrifícios a estas entidades, elas recebem galinhas, cabras e novilhas.
Além dos caboclos e dos mestres, vem na jurema, mas com menos freqüência, os Pretos e Pretas Velhas. Espíritos de velhos escravos africanos, peritos em benzeduras e nos conselhos que dão a seus "netinhos" dos terreiros. Temos aqui, talvez, uma influência da Umbanda sobre o culto Juremista.
Contudo a influência dos cultos africanos é melhor expressa na incorporação dos Exus e Pomba Giras ao panteão juremista. Na Jurema eles aparecem como os servos dos mestres ou como mestres menos esclarecidos e mais propícios aos trabalhos para o mal.
Junta-se a este panteão os Santos da Igreja Católica, que são cumprimentados pelos mestres e caboclos, e os quais encontramos referências nas toadas e nas orações utilizadas nos fazeres mágicos ensinados pelos espíritos.
Minha Santa Terazinha,
Vós queira me ajudar.
Os trabalhos que eu fizer,
Outros não possam desmanchar.
Sou massapê,
Barrostroá!
Sou caboclo da Jurema,
Só faço o bem, não faço o mal.
(Jurema de Mesa)
Também encontramos em algumas Juremas os Orixás do Xangô. Em algumas casas se abre as giras de jurema cantando para os Deuses de origem africana depois de saudar Exu. Entretanto as toadas são, geralmente, em português como na Umbanda.
Caboclo Oxossi entrou na Jurema,
Mamãe Oxun levou para criar.
Mas ele é um rei caçador,
É filho da índia da cobra coral.
(Gira de Jurema e Jurema de Mesa)
Além disso, é comum os mestres indicarem serviços a serem feitos com o "povo da bunda grande"(modo como as entidades de jurema se referem ao culto dos Orixás), além de saberem quais os seus próprios Orixás de cabeça. Junte-se ainda o Deus Supremo, que é sempre saudado pelos mestres e caboclos: "quem pode mais do que Deus?" "Salve Deus!"
Os Ritos
Juremação e Tombo de Jurema
Olha o tombo na Jurema
No terreiro Juremar
Vou pedir força a meu pai
Licença pra trabalhar.
(Juremação)
Muitos juremeiros dizem que "um bom mestre já nasce feito"; contudo alguns ritos são utilizados para "fortificar as correntes" e dar mais conhecimento mágico-espiritual aos discípulos. O ritual mais simples, porem de "muita ciência" é o conhecido como "juremação", "implantação da semente", ou"Ciência da Jurema". Este ritual consiste em plantar no corpo do discípulo, por baixo de sua pele, uma semente da árvore sagrada10
Existem três procedimentos para se chegar a "juremação" dos discípulos. Em um primeiro, o próprio mestre espiritual é o responsável pela implantação da semente. Esse mestre promete ao discípulo e após algum tempo, misteriosamente, surge a semente em uma parte qualquer do corpo11. Um segundo procedimento é aquele em que o líder religioso (o juremeiro) realiza um ritual especial, onde dá a seus afilhados a semente e o vinho de Jurema para beber. Após este rito, o iniciante deve abster-se de relações sexuais por sete dias consecutivos, período em que todas as noites ele deverá ser levado em sonhos, por seus guias espirituais, para conhecer as cidades e aldeias onde aqueles residem. Ao final deste período, a semente ingerida deverá reaparecer em baixo de sua pele. Caberá, ainda, ao iniciante contar ao seu iniciador o que viu em sonho para que este reconheça ou não a validade de suas viagens espirituais e, por conseguinte, da juremação. Num terceiro procedimento, o juremeiro implanta a semente da Jurema, através de um corte realizado na pele do braço.
Há ainda, geralmente concomitante a ciência de Jurema, um ritual conhecido como a "Ciência do Cachimbo". Este dará, ao iniciante, força em suas "cachimbadas". Tal "ciência" é dada através do sopro invertido do cachimbo, onde a fumaça é jogada pelo tubo do mesmo, diretamente sobre a pele do braço do iniciante, até que o calor queime o local.
O "Tombo de Jurema" se constitui no processo pelo qual muitos dos mestres, que hoje estão no mundo espiritual, passaram para ganhar a "Ciência". "Tombam" no pé da jurema e ao acordar estão prontos para trabalhar. Foi o caso do Mestre Carlos, famoso por seu dom de cura nas mesas de Jurema de todo o nordeste.
