Pesquisar este blog

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Texto de Cristinatormena: Para onde vão os Espíritos Suicidas?

 

PARA ONDE VÃO OS ESPÍRITOS SUICIDAS?

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Cada espírito é uma história.

Alguns suicidas sentem-se presos ao corpo de tal modo que, leva-os a ver e sentir os efeitos da decomposição; outros vão para as regiões umbralinas (região destinada a esgotamento de resíduos mentais); outros ainda, como conta no livro “Memórias de um suicida”, tornam-se presas de obsessores, que as vezes, também foram suicidas, entidades perversas e criminosas, que sentem prazer na prática de vilezas, e que continuam vivendo na Terra ao lado dos homens, contaminando a sociedade, os lares terrenos que não lhes oferecem resistências através da vigilância dos bons pensamentos e prudentes ações. Esses infelizes unem-se, geralmente, em locais pavorosos e sinistros da Terra, afinados com seus estados mentais como: florestas tenebrosas, catacumbas abandonadas dos cemitérios, cavernas solitárias de montanhas muitas vezes desconhecidas dos homens e até antros sombrios de rochedos marinhos e crateras de vulcões extintos. Eles aprisionam, torturam por todas as formas, desde maus tratos físicos e da obscenidade, até a criação da loucura para mentes já torturadas por sofrimentos que já lhes são pessoais, etc.

QUANTO TEMPO OS SUICIDAS FICAM PRESOS AO CORPO FÍSICO?

Não há previsão para o tempo que os suicidas ficam presos ao corpo vendo sua decomposição, vagando nas regiões umbralinas, prisioneiros de obsessores, etc. Isso varia de espírito para espírito. É o tempo que levam para harmonizar sua mente e entenderem o apoio que está sendo dado a ele. Pois, há grupos de socorro para os Espíritos que sofrem. No Vale dos Suicidas, por exemplo, o grupo de trabalhadores é chamado de: Legião dos Servos de Maria, pois o Vale é chefiado pelo grande Espírito de Maria de Nazaré.

TODO SUICIDA VAI PARA O VALE DOS SUICIDAS?

A médium Yvonne Pereira, em seu livro “Memórias de um Suicida”, fala do Vale dos Suicidas. Entretanto, há notícias de outros suicidas que não foram para o referido Vale. O próprio Camilo (personagem principal do livro) diz que não sabe como acontece os trabalhos de correção para suicidas nos demais núcleos ou colônias espirituais.

COMO REENCARNA UM SUICIDA?

Geralmente renascem com defeito ou deficiência no órgão afetado. E o resgate também não é igual para todos. Por exemplo: Jerônimo, personagem do livro “Memórias de um suicida”, que se matou com um tiro no ouvido porque sua empresa faliu, deixando esposa e filhos em situação difícil, reencarnou em família rica, com o propósito de não formar família, montar uma instituição para crianças órfãs, e ir à ruína financeira novamente, para ter que lutar com coragem. Seria um teste para ele; Camilo, personagem principal do livro referido, tornou-se grande trabalhador no Vale dos Suicidas, e após 50 anos reencarnou para cegar aos 40 anos e desencarnar aos 60 anos. Como vemos, ambos deram um tiro no ouvido, mas o resgate foi diferente.

É ERRADO MATAR-SE PARA ENCONTRAR COM O ENTE QUERIDO?

Além de ser errado adiará ainda mais o reencontro com este ente querido. No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 2ª parte, capítulo V, há um relato de uma mãe que suicidou-se logo após a desencarnação de seu filho. Sua intenção era acompanha-lo. Mas não aconteceu o esperado.

É ERRADO MATAR-SE PARA SALVAR UMA VIDA?

