segunda-feira, 14 de dezembro de 2015



                                               O que são oferendas? 

Oferendas para Orixás por Iassan Ayporê Pery

“Muitos médiuns vêm nos perguntar quais oferendas podemos dar no dia de determinado Orixá. 

Passaremos uma receita básica que pode ser utilizada para qualquer Orixá ou Entidade: 

* um pacote de amor, em pó, para que qualquer brisa possa espalhar para as pessoas que estiverem perto ou longe de você; 

* um pedaço (generoso) de fé, em estado rochoso, para que ela seja inabalável; 

* algumas páginas de estudo doutrinário, para que você possa entender as intuições que recebe; 

* um pacote de desejo de fazer caridade desinteressada em retribuição, para não "desandar" a massa. 

Junte tudo isto num alguidar feito com o barro da resignação e determinação e venha para o terreiro. 

Coloque em frente ao Congá e reze a seguinte prece:

 ‘Pai, recebe esta humilde oferenda dada com a totalidade da minha alma e revigora o meu físico para que eu possa ser um perfeito veículo dos teus enviados. Amém.’ 

Pronto! 

Você acabou de fazer a maior oferenda que qualquer Orixá, Guia ou Entidade pode desejar ou precisar... 

Você se dispôs a ser um MÉDIUM!” 

Ditado pelo Caboclo Pery em 07/10/2002 

Centro Espiritualista Caboclo Pery - Oferendas na Umbanda 

Uma visão mágica dos seus fundamentos por Rubens Saraceni 

Eu sou umbandista e sou médium de incorporação, caso o leitor não saiba. 

Pois bem! Eu era um médium dedicado e aplicado e fazia ao pé da letra o que meus guias espirituais determinavam. 

Quando determinavam um banho de pétalas de rosas brancas, eu corria para comprar algumas e, antes de ir ao centro que eu frequentava, preparava meu “banho de rosas”. 

Se determinavam que eu tomasse um banho de canjica (milho de canjica fervido até a água ficar toda branca e leitosa), eu tomava meu banho de canjica sem questionar nada. 

Se determinavam que eu tomasse banho com folhas (alecrim, espada-de-são-jorge, guiné, arruda, erva-cidreira, boldo, folhas de louro, manjericão etc.) eu tratava de adquirir aquela(s) recomendada(s) e tomava meu “banho de ervas”. 

Se recomendavam que eu fosse à natureza e fizesse uma oferenda para um orixá ou um guia espiritual e levasse velas de determinada cor, certas bebidas, certas frutas, certas flores etc., eu procurava fazer tudo certo eu não deixava faltar nada, às vezes, até exagerava. 

Até aqui nada demais, porque é assim que procedem todos os médiuns umbandistas dedicados e aplicados. 

Portanto, não é mérito algum meu proceder assim, pois esse é nosso dever: obedecer às orientações dos nossos guias, que nos amam e querem o melhor para nós, mesmo não sabendo como eles nos ajudam. 

O fato é que eu, um curioso incorrigível, comecei a prestar atenção às oferendas e conversava com outros médiuns sobre elas. 

E, em nossas ingênuas e bem intencionadas conversas sobre as “coisas” que colocávamos em nossas oferendas, não atinávamos com o poder mágico dos “elementos” que “entregávamos” aos nossos guias espirituais e aos nossos orixás. 

Inclusive, as formas de indicá-las obedeciam a uma linguagem própria, pois às vezes diante de um guia para uma consulta ele dizia:

 - Filho, você precisa dar uma oferenda para orixá tal ou para o guia tal porque precisa fortalecê- lo. 

Outra vez outro guia espiritual recomendava isto: 

- Filho, você precisa firmar uma vela de sete dias para o seu orixá; seu caboclo; seu anjo da guarda etc., porque ele está fraco e só assim ele poderá ajudá-lo. 

Outra vez outro guia espiritual dizia isto: 

- Filho, esta pessoa está com uma demanda, e para cortá-la, você precisa dar uma oferenda para um orixá, um guia da direita ou um guia da esquerda para ele cortá-lo e descarregá-lo. 

Outra vez um guia espiritual dizia isto: 

- Filho, esta pessoa está com uma demanda muito forte e só levando-a no ponto de força do orixá tal e fazendo uma oferenda para ele é possível ajudá-la, porque não podemos mexer nesse trabalho aqui no terreiro. 

Pois bem, nós médiuns obedecíamos e tudo ficava bem. 

