quinta-feira, 27 de setembro de 2018

COSME DAMIÃO E DOUN- NO TEMPO QUE NÃO HAVIA MALDADE

No tempo que não havia maldade

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Ainda me lembro daqueles dias, onde ainda criança, acordava tomava meu cafezinho da manhã, e corria para o quintal brincar no meu balanço e brincar na terra, ficava ali conversando com meus amigos que só eu via, e pegava minha mãe dando risada, da minha loucura de criança. Tempos bons.
Me lembro do terreiro de Cosme Damião, um terreiro simples que ficava no quarteirão de cima de casa, nessa época quando chegava em setembro, todas as crianças da vizinhança ficavam contando os dias porque logo chegaria a tão esperada FESTA DE COSME E DAMIÃO, havia crianças que só comiam um docinho nesse dia, devido a carência e vida dura de sua família onde certos luxos não comportavam. Naquele dia o terreiro ficava tão lindo, cheios de enfeites, flores, tudo tão colorido que encantava a gente, parecia até que estávamos em outro mundo, e as crianças ficavam nesse dia que não se aguentavam de ansiedade, até que os espíritos das crianças do espaço chegassem para a gente brincar e comer MUITO DOCE com elas, aquele dia era um dia abençoado, cheio de bençãos, um dia sagrado, onde não havia tristeza. Um dia FELIZ.
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Fecho os olhos e me lembro como hoje, havia um preto velho sentadinho no seu toco, dando sua risada matreira, e olhava com todo cuidado a festança da criançada, os olhos dele brilhavam, e mesmo ele sorrindo ele impunha respeito, era o vovô, saudosas bençãos de Pai Velho. Me lembro que nesse dia chegava muitas pessoas a procura de uma graça, mas lembro de uma criança em especial, muito doente que queimava em febre, sua mãe muito pobre, chegou aos prantos, clamando por uma cura, um alívio para o sofrimento de seu filho, naquele dia as crianças se uniram todas, tanto as do plano físico quanto do espiritual e foi feito uma corrente em volta dessa criança, onde o preto velho ia passando as ervas e fazendo suas orações, e a criança foi parando de chorar, foi abrindo os olhinhos e sorriu, ela naquele dia ficou boa. Mas algo muito forte naquele momento aconteceu, uma egregora de luz estava ali sólida e firme.
Havia crianças que chegavam com seu chinelinhos um pé de cada cor, e a gente na nossa inocência achava engraçado, mal sabíamos que se vestiam assim porque realmente não tinha um sapatinho melhor para calçar nos pés, ainda me lembro do brilho dos olhos, quando pegavam na mão um copo de suco de frutas e um docinho, na época refrigerantes não eram usados na festa, somente suco de frutas adoçados com mel. Parece que ainda posso sentir o sabor doce na boca de tão bom que era.
“Uma das primeiras coisas que aprendi que em doce consagrado de Cosme e Damião não dá formiga. Simbolizando que o mal nunca vencerá o bem”.
Lembro que nesse dia doavam brinquedinhos, carrinhos, aquelas bonequinhas  vendidas em feira, daquelas que tinham só uma fraldinha, sabem como é? mas era a bonequinha mas linda do mundo, o carrinho então era o mais espetacular e o mais veloz, a gente brincava tanto com essas lembrancinhas que quando elas quebravam ou estragavam parecia que estava sendo arrancado o nosso coração do peito, e a gente chorava inconsolável, e a mãe da gente para nos consolar dizia, logo logo vocês ganham outra.
As pessoas nesse dia levavam fitas cor de rosa para serem benzidas, roupinhas de criança, levavam água para ser abençoada para depois serem dadas para as crianças levadas ficarem mais boazinhas, para serem dadas para as crianças que estavam em hospitais e gravemente enfermas, havia uma coisa especial no ar, uma fé tão grande, uma luz que era tão envolvente que a gente podia quase que tocar. Lembro das luzes que brilhavam sobre a cabeça dos médiuns incorporados, luzes que pareciam prismas coloridos, eu falava olha as luzes, e os adultos riam, talvez achando que era da minha cabeça, hoje eu sei bem o que é essas luzes.
Tenho uma recordação muito bonita de uma festa de Cosme e Damião em nossa casa, onde havia uma criança, um garotinho autista, nesse dia ele brincou com todas as crianças, e quando acabou a linha delas e foram embora, fui beber água, ele que pouco se comunicava com pessoas estranhas, olhou para mim e disse: a garotinha que estava com você foi embora né. Eu confesso que fiquei muito emocionada. Essa criança era muito especial, quando ia em nossa casa, na hora de ir embora, ficava dando tchauzinho e dizia que estava dando tchauzinho para seus amiguinhos no portão, o grande detalhe é que não havia ninguém nessas horas só ele via. Essas crianças especiais e únicas tem o dom de ver além da matéria física e nesse momento a gente percebe o quanto é especial o trabalho desses espíritos guias que são as CRIANÇAS DE UMBANDA.
