terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O que é Magia?
Magia (não é mágica = ilusão), antigamente rotulada de "Grande Ciência Sagrada" pelos Magos, é uma ciência oculta que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza.
Toda magia tem características ritualísticas, iniciáticas e cerimoniais que visam estabelecer contato do indivíduo com os aspectos ocultos do Universo e de Deus. A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, "magus" ou "magi", significando tanto imagem quanto "um homem sábio". Também existem outros significados como algo que exerce fascínio, como por exemplo quando se fala da "magia do cinema".etc.
"Magia é o ato consciente de ativar e direcionar energias elementares positivas ou negativas, universais ou cósmicas e ponto final." Agora, que energias são essas? Ai já outra questão...
Prática da Magia
A prática da magia requer o aprendizado (pelo iniciado, xamã, sacerdote, etc.) de diversas técnicas de autocontrole mental, como a meditação e a visualização. Franz Bardon, proeminente mago do séc. XX, afirmava que tais exercícios tem como objetivo equilibrar os quatro elementos presentes na psique do mago, condição indispensável para que o praticante pudesse se envolver com energias mais sutis, como a evocação e a invocação de entidades, espíritos e elementais (seres da Natureza), dentro de seu círculo mágico de proteção. Outras práticas mágicas incluem rituais como o de iniciação, o de consagração das armas mágicas, a projeção astral, rituais festivos pagãos de celebração, manipulação de símbolos e outros com objetivos particulares.
Magia NÃO é Religião...
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Muitas pessoas associam erradamente o ato magístico com religião e vice-versa. A despeito do que muitos imaginam a magia é muito mais antiga que a religião e muitas religiões utilizam-se de magia em seus rituais. Ambas utilizam-se (de forma consciente ou inconsciente) de poderes Divinos (e não humanos) para evocarem forças, energias, ondas, vibrações, etc. com algum propósito específico.
A questão não está se a magia funciona ou não funciona (pois ela SEMPRE funciona). Magia por definição é o ato de alterar uma realidade com base na determinação. Assim, mesmo que haja pela parte da força evocada o entendimento de que não há merecimento no pedido, ocorrerá com certeza uma mudança da realidade, nem que seja (inclusive) em contrário ao pedido do Mago.
Muitos sacerdotes detém autorga de suas Divindades para utilizarem-se de seus poderes divinos em benefício próprio ou de seus semelhantes. Mas não é necessário que um Mago seja religioso ou sacerdote para exercer seus dons. O difícil é dissociar as atividades de um Mago das de um sacerdote iniciado, pois geralmente os Magos optam por uma determinada religião que lhe ofereça condições de exteriorizar os poderes a ele conferidos.
Egrégora de Magia Divina
Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: todas as empresas, clubes, religiões, famílias, partidos, etc. Fazemos parte da Egrégora dos 7.777 Magos de Magia Divina formados pelo Mestre Rubens Saraceni.
OS VINTE E UM GRAUS DA MAGIA DIVINA
Em 1999 teve inicio o ensino da Magia Divina, algo novo naquela época, quando só se ensinava magia em escolas iniciáticas fechadas e inacessíveis à maioria dos interessados nesse campo do esoterismo e do ocultismo.
Também inédito foi o método usado para ensina-la e de iniciar as pessoas que ingressavam em seus grupos de estudo porque dispensava-as de já possuírem conhecimentos anteriores nesse campo ocultista e facultava a todos um aprendizado pratico, eficiente e funcional em um curto  espaço de tempo.
Foi, de fato, algo inédito que gerou em seu inicio muita polemica e criticas acidas por parte de pessoas dos meios umbandistas e candomblecista que, acreditavam elas, para alguem ser mago bastava conhecere os Orixás e suas oferendas.
Nos Cultos Afro-brasileiros esse conhecimento é muito útil aos seus médiuns (eu entre esses muitos médiuns) para poderem abrir os cultos e para auxiliarem as pessoas necessitadas, indo à natureza em seus pontos de força , oferendando os Guias e os Orixás para que esses auxiliem-nas.
