terça-feira, 1 de setembro de 2015

A revista Isto é, publicou esta  excelente entrevista de                                 Camilo Vannuchi. 

O entrevistado é Roberto  Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de  empresas pela USP, consultor  organizacional e conferencista de  renome nacional e internacional. 

Uma das perguntas, veja a seguir e medite.

ISTO É :  Muitas pessoas têm buscado sonhos  que não são seus?

Shinyashiki :

A sociedade quer definir o  que é certo. 
São quatro loucuras da sociedade:

A primeira é : instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados  individuais.

A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os  dias.

A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.

Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo.

Jeito certo não existe. Não há um  caminho único para se fazer as coisas.
As metas são interessantes  para o sucesso, mas não para a felicidade.

Felicidade não é uma meta, mas  um estado de espírito. 

Tem gente que  diz  que não será feliz enquanto não  casar, enquanto outros se dizem infelizes  justamente por causa do  casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família  ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.

Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de  pacientes terminais. 

Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre  procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico  pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe  morrer. 

Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser  feliz".

Eu sentia uma dor enorme  por não poder fazer nada. 

Ali eu aprendi que a  felicidade é feita de coisas
pequenas.

Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o  dinheiro  em imóveis ou ações, ou por não ter comprado isto ou aquilo, mas sim de ter  esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a  vida.

Deus nos criou para vivermos a vida em toda a sua plenitude, para sermos felizes, sermos livres...não se deixe escravizar...não seja escravo da ganância... do egoísmo... da amargura... do ressentimento...da falta de tempo...

Tenha tempo para Deus, para sua família, para você mesmo!
Seja livre para amar...para perdoar...para sonhar...para  viver !

"Não espere a hora da sua morte para lembrar-se de que é preciso aproveitar a vida e ser feliz!"

Nada na vida é por acaso

Aprendi a ser feliz

Mensagem: Nada é Impossível Para Deus

Oração para angustia, tristeza, ansiedade e aflição

Deus esta com Você - MENSAGEM DE REFLEXÃO

Uma mensagem de Deus para você (:

O Espirito dos animais e suas reencarnações | The Spirit of animals and ...

A mais bela história já contada em 3 Minutos...Um Exemplo!

MENSAGEM TUDO PASSA



As filhas (e filhos) de Iemanjá possuem como características básicas a força e a determinação, assim como o sentido da amizade e do companheirismo. São pessoas ligadas ao arquétipo da mãe, à família e aos filhos. São doces, carinhosas, tradicionais, pouco rígidas, sentimentalmente envolventes e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros.
Em geral, não gostam de mudanças e apreciam o cotidiano. São muito protetoras. Possuem o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas, mas formais. Põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias.
São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e por isso costumam casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades de longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos.
Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá à tendência de querer consertar a vida dos que o cercam – o destino de todos estaria sob sua responsabilidade -, a serem controladores, voluntariosos, capazes de fazer chantagens emocionais e, algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Um filho de Iemanjá pode tornar-se controlador e rancoroso, remoendo questões antigas por anos e anos, sem esquecê-las jamais.
Os filhos de Iemanjá demoram muito para confiar em alguém, bons conhecedores que são da natureza humana. Porém, quando finalmente passam a aceitar uma pessoa no seu verdadeiro e íntimo círculo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a, seja nos erros como nos acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas.
Fontes: Rubens Saraceni e Instituto Sete Porteiras
                                      
                                       Ogum

Ogum é a Divindade que está assentada na Linha da Lei. Representa a Ordenação Divina, o Governo da Lei Maior em toda a Criação.
Suas Irradiações contínuas amparam e sustentam aqueles que vivem dentro da Lei e da Ordem Divinas e também socorrem aos que necessitam desse amparo.  Ogum é a Lei, cujo símbolo é a espada, que por sua vez representa o caminho reto, a retidão de caráter, a honra, a honestidade. Perante a Lei não existe “mais ou menos”, ou seja, não se pode ser “mais ou menos honesto”: ou se está no caminho reto, respeitando a Lei Divina, a si mesmo e ao próximo, ou não se está.
Ogum é o Senhor que realiza a abertura de caminhos, a ordenação, o afastamento da desordem e do caos, o corte das atuações negativas, mas tudo a partir do equilíbrio íntimo dos seres perante a Lei Divina. A primeira “batalha” que Pai Ogum nos ensina a realizar é vencer os vícios e a desordem interna para que, uma vez equilibrados, possamos atrair situações e relacionamentos ordenados, livres da desordem que nasce do desrespeito à Lei Maior e à Justiça Divina.
Lei e Justiça são interligadas, não se pode obter o amparo da Justiça Divina sem viver em obediência às Leis da Criação. O dragão subjugado por São Jorge e por São Miguel Arcanjo, que sincretizam com Ogum, representa exatamente o trabalho pela vitória sobre as nossas trevas interiores. O dragão é o símbolo da maldade, dos vícios, das negatividades, do ego exacerbado, da vaidade extrema e da ganância. Vencendo o dragão, sob o amparo de Ogum, nos habilitamos a atrair situações favoráveis, sob o amparo da Lei. Porque a Lei atua sem cessar, irradiando-se para toda a Criação.

