quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O Conselho dos Morubixabas – O primeiro encontro

“Estamos quase chegando!
Ouvi a voz firme me guiando.
No breu da noite nos deslocávamos muito rápido, quase que voando.
Na escuridão aos poucos comecei a visualizar ao meu redor uma espessa mata.
Comecei a sentir a umidade da floresta, o cheiro da mata e da terra, o som dos insetos e dos animais.
Uma  sensação muito forte.
Com uma rapidez incrível nos deslocávamos no meio daquela mata fechada, é como se estivéssemos voando entre as arvores numa velocidade surpreendente.
Quando de repente, enxerguei uma enorme clareira.
Olhei para cima e tive uma das mais intensas sensações da minha vida.
O céu negro, com milhares de estrelas brilhantes e no horizonte uma enorme lua cheia.
A lua prateada era enorme, maravilhosa.
Por  alguns segundos fiquei hipnotizado pela sua beleza, tive a sensação que foram horas olhando fixamente para aquela enorme lua prateada.
Quando ouvi novamente a voz a dizer: Chegamos!
Voltei minha visão para o solo, quando pude perceber uma grande fogueira com algumas pessoas sentadas ao seu redor.
Estavam sérias, tinham a aparência de pessoas do campo, fisionomias rudes, a maioria era de homens adultos, mas ao observa-las tive a impressão de serem muito velhas e sábias.
Contei, eram em número de sete, entre eles uma mulher e um de cabelos brancos, que parecia ser o mais velho de todos.
Estavam em silêncio sentados no chão ao redor da fogueira e banhados pela luz daquela enorme lua cheia.
Novamente ouvi aquela voz a me dizer: Venha vamos nos juntar aos outros para ouvirmos as orientações.
Outros? Perguntei.
Sim, olhe ao seu redor, respondeu.
Fixei minha atenção ao redor da clareira e então percebi que existiam centenas, talvez milhares de pessoas em pequenos grupos ao nosso redor.
Nesse momento perdi a consciência…”
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Prezados amigos umbandistas que acompanham nossos textos.
Descrevi acima, de forma sucinta, um desdobramento ou projeção astral ocorrido comigo há muito tempo, há mais de 40 anos.
Nesta época ainda não tinha entrado para a umbanda, mas me interessava muito pelas coisas do espírito.
Esta passagem me marcou profundamente e nunca mais esqueci os detalhes deste desdobramento astral.
Foi  a primeira, de muitas outras  onde entrei em contato consciente com o Conselho dos Morubixabas.
Vou detalhar um pouco mais cada etapa desta viagem.
Comecei o texto acima com aquela voz que me marcou profundamente:
Vem, é por aqui!”
Naquele momento não me preocupei em saber de quem era a voz, somente ouvia de forma firme e intensa, mas não enxergava mais ninguém me acompanhando e sentia uma segurança muito grande naquele ser que estava me acompanhando.
Após muitos anos, fiquei sabendo, que era do Caboclo Mata Verde.
Outro momento marcante foi caminhar ligeiro no meio do desconhecido.
No breu da noite nos deslocávamos muito rápido, quase que voando.”
Foi uma sensação muito estranha e marcante.
A sensação era que estava caminhando a uma velocidade enorme, poderia até dizer que estava voando, me deslocando a uma velocidade muito grande e totalmente no escuro.
Quando falo no escuro, é no escuro mesmo, sem nenhuma referência.
Sentia uma sensação de frio, é como se a umidade daquela região, o ar frio soprasse sobre meu corpo.
Aos poucos fui ficando mais consciente e comecei a visualizar algumas referências.