Mas, em nossa ignorância e ingenuidade (no bom sentido, é claro) ficava a impressão de que só seriamos ajudados se “déssemos” algo em troca. 

E, para complicar ainda mais o nosso aprendizado, a comunicação dos Exus e Pombas-giras colocava uma pá de cal sobre o assunto, pois diziam em alto e bom som: - 

De graça, Exu não faz nada! 

Aí dava um nó cego em nossa religiosidade porque, em nossa ignorância e ingenuidade, eles deixavam claro que só trabalhariam em nosso benefício se fossem “pagos”. 

Para piorar as coisas, ainda tinha algum Exu que dizia isto: 

- Quero uma oferenda assim e assim para ajudá-lo a conseguir isso (um emprego, saúde, um relacionamento etc.) e, depois que conseguir, aí você me dará outra oferenda de agradecimento assim e assim, certo? 

E se não der, aí você perderá tudo o que eu lhe dei, ouviu? 

Esse era o alerta extremo e fez com que muitos “pagassem” rigorosamente o que “deviam”. 

Isso era assim, isso é até hoje e sempre será assim, não porque as entidades espirituais precisam ser pagas de fato, e sim porque as oferendas (ou despachos ou ebós) fornecem-lhes os recursos energéticos que precisam para poderem auxiliar-nos. 

Apenas a forma como pedem esses recursos deixava (e ainda deixa) uma indagação no ar: 

- Por que preciso pagar ou dar algo em troca para ser ajudado? 

Na verdade, essa é a grande verdade jamais revelada, mesmo sendo “guias espirituais” eles precisam (em certos casos) de que lhes forneçamos os “recursos elementais” para, manipulando-os magisticamente, ajudarem-nos. 

Até certo ponto, eles nos auxiliam com o que possuem em si como seus “poderes pessoais”. 

Mas, dali em diante, ou recebem numa oferenda ritual mágico-religiosa os elementos que precisam ou não têm como trabalhar em nosso benefício, porque só ativando os elementos magisticamente conseguirão fazer por nós o que só a “magia elemental” consegue fazer. 

Talvez, se tudo tivesse sido colocado de outra forma, tudo teria sido muito mais fácil para as pessoas que precisavam de auxílio e teriam entendido que na verdade não estavam pagando nada, e sim fornecendo só os recursos elementais (ou energia dos elementos) para que as entidades pudessem trabalhar seus problemas, pois na criação tudo é energia nos mais variados graus vibratórios e “sem energia não se produz nada”. 

Os elementos colocados dentro de um espaço mágico (ou em uma oferenda ritual mágico-religiosa em um ponto de forças na natureza) são as fontes naturais geradoras das energias mais “densas” que existem. 

Elas, quando ativadas corretamente, realizam coisas que nenhuma outra energia consegue realizar. 

Hoje, olhando com outros olhos o meu passado e o que acontece por aí afora com as “oferendas”, sinto uma imensa tristeza por não ter tido um guia espiritual ou ao menos uma só pessoa que nos explicasse essas coisas, e foi preciso que um espírito mensageiro cujo nome simbólico é “Pai Benedito de Aruanda” começasse a nos ensinar por meio dos livros psicografados por mim, fornecendo-nos gradualmente a resposta para muitas das nossas práticas “mágico-religiosas” umbandistas. 

E foi preciso a vinda de um espírito mensageiro chamado “Mestre Seiman Hamiser Yê” para nos abrir parcialmente os fundamentos divinos da magia, permitindo-nos uma compreensão do que já fazíamos, mas não conhecíamos seus fundamentos ocultos. 

Dali em diante, tudo assumiu seu real significado. 

Dar forças a um guia, não era porque ele estava fraco, e sim era fornecer-lhe os recursos elementais magísticos para que ele pudesse trabalhar em nosso benefício. 

Dar determinadas frutas, bebidas, velas etc., em uma oferenda, não é porque o guia ou o orixá precise “comer e beber”, e sim porque são recursos elementais mágicos com os quais nos ajudam na solução dos nossos problemas. 

Texto extraído do livro “A Magia Divina das Sete Ervas Sagradas”. 
Rubens Saraceni / Editora Madras 

Oferendas e Assentamentos por Rubens Saraceni O que são? 

As oferendas são atos magísticos-religiosos e os assentamentos são concentrações de forças e poderes magísticos dentro de um espaço limitado. 