Irradiação: Lei
Campo de atuação: Lei e Ordenação
Elementos: Ar e Fogo
Cores: Vermelho, Azul escuro e Prateado
Data comemorativa: 23 de abril
Dia da semana: Terça-feira

Sincretismo: São Jorge (também com Santo Antonio de Pádua)

Fonte: Colaboradores
                Lições de 7 Médiuns que fracassaram
17 março, 2015

O texto abaixo é uma versão editada de fragmentos retirados do excelente livro “Os Mensageiros”, de Chico Xavier, por André Luiz, Editora FEB. Trata-se de relatos nos quais médiuns desencarnados que falharam em suas missões e, de volta ao Nosso Lar, apresentam reflexões oportunas a todos nós. Livremente editado por mim, Alexandre Cumino.

PRIMEIRO CASO
“Aos vinte anos de idade fui chamado à tarefa mediúnica… A vidência, a audição e a psicografia que o Senhor me concedera, por misericórdia… Entretanto, apesar das lições maravilhosas de amor evangélico, inclinei-me a transformar minhas faculdades em fonte de renda material… Não era meu serviço igual a outros? Não recebiam os sacerdotes católicos-romanos a remuneração de trabalhos espirituais e religiosos? Se todos pagávamos por serviços ao corpo, que razões haveria para fugir ao pagamento por serviços à alma?
Debalde, movimentaram-se os amigos espirituais aconselhando-me o melhor caminho. Em vão, companheiros encarnados chamavam-me a esclarecimento oportuno. Arbitrei o preço das consultas, com bonificações especiais aos pobres e desvalidos da sorte, e meu consultório encheu-se de gente.
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SEGUNDO CASO
Grande número de famílias abastadas tomou-me por consultor habitual para todos os problemas da vida. As lições de espiritualidade superior, a confraternização amiga, o serviço redentor do Evangelho e as preleções dos emissários divinos ficaram à distância. Não mais a escola da virtude, do amor fraternal, da edificação superior, e sim a concorrência comercial, as ligações humanas legais ou criminosas, os caprichos apaixonados, os casos de polícia e todo um cortejo de misérias da Humanidade, em suas experiências menos dignas… E transformei a mediunidade em fonte de palpites materiais e baixos avisos.
– Mas a morte chegou… a ronda escura dos consulentes criminosos, que me haviam precedido no túmulo, rodeou-me a reclamar palpites e orientações de natureza inferior. Queriam notícias de cúmplices encarnados, de resultados comerciais, de soluções atinentes a ligações clandestinas. Gritei, chorei, implorei, mas estava algemado a eles por sinistros elos mentais…

TERCEIRO CASO
Fiz quanto pude – exclamava uma velhinha simpática para duas companheiras que a escutavam atentamente – … mas… e o marido? Amâncio nunca se conformou.   Se os enfermos me procuravam no receituário comum, agravava-se-lhe a neurastenia; se os companheiros de doutrina me convidavam aos estudos evangélicos, revoltava-se, ciumento. Que pensam vocês? Chegava a mobilizar minhas filhas contra mim. Como seria possível, em tais circunstâncias, atender a obrigações mediúnicas?
Todavia – ponderou uma das senhoras que parecia mais segura de si –, sempre temos recursos e pretextos para fugir às culpas. Encaremos nossos problemas com realismo. Há de convir que, com o socorro da boa vontade, sempre lhe ficariam alguns minutos na semana e algumas pequenas oportunidades para fazer o bem.  Para trabalharmos com eficiência – tornou a companheira, sensata –, é preciso saber calar, antes de tudo.  Teríamos atendido perfeitamente aos nossos deveres, se tivéssemos usado todas as receitas de obediência e otimismo que fornecemos aos outros.
Não executei minha tarefa mediúnica em virtude da irritação que me dominou, dada a indiferença dos meus familiares pelos serviços espirituais. Nossos instrutores, aqui, muito me recomendaram, antes, que para bem ensinar é necessário exemplificar melhor. Entretanto, por minha desventura, tudo esqueci no trabalho temporário da Terra.
Não suportava qualquer parecer contrário ao meu ponto de vista, em matéria de crença, incapaz de perceber a vaidade e a tolice dos meus gestos. Preparei-me o bastante para resgatar antigos débitos e efetuar edificações novas; contudo, não vigiei como se impunha. O chamamento ao serviço ressoou no tempo próprio, orientando-me o raciocínio a melhores esclarecimentos; nossos instrutores me proporcionavam os mais santos incentivos, mas desconfiei dos homens, dos desencarnados e até de mim mesma. Nos estudiosos do plano físico, enxergava pessoas de má fé; nos irmãos invisíveis, presumia encontrar apenas galhofeiros fantasiados de orientadores e, em mim mesma, receava as tendências nocivas. Muitos amigos tinham-me em conta de virtuosa, pelo rigor das minhas exigências; todavia, no fundo, eu não passava de enferma voluntária, carregada de aflições inúteis…  […] o receio das mistificações prejudicou minha bela oportunidade.
– É, minha amiga – tornou a interlocutora –, é tarde para lamentar. Tanto tememos as mistificações, que acabamos por mistificar os serviços do Cristo.

