terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Umbanda - Espada de Ogum: Qual o significado da chama da vela?

Umbanda - Espada de Ogum: Qual o significado da chama da vela?: As velas, são extensão da vontade e dos pensamentos daquele que a acende, primeiramente limpe seus pensamentos e eleve sua vonta...
Para comemorar os 108 anos da realização da Sessão espírita na qual Zélio de Moraes recebeu pela primeira vez o Chefe - o Caboclo das Sete Encruzilhadas, e da fundação de nossa casa - a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, gostaríamos de compartilhar com todos um singelo documento escrito por Ziméa, sua filha, endereçado aos jovens médiuns.
Sua fala olha para o futuro sem deixar de lado a essência dos ensinamentos deixados pelo Chefe, por Pai Antônio, Orixá Malet, Tiana e tantos outros espíritos iluminados que tivemos a graça de receber em nossa humilde casa.
Esperamos que suas palavras sirvam para que tenhamos uma Umbanda cada vez mais presente no coração de todos, com trabalhadores sempre prontos para a humilde prática da caridade.
MENSAGEM AOS JOVENS
O mais importante é que tenham pureza em seus corações, consciência das dificuldades que os esperam num caminho que sempre é árduo, no qual, muitas vezes, sua fé será testada.
Procurem ter sabedoria para se desviarem dos falsos mestres: aqueles que mistificam os ensinamentos da verdadeira Umbanda na busca de interesses escusos ou simplesmente por uma questão de vaidade, aqueles que oferecem conhecimento e sabedoria como coisas fáceis de serem conquistadas, como se houvessem atalhos para o crescimento pessoal e espiritual.
Lembrem-se que na Umbanda, assim como na vida, as coisas devem ser aprendidas num longo e muitas vezes penoso caminhar. Tudo tem seu tempo e sua hora. O sucesso rápido de hoje pode significar o fracasso de amanhã. Para se construir algo que permaneça firme, principalmente se quisermos que continue a crescer, sempre necessitaremos de bases sólidas. Quanto mais fortes melhor.
Devem ainda ter sempre em mente que a Umbanda foi, é, e sempre será baseada na simplicidade, na humildade e na caridade. Estes são os verdadeiros ensinamentos da Umbanda, dos quais vocês nunca deverão se afastar.
Usem seus corações como guias. Façam suas orações pedindo aos seus mestres espirituais a orientação necessária nos momentos de dúvidas, sobre quais caminhos trilhar e como proceder diante das dificuldades e mesmo das facilidades que a vida nós dá, uma vez que o caminho mais fácil nem sempre será aquele que nos fará mais feliz.
Tenham fé em Deus, em Oxalá, em nossos guias e protetores espirituais. Sejam humildes e caridosos, pois esta é própria razão de ser da Umbanda.
Que Deus os abençoe.
Zilméa.

Vantagem para quem faz meditação independente de Religião!



Antonio Carlos Evangelista, muitas pessoas buscam o segredo do sucesso dos atletas de alta performance. Algumas pessoas atribuem o sucesso a horas de treino e dedicação, talento extraordinário ou predisposição genética.
Esses fatores podem fazer a diferença em um meio tão competitivo como o esporte, mas podemos atribuir boa parte do sucesso à prática da meditação.
Podemos apresentar como um grande exemplo o ex-piloto de Fórmula 1 Nico Rosberg. Em entrevista o ex-piloto deu a seguinte declaração:

"A meditação é algo grandioso e às vezes é mal interpretado. A maneira que fiz era uma prática de concentração e aprender a controlar sua mente. Qual é o problema gastar um pouco de tempo para isso?

