quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

CABOCLOS BUGRES NO NÚCLEO MATA VERDE

CABOCLOS BUGRES NO NÚCLEO MATA VERDE

Caboclos Bugres no Núcleo Mata Verde
Dia 23 de janeiro iniciamos os trabalhos espirituais de atendimento ao público no Núcleo Mata Verde.
Foi um trabalho muito importante para todos os trabalhadores do Terreiro, pois além de ser o primeiro trabalho do ano, realizamos uma homenagem ao orixá Oxossi.
O Núcleo Mata Verde é uma casa de umbanda comandada pelo Caboclo Mata Verde e que está sob a vibração do Orixá Oxossi.
O Núcleo Mata Verde é, portanto uma casa de Oxossi o caçador das almas.
Após o recesso de final de ano procuramos iniciar nossos trabalhos, sempre numa data próxima ao dia de São Sebastião (20/01), o santo católico sincretizado com o orixá Oxossi na umbanda.
No último dia 23/01 a casa ficou lotada, muitos filhos vieram buscar a força de Pai Oxossi e de seus Caboclos.
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Neste dia o atendimento é feito de forma diferente.
Na primeira parte dos trabalhos recebemos a corrente de trabalho do Núcleo Mata Verde, corrente comanda pelo Caboclo Mata Verde.
Todos os presentes são atendidos, o atendimento é individual e cada pessoa ao passar pelo Caboclo recebe orientações espirituais e o descarrego (passe).

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Mas o que chama a atenção são as oferendas que fazemos dentro do Templo.
Neste dia cada filho faz a sua oferenda utilizando frutas, flores e velas.
Na linguagem interna do Núcleo Mata Verde fazemos a imantação da energia, axé dos elementos do  quinto reino – força Caá Pyatã.
A intenção é imantar a força dos orixás dentro do Templo, este é o principal motivo de fazermos as oferendas sempre dentro do Templo.
Caso tenha interesse em conhecer quais os princípios destas imantações recomendamos que faça o curso “Oferenda na Umbanda conforme os princípios dos sete reinos sagrados” que está disponível na plataforma de ensino a distância do Núcleo Mata Verdewww.ead.mataverde.org
O Terreiro fica todo iluminado pela luz das velas, o perfume das flores e das frutas envolve todo Terreiro, a energia cresce no trabalho e todos se envolvem naqueles instantes que recebemos os enviados da espiritualidade.
Veja algumas imagens das oferendas deste ano;

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foto5
Se quiser ver todas as fotos clique no link abaixo, são setenta fotos da homenagem.
Mas o ponto alto do trabalho é na segunda parte da reunião.
Nesta parte dos trabalhos recebemos no Terreiro uma linha especial de Caboclos.
São os Caboclos Bugres.
Somente neste dia é que dão passagem em seus médiuns.
São Caboclos muito fortes, enérgicos, rudes e possuem dentro do terreiro a função de trabalharem contra as demandas e na limpeza espiritual da casa. Não são Caboclos para darem consultas, não falam o português, sua linguagem é muito confusa e normalmente os cambones demoram vários trabalhos para aprenderem a se comunicar com eles.
São guerreiros, mas não são caboclos de ogum.
Trago esta linha comigo desde quando iniciei meu desenvolvimento mediúnico e raramente encontrei outras casas que trabalhavam com este tipo de linha.
Hoje “puxamos” esta linha nos novos médiuns que iniciam seu desenvolvimento no Núcleo Mata Verde, mas nem todos conseguem dar passagem a estes Caboclos Bugres.
São os únicos Caboclos autorizados a usarem “Guias” de capiau com enfeites (dentes, penas, olho de boi, olho de cabra), charutos, maracás e coités com mel.
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Quando chegam bradam alto e depois sentam no chão e seguindo a ordem do chefe da falange formam um circulo e dentro são colocadas cestas com frutas.
As frutas são consagradas por eles e depois distribuídas na assistência.