QUARTO CASO
- Faltou-me o amparo da esposa. Enquanto a tive a meu lado, verificava-se profundo equilíbrio em minhas forças psíquicas. A companhia dela, sem que eu pudesse explicar, compensava-me todo gasto de energia mediúnica. Minha noção de balanço estava nas mãos de minha querida Adélia. Esqueci-me, porém, de que o bom servo deve estar preparado para o serviço do Senhor, em qualquer circunstância… 
Quando me senti sem a dedicada companheira, arrebatada pela morte, amedrontei-me, por sentir-me em desequilíbrio e, erradamente, procurei substituí-la, e fui acidentado.   Extremamente ligada a entidades malfazejas, minha segunda mulher, com os seus desvarios, arrastou-me a perversões sexuais de que nunca me supusera capaz. Voltei, insensivelmente, ao convívio de criaturas perversas e, tendo começado bem, acabei mal.

QUINTO CASO
No quadro dos meus trabalhos mediúnicos, estava a recordação de existências pregressas mas existe uma ciência de recordar, que não respeitei como devia.  Sentia, intuitivamente, a vívida lembrança de minhas promessas em “Nosso Lar”. Tinha o coração repleto de propósitos sagrados. Trabalharia. Espalharia muito longe a vibração das verdades eternas. Contudo, aos primeiros contatos com o serviço, a excitação psíquica fez rodar o mecanismo de minhas recordações adormecidas, como o disco sob a agulha da vitrola, e lembrei toda a minha penúltima existência, quando envergara a batina, sob o nome de Monsenhor Alexandre Pizarro, nos últimos períodos da Inquisição Espanhola.

SEXTO CASO
Foi, então, que abusei da lente sagrada a que me referi. A volúpia das grandes sensações, que pode ser tão prejudicial como o uso do álcool que embriaga os sentidos, fez olvidar os deveres mais santos… não estava satisfeito senão com rever meus companheiros visíveis e invisíveis, no setor das velhas lutas religiosas.  Impunha a mim mesmo a obrigação de localizar cada um deles no tempo, fazendo questão de reconstituir-lhes as fichas biográficas, sem cuidar do verdadeiro aproveitamento no campo do trabalho construtivo.
“A audição psíquica tornou-se-me muito clara; entretanto, não queria ouvir os benfeitores espirituais sobre tarefas proveitosas e sim interpelá-los, ousadamente, no capítulo da minha satisfação egoística.   “Não faltaram generosas advertências”.  Mas, qual! Eu não queria saber senão das minhas descobertas pessoais.

