segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Especialista em fungos detém a patente que poderia destruir a Monsanto e mudar para sempre a agricultura ~ Sempre Questione - Últimas noticias, Ufologia, Nova Ordem Mundial, Ciência, Religião e mais.

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‘Não há fogo no inferno, Adão e Eva não são reais’, diz o Papa Francisco ~ Sempre Questione - Últimas noticias, Ufologia, Nova Ordem Mundial, Ciência, Religião e mais.

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Como está sua afetividade???

 Como está sua afetividade???

Dias da Semana e Saudações aos Orixás UMBANDA fevereiro 9, 2009

Posted by raizculturablog in MediunidadeRaizes da Umbanda
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Dias da Semana e Saudações aos Orixás           
                             UMBANDA
Dias e Saudações aos Orixás…


DIAS DOS ORIXÁS:

SEGUNDA – FEIRA * Exu, Pomba Gira, Obaliuaie, Omulu, Pretos Velhos (Iorumá) e almas aflitas
TERÇA – FEIRA * Ogum, Boiadeiros e Baianos
QUARTA – FEIRA * Xangô e Iansâ
QUINTA – FEIRA * Oxossi, Caboclos e Caboclas
SEXTA – FEIRA * Oxalá, Almas Santas e Linha da Oriente liderada por São João Batista
SÁBADO * Iemanjá, Oxum, Nanã Buruke, Ondinas, Sereias, Caboclas, Iaras e Marinheiros
DOMINGO * Iori (Cosme e Damião), Crianças e Ibejadas
SAUDAÇÕES

Saravá Oxalá * Oxalá Meu Pai
Saravá Ogum * Ogum Iê Meu Pai
Saravá Xangô * Caô Cabecilê
Saravá Obaluaie * Atotô Obaluaiê
Saravá Oxossi * Okê Caboclo
Saravá Iemanjá * Odoceyá
Saravá Oxum * Aêê Mamãe Oxum
Saravá Iansã * Uepa hey Iansã
Saravá Nanã Buruke Saluba Nanã
Saravá Cabloco * Okê Cabloco
Saravá aos P.Velhos * Adorei as Almas
Saravá as Crianças * Beijada
Saravá Exu * Aruê Exú
Saravá Pomba Gira Aruê Exu Pomba Gira

Depoimento de Pai Rivas

                                      
              Aranauam, Saravá, Axé a todos!



Na última semana, tive o privilégio de poder conversar com meu Pai Espiritual, Pai Rivas, a respeito da Iniciação nas Religiões Afro-brasileiras. Dessa conversa, marcaram-me as seguintes noções, imprescindíveis para quem quer que pretenda ingressar (e permanecer) em uma Casa de Iniciação:

1. Pai Rivas começou salientando a importância capital da confiança do discípulo no Mestre-Raiz. Esse é o vínculo principal, sem o qual não há nem pode haver Iniciação verdadeira. Sem confiar nos desígnios e diretrizes estabelecidos por aquele que representa(ou melhor, presenta e apresenta) a Tradição de forma viva, o que há é apenas um deslumbramento temporário, ainda que se demore por alguns anos e, assim, simule aos olhos mais desatentos ares de fidelidade “eterna”.

Como continuar bebendo de uma fonte no mesmo instante em que se deixa de confiar no fato de que sua água continua sendo pura e boa? E por que fazê-lo?

confiança no Mestre é, portanto, o requisito primeiro, que de início aproxima o discípulo do Mestre, mas que será objeto de contínuas provas ao longo de sua caminhada, porque ela deve se manter ao longo de todo o período de convivência com o Iniciador. No início, a confiança aproxima Mestre e discípulo; a partir daí e para sempre, fortalece a relação entre ambos. 

Quando deixa de existir, o vínculo iniciático se quebra, tal qual a folha se desprende do galho (e, portanto, da raiz), perdendo vitalidade, força, beleza e função.

Muitos vão descobrir, às vezes muito tarde, que já há algum tempo não confiavam mais no Mestre, nem se entusiasmavam mais com suas realizações: deixavam-se ficar pela força do hábito, da inércia e, principalmente, da covardia em reconhecer, para eles mesmos, que passaram tanto tempo “enganados” (por quem mesmo?). Afinal, questionar o Iniciador é questionar a si mesmo, enquanto sustentou (ou disse sustentar) o seu estilo de vida e sua forma de manifestar a Tradição.