Esse trabalho feito na natureza com Orixás e Guias espirituais é magnífico e é denominado “magistico religioso”, diferente do que eu havia iniciado com o ensino da Magia Divina das Setes Chamas Sagradas, pois nessa Magia Divina o mago iniciado trabalha com os poderes Divinos onde estiver, bastando-lhe ter a mão os elementos necessários, as suas iniciações e os conhecimento de como realizar de forma correta e segura toda uma ação mágica abrangente em beneficio próprio ou de outras pessoas.
E, ainda que, nos muitos graus elementais da Magia Divina o mago iniciado sirva-se de elementos formadores da natureza (água, terra, fogo, ar, vegetais, minerais e cristais) usados por todas as “Escolas de Magia” do mundo todo, no entanto ele só serve-se deles como meios concentradores de poderes Divinos e como Portais multidimensionais e não como um fim neles mesmos.
Mas, além do uso de elementos universais no campo do ocultismo, ao mago iniciado é aberta a ativação dos poderes divinos só através de sua mente ou da “Magia Mental”, onde os poderes divinos atuam tambem a partir das suas mentalizações e direcionamento de suas ações, fato esse que dotou milhares de pessoas de um poder que antes não tinham.
Esse diferenciador mágico e o fato da Magia Divina ser ensinada às pessoas interessadas, não importando a religião que seguem ou se são médiuns ou não,( pois para trabalhar com ela não se incorpora e não se fica “tornado” por nenhuma força externa), prova o seu ineditismo, quebrando resistências e preconceitos e abrindo para todos uma nova forma de ativação dos poderes divinos e do direcionamento de suas ações em beneficio aos necessitados com ações mágicas.
Com o passar do tempo e com a abertura contínua de novos graus a partir de 2001, muitos dos que não a aceitavam e dos que criticavam seu ensino, aberto a todos, viram que seus ceticismos ou suas criticas não se justificavam porque a “Magia Divina” era “algo” novo e inédito, algo esse que causa naturalmente reações em contrario naqueles que desconhecem e nos que seguem outros métodos de trabalho magistico ou que pertencem a outras escolas de Magia.
Entendi o ceticismo e as criticas como algo normal diante de algo novo e procurei esclarecer a todos que me perguntavam com educação sobre a Magia Divina e olvidei os que teciam comentários desvirtuadores sobre a Magia Divina porque, a esses, só o tempo os esclarecia e lhes demonstraria que a forma dela ser ensinada e praticada era inédita, ainda que seus graus trabalhem com poderes divinos e elementos universais, comuns a toda a humanidade.
Tanto isso é verdade que hoje, onze anos e meio depois de ter iniciado o primeiro grupo de estudos da Magia Divina (três de maio de 1999) tanto vejo pessoas iniciadas comigo abrirem novos grupos de estudo quanto vejo outras pessoas abrindo novas “Escolas de Magia” ou abrindo as que antes eram fechadas ou secretas, tornando-as accessíveis a um maior numero de pessoas.
Se isso tudo está acontecendo atualmente, isso se deve aquela minha iniciativa inédita e pioneira de ensinar a Magia Divina de forma aberta a todas as pessoas que sentiam atração pelo assunto, mas que só tinham à mão livros falando de magia, mas que não iniciavam ninguém de fato e tudo ficava no plano teórico do conhecimento.
Hoje, quando vamos iniciar a abertura do seu 21º grau para o plano material com o ensino da “Magia Divina dos Sete Portais Sagrados”, sinto-me feliz por ter perserverado e resistido a todo o ceticismo, a todas as criticas e a todas as ofensas à minha pessoa e aos mentores espirituais que me sustentam e dão amparo e proteção à abertura da Magia Divina a todos que nela queiram iniciar-se e tê-la como mais um recurso luminoso da Lei Maior e da Justiça Divina para semearem o bem nesse nosso tempo, tão conturbado pelas dificuldades que as transformações de um estado de consciência para um outro mais elevado, tem criado para os seres humanos.
A Magia Divina não é o único recurso enviado a nós pelo alto para nos auxiliar nessa difícil transição.
Não! Isso não!
Muitos outros servos abnegados do nosso Divino Criador abriram muitos outros recursos, com todos se somando no auxilio das pessoas necessitadas.