Você também aprende a ser mais consciente de suas emoções e pensamentos. Porque se você está ciente deles, você pode se concentrar em outras coisas e pensamentos mais positivos. Isso é um ingrediente que tem sido mais forte do que nunca, foi muito benéfico para mim." 
Irmão Antonio, assim como a meditação pode auxiliar um piloto de F1, a prática pode também auxiliar um sacerdote de Umbanda, um médium ou um Dirigente Espiritual.
A meditação reconecta o ser a sua Essência Divina, e por meio dessa reconexão é possível alcançar a Deus e os sagrados Orixás.
Faça o seu cadastro no curso de Meditação Umbandista com Alexandre Cumino.

O curso é presencial e começa dia 02 de março no Colégio de Umbanda Sagrada Pena Branca - São Paulo.
                                         
                             Frei Gabriel de Malagrida 

                        O Caboclo das Sete Encruzilhadas


Curso Caboclos na Umbanda
Por Alan Barbieri Estudar em Casa
www.estudaremcasa.com.br

Vamos a um breve relato da vida de Frei Gabriel Malagrida – 
O Jesuíta: Uma comprovação da existência do Frei Gabriel Malagrida pode ser feita no livro de Henrique José de Souza, Eubiose: A verdadeira Iniciação, 4ª ed. Rio de Janeiro: Associação Editorial Aquarius, 1978. 

Segundo Henrique José de Souza: “Gabriel Malagrida, ancião de 80 anos, foi queimado por Verdugos (Inquisição), em 1761”(págs. 250-251). 
Existe, na Biblioteca de Amsterdã, uma cópia do seu famoso processo, traduzido da edição de Lisboa. 

Malagrida, com efeito, foi acusado de feitiçaria e de manter pacto com o Diabo, que lhe havia revelado o futuro. 

A profecia comunicada pelo “inimigo do gênero humano” (quer dizer das profecias comunicadas aos Santos da Igreja, inclusive Santa Odila, que profetizou até a última guerra) ao pobre Jesuíta visionário está concebida nos seguintes termos: “O Réu confessou que o demônio, sob a forma da Virgem Maria, lhe tinha ordenado a escrever a vinda do Anti-Cristo; que havia de existir, a bem dizer, três anti-Cristos sucessivos, e que o último nasceria em Milão, da sacrílega união entre um frade e uma freira, etc.”. 

E por aí outras tantas coisas que o obrigaram a confessar. 

No ano de 1689, as margens do rio Como, na Vila de Monagio, nascia um menino que recebeu o nome de Gabriel Malagrida (cujo nome significa: “As vozes harmoniosas de Deus”). 

Desde cedo Gabriel demonstrou tendências místicas. 

Entrou para o seminário de Milão onde foi ordenado e professou na Companhia de Jesus em 1711. 

Gabriel desejava cumprir sua missão no Brasil, porém, Tamborini,o Geral da Companhia de Jesus, havia lhe reservado a cadeira de Humanidades no Colégio de Bastis, na Córsega.  

Mais tarde conseguiu se transferir para Lisboa, em 1721, onde depois de algum tempo conseguia embarcar para o Maranhão, no Brasil. 

Gabriel e o Brasil Nessas terras, Gabriel pregou internando-se no sertão, enfrentando sérios perigos e vencendo com a fibra de quem se julgava destinado a cumprir uma missão superior no Planeta, uma missão de conquistar almas para o Céu. 

Apresentava evidentes sintomas mediúnicos ouvindo vozes misteriosas e chegou mesmo a pensar que operava milagres. 
Em 1727 começou a árdua tarefa de catequizar os índios no Maranhão, conseguindo nessa mesma ocasião amansar a feroz tribo dos Barbassos. 

Fundou no Maranhão uma missão que teve grande
desenvolvimento, sustentando uma peregrinação apostólica. 

Foi em seguida, em 1730, para a Bahia e Rio de Janeiro onde continuou a pregar, alcançando grande ascendência sobre os índios. 
Apareceu então, convertido no apóstolo do Brasil. 

Dizia que conversava com Deus e que lhe aparecia a Virgem Maria, e para completar seus feitos, descrevia os“milagres” que operava. 

Em 1749 partiu para Lisboa, onde foi recebido com fama de Santo por muitos fiéis. 