“Na escuridão aos poucos comecei a visualizar ao meu redor uma espessa mata, comecei a sentir a umidade da floresta, o cheiro da mata e da terra, o som dos insetos e dos animais.”
Tudo era muito real, as sensações eram muito reais.
Embora aquela mata fosse real para mim, estava me deslocando no meio daquela floresta numa velocidade incrível e sem trombar em nenhuma arvore ou cipó existente; é como se eu passasse por dentro da matéria que formava aquela região.
Olhei para cima e tive uma das mais intensas sensações da minha vida, o céu negro, com milhares de estrelas brilhantes e no horizonte uma enorme lua cheia.”
Esta visão marcou minha vida.
Ainda hoje quando olho para a lua cheia, sinto uma força interior que me incomoda, uma alegria intensa, misturada com muita saudades daquele lugar e daquele momento.
Uma visão maravilhosa que eu nunca havia visto antes; o céu era negro e nuvens de estrelas brilhavam formando uma imagem que lembrava o leito de um rio iluminado.
A lua era muito grande e brilhante, no momento que olhei para aquela lua enorme foi como se eu me juntasse a ela; perdi por alguns instantes a noção de tudo o que existia ao meu redor, me senti nas entranhas daquele astro.
A sensação durou segundos, mas pareceu uma eternidade, foi um momento de arrebatamento.
Voltei minha visão para o solo, quando pude perceber uma grande fogueira com algumas pessoas sentadas ao seu redor.”
Até aquele momento não tinha notado a presença de mais nada, somente a mata e o céu.
Quando despertado pela voz, daquele momento de êxtase, pude perceber as sete pessoas que estavam ao redor da fogueira.
Lembraram-me índios, mas não os índios brasileiros; tinham traços fortes em sua fisionomia.
Transmitiam muita seriedade e força espiritual.
Olhei, um por um, notando suas diferenças individuais e pude perceber a presença de uma mulher e do mais velho do grupo.
De forma instintiva contei quantos eram, e pude confirmar que eram em número de sete, naquele momento não significou nada para mim.
Estavam em silêncio sentados no chão, ao redor da fogueira e banhados pela luz daquela enorme lua cheia.”
Isso também chamou minha atenção.
Estavam sentados ao redor da fogueira, todos em silêncio, os olhares se perdiam no infinito, mas tive a impressão que estavam se comunicando entre si.
É como se todos estivessem conectados mentalmente, o luar que iluminava aquela reunião  dava a impressão de trazer vibrações espirituais que vinham do espaço cósmico.
A sensação era de que estavam todos em transe mediúnico recebendo mensagens das esferas superiores.
Fixei minha atenção ao redor da clareira e então percebi que existiam centenas, talvez milhares de pessoas em pequenos grupos ao nosso redor.”
Quando a voz me orientou a olhar ao redor notei que não estávamos sozinhos, mas acompanhados por muitos espíritos, eram centenas de grupos.
Notei que em cima de cada grupo de espíritos, havia um ponto luminoso de luz tênue, que posteriormente fiquei sabendo que era a luz do mentor espiritual de cada grupo.
Semelhante àquela voz que me acompanhava e me orientava naquela viagem astral.
Novamente ouvi aquela voz a me dizer: Venha vamos nos juntar aos outros para ouvirmos as orientações.”
Passados muito anos, fiquei sabendo que diariamente me deslocava para aquela região e sempre acompanhado pelo Caboclo Mata Verde.
Da mesma forma, outras pessoas, durante o sono, eram encaminhadas aquela região para receberem ensinamentos e orientações sobre a espiritualidade e a umbanda.
Estávamos em Aruanda e aqueles sete espíritos formavam o Conselho dos Morubixabas.