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Trazem muita energia para a casa e para os médiuns.
Embora trabalhe com esta linha há quarenta anos, sempre tive muita dificuldade de encontrar algum material sobre eles, tudo o que sei sobre eles aprendi diretamente com eles e com o Caboclo Mata Verde.
Semana passada estava navegando na internet e encontrei um texto bastante interessante e que tem uma grande similitude com os conhecimentos que possuo sobre esta linha.
Vou transcrever abaixo na íntegra o texto e o link.
Caboclos Bugres
A literatura que fala dos Caboclos Bugres na Umbanda é escassa, creio que quase inexiste. Fui pesquisar a respeito. Originalmente este termo “Bugre” foi uma denominação dada pelos colonizadores portugueses aos índios não “catequizados”, ou seja, aos silvícolas mais aguerridos, muitas vezes fugitivos perseguidos pelos capitães do mato, que se recusavam peremptoriamente a se submeterem a uma “conversão” religiosa imposta. Em verdade foi um “apelido” pejorativo, adaptado para a língua portuguesa da palavra francesa bougre. Afinal, a França estava na “moda” na época, pois era o berço do sistema etnocêntrico europeu que se impunha ao mundo. Originalmente esta palavra significava herege.
O termo capitão do mato passou a incluir aqueles que, moradores da cidade ou dos interiores das províncias, capturavam fugitivos para depois entrega-los aos seus senhores mediante prêmio. Há que se falar um pouco sobre estes capitães do mato, que gozavam de pouquíssimo prestígio social, seja entre os cativos escravos que tinham neles os seus inimigos naturais, seja na sociedade escravocrata, que os considerava inferiores até aos rasos praças de polícia, e os suspeitava de sequestrar escravos apanhados ao acaso, esperando vê-los declarados em fuga para depois devolvê-los contra recompensa. Os mais sangrentos e assassinos capitães do mato foram alguns “alforriados”, que tinham a benesse dos senhores dos engenhos de cana e cafezais por escravos trazidos vivos ou mortos – geralmente eram capturados e assassinados para servirem de exemplo aos demais, desanimando-os de tentativas de fuga.
Então, os índios, ditos popularmente como Caboclos Bugres, eram os mais difíceis de serem capturados e obtiveram a fama de serem mais esquivos e aguerridos do que as próprias onças brasileiras, matando muitos capitães do mato que por sua vez acabaram desistindo de os perseguirem, o que fez o ciclo escravocrata se concentrar nos africanos, mais “dóceis” e fáceis de adaptarem-se às propriedades agrícolas, por não serem nômades extrativistas como os índios.
A minha experiência com os Caboclos Bugres é que estas entidades ou linha de trabalho são espíritos sim, aguerridos, mas não no sentido pejorativo. São os Capangueiros de Jurema, os que fazem a “tocaia” e prendem os inimigos nas demandas astrais. Aproximam-se de OGUM como guerreiros, mas são originalmente enfeixados na vibração de Oxossi. São exímios nas tocaias, esperam pacientemente e quando atacam o fazem com precisão de um esmerado arqueiro, utilizando-se de dardos soníferos que são assoprados em espécie de “rifles” de bambu (falta-me nomenclatura mais adequada), assim “neutralizando” certeiramente os inimigos.
NP.
NOTA: Bugre é uma denominação dada aos indígenas de diversos grupos do Brasil por serem considerados não cristãos pelos europeus. A origem da palavra, no português brasileiro, vem do francês bougre, que, de acordo com o Dicionário Houaiss, possui o primeiro registro no ano de 1172, significando “herético”, que, por sua vez, vem do latim medieval (século VI) bulgárus. Como membros da Igreja Ortodoxa Grega, os búlgaros foram considerados heréticos pelos católicos inquisitoriais. Desta forma, o vocábulo passou a ser aplicado, também, para denotar o indígena, no sentido de “inculto”, “selvático”, “estrangeiro”, “pagão”, e “não cristão” – uma noção de forte valor pejorativo.

Este texto foi encontrado no link:

Saravá!
Abraços,
São Vicente, 05/02/2015
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde

CABOCLOS BUGRES - LEIAM !!!!

CABOCLOS BUGRES

Imagem: http://folcloreambiental.blogspot.com.br/2012/03/nomes-indios-traduzidos-para-o.html
A literatura que fala dos Caboclos Bugres na Umbanda é escassa, creio que quase inexiste. Fui pesquisar a respeito. Originalmente este termo “Bugre” foi uma denominação dada pelos colonizadores portugueses aos índios não “catequizados”, ou seja, aos silvícolas mais aguerridos, muitas vezes fugitivos perseguidos pelos capitães do mato, que se recusavam peremptoriamente a se submeterem a uma “conversão” religiosa imposta. Em verdade foi um “apelido” pejorativo, adaptado para a língua portuguesa da palavra francesa bougre. Afinal, a França estava na “moda” na época, pois era o berço do sistema etnocêntrico europeu que se impunha ao mundo. Originalmente esta palavra significava herege.
O termo capitão do mato passou a incluir aqueles que, moradores da cidade ou dos interiores das províncias, capturavam fugitivos para depois entrega-los aos seus senhores mediante prêmio. Há que se falar um pouco sobre estes capitães do mato, que gozavam de pouquíssimo prestígio social, seja entre os cativos escravos que tinham neles os seus inimigos naturais, seja na sociedade escravocrata, que os considerava inferiores até aos rasos praças de polícia, e os suspeitava de sequestrar escravos apanhados ao acaso, esperando vê-los declarados em fuga para depois devolvê-los contra recompensa. Os mais sangrentos e assassinos capitães do mato foram alguns “alforriados”, que tinham a benesse dos senhores dos engenhos de cana e cafezais por escravos trazidos vivos ou mortos – geralmente eram capturados e assassinados para servirem de exemplo aos demais, desanimando-os de tentativas de fuga.
Então, os índios, ditos popularmente como Caboclos Bugres, eram os mais difíceis de serem capturados e obtiveram a fama de serem mais esquivos e aguerridos do que as próprias onças brasileiras, matando muitos capitães do mato que por sua vez acabaram desistindo de os perseguirem, o que fez o ciclo escravocrata se concentrar nos africanos, mais “dóceis” e fáceis de adaptarem-se às propriedades agrícolas, por não serem nômades extrativistas como os índios.
A minha experiência com os Caboclos Bugres é que estas entidades ou linha de trabalho são espíritos sim, aguerridos, mas não no sentido pejorativo. São os Capangueiros de Jurema, os que fazem a “tocaia” e prendem os inimigos nas demandas astrais. Aproximam-se de OGUM como guerreiros, mas são originalmente enfeixados na vibração de Oxossi. São exímios nas tocaias, esperam pacientemente e quando atacam o fazem com precisão de um esmerado arqueiro, utilizando-se de dardos soníferos que são assoprados em espécie de “rifles” de bambu (falta-me nomenclatura mais adequada), assim “neutralizando” certeiramente os inimigos.
NP.
NOTA: Bugre é uma denominação dada aos indígenas de diversos grupos do Brasil por serem considerados não cristãos pelos europeus. A origem da palavra, no português brasileiro, vem do francês bougre, que, de acordo com o Dicionário Houaiss, possui o primeiro registro no ano de 1172, significando “herético”, que, por sua vez, vem do latim medieval (século VI) bulgárus. Como membros da Igreja Ortodoxa Grega, os búlgaros foram considerados heréticos pelos católicos inquisitoriais. Desta forma, o vocábulo passou a ser aplicado, também, para denotar o indígena, no sentido de “inculto”, “selvático”, “estrangeiro”, “pagão”, e “não cristão” – uma noção de forte valor pejorativo.

