sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Só Sete Lágrimas de um Preto Velho ? Claro que Não !

            

     OS SETE SORRISOS DE UM PRETO-VELHO

(Texto enviado por Márcia)

Estava eu pensando nas sete lágrimas de um Preto Velho quando me veio em mente o questionamento se teríamos nós como fazer um Preto Velho Sorrir? 
Foi quando um Preto Velho sentado em um toco me chamou e disse:
-Sim filho, temos também motivos para termos nossos sete sorrisos. E começou:

O Primeiro sorriso vai para as pessoas que verdadeiramente vieram em busca de Zambi e verdadeiramente o colocaram em seu coração; vai para o médium que está sempre zelando por sua conduta e equilíbrio espiritual, quando um preto velho ou outra entidade chega no terreiro e o mesmo o trata com tamanho carinho.

O Segundo sorriso é para as crianças carnais que, em muitas ocasiões, estão presentes nas giras, no ambiente de alegria, amor e muito carinho; vai para aquelas pessoas que vêm em busca da Paz para si e para todos os que estão a sua volta.

O Terceiro sorriso é para os médiuns que estão dispostos a ajudar e zelar pela Casa de Nosso Pai; Os que chegam cedo para ajudar, os que vem de fora, os que usam seus dias de trabalho para organizar a casa pela sua própria vontade e que muitas das vezes são os primeiros a chegarem nas giras e os últimos também a saírem.

O Quarto sorriso é para a assistência, quando olhamos para ela e vemos através de seus olhares a humildade, a solidariedade, a igualdade e a vontade de receber a caridade, pois estes olhares são de sentimentos que brotam em seus corações.
O Quinto sorriso é para o consulente que vem até nós e fala:
- Hoje meu preto velho, não vim para pedir e sim para agradecer a nosso pai Oxalá  por tudo que recebi!

O Sexto sorriso é para o zelo com que o dirigente, tem por nossa UMBANDA, pelos seus irmãos; aquele que , por muitas vezes, devido à sua humildade; não sabe a referência que é.

O Sétimo sorriso é para agradecer aos Orixás e seus mensageiros, pois é por intermédio deles que Zambi, nos dá oportunidade de podermos praticar a caridade e nos elevarmos em nossa vida espiritual.
(Autor Desconhecido)

UMBANDISTA VAMOS RECORDAR O INÍCIO DE NOSSA AMADA UMBANDA ???????

                                   

                                               Frei Gabriel Malagrida


 - O Jesuíta No ano de 1689, às margens do rio Como, na Vila de Monagio, nascia um menino que recebeu o nome de Gabriel Malagrida (que significa ''As Vozes Harmoniosas de Deus"). 

Desde cedo Gabriel demonstrou tendências místicas. 

Entrou para o seminário de Milão onde foi ordenado e professou na Companhia de Jesus em 1711. 

Gabriel desejava cumprir sua missão no Brasil, porém Tamborini, o Geral da Companhia de Jesus, havia lhe reservado a cadeira de Humanidades no Colégio de Bastis, na Córsega. 

Mais tarde conseguiu se transferir para Lisboa, em 1721, onde depois de algum tempo conseguia embarcar para o Maranhão. 

Gabriel e o Brasil Nessas terras, Gabriel pregou internando-se no sertão, enfrentando sérios perigos e vencendo com a fibra de quem se julgava destinado a cumprir uma missão superior no Planeta, uma missão de conquistar almas para o Céu. 

Apresentava evidentes sintomas mediúnicos ouvindo vozes misteriosas e chegou mesmo a pensar que operava milagres. 

Em 1727 começou a árdua tarefa de catequizar os índios no Maranhão, conseguindo nessa mesma ocasião amansar a feroz tribo dos Barbassos. 

Fundou no Maranhão uma missão que teve grande desenvolvimento, sustentando uma peregrinação apostólica. 

Foi em seguida, em 1730, para a Bahia e Rio de Janeiro onde continuou a pregar, alcançando grande ascendência sobre os índios. 

Apareceu então convertido no apóstolo do Brasil. 

Dizia que conversava com Deus e que lhe aparecia a Virgem Maria, e para completar seus feitos, descrevia os "milagres" que operava. 