Nessa época Dom João V se encontrava muito doente e Gabriel, a seu pedido, o assistiu nos seus últimos momentos. 

Em 1751 retornou ao Brasil onde ficou ate 1754, ano em que foi chamado a Lisboa pela Rainha Dona Mariana da Áustria. 

Encontrou no poder, Sebastião José, o terrível Marquês de Pombal, que não permitiu sua presença por muito tempo junto à Rainha. 

Por esse motivo, Gabriel se isolou durante algum tempo em Setúbal. 

Gabriel e a Inquisição 

No dia 1° de novembro de 1755, Lisboa foi destruída por um terremoto. 

Correu o boato que a catástrofe era castigo do Céu. 

Pombal mandou publicar um folheto escrito por um padre, explicando o fenômeno e as causas naturais que o determinaram.

Gabriel apareceu em público com um opúsculo, onde procurava corrigir o teor da publicação. 

Nesse opúsculo, Gabriel afirmava que o terremoto era verdadeiramente um castigo do Céu. 

Pombal enfurecido mandou queimar o opúsculo e desterrou Gabriel para Setúbal. 

Em setembro de 1758, ocorreu um atentado contra a vida de Dom José. 

Algumas semanas antes, Gabriel havia escrito uma carta ameaçadora ao Marquês de Pombal. 

Gabriel foi preso, em 11 de dezembro, como responsável pelo atentado e encarcerado nas prisões do Estado. 

Pombal vasculhou seus livros e nessa oportunidade lhe atribuiu passagens que pareciam pouco ortodoxas, e foi entregue a Inquisição. 

Gabriel foi condenado à pena de garrote e fogueira, sendo executado na Praça do Rossio em 21 de setembro de 1761. 

Depois deste fato, a Companhia de Jesus foi declarada ilegal. 

Todos as suas propriedades foram confiscadas e os jesuítas expulsos do território português, na Europa e no Ultramar. 

Gabriel Malagrida reencarnou no Brasil (talvez para se refazer da árdua encarnação como jesuíta) se preparando para a importante missão que lhe estava reservada dentro do Movimento Umbandista no século XX, como Caboclo das Sete Encruzilhadas. 

A médium vidente revela um padre Jesuíta Em 16 de novembro de 1919, o Caboclo das Sete Encruzilhadas revela ao seu médium Zélio de Moraes, uma das existências, na Itália pelo ano de 1689, como padre jesuíta; confirmando a vidência da médium quando de sua primeira manifestação, em 15 de novembro de 1908, na sede da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói:  

–“Fui padre jesuíta italiano. Nasci na Vila de Menaggio, nas margens do Como em 1689 e morri em Lisboa no ano de 1761. 

Desde criança que mostrei manifestar tendências para o mais exagerado misticismo. 

Tendo completado na Itália (Milão) os estudos teológicos, professei na Companhia de Jesus (1711). 

Quis vir para o Novo Mundo missionar, mas o General da Companhia Tamborini opôs-se ao meu desejo, reservando-me o lugar de professor de humanidade no Colégio de Bastis, na Córsega. 

Decidi, porém, realizar o meu projeto, conseguindo, mais tarde, partir para Lisboa, em 1721, de onde embarquei para o Maranhão. 

Por essas terras distantes andei pregando. 

Internei-me no sertão, afrontando os mais extraordinários perigos e vencendo-os com a intrepidez de um homem que se julga destinado a cumprir na Terra uma missão superior. 

Julgando-me escolhido para conquistar almas para o Céu, ouvia vozes misteriosas, que me incentivavam a prosseguir na minha cruzada. 

Cheguei a persuadir-me que fazia milagres. 

Por obediência às ordens que me foram transmitidas, voltei ao Maranhão, em 1727, para catequizar os índios; sendo essa ocasião que consegui amansar a feroz tribo dos Barbassos, fundando uma missão que teve grande desenvolvimento. 