As oferendas podem ter várias finalidades, tais como: 

1) Oferenda de agradecimento; 

2) Oferenda de pedido de ajuda; 

3) Oferenda de desmagiamento negativo; 

4) Oferenda de descarrego; 

5) Oferenda propiciatória; 

6) Oferenda purificadora 

7) Oferenda ritual de firmeza de forças na natureza; 

8) Oferenda ritual de assentamento de forças e poderes espirituais e dignos. 

Comentemos cada uma dessas formas de oferenda: 

1) OFERENDA DE AGRADECIMENTO 

Esta oferenda é feita em função do auxílio já recebido. 

Muitas vezes estamos envoltos em dificuldades de tal importância que nos ajoelhamos e ali, em nossa fé, invocamos Deus e algum dos seus mistérios ou divindades e pedimos-lhes que nos ajudem, que depois lhes ofertaremos algo em agradecimento. 

Uns fazem promessas, outros prometem uma oferenda na natureza, outros prometem dar algum auxílio aos necessitados etc. 

Quando são promessas, seu cumprimento é uma questão de foro íntimo e, após cumpri-las, as pessoas sentem-se melhor e em paz com Deus e com a divindade invocada. 

Quando são oferendas, a pessoa que as prometeu deverá fazê-las, pois também se sentirá melhor, e com a grata sensação do dever cumprido. 

Em ambos os casos, o não cumprimento do que foi prometido acarretará cobranças conscientes que, em longo prazo, acarretarão transtornos a quem prometeu e não cumpriu. 

Saibam que Deus e suas divindades são oniscientes e, por saberem as causas dos nossos desequilíbrios e das nossas dificuldades, exigem de nós atitudes que nos reequilibrem e nos livrem das nossas dificuldades. 

Portanto, cumprir o que foi prometido não é dar ou fazer algo por Ele e elas, mas é fazermos algo para e por nós mesmos. 

Deus e as divindades não comem, mas, ao lhes ofertarmos uma “ceia ritual” estamos compartilhando nosso sucesso e nossa vitória, atribuindo-lhes o apoio para que elas acontecessem. 

Ali, no momento de “comemoração”, estamos dizendo de forma simbólica que sem o seu auxílio e das divindades não teríamos tido sucesso, estamos agradecendo-lhes, e estamos dando prova de nossa fé em seus poderes, reverenciando-os com o que lhes prometemos. 

2) OFERENDA DE PEDIDO DE AJUDA 

Esta oferenda vai desde uma vela acesa em um castiçal, pedestal ou altar até a ida a um ponto de forças da natureza, onde abrimos um espaço mágico e depositamos dentro dele os elementos mais afins com as forças e os poderes que serão invocados. 

Esse tipo de oferenda é muito comum entre os umbandistas que, por terem muitas forças e poderes à disposição, às vezes a fazem para mais de uma divindade, para obterem mais rápido a ajuda solicitada. 

Ela é em si um ato de fé no poder de realização das forças e dos poderes das entidades de Umbanda Sagrada. 

• Forças são espíritos hierarquizados. 

• Poderes são as divindades de Deus. 

As forças estão assentadas nos pontos de força da natureza e estão à nossa direita e à nossa esquerda. 

Os poderes estão assentados no alto e nos pontos de força da natureza, quando invocados ficam de frente para nós ouvindo e anotando mentalmente os nossos pedidos que, se forem justos e do nosso merecimento, com certeza serão realizados a nosso favor e benefício. 

Esse ato mágico encerra-se em si mesmo e a pessoa que o fez só precisa aguardar. 

3) OFERENDA DE DESMAGIAMENTO 

Esta oferenda deve ser feita sempre que estivermos magiados por trabalhos pesados, difíceis de serem desmanchados e anulados dentro do centro de Umbanda. 

Há trabalhos de magia negativa que são fáceis de ser cortados, desmanchados e anulados. 

Mas há outros de tal monta que, se forem mexidos, desencadeiam reatividades incontroláveis. 

Nesses casos, a ação recomendada é a pessoa magiada ir até a natureza e, dentro de um ponto de forças, invocar alguma força espiritual ou algum poder divino e confiar-lhe a neutralização e a anulação dessas magias complicadíssimas e muito perigosas. 

Na natureza, a força ou o poder invocado criam um campo neutralizador ao redor da magia negativa, isolando-a e envolvendo-a de tal forma que, caso aconteçam reatividades, são contidas e neutralizadas dentro do próprio campo que as envolvem. 

Não são poucos os médiuns ainda inexperientes ou os guias espirituais iniciantes que, no afã de ajudarem as pessoas magiadas, acabam desencadeando essas reatividades e complicando-se de tal forma que são obrigados a irem até a natureza e fazerem uma oferenda descarregadora para se livrarem dos efeitos negativos acarretados. 

