terça-feira, 25 de junho de 2019

Texto sobre Zé Pelintra por Sacerdote Alexandre Cumino


Zé Pelintra

Por Alexandre Cumino

Quem não conhece “Zé Pelintra”?
Com seu terno branco, gravata vermelha e chapéu panamá é o típico malandro carioca, teria vivido na lapa como um bom malandro, mandingueiro, “doutor” e capoeirista.
O Zé é figura carismática, onde se manifesta logo atraia atenção de todos, sempre brincalhão e galanteador, para tudo tem uma boa solução, aos moldes do bom malandro ensina a viver bem a vida, ajudar ao próximo sem deixar de se ajudar a si.
O bom malandro ensina que existe uma malandragem espiritual, que esta malandragem se caracteriza pelo jogo de cintura com as adversidades na vida, que temos que saber esperar a hora certa, ter fé em deus e ajudar ao próximo sem olhar a quem.
Zé Pelintra também como bom malandro que é nos ensina a estarmos alegres e de bem com a vida e assim nos dar valor, cantar, dançar e estar junto de quem nos ama.
Muitos vão dizer que é Exu, outros vão dizer que é baiano, preto-velho, malandro ou catimbozeiro... Zé Pelintra vem em qualquer linha, baixa em qualquer lugar.
Existem muitas histórias de Zé Pelintra, eu mesmo posso recomendar um livro da Editora Palas, “Zé Pelintra – Dono da Noite, Rei da Magia”, Autora Zaydan Alkmin, onde são contadas histórias de Zé Pelintra, todas as histórias citam um Zé Pelintra que nasceu no Recife onde aprendeu o Catimbó (Linha da Jurema) e teria vindo para o Rio de Janeiro, onde teria vivido de boemia e carteado... Neste livro são citados “Zé Pelintra Valentão”, “José Phelintra de Aguiar”, “Zé Phelintra” e “José Gomes da Silva”, todos seriam prováveis encarnações de Zé Pelintra...
Um documentário da TV Manchete (“Programa Mistério”) relatou uma história contada por Fernando Alves de que em “1918 um menino pernambucano de nome José Pelintra da Silva Aguiar desembarcou no Rio de Janeiro, logo aprendendo como viver das mulheres e de um jogo de cartas chamado ronda”. Diz ainda que teria morrido aos quarenta anos por vingança de uma mulher. Cerca de uns trinta anos depois aparece no Catimbó de Pernambuco e em torno de 1970 começa a se manifestar na Umbanda...

“Vou chamar o Zé Pelintra 
Pra brincar no Catimbó.
Treme terra, treme cipóQue eu vou chamarZé PelintraPra brincar no Catimbó”

José Ribeiro escreveu “Catimbó de Zé Pilintra” pela Editora Espiritualista onde aparece uma oração e Zé Pelintra e alguns pontos que cito aqui dois dos mais conhecidos:
“Seu doutor, seu doutor,Bravo senhorZé Pilintra chegouBravo Senhor
Na mesa da JuremaBravo Senhor Se você não me queria
Para que me convidou
Seu doutor, seu doutor
Bravo Senhor”
“Sou caboclo Zé Pilintra,Nego do pé derramado,Quem mexer com Zé PilintraEstá doido ou está danado.”
Poderíamos citar muitos outros livros que falam de Zé Pelintra, pois não há quem não o conheça, não falta literatura sobre ele nem fatos contatos por pessoas que guardam suas experiências...
Tive a oportunidade de conhecer e assistir a uma palestra do Sacerdote Manuel Papai que conta ter sido sua avó madrinha de Zé Pelintra, nascido no Recife, criado no Catimbó, ele teria ido para o Rio de Janeiro onde se consagra como malandro.
Eu mesmo sou muito grato a Zé Pelintra que sempre me ofereceu sua ajuda, que eu aceito de bom grado, sempre me deu bons conselhos e proteção.
Por isso também saúdo a todos os médiuns que aceitaram esta missão de trabaçhar com Zé Pelintra, posso citar Mercedes Soares, Marcelo Berezutchi, Luiz Renato, Edson, Helmar, Fátima de Santos, Guimarães e sem duvida o que mais me emocionou foi seu Ângelo Scritori que trabalhou com Zé Pelintra durante 70 anos e que aos 93 anos de idade quando incorporado largava o andador e trabalhava a noite inteira com o fôlego de um jovem rapaz... Que esta homenagem a Zé Pelintra seja também uma homenagem ao Sacerdote Ângelo Scritori que agora caminha do lado de lá junto com o querido Zé Pelintra.
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Um grande abraço,
Colégio Pena Branca ♥︎☉