Voltando ao Maranhão, em 1730, sustentei uma espécie de peregrinação apostólica. 

Fui à Bahia e ao Rio de Janeiro e, meti-me no mato a pregar. 

Tal predomínio alcancei sobre os índios e de tal modo me insinuei no espírito dos crentes, que em pouco tempo tinha sobre eles uma absoluta ascendência. 

Apareci convertido no apóstolo do Brasil. 

Diziam que falava com Deus, que me aparecia a Virgem Santíssima, que conversava com os Santos e para completar os meus prodígios, citava os milagres que operava. 

Com esta forma de santidade, parti para a Europa, em 1749. 

Após trabalhosa viagem, cheguei a Lisboa . 

De todos os lados acudiram os fiéis a venerar-me. 

D. João V, que já se achava no último extremo, acolheu-me com verdadeiro júbilo; teve uma valiosa intercessão minha. 

Quando D. João V agonizava, fui eu quem o assistiu em sua hora final. 

Em 1751, voltei ao Brasil e por aqui me demorei até 1754, ano em que cheguei a Lisboa, a chamado da Rainha viúva, D. Mariana da Áustria.

Desta vez, encontrei no poder Sebastião José. 

O Ministro não permitiu que eu me conservasse muito tempo junto a Rainha enferma e, foi por esses e outros motivos que me ausentei para Setúbal, para não sofrer a presença do Ministro. 

Por seu lado, Pombal deixou-me em paz, mas os acontecimentos vieram pôr-me em foco e atirar-me para ruína total. 

Arrasada Lisboa pelo terremoto, espalhou-se que a enorme catástrofe fora um castigo do Céu. 

Para contrariar estas informações, mandou o Ministro compor e publicar um folheto escrito por um padre, explicando o fenômeno e as causas naturais que o determinaram. 

Apareci em público com um opúsculo: “Juízo da Verdadeira Causa do Terremoto”, que padeceu a Corte de Lisboa no dia 1º de novembro de 1755. 

Nesse opúsculo, procurei retificar o que se lia no folheto que Pombal mandou distribuir, asseverando que o terremoto fora efetivamente um castigo do Céu. 

Pombal, irritado, limitou-se a mandar queimar o opúsculo e a desterrar-me para Setúbal. 

Chega o ano de 1758 e, no mês de setembro, ocorreu o atentado contra a vida de D. José e eu, que antes tinha uma carta ameaçadora ao Primeiro-Ministro, fui preso, em 11 de dezembro, e transferido para o Colégio da sua Ordem em Lisboa, considerado réu dessa majestade e encerrado nas prisões do Estado em 11 de janeiro de 1759. 

Pombal, que já tinha posto os jesuítas fora do reino, achou que a ocasião era excelente para exaltar a campanha com conceito popular e, eu seria a vítima. 

Rebuscaram os meus livros e nesta oportunidade me atribuíram passagens que pudessem parecer pouco ortodoxas e, entregue à Inquisição, fui condenado à pena de garrote e da fogueira. 

Sentença executada na Praça do Rossio, em Lisboa, a 21 de setembro de 1761. 

Frei Gabriel Malagrida, após anos de contato amistoso e amigável com os indigenas no Brasil, efetuando um trabalho explêndido de evangelização, respeitando a religiosidade dos indigenas, posteriormente, voltou ao pais que amou, o Brasil, encarnado como um silvicola. 

Será que tudo isso foi a toa: Coincidencia? 

Em época, com certeza, já estava sendo traçada a formação da Umbanda. 

Um indio brasileiro (Sete Encruzilhadas), com formação concreta calcada no Evangelho Redentor (foi padre numa vida anterior, especializado em catequização), conseguiu arrebanhar e instruir, tanto indios como ex-escravos, já em Aruanda, para trabalhos caritativos no que seria a Umbanda. 

O plano espiritual superior é sabio. 