Muitos guias espirituais e médiuns já tarimbados recomendam à pessoa magiada que ela vá direto ao ponto de forças e poderes da natureza e ali, dentro dele, faça a oferenda e invoque uma força espiritual ou um poder divino para que se tome conta da magia negativa, neutralizem-na e a desmanchem. 

Isso é correto, pois a explosão de uma reatividade muito intensa dentro de um centro pode afetar seus campos protetores de dentro para fora, fato este que abre buracos nele, pelos quais começam a entrar hordas de espíritos perturbadores. 

Há centros de Umbanda cujos campos protetores estão totalmente esburacados e seu interior é “pesadíssimo”. 

4) OFERENDA DE DESCARREGO 

Esta oferenda deve ser feita nos pontos de força e de poderes da natureza para que ali aconteçam os mais variados tipos de descarregos, que vão desde espíritos desequilibrados até quebrantos e mau olhado. 

O descarrego não se refere só aos que projetam contra nos mental ou magisticamente, mas pode ser usado para nos livrar do que atraímos com pensamentos de baixa qualidade. 

Quando estamos vibrando em nosso íntimo sentimentos negativos e nossos pensamentos tornam-se confusos, nosso magnetismo mental se negativa e baixamos nossas vibrações, imediatamente começamos a nos ligar por finíssimos cordões com espíritos desequilibrados, também vítimas dos seus sentimentos negativos. 

Essas ligações acontecem devido à lei das afinidades, que nos ensina que semelhantes se atraem. 

Uma pessoa que estiver vibrando negativamente se ligará automaticamente a outras e a espíritos com o mesmo padrão vibratório. 

E isto só a enfraquece ainda mais porque passa a fazer parte de uma imensa rede de mentais interligados pela baixa qualidade dos seus sentimentos. 

É impossível transportar para dentro de um centro de Umbanda milhares de espíritos desequilibrados. 

Então os guias recomendam que as pessoas nessas condições negativas sejam levadas por um médium bem preparado e que, após fazer uma oferenda às forças e aos poderes do ponto de forças da natureza, faça ali, no campo de uma divindade, um descarrego completo, livrando-a de encostos e obsessores espirituais. 

O que é possível ser feito dentro dos centros de Umbanda os guias espirituais fazem, mas há situações tão complexas que somente descarregando tudo na natureza a pessoa ficará livre de todas as suas “ligações” com o baixo astral, e sem tumultuar o bom andamento dos trabalhos realizados dentro dos centros de Umbanda. 

Texto do Livro “Rituais de Umbanda”. Rubens Saraceni / Ed. Madras


           Umbanda praticada e Umbanda ensinada 



Por Jorge Scritori 

Dar um tratamento digno, de uma grande religião, à Umbanda, às vezes é muito difícil. 

Como religião, ela engloba a diversidade no sentido mais amplo da palavra, e essa mesma diversidade gera uma gama de conflitos e desentendimentos. 

A liberdade para o Umbandista é imensa, quando não rixada por algum indivíduo, se faz o que quer e como quer. 

Olhando o perfil de outras potências religiosas como o Cristianismo e o Islamismo, também há ramificações, diferenças e padrões de expressões religiosas, no entanto, um consenso comum: 

O conhecimento. 

Toda grande religião tem a sua escola preparatória, responsável pela multiplicação do saber e a expansão da tradição. 

Na Umbanda, o processo é bilateral, ou seja, de um lado temos o modelo de Umbanda praticada, isto é, aquela aplicada dentro do trabalho, em que você aprende com o Preto-Velho, com o Caboclo, juntamente com a orientação da esquerda. 

Tudo acontecendo no universo da gira, ao mesmo tempo. 

É como correr atrás da bola até aprender a jogar. 

Cresci assim, fui feito assim, amo muito tudo isso! (olha a propaganda, rs). 

De outro lado temos o processo de inovação, como por exemplo o surgimento das escolas-templo. 

Locais consagrados e preparados para o mesmo trabalho: o aprendizado de ponta de congá, com as incorporações, e também a estrutura de cursos, que permite um aprendizado livre de vínculos, com oportunidade de crescimento e aperfeiçoamento espiritual. 

(Amo mais ainda!) 

Muitos batem em cima desse modelo em função do valor cobrado pelas atividades que são de ensino, e não práticas convencionais de trabalho espiritual. 

Todo conhecimento se autoprotege! 

E conhecimento tem valor! 

