quinta-feira, 21 de abril de 2016

                       Caboclo Sete Estrelas

Ao meu querido Caboclo Sete Estrelas
encaminho esses textos
Prece ao Caboclo Sete Estrelas*

Salve esse formoso Caboclo de Umbanda
Que pelas graças de Oxossi vem de suas matas
Que pela força de Oxalá desce até este terreiro
Que pelo amor que tem aos seus irmãos trabalha na Umbanda
Salve o Caboclo que é um dos sete filhos de Tupinambá
Salve a falange deste bravo guerreiro
Pai de sete tribos, de sete nações
Unidas pelo bem para semear o amor entre os homens
Trazei de suas matas, ó grande guerreiro
A cura de suas ervas para que nenhum mal possa nos atingir
E unidos pela sua força de bravo caçador
Seguiremos sempre seus ensinamentos
Na missão de prestar a caridade ao próximo
Em nome de Oxossi e de Nosso Pai Oxalá
Salve o Caboclo Sete Estrelas
Que assim seja!

*Pelo espírito Assis

Ponto do Caboclo Sete Estrelas

Nas matas lá da Jurema
Eu vi uma estrela brilhar (bis)
Era uma estrela de Oxossi
Anunciando que Caboclo vai chegar (bis)

Okê, Okê Caboclo
Caboclo Sete Estrelas no gongá
Okê, Okê Caboclo
Vem de Aruanda
Pra seus filhos ajudar



Ditado pelo Caboclo sete estrelas.


