terça-feira, 22 de maio de 2012


Diante do Altar

Axé a todos! Hoje, próximo daquele momento mágico e divino que é “bater cabeça” aos Orixás diante de nosso Altar Sagrado, quero que pensemos sobre a importância de nossas funções dentro de um Terreiro, quero que façamos uma rápida avaliação se estamos realmente fazendo “o melhor”. O melhor pelos outros e por nós.
Sei que as dificuldades são grandes, que os percalços da vida tumultuam as decisões quando nos referimos a uma caminhada espiritual, mas a Paz de Espírito que sentimos quando respondemos positivamente a questão acima, é superior a qualquer dificuldade, dor ou angústia.
O fato é que quando nos referimos à evolução espiritual, mais do que boa vontade, precisamos de atitudes firmes, dignas e similares às Forças Superiores das quais somos envolvidos.
Com minha experiência, percebo claramente que muitos são recebidos na Casa do Pai mas poucos são os escolhidos, poucos são os ficam.
Observo que muitos médiuns quando saem do terreiro sentem-se ofendidos, julgam demasiadamente e maldizem tudo, esquecendo que já se beneficiaram muito daquela Casa, portanto, não olham e não avaliam seu interior, não percebem a Grandeza da Espiritualidade e a verdadeira necessidade de manifestar atitudes dignas e amorosas como Simplicidade, Humildade, Colaboração, Fraternidade, Confiabilidade, Fidelidade, Boa Vontade, Renúncia, Solidariedade, Trabalho, Disciplina, Fé, Amor, Obediência, Respeito, consequentemente, não ficam naquela Casa, não conseguem ter afinidade.
O que mais lamento em nossa doutrina umbandista é que poucos médiuns entendem a afirmativa “muitos serão chamados, mas poucos serão os escolhidos”, isso quer dizer que poucos médiuns se preocupam e se esforçam para estarem na mesma vibração, na mesma energia e na mesma sintonia das Forças Superiores. Não significa ser “Santo”, tão pouco “Capacho”, mas sim reconhecer os próprios erros, se esforçar diante do Sagrado e do ser humano, melhorar a cada dia, afinal, reconhecer, se esforçar e melhorar são sinais de HUMILDADE, que é a “Regra Áurea da Umbanda”.
Constatem comigo, não entramos ou saímos de uma Casa à toa. Assim como não existem coincidências para a espiritualidade, o que existe são momentos, necessidades, tempo, permissões e principalmente Lei e Justiça Divina.
Portanto, precisamos sempre nos perguntar se estamos fazendo “o melhor”. Precisamos sempre avaliar nosso íntimo, frear nossos instintos e dominar nosso emocional para que possamos ter uma vida plena de Paz, mesmo porque, são pelas nossas atitudes e pelo nosso íntimo que somos vistos pelos Orixás e Guias Espirituais 24 horas por dia, e não somente em dias de trabalho diante do Altar ao “bater cabeça”.
Saibam, diante do Altar não tem júri e nem juiz, algemas e nem cadeia.
Diante do Altar, onde está Oxalá, somos advertidos e nos é permitido deixar a nossa carga negativa aos pés dos Sagrados Orixás.
Diante do Altar somos grandiosamente incentivados e vitalizados para percorrer o caminho da dignidade, fidelidade, amor, fé e caridade.
ANTONIO CARLOS EVANGELISTA
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TODOS se beneficiam com giras bem giradas