São Vicente, 13/08/2015
Manoel Lopes

Por que Cigarros e Bebidas na Umbanda??????


O fumo (tabaco) é considerado uma “Erva de Poder”, usada há milênios pelos povos indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de Cura, Pajelança e Xamanismo.
Tudo que é sagrado traz o Divino e as virtudes para nossas vidas; sempre que profanamos algo sagrado atraímos a dor e o vício.  Assim, o mesmo tabaco que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma profana. Industrializado no formato de cigarro, o fumo traz além da nicotina mais outros 4.250 agentes tóxicos, prejudiciais à saúde, sendo causadores de várias doenças, entre elas o câncer. Resultado do uso profano…
Algo muito parecido acontece com o álcool que como “Bebida de Poder” atrai forças e poderes das divindades, também utilizado para curas. Dentro do conceito elemental, o fumo é o vegetal que traz o elemento terra e água, quando utilizado no fumo e defumação traz elemento ar e fogo. Resumindo, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal, os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática. O sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza, que somado ao poder das ervas é potencializado muitas vezes em resultados largamente vistos durante os trabalhos de Umbanda.
banner-ervas-ebook-uec-lateralálcool é do elemento água, provindo de um vegetal (a cana), que se sustenta na terra, altamente volátil no ar e considerado o “Fogo líquido”, de fácil combustão. Tanto o Fumo quanto o Álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais, e no caso do álcool para desinfetar e limpar no externo e no interno, já que pode ser ingerido. Logo, as entidades de Umbanda não têm vício e nem apego a estes elementos, não bebem (não devem beber) além de alguns poucos goles e nem tragam a fumaça que é manipulada apenas.Alguns Guias chegam a cuspir em recipientes adequados, a famosa “caixinha”, que fica ao seu lado para neste ato evitar ao máximo a ingestão da nicotina e de outros elementos que não interessam para o trabalho e muito do que vêm pela química industrial.
O Astral têm nos ensinado muitos recursos para evitarmos o uso de cigarros industrializados no Templo. No reino vegetal, temos ervas de várias propriedades, que quando combinadas e ativadas (queimadas) tornam-se grandes condutores energéticos, descarregadores, energizadores e equilibradores. Então, seguem algumas receitinhas:Façam charutos para caboclos com as seguintes ervas piladas: sálvia, alfazema e calêndula, pode ser enrolada na palha, o Caboclo aceita esta receita que é muito boa e funciona tanto quanto um charuto bom e natural, sem a química.
Para Preto Velho faça o fumo de cachimbo com sálvia, alecrim, folha de café e urucum. Para Exu troque o cigarro comum por charutos ou cigarrilhas. Para Pombagira troque o cigarro por cigarrilha. Temos a opção para Exu, de pilar sálvia, cravo vermelho seco e levante e, para Pombagira, podemos usar sálvia, hibisco e rosa vermelha. Cabe a nós facilitarmos o trabalho das entidades.
Erroneamente, algumas pessoas acreditam que Exu tem que beber garrafas de “marafo” (álcool, águardente, pinga), assim como Baianos e outras Linhas, pensam que Marinheiro “enche a cara” e vêm embriagado, quando sua “embriaguês” é a energia e a vibração do mar que ele traz. Os Guias manipulam estas bebidas onde temos para elas o nome de “curiador” (a bebida correta para cada linha de trabalhos), sendo assim:
. Caboclos bebem cerveja ou água de côco;
. Preto-velho bebe café e em alguns casos já presenciamos utilizarem vinho;
. Crianças bebem guaraná e suco de frutas, mas também presenciamos algumas que tomam outros tipos de refrigerante;
. Baianos bebem água de côco ou batida de coco;
. Boiadeiros bebem cerveja escura;
. Marinheiros bebem rum e alguns bebem cerveja clara;
. Exu bebe a “marafo” (pinga). Alguns bebem whisky ou vinho (embora não seja comum já vimos alguns que bebem cerveja);
. Pombagira bebe champagne ou sidra.
É imprescindível o “marafo” no trabalho de Exu, mas não para beber em demasia. A bebida é usada paramanipulação magística, é colocada no Ponto, na tronqueira, lavam os instrumentos, etc. No caso de Exu, sua vibração é mais densa, por isso, pode-se antes da incorporação, passar um pouco de pinga nas mãos, pés, testa e nuca, assim o médium sentirá sua vibração baixar, facilitando a conexão da incorporação.
Se numa determinada situação é preciso derrubar mais a vibração orgânica é onde possivelmente a entidade toma um golinho de “marafo”. Dependendo do trabalho, pode ser preciso ingerir mais, com a intenção de manipular e canalizar esta energia, nada além disso. Uma outra função da bebida, muito usado pelas Linhas da Direita é usá-los como o “contraste”, usado pela medicina tradicional. Quando algum problema de ordem física está ocorrendo, eles magnetizam a bebida, tal como, vinho, água de côco, água pura, batida, etc., e pedem para o consulente ingerir uma pequena quantidade, aí eles conseguem visualizar outras coisas no organismo (é como um check-up mais apurado).
Mas, atenção: se tiver Preto Velho virando garrafas de vinho, Baianos matando litros de batida, então algo está fora da doutrina e da educação mediúnica.
Umbanda é Luz, e onde não houver bom senso e 
ética, não tem Umbanda!
CONSCIENTIZAÇÃO, A SOLUÇÃO PARA A TERRA

Somente a elevação da consciência coletiva poderá criar as condições necessárias para quebrar velhos tabus e pavimentar a estrada que integrará a Terra ao contexto cósmico tão sonhado

A pobreza e a miséria humana têm solução. Elas podem ser resolvidas se todos estiverem engajados e realmente quiserem resolvê-las. Irmãos, o que estamos querendo dizer com isso? Que cabe a vocês determinar o que querem. A humanidade terrestre já sofreu muito por ações impensadas dos seus ancestrais, governantes que não souberam usar o poder que tinham e que, ainda na atualidade, continuam a fazê-lo.