Certa vez estava andando por uma região belíssima que eu, mesmo sendo pouco viajado, tinha a plena convicção de que não pertencia a nenhuma localidade terrestre.
Não sabia como havia parado ali, só tinha dentro de meu peito um enorme sentimento de gratidão pelo Divino Criador haver me proporcionado a oportunidade de poder estar conhecendo um lugar tão maravilhoso: eu caminhava por uma calçada principal circundada por um verde tão lindo que eu parecia estar respirando, junto com o oxigênio, a própria essência vegetal; e no meio de todo este verde existiam flores coloridas e das mais variadas espécies que me faziam ter a sensação de que caminhava em paralelo a um arco-íris maravilhoso .
Olhei bem à minha frente e percebi que aquela calçada conduzia para uma enorme edificação toda colorida de um verde "grama" e que possuía em seu ápice uma estrela de sete pontas ladeada por algumas colunas que possuíam em sua parte superior uma espécie de pirâmide formada de um cristal parecido com mármore totalmente branco.
Não sei por que, mas como alguma coisa dizia dentro de mim que eu deveria adentrar aquela estrutura não pensei duas vezes e assim o fiz.
Quando iria iniciar minhas observações no interior daquele prédio apareceu um senhor de estatura média, cabelos brancos que denunciavam uma calvície acentuada e fisionomia muito simpática apresentando-se como Hermógenes e dizendo que eu não teria permissão para fazer a descrição interna daquela instituição.
Disse, então, a Hermógenes que obedeceria a ele prontamente e lhe perguntei que tipo de instituição era aquela, ao que ele respondeu:
- Penso que não seria interessante você catalogar esta instituição em uma só categoria, mas se mesmo assim você desejar posso lhe dizer que essa instituição funciona como um educandário.- Como?
- Isto mesmo que você ouviu meu irmão, um educandário.
- Mas um educandário é uma instituição de ensino; qual tipo de ensinamento vocês ministram por aqui?
- Aulas de reforço.
- Como?
- Aulas de reforço.
- Como assim?
- Como funcionam as aulas de reforço nos educandários terrestres?
- Bem, elas têm a função de proporcionar ao aluno que não apreendeu de forma satisfatória um determinado conteúdo uma nova oportunidade de assim faze-lo.
- E o nosso educandário aqui neste plano de existência também trabalha da mesma forma, a diferença é que os conteúdos ministrados aqui não são os mesmos das cátedras terrestres.
Percebendo que eu já não agüentava mais de tanta curiosidade foi que Hermógenes complementou sua fala:
- Nosso educandário fornece aulas de reforço para aqueles irmãos que, por um motivo ou outro, esmoreceram na fé.
- Então você está me dizendo que ao saírem deste educandário as pessoas levam consigo um renovado sentimento de fé em Deus, é isso?
- Não só em Deus, mas também uma renovação expansora do sentimento de fé em si mesmas.
- Então este educandário tem como missão fortalecer o sentimento de fé de seus freqüentadores?
- Exatamente.
- E os freqüentadores deste educandário são espíritos encarnados ou desencarnados?
- Nas duas situações.
- Sério?!?
- Sério. Por que o espanto?
- É que mesmo não sabendo como vim parar aqui sinto, de alguma forma, como se esta localidade ficasse muito distante da crosta terrestre.
- E suas impressões não estão erradas, mas se um espírito encarnado precisar de um "reforço" não poderá ficar sem um auxilio efetivo apenas pelo fator distância, certo?
- Nossa, mas este educandário me parece tão distante da terra! Existem mesmo encarnados que vem aqui para receber estas aulas de reforço?
- Claro que sim, ou você acha que está aqui no dia de hoje tão somente como "repórter espiritual"?
- Eu me encontro com minha fé esmorecida?
- "Conheça a verdade e a verdade vos libertará", disse uma vez um grande sábio.
- Como?
- Um outro sábio disse: " conhece a ti mesmo".
- Mas a minha fé em Deus continua inabalada!
- Até concordo, mas e atua fé em si mesmo?
- .......................
- O teu silêncio me diz que concordas comigo, entretanto, você não está aqui para ser acusado de nada, mas para receber o auxilio que o teu merecimento lhe faculte.
- E para onde devo me dirigir para receber esta benção divina?
- Para o mesmo local onde estão se dirigindo todas as pessoas que você está vendo subir aquelas escadas, ou seja, para o Salão Expansor da Fé Cristalina.
- Como?
- Um auditório meu irmão.
- O senhor poderia me acompanhar, irmão Hermógenes?
- É justamente para isto que estou aqui companheiro. Vamos?
- Claro.
Chegando ao referido auditório procurei assentar-me e pude observar, com certo espanto, que o palestrante da noite tinha o corpo todo banhado por uma tênue luz dourada como se fosse irradiada de dentro para fora, pensei até em fazer um comentário a este respeito com o irmão Hermógenes, mas ao observar que não só ele, mas todos os espectadores encaravam o fato com naturalidade eu, procurando não fazer feio, resolvi silenciar.
O auditório estava completamente lotado, com cerca de mil e duzentas "pessoas", e a palestra já estava para ser iniciada.
