quinta-feira, 11 de outubro de 2012

ESPERO QUE NÃO SEJA TARDE DEMAIS!!!!!


Enquanto Umbandistas brigam por podres poderes, bancada evangélica cresce.

Noto que ainda não chegamos lá e muito ainda falta para alcançarmos um
coerência, que venha a substituir nossas rivalidades internas, nossas
desqualificações (isso não é Umbanda, aquilo não é Umbanda ... na busca
do poder temporal).

É incrível que não possamos estabelecer coerência e união, fora dos
pontos de doutrina, forma, rito e ramo, pois quando se fala de união, a
primeira pedra a ser jogada é a da uniformização de culto, mas não uma
aliança de interesses comuns, na qual seja colocada a questão balizar da
liberdade de culto (não a que está no papel, na Constituição, pois se
assim fosse, ela por si bastaria para que não houvesse, perseguições,
intolerâncias, agressões ...; só que observamos que somente a lei não
basta, é necessário união de interesses para fortalecer, para cobrar,
para que haja proteção).

Passa eleição e não conseguimos construir uma bancada
Umbandista/Candomblecista, afro ou espiritualista que seja. No entanto,
enquanto brigamos para saber quem é "o Papa da Umbanda", "o Bam bam bam"
do Astral superior, a Umbanda verdadeira ... As correntes religiosas
externas que nos perseguem continuam crescendo e tendo mais poder.

Eu acho que deve ser o ranço das cestas básicas, dos tijolos, das telhas
ou as promessas de isso ou aquilo: "se invadirem a sua casa me chama que
eu aciono o comandante do batalham e/ou delegado". O interessante é que
não se faz nada para impedir a violência, a agressão, a invasão, não se
cria um estrutura de consciêntização (que esses políticos poderiam ter
feito a muito tempo, principalmente os que ai estão a décadas, agora só
plantando a hereditariedade política). Não adianta acionar delegado,
comandante depois do estrago ser feito, é trabalhar que o estrago não
ocorra, pois depois que ocorreu, não é o político que irá atuar de
maneira solitária e déspota, mas o poder público na figura da polícia
(tipificação), MP, Juiz.

Então temos que trabalhar é juntos para conscientizar, formando blocos
para barrar leis Intolerantes, como o fato ocorrido em Piracicaba, na
câmara Municipal, em que os vereadores conseguiram votar uma lei
proibindo o funcionamento das casas de Candomblé. A lei passou por
todos e só foi barrada pelo prefeito.

É um exemplo, poderíamos ter mais, só que se houvesse uma união de
propósitos, pelo menos para fazer uma conscientização do atuar benéfico
da Umbanda e do Candomblé, formar frentes nas câmaras (Municipal,
Estadual e Federal), na criação de leis que fortalecessem a Liberdade
Religiosa, mas com cobrança de sua execução e fiscalização (no que já
existe e no que poderia ser criado), poderíamos ter uma chance de
melhora, mas andando dessa maneira, a tendencia é o fortalecimento de um
Estado Teocrático e que ocorram mais perseguições, invasões e
intolerâncias ao povo de Umbanda e Candomblé.

O estranho é que a culpa, a inércia, por tudo isso é nossa. Demos
terreno fértil, nós limitamos a feudos (mais médiuns, mais cabeças, a
minha doutrina é a Umbanda ...), brigamos por poder entre nós mesmos,
não combatemos as aberrações, pelo contrário, ofertamos até medalhas a
essas pessoas que usam os postes para o amor, o dinheiro, as amarrações.

Na realidade só o tempo dirá se estou errado. Só espero que não seja
tarde demais.

Pai Etiene Sales

Cantar pontos em casa.