Sacrificar sua vida para salvar outra, só sem intenção de morrer. Exemplo: bombeiro. Suicídio, nunca! Portanto, deixemos claro que, só Deus tem o direito de retirar a vida. Deus não castiga o suicida, é o próprio suicida quem se castiga, através de sua consciência pesada. O tribunal do suicida (e de todos nós) é a sua própria consciência. Se o ato do suicida é covarde ou corajoso, não podemos precisar, porque há casos de loucura, onde o suicida, por estar em estado de demência, não pode avaliar o crime que está cometendo. No caso de Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, diz Emmanuel, que ele não foi considerado como suicida, uma vez que evitou uma guerra civil com sua morte. Como vemos, cada caso é um caso. Por isso, aprendamos a não julgar pela aparência. Pois, não sabemos se já fomos ou estamos sendo suicidas indiretos, ou seja, aquele que se mata devagarzinho, todos os dias através de vícios, excesso alimentar, sexo desregrado, etc. Nossos sentidos são primários e não temos direito de julgar. Só há um juiz, perfeito e infalível: DEUS. Para nós cabe a caridade da prece à esses irmãos.

KARDEC COMETEU SUICIDO?

Devemos esclarecer aos que desconhecem sua biografia ou conhecem e tentam denegrir sua imagem que, Kardec não cometeu suicídio, ele desencarnou aos 64 anos, entre 11 e 12 horas no dia 31 de março 1869, devido ao rompimento de um aneurisma, cumprindo, e muito bem, sua missão. Infelizmente, recebemos notícias, quase que diariamente, sobre pessoas que cometeram suicídio. Porque o suicídio para o materialista, é visto como uma porta de saída para os problemas. Mas, para o espiritualista, ou seja, para quem acredita que a vida continua após a morte do corpo físico, o suicídio é porta de entrada para mais problemas, dores e aflições. Portanto, lembremos que Deus não nos dá um fardo cujo peso não aguentaremos. Tenhamos fé e esperança no futuro.

NÃO SE MATE, VOCÊ NÃO MORRE.

Fonte: Grupo de Estudos Espíritas

Templo de Umbanda 7 ondas e Cabocla Jupira- por Cristinatormena

 

10 REGRAS QUE RECEBEMOS ANTES DE REENCARNAR

A imagem pode conter: texto que diz "CENTRO DE PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO DE NOSSO LAR São planejados num nivel superior às encarnações individuais Pela sua interferência nos destinos de uma coletivdade, suas particularidades merecem a atenção de Espíritos mais elevados"

1) Você receberá um corpo. Pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu durante essa rodada.

2) Você está matriculado numa escola informal, de período integral, chamada vida. A cada dia, nessa escola, você terá a oportunidade de aprender lições. Você poderá gostar das lições ou considerá-las irrelevantes ou estúpidas.

3) Não existem erros, apenas lições. O crescimento é um processo de tentativa e erro: experimentação. As experiências que não dão certo fazem parte do processo, assim como as bem sucedidas.

4) Cada lição será repetida até que seja aprendida. Cada lição será apresentada a você de diversas maneiras, até que a tenha compreendido. Quando isso ocorrer, você poderá passar para a seguinte. O aprendizado nunca termina.

5) Não existe nenhuma parte da vida que não contenha lições. Se você está vivo, há lições para aprender.

6) “Lá” não é melhor do que “aqui”. Quando o seu “lá” se tornar em “aqui”, você simplesmente entenderá que o melhor é viver o “aqui e o agora”.

7) Os outros são apenas seus espelhos. Você não pode amar ou detestar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que você ama ou detesta em si mesmo.

8) O que fizer de sua vida é responsabilidade sua. Você tem todos os recursos de que necessita. O que fará com eles é de sua responsabilidade. A escolha é sua.

9) As respostas estão dentro de você. Tudo o que tem a fazer é meditar, analisar, ouvir e acreditar.

10) Você se esquecerá de tudo isto!

Fonte: Estudos Espiritas.