- Boa noite meus irmãos em Deus-Pai Todo-poderoso, o meu nome é Zacarias e estamos todos aqui esta noite com o objetivo de estudar e nos entronizarmos com o Divino sentido da fé cristalina, entretanto, antes de iniciarmos nossos estudos, gostaria que todos firmassem o pensamento comigo na realização de uma prece:
" Salve divino pai Olorum, causa primária de todas as coisas!
Salve divino pai Oxossi, por ter permitido a presença de todos nós, os vossos humanos filhos, neste santuário sagrado em busca do conhecimento divino!
Salve divino Pai Oxalá, por ter permitido a congregação de todos nós com o objetivo de, através da aquisição de novos conhecimentos sobre o divino, fortalecemos a nossa fé em Ti e na amada religião de umbanda!
Permita Pai supremo e sagrado, que possamos sair daqui renovados e prontos para defendê-lo na prática da nossa amada religião não só com o escudo da fé, mas também com a espada do conhecimento.
Faça com que esta espada divina, em nossas mãos, jamais sirva como um instrumento de ataque e sim como de defesa nas nossas lutas do dia-a-dia contra o preconceito e a intolerância religiosa, contra a timidez que temos em professar a nossa amada religião sem temores e sem pudores.
Permitas, enfim, que possamos servi-lo dignamente com os instrumentos da fé e do conhecimento onde quer que venhamos a ser solicitados na prática da caridade em busca da evolução de nosso espírito.
Que assim seja!
"Devo confessar que acompanhei a prece com todo o fervor do meu coração só que de olhos abertos e sinceramente posso dizer que não me arrependo por que a cena que presenciei foi tão linda que não me faz sentir arrependido:
a partir do instante que Zacarias começara a sua prece eu pude observar centenas, milhares de bolinhas douradas descerem do alto do auditório e cairem sobre todos os presentes, inclusive sobre mim. O mais interessante é que estas bolinhas ao alcançarem nosso corpo despertavam uma sensação de fé tão forte em Deus e na vida que as lágrimas de gratidão banhavam facilmente os nossos olhos. Na verdade foi uma cena tão linda que jamais poderei apagá-la de dentro de mim!Depois da oração Zacarias iniciou a sua prédica:
- Prezados irmãos de fé, estamos reunidos nesta linda noite apenas para que possamos responder uma singela pergunta:
a umbanda é uma religião cristã?
Um grande murmúrio começou no salão após esta pergunta, mas o irmão Zacarias retomou a fala:
- Aqueles que acham que a umbanda é uma religião cristã, por favor, levantem a mão direita!Pode parecer incrível, mas em menos de trinta segundos toda a "platéia" estava com a mão erguida, Zacarias, então, retomou a sua fala:
- Lindo, companheiros!! Muito linda esta cena que acabo de presenciar:
todos com a mão direita em riste dizendo de forma unânime que vós, por serem umbandistas, também seguis os preceitos do Cristo planetário. Muitos de vocês levantaram as mãos conscientes do porque a umbanda é uma religião cristã, outros inconscientemente, mas isto não é importante, o importante é todos vocês terem a idéia de que a umbanda é cristã.
Estamos aqui esta noite para discutirmos esta questão da cristandade da umbanda, para expandirmos nossa visão do Cristo, para expandirmos nossa visão da umbanda, pois da mesma forma que Jesus não é só a umbanda, a umbanda também é Jesus e muito mais.
Devo confessar que é ótimo palestrante o irmão Zacarias!
Sabe a hora certa de colocar cada vírgula com precisão em sua prédica. Continuamos eu e toda a platéia a escutá-lo:
- Muitos dos irmãos aqui presentes sabem que Jesus não é o orixá Oxalá, ou seja, aquele responsável pela irradiação do sentido da fé em toda a criação divina, mas Jesus é um ser fatorado na irradiação de Oxalá, é o Cristo planetário, aquele responsável pela irradiação divina da fé em todo o planeta Terra, mas não em toda criação divina. Sendo assim, Jesus é um irradiador do divino sentido da fé em todas as religiões existentes na terra, até mesmo daquelas que não se dizem cristãs e foi justamente por isso que eu disse que Jesus não é só umbanda, ou seja, Jesus não é um irradiador do sentido da fé apenas na religião de umbanda, mas em todas as religiões do planeta.A umbanda, meus amados irmãos de fé, é cristã por que segue a risca os divinos mandamentos de Jesus:
"Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo", Jesus é amor e a umbanda também é amor justamente por praticar este abnegado amor através da caridade.
Muitos irmãos de fé ficam receosos de dizerem que são cristãos quando são perguntados em relação a isto pelo fato do umbandista muitas vezes considerar como cristãos somente aqueles que seguem a bíblia, entretanto, como já disse anteriormente, cristão não é aquele que segue a bíblia, mas aquele que segue os preceitos de amor fraterno e incondicional do Cristo.
O umbandista só por levantar a bandeira da caridade pode e deve se considerar cristão.
