MISTIFICAR

Mistificar, termo muito usado no Espiritismo e que na Umbanda tem sido citado com freqüência.

Seu significado tem a ver com abusar da credulidade, enganar, iludir, ludibriar.

Na conversação mediúnica, corriqueiramente, na mesa espírita ou no terreiro, considera-se mistificador o médium que finge estar dando passagem a um espírito, fala e passa mensagens que são próprias.

Porém o assunto é muito mais complexo. Há mistificadores encarnados e desencarnados.

Também estará mistificando o espírito que usa o instrumento (médium) para comunicar falácias, mentiras, no intuito de confundir e desequilibrar.

E ocorre ainda, o animismo, que é temido e perseguido, o médium conta histórias como se fosse um outro espírito, mas na verdade fala de si, de encarnações do passado ao qual está ligado.

Pode mesmo rir , chorar e parecer que sofre, mas é a própria alma se manifestando.

È ruim isso?

Não necessariamente, apenas será problema se o médium ficar preso ao seu animismo e não consegue se desapegar e liberar seu “espaço perispiritual” para a aproximação de outros espíritos.

Vamos voltar a isso depois, mas há também a necessidade do bom senso, em relação àquelas pessoas que vêem, escutam e falam coisas, mas nesse caso são verdadeiros distúrbios de ordem mental( físico) e quer às vezes deixam de ser medicados adequadamente por se pensar que o problema é estritamente espiritual.

E em contrapartida, muitos verdadeiros médiuns foram internados por parentes , dados como loucos.

Recentemente foi publicado em estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora, comparando o comportamento de médiuns e de pessoas com transtornos mentais, e chegaram a nove critérios utilizados para diferencia um do outro.

OS critérios encontrados nos médiuns e não nos transtornos mentais seriam:

1) Ausência de sofrimento psicológico;

2) Ausências de prejuízos sociais e ocupacionais;

3) Duração certa da experiência

4) Atitude crítica (duvidas sobre a realidade objetivada vivência):

5) Compatibilidade com o grupo cultural ou religioso

6) Controle sobre a experiência, crescimento pessoal e atitude de auxílio ao outro

Algumas coisas norteiam e dão certeza que não há mistificação, que é o cunho da comunicação fornecida pelos espíritos. Se sérias, elas serão coerentes, voltadas para melhorar a vida das pessoas, quer no âmbito profissional ou familiar, conselhos e avisos sobre como progredir, mas nunca promessas mirabolantes nem contradições ou mesmo promessas de riquezas e atitudes que levem prejuízo a outrem.

O tema sempre é direcionado ao Bem, à Felicidade e Humildade, ou alerta sobre perigos, conforto das dores.

AS palavras caracterizam-se pela simplicidade e ausência de preconceitos, equilíbrio em todos os aspectos.

Estes espíritos, se confrontados , mantém-se firmes , se ouvem as palavras de Deus, Jesus, Maria, mantém-se confiantes, sem perturbação, mostrando que suas intenções são transparentes e benignas.

Trazemos ainda um estudo sobre as contradições das comunicações dos espíritos , confundidas às vezes com mistificação, retirado do Livro dos Médiuns capítulo XXVII:

“Passam-se no mundo dos Espíritos coisas bem difíceis de compreender. 



Não tendes entre vós pessoas muito ignorantes sobre certos assuntos e esclarecidas acerca de outros? 


Pessoas que tem mais juízo que instrução e outras que tem mas espírito que juízo? 


Não sabeis também que alguns espíritos se comprazem em conservar os homens na ignorância, aparentando instruí-los, e que aproveitam da facilidade com que suas palavras são acreditadas? 


Podem seduzir os que não descem ao fundo das coisas, mas quando pelo raciocínio são levados à parede, não sustentam por muito tempo o papel”.

È muito interessante como os espíritos que guiaram Kardec mostravam a necessidade de muita reflexão e estudo, criticando aqueles que criticavam o Espiritismo, pois consideravam que os seus críticos não o conheciam suficientemente .

No mesmo capítulo citado anteriormente retiramos mais uns trechos:

“ Desejais tudo obter sem trabalho. 



Sabeis, pois, que não há campo onde não cresçam as ervas, mas cuja extirpação cabe ao lavrador.

…Se os homens fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro ( nota minha: não haveria como enganá-los).


…O papel dos espíritos não consiste em vos informar sobre as coisas desse mundo, mas em vos guiar com segurança no que vos possa ser útil para o outro mundo. 



Quando vos falam do que a esse concerne, é que o julgam necessário, porém não porque o peças. 


Se vedes nos espíritos os substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é certo serem enganados.”

Sobre o medo da mistificação, quer seja por espíritos encarnados ou desencarnados,;

“Se isso (a mistificação )lhes abalasse a crença, é que não tinham muito sólida a fé. 



Os que renunciam ao Espiritismo, por um simples desapontamento, provaram não o haverem compreendido e não lhes terem atentado na parte séria. 


Deus permite as mistificações, para experimentar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do Espiritismo fazem objeto de divertimento”.

E o Espírito da Verdade termina com a seguinte nota:

“A astúcia dos espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que se possa imaginar. 



A arte, com que dispõe as suas baterias e combinam os meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca passassem dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter conseqüências desagradáveis para os que não se achem em guarda. 


Sentimo-nos felizes por termos podido abrir a tempo os olhos a muitas pessoas que se dignaram de pedir nosso parecer e que lhe havemos poupado ações ridículas e comprometedoras. 


Entre os meios que esses espíritos empregam, devem colocar-se na primeira linha, como sendo os mais freqüentes, os que têm por fim tentar a cobiça, como a revelação de pretendidos tesouros ocultos, o anúncio de herança ou outras fontes de riquezas. 


Devem além disso, considerar-se suspeitas, logo à primeira vista, as pressões com época determinada, assim, como todas as indicações precisas, relativas a interesses materiais. 


Cumpre não se dêem os passos prescritos ou aconselhados pelos espíritos, quando o fim não seja eminentemente racional; que ninguém nunca se deixe deslumbrar pelos nomes que os espíritos tomam para dar aparência de veracidade às suas palavras; desconfiai das teorias e sistemas científicos ousados; enfim, de tudo o que se afaste do objetivo moral das manifestações.