ATENÇÃO! MAIS UMA PERSEGUIÇÃO DE FANÁTICOS CONTRA NOSSA AMADA UMBANDA NO R.J.

Data: 02/05/15 09:48:16
Assunto: Intolerância e convite para ato de desagravo neste sábado, dia 7
 
Nesta última 3a feira,  dia 3 de fevereiro de 2015, um dos mais tradicionais templos umbandistas do Rio de Janeiro foi invadido e teve parte de suas dependências depredadas, incluindo imagens.

Os diretores do templo, Cristina e Armando Fernandes, são respeitadíssimos no meio umbandista. 
Sérios, dedicados, um verdadeiro exemplo.

O caso foi registrado na 23 a Delegacia Policial. 
Entramos em contato com o Dr. José Pedro da Silva, diretor do Departamento geral da Polícia Civil da Capital, já que a invasão é um inequívoco caso de intolerância religiosa.

Sua resposta foi a seguinte:

"Senhor deputado Átila Nunes e Senhor vereador Átila Alexandre Nunes, 
Tão logo tomei conhecimento do fato, determinei que o titular da unidade (23a Delegacia) acompanhasse a investigação e realizasse a condução das diligências para a imediata identificação do autor. Sabe-se que já houve um fato anterior com a identificação do autor e o encaminhamento do procedimento à Justiça. Irei informando sobre o avanço das diligências.
Um forte abraço.
José Pedro Costa da Silva
Diretor do Departamento Geral da Polícia Civil"    

Caros irmãos, estamos lidando com radicais religiosos travestidos de evangélicos. Esses fanáticos compõem milícias neopentecostais cujo maior objetivo é invadir terreiros umbandistas e obterem repercussão na midia. Agem à semelhança das milícias radicais que operam no Oriente Médio. O mesmo método midiático.

Se não agirmos e levarmos à cadeia esses fanáticos brasileiros, teremos em breve casos de agressão física e até mortes. Estamos lidando - repetimos - com fanáticos.

Num momento desses, é fundamental que os verdadeiros evangélicos se pronunciem contra mais esse ato de intolerância, para que não seja repetido o erro dos verdadeiros muçulmanos que silenciam diante das atrocidades dos radicais islâmicos.

Por isso, convidamos você para um ato de desagravo à manifestação de intolerância religiosa ocorrida 
contra o Templo A Caminho da Paz, no próximo dia 7 de fevereiro, às 10 horas da manhã. O endereço é Rua Manuel Alves, 150 - Cachambi

Agradecemos se você puder vir com uma roupa branca. Os que puderem, tragam perfume de alfazema para ser borrifado nessa rua. Flores brancas são bem vindas para serem distribuidas aos moradores da vizinhança, simbolizando a paz tão almejada pela nossa religião. 

Todos são bem vindos neste sábado, às 10 horas.

Umbanda unida, Umbanda forte!

ÁTILA NUNES
deputado

ÁTILA ALEXANDRE NUNES
vereador





ACADEMIA: Texto= Renovação da Umbanda Urbana contemporânea: Por Luan Rocha de Campos

Dear Antonio, You read the paper " Algumas observações em torno da renovação na Umbanda urbana contemporânea "...