Entendam meus amados que a umbanda é uma religião bem recente e que, justamente por este fato, ainda não possui um livro religioso que possa ser considerado como único para todos os irmãos de fé, tais como a própria bíblia ou o alcorão; mas não se enganem por que, a despeito deste fato, a umbanda tem princípios teológicos que são intrínsecos a ela tais como as Sete linhas de umbanda que, por sua vez, justificam o que disse anteriormente no que concerne a relação entre umbanda e Jesus, qual seja, "a umbanda é Jesus e muito mais", pois vejam meus amados, Jesus é um representante do divino sentido da fé, mas sete são as linhas de umbanda e sete são os sentidos da criação Divina, isso significa dizer que além do sentido da fé, irradiado por Oxalá, a umbanda tem, através da irradiação dos Orixás, mais seis sentidos que são: justiça, lei, conhecimento, evolução, vida e amor.A umbanda é Jesus e muito mais. É Jesus, mas também são os Orixás, os Caboclos, os Preto-velhos, as Crianças, os Exus e Pomba-giras, etc. Este fato não faz da umbanda uma religião melhor e nem pior que as demais, faz dela uma religião que é única, natural, com sua própria teologia e que, justamente pelos fatos expostos, não deve servir de empecilho para que os umbandistas andem entre seus irmãos por paternidade Divina e de outras denominações religiosas, com a cabeça erguida, com orgulho de se dizerem umbandistas e com a sabedoria de se afirmarem também enquanto cristãos. Caminhem com esperança pelo mundo por que Deus é convosco, caminhem em direção a Deus todos os que se sentem injustiçados e o amor de Xangô irá consolá-los, caminhem em direção a Deus todos que se sentem desesperançados que Yemanjá há de gerar vida em abundância em vossas existências. Sejam felizes meus amados e que Deus os abençoe.
Quando o irmão Zacarias terminou sua explanação fiquei estupefato ao perceber que todos nós, os expectadores, estávamos irradiando uma luz muito forte na região acima de nossa cabeça, olhei ao lado para Hermógenes e, graças a Deus, ele pôde me responder:
- Lembra quando eu lhe disse que este prédio é um educandário com o propósito de fortalecer a fé?
- Perfeitamente.
- Pois bem, esta luz irradiada pelo chacra coronário de vocês significa que o objetivo de fortalecimento da fé foi alcançado.
- Meu Deus, mas que coisa mais linda!
- É companheiro, a fé é luz que ilumina a vida de todo espírito que procura desenvolvê-la.
- É verdade.
- Que Deus abençoe não só a você, mas a todos que aqui estiveram, fazendo com que, de alguma forma, vocês possam sempre orar e vigiar a fim de manter o brilho de vossas coroas do jeito que está e, porque não dizer, aumentá-lo de intensidade ainda mais.
Quando Hermógenes acabou de me dizer esta frase nós já estávamos do lado de fora do educandário e foi então que eu perguntei a ele:
- Quer dizer que a minha tarefa de hoje está acabada, que eu já vou retornar para o corpo físico?
- A tarefa de lustrar cada dia mais o brilho de sua coroa através do exercício da fé raciocinada e da prática da caridade não termina nunca, você me entende meu amigo?
- Sim senhor!
- Já está na hora, de fato, de você retornar ao corpo físico, mas não vá sem antes dar um abraço neste Caboclo.
Procurei aproximar-me dele achando inusitado não só o fato dele me pedir um abraço, mas também por ele ter dito que é um Caboclo e ter me chamado de "amigo" e o questionei em relação a este fato, ao que ele respondeu-me:
- Só um amigo oferta um abraço a outro, você não está me reconhecendo?
- Desculpe, mas, não senhor.
- Não importa. O importante é que nos conhecemos, me dê cá um abraço!
Abracei-o com lágrimas nos olhos e agradeci:
- Obrigado por tudo irmão Hermógenes!!!
- Este Caboclo é que agradece. Vá na força e na luz de Tupã nosso pai e nunca se esqueça de que meu nome pouco importa.
- Sim senhor.
- Importante é o laço fraterno da amizade.
- É verdade!
- Meu nome não é importante até mesmo por que aos olhos do Criador eu nada sou.
- Que é isso irmão Hermógenes!
- Não estou com autocomiseração, estou apenas constatando o fato de que nenhum espírito jamais deve se acomodar na prática da caridade, pois a evolução não cessa nunca. Eu digo que nada sou não como um gesto de atitude humana e pessimista, mas como uma mola propulsora que sempre possa me impulsionar em direção à humildade, a fraternidade e caridade.- Sim senhor.
- Como estava dizendo eu, aos olhos do Criador, nada sou, mas quando tenho que ser alguma coisa, então sou como a cor de uma única pena de papagaio.
- Como?
- Vá na força e na luz de Tupã nosso pai!!!
Acordei e não entendi a metáfora, os dias se passaram e nada. Só agora, meus irmãos de fé, no momento em que lhes passo esta mensagem é que tudo ficou claro:
O irmão Hermógenes, trabalhador do educandário onde existe o Salão Expansor da Fé Cristalina, é, como ele mesmo disse, da cor de uma única pena de papagaio, ou seja, o irmão Hermógenes é um Senhor Caboclo Pena Verde.
Salve o conhecimento!!!
Salve a fé!!!
Salve os Senhores Caboclos!!!
Salve o Sr. Caboclo Pena verde!!!