Alex de Oxóssi
Fontes :Livro dos médiuns

ANJO DA GUARDA



Amados Irmãos,

falar sobre Anjo da Guarda na Umbanda é algo mais misterioso que a própria Umbanda, muitos Pais e Mães no Santo não cultuam estes Seres Celestiais, eu mesmo iniciei em um Terreiro, que nunca nem mesmo faziam Orações aos Anjos, quanto mais cutuá-Los, mas de uma coisa tenho certeza Anjo é Anjo e Guia é Guia.

Não é fácil afirmar com precisão a época em que os homens começaram a falar e acreditar na força dos Anjos.

Em escavações arqueológicas feitas na antiga cidade de Ur (Golfo Pérsico), foi encontrada uma pedra com a figura de um ser alado, descendo do céu, para despejar a água da vida na taça de um rei.

Na mitologia grega, encontramos o deus Hermes, com asas nos sapatos e no chapéu. O povo do antigo Egito, acreditava que a deusa Íris possuía asas, nas quais seus adeptos iam repousar, quando dormiam.

O Zoroastrismo, afirmava que os Anjos eram extensões e projeções de Deus e foram criados para ajudar à humanidade.

Segundo a Cabala Hebráica, a chave para entrar nos segredos e mistérios da criação, é a interpretação numerológica das 22 letras que compõem o alfabeto hebraico, pois ele representa as várias energias que alimentam e comandam o Cosmos. Estas 22 letras estão presentes nos Arcanos Maiores do Tarot (Tarô) e se manifestam por meio de 72 Anjos, chamados também de Gênios Cabalísticos.

Segundo a crença cabalística, desde a hora do nascimento, todos nós temos um Anjo Guardião que nos protege até a morte física. Cada Gênio exerce um tipo de influência diferente sobre as pessoas e se revezam, governando a cada um, durante cinco dias do ano. A cada Gênio, cabem 20 minutos diários e todos nós possuímos um Anjo Positivo que nos ajuda e protege por toda a vida e um Anjo Mau, conhecido como Gênio Contrário, que fará de tudo para atrapalhar nossa evolução e bem estar na Terra.

Segundo Abra-Melin, o Anjo da Guarda não deve ser encarado como uma entidade própria, mas como o mais profundo sinal do inconsciente, o último Ego, o que é o mais verdadeiro dos Eus, o Eu paradoxalmente feito à semelhança divina.

Existe um livro religioso chamado ZOHAR que foi escrito por Moisés de Leon, no século XI. O Zohar afirma a existência dos 72 Anjos que se intercalam, governando os dias do ano.

Nas lendas judaicas, os Céus (Planos) são geralmente 7, incluindo o Plano Bem Aventurado, onde Anjos fornecem um alimento chamado Maná.

A idéia de vários céus é afirmada por vários místicos e ocultistas, que apoiam a existência de vários mundos e dimensões superiores e inferiores que a pessoa percorre após desencarnar. Nestas dimensões, os Anjos ensinam os espíritos comuns.

Em 745 d.C. a Igreja Católica proibiu a idolatria aos Anjos de Guarda. Decretou que somente Miguel, Gabriel e Raphael, poderiam ser invocados, alegando que os outros Anjos eram falsos. Na época, o Catolicismo estava perdendo seus fiéis e a crença nos Anjos de Guarda sofrendo uma explosão e virou modismo.

A única forma que a Igreja encontrou para readquirir a confiança dos fiéis, foi proibir o culto aos sagrados Anjos da Guarda.

Um dos maiores estudiosos de Anjos de que se tem conhecimento, foi Tomás de Aquino. Ele dizia que os Anjos são espíritos puros, não tem nenhuma matéria ou massa e que não ocupam nenhum lugar no espaço.

Na Bíblia, os Anjos e suas atuações são mencionadas aproximadamente 300 vezes e 15 vezes somente pelo Divino Nazareno, JESUS.

Os Anjos têm dificuldade de permanecer na Terra por muito tempo. O que permite a permanência do Anjo na Terra é a energia e a luz de nossa aura, pois a aura é para o Anjo o mesmo que o oxigênio para nós. Quando estamos tristes e passando por dificuldades, nossa aura enfraquece e o Anjo sente dificuldade de atuar, então o Gênio Contrário, ganha força, nos deixando antipáticos e em dificuldades.

Quando a criança nasce, já foi escolhido seu Anjo protetor que irá acompanhá-la pelo o resto da vida. Quando existe a possibilidade de um espírito encarnar, a primeira providência a ser tomada é a consulta aos espíritos encarnados dos futuros pais da criança. Esta consulta é feita durante o sono e se houver a concordância, os poderosos Anjos Superiores começam a plasmar o retorno do espírito. Durante a gestação, é o Anjo da mãe do bebê que protege a criança.

Quando a criança dá a primeira inspirada, após nascer, o Anjo protetor determinado, passa a protegê-la.

Até os 8 anos de idade, o Anjo de Guarda permanece 24 horas protegendo e auxiliando a criança, no que for preciso. Neste período a marcante presença do Anjo da criança, tem a força de deixar o Gênio Contrário sem poder. Após os 8 anos o Anjo vai se afastando paulatinamente, quando a criança começa a adquirir uma personalidade definida e criar seu próprio livre-arbítrio. O Anjo pessoal passa então a voltar à Terra apenas nos 20 minutos que lhe são consagrados, diariamente.

Mesmo acreditando na força e poder dos Anjos, surge-nos sempre uma dúvida: porque os Anjos não podem ser vistos pela maioria ou praticamente todas as pessoas?

Uma boa justificativa para isto está no livro Do you have a Guardian Angel? do escritor John Ronner. Lá ele diz o seguinte: Os olhos físicos não foram feitos para ver o mundo espiritual com facilidade, outra razão para a habitual invisibilidade dos Anjos, é que se uma pessoa não espera ver algo, geralmente não verá, mesmo um Anjo, além disso como já foi dito anteriormente, os Anjos permanecem na Terra através da energia de nossa aura. Na maioria das vezes, o nosso campo aural está totalmente fraco, pelo fato de não nos preocuparmos em reenergizá-lo. Em nosso dia-a-dia, os compromissos pessoais e o corre-corre nos impedem de fazer uma energização com cristais, cromoterapia, acupuntura, etc. Com o passar do tempo, nossa aura vai ficando cada dia menor, fazendo com que o Anjo sinta dificuldade em ancorar. Materializar-se, então, quase impossível.