Em 1749 partiu para Lisboa, onde foi recebido com fama de santo por muitos fiéis. 

Nessa época Dom João V se encontrava muito doente, e Gabriel, a seu pedido, o assistiu nos seus últimos momentos. 

Em 1751 retornou ao Brasil onde ficou ate 1754, ano em que foi chamado a Lisboa pela Rainha Dona Mariana da Áustria. 

Encontrou no poder Sebastião José, o terrível Marquês de Pombal, que não permitiu sua presença por muito tempo junto à Rainha. 

Por esse motivo, Gabriel se isolou durante algum tempo em Setúbal. 

Gabriel e a Inquisição No dia 1° de novembro de 1755, Lisboa foi destruída por um terremoto. 

Correu o boato que a catástrofe era castigo do céu. 

Pombal mandou publicar um folheto escrito por um padre, explicando o fenômeno e as causas naturais que o determinaram. 

Gabriel apareceu em público com um opúsculo, onde procurava corrigir o teor da publicação. 

Nesse opúsculo, Gabriel afirmava que o terremoto era verdadeiramente um castigo do céu. 

Pombal enfurecido mandou queimar o opúsculo e desterrou Gabriel para Setúbal. 

Em setembro de 1758, ocorreu um atentado contra a vida de Dom José. 

Algumas semanas antes, Gabriel havia escrito uma carta ameaçadora ao Marquês de Pombal. 

Gabriel foi preso, em 11 de dezembro, como responsável pelo atentado e encarcerado nas prisões do Estado. 

Pombal vasculhou seus livros e nessa oportunidade lhe atribuiu passagens que pareciam pouco ortodoxas, e foi entregue à Inquisição. 

Gabriel foi condenado à pena de garrote e fogueira, sendo executado na Praça do Rossio em 21 de setembro de 1761. 

Uma comprovação destes fatos pode ser encontrada na Biblioteca de Amsterdam, onde existe uma cópia do seu famoso processo, traduzida da edição de Lisboa. 

Nesse processo pode-se ler que Malagrida foi acusado de feitiçaria e de manter pacto com o Diabo que lhe havia revelado o futuro!... 

Gabriel Malagrida reencarnou no Brasil (talvez para se refazer da árdua encarnação como jesuíta) se preparando para a importante missão que lhe estava reservada dentro do Movimento Umbandista no século XX, como Caboclo das Sete Encruzilhadas. 

Texto extraído do site http://www.geocities.com/Athens/Acropolis/9175/historia.htm
                               
                            O que a Umbanda tem a oferecer?

por Fernando Sepe

Hoje em dia, quando falamos em religião, os questionamentos são diversos. 

A principal questão levantada refere-se à função da mesma nesse início de milênio. 

Tentaremos nesse texto, de forma panorâmica, levantar e propor algumas reflexões a esse respeito, tendo como foco do nosso estudo a Umbanda. 

O que a religião e, mais especificamente, a religião de Umbanda, pode oferecer a uma sociedade pós-moderna como a nossa? 

Como ela pode contribuir junto ao ser humano em sua busca por paz interior, desenvolvimento pessoal e autorrealização? 

Quais são suas contribuições ou posições nos aspectos sociais, em relação aos grandes problemas, paradoxos e dúvidas, que surgem na humanidade contemporânea? 

Existe uma ponte entre Umbanda e ciência (?) – algo indispensável e extremamente útil, nos dias de hoje, a estruturação de uma espiritualidade sadia. 

O principal ponto de atuação de uma religião está nos aspectos subjetivos do “eu”. 

Antigamente, a religião estava diretamente ligada à lei, aos controles morais e definição de padrões étnicos de uma sociedade – vide os dez mandamentos e seu caráter legislativo, por exemplo. 

Hoje, mais que um padrão de comportamento, a religião deve procurar proporcionar “ferramentas reflexivas” ou “direções” para as questões existenciais que afligem o ser humano. 