Desconheço o processo de habilitação gratuito, seja no ensino médio ou superior. 

Já que até a rede Estadual tem seu custo de manutenção, que é pago com os NOSSOS impostos. 

As duas correntes são verdadeiras, as duas formas atendem a um propósito superior! 

Quando encontro alguém que foi vítima de alguma mãe do poste (aquela que traz amarrado, atado e enforcado em 24hrs, por uma merreca de 500,00 reais), penso o quanto uma boa orientação, seja na Umbanda praticada, ou no conhecimento adquirido na Umbanda ensinada, teria desviado a pessoa desse tipo de coisa (não tenho coragem de chamar de trabalho). 

Não importa se no seu trabalho são usadas guias ou não! 

Não importa se no seu trabalho vai chapéu ou capa! 

Não importa se na sua casa tem aulas de preparação mediúnica! 

O que importa, realmente, é saber e perceber se estamos cumprindo o nosso papel: 

Fazendo o bem e ensinado o povo a rezar, a trapacear a dor, levantar a cabeça e recomeçar! 

Umbanda ensinada e Umbanda praticada são os dois lados de uma mesma moeda. 

Reflita! contatos: jscritori@uol.com.br

Quem Na Realidade Foi Frei Gabriel Malagrida ??? E na Umbanda ????



                                     Frei Gabriel Malagrida  


O Jesuíta No ano de 1689, às margens do rio Como, na Vila de Monagio, nascia um menino que recebeu o nome de Gabriel Malagrida (que significa ''As Vozes Harmoniosas de Deus"). 

Desde cedo Gabriel demonstrou tendências místicas. 

Entrou para o seminário de Milão onde foi ordenado e professou na Companhia de Jesus em 1711. 

Gabriel desejava cumprir sua missão no Brasil, porém Tamborini, o Geral da Companhia de Jesus, havia lhe reservado a cadeira de Humanidades no Colégio de Bastis, na Córsega. 

Mais tarde conseguiu se transferir para Lisboa, em 1721, onde depois de algum tempo conseguia embarcar para o Maranhão. 

Gabriel e o Brasil Nessas terras, Gabriel pregou internando-se no sertão, enfrentando sérios perigos e vencendo com a fibra de quem se julgava destinado a cumprir uma missão superior no Planeta, uma missão de conquistar almas para o Céu. 

Apresentava evidentes sintomas mediúnicos ouvindo vozes misteriosas e chegou mesmo a pensar que operava milagres. 

Em 1727 começou a árdua tarefa de catequizar os índios no Maranhão, conseguindo nessa mesma ocasião amansar a feroz tribo dos Barbassos. 

Fundou no Maranhão uma missão que teve grande desenvolvimento, sustentando uma peregrinação apostólica. 

Foi em seguida, em 1730, para a Bahia e Rio de Janeiro onde continuou a pregar, alcançando grande ascendência sobre os índios. 

Apareceu então convertido no apóstolo do Brasil. 

Dizia que conversava com Deus e que lhe aparecia a Virgem Maria, e para completar seus feitos, descrevia os "milagres" que operava. 

Em 1749 partiu para Lisboa, onde foi recebido com fama de santo por muitos fiéis. 

Nessa época Dom João V se encontrava muito doente, e Gabriel, a seu pedido, o assistiu nos seus últimos momentos. 

Em 1751 retornou ao Brasil onde ficou ate 1754, ano em que foi chamado a Lisboa pela Rainha Dona Mariana da Áustria. 

Encontrou no poder Sebastião José, o terrível Marquês de Pombal, que não permitiu sua presença por muito tempo junto à Rainha. 

Por esse motivo, Gabriel se isolou durante algum tempo em Setúbal. 

Gabriel e a Inquisição:

No dia 1° de novembro de 1755, Lisboa foi destruída por um terremoto. 

Correu o boato que a catástrofe era castigo do céu. 

Pombal mandou publicar um folheto escrito por um padre, explicando o fenômeno e as causas naturais que o determinaram. 

Gabriel apareceu em público com um opúsculo, onde procurava corrigir o teor da publicação. 

Nesse opúsculo, Gabriel afirmava que o terremoto era verdadeiramente um castigo do céu. 

Pombal enfurecido mandou queimar o opúsculo e desterrou Gabriel para Setúbal. 

Em setembro de 1758, ocorreu um atentado contra a vida de Dom José. 

Algumas semanas antes, Gabriel havia escrito uma carta ameaçadora ao Marquês de Pombal. 