Centro Espírita de Estudos Nossa Casa: QUEM É VOVÓ ANTONIETA DA BAHIA?

Centro Espírita de Estudos Nossa Casa: QUEM É VOVÓ ANTONIETA DA BAHIA?: (Texto escrito por Márcia com ajuda dos Amigos Espirituais) CAMINHANDO PARA A LUZ... Época de escravidão. Espíritos cumprindo um do...

Umbanda não é sinônimo de sujeira quer seja interior ou exterior !

Do Sagrado para a Sujeira

A Umbanda possui dentro das suas práticas e liturgias vários procedimentos que acabam tendo o seu destino o externo do terreiro, ou seja, na rua! Não é necessário enumerar estes procedimentos, mas é bom lembrar os mais comuns:

- oferendas na natureza;
- despachos de materiais para descargas energéticas;
- consagrações e imantações de elementos: guias de conta, colares, etc;

Todos estes procedimentos podem sofrer alteração de acordo com a escola que o médium segue, mas existe algo que não muda em escola nenhuma: o hábito de abandonar os materiais nos locais do trabalho!

Aos irmãos que já mudaram esta postura, por favor, não se aborreçam, estou falando em relação aos que não mudaram!

Pensando desta maneira, podemos entender que o nosso cartão de apresentação ou de visita é feio, bem feio. Matas queimadas, encruzilhadas emporcalhadas, comidas apodrecidas nas cachoeiras, portas de cemitérios fedendo, beira da praia intransitável e todo horror que se possa imaginar.

Um tempo atrás, estava transitando por uma avenida bem conhecida na zona leste, para ser mais exato, a Avenida Jacúpessêgo, parado em um semáforo aguardando a sua abertura. Ao reparar no canteiro central, vi que uma criança se incomodava com algo, que ela chutava e dava risada... foi ai que me dei conta que naquele pequeno perímetro estavam depositados um total de 9 alguidares, que pela decomposição e posicionamento foram colocados em dias diferentes...

A pergunta é: por que que o nosso trabalho tem que se tornar o lixo para o outro?

Não se trata somente do outro irmão não religioso, mas de nós mesmos!

Quantas vezes você se incomodou de procurar um local para fazer oferenda e o mesmo já tinha sido usado e abusado, estava fedido e sujo?!

Mas, o que pode ser feito?
Abaixo, um procedimento de trabalho externo adotado pelo Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil. Esta é uma sugestão que adotamos e recomendamos!

- Pedir licença no ponto de força e a todos os seus intermediários.
  (deixar algo ou pedir licença mentalmente.);
-  Montagem da Oferenda;
-  Pedido, descarrego ou imantação/consagração;
- Tempo de espera antes de retirar, de 15 a 25 minutos;
- Recolhimento de todos os elementos, sendo cada um separado de acordo com sua classe (vidro com vidro, fruta com fruta...) e cada um depositado no seu lixo de destino.

A natureza não está dando conta do recado, não estamos deixando os pontos descansar e se renovar. Por mais que se façam limpezas diárias, o grau de decomposição e comprometimento é muito grande, sendo assim, vamos cada um fazer a sua parte!