Em relação a isso, acreditamos ser riquíssimo o potencial de contribuição do universo umbandista, mas, para tanto, necessitamos que muitas questões, aspectos e interfaces entre espiritualidade umbandista e outras religiões e ciência sejam desenvolvidos, contribuindo de forma efetiva para que a religião concretize um pensamento profundo e integral em relação ao ser humano, assumindo de vez uma postura atual e vanguardista dentro do pensamento religioso. 

Entre essas questões, podemos citar: 

- Um estudo aprofundado dos rituais umbandistas, não apenas em seus aspectos “magísticos”, mas também em seus sentidos culturais, psíquicos e sociais. 

Como uma gira de Umbanda, através de seus ritos, cantos e danças, envolve-se com o inconsciente das pessoas? 

Como podem colaborar para trabalhar aspectos “primitivos” tão reprimidos em uma sociedade pós-moderna como a nossa? 

Como os ritos ganham um significado coletivo, e quais são esses significados? 

Grandes contribuições a sociologia e a antropologia podem dar à Umbanda. 

- Uma ponte entre as ciências da mente – como a psicanálise, psicologia – e a
mediunidade, utilizando-se da última também como uma forma de explorar e conhecer o inconsciente humano. 

Mais do que isso, os aspectos psicoterápicos de uma gira de Umbanda e suas manifestações tão mítico-arquetípicas. 

Ou será que nunca perceberemos como uma gira de “erê”, por exemplo, além do trabalho espiritual realizado, muitas vezes funciona como uma sessão de psicoterapia em grupo? - 

A mediunidade como prática de autoconhecimento e porta para momentâneos estados alterados de consciência que contribuem para o vislumbre e o alcance permanente de estágios de consciência superiores. 

Além disso, por que não a prática meditativa dentro da Umbanda (?) - prática essa tão difundida pelas religiões orientais e que pesquisas recentes dentro da neurociência demonstram de forma inequívoca seus benefícios em relação à saúde física, emocional e mental. 

- Uma proposta bem fundamentada de integração de corpo-mente-espírito. 

Contribuição muito importante tanto em relação ao bem-estar do indivíduo como também dentro da medicina, visto que a OMS (Organização Mundial da Saúde) hoje admite que as doenças tenham como causas uma série de fatores dentro de um paradigma bio-psíquico-social caminhando para uma visão ainda mais holística, uma visão bio-psíquico-sócio espiritual. 

 - O estudo comparativo entre religiões, com uma proposta de tolerância e respeito às mais diversas tradições. 

Por seu caráter sincrético, heterodoxo e antifundamentalista, a Umbanda tem um exemplo prático de paz às inúmeras questões de conflitos étnico-religiosos que existem ao redor do mundo. 

- A liberdade de pensamento e de vida que a Umbanda dá as pessoas também deveria ser mais difundida, visto que isso se adapta muito bem ao modelo de espiritualidade que surge como tendência nesse começo de século XXI. 

Parece-nos que a Umbanda há muito tempo deixou de lado a velha ortodoxia religiosa de “um único pastor e único rebanho”, para uma visão heterodoxa de se pensar espiritualidade, onde ela assume diversas formas de acordo com o estágio de desenvolvimento consciencial de cada pessoa, o que vem ao encontro – por exemplo – das ideias universalistas de Swami Vivekananda e seu discurso de “uma Verdade/Religião própria para cada pessoa na Terra”. 

E a Umbanda, assim como muitas outras religiões, pode sim desenvolver essa multiplicidade na unidade. 

- O resgate do sagrado na natureza e o respeito ao planeta como um grande organismo vivo. 

Na antiga tradição iorubana tínhamos um Orixá chamado Oninlé, que representava a Terra planeta, a mãe Terra. 

Mesmo que seu culto não tenha se preservado, tanto nos candomblés atuais como na Umbanda, através de seus outros “irmãos” Orixás, o culto à natureza é preservado e, em uma época crítica em termos ecológicos, a visão sagrada do planeta, dos mares, dos rios, das matas, dos animais etc. ganha uma importância ideológica muito grande e dota a espiritualidade umbandista de uma consciência ecológica necessária. 

- O desenvolvimento de uma mística dentro da Umbanda, onde elementos pré-pessoais como os mitos e o pensamento mágico-animista, possam ser trabalhados dentro da racionalidade, levando até mesmo ao desenvolvimento de aspectos trans pessoais, transracionais e trans-éticos dentro da religião. 