SÉTIMO CASO
“Tínhamos quatro reuniões semanais, às quais comparecia com assiduidade absoluta. Confesso que experimentava certa volúpia na doutrinação aos desencarnados de condição inferior. Para todos eles, tinha longas exortações decoradas, na ponta da língua. Aos sofredores, fazia ver que padeciam por culpa própria. Aos embusteiros, recomendava, enfaticamente, a abstenção da mentira criminosa. Os casos de obsessão mereciam-me ardor apaixonado. Estimava enfrentar obsessores cruéis para reduzi-los a zero, no campo da argumentação pesada.Somente aqui, de volta, pude verificar a extensão da minha cegueira.
“Por vezes, após longa doutrinação sobre a paciência, impondo pesadíssimas obrigações aos desencarnados, abria as janelas do grupo de nossas atividades doutrinárias para descompor as crianças que brincavam inocentemente na rua.  Isso, quanto a coisas mínimas, porque, no meu estabelecimento comercial, minhas atitudes eram inflexíveis. Raro o mês que não mandasse promissórias a protesto público. Lembro-me de alguns varejistas menos felizes, que me rogavam prazo, desculpas, proteção. Nada me demovia, porém. Os advogados conheciam minhas deliberações implacáveis.  Não conseguia perceber que a existência terrestre, por si só, é uma sessão permanente.
Passei para cá, qual demente necessitado de hospício. Tarde reconhecia que abusara das sublimes faculdades do verbo. Como ensinar sem exemplo, dirigir sem amor?  Entidades perigosas e revoltadas aguardaram-me à saída do plano físico… 
[…] alguns bons amigos me trouxeram até aqui. E imagine o irmão que meu Espírito infeliz ainda estava revoltado.
– Desde então, minha atitude mudou muitíssimo, entendeu?
“.. a multiplicidade de fenômenos e as singularidades mediúnicas reservam surpresas de vulto a qualquer doutrinador que possua mais raciocínios na cabeça que sentimentos no coração.

28 agosto, 2015

Um dia, no Terreiro, um médium atendia uma jovem que trazia consigo vários ramalhetes de rosas de diversas cores, muitas velas e uma pequena pira de latão. A mesma senta à frente do médium e lhe entrega os materiais. A entidade-médium pede para o cambone desenhar no chão uma grande estrela de seis pontas, um círculo ao meio e um hexagrama fechando as pontas da estrela. Toda a figura foi preenchida com as pétalas das rosas que a consulente havia trazido. Brancas no círculo, vermelhas na estrela e amarelas para completar os espaços do hexagrama. Foram colocadas velas em cada ponta da estrela, acesas. A pira ficou ao pé do médium-entidade, que colocou um pouco de álcool e ateou fogo. A consulente foi levada para o centro da estrela e lá ficou sentada em um banco. Enquanto a entidade-médium proferia diversas palavras e fazia gestos com as mãos.
Enquanto isso uma senhora, mais humilde, com a aparência desgastada, com uma expressão triste, como se tivera um sorriso invertido no rosto, olhava tudo aquilo e se agarrava a um único botão de rosa branca que carregava junto a si. Seus olhos marejavam, enquanto ela via toda a manipulação do outro Guia. A senhora se levanta, cabisbaixa e se põe a sair. Outra entidade, no arquétipo de um Baiano, fala mais alto no meio da Gira:
- Mas cabrita, por que tu tá indo embora? Ainda nem falei com tu!
A senhora se vira e com o indicador em direção ao seu coração diz timidamente: – Eu?
- Tu mesmo! Se achegue cá, que quero lhe dar um abraço! – Responde o Baiano, cheio de jeito.
A senhora começa a entrar e abraça o Baiano, cumprimentando ele no estilo dessa linha. O mesmo olha pra ela e, com um sorriso no rosto, diz uma frase que a fez virar o sorriso triste em uma bela gargalhada. A senhora estende a mão com a rosa e diz:
- Eu trouxe essa flor para o senhor, mas vi que em outro ponto havia um monte de flor e fiquei com vergonha por poder comprar apenas esse simples botão. Por isso que estava indo embora.
- Mas que é isso mulher, não se faz isso não! Desde quando eu te pedi alguma coisa? Tu veio cá pra pedir ajuda não é mesmo? Eu na condição de Guia de Umbanda é que devo te dar alguma coisa e não tu que tem que dar pra mim nada. Oxi! Não ferva a moleira assim não! Se passe pra cá e vamos prosear! – responde o enérgico Baiano.
Então, depois de uma conversa, o Baiano abraça a consulente, agora gargalhando e feliz, que sai agradecendo em muito. O Baiano olha pra seu cambone, pega a rosa branca e fala:
- Cabra, ponha essa rosa do lado de Pai Oxalá. É pra ele esse presente! E tenha uma coisa bem clara no côco! Não é a quantidade de coisa que “ocê” usa que traz firmeza, mas sim a fé com que tu faz! Essa rosa tem muito mais Axé do que aquela montoeira de coisa, que foi feita por fazer, sem propósito e sem motivo! Aprenda “bixinho”!
E o cambone foi colocar a rosa aos pés da imagem de Oxalá, enquanto o Baiano contente dançava sua dança e se despedia de todos, com uma sonora gargalhada!