Jorge Scritori

A ânsia louca de se saber quem é o Orixá

Todos os dias em inúmeros fóruns pela internet a fora, a gente se depara com um batalhão de médiuns ansiosos para saber quem são seus orixás, e perguntam para um e perguntam para o outro, ai vem um e diz uma coisa e vem outro diz outra. Dentre algumas sugestões lemos a seguinte frase: para se saber seu orixá você tem que jogar búzios é a maneira mais certa de saber, pois é né… já foi, hoje em dia não mais.
Pois fiquem sabendo que era, vocês acham mesmo que hoje em dia jogar búzios é a maneira mais segura de se saber quem é o seu orixá, ah meus irmãos já foi o tempo, depois que começaram a “ensinar” jogar búzios por revistinha, cursinho, on line, você acha mesmo que todos aqueles supostos “mãos de Ifá” são de fato? não se iludam, infelizmente hoje em dia, virou comércio, e vocês não fazem ideia das asneiras que o povo anda falando por ai. Querem pagar para ver, vão em 10 supostos jogadores de búzios, e observem a surpresa, provavelmente um dirá que você é filho de Oxossi, no outro que você é filho de Ogum, no outro que você é filho de Nanã e assim por diante, em toda minha trajetória eu tive o privilegio de achar dois Babas que realmente jogavam búzios. Hoje em dia você vai jogar búzios é um tal de você precisa fazer ebó, você precisa fazer buri, você precisa fazer feitura, obrigação, e vai dinheiro. Nada contra as ritualísticas que frise-se bem isso, obrigações e limpezas essas que na mão de dirigentes corretos e idôneos tem seu valor e mérito, mas infelizmente tem muito vagabundo usando delas para tirar proveito de pessoas leigas e necessitadas.
Pasmem até trocar Orixá já fiquei sabendo que o povo tá inventando, tipo: seu orixá não está te ajudando, vamos fazer uns trabalhos para trocá-lo. Aloouuu sério? ai vão fazem um monte de bobagens na cabeça daquela pessoa, ela gasta dinheiro que não é pouco, as vezes dinheiro que não tem, e resultado que é bom nada, e sabem o que é pior,  piora ainda mais sua situação espiritual. Pessoal, seu Orixá nasce e escolhe você, não é descartável não, ele tem uma missão para você. Não caiam nessa.
O que eu aprendi é que o oráculo do búzios pertence ao Candomblé e ponto final, eu fico pensando o desgosto e desapontamento que isso não deve passar na cabeça de um iyawo de nação que passou por todos os anos de obrigações e feitura para conseguir seus direitos, até ganhar sua peneira, rala muito, ai ele se depara com um sem lá quem, que nem trajetória tem, se dizendo mão de Ifá, detalhe o jogo de búzios é DOM, e mesmo passando por tudo nem todos os iyawos vão ter o dom. Agora pensa aquela pessoa que fez ali um cursinho de algumas horas. Por isso achar um bom dirigente que tenha esse dom hoje em dia está se tornando joia rara. Mas não desanimem, ainda tem gente muito boa por ai, mas uma dica, costumam ser muito discretos, e são muito pouco vaidosos porque sabem a responsabilidade que esse DOM ENVOLVE. Quem honra Orixá sabe do que estou falando.
Continuemos, dentro da Umbanda, há algumas confirmações que são feitas, mas a forma mais eficiente é pelos guias chefes do terreiro.
Alguns dirigentes, possuem o costume de ficar cantando pontos e onde o filho bambear é o Orixá da pessoa, me perdoem mas esse método é bem falível, dentro do ritual da Umbanda nós louvamos e cultuamos vários Orixás é muito natural um filho no começo do seu desenvolvimento sentir a irradiação de mais de um falangeiro de Orixá, então precisa-se na minha opinião se ter um pouco mais de cautela nesse suposto método, alguns erros já foram evidenciados.
Outra falha que vemos, ah você tem o estereótipo de Oxossi então você é do Oxossi, observem estão determinando ou vulgo taxando um Orixá olhando para a aparência e temperamento da pessoa, não tem nada haver uma coisa com a outra, e só para complementar alguns filhos não tem o estereótipo do primeiro Orixá, e sim do segundo, então erros ocorrem com esse suposto método.
Os médiuns de Umbanda estão se apegando em algo muito desnecessário, essa pressa toda está gerando problemas e até minando a fé de alguns, esse negócio de criar expectativas já não é bom em nenhum setor da vida, porque vejam tem gente que por causa de supostos métodos acreditam piamente que são de um determinado Orixá, quando descobrem que não são, ficam com uma frustração tremenda.
Os médiuns estão se esquecendo que na Umbanda se trabalha com os falangeiros do Orixá, então todos estarão presentes na trajetória daquele médium, sim os médiuns tem os Orixás de sua coroa, mas essa determinação é revelada com o tempo, com a dedicação, presença e comprometimento de um médium.
Uma pessoa que nem faz parte da religião vamos colocar assim, que não frequenta nenhum terreiro, apenas por curiosidade, quer que quer saber quem é seu Orixá, as vezes fico pensando, para que? o que a pessoa vai fazer com tal informação? só para dizer que tem tal orixá? e o que ela pretende fazer com isso, guardar? Uma pessoa pode sim ser simpática a um determinado Orixá, ter fé, orar por ele, acreditar, mas ela deve saber também que aquele Orixá tem toda uma representação, toda uma cultura religiosa envolvida em seu culto e louvor.
A presença de Orixá na vida de uma pessoa deve ser além de se saciar uma mera curiosidade, os Orixás são divindades e há preceitos, cuidados, zelos, o máximo de respeito possível no culto, no tratar, até mesmo para falar em nome deles.
Tem muito médium que fica sabendo que é de Ogum por exemplo, ai bate no peito sou filho de Ogum, puxa parabéns, mas quando se é perguntado, o que você está fazendo para ser merecedor de ser filho de Ogum, não é só receber, o que o médium está se doando ao orixá, a nível físico, moral, e espiritual, porque não adianta bater no peito e dizer sou filho de Ogum, se é um médium relapso, mistificador, profano. Percebe o ponto a que queremos chegar nessa reflexão?
Os nossos Orixás merecem isso de seus digníssimos filhos, caso contrário que mérito tem?
O que adianta dizer sou filho de Oxossi, sou filho de Mãe D.Água senhora mãe Iemanjá, se vai nas suas matas, nas suas águas e cachoeiras e poluem tudo, queimam árvores, jogam lixo, isso é ser filho de Orixá? acho que não.
É só partir da premissa, vocês gostariam que entrassem em sua casa e sujassem tudo, poluíssem tudo? Educação religiosa também tem que fazer parte do Amor pelo Orixá.
E querem saber filho de Umbanda é filho de todos os Orixás, todos os Orixás olham por nós, velam por nós, em cada linha chamada nesses terreiros por esse mundão a fora, tem um caboclo e um falangeiro de Orixá trabalhando, zelando e cuidando.
Então antes de ter tanta pressa de saber quem é seu Orixá, avalie seus conceitos morais, coloque na balança se você está preparado para ser um bom filho, filho esse zeloso, comprometido, amoroso, caridoso, honrado e digno do Orixá.
E cuidado com essa pressa, a pressa é a inimiga maior da perfeição e quem tem pressa come cru, e tem um monte de espertalhão sedentos de fome da sua pressa, catando filhos a laço.
Enquanto não souberem quem são os donos de sua coroa, quer uma sugestão preciosa, limite-se a amá-los todos, em cada elemento que eles representam, o nosso santuário maior, a nossa bíblia sagrada é a natureza, a desfrute, a honre, e sinta a energia da casa de Orixá.
E podem ter certeza, coisa boas virão com sua presença, Orixá sabe receber seus filhos, as vezes somos nós que não sabemos agradá-los.
ORIXÁ IRÁ FALAR COM VOCÊ PELO SEU CORAÇÃO, QUANDO ELE BATER FORTE, OUÇA-O.4b74e42372c21d0b31b90899c73b51f5
Paz e bem.
Cristina Alves
Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira


                                         Lições de Preto-velho 


por José Queid Tufaile

Cenário: reunião mediúnica num Centro Espírita. 

A reunião na sua fase teórica desenrola-se sob a explanação do Evangelho Segundo o Espiritismo. 

Os membros da seleta assistência ouvem a lição atentamente. 

Sobre a mesa, a água a ser fluidificada e o Evangelho aberto na lição nona do capítulo dez: “O Argueiro e a trave no olho”. 

Dr. Anestor, o dirigente dos trabalhos, tecia as últimas considerações a respeito da lição daquela noite. 

O ambiente estava impregnado das fortes impressões deixadas pelas palavras do Mestre: “Por que vês tu o argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu?”. 

Findos os esclarecimentos, apagaram-se as luzes principais, para que se desse abertura à comunicação dos Espíritos. 

Um dos presentes fez a prece e deu-se início às manifestações mediúnicas. 

Pequenas mensagens, de consolo e de apoio, foram dadas aos presentes. 

Quando se abriu o espaço destinado à comunicação das entidades não habituais e para os Espíritos necessitados, ocorreu o inesperado: 

A médium Letícia, moça de educação esmerada, traços delicados, de quase trinta anos de idade, dez dos quais dedicados à educação da mediunidade, sentiu profundo arrepio percorrendo-lhe o corpo. 