A identificação do médium em transe com o Todo através do Orixá, a trans-ética que deve reger os trabalhos magísticos de Umbanda, os insights e a lucidez verdadeira que levam a mente para picos além da razão e do alcance da linguagem, o fim da ilusão dualista para uma real compreensão monista através da iluminação, são exemplos de aspectos trans pessoais que podem ser (e faltam ser) desenvolvidos dentro da religião. 

- Os aspectos culturais, afinal Orixá é cultura, as entidades de Umbanda são cultura, o sincretismo umbandista é cultura. 

Umbanda é cultura e é triste perceber o descaso, seja de pessoas não adeptas, como de umbandistas, que simplesmente não compreendem a importância cultural da Umbanda e da herança afro indígena na construção de uma identidade nacional. 

A arte em suas mais variadas expressões tem na Umbanda um rico universo de inspiração. 

Cabe a ela apoiar e desenvolver mais aspectos de sua arte sacra. 

Essas são, ao nosso entendimento, algumas das “questões-desafios” que a Umbanda tem pela frente, principalmente por ser uma religião nova, estabelecendo-se em um mundo extremamente multifacetado como o nosso. 

Muito mais poderia e com certeza deve ser discutido e desenvolvido dentro dela. 

Apenas por essa introdução já se pode perceber a complexidade da questão e como é impossível ter uma resposta definitiva a respeito de tudo isso. 

Muitos podem achar que o que aqui foi dito esteja muito distante da realidade dos terreiros. 

Mas acreditamos que a discussão é pertinente, principalmente devido ao centenário, onde muito mais que festas deveríamos aproveitar esse momento para uma maior aproximação de ideais e pessoas, além de uma sólida estruturação do pensamento umbandista. 

Esperamos em outros textos abordar de forma mais profunda e propor algumas ideias a respeito das questões e relações aqui levantas. 

Esperamos também que outros umbandistas desenvolvam esses ou outros aspectos que acharem relevantes e caminhemos juntos em busca de uma espiritualidade sadia, integral e lúcida. 
                               
                                     “Do que a Umbanda precisa?”

por Rodrigo Queiroz

Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa. 

Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele, e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples: “– Do que a Umbanda precisa?” 

E assim um a um foram respondendo: 

“- Mais união...” “– Mais estudo...” “– Mais divulgação...” “– Mais respeito...” “– Mais reconhecimento...” Mais, mais e mais... 

Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou: “– 

Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? 

E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!” 

Silêncio repentino no ambiente. 

Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação. 

Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou: “É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS. 

Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. 

Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? 

Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. 

Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida, seria o mesmo que negar o nome de sua mãe. 

Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão com devoção e não como uma chata necessidade de faxinar. 

Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo terreiro, pois sente que ali, no terreiro, ele está na casa de sua mãe. 

Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer. 

Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso para retornar, e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer. 

Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. 

Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo. 

Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda. 

Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe. 

Quando a Umbanda agregar em seu interior mais Filhos que qualquer outra coisa, estas necessidades que vocês tanto apontam como união, respeito, educação, ética, enfim, não existirão, pois isto só existe naqueles que não são Filhos de fato. 

Tenham uma boa noite, meus filhos!

” Pai João pitou mais uma vez e desincorporou. 

Diante dele, seus filhos, com olhos marejados, rosto rubro, agradeciam a lição. Saravá a Umbanda, salve a sabedoria, salve os Pretos Velhos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015




Contos de Vivekananda






Vou contar-lhes uma história. Uma leoa em busca de presa chegou a um rebanho de ovelhas.

Ao saltar sobre uma delas, deu à luz a um filhote e morreu ali mesmo. 

O leãozinho criado no rebanho comia grama e balia como um cordeiro. Nunca soube que era um leão. 

Um dia, outro leão deparou com o rebanho e ficou espantado de ver aquele enorme leão comendo relva e balindo. 

Ao avista-lo, o rebanho fugiu e, junto, o leão carneiro.

O leão, porém, esperou por uma oportunidade e, um dia, encontrou o leão carneiro adormecido. 