Junto com a Magia Divina veio a abertura do mistério de uma classe de seres divinos descrito na Bíblia Sagrada, mas limitada a uma das classes de Anjos, e que são os Tronos.
Até a abertura do mistério dos Tronos na Magia Divina tudo o que todos em todo mundo sabiam sobre eles é que eram uma das classes de Anjos... E nada mais.
Mas, de repente, um manancial de conhecimentos sobre os Tronos brotou e não parou até hoje de nos enviar mais e mais conhecimentos sobre eles, sendo que o principal, ao meu ver, é que eles participam da criação como os poderes regentes dos Sete Planos da Vida; da Gênese Divina dos Seres e de todas as demais espécies vivas criadas por Deus; assim como participam ativamente da criação das realidades, dos reinos, dos domínios e das muitas dimensões da vida, assim como dos universos paralelos a esse nosso, material.
Mas eles também regem sobre tudo mais, desde as cores até os elementos formadores do nosso Planeta;
Desde nossas faculdades mentais até o funcionamento dos nossos órgãos e aparelhos biológicos.
Enfim, os Sete Tronos são as sete manifestações de Deus e regem todas as religiões já criadas pelos homens, fornecendo-lhes todas as Divindades, cultuadas pelos mais diversos nomes.
Mas também nos revelou que eles são os regentes divinos da Lei Maior e da Justiça Divina, assim como o são de todos os processos magísticos já abertos na face da Terra porque regem sobre os Sete Sentidos da Vida e tudo relacionado a eles.
Nos revelou que podemos associar os Sete Tronos aos Sete Elementos, as Sete Cores, as Sete Faixas Vibratórias, aos Sete Reinos da Natureza, etc.
Esse entendimento profundo sobre os Tronos de Deus nos forneceu as chaves mestras ativadoras de todos os processos magísticos, de todas as classes de seres Divinos, de todos os elementos, de todas as vibrações, de todas as irradiações, de todos os magnetismos, de todas as energias, de todas as espécies de vidas criadas por Deus.
Nos forneceu até as chaves interpretativas do Mistério dos Orixás dentro da Umbanda antes totalmente dependente do conhecimento existente só dentro do Candomblé Nagô ou Yorubano.
Enfim, a abertura da Magia Divina foi importantíssima e só uns poucos já atinaram com isso e dela vem se servindo cada vez mais porque uma das chaves interpretativas que no foi fornecida é a dos “Fatores Divinos” e suas funções na Criação, bem descritos no Livro das Energias e da Criação, editado pela Madras Editora Ltda.
Resumidamente, os 21 graus da Magia Divina são esses:
  1. Magia Divina das Sete Chamas Sagradas
  2. Magia Divina das Sete Pedras Sagradas
  3. Magia Divina das Sete Ervas Sagradas
  4. Magia Divina dos Sete Raios Sagrados
  5. Magia Divina dos Sete Gênios Sagrados
  6. Magia Divina dos Sete Anjos Sagrados
  7. Magia Divina dos Sete Elementos Sagrados
  8. Magia Divina das Sete Conchas Sagradas
  9. Magia Divina das Sete Luzes Sagradas
  10. Magia Divina dos Sete Mantos Sagrados
  11. Magia Divina das Sete Cruzes Sagradas
  12. Magia Divina das Sete Cores Sagradas
  13. Magia Divina dos Sete Giros Sagrados
  14. Magia Divina das Sete Espadas Sagradas
  15. Magia Divina das Sete Águas Sagradas
  16. Magia Divina dos Sete Eixos Sagrados
  17. Magia Divina dos Sete Símbolos Sagrados
  18. Magia Divina das Sete Essências Sagradas
  19. Magia Divina das Sete Vestes Sagradas
  20. Magia Divina de Exu 
  21. Magia Divina dos Sete Portais Sagrados
Esses 21 graus trouxeram todo um vasto conhecimento sobre o Universo Divino e delineou todo um sistema magistico de fácil apreensão e de uma praticidade impressionante que vem surpreendendo médiuns umbandistas, seguidores das mais diversas doutrinas e magos das mais diversas escolas ocultistas abertos ao novo e que vieram conhece-la ou nela iniciarem-se também.