Ôh de casa Ôh de fora,
Quem é que me bate aí?
É Jesus, Nossa Senhora
As portas me vai abrir.
Ôh de casa Ôh de fora
Louvado seja meu deus!
Com Jesus, Nossa Senhora
Mestre Carlos apareceu.
Mestre Carlos é um bom mestre
Que nasceu sem se incinar
Três dias levou caido
Narama do juremá
Quando se alevantou
Foi mestre prá trabalhar.
(Jurema de Mesa)
Contudo, nos terreiros, o rito foi tornado bem mais complexo que sua referência mítica. O tombamento consiste, então, no oferecimento de alimentos e sacrifícios às correntes espirituais do iniciante. Nele comem o Caboclo, o Mestre, a Mestra, o Exu e a Pomba Gira do iniciante. Acontece ainda a juremação, com a implantação da semente através do corte na pele e a viagem espiritual. A viagem deve acontecer no período que se intercala entre a oferta dos sacrifícios ao caboclo e a preparação das comidas oferecidas em banquete ritual. Ainda durante o sacrifício, o iniciante é levado, durante o transe, para "correr as cidades espirituais". O interessante e singular neste transe é que os adeptos acreditam que enquanto a pessoa (Ego) é levada para realizar a viagem espiritual, o caboclo permanece no corpo do iniciante.
Concluído o sacrifício, passa-se a preparação das carnes dos animais e a partição das frutas e alimentos oferecidos aos encantados. O caboclo é alimentado com uma pequena porção de tudo que foi oferecido. Findo o banquete, o caboclo é então mandado de volta a sua cidade e o filho deverá contar ao seu iniciador o que viu. Se sua viagem for considerada válida segue-se os sacrifícios às demais entidades: o Mestre, a Mestra, o Exu e a Pomba Gira.
No dia posterior, em animada festa, o caboclo, vestido a caráter, deverá, como na iniciação do Candomblé, gritar o seu nome e também cantar sua toada. O Iniciante também poderá vestir as demais entidades a quem "deu de comer". A riqueza deste ritual completo está intrinsecamente ligada às condições financeiras do iniciante.
Reuniões e Festas
Sexta-feira, 19h30min, seu Malunguinho já está em terra. Os seus afilhados cantam para agradá-lo. A uma ordem do Mestre-Caboclo-Exu, cachaça para os homens, vinho para as mulheres. Eventualmente a bebida feita com a Jurema também é compartilhada pelos presentes.
Ninguém consegue ficar parado. A reunião prossegue e a vontade de dançar aumenta. Muitos ensaiam algumas das coreografias próprias dos toques de macumba. O espaço é mínimo, mas a vontade vence as limitações. O primeiro andar da casa da mãe carnal de Gilmar se transforma em um verdadeiro terreiro.
Outras entidades seguem o caminho aberto por seu Malunguinho e também se comunicam com os presentes através do corpo dos Juremeiros. Em Gilmar vêm o Mestre Junqueiro e a Mestra Paulina. Figuras consagradas dentro da "Sagrada Jurema". Uns ou outros vem, vez e outra, às reuniões semanais na casa/terreiro de Pai Gil no bairro de Brasília Teimosa, Zona Sul da cidade. Assim também é na casa de Pai Carlitos, no bairro do IPSEP, onde é a vez do Mestre Cibamba e da Mestra Severina tomarem a cena e comandarem os "trabalhos espirituais".
Nos terreiros menores, como os supracitados, onde os pais de santo ainda lutam para conquistar um espaço de destaque no concorrido mercado religioso da cidade, são os mestres e outras entidades dos próprios pais de santo que fazem a cena das noites de reunião. Nos terreiros já consolidados, os filhos com "mediunidade desenvolvida", Jurema plantada e cidades assentadas dividem e compartilham com os seus "Padrinhos de Jurema" os trabalhos e consultas a serem realizadas.
"CadaJurema é uma Jurema"; existem muitas formas de se "trabalhar dentro da Ciência espiritual". Existem aqueles que realizam a Jurema de Mesa em seus terreiros. Os discípulos sentam ao redor de uma mesa, em cima destas alguns príncipes e princesas. Após louvar-se o nome do Nosso Senhor Jesus Cristo, exaltar-se a força da Jurema Sagrada e de outras Árvores encantadas, recitar-se uma oração Católica ou a "Prece de Cáritas", abre-se as sessões.