Despertou-o e disse-lhe: - Você é um leão. - O outro respondeu: - Não – e começou a balir como uma ovelha. 

Então o leão intruso levou-o a um lago, pediu-lhe que visse sua própria imagem refletida na água e verificasse se não era parecida com a dele. 

O leão criado no rebanho verificou a semelhança. 

Então o leão forasteiro soltou uns rugidos e pediu ao outro que fizesse o mesmo. 

O leão-carneiro experimentou sua voz e logo estava rugindo com força idêntica: não era mais um carneiro.

Meus amigos, gostaria de dizer-lhes que vocês são fortes como leões.


Suponhamos que vamos todos buscar água em um lago, levando vasilhas em nossas mãos. 


Um leva uma xícara, outro um jarro, um terceiro um balde e assim sucessivamente. 

Todos enchemos nossos recipientes. 

Em cada caso a água naturalmente toma a forma do frasco usado. 

Quem levou uma xícara traz a água em formato de xícara; a água levada na jarra tomou o feitio da jarra. 

De qualquer modo, há apenas água e nada mais em cada recipiente.

Comparativamente, o mesmo sucede com as religiões. 


Nossas mentes são as vasilhas e cada um de nós está procurando alcançar a realização de Deus. 

Deus é como a água, preenchendo diferentes vasilhas. 

Em cada uma, a visão de Deus adquire a forma da vasilha. 

Contudo, ele é um. 

É Deus em cada caso.

Todos ouvimos falar de fraternidade universal e de como instituições e nações se empenham em fazer dela sua bandeira. 

Lembro-me de uma velha história. 

Na Índia, considera-se péssimo tomar vinho. 

Dois irmãos desejaram, certa noite, beber vinho em segredo. 

O tio, homem muito ortodoxo, dormia num quarto próximo ao deles. 

Antes de começar a beber, eles combinaram: “Precisamos conservar-nos silenciosos para não acordar nosso tio”. 

Enquanto bebiam repetiam: - Silêncio! O tio vai acordar – tentando cada um silenciar o outro. 

Como a gritaria aumentasse, o tio despertou, entrou no quarto e descobriu tudo.

Todos nós gritamos como esses bêbados: Fraternidade universal! Somos todos iguais, portanto vamos fundar uma seita. 


– Assim que a seita é fundada, você protesta contra a igualdade, e lá se foi a igualdade.


Fonte: Vivekananda – Professor Mundial, Ed. Madras 
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Confira os Cursos

Novembro/2015

Lei de Pemba III • Zé Pelintra e a Linha dos Malandros • Yemanjá: Mistérios e Encantos • Altares e Tronqueiras • Magia de Pemba • Exu do Fogo (Mód. I) • Concentração com Santo Daime • Apresentação do Grupo Nascente Artes
Lei de Pemba III
Ed Pellizzari
08/Novembro (Domingo)
Horário: 13h às 18h
Investimento: R$ 98,00

 
Altares e Tronqueiras
Jorge Scritori
21/Novembro (Sábado)
Horário: 19h às 22h
Investimento: R$ 60,00


 
Concentração com Santo Daime
Jorge Scritori
28/Novembro (Sábado)
Última concentração de 2015
Horário: 18h30 às 23h30
Investimento: R$ 90,00
 
Zé Pelintra e a Linha dos Malandros
Marcel Oliveira
15/Novembro (Domingo)
Horário: 13h às 16h
Investimento: R$ 98,00
DIA DA UMBANDA
Magia de Pemba
Ed Pellizzari
22/Novembro (Domingo)
Horário: 13h às 18h
Investimento: R$ 98,00
Somente os alunos que fizeram os 3 módulos de Lei de Pemba
Apresentação do Grupo Nascente Artes
Grupo Nascente
29/Novembro (Domingo)
Horário: 13h às 20h
Investimento: R$ 10,00 por pessoa que será revertido para o grupoMédicos Sem Fronteiras(www.msf.org.br)
 
Yemanjá: Mistérios e Encantos
Alexandre Yamazaki
20/Novembro (Sexta)
Horário: 20h às 23h
Investimento: R$ 50,00
 