Templo de Umbanda Ogum 7 ondas e Cabocla Jupira- por Cristinatormena

 

ESPÍRITOS “ACORRENTADOS” AOS LUGARES

A imagem pode conter: sapatos, atividades ao ar livre e água

No Espiritismo não existe o termo “Espíritos presos à Terra”, e sim, Espíritos obsessores em vários graus, ou Espíritos apegados ainda à matéria, que podem sugar as nossas energias. Sabemos que há recém-desencarnados, que sem terem ciência de que seu corpo morreu, ficam, no dito popular, “vagando” pela Terra, perdido, por recusar ajuda, e insistirem que não morreram. Às vezes, ele até vê seu corpo morto. Assiste seu velório, mas para ele, ele está tendo um pesadelo, onde anseia acordar. É uma ilusão, que em muitos casos, é normal, e temporária. Mas e quando essa ilusão, demora anos a fio? O Espírito, nesse caso, está tão tomado pela ilusão de que tudo continua da mesma forma que deixou, que ele se sente preso no lugar onde viveu, ou ligado demais nas pessoas que deixou. Ou até ligado de forma exacerbada aos pertences (há casos de Espíritos que chegam a se revoltar pelo fato da família ter se desfeito de seus objetos, pois ele ainda acha que são objetos seus). São Espíritos materialistas. Apegados em demasia à matéria. Lembrai-vos que há casos em que as pessoas pedem que se acaso morrerem, fulano ponha em seu caixão, objetos que gostava. Acham que vão precisar deles, quando chegar do lado de lá. Algo que remete aos tempos dos faraós. É mais comum, contudo, o Espírito ficar apegado às pessoas, do que a objetos ou lugares. E isso independe de seu caráter. Muitas vezes, ele fica tão abalado com o desencarne, que insiste em ficar ali, perto dos familiares. Visita a casa, age como se tivesse vivo, e se a força de sua mente for tamanha, provoca até efeitos materiais, como mover maçanetas, e esbarrar em móveis, pra chamar atenção pra si. Mas nós não o vemos, embora eles queiram muito serem vistos. Essa ação, muitas vezes, é temporária. Perdura até ele aceitar ajuda, tomar ciência de que vive do outro lado, e ir se desligando do que deixou pra trás. Mas há Espíritos que são tão tomados pela vida material, que não aceitam o desencarne. Não aceitam ter que deixar a casa onde viveu por décadas. Há Espíritos que ficam presos em ambientes que gostavam e eram apegados demais, como o trabalho, a escola… Vemos muitos filmes de ficção, ou até baseados em dados reais, onde um Espírito atormenta novos moradores da casa onde viveu. Embora na ficção sempre se mostre esses eventos de uma forma cheia de clichês de terror, alguns efeitos são reais. No livro O CÉU E O INFERNO, há vários relatos sobre Espíritos presos ao ambiente em que viveram. Um deles, é do avarento François, que mesmo após cinco anos de desencarnado, continuava na casa onde morava, procurando o dinheiro que havia guardado. Se revoltava pela família ter-lhe vendido a fazenda, e pasmem… quando perguntado por um médium, onde estava no Plano Espiritual, deu o endereço onde, em vida, morava. Noutro relato, um jovem foi morar numa casa tida como assombrada pela população de Castelnaudary, que havia sido exorcizada, sem sucesso, pelo padre local. Na casa, se ouvia barulhos dos mais altos e isso foi motivo para que várias famílias que ali passaram, abandonassem o local. O último morador, faleceu ali dentro. E então o filho desse morador, que não morava com o pai, resolveu morar ali. Porém, ao adentrar o local, o rapaz sentiu um forte soco na face. Aquele Espírito perturbador, que já atormentara seu pai, o último morador da casa; era dos mais agressivos. Apenas quase cinquenta anos depois, esse Espírito, evocado, e já passível de conversa, elucidou o que acontecia naquele ambiente onde se via preso e perturbado. Ali, ele matou o irmão, cortando-lhe a garganta enquanto este dormia. E o mesmo ele fez, anos depois, com a própria esposa. Esse homem viveu o resto da vida dele, sem pagar por esses crimes, e morreu ali mesmo, naquela casa. Era vil, e todo morador que a casa recebia, ele lhe provocava algum incidente que fazia com que o morador fosse embora. O que mais surpreende, é que mesmo passados muitos anos do acontecido, ele ainda carregava o punhal com a qual matou o irmão e a esposa, e ainda estava lavado em sangue. O ato se repetia na sua mente, com a sensação de nunca ter fim, apesar dele ter noção do tempo passado. Certa feita, passei uma temporada na casa de minha tia no interior paulista. Lá, fiz amizade com uma moça, e como malhávamos na mesma academia, e a casa dela era caminho, passei por lá pra chamá-la para irmos juntos, treinar. Eis que no fundo da casa dela, havia uma casa que me chamou a atenção. Tive a impressão de ter alguém ali olhando a gente conversar. Mas a casa estava vazia. À noite, acabei por sonhar com essa casa. Em seu portãozinho, havia uma senhora, descabelada, com o rosto disforme, me ameaçando com uma faca, acaso eu entrasse no quintal. No dia seguinte, comentei esse sonho com essa amiga, e ela tremeu: na casa dos fundos, morava uma mulher, com problemas mentais, que a pouco tempo, havia se matado. Não gostava de visitas na casa da frente. Ou seja, ela continuava ali… Perceba nos três relatos que fiz, que a QUESTÃO DO TEMPO é diferente a esses Espíritos. No caso do avarento Françóis, era apegado aos pertences que deixou, e não tinha noção do tempo que se passou. No segundo caso, o violento de Castelnaudary, tinha noção de que havia passado muitos anos, mas se via preso aos crimes que cometera naquela casa. E no terceiro caso, que me foi uma experiência pessoal, notei que aquela senhora com problemas mentais, recentemente desencarnada; ainda se acreditava viva, e mantinha o costume de afastar os visitantes da casa de frente da sua. Esses três casos mostram como o apego à matéria, interfere no destino de um desencarnado. Uns, conseguem logo se desapegar. Outros, levam muito tempo. Notem também que nesses três casos, SUPONHO que houve ajuda, mas eles, tão apegados à matéria, se recusaram a aceitá-la. O APEGO ÀS COISAS MATERIAIS, têm um resultado pior do que pensais. Elevai o pensamento a Deus, e às coisas Espirituais, “pois da vida, só levamos a vida que a gente leva…” De material, nem nós mesmos… Por isso, QUEBRAI SUAS CORRENTES EM VIDA. Usem os objetos, mas não deixem que eles te usem… UMA NOITE ILUMINADA PARA TODOS.