Nunca, nas suas experiências de intercâmbio, tinha sentido coisa parecida. 

Tomada por uma sacudidela incontrolável, suspirou profundamente e, de forma instantânea, foi “dominada” por um Espírito. 

Letícia nunca tinha visto tal coisa: estava consciente, mas seus pensamentos mantinham-se sob o controle da entidade, que tinha completo domínio da sua psique. 

O dirigente, como sempre fez nos seus vinte e tantos anos de prática espírita, deu-lhe as boas vindas, em nome de Jesus: 

- Seja bem-vindo, irmão, nesta Casa de Caridade, disse-lhe Dr. Anestor. 

O Espírito respondeu:

 “Zi-boa noite, zi-fio. Suncê me dá licença pra eu me aproximá de seus trabaios, fio?”.  

- Claro, meu companheiro, nosso Centro Espírita está aberto a todos os que desejam progredir, respondeu o diretor dos trabalhos. 

Os presentes perceberam que a entidade comunicante era um preto-velho, Espírito que habitualmente comunica-se em terreiros de Umbanda. 

A entidade comunicante continuou: 

“Vós mecê não tem aí uma cachacinha pra eu bebê, Zi-Fio?”. 

- Não, não temos, disse-lhe Dr. Anestor. 

Você precisa se libertar destes costumes que traz de terreiros, o de beber bebidas alcoólicas. O Espírito precisa evoluir, continuou o dirigente. 

”Vós mecê não tem aí um pito? Tô com vontade de pitá um cigarrinho, Zi-fio”. 

- Ora, irmão, você deve deixar o hábito adquirido nas sessões de Umbanda, se queres progredir. Que benefícios traria isso a você? 

O preto-velho respondeu: 

“Zi-preto véio gostou muito de suas falas, mas suncê e mais alguns dos que aqui estão não faz uso do cigarro lá fora, Zi-fio?  Suncê mesmo, não toma suas bebidinhas nos fins de sumana? Vós mecê pode me explicá a diferença que tem o seu Espírito que bebe whisky, no fim de sumana, do meu Espírito que quer beber aqui? Ou explicá prá mim, a diferença do cigarrinho que suncê queima na rua, daquele que eu quero pitá aqui dentro?”. 
  
O dirigente não pôde explicar, mas ainda tentou arriscar: - Ora, meu irmão, nós estamos num templo espírita e é preciso respeitar o trabalho de Jesus.  

O Espírito do preto-velho retrucou, agora já não mais falando como caipira: 

”Caro dirigente, na Escola Espiritual da qual faço parte, temos aprendido que o verdadeiro templo não se constitui nas quatro paredes a que chamais Centro Espírita. 

Para nós, estudiosos da alma, o verdadeiro templo é o templo do Espírito, e é ele que não deve ser profanado com o uso do álcool e fumo, como vem sendo feito pelos senhores. 

O exemplo que tens dado à sociedade, perante estranhos e mesmo seus familiares, não tem sido dos melhores. 

O hábito, mesmo social, de beber e fumar deve ser combatido por todos os que trabalham na Terra em nome do Cristo. 

A lição do próprio comportamento é que é fundamental na vida de quem quer ensinar”. 

Houve profundo silêncio diante de argumentos tão seguros. 

Pouco depois, o Espírito continuou:  “Desculpem a visita que fiz hoje e o tempo que tomei do seu trabalho. 

Vou-me embora para o lugar de onde vim, mas antes queria deixar a vocês um conselho: que tomassem cuidado com suas obras, pois, como diria Nosso Senhor, tem gente ‘coando mosquito e engolindo camelo’.  

Cuidado, irmãos, muito cuidado. Deixo a todos um pouco da paz que vem de Deus, com meus sinceros votos de progresso a todos que militam nesta respeitável Seara”. 

Deu uma sacudida na médium, como nas manifestações de Umbanda, e afastou-se para o mundo invisível. 

O dirigente ainda quis perguntar-lhe o porquê de falar “daquela forma”. 

Não houve resposta. 

No ar ficou um profundo silêncio, uma fina sensação de paz e uma importante lição: lição para os confrades meditarem. 

Tira Dúvidas nº 67

Cantar pontos em casa.