Gabriel foi preso, em 11 de dezembro, como responsável pelo atentado e encarcerado nas prisões do Estado. 

Pombal vasculhou seus livros e nessa oportunidade lhe atribuiu passagens que pareciam pouco ortodoxas, e foi entregue à Inquisição. 

Gabriel foi condenado à pena de garrote e fogueira, sendo executado na Praça do Rossio em 21 de setembro de 1761. 

Uma comprovação destes fatos pode ser encontrada na Biblioteca de Amsterdam, onde existe uma cópia do seu famoso processo, traduzida da edição de Lisboa. 

Nesse processo pode-se ler que Malagrida foi acusado de feitiçaria e de manter pacto com o Diabo que lhe havia revelado o futuro!... 

Gabriel Malagrida reencarnou no Brasil (talvez para se refazer da árdua encarnação como jesuíta) se preparando para a importante missão que lhe estava reservada dentro do Movimento Umbandista no século XX, como Caboclo das Sete Encruzilhadas. 

Texto extraído do site http://www.geocities.com/Athens/Acropolis/9175/historia.htm
      Começaremos mais  cedo... Dia 14/12/2015 (amanhã)
           1ºCICLO CULTURAL DO NÚCLEO MATA VERDE
         APRESENTADO PELA TV SARAVÁ UMBANDA

                                                   WWW.TVSU.COM.BR
                                                                                                PROGRAMAÇÃO

DEZEMBRO/2015

14/12/2015 - Curso Musicalidade na Umbanda - parte 01/05 - Sandro Matos
15/12/2015 - Curso Musicalidade na Umbanda - parte 02/05 - Sandro Matos
16/12/2015 - Curso Musicalidade na Umbanda - parte 03/05 - Sandro Matos
17/12/2015 - Curso Musicalidade na Umbanda - parte 04/05 - Sandro Matos
18/12/2015 - Curso Musicalidade na Umbanda - parte 05/05 - Sandro Matos
19/12/2015 - Consagração Sacerdotal na Umbanda - Manoel Lopes
20/12/2015 - O Observador - O Poder do Eu - parte 1/3 - Ricardo Jaalouk
21/12/2015 - O Observador - O Poder do Eu - parte 2/2 - Ricardo Jaalouk
22/12/2015 - O Observador - O Poder do Eu - parte 3/3 - Ricardo Jaalouk
23/12/2015 - Campos Morfogenéticos e a evolução dos seres vivos - Alexandre Quartzo
24/12/2015 - Palestra de Bhakti Yoga com o Guru Sri Srimad BK Vana Goswami Maharaj
25/12/2015 - Palestra com a Missionária evangélica Milca Solis no Núcleo Mata Verde
26/12/2015 - A Medicina Chinesa e os desequilíbrios atuais - Alan Senigalia
27/12/2015 - Asfunções do chakra, a Aura e a energia do corpo humano - Alan Senigalia
28/12/2015 - A MAgia dos Pretos Velhos - Edmundo Pelizzari
29/12/2015 - Terapia de Vidas Passadas - Dr. Flavio Braun
30/12/2015 - Altares Religiosos - Cid Tavares
31/12/2015 - Aula de Mediunidade do Núcleo Mata Verde - Manoel Lopes

JANEIRO/2016

01/01/2016 - Os sete reinos e a natureza humana - ManoelLopes
02/01/2016 - Palestra A História da Umbanda - Alexandre Cumino
03/01/2016 - Vida e Propósito - Wladimir Baptista - parte 1/2
04/01/2016 - Vida e Propósito - Wladimir Baptista - parte 2/2
05/01/2016 - Palestra Influências Espirituais - Wladimir Baptista
06/01/2016 - Quebrando Crenças Limitantes - Elis Borsoi
07/01/2016 - A Vida de Jesus - Palestra musical no Núcleo Mata Verde - Paula Zamp
08/01/2016 - Palestra Agricultura Natural - Ministro Valério da Igreja Messiânica
09/01/2016 - Palestra O Segredo das Criações Mentais - Antonio Sergio Pacífico Bordin
10/01/2016 - Leila Hofmeister - Canalizações
11/01/2016 - Orientações aos Cambones Parte 1 - maitiá Azurza
12/01/2016 - Orientações aos Cambones Parte 2 - maitiá Azurza
13/01/2016 - A Umbanda - Entrevista com Rodolpho Gazabin - Manoel Lopes

1º Ciclo Cultural Mata Verde

Ato de Espelhar é diferente de imitar- Segundo Mãe Cristina Tormente.

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