É hora de o povo da Terra acordar do sono profundo em que esteve mergulhado todos estes anos. Somente a consciência coletiva de todos vocês poderá criar as condições necessárias para quebrar velhos tabus e pavimentar a estrada que os reintegrará ao contexto cósmico tão sonhado. Sim, queridos filhos, há muito tempo estamos esperando por este reencontro e por isso estamos aqui, auxiliando vocês nesta tarefa de reaproximação e conscientização.

Por isso, não meçam esforços no sentido de divulgarem tudo o que lhes estiver ao alcance para aqueles a quem a luz ainda não chegou. Não precisam forçar nada, apenas façam com que as informações cheguem até os seus irmãos. O próprio discernimento de cada um irá começar aos poucos a ampliar a percepção e os canais poderão se abrir. É como um terreno que só precisa que alguém coloque algumas sementes para que as flores possam germinar e depois, com o progresso e o desenvolvimento de cada um, dar flores e frutificar.

Por isso, é tão importante divulgar, para que, num efeito cascata, mais e mais indivíduos possam ter a oportunidade de poder crescer. Lembrem-se de que também vocês já estiveram mergulhados na escuridão e as sombras não os deixavam ver aquilo que hoje está claro e visível. Ajudem os seus irmãos a tirar o véu da ignorância e do medo. Mostrem a eles a oportunidade de poder, pelas próprias pernas e discernimento, se colocar na trilha certa que os leve de volta ao Pai.

É para isso que todo este esforço está sendo feito agora, e por isso pedimos mais uma vez a todos os canais e mensageiros da luz que se apresentem para este nobre serviço. Dediquem todo o tempo que puderem para estas atividades, pois o momento requer ação contínua. Todos vocês sentirão a alegria de poder estar participando de tão importante momento da história terrestre e se sentirão confortados e felizes com isto.

Somos a Consciência Cósmica para a iluminação do planeta Terra.

Canal: Paulo Veneziano





ORAÇÃO PELA PAZ
Há Uma Paz, Um Poder, Uma Presença, que permeia e penetra em todo o Universo. É uma Força de Deus. É a Fonte de toda a Existência. Ela está ativa em todas as coisas. Ela é uma Energia disponível a toda a humanidade e está presente agora, neste exato momento. Eu compreendo agora que eu sou um pilar da Paz. Eu sei que eu sou uno com este Poder. Esta Presença Gloriosa é o alicerce do meu ser. Esta Energia Cósmica flui através de mim e me conecta com toda a Humanidade.

Eu escolho agora usar este imenso poder da minha mente para criar um mundo digno de todos nós. Eu dirijo os meus pensamentos em direção à Paz, ao Amor, à Cooperação e eu posso ver todas as pessoas do mundo, unidas em uma Celebração Jubilosa da Vida. Esta energia que eu libero, transforma este momento e toda a eternidade. As gerações que vierem, serão abençoadas com um mundo baseado na Paz. Pois eu sei agora que a Paz começa comigo e é o legado legítimo para as Humanidades. Um legado que eu vivo diariamente com todos os meus pensamentos, palavras e ações.

A Paz está aqui agora!

A Paz está aqui para sempre!

Eu agradeço por este momento sagrado de Paz. Eu agradeço por uma eternidade de Paz. Eu agradeço pela minha família global que vive na Paz. Eu agradeço pelos laços de amor que nos unem com força e coragem para criar o mundo dos nossos sonhos.

Um Mundo de Paz.
Um Mundo Amoroso.
Um Mundo Pleno de Infinitas Possibilidades.
Eu sou Uno com toda a Existência. Eu sou Uno com a Fonte da própria Vida. Eu sou Uno com a Presença da Paz e compartilho estas bênçãos com todo o mundo.
Eu sei que as minhas palavras são cheias de Verdade e de Poder e eu as libero à Lei Universal da Vida. Eu sei que como eu o disse, assim será.
E assim é.
Paz. Paz. Paz.
Amém.

Catimbó ou Jurema Sagrada?