Quem sabe, quando os homens tomarem consciência novamente de que a energia espiritual realmente existe e derem mais atenção a este lado, os Anjos voltem a aparecer com mais freqüência. Enquanto isso, eles vão ancorando aqui na Terra, mesmo assim com muita dificuldade, e atendendo da forma que podem os pedidos dos seres humanos. Temos então que nos contentar em apenas sentir e de forma sutil seu enorme poder.

Para as pessoas os Anjos são seres com asas, luzes e auréolas na cabeça. Esta concepção não é de todo incorreta, pois os Anjos podem aparecer de diversas formas, dependendo da imaginação de cada um; mas, na realidade, os Anjos são energias divinas, capazes de mudar o futuro de toda humanidade.

Que é anjo? Um ser iluminado, a mais pura essência, uma energia poderosa, um espírito puro a quem Deus confiou mais de 1.165 tarefas, conforme nos conta a própria Bíblia.

Para o Espiritismo, doutrina que tem o Cristianismo por base e foi iniciada no século XIX por Allan Kardec, os anjos seriam os Espíritos desencarnados que se comunicam com os vivos, encarnados (vide O Livro dos Espíritos, Parte 2, Capítulo 1). Seriam, portanto, aqueles que trazem mensagens do mundo incorpóreo. Por este motivo seriam chamados de anjos, palavra que significa mensageiros, os quais aparecem inúmeras vezes nos textos sagrados de religiões judaico-cristãs, indicando a comunicabilidade entre vivos e mortos.

Guia. Ser que espiritualmente foi designado para guiar e orientar uma alma durante todo o período da sua encarnação na Terra. Muitas vezes, o guia não consegue nem chegar perto da pessoa devido a tanta negatividade que ela mesma produz. Depois de desencarnar, o guia ainda a acompanha até determinada etapa.

Mentor. Ser Espiritual que ensina, aconselha e orienta sobre determinados temas da Eterna Sabedoria. Pode executar determinados serviços que sejam necessários à evolução do ser humano e da humanidade. Cumpre diversas tarefas e missões designadas pela Hierarquia da Luz. Depois de ensinar e cumprir suas tarefas e missões, até o ponto que for necessário e permitido pelas Leis da Evolução e do Karma, eles se retiram.

Protetor. Geralmente, Ser Espiritual da linha de evolução humana, mas que também pode ser um Ser Angélico, ligado por eternos laços do verdadeiro amor, a uma alma humana; e pelo fato de esta não saber se proteger das forças negativas, durante um período Ele a auxilia até que aprenda a se autoproteger. É uma ação de proteção espiritual, não permitindo que as forças malignas exerçam uma influência negativa sobre essa alma.


Mensageiro. Geralmente é um discípulo avançado de um Mestre que temporariamente serve de intermediário entre uma fonte superior de energia e Luz e um ser humano. O objetivo é o de levar instruções e ensinamentos para que aquele ser humano – a fim de se elevar – se sublime e se transforme para contatar diretamente os Seres de Luz, e então possa cumprir suas próprias tarefas e missões na Terra, caminhando com seus próprios pés.

Você sabe a importância dos anjos da guarda na Umbanda?

Bem, os anjos de guarda nos protegem e acompanham a cada dia. E esse acompanhamento também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós, os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.
Um exemplo, normalmente quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.
É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.


E para os médiuns?


Com toda a certeza, para os médiuns, os anjos da guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades.
Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer a incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali.
Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.
Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.

O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja.

O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.).
O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas... Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.
Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.
O céu não tem entradas, lá não precisamos bater; pois, chegando ao fim da jornada, sempre há alguém para nos receber.


Seu Anjo da Guarda te Chama!


Quando o médium fica meio em transe após a incorporação, alguns dirigentes colocam a mão sobre o coração do médium e dizem: “_fulano seu anjo da guarda te chama!”
Esta era uma prática comum antigamente (não há como datar precisamente) de benzedeiras. Elas utilizavam esta frase como uma pequena oração para pessoas que não se achavam plenamente conscientes por vários motivos (mediunizadas, epilepsia, desmaio, etc.).
Tal prática talvez tenha sido trazido para a nossa amada Umbanda por alguma Preta Velha, já que é de pleno conhecimento nosso que muitas Delas foram exímias benzedeiras.
O Anjo da Guarda é visto como o Mentor de nossa razão, de nossa consciência; Desta forma este é um chamado ao restabelecimento da consciência com implicações magísticas.
Ao fazer referência ao nosso anjo da guarda, chamando-nos de volta ao domínio das faculdades no corpo físico após o transe mediúnico, ocorre uma espécie de invocação a nós mesmos.

Banho e Fio-de-Contas

Banhos: Os banhos com ervas de Oxalá servem para fortalecer a sintonia com nosso Anjo da Guarda.

Fio-de-Contas: Todo de miçangas brancas, fazendo uma breve oração a cada miçanga colocada no fio. Deixar 3 dias imantando numa bacia de ágate branca, em um "amaci" feito com água mineral e pétalas de rosa branca (não aquecer a água, apenas despetalar as rosas sob a água).


Orações para o Anjo da Guarda:

Santo Anjo do Senhor
Meu zeloso guardador
Se a ti me confiou a Piedade Divina
Me governa, me rege, me guarda e me ilumina.
Amém.

*

Anjo de Luz,
Guardião da minha vida.
A Ti fui confiado pela Misericórdia de Deus.
Ilumina meu espírito,
Guarda-me da maldade,
Orienta a minha inspiração,
Fortalece a minha
sintonia com a Espiritualidade Superior e torna-me forte diante
das tempestades que venham a afligir meu intimo.
Lembre-me todos os dias
de não julgar nem ferir.
Banhe a minha mente de
Amor e Harmonia, para
que eu possa tornar o
mundo melhor para aqueles que convivem comigo.
Quero assim me tornar digno de sua proteção e amor.


ORAÇÃO PARA O ANJO DA GUARDA:

Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo.