Axé! Percebi que o assunto de terça-feira, energia versus roupa, e a proposta de um olhar mais cuidadoso e atencioso sobre a emissão e captação de energia foram importantes. Aliás, espero que tenham ajudado, e claro, que melhorem nossas giras e os trabalhos dos Guias Espirituais junto aos médiuns e consulentes.
Como disse, na Umbanda tudo é energia, pisar, dançar, defumar, cantar, bater palma… enfim, todos os movimentos ritualísticos, todos os elementos naturais – água, terra, fogo, ar – e todos os Guias Espirituais estão transmutando/transformando energias densas e negativas que estão instaladas em nosso campo áurico, infiltradas em nosso duplo etérico e perpassando nossos sentidos, sentimentos e pensamentos, em energias leves e positivas. Para tanto, recebemos os passes espirituais onde normalmente são usados ervas, sopros, palmas, estalar de dedos, águas, pembas, cruzes e mais uma infinidade de “simples” movimentos segredados e sagrados que, muitas vezes, passam despercebidos ou longe de nossas percepções, entendimento e alcance, afinal, estamos falando de outras realidades que são: a do Sagrado, a dos Fluidos Energéticos e a da Crença.
Dessa forma e com a mesma intenção, quero pontuar alguns outros “detalhes” que muitas vezes passam despercebidos, mas que fazem muita diferença quando a questão é emissão e captação de energia.
Vamos lá:
Anéis, colares, pulseiras, tornozeleiras e brincos são objetos que modificam a estrutura molecular e o fluxo da onda energética que está sendo projetada ou captada, portanto devem ser evitados nos momentos de passes ou durante os trabalhos espirituais.
Na Umbanda, os mais intensos fluxos de energias emitidos pelos Guias Espirituais e médiuns são projetados pelas palmas das mãos (aqui fundamentamos a importância de bater palmas no início dos trabalhos: o fato é que ao batermos palmas descarregam-se as cargas negativas e ainda ativam-se e abrem-se os chacras das palmas das mãos capacitando-as para a emissão e captação de energia, preparando-as para o trabalho em si) justificando o cuidado e atenção que se deve ter com essa parte do corpo, inclusive com os objetos, joias e bijuterias usadas.
A questão é que muitos desses fluxos sofrem alterações moleculares pela interferência de outros elementos ou energias e um bom exemplo é a aliança de ouro.
Percebam que a aliança concentra, devido a imantação, projeção e intenção, uma forte energia emocional que pode ser positiva ou negativa dependendo de como o médium está vivendo sua relação afetiva. Isso quer dizer que se o médium está em um momento emocional positivo, a aliança recebe e automaticamente projeta uma energia positiva, caso contrário, a energia será negativa. Aliás, somente no dedo anelar da mão esquerda (dedo que se coloca a aliança de casamento) existe uma veia que está ligada diretamente ao coração.
Além disso, a aliança também é feita de ouro, minério maleável extraído da terra que energeticamente propicia, e simboliza, união, vigor, virilidade e alegria (por isso o ouro é usado para representar alianças, casamentos, poder, durabilidade e resistência quando unido com ‘outro’). Percebam que não tem energia, intenção ou simboliza cura, transmutação ou transformação, como é o mais adequado quando falamos em ‘passes espirituais’.
Dessa forma, quando o médium usa aliança de ouro ao dar um passe – incorporado ou não - os fluídos energéticos que saem de suas palmas se misturam com a energia mineral e natural do ouro e com a energia emocional do médium, e isso pode significar uma forte alteração da energia inicialmente projetada.
O mais sensato e correto, no meu entender, é que o médium tire sua aliança antes dos trabalhos espirituais, assim como os colares, pulseiras, brincos, tornozeleiras, relógios, cintos, tiaras, fivelas. Todos esses objetos, além de serem perigosos devido a grande probabilidade de causarem acidentes durante uma gira, modificam fluxos de energia, ondas magnéticas e as rotações dos chacras.
As mesmas interferências acontecem com os consulentes. Observem a dificuldade dos Guias Espirituais para cruzar o chacra laríngeo das pessoas que estão portando vários colares e gargantilhas, com pingentes de pedra, osso, madeira, aço, prata ou ferro. Notem os entraves e as limitações que os Guias Espirituais têm para cruzar os pulsos, as orelhas e os pés com o uso de tantas bijuterias ou joias.
Saibam ainda, que o relógio é o mais prejudicial entre todos esses objetos. Ele tem um maquinário que no plano mais sutil – plano em que os Guias trabalham – se movimenta e “pulsa” confundindo a sensibilidade e percepção do Guia atrapalhando consideravelmente o atendimento.
Seguindo essa linha de raciocínio, aconselho que os consulentes também tirem todos os objetos, joias, bijuterias e acessórios antes dos trabalhos espirituais iniciarem, antes de entrarem em consulta espiritual e antes de receberem um passe, da mesma forma, devem tirar qualquer apetrecho que prenda os cabelos como tiaras, fivelas, grampos etc. É de suma importância que a região da cabeça esteja livre facilitando as percepções e os trabalhos espirituais e energéticos junto ao chacra coronário, assim, manteremos uma energia mais límpida e direcionada, sem tantas interferências energéticas e, principalmente, facilitaremos os trabalhos dos Guias Espirituais.
Outro “detalhe” importantíssimo é o cuidado que os médiuns e consulentes devem ter com o uso doscintos. Observem, são acessórios que normalmente são feitos de couro ecológico (energia animal) ou couro sintético (feito de petróleo que tem energia densa e absorvedora) com fivelas de ferro, osso, metal ou plástico que fecham veementemente o chacra umbilical. Chacra que permite dar e receber, que permite sentir alegria, vontade de fazer as coisas e que permite melhorar a autoestima, entre tantas outras funções.
Portanto, os médiuns e os consulentes devem igualmente tirar ou não usar cintos nos trabalhos espirituais ou mesmo antes de entrar em consulta com os Guias Espirituais, caso contrário, a energia é bloqueada na altura da cintura não alcançando os outros chacras inferiores, como por exemplo, o chacra básico.  Um desperdício imensurável quando falamos em cura, em transformação energética e limpeza. Uma falha dantesca quando pensamos nos fundamentos da Umbanda.
Também quero alertar para o mal e inconveniente uso de perfume, cremes hidratantes e afinsutilizados antes da gira. Esse hábito é extremamente prejudicial e dificulta intensamente os trabalhos dos Guias Espirituais.
Entendam, os Guias trabalham, na grande maioria, captando a energia que é espargida pelo duplo etérico. Eles “sentem” a nossa energia emocional, a nossa vitalidade e até nosso magnetismo espiritual pela aura, pelos fluidos que exalam de nossos poros, mas, se besuntamos nosso corpo com creme ou perfume os poros ficam fechados, a natureza dos fluidos fica alterada, portanto essa sensibilidade e percepção fica impraticável restando ao Guia e ao médium, a capacidade de “ver”. E sabemos, não são todos os médiuns, assim como não é toda hora que se consegue enxergar essas energias ou a aura. Importante também, NÃO passar creme ou perfume depois do banho de ervas, caso contrário, de nada valerá o banho.
Como já disse, espero que nos preocupemos mais com as giras, com os trabalhos dos Guias Espirituais, com nossos comportamentos, responsabilidades e com a Umbanda. Espero que busquemos cada vez mais o Saber e que os pratiquemos em favor de TODOS nós. Mesmo porque, tenho certeza que todos se beneficiam com atitudes responsáveis e com giras bem giradas e cuidadas.
Encerro esse texto compartilhando o pensamento de Mario Sergio Cortella que afirma a necessidade de uma GENEROSIDADE MENTAL num momento em que a sociedade caminha, cada vez mais incisivamente, para o egoísmo: “Quem sabe, reparte. Quem não sabe, procura”.
Axéééé… Bom compartilhar, boa procura e excelente gira a todos!

POR ISSO OS GUIAS NÃO TE AJUDAM!