Portanto, não e pelo fato do Caboclo das Sete Encruzilhadas ter sido um frei em vida anterior, que influenciou a Umbanda com noções e doutrinas católicas, mas sim, normatizou-a com conceitos verdadeiros, trazendo para a Umbanda o Evangelho Redentor, o respeitabilíssimo Pentateuco Kardequiano, os ensinamentos crísticos, a razão, o que é bom e certo, rejeitando o que é mal e supérfluo. 

 O Caboclo das Sete Encruzilhadas, a exemplo de quando esteve encarnado como Frei Gabriel Malagrida, continuou, como Guia Espiritual, a missão na área caritativa e de orientação, agora através dos Guias Espirituais da Umbanda, oferecendo a ciência da vida para todos nós. 

Trecho retirado do Livro Umbanda - A Manifestação do Espírito para a Caridade - Módulo I “ As Origens da Umbanda” de Padrinho Juruá 4 3  

Há poucos dias, na vizinha cidade de Niterói, uma linda moça, na flor da idade, cheia de sonhos azuis e ilusões douradas, adoeceu de enfermidade misteriosa. 

Foram chamados bons médicos e a enferma não melhorou. 

Antes, piorou. 

Novos doutores foram consultados, porém a donzela, agravando-se rapidamente o seu estado, foi julgada sem salvação possível. 

Em desespero, seu pai, um comerciante abastadíssimo, ouviu os conselhos de um amigo e solicitou os socorros à Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, onde se manifestavam espíritos de caboclos, mas, acabara de pedir tal auxílio, quando recebeu a notícia do desenlace fatal: sua filha falecera às 17 horas da tarde. 

Voltou o pai em pranto para o lar abalado. 

Veio um médico, examinou a moça e lavrou o atestado de óbito. 

Lavou-se e vestiu-se o corpo. Foi colocado, sob flores, na mesa mortuária, entre velas bruxuleantes. 

Um sacerdote fez a encomendação. 

Às 8 horas da noite, ao iniciar a sua sessão, a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, não tendo sido avisado do falecimento, fez uma prece pela saúde da moça, já morta. 

Manifestando-se o espírito do guia e protetor do centro (Caboclo das Sete Encruzilhadas), disse: 

“Um grave perigo ameaça a pessoa por quem orais. 

Continuai vossas preces com fervor e sem interrupção, até que eu volte, pois vou sair para socorrê-la”. 

Os espíritas da Tenda Nossa Senhora da Piedade, orando com fervor, esperaram cerca de duas horas, e, ao termo delas, manifestando-se de novo, o espírito de seu guia, disse-lhes: 

“Está salva a moça. 

Espíritos maus, convocados por motivo de ordem pessoal, haviam envolvido a jovem em fluídos venenosos, que a estavam matando. 

Não se quebrará, porém o fio que liga o espírito ao corpo.

” Às 8 horas da noite, terminou o narrador, a moça continuava na mesa funerária, com todos os sinais da morte. 

Às 9 horas, uma demonstração de vida animou-lhe a face e, percebendo-a, seu padrinho preveniu seu pai. 

Retirada da câmara mortuária e reposta em seu leito, a moça reabriu os olhos, e momentos após, erguia-se curada, completamente boa. 

Os espíritos dos caboclos, em combate travado no espaço, tinham vencido os espíritos maus... 

 Texto retirado do livro: No Mundo dos Espíritos 14 5 Como os índios convivem com a natureza e suas lições para uma vida sustentável , Respeito e equilíbrio, a relação entre os índios e a natureza é pautada por dois elementos básicos para o dia a dia de qualquer ser humano. 

O relacionamento que também envolve o afeto faz com que os índios vivam uma relação mais próxima e sagrada, como se a terra fosse a grande mãe. 

E é na “grande mãe” que os índios guardam suas lembranças, suas vivências e constroem sua história. Como os índios convivem com a natureza de uma forma tão próxima, especialistas afirmam que as comunidades são modelos inspiradores de vida sustentável. 