Senhor Deus Todo Poderoso, Criador do céu e da terra, louvores Vos sejam dados por todos os séculos dos séculos.
Senhor Deus que por Vossa imensa bondade e infinita misericórdia, confiaste cada alma humana a cada um dos Anjos da Vossa corte celeste, graças Vos dou por essa imensurável graça. Assim confiante em vós e em meu Santo Anjo da Guarda, a ele me dirijo, suplicando-lhe velar por mim, nesta passagem de minha alma, pelo exílio da terra.

Meu Santo Anjo da Guarda, modelo de pureza e amor a Deus, sede atento ao pedido que Vos faço. Deus meu Criador, o Soberano Senhor a quem servis com inflamado amor, confiou a vossa guarda e vigilância a minha alma e meu corpo, a minha alma, a fim de não cometer ofensas a Deus, o meu corpo, afim de que seja sadio, capaz de desempenhar as tarefas que a sabedoria divina me destinou, para cumprir minha missão na terra.

Meu Santo Anjo da Guarda, velai por mim, abri-me os olhos, dai-me prudência, em meus caminhos pela existência. Livrai-me dos males físicos e morais, das doenças e dos vícios, dás más companhias, dos perigos, e nos momentos de aflição, nas ocasiões perigosas, sede meu guia, meu protetor, e minha guarda, contra tudo quanto me cause dano físico ou espiritual.
Livrai-me dos ataques dos inimigos invisíveis, dos espíritos tentadores.
Meu Santo Anjo da Guarda, protegei-me.

(REZAR UM CREIO EM DEUS PAI, UM PAI NOSSO
E UMA AVE MARIA )


ORAÇÃO A SÃO MIGUEL ARCANJO:

Bendito e glorioso São Miguel Arcanjo, a que Deus confiou a guarda das almas encarnadas e desencarnadas; Eu vosso humilde escravo, confiado a vossa divina misericórdia vos rogo, para mim e para todos os filhos aqui reunidos, a compreensão perfeita da missão que nos for confiada e das responsabilidades com que vamos arcar no decorrer de nossas vidas: Deus nosso Pai, permiti que sintamos fortemente a proteção dos nossos Guias Espirituais, a fim de que possamos facilmente extirpar dos nossos corações e dos nossos pensamentos, os sentimentos de ódio, de inveja, de orgulho, de vaidade, de ciúme, e todas as outras de que se acham imbuídos os nossos espíritos, a fim de subirmos até vós Mãe Santíssima, Mãe da Divina Misericórdia, Virgem das Virgens, rogai a Jesus por todos os pecadores e filhos aqui presentes e também para este vosso humilde escravo, que confiado na vossa ifinidade misericórdia, espera merecer a vossa benção, para arcar com a responsabilidade que lhe é atribuída no decorrer de nossa existência.

Texto Montado por: Cigano das Almas

BIOGRAFIA

ANJOS - Mensageiros do Infinito
de Claudiney Prieto



FASCINAÇÃO, EIS A QUESTÃO!!!

Publicado  por alex de oxossi
Eu começo este com o texto Fascinação escrito por Divaldo Franco que retirei do site Revista Cristã de Espiritismo.

Escrito por Divaldo Franco



Quando o médium começa receber” espíritos respeitáveis em quaisquer lugar, a qualquer hora, sem nenhuma justificativa, está auto-fascinado, por si mesmo, pela sua mediunidade e sob o comando de entidades que o querem levar ao ridículo. Seria o mesmo que eu agora entrar em transe e receber um espírito.

Para que esse exibicionismo desnecessário?

Em uma conversação entre amigos eu “receber” um espírito. Para que? Ele não virá dizer nada além do que o médium poderia dizer.

Os espíritos bons têm as suas ocupações e não podem estar como capatazes, ao nosso lado governando os servidores. Daí a fascinação é perigosa porque o médium fascinado não se dá conta. Tudo que ele faz é melhor do que os outros poderiam fazer… É diferente dos outros… É superior… Se toca em algum lugar aquele lugar reluz… Então a fascinação é um grande escolho à mediunidade.

Quando encontrarmos a pessoa nessa fase é um ato de caridade dizer-lhe que volte a ler o capítulo 23 de “O Livro dos Médiuns”.

Dizer-lhe que é uma coisa natural que todos nós passamos.

Basta que mudemos de humor para que atraiamos espíritos equivalentes. Eu me recordo que havia psicografado e publicado o livro “Messe de Amor”.

Este livro foi traduzido ao Espanhol em 1965 por Juan Durant. E ele me mandou o livro pedindo que Joanna de Ângelis desse o prefácio.

Eu então pedi a ela em uma das nossas reuniões mediúnicas.

Nessa mesma reunião em desdobramento, e ao lado dos espíritos, acompanhando a reunião, ela disse-me que não iria escrever o prefácio e que tinha convidado o nobre espírito Amália Domingos Soller para que ela prefaciasse a obra.

Convidou-me então a recebê-la à porta.

Chegando lá, observei que uma claridade oscilante aproximava-se, como se alguém viesse carregando uma lanterna, que a luz avançava e retrocedia.

Então subitamente apareceu-me um espírito de uma beleza incomum.

Trajava-se à espanhola do século dezessete.

Aproximou-se e nesse momento, Joanna disse-lhe: – “Veneranda amiga, gostaria de lhe apresentar o médium através do qual a senhora vai escrever”.

Ela estendeu-me a mão e eu curvei-me para beijá-la.

Entramos os três e vi que ela dobrou-se sobre o meu corpo, tomou-me o braço e começou a escrever.

Do meu braço saiam fluidos luminíferos e a medida que ela escrevia, o papel ficava com miríades de pequeninas estrelas.

A ponta do lápis parecia portadora de energia estranha, que não obstante escrever com um lápis Faber número 1, a letra era prateada.

Ao terminar, despediu-se e fomos levá-la até a porta.

Terminada a reunião, voltei ao normal e fui ler a mensagem.

Ela escreveu em espanhol. Fiquei tão comovido naquela noite que voltei-me para Joanna e disse-lhe: – Eu já posso “receber” Amália Domingos Soller!?

Ela então respondeu-me: – “Não pode não senhor! Ela veio por misericórdia… Portanto não aguarde uma volta tão cedo!

Por enquanto você vai ficar mesmo é com os sofredores do seu tipo para baixo, o que já é uma grande coisa. Já é merecimento sintonizar com eles…”.

