segunda-feira, 19 de março de 2012

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Batismo na Umbanda

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: A Umbanda - fé cristã

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Ouvindo o hino da Umbanda

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Ouvindo o hino da Umbanda: Emocionante, lindo demais.

Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: A senda do médium

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Grupo de Umbanda Triângulo da Fraternidade: Plantas de proteção

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A UMBANDA CHEGOU… Cativeiro acabou!

Esses dias estive pensando , e claro reafirmando, como a Umbanda é ESPECIAL.

Ela se manifesta tão livremente, age em tantas dores, em tantas necessidades, em quase todos os momentos em que nos sentimos injustiçados.
Ela é tão ampla, receptiva e agregadora, haja vista os dois “exemplos” postados no blog dias atrás nos quais vimos a manifestação simples do espírito de Dom Helder Câmara se comunicando através da psicografia e Zeca Pagodinho com sua intensidade de crença afirmada em sua vida diária. Duas pessoas tão antagônicas e a Umbanda, com toda sua magnitude, interagindo com eles, seja pela facilidade de comunicação através da psicografia ou pela fé a São Jorge ou, se preferirem, a Ogum. É fato, a Umbanda “está” entre eles.
Ela é tão guerreira, movimentadora, transformadora, sustentadora, forte, vibrante e, ao mesmo tempo, maleável, doce, suave, terna, maternal… Sempre a vejo agindo no emocional das pessoas com tanta paciência e bondade que não me canso de saudar os pretos velhos agradecendo tamanha benevolência. Outras vezes, a vejo impulsionando as pessoas com tanta determinação e coragem que clamo aos Sagrados Orixás para que continuem abençoando todo povo da mata, nossos queridos caboclos. Sem contar as infinitas vezes que vejo a cura do corpo e do espírito acontecendo “assim”, em minutos, depois de algumas baforadas de charuto; as cargas negativas transformadas em esperança depois de alguns “simples” estalar de dedos; o choro compulsivo de desespero convertido em choro de esperança depois de um “singelo” abraço acolhedor e de certeiras orientações.
Momentos únicos que me fazem rogar, com o coração pleno de agradecimento, para que a Força Espiritual da Umbanda continue acolhendo seus Filhos de Pemba.
Força Espiritual da Umbanda que é constituída por espíritos elevados, espíritos que já passaram pelo plano material, espíritos que quando encarnados sofreram, lutaram, “brigaram” com seus deuses no auge das injustiças sofridas, espíritos que já sentiram a dor da ingratidão, do desrespeito e da falta de humanidade, estão aí as senzalas que até hoje choram, os índios que ainda se escondem, médiuns que teimam em negar seus ancestrais e suas missões espirituais… Enfim, é justamente essa Força Espiritual que nos acolhe, nos instrue, nos ajuda e nos direciona.
Como não se curvar diante da Umbanda e de suas infinitas possibilidades e manifestações? Como não olhar com amor, respeito e gratidão para esses espíritos que passam por cima de suas próprias lembranças e dores para nos ensinar a amar, a ter esperança e coragem?
É no mínimo “interessante” saber o quanto os negros sofreram com a escravidão e termos hoje a manifestação de Pretos Velhos nos Terreiros, ou ainda, saber o que os índios passaram, entre tantas dores, pelos piores furtos e termos hoje a manifestação de espíritos de Caboclos em nossa Umbanda auxiliando caridosamente, amorosamente e bondosamente tantas e tantas pessoas.
É, penso que melhor que usar a palavra “interessante”, seria mais correto, mais adequado empregar a palavra “grandiosa”.
Como é GRANDIOSA a capacidade de realização da Umbanda e como ela interage com o povo que sofre, que luta, que acredita e que resiste!
Isso mesmo, já perceberam o perfil das pessoas que vão aos terreiros de Umbanda? São, normalmente, pessoas que sofrem, que lutam, que acreditam, que persistem como foram os negros africanos na época da escravidão, como os índios na época da colonização. São pessoas que persistem, povo que luta, gente de garra .
É, a Umbanda é ESPECIAL mesmo… Ela é a manifestação de “gente”, de “povo”, de “pessoa” agindo, interagindo, fluindo e influenciando gente, povo e pessoa, bastando apenas estar disposto a dar um fim nos cativeiros da vida.
Acorda meu povo, cativeiro acabou, a Umbanda chegou…
Acorda Negro, acorda Índio, acorda Mestiço, acorda Brasil! O tambor está chamando, cativeiro acabou… A UMBANDA CHEGOU…

Todos nós umbandistas…

Axééé pessoal! Todos nós umbandistas “batemos a cabeça” em frente ao altar logo que chegamos ao terreiro, não é mesmo? Pois bem, será que já paramos para pensar na grandeza e no Sagrado desse ato???
Nós, umbandistas, herdamos dos povos africanos a representação do solo como a morada dos antepassados. Para eles, os orixás são antepassados divinizados, ou seja, pessoas e anciões que imergiram na terra e se tornaram Orixás, portanto, para cultura africana o Sagrado está na terra e não no céu como prega a cultura européia. Além disso, sabemos que em determinado momento da vida escravocrata, os negros enterraram os otás e os elementos simbólicos de seus orixás para que não fossem descobertos pelos senhores das fazendas, os quais tentavam de todas as maneiras destruir e descaracterizar a cultura, a crença e as relações humanas desse povo.  Com esse saber, fica fácil compreender que quando “batemos cabeça” estamos entrando em contato com esses ancestrais e antepassados, consequentemente, com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda.
Não podemos deixar de lado também, o poder transformador do elemento terra, portanto, ao bater cabeça com os pensamentos firmados na ação e nas forças divinas, naturalmente conseguimos descarregar todos os pensamentos negativos e atuações negativas, que por ventura esteja envolvendo nosso mental. Melhor ainda acontece quando temos a oportunidade de deitar no chão ao bater cabeça, nessa ocasião, a descarga acontece também no sentido emocional e em todos os nossos chacras, afinal eles também entram em contato com a terra.
E vale ressaltar:
Quando batemos o lado direito, entregamos nossa coroa para as Entidades Espirituais da Direita, quando batemos o lado esquerdo, a entrega é para as Entidades Espirituais da Esquerda, já a testa representa entrega total, a entrega de nossa coroa a todas as forças assentadas e representadas no altar. É nesse momento que essas Entidades, de forma muito pontual, sutil e grandiosa,  cruzam nossas costas firmando-nos e protegendo-nos que qualquer mal, dando toda a sustentação para os trabalhos espirituais.
Também sabemos que em muitos terreiros são usados outros elementos para que esse ritual aconteça com supremacia, a exemplo, posso falar da Toalha, que representa, entre tantas outras coisas, a proteção de Oxalá, o acolhimento e a pureza. Outras vezes o pai de santo risca um ponto para que o ritual aconteça com uma específica ação  magística realizadora e religiosa. Há também aqueles que firmam a corrente com um canto representativo e emocionante, estimulando o lado emocional e vibracional da corrente. Nossa, me arrepio só em pensar!
Não tem como negar, a Umbanda é um encanto, está cheia de fundamentos, significados, tradição e axé. Aliás, Umbanda é AXÉÉÉ…