Uma "Mesa" pode ser aberta "pelas direitas" ou "pelas esquerdas". Nas abertas "pelas direitas", só as entidades mais elevadas devem se fazer presentes: Caboclos, Índios, Princesas e Mestres que já estão "perto de subir", todas"entidades de muita luz".Incorporadas elas dão passes, receitam banhos de ervas e defumações, além de cantarem seus pontos, afirmando assim sua força na Sagrada Jurema.
Quando se abre uma mesa "pelas esquerdas" qualquer tipo de entidade espiritual pode vir. Os trabalhos não precisam, necessariamente, visar o mal de alguém, contudo, aberto os trabalhos por este lado da "ciência", já é possível devolver aos inúmeros inimigos, que estão sempre à espreita, os males que estes possam estar fazendo.
Campos verdes, Campos verdes
Campos verdes do Senhor
Vamos virar os contrários
Pra cima de quem Mandou
Com as forças da Jurema
De Jesus Nosso Senhor
Em algumas casas as reuniões nãoocorrem em redor de uma mesa, mas perto da "mesa/altar" onde se encontram assentados os encantados da casa. Por vezes isso acontece pela falta de espaço no cômodo onde acontece a reunião, em outros casos deve-se ao fato do terreiro não possuir médiuns desenvolvidos, em número o suficiente para compor "a corrente" de uma mesa. Contudo as entidades são chamadas, quase sempre, na mesma seqüência quando as reuniões acontecem com os discípulos sentados ao redor de uma mesa.
Orações e saudações feitas cantam-se para abrir a "mesa" e chamar os guias. Em algumas casas estes dão sua presença, afirmando que protegerão seus discípulos durante a realização dos trabalhos. Canta-se então para Malunguinho, o caboclo que pode vir como Mestre ou também como Exu. Para alguns ele é o verdadeiro Exu da Jurema. Em seguida canta-se para os demais caboclos do Juremá: Cabocla Aurora, Índio Tupi, Sete Flechas, Caboclo Guarací, os Tapuias e os Canidés, a própria Cabocla Jurema e seus "Capangueiros" do Além. Incorporando ou não eles são homenageados com toadas próprias.
Subindo o último Índio ou Caboclo, é o momento de todos, exceto o juremeiro-mor, se prostrarem de joelhos no chão e pedir ao Juremá licença para entrar em seus domínios; é que os "Senhores Mestres" já vem chegando...
Ôh, Jurema encantada!
Que nasceu em frio chão!
Daí-me força e ciência.
Como destes a Salomão!
Rei Salomão bem que dizia
A seus filhos juremados
Para entrar na jurema, mestre!
Tem que Ter muito cuidado!
Rei Salomão bem que dizia
A seus filhos juremeiros
Para entrar na Jurema, mestre!
Tem que pedir licença primeiro
Vamos salvar a Jurema, Mestre!
Vamos salvar Salomão
Vamos salvar a Jurema, Mestre!
Que é de nossa Obrigação.
Rei Salomão, Rei Salomão!
Arreia, Rial!
Rei Salomão do Juremá!
Arreia, Rial!
Eu vou chamar senhores Mestres!
Arreia, Rial!
Para com eles triunfar!
Arreia, Rial!
Os discípulos pedem benção aos Juremeiros mais velhos na casa. Saúdam com benzenções a Mesa da Jurema e os artefatos dos Mestres. A Jurema é dita aberta. Os Senhores Mestres começam a chegar.
Parece ser este o momento que todos esperam, a chega dos Mestres e, quando estes se forem, a presença das Mestras. É o momento das consultas que sempre têm clientela certa. Momento onde coisas sérias são tratadas com irreverência, sem que, no entanto percam a gravidade e o apresso dos mestres e mestras, sempre prontos a ajudar a seus afilhados. Nos casos mais graves, entretanto, o mestre logo marca um dia mais conveniente, onde poderá realizar "trabalhos em particular". É assim que o mestre traz os recursos financeiros necessários para a manutenção da casa de culto e do seu discípulo.
As ocasiões de festa, os "toques de Jurema" ou "Macumbas", têm inicio com cantigas para Exu e em seguida para as Pomba Giras. Despachado os Exus, segue cantigas para Malunguinho e posteriormente para os outros Caboclos. Voltando os Caboclos para as suas aldeias, saúda-se a Sagrada Jurema e os mestres começam a chegar. Canta-se para que os mestres subam e iniciam-se as toadas das mestras. Após a subida destas, um Pai Nosso seguido de uma Ave Maria encerra o culto aos espíritos. Seguem-se, então, os festejos com o Ajeum12, por vezes acompanhado de um "Coco de Roda" 13.