Assim Joana tirou a minha presunção antes de começar.

Ela cortou logo.

Toda vez que uma entidade generosa vinha e vem escrever, Joana pede-me que fale com naturalidade sobre a identidade do espírito, sem alarde.

Que os outros se espantem, mas eu não.

Mas às vezes eu sou muito emocional e quando vejo quem é o espírito escrevendo, fico louco que ele acabe só para dizer o nome.

Eles então põem um pseudônimo (nome falso) tirando toda minha galanteria.”.

Atendimento fraterno e a subjugação

“A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado.

Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo.” (Allan Kardec, “O Livro dos Médiuns”, capítulo 23, item 240).

Dentro das leis cármicas a subjugação não é expiatória (o indivíduo ter que passar pelo problema), exceto quando danifica a aparelhagem nervosa do sistema central do indivíduo.

Mas se a pessoa está subjugada, o espírito subjugador pode ser orientado nas sessões especializadas, e arrependendo-se, liberta aquele que aflige e o indivíduo se recupera.

Allan Kardec conta um exemplo no capítulo 23 de “O Livro dos Médiuns”, onde um rapaz, toda vez que via uma moça bonita, caia de joelhos e fazia-lhes declarações de amor… Era um caso curioso de obsessão física.

Eu observo em algumas das nossas reuniões, que os amigos que trabalham no atendimento fraterno – o atendimento fraterno, instituído nas casas espíritas.

Esclarecido e estimulado pelo grupo que faz o Projeto Manoel Philomeno de Miranda, da cidade do Salvador, Bahia, tem como finalidade atender aqueles que se encontram problematizados e que buscam a orientação da Doutrina Espírita.

É uma equipe composta de companheiros conhecedores do Espiritismo e com experiência na área do comportamento humano – que durante a semana estiveram em contato com os sofredores, obsessos, doentes, acabam levando essas entidades para o trabalho mediúnico, providencia esta tomada pelos benfeitores espirituais.

Algumas dessas entidades comunicam-se e são doutrinados.

Quando eles desistem da perseguição e são conduzidos a uma estância superior, o paciente, onde estiver, fica bem, melhora, ainda mesmo em situação de subjugação.

Pessoas que me dão nomes e nós levamos para o trabalho mediúnico.

Lá se apresentam os seus obsessores e são esclarecidos e as suas vítimas logo melhoram.

Só que eles não vêm dizer que melhoraram.

Elas virão depois quando acontecer outra vez.

Daí a subjugação pode ser eliminada.“.


NOSSOS COMENTÁRIOS:


Amados Irmãos,

Acima há um verdadeiro tesouro para nós de Umbanda, em linguagem simples e direta, eu aqui na internet sempre percebo pessoas fascinadas pelos “seus Guias/Orixás” (abaixo saberão porque entre aspas), ao invés de amá-los e respeitá-los sofrem de louca paixão pelos mesmos, e sempre os indico estudarem sobre fascinação usando a literatura deixada por Kardec, alguns até fazem uso deste estudo, mas infelizmente a maioria nem mesmo procura saber o que é, quem faz uso do estudo não volta a entrar em contato, ou não entendeu o assunto, ou ficou com vergonha, mas meus irmãos não há vergonha e sim uma grande realidade, entre nós Umbandistas há cerca de 70% a 80% de pessoas fascinadas com “seus Guias/Orixás” (abaixo saberão porque entre aspas) ou foram fascinadas, percebam em alguns recados de Povo de Aruanda, eu em momento algum estou criticando e sim ALERTANDO, irei abaixo contar uma história que poderia virar FASCINAÇÃO que aconteceu ou quase aconteceu comigo, onde o espírito que trabalho que se diz ter sido cigano em vida ajudou-me e muito.

Eu antes de entrar na Umbanda nem mesmo passava perto de um Terreiro, quando descobria que tinha um amigo que era Umbandista ou Candomblecista eu arrumava logo um jeito de deixar de ser amigo deles, ou seja, eu era um ignorante e intolerante, mas quando criança lembro que conheci um certo “”, é meus irmãos é ele mesmo Zé Pelintra e não entendia porque uma senhora mãe de vários filhos se vestia de homem e falava com uma voz que mais parecia masculina e depois vestia vestido e falava com uma doce voz feminina, eu criança era obrigado a irdes a aquele local em companhia a minha mãe, lembro que só gostava de três coisas naquele local, a primeira era a filha daquela mulher que se vestia de homem e tinha a minha mesma idade, para ser preciso 8 anos, brincávamos muito e quando ela não podia brincar comigo eu ficava lá no quintal brincando com outras crianças que só eu via, nem mesmo a filha da mulher que se vestia de homem via.

A segunda coisa que eu gostava era brincar com essas crianças invisíveis e uma delas hoje trabalha comigo no Terreiro.

A terceira coisa que eu gostava era daquele certo “”, lembro que ele sempre me chamou de moleque e ainda não perdeu esse costume.

Irmãos como eu disse no inicio eu antes de entrar na Umbanda eu nem mesmo gostava de ouvir o nome Umbanda, mas guardava por Zé Pelintra um grande amor, cheguei até mesmo desrespeita-lo em algum momento da minha vida, mas como ele mesmo diz eu hoje estou “pagando”, ou seja, o recebendo em minha Coroa (rs).

Cheguei dentro de um Terreiro por acaso, ou não, mas cheguei e em menos de um mês já estava sentindo vibrações e ficando zonzo e logo fui encaminhado para a roda e já estava recebendo o Caboclo, o Preto Velho e depois o Espírito que se diz ter sido Cigano em vida que aqui na internet prefiro chama-lo de Cigano das Almas, eu estava irradiante e chegou a lembrança do meu tempo de criança através daquele menino invisível que eu brincava no quintal da casa da mulher que se vestia de homem, ele revelou-me muitas coisas daquela ocasião, e eu comecei a ficar curioso em saber se eu iria receber em minha Coroa aquele certo “”, meus irmãos por dois anos sempre que eu perguntava a algum Guia lá do Terreiro todos diziam que eu não o tinha em minha Coroa, até um certo dia o espírito que trabalho que diz ter sido Cigano, afirmou que eu iria trabalhar com um certo “”, que este não era proveniente de minha Coroa e sim um “agregado” a mesma, que vinha de herança de um dos meus avós já falecidos, não era o mesmo espírito, mas era da mesma Falange, então você imaginam como eu fiquei fascinado e isso me custou mais dois anos até receber o tal “”, e depois veio a explicação da “própria” boca do certo “”, ele não poderia chegar antes por causa da minha fascinação nele e isso iria prejudicar e muito no meu desenvolvimento, e com toda certeza eu daria abertura a espíritos obsessores em minha Coroa, vamos ver o que os deixados por Allan Kardec nos fala a respeito:

No item 239 de “O Livro dos Médiuns” o que é a fascinação:

“(…) É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações. 