Michel Luiz Castellar.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Benzimento com Cristais para Abrir os Caminhos

 

 

Benzimento com cristais para abrir caminhos

 

Olá Antonio Carlos Evangelista tudo bem?

Percebi que você se interessa pelo trabalho com plantas. Separei um benzimento específico para você que fez o curso de Benzimento (ou Fito alquimia) na força dos Orixás que se encontram no trono da fé, porém pouco se é explorado de tal propriedade pelos seres encarnados. Ensino no texto abaixo um benzimento na força de Oxalá e Mãe Oyá/Tempo para aqueles que desejam resgatar seu sagrado interior e abrir caminhos.

Você vai precisar de:

• Açúcar
• 1 cristal 
• 3 velas brancas 
• 7 flores branca

Como fazer:

Desenhe um triângulo no chão com o açúcar e coloque em cada ponta uma vela branca. Ponha na mão da pessoa que irá receber o tratamento uma flor branca e distribua as demais pela casa.

Utilize o cristal para fazer movimentos em formato de cruz no tórax e costas enquanto recita: “Em nome de Pai Olorum, em nome de Pai Oxalá e Mãe Oyá eu peço que (pedir o que deseja)...  Amém.”

Após o benzimento, entregue a pedra para o receptor e pegue a flor. Faça o procedimento novamente e, após, reze 3 Pai Nosso e 5 Ave Maria.

Espero que tenha gostado. Se quiser compartilhar comigo suas sensações, terei o maior prazer em te ouvir.

Gratidão,
Alan Barbieri

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

A lenda do Peixinho Vermelho- Templo de Umbanda Ogum sete Ondas e Cabocla Jupira; Cristinatormena

 

New post on Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.

A LENDA DO PEIXINHO VERMELHO

by cristinatormena

Escrito por André Luiz/ Chico Xavier

Nenhuma descrição de foto disponível.