A Jurema e o Campo Religioso Afro-brasileiro
Senhores Mestres do Outro Mundo
Do Outro Mundo e deste também
Quero fechar meus trabalhos, senhores mestres!
Nas horas de Deus, Amém.
(Jurema de Mesa, Toada de encerramento)
A literatura clássica sobre o Xangô do Recife tende a colocar como distintas e incompatíveis o Culto à Jurema e o Xangô Tradicional. A tendência é tomar como um dos critérios para identificar o grau de tradicionalidade das casas de santo, a realização ou não de tal culto. Os que cultuam o panteão juremista são logo caracterizados como sincréticos (Umbanda e Xangô-Umbandizado). Entretanto, Pinto (1995) traz para a literatura antropológica a importante constatação de que a Jurema, mesmo que muitas vezes esteja discursivamente invisível, está presente em todos aqueles espaços religiosos.
Mesmo nos Terreiros de Xangô mais tradicionais do Recife, alguns dos quais sem nenhum espaço ritualmente constituído para cultuar os espíritos da Jurema, estes reaparecem nas residências dos filhos de santo ou em terreiros afiliados (para os filhos que alcançaram a senioridade e abriram casas), recebendo culto de diversas formas.
Desse modo, não podemos entender a Jurema como uma forma secundária de religiosidade ou prática mágico-curandeirística. Embora, não possua ela uma existência autônoma, ou seja, ela apareça quase sempre relacionada a outras formas religiosas como o Xangô e a Umbanda, vemos a Jurema como tendo uma importância fundamental dentro dessas formas de religiosidade.
Nas conversas com o povo de santo, as pessoas falam que "A Jurema é quem dá o pão de cada dia", ou seja, é das consultas dadas pelas entidades e dos trabalhos por elas recomendados que vem grande parte do dinheiro para a manutenção da casa e de seus sacerdotes.
Além disso, mesmo almejando iniciar-se no culto aos Orixás e/ou aprofundar-se em seus "fundamentos" (para os que já tenham se iniciado), a grande maioria dos pais de santo iniciam sua carreira espiritual consultando seus clientes e filhos com as entidades de Jurema.
"Que a Jurema é quem traz para o Candomblé. Porque você não vai virar com (...) Oxum pra fazer uma consulta. Totalmente errado (...) Agora receber Pomba Gira, Exu, Luziara (...) Ela consulta o consulente e ele sai alegre e satisfeito. Mas já o Orixá, de maneira alguma. É uma coisa totalmente fina (...) Então a Jurema é mais tranqüila para esse tipo de coisa." (Pai de Santo, Nação Gêge)
Pensando na clientela, juntem-se outros fatores que contribuem para a presença da Jurema nestes diversos espaços religiosos. Para uma pessoa que esteja entrando em contato com a religiosidade afro-brasileira, a Jurema causa menor estranhamento do que o culto aos Orixás. As entidades são brasileiras e foram quando em vida pessoas do povo, as toadas são em português e tanto elas como as conversas com as entidades versam sobre problemas inerentes ao dia-a-dia: dinheiro, trabalho, sexo, amor, saúde, etc.. Isso em um contato direto, face a face, com um ser sagrado14. Além disso, dizem os fieis os resultados dos trabalhos feitos com as entidades da Jurema, além de mais baratos, tem um sucesso mais rápido.
"Eu já sou mais apegado com a Jurema, sabe? Não sou muito apegado com Orixás não. Eu gosto mais do Orixá, mas na hora do aperreio mesmo eu procuro mais a Jurema. Não sei se eu sinto mais força na Jurema ou se é a questão que eles falam, né? Sabem conversar então o santo em si não conversa, o santo chega, faz o que ele tem que fazer e vai se embora. Então, pra mim, o santo não ajuda outra pessoa, só ajuda os seus próprios filhos. Agora, a jurema não, a jurema dá pra encarar de um modo diferente. Que ela... você pede pra falar com um mestre, você concentra, chama o mestre, o mestre vai ver o que está acontecendo, às vezes não precisa nem falar, se é um bom médium mesmo. (..) Ele já fala o que é que tá acontecendo e o que precisa ser feito. Então é isso que me apega mais com a J