O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente.”


E o Codificador complementa o ensino:

“(…) A ilusão pode mesmo ir até a ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula. Fora erro acreditar que a este gênero de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso. 


Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.”


“Revista Espírita – jornal de estudos psicológicos”, de outubro/1858:

“Seja por entusiasmo, seja por fascínio dos Espíritos ou seja por amor próprio, em geral o médium psicógrafo é levado a crer que os Espíritos que se comunicam com ele são superiores; e isto tanto mais, quanto mais os Espíritos, vendo sua propensão, não deixam de ornar-se com títulos pomposos, conforme a necessidade e, segundo as circunstâncias, tomam nomes de santos, de sábios, de anjos, da própria Virgem Maria e fazem o seu papel como atores, vestindo ridiculamente a roupagem das pessoas que representam.”


Em seguida, KARDEC recomenda:

“(…) Tirai-lhes a máscara e se tornam o que eram: ridículos. 


É isto o que se deve saber fazer, tanto com os Espíritos quanto com os homens.” – (trad. JÚLIO ABREU FILHO, EDICEL, São Paulo, p. 279)


Leiamos no item II. DAS PAIXÕES. Livro III, Capítulo XII, de O Livro dos Espíritos, as questões 907 e 908 e suas respostas:

907. O princípio das paixões sendo natural é mau em si mesmo?


Não. A paixão está no excesso provocado pela vontade, pois o princípio foi dado ao homem para o bem e as paixões podem conduzi-lo a grandes coisas. 


O abuso a que ele se entrega é que causa o mal.


908. Como definir o limite em que as paixões deixam de ser boas ou más?


As paixões são como um cavalo, que é útil quando governado e perigoso quando governa. 


Reconhecei, pois, que uma paixão se torna perniciosa no momento em que a deixais de governar, e quando resulta num prejuízo qualquer para vós ou para outro.


Atentamos para o que diz os deixados por Allan Kardec, podemos e devemos levar em consideração, antes que alguém fale que os trechos acima falam de psicografia, lembro a todos vocês que a psicografia nada mais é que um tipo de mediunidade.

Volto a repetir o texto da “Revista Espírita – jornal de estudos psicológicos”, de outubro/1858:

“Seja por entusiasmo, seja por fascínio dos Espíritos ou seja por amor próprio, em geral o médium psicógrafo é levado a crer que os Espíritos que se comunicam com ele são superiores; e isto tanto mais, quanto mais os Espíritos, vendo sua propensão, não deixam de ornar-se com títulos pomposos, conforme a necessidade e, segundo as circunstâncias, tomam nomes de santos, de sábios, de anjos, da própria Virgem Maria e fazem o seu papel como atores, vestindo ridiculamente a roupagem das pessoas que representam.” (Grifos nosso)

Comentando as respostas, no item II. DAS PAIXÕES. Livro III, Capítulo XII, de O Livro dos Espíritos, as questões 907 e 908, disse KARDEC dentre outras coisas:

“Toda paixão que aproxima o homem da natureza animal distancia-o da natureza espiritual.


Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal anuncia o predomínio do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.”


Amados irmãos, para este irmão que vos fala foi uma eternidade, mas para ele, seu Zé Pelintra, foi apenas alguns segundos e com toda certeza eu aprendi a lição.

Eu não recebo os espíritos que tenho em minha Coroa em minha residência, em bar, em casa de amigos, em roda de amigos, na rua e sim dentro do Terreiro, não escrevo textos no computador com influências espirituais e sim em uma folha com um lápis, não dou consultas on-line, falo de Umbanda sim em minha vida particular, mas nunca sob influência dos espíritos que eu trabalho e sim por influência dos meus estudos com eles.

Lembro que uma vez encontrei com uma pessoa da internet e esta pessoa queria porque queria que eu recebesse o espírito que diz ter sido cigano em vida, dentro de uma lanchonete ou então na residência dele, eu disse apenas sou médium de um Terreiro e respeito as normas do mesmo e lá meu Pai no Santo nos orienta a receber os Guias dentro do Terreiro, e chamei este amigo da internet para irmos ao Terreiro, pois meu Pai no Santo permitiria, mas não poderia garantir que o Guia que ele queria falar chegaria, mas poderia garantir que outro chegaria, então o amigo deu uma desculpa e voltou para sua residência e nunca mais falou comigo.

O que aconteceu é que este amigo por ler os textos do Cigano ficou fascinado, apaixonado por ele e este espírito que tanto segurou “seu” , assim “seu” afirmou, não iria dar margens a fascinação alheia e eu já prevendo isso respondi ao meu amigo que não entendeu e talvez tenha ficado triste e que pode estar lendo este relato agora.

Infelizmente meus irmãos pouco é falado sobre FASCINAÇÃO dentro dos Terreiros de Umbanda, ou ainda pelos escritores de Umbanda, talvez isso não seria bem digerido pelos Umbandistas, assim os Pais/Mães no Santo poderia perder clientes/filhos e os autores poderiam perder leitores, mas eu não tenho medo de perder visitantes e assim vos falo, aqui já foi eu só, escrevendo para eu mesmo ler e sempre escrevi o que senti vontade, sempre respeitando a VERDADE de cada um de vocês, respeitando todas as “UMBANDAS” existente e este é o segredo de POVO DE ARUANDA, mas não posso ficar calado quando percebo meus irmãos correndo sérios RISCOS em vossas MEDIUNIDADES ou crença, tenho que ALERTAR.