Isso nos faz sentirmos-nos gratos aos Mentores Divinos e Espirituais da Magia Divina, cuja abertura nos foi confiada.
Milhares de pessoas seguidoras das mais diversas religiões já se iniciaram nela e hoje se servem magisticamente dos seus poderes e mistérios para auxiliarem a si e aos seus semelhantes, tornando-se doadores desse auxilio aos necessitados.
Espero ter resumido aqui a importância desse novo recurso divino colocado ao alcance de todos os apreciadores do Esoterismo, do Ocultismo e da Magia.
Rubens Saraceni.

LINHA DAS CRIANÇAS E OS SETE REINOS SAGRADOS

Linha das Crianças e os Sete Reinos Sagrados

Salve Cosme e Damião!

anjo-da-guarda
Estamos no mês de setembro e tradicionalmente comemoramos nos terreiros de umbanda a festa de Cosme e Damião também chamada de Festa das Crianças, das Ibejadas, dos Erês ou dos Yori.
No Núcleo Mata Verde também fazemos uma homenagem a Linha das Crianças e fazemos esta comemoração próxima ao dia 27 de setembro, que é o dia que se comemora na igreja católica os Santos Cosme e Damião.
É uma linha de trabalho muito querida e respeitada no Núcleo Mata Verde, pois são considerados padrinhos do Núcleo Mata Verde.
Já tive oportunidade de contar esta história muitas vezes, mas vou contar novamente de forma rápida esta passagem.
Quando recebemos ordem da espiritualidade para iniciarmos o Núcleo Mata Verde, saímos procurando um local adequado para fazermos o Terreiro e encontramos muitas dificuldades.
Já estávamos quase desistindo, cansados de buscar este imóvel onde seria organizado o Núcleo Mata Verde.
Estava muito difícil encontrar um imóvel que pudesse ser  aproveitado dentro das nossas necessidades e limitações.
Em uma noite, quando estávamos sentados num sofá, quase adormecidos, visualizamos ao nosso lado duas crianças.
Uma menina meio gordinha, cabelo preto e um menino mais magrinho e loirinho.
Estavam parados ao meu lado e falaram: Tio nós viemos ajudar o senhor a encontrar um lugar para  fazer seu terreiro.
Olhei para eles e perguntei:  Quem são vocês?
Eles responderam: Eu sou a Mariazinha e eu sou o Pedrinho e vamos ajudar o Tio.
Levantei meio descrente, eufórico, alegre e fui procurar minha esposa Elisabete e narrei o acontecido.
Em menos de um mês apareceu um lugar que preenchia nossas necessidades, assinamos o contrato e fizemos nossa primeira reunião.
A data do contrato era 27 de Setembro, dia de Cosme e Damião.
Guardo com muito carinho este primeiro contrato que fizemos na Rua Euclides da Cunha.
Após alguns meses estes dois irmãozinhos vieram trabalhar na linha de Cosme e Damião, a Mariazinha se manifestando na minha esposa Elisabete e o Pedrinho se manifestando no meu filho carnal Manoel Neto, ambos os espíritos participam da corrente espiritual do Núcleo Mata Verde e são considerados padrinhos do Núcleo Mata Verde.
Pode-se ver a importância que damos a esta linha em nossa casa.
Mas, vamos agora voltar ao assunto principal deste texto que é como entendemos doutrinariamente a corrente das Crianças e os Sete Reinos Sagrados.
Seguimos no Núcleo Mata Verde uma doutrina chamada de Umbanda os Sete Reinos Sagrados.
Já tive oportunidade de escrever vários textos explicando sobre a origem e princípios destes sete reinos.
Os sete reinos são fases evolutivas do planeta Terra e formam sete hierarquias espirituais, que agregam seres espirituais que vão desde os elementais até os Orixás Primordias, passando naturalmente pelos espíritos que trabalham na umbanda.
Estes sete reinos ou hierarquias espirituais nada mais são do que as sete Linhas da Umbanda.
Suas vibrações estão em todos os locais, pessoas, plantas, animais, espíritos, profissões, órgãos do corpo humano etc…
Naturalmente que todos os espíritos que trabalham na umbanda também estão vinculados as estas sete linhas ou hierarquias espirituais.