Exu do Fogo • Mód. I
Thiago Augusto
27/Novembro (Sexta)
Horário: 20h às 23h
Investimento: R$ 60,00

Venha em nossas Giras

Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil

OUTUBRO/2015
Caboclos
05/11
às 20h  (Quinta-feira)

Baianos
12/11
às 20h (Quinta-feira)

Preto Velho
19/11
às 20h  (Quinta-feira)

 
Exu
26/11
às 20h (Quinta-feira)

Preto Velho
30/11
às 20h (Segunda-feira)
 

Atendimentos Individuais

Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil

Ambulatório de Florais (Ligue para agendar um horário) • (11) 2089-0327
Atendimento Ambulatório de Florais
com Barbara Scritori
Horário marcado
40 minutos por pessoa
Vagas Limitadas (60)
Investimento: 
Avaliação
 
 
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UMBANDA: ORI - a DIVINDADE INTERNA do homem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015


Adaptado por Alexandre Cumino


Diz a lenda que... Numa aldeia budista um discípulo esperava há horas a chegada de um grande mestre, em frente à porta de sua “choupana”, sentado nos degraus que levam à porta de entrada, do simples e humilde quarto. 

Ali se encontrava este neófito, o dia inteiro, na ansiedade de encontrar o respeitável mestre e poder inquiri-lo com suas dúvidas e ânsia por alcançar os graus aos quais o grande orientador já trilhara em sua longa e prestimosa jornada espiritual. 

Já... lá... pelas tantas da madrugada, o jovem avista o Mestre vindo de longe trançando as pernas de bêbado... 

Mal conseguindo se manter em pé e andar. 

Ao chegar próximo de seu casebre, solicita ao jovem aspirante auxílio para subir os “três degraus” que antecedem seu aposento. 

Entre decepcionado e contrariado, o jovem lhe auxilia a subir, abrir a porta e sentar-se em sua cama, entre reduzida mobília num sóbrio e diminuto quarto. 

Ao sentar-se, o Mestre afirma que pelo auxílio concederia ao neófito a oportunidade de perguntar o que quisesse sobre os mistérios, arcanos ou verdades encobertas pelos véus de maia neste mundo de ilusões...

Mas neste exato momento o jovem vacilou em perguntar algo, estava absorto em seus próprios pensamentos, julgando que o Mestre estava mais para um embusteiro, caído, decrépito e qualquer outro adjetivo que pudesse definir um profano... 

Pensando como foi burro e ingênuo em crer numa suposta condição de Mestre para aquele senhor embriagado à sua frente...

No mesmo instante o Mestre Embriagado leu seus pensamentos, mergulhou em sua alma, tocou sua testa com o dedo indicador e automaticamente o jovem foi alçado para fora do corpo numa viagem transcendente em esferas e realidades inimagináveis, sentiu-se num átimo de iluminação, alcançou segundos de um êxtase puramente místico de encontro com algo inexplicável... 

Por meio do contato com o Mestre e algo ao qual lhe transferiu por sua vontade...
Ao retornar e recobrar a consciência o Mestre afirma ao discípulo:

- Não Confunda Jamais o “Mestre” com o “Homem”. 

E como todo bom Mestre Budista, se limitou a estas poucas palavras, apenas...


             Rito de Passagem Cherokee

Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude dos índios Cherokees?


O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios 
de sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém. Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido


O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. 

Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. 

Talvez alguns humanos possam feri-lo. 

Os insetos e cobras podem vir picá-lo. 

Ele pode estar com frio, fome e sede. 

O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda. 

Segundo os Cherokees, este é o único modo de ele se tornar um homem


Finalmente... Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. 

Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele. 

Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo. 

Nós também nunca estamos sozinho


Mesmo quando não percebemos, Deus está olhando para nós, “sentado ao nosso lado”

Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo. 

Evite tirar a sua venda antes do amanhecer...

Moral da história: Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele não esteja ao seu lado. 


Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão material. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015





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ACADEMIA: TEXTO de Hermes de Sousa Veras

Dear Antonio, You read the paper " O CABOCLO FORTE TUPINAMBÁ Aparelhagem sonora, agência e religião em Belém do Pará "...