Muita coisa mudou, hoje os doces que eram tão abençoados e que traziam tantas alegrias, estão sendo enegrecidos pela maledicência humana e religiosa de alguns seguimentos que precisam tentar destruir outras religiões para sustentar sua fé.
Eu acho que essas pessoas nunca foram numa comunidade carente, onde o básico falta, acho honestamente que nem sabem que elas existem, porque se soubessem a vida dura de uma criança que nasce numa família pobre e carente, com poucos recursos não falariam do que não sabem. Eu não sei como podem fazer uma coisa tão ruim tentar denegrir um momento tão sagrado, tão abençoado, a vida já é tão dura, com desemprego do pai e mãe de família, com a violência urbana, com a marginalidade, nossas crianças sendo adotadas pelo tráfico, e eles tem a coragem de falar dos “docinhos” de Cosme e Damião. Que gente sem Deus no coração.
Sabe o que é mais triste que essas pessoas, que falam tanta bobagem nem olham para uma criança carente, eles simplesmente não sabem o quanto as vezes um pequeno doce, pode fazer o dia de uma criança um pouco mais feliz, eles não mensuram o alívio de um pai e de uma mãe que conta moedas para comprar o básico, eles não tem noção quando um pai ou mãe, olha para sua criança e vê ela sorrindo com o tal “docinho” e muitas vezes com a lembrancinha, aquele brinquedinho, eles não mensuram. Porque não se importam, e nem sabem o alívio que isso proporciona no coração daquele pai e daquela mãe que não pode comprar aquele doce. Estamos falando de dignidade, talvez eles nem saibam o que significa essa palavra.
E quem é DOUM?
“Reza a crença de que para cada dois gêmeos que nascem, um terceiro não encarna neste mundo. Mas, embora não apareça de forma física, Doum também é venerado e respeitado como parte da família dos Ibejis, considerado “aquele que não veio”. Por isso, o mito de Doum também serve de consolo quando uma criança morre bebê ou ainda no ventre materno. Nesses casos, a partida é entendida como o retorno de um desses seres divinos ao mundo do qual não conseguiu se despedir. Mas por serem considerados espíritos infantis, os ibejis são muito confundidos com os erês, que na verdade são espíritos intermediários, mensageiros”.
” Um outro fato era que Doum era  filho de uma empregada da família dos gêmeos, Cosme e Damião e que morreu no dia seguinte ao martírio dos irmãos, e foi levado por eles que o amavam muito. É comum nas estampas de Cosme e Damião se incluir a figura de uma outra criança, que representa Doum”.
Nunca ninguém irá destruir o que é sagrado perante Deus, porque o que Deus nos dá, homem nenhum falível tira. Nossos doces, não são apenas doces, são imantados, sagrados, tem o poder da cura não somente a cura da matéria mas a cura do espírito. Naquele doce tem um ingrediente, que maldade alguma pode tirar, que é o ingrediente do AMOR.
O dia de São Cosme e Damião é tão verdadeiro que vários outros seguimentos festejam essa data, representa a ALEGRIA na sua essência mais pura, a CURA pela Caridade oriunda de AMAR SEU SEMELHANTE. Onde está  viva a lembrança de homens dignos que foram os Doutores dos Pobres e das Crianças.
“São Cosme mandou fazer duas camisinhas azul.. No dia da festa dele São Cosme quer caruru”
Ibeji .. Ibeijada.. a benção.
Meus irmãos que as bençãos de São Cosme e Damião e toda egregora dos espíritos guias das crianças do espaço, lhe tragam paz.
Cristina Alves
Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

Eta Preconceito com as Balinhas de Cosme e Damião !

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Os doces de Cosme e Damião faz mal a quem os comem?

by cristinatormena

Os doces de São Cosme e Damião, são abençoados, e imantados por espíritos guias iluminados, não fazem mal a seu ninguém, o que faz mal é a mente pérfida e maldosa, e pior hipócrita de algumas pessoas.
Engraçado que as balinhas de São Cosme e Damião faz mal, mas os hipócritas agora inventaram as balinhas de Jesus, como se Jesus aprovasse a intolerância e o preconceito. Por favor um pouco menos de hipocrisia.
Já vi curas oriundas desses espíritos guias lindas, então são sim abençoadas, comam sim sem medo, distribuam as crianças e principalmente as pessoas que se encontram adoentadas.
E que em nome de Jesus e de São Cosme e Damião, encontrem os lenitivos e os bálsamos para a cura de suas dores e enfermidades. 
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cristinatormena | 27 de September de 2018 at 11:29 | Tags: fazem mal a quem os come?os doces de Cosme e Damião | Categories: Sem categoria | URL: https://wp.me/p6CoVr-3xM

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