As sete linhas e os respectivos reinos são:
1 – Linha de Ogum – Reino do Fogo – cor vermelha
2 – Linha de Xangô – Reino da Terra – cor marrom (antigamente era o roxo)
3 – Linha de Iansã – Reino do Ar – cor amarela
4 – Linha de Iemanjá – Reino da Água – cor azul
5 – Linha de Oxossi – Reino das Matas – cor verde
6 – Linha de Oxalá – Reino da Humanidade – cor branca
7 – Linha de Omulu/Obaluaê – Reino das Almas – cor preta
Como já mencionei acima, todos os espíritos estão vinculados a uma ou mais linhas (reinos) de trabalho.
Por exemplo:
Um trabalhador da linha de Ogum poderá vir somente na vibração da primeira linha ou poderá vir trabalhando em outra vibração.
Um Ogum Sete Ondas é um Ogum (1ª linha) que atua no 4º Reino (ou linha) que é a linha de Iemanjá ou Reino da Água.
Um Ogum Megê é um Ogum (1ªlinha ou Reino) que atua na 7º Reino (ou linha) que é a linha das Almas regida por Omulu.
Outro exemplo:
Um Caboclo Pedra Preta é um Caboclo do 2º Reino (ou linha de Xangô) que atua no 7º Reino ou linha das Almas (cor preta), ou seja, é um Caboclo de Xangô que atua no reino das Almas ou de Omulu.
Uma Cabocla Iara é uma Cabocla do 5º Reino (ou linha de Oxossi) que atua no 4º Reino (ou linha de Iemanjá), ou seja, é uma Cabocla do Reino das Matas (linha de Oxossi) que atua no Reino das Águas.
E assim por diante…
E as demais linhas: Baianos, boiadeiros, malandros, mendigos, marinheiros, Exus, Pomba Giras etc…
Todos estão vinculados as Sete linhas da Umbanda, aos Sete Reinos Sagrados e aos Sete Orixás Regentes.
A identificação nem sempre é fácil, mas com um pouco de experiência e conhecimento da doutrina, fica fácil identificar em qual linha atua qualquer espírito.
Esta identificação pode ser feita através do nome de trabalho, do ponto riscado, das cores que utilizam e das expressões que usam etc…
No caso da Linha das Crianças ela é uma linha pertencente ao 6º Reino, que é o Reino da Humanidade ou Linha de Oxalá, isso devido a pureza e inocência que vibra nestes espíritos.
Embora a Linha das Crianças seja vinculada a hierarquia da linha de Oxalá, cada espírito que se manifesta nesta linha estará vinculado a uma ou mais linhas.
Por exemplo:
Um espírito que se manifesta como Mariazinha, é fácil ligar o nome Maria a Mãe e a Água.
Então Mariazinha é um trabalhador espiritual da Linha das Crianças que atua no Reino da Água ou Linha de Iemanjá.
Um espírito que se identifica como Pedrinho, é Pedro, Pedra é ligado ao 2º Reino, a linha de Xangô.
Então Pedrinho é um trabalhador espiritual da Linha das Crianças que atua na linha de Xangô, e assim por diante…
Flechinha é um trabalhador espiritual da Linha das Crianças que atua na linha de Oxossi ou Reino das Matas.
Caso a identificação pelo nome fique muito difícil, é possível identificar pelas suas preferências, pela cor de sua chupeta por exemplo.
Alguns são alegres, outros são tristes, outros emburrados, outros meigos, outros falantes, outros sérios etc… (verifique as qualidades dos sete reinos sagrados)
Em último caso é só perguntar para a própria entidade e terá a resposta desejada.
Não é um trabalho fácil fazer esta identificação na linha das crianças, mas não é uma tarefa impossível.
Tente fazer em seu Terreiro e terá uma grande surpresa.
Resumindo:
A Linha de Cosme e Damião (Crianças) é uma linha de trabalho espiritual pertencente a linha de Oxalá (Reino da Humanidade) e que pode  atuar nas diversas outras linhas (ou reinos), assim como todas  demais linhas que trabalham na Umbanda.
Saravá Cosme e Damião!
São Vicente, 18/09/2014
Manoel Lopes