IMPORTANTE: Infelizmente alguns irmãos que se dizem de Umbanda, munidos pela ignorãncia e muitas das vezes pela inveja, costumam chamar-me de “Umbandista Kardecista”, primeiro que deveriam chamar de “Umbandista Espirita”, pois o termo “Kardecista” não é e nunca foi designação do ser que segue a Religião Espiritismo e sim uma forma pejorativa, as vezes até mesmo ignorante de chamar nossos irmãos ESPÍRITAS, mas respondendo a estes ignorantes repito o que sempre falo a eles e a todos, é fato comprovado que o regimento interno da primeira Tenda de Umbanda existente em Terra, este ditado pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas, recomenda a todos seus filhos o estudo dos livros deixados por Allan Kardec, então nada mais justo que eu e vários outros Umbandistas fazerem uso dos mesmos.

Alex de Oxossi

FONTES DE PESQUISA:

Texto Fascinação – Divaldo Franco – Retirado na integra do site Revista Cristã de Espiritismo
O Livro dos Médiuns
“Revista Espírita – jornal de estudos psicológicos”, de outubro/1858 (trad. JÚLIO ABREU FILHO, EDICEL, São Paulo, p. 279

SABES O QUE É A UMBANDA?


Sociedade Espiritualista Mata Virgem

Curso de Umbanda
O que é a Umbanda

Vejamos o que nos diz o Aurélio:

Verbete: umbanda
[Do quimb. umbanda, 'magia'.] S. m.

1. Bras. Forma cultual originada da assimilação de elementos religiosos afro-brasileiros pelo espiritismo brasileiro urbano; magia branca.
2. Bras., RJ. Folcl. Grão-sacerdote que invoca os espíritos e dirige as cerimônias de macumba. [Var.: embanda.]

UMBANDA é religião !

Se dentro da Umbanda conseguimos nos religar com Deus, conseguimos tirar o véu que cobre nossa ignorância da presença de Deus em nosso íntimo, então podemos chamar nossa fé de Religião.  Como mais uma das formas de sentir Deus em nossa vida, a Umbanda cumpre a função religiosa se nos levar à reflexão sobre nossos atos, sobre a urgência de reformularmos nosso comportamento aproximando-o da prática do Amor de Deus.

A Umbanda é uma religião lindíssima, e de grande fundamento, baseada no culto aos Orixás e seus servidores: Crianças, Caboclos, Preto-velhos e Exus. Estes grupos de espíritos estão na Umbanda "organizados" em linhas: Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Exus. Cada uma delas com funções, características e formas de trabalhar bem específicas, mas todas subordinadas as forças da natureza que os regem, os ORIXÁS.
Na verdade a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira.
Mas, torna-se imperioso, antes de ocuparmo-nos da Anunciação da Umbanda no plano físico sob a forma de religião, expor sinteticamente um histórico sobre os precedentes religiosos e culturais que precipitaram o surgimento, na 1ª década do século XX, da mesma. Em 1500, quando os portugueses avistaram o que para eles eram as Índias, em realidade Brasil, ao desembarcarem depararam-se com uma terra de belezas deslumbrantes, e já habitada por nativos. Os lusitanos, por imaginarem estar nas Índias, denominaram a estes aborígines de índios.

Os primeiros contatos entre os dois povos foram, na sua maioria, amistosos, pois os nativos identificaram-se com alguns símbolos que os estrangeiros apresentavam. Porém, o tempo e a convivência se encarregaram em mostrar aos habitantes de Pindorama (nome indígena do Brasil) que os homens brancos estavam ali por motivos pouco nobres.

O relacionamento, até então pacífico, começa a se desmoronar como um castelo de areia. São inescrupulosamente escravizados e forçados a trabalhar na novel lavoura. Reagem, resistem, e muitos são ceifados de suas vidas em nome da liberdade. Mais tarde, o escravizador faz desembarcar na Bahia os primeiros negros escravos que, sob a égide do chicote, são despejados também na lavoura. Como os índios, sofreram toda espécie de castigos físicos e morais, e até a subtração da própria vida.
Desta forma, índios e negros, unidos pela dor, pelo sofrimento e pela ânsia de liberdade, desencarnavam e encarnavam nas Terras de Santa Cruz. Ora laborando no plano astral, ora como encarnados, estes espíritos lutavam incessantemente para humanizar o coração do homem branco, e fazer com que seus irmãos de raça se livrassem do rancor, do ódio, e do sofrimento que lhes eram infligidos.

Além disso, muitas das crianças índias e negras, eram mortas, quando meninas (por não servirem para o trabalho pesado), quando doentes, através de torturas quando aprontavam suas “artes” e com isso perturbavam algum senhor. Algumas crianças brancas, acabavam sendo mortas também, vítimas da revolta de alguns índios e negros.

Juntando-se então os espíritos infantis, os dos negros e dos índios,  acabaram formando o que hoje, chamamos de: Trilogia Carmática da Umbanda. Assim, hoje vemos esses espíritos trabalhando para reconduzir os algozes de outrora ao caminho de Deus.

A igreja católica, preocupada com a expansão de seu domínio religioso, investiu covardemente para eliminar as religiosidades negra e índia. Muitas comitivas sacerdotais são enviadas, com o intuito "nobre" de "salvar" a alma dos nativos e dos africanos.
A necessidade de preservar a cultura e a religiosidade, fez com que os negros associassem as imagens dos santos católicos aos seus Orixás, como forma de burlar a opressão religiosa sofrida naquela época, e assim continuar a praticar e difundir o culto as forças da natureza, a esta associação, deu-se o nome de "Sincretismo religioso".

O candomblé iorubá, ou jeje-nagô, como costuma ser designado, congregou, desde o início, aspectos culturais originários de diferentes cidades iorubanas, originando-se aqui diferentes ritos, ou nações de candomblé, predominando em cada nação tradições da cidades ou região que acabou lhe emprestando o nome: queto, ijexá, efã. Esse candomblé baiano, que proliferou por todo o Brasil, tem sua contrapartida em Pernambuco, onde é denominado xangô, sendo a nação egba sua principal manifestação, e no Rio Grande do Sul, onde é chamado batuque, com sua nação oió-ijexá (Prandi, 1991). Outra variante ioruba, esta fortemente influenciada pela religião dos voduns daomeanos, é o tambor-de-mina nagô do Maranhão. Além dos candomblés iorubas, há os de origem banta, especialmente os denominados candomblés angola e congo, e aqueles de origem marcadamente fom, como o jeje-mahim baiano e o jeje-daomeano do tambor-de-mina maranhense.