Que confiança é essa que existe apenas durante os instantes oportunistas em que o discípulo está satisfeito, na zona de conforto de seus critérios estéticos, morais, rito-litúrgicos etc.? Isso não é confiança e é por isso que o Mestre sempre reatualiza, revigora, transforma e refunde as formas de manifestação da Tradição, para que os menos flexíveis e mais apegados à autoidolatria, que se manifesta na falsa “predileção” por determinadas formas de rito (em geral, tidas por “elevadas”), demonstrem que só estavam ali enquanto suas preferências estéticas e necessidades do ego eram satisfeitas.

2. Além da confiança, é preciso que o discípulo sinta felicidade e entusiasmo em relação ao Mestre, sua forma de condução da Raiz e, principalmente, seu estilo de vida. Essa felicidade e entusiasmo sempre acompanham os verdadeiros discípulos, que se tornam e se mantêm discípulos: o filho sempre admira o Pai e lhe segue o exemplo.

A felicidade e o entusiasmo, por serem consequência óbvia da confiança, só permanecem enquanto essa persiste: aqueles que já não confiam em seu Mestre (e vão ao Templo para “cumprir tabela” e por não terem coragem de tomar uma decisão difícil como a de pedir agô e sair com dignidade), são facilmente identificados por sua postura morna nos Ritos e demais atividades da comunidade espiritual: já ficam meio de lado, com o semblante menos entusiasmado, à parte, observando... Já não estão felizes ali...

Na referida conversa com Pai Rivas, aprendi exatamente isso: as pessoas que estão no Terreiro pelo hábito, e não mais por felicidade, às vezes apenas não têm coragem de ir em busca de sua felicidade em outro lugar, razão pela qual cabe ao Mestre o estímulo para que isso aconteça: o lugar ocupado com infelicidade será, hora ou outra, preenchido por alguém confiante e feliz. A solução é a melhor para todos: o “infeliz” vai em busca de sua felicidade, o lugar que ocupava será preenchido com a felicidade de outro. Todos ficam felizes, cada um a seu modo e no lugar que lhe é próprio.

3. Por fim, depois da confiança (atributo mental) e da felicidade entusiasmada (atributo emocional), resta a militância efetiva(atributo físico).

O discípulo confiante e feliz não se satisfaz com sua confiança e felicidade: ele quer compartilhá-las com o maior número de pessoas, honrando sua Linhagem Espiritual, trabalhando em nome de seu Mestre. É a única forma de retribuição possível e é, aliás, a única esperada pelo Mestre: trabalho.

Eis como se formam as coletividades iniciáticas: confiança, felicidade e trabalho. Também é na falta disso que muitos rompem seu vínculo com suas antigas raízes e vão em busca daquilo que ainda não encontraram: a capacidade de reconhecer naquele que veio antes de nós discípulos (Mestre) a capacidade de nos inspirar confiança, de nos fazer felizes e, sobretudo, de nos dar o privilégio de trabalhar em nome do bem e da verdade.

Quando a folha se desprende da Árvore, já não está mais viva.

Aranauam, Saravá, Axé!

Será que esse lamento de anos atrás não estão vigorando ainda hoje??????

        Tristeza pouca é bobagem (EU TENHO                     VERGONHA DE SER SEU IRMÃO!)

 
 
 
 
 
 