Há muitos peixes humanos que sorriem e passam, entre a mordacidade e a indiferença, pleiteando larvas temporárias. Esperam um paraíso gratuito com milagrosos deslumbramentos depois da morte do corpo. Mas para todos os caminheiros da vida humana pronunciou o Pastor Divino as indeléveis palavras: - "A cada um será dado de acordo com as suas obras." Emmanuel

No centro de formoso jardim, havia um grande lago, adornado de ladrilhos azul- turquesa. Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita. Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias. Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça. Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos. Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos. Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso. O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome. Não encontrando pouso no vastíssimo domicílio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse. Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros. Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro. À frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?" Optou pela mudança. Apesar de macérrimo, pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima. Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d'água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança...Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos. Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram, instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando lhe mais fácil roteiro. Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo. Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais. Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo. De início, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária. Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas. O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações. Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz. Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude, continuariam a correr para o oceano. O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles. Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações? Não hesitou. Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta. Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar. Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros. Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais. Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia. Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saíam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis. Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele. Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura. O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse. O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo líquido, glorioso e sem fim. Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência. Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente. Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos. Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar. Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceanos e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranquilos. Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço. Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada. Antes que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção. Ninguém acreditou nele. Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquelas história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente. O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até a grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas? Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa!..."Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo. Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca. As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...

"Prefácio de Libertação, de André Luiz, psicografia de Francisco Candido Xavier

cristinatormena | December 18, 2020 at 11:29 pm | Tags: A Lenda do Peixinho Vermelho. | Categories: Sem categoria | URL: https://wp.me/p6CoVr-3Jr

Comment   See all comments   Like

Unsubscribe to no longer receive posts from Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira. .
Change your email settings at Manage Subscriptions.

Trouble clicking? Copy and paste this URL into your browser:
https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2020/12/18/a-lenda-do-peixinho-vermelho/

Umbanda EU CURTO- Edição 15ª - 21-12-2020

 

21 I 12 I 20 - 15ª edição

Newsletter UEC

Confira aqui as principais notícias da semana do portal Umbanda Eu Curto.

Surra dos Guias:

mais um mito da Umbanda desvendado

 

Várias são as pessoas que nos procuram porque “alguém” disse que sua vida não está correndo bem (falta de trabalho, saúde, relacionamento, clientes, etc.) porque estão levando uma surra dos Guias pelos mais variados motivos: não fez sua obrigação, não desenvolveu sua mediunidade, etc...

 
Continue Lendo

Natal na Umbanda: devemos comemorar?

 

Natal na Umbanda: umbandista também comemora?Estamos em dezembro, um mês mágico que altera o estado de espírito das pessoas, principalmente dos umbandistas, que já comemoraram Iemanjá, Iansã

e Oxum no começo do mês...

 
Continue Lendo

Jesus está voltando?

O meu nunca me abandonou!

 

Nos caminhos da minha vida, Exu é quem chega à minha frente.Ogum me acorda todo dia – e ao lado dele enfrento minhas batalhas.Graças a Oxóssi, nunca me faltou pão à mesa...

 
Continue Lendo

| LANÇAMENTO LIVROSDEUMBANDA.COM.BR |

 

Conecte-se com a sua espiritualidade e promova em si mesmo as mudanças que precisa e deseja!

Este e-book resgata práticas, elementos, ervas, rezas e orações tradicionais para uso hoje, sem contraindicações!

 

 

Aprenderá também:

• Elementos para benzer (flores, ervas, azeite, velas, entre outros).

• As mãos e sua energia direcionada para a cura.

• Benzimento à distância.

• Benzimento contra acidentes.

• Benzimento para insônia e muito mais!

Telegram Umbanda Eu Curto

Já faz parte do nosso canal do Telegram?

 
Entrar no grupo

Uma abraço e tenha uma ótima semana Antonio Carlos Evangelista!

Até mais,
Umbanda Eu Curto

Texto de Cristinatormena: Para onde vão os Espíritos Suicidas?

  29 de dezembro de 2020 PARA ONDE VÃO OS ESPÍRITOS SUICIDAS? Cada espírito é uma história. Alguns suicidas sentem-se presos ao corpo de tal...