Os anos sucedem-se. Em 1889 é assinada a "lei áurea". O quadro social dos ex-escravos é de total miséria. São abandonados à própria sorte, sem um programa governamental de inserção social. Na parte religiosa seus cultos são quase que direcionados ao mal, a vingança e a desgraça do homem branco, reflexo do período escravocrata. 

No campo astral, os espíritos que tinham tido encarnação como índios, caboclos (mamelucos), cafuzos e negros, não tinham campo de atuação nos agrupamentos religiosos existentes. 

O catolicismo, religião de predominância, repudiava a comunicação com os mortos, e o espiritismo (kardecismo) estava preocupado apenas em reverenciar e aceitar como nobres as comunicações de espíritos com o rótulo de "doutores". Os Senhores da Luz (Orixás), atentos ao cenário existente, por ordens diretas do Cristo Planetário (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente Astral aberta a todos os espíritos de boa vontade, que quisessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que pudessem dar um freio ao radicalismo religioso existente no Brasil.

Começa a se plasmar, sob a forma de religião, a Corrente Astral de Umbanda, com sua hierarquia, bases, funções, atributos e finalidades. Enquanto isto, no plano terreno surge, no ano de 1904, o livro Religiões do Rio, elaborado por "João do Rio", pseudônimo de Paulo Barreto, membro emérito da Academia Brasileira de Letras. No livro, o autor faz um estudo sério e inequívoco das religiões e seitas existentes no Rio de Janeiro, àquela época, capital federal e centro socio-político-cultural do Brasil. O escritor, no intuito de levar ao conhecimento da sociedade os vários segmentos de religiosidade que se desenvolviam no então Distrito Federal, percorreu igrejas, templos, terreiros de bruxaria, macumbas cariocas, sinagogas, entrevistando pessoas e testemunhando fatos. 

Não obstante tal obra ter sido pautada em profunda pesquisa, em nenhuma página desta respeitosa edição cita-se o vocábulo Umbanda, pois tal terminologia era desconhecida.

A formação histórica do Brasil incorporou a herança de três culturas : a africana, a indígena e a européia. 

Este processo foi marcado por violências de todo o tipo, particularmente do colonizador em relação aos demais. A perseguição se deveu a preconceitos e a crença da elite brasileira numa suposta alienação provocada por estes cultos nas classes populares.

No início do século XX, o choque entre a cultura europeizada das elites e a cultura das classes populares urbanas, provocou o surgimento de duas tendências religiosas na cidade do Rio de Janeiro.

 Na elite branca e na classe média vigorava o catolicismo ; nos pobres das cidades (negros, brancos e mestiços) era grande a presença de rituais originários da África que, por força de sua natureza e das perseguições policiais, possuíam um caráter reservado.

Na segunda metade deste século, os cultos de origem africana passaram a ser freqüentados por brancos e mulatos oriundos da classe média e algumas pessoas da própria elite. Isto contribuiu, sem dúvida, para o caráter aberto e legal que estes cultos vêm adquirindo nos últimos anos.

Esta mistura de raças e culturas foi responsável por um forte sincretismo religioso, unificando mitologias a partir de semelhanças existentes entre santos católicos e orixás africanos, dando origem ao Umbandismo.

Ao contrário do Candomblé, a Umbanda possui grande flexibilidade ritual e doutrinária, o que a torna capaz de adotar novos elementos. Assim o elemento negro trouxe o africanismo (nações); os índios trouxeram os elementos da pajelança; os europeus trouxeram o Cristianismo e o Kardecismo; e, posteriormente, os povos orientais acrescentaram um pouco de sua ritualística à Umbanda. Essas cinco fontes criaram o pentagrama umbandista:


 
   Os seguidores da Umbanda verdadeira só praticam rituais de Magia Branca, ou seja, aqueles feitos para melhorar a vida de determinada pessoa, para praticar um bem, e nunca de prejudicar quem quer que seja. Os espíritos da Quimbanda (Exus) podem, no entanto, ser invocados para a prática do bem, contanto que isso seja feito sem que se tenha que dar presentes ou dinheiro ao médium que os recebe, pois o objetivo do verdadeiro médium é tão somente a prática da caridade.

Algumas casas de Umbanda homenageiam alguns Orixás do Candomblé,  como por exemplo: Oxumarê, Ossãe, Logun-Edé. Mas os mesmos, na Umbanda, não incorporam e nem são orixás regentes de nenhum médium.

Nós temos os nossos guias de trabalho e entre eles existe aquele que é o responsável pela nossa vida espiritual e por isso é chamado de guia chefe, normalmente é um caboclo, mas pode ser em alguns casos um preto-velho.


Aspectos Dominantes do Movimento Umbandista

1.      Ritual, variando pela origem
2.      Vestes, em geral brancas
3.      Altar com imagens católicas, pretos velho, caboclos
4.      Sessões espíritas, formando agrupamentos em pé, em salões ou terreiro
5.      Desenvolvimento normal em corrente
6.      Bases; africanismo, kardecismo, indianismo, catolicismo, orientalismo.
7.      Serviço social constante nos terreiros
8.      Finalidade de cura material e espiritual
9.      Magia branca
10.   Batiza, consagra e casa


Ritual


A Umbanda não tem, infelizmente, um órgão centralizador, que a nível nacional ou estadual, dite normas e conceitos sobre a religião ou possa coibir os abusos. Por isso cada terreiro segue um ritual próprio, ditado pelo guia chefe do terreiro, o que faz a diferenciação de ritual entre uma casa e outra. Entretanto, a base de todo terreiro tem que seguir o principio básico do bom senso, da honestidade e do desinteresse material, além de pregar, é claro, o ritual básico transmitido através dos anos pelos praticantes.

O mais importante, seria que todos pudessem encontrar em suas diferenças de culto, o que seria o elo mais importante e a ele se unissem. Tal elo é a Caridade!

Não importa se o atabaque toca, ou se o ritmo é de palmas, nem mesmo se não há som. O que importa é a honestidade e o amor com que nos entregamos a nossa religião.