Isso porque os indígenas obtêm sua nutrição física e espiritual a partir do ambiente natural e ao contrário do que se vê na sociedade não indígena, a extração é entendida como necessidade e tratada com respeito. 

Nesse sentido, as comunidades desenvolveram tecnologias eficientes e apropriadas para a extração, utilização e manutenção dos recursos naturais e fontes disponíveis. 

A paciência e o conhecimento levaram os indígenas a observarem as regiões e o clima antes de executar a agricultura, caça, pesca e coleta de frutos, evitando agressão desnecessária. Ou seja, os alimentos necessários para a sobrevivência são retirados, mas há a manutenção de uma relação harmoniosa e de equilíbrio com o meio ambiente. 

A ação revela uma extração sem dominação do meio, marca registrada da ação da sociedade em geral. 

O processo permite o desenvolvimento de uma economia sustentável, produtiva e diversificada, que geram alimentos, medicamentos, utensílios e ferramentas. 

É importante entender também que viver de forma sustentável vai além de um estilo de vida e prevê atender às necessidades diárias da comunidade, visando o futuro das gerações. 

Tradição importante para o futuro.

É esse relacionamento e tradição de respeito que deve ser repassado ao mundo todo. A Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco), reconhece que “o respeito aos conhecimentos, às culturas e às práticas tradicionais indígenas contribui para o desenvolvimento sustentável e equitativo e para a gestão adequada do meio ambiente”. 

A organização acredita que agora é hora de parar e aprender com eles, rever prioridades e conceitos, entender a necessidade de rever os paradigmas estabelecidos e voltar a ter uma relação de trocas de reciprocidade com o meio ambiente. 

Afinal, nossa sobrevivência depende de um ecossistema saudável e uma vida sustentável trabalha nessa reintegração com a natureza, agindo como parte de um todo. 6 5 A lição do índio a um cientista 

A história abaixo foi contada pelo biogeoquímico Antônio Nobre, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), na apresentação que fez na conferência TED Amazônia, em 2010. 

Uns anos antes, Nobre havia escutado a declamação de um texto de Davi Kopenawa, um sábio representante do povo Yanomami, que dizia o seguinte: “Será que o homem branco não sabe que se ele tirar a floresta vai acabar a chuva? E se acabar a chuva, ele não vai ter o que beber e o que comer?” 

Nobre conta que ficou surpreso com a fala do índio. 

Afinal, cientistas como ele vem pesquisando o assunto há décadas, utilizando super computadores, e só recentemente começam a chegar a essa conclusão. 

“Eles, os indígenas, já sabem disso bem antes de nós”, disse Nobre.  
Um fato curioso, destacado pelo cientista, é que os Yanomami nunca desmataram. 

Assim, como podem saber que o desmatamento acaba com as chuvas? 

Nobre ficou com isso na cabeça, até o dia em que pode se encontrar com Davi Kopenawa em um evento. 

Nobre fez, então, a pergunta a Davi: “Como você sabia que tirando a floresta as chuvas acabariam?”

 “O espírito da floresta nos contou”, respondeu Davi. Para Nobre, essa explicação foi um marco. 

Por que fazer toda essa ciência, para chegar a uma conclusão que o povo indígena já sabe? 

A conclusão de Nobre é surpreendente, visto que vem da boca de um representante da ciência: “E aí me bateu algo absolutamente crítico. 

Nós, a sociedade ocidental, precisamos ver as coisas. 

Essa sociedade, que está se tornando global, civilizada, precisa ver, pois se não vê, não registra. 

Vivemos na ignorância. 

Vivemos num cosmos desconhecido, somos ignorantes, estamos tripudiando esse cosmos maravilhoso, que nos dá morada e abrigo. 

A Terra é uma improbabilidade estatística.” 

RECADO IMPORTANTE - Adérito Simões e Alan Barbieri

Ato de Espelhar é diferente de imitar- Segundo Mãe Cristina Tormente.

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