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Inicialmente meu silêncio era indignado. Começou com a demolição da casa de Zélio. Não me conformei com tudo o que aconteceu.
De repente, nada restava. Simplesmente acabou. Tal como acontece aos homens, parecia que sua importância histórica iria ser lembrada e enaltecida quando próximo da extinção. Mas nem isso, rapidamente o assunto já voltou ao limbo do esquecimento.
Era para acontecer a destruição anunciada, e nenhuma pedra se moveu prenunciando a extinção. Quem viu as últimas fotos da casa de Zélio de Moraes antes de sua queda final, verificou que com certeza a Defesa Civil a condenaria, pois já era uma ruína. Nem os parentes de Zélio, nem os seus filhos ou netos no santo, nenhum adepto com um pouco mais de condição. Nem a tenda remanescente, nem meu pobre lamento solitário.
Nada, nada salvou aquele lugar que um dia foi abençoado pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, onde foi erigida a primeira tenda umbandista do Brasil e do mundo, a Tenda Nossa Senhora da Piedade.
A comprovação física apagou-se na poeira, e da indignação veio a tristeza, e da tristeza veio o desconsolo. Só não foi maior porque sei que as bases espirituais ainda estão vívidas e assim continuarão de acordo com a vontade de Zambi. A Tenda Nossa Senhora da Piedade vive, sob o teto da Cabana de Pai Antônio.
Não tenho, no entanto, mais vontade de escrever. Não consigo me identificar com as letras. Não estou desiludido com a Umbanda, de modo algum, pois ela faz parte da minha vida. Mas porque não vejo luz no final do túnel para essa babel que aí está, que só traz desunião e trava os atos verdadeiramente necessários.
Nada adiantam palavras bonitas, fraseados requintados, desafios ao intelecto, sob a alcunha de estudo da Umbanda, iluminação dentro da Umbanda, se não vejo caridade em ação, não vejo desprendimento, só vejo comodismo.
Quem sabe o Caboclo das Sete Encruzilhadas permitindo esta demolição, lavrou o fechar de uma Era? Ou demarcou uma divisão de águas, antes e depois do desaparecimento da pedra fundamental que deu início à nossa religião?
Estou triste porque parece que vejo somente pedintes na religião que amo. Todos querem reza, desmanchar trabalhos, pedir proteção, acender uma vela para pedir algo.
A imensa maioria não comparecerá se for pedido para varrer seu terreiro, esfregar o chão, ou lavar os banheiros e vestiários, preparando-os para a próxima gira. Preocupam-se sim, em parecer bem, bonitos e engomados nas giras festivas, reluzentes e impecáveis.
Não se animam se tiverem de pintar as paredes, ou visitar um irmão no hospital, ou dar mais alguns reais para completar a mensalidade de quem não conseguiu pagar naquele mês.
Não conseguirão fechar os ouvidos se um irmão cair e houver escândalo. Não se calarão sobre comentários desairosos sobre um(a) médium que se perdeu nas voragens das trevas.
Como estarão preparados para salvar as raízes da Umbanda. Será que sabem ao menos que raízes são estas?
Ontem ouvi um médium novo dizer que recebeu este e aquele recado de Seu Marabô. Perguntei se ele sabia quem era Seu Marabô. E ele disse que não. Então, rapaz, como você sabe que foi Seu Marabô ou alguém de sua falange que realmente lhe disse tudo aquilo? Ele nada pôde responder….
Onde está cada um na Umbanda, fora dos passos complicados das giras festivas? O que é para cada um, vestir o branco, o que significa e que responsabilidades lhe traz, o que está fazendo ali, despojando-se de todo e qualquer interesse e entregando-se aos guias? Por que faz isso e em nome de quem? Qual a história, ponto cantado e escrito de cada um de seus guias de sua coroa? Por que eles pertencem a essa coroa?
Quantas queixas, pedidos e lágrimas derramou ao pé das velas nessa semana? Quantos trabalhos fez para obter algo?
Mas antes de tudo, qual a boa ação que cada um fez hoje, ou ontem ou anteontem?
Estou triste e cansado, tenho preferido o silêncio e a introspecção, pois as palavras que tentei escrever anos afora, parecem grãos soprados no vento do deserto. Talvez com meu silêncio, possa perceber quem ainda está acordado, no meio deste marasmo que parece cobrir tudo e todos.
Este ano a Umbanda fará 103 anos, ela sobrevive, mas nós Umbandistas estamos vegetando por nossa mesquinhez, por nossa falta de amor ao próximo e falta de caridade. Eu amo a Umbanda, mas estou começando a ficar com vergonha de dizer que sou Umbandista, não por querer esconder a minha religião e sim por querer esconder quem são meus irmãos, eu não sou igual aos que vejo dizendo-se Umbandistas e nem mesmo sabem o que realmente é ser Umbandista.
Eu tenho vergonha de ser seu irmão!
De quem prefere ficar no silêncio…
Alex de Oxóssi 
Rio Bonito – RJ
P.S.: Apenas para constar, já faz mais de 30 dias que nem mesmo a minha caixa de e-mail eu abro.