Texto: Douglas Rainho – www.perdidoempensamentos.com
Foto: Tycho B. Fernandes/Reprodução
                 Linha e Arquétipo dos Boiadeiros
28 agosto, 2015
CATEGORIA MAGIAUMBANDA

Em nossa última passagem pela Terra fomos filhos da terra, aqueles que dela viveram, dela extraímos a raiz de cada dia, o alimento da família e a esperança.  Montado no lombo de um cavalo ou boi pastávamos não os animais, mas ao som do berrante era possível berrar ao Pai Criador que olhasse por nós.
Eu fui peão, cuidei de muitas fazendas e deixei muitos fazendeiros ricos. Estranhamente não respingava no meu bolso a pataca que no deles enchia. Tampouco me queixava disso; afinal, não saberia viver com luxo. Gostava mesmo da rede amarrada no batente da simples varanda, ali eu podia descansar meus ossos.
Pra que se tenha mais entendimento, nós somos os verdadeiros sertanejos, aqueles que vivem na ferida do Brasil; é uma chaga que não se fecha e com o andar da carruagem periga que esta chaga tome o corpo todo desta terra varonil.  Não vou ficar a falar de minha pessoa e nem desta realidade brasileira: vou logo palestrar sobre nós como amigos trabalhadores do mundo invisível.
Parece que a linha dos Boiadeiros é nova, mas não, é não. Já manifestávamos em Terreiros, Tendas e Barracões de muitas variantes do culto afro. No Catimbó é mais notável nossa presença.  Quando começou o movimento Umbanda no Astral é que nos organizamos e aguardamos a oportunidade de aparição nos Terreiros deste culto. Assim foi ocorrendo de forma regional até que nos alastramos por todos os Terreiros de Umbanda. Mas engana-se aquele que hoje pensa que esta linha de trabalho é composta por homens e mulheres da terra. Nem todos; aqui tem uma mistura grande.  Também tem o machista que prega não existir mulher na linha Boiadeiros. Então o que faríamos com as amazonas? Ou tantas “Marias Bonitas” que guerrilharam por uma vida melhor?
Outro tanto de companheiros nesta linha são ex-Exus, ou seja, espíritos que atuaram no Grau Exu, lá nas esferas mais baixas, e que após receber a graça de se graduar na Luz, tem que passar por uma linha transitória. Eis a chave do nosso “mistério”: Boiadeiro, enquanto Grau, é um Grau de transição para espíritos que aguardam seu alocamento mais definitivo.  Neste período vamos trabalhando na Lei, colocando ordem na fronteira do meio fio entre luz e trevas. Já esta tênue linha existe dentro de cada um de nós; logo, a oportunidade de trabalhar a ordem na fronteira, nos nossos semelhantes encarnados e desencarnados é a forma que o Criador achou para que nós pudéssemos fortalecer a ordem dentro de nós mesmos.
Com nosso laço, visto pelos clarividentes, este serve para buscar os zombeteiros e perturbadores. Nossa corda é infinitamente “elástica” e de onde estivermos, se localizarmos um ponto negativo e um perturbador, dali lançamos o laço e no laço quebramos o mal.  Somos comumente chamados nos Terreiros para limpeza pesada, pois somos mesmo aqueles que retiram a carga pesada; quando batemos nosso pé e gritamos nosso boi, não sobra mal algum em nosso redor. Por fim, nosso arquétipo é o sertanejo, o brasileiro do sertão, quer seja o guerrilheiro lampião ou o tocador de gado. No entanto nem todos foram assim. Vou tocando meu gado por aqui e desejo que o Criador lhe ilumine!
Jetruá Boiadeiros!
Nota do Médium: Quem não sentiu o chão tremer e o corpo bambear ao presenciar a manifestação de um Boiadeiro no Terreiro, girando o braço como que a laçar um boi e gritando: – Êi boi! ? A oportunidade de convivência com a diversidade cultural brasileira que a Umbanda fornece é algo incrível que só vivenciando para poder compreender. Podemos viajar o Brasil todo em apenas uma Gira.  Obrigado aos valentes Boiadeiros do Além que nos amparam e nos guiam, como disse certa vez o Sr. José Anízio:
“Estamos a serviço do Criador para tocar seu gado divino, cada filho seu, seu rebanho, e cabe a nós laçar aqueles que se perderam ou afundaram em algum brejo da evolução e, uma vez laçado, vamos recolocar na trilha reta do caminhar. Mais um adeus e lá vamos nós a laçar o boi de meu Deus!”
Ditado por Sr. José Anízio

ACADEMIA: Texto= Renovação da Umbanda Urbana contemporânea: Por Luan Rocha de Campos

Dear Antonio, You read the paper " Algumas observações em torno da renovação na Umbanda urbana contemporânea "...