quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O que é Procrastinar ?

PROCRASTINAÇÃO 

 Procrastinação é uma arte humana desenvolvida, com pouca ou muita criatividade, para adiar suas obrigações e compromissos, para a sua realização na última hora, ou simplesmente, não as realiza-las. Para muitos isto está incorporado em sua dinâmica, para outros é o eventual. Triste está a situação daqueles espíritos, encarnados e desencarnados que  deixaram para a ultima hora seu despertar. 

Estamos em um momento das grandes mudanças, o tempo já expirou, é triste o que vemos e acompanhamos no mundo não material,  milhões de irmãos sendo degredados a novas moradas, chorando em profundo desespero, muitos até se arrependendo do que um dia fizeram, mas infelizmente não acreditaram nas palavras, zombaram, desacreditaram, e agora sofrem as consequências. 

Procrastinar o ato de profundas mudanças interiores, adiar o despertar ao amor incondicional, a compaixão a solidariedade, a construção coletiva de um mundo é uma omissão de grandes consequências para sua evolução. 

Não há mais tempo de procrastinar, o momento da mudança é o agora, não espera a renovação exterior, esta deve vir do seu interior, por maior que seja as adversidades vista. Mesmo diante de fatos e eventos depreciativos que atentam a dignidade humana, não perca a fé e a grandeza do perdão, pratique a omissão do criticar, julgar e condenar, pratique a ação do amar. Não necessitamos mais de ritos, procedimentos, alegorias, necessitamos, hoje, da verdadeira mudança, da verdadeira transformação. 

Filhos desta terra, não existe mais o amanhã, existe o hoje, o agora, nossas palavras não são mais retóricas, são um apelo a ação, ao movimento. 

Abra-se ao amor, ao amor incondicional, corrija seu rumo, se eleve ao criador, a porta está se fechando, o caminho esta estreito, não espere, pois talvez seja tarde demais. 
Pelo espírito do Padre Vieira.
Josemar Ganho (médium) Curitiba, 06/08/2018 


*** 
PAZ e LUZ


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Estudo UM bandas

                                                             
                                                          Umbandas
por Alexandre Cumino

Este texto é parte do livro História da Umbanda, é uma versão editada e adaptada para servir de
nota de aula ou parte da apostila neste Curso Virtual de Teologia de Umbanda.

Sabemos que existem várias correntes de pensamento dentro da Umbanda, e também há muitas
formas de praticá-la, ainda que todas se mantenham fiéis à participação dos espíritos nos seus trabalhos ou engiras.

Não consideramos nenhuma das correntes melhor ou pior e nem mais ou menos importante
para a consolidação da Umbanda.

Todas foram, são e sempre serão boas e importantes, pois só assim não se estabelecerá um domínio e uma paralisia geral na assimilação e incorporação de novas práticas ou conceitos renovadores.

(Rubens Saraceni, Formulário de Consagrações Umbandistas, Ed. Madras, 2005. p.19)

Há quem defenda um “tipo ideal” de Umbanda, descartando outras formas de praticá-la. Assim
uns reconhecem e outros negam as várias Umbandas, creio que podemos trilhar um caminho do meio,
no qual a Umbanda é uma na essência e diversa nas formas de praticá-la.

O UM da Unidade e a BANDA da Diversidade.

O Uno e o Verso deste Universo Umbandista.
A liberdade litúrgica permite certas variantes, desde que estas não desvirtuem seus fundamentos
básicos.

A pluralidade deve existir enquanto não coloca em risco a unidade.

Por unidade podemos entender seus fundamentos básicos, o que deve estar presente em todas as
formas ou pelo menos na maioria delas. Portanto, é pela unidade que definimos Umbanda e não pela
diversidade, que são as diversas maneiras de praticar esta unidade.

Por exemplo, podemos ter como fundamento básico de sua unidade a definição de Umbanda dada
pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, por meio de seu médium Zélio de Moraes, em 15 de Novembro de 1908:

Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade.

Esta definição está em sua unidade, faz parte de seus fundamentos básicos, não cobrar pelos
trabalhos, logo ela pode ter variantes, mas nenhuma das tais deve apresentar-se cobrando para realizar
trabalhos espirituais.

Pois neste ponto a “diversidade” colocaria em risco a “unidade”. Desta forma, falar de Umbanda é falar de sua unidade assim como falar de Umbandas é falar de sua pluralidade.

Abaixo apresento algo desta pluralidade ou se preferir Diversidade, para nossa reflexão:

•Umbanda Branca: O termo pode ter surgido da definição de Linha Branca de Umbanda usada por
Leal de Souza e adotada por tantos outros. A ideia era de que a Umbanda era uma “Linha” do
Espiritismo ou uma forma de praticar Espiritismo, na qual a Linha Branca se divide em outras Sete
Linhas. Ao afirmar a Umbanda como Branca subentende-se muitas coisas, entre elas que possa haver
outras umbandas, de outras cores e “sabores”. Mas a questão de ser branca está muito mais ligada ao
fato de associar ao que é “claro”, “limpo”, “leve” ou simplesmente ausente do “preto”, “escuro” ou
“negro” – há um preconceito subentendido – afinal é uma Umbanda mais “branca” que “negra”, mais
europeia que afro e, porque não, mais Espírita. Geralmente usa-se esta qualificação, “Umbanda
Branca”, para definir trabalhos de Umbanda com a ausência do que chamamos de “Linha da Esquerda”,
para Leal de Souza uma “Linha Negra”. Ainda hoje muitos se identificam desta forma e geralmente o
usam como um “recurso” para “livrar-se” do preconceito de outros... como a dizer: Sou Umbandista,
mas da Umbanda Branca – como quem afirma pertencer à “Umbanda boa”. Não há uma “Umbanda
Negra” ou uma “Umbanda Ruim”, toda Umbanda é Boa.

•Umbanda Pura: Ao propor o Primeiro Congresso de Umbanda em 1941 o grupo que assumiu esta
responsabilidade esperava apresentar uma “Umbanda Pura” (“desafricanizada” e “orientalizada”),
praticada pela classe média no Rio de Janeiro. É a Umbanda praticada pelo “grupo fundador da
Umbanda” ou simplesmente o grupo intelectual carioca que lutou pela legitimação da Umbanda,
criando a Primeira Federação Espírita de Umbanda do Brasil, Primeiro Congresso Brasileiro do
Espiritismo de Umbanda e o Primeiro Jornal de Umbanda. Este grupo pretendia uma “codificação” da Umbanda em seu estado mais puro de ser. Embora a ideia de uma “Religião Pura” sempre será algo a ser questionado, independente de qual tradição lhe tenha dado origem. Do ponto de vista Histórico, Sociológico, Antropológico e até Filosófico, não há “Religião Pura”. Por trás de uma cultura sempre há outras culturas que lhe deram origem, sucessivamente desde que o Homem é homo sapiens também é homo religiosus. O Antropólogo Arthur Ramos afirma que: “As formas mais adiantadas de religião, mesmo entre os povos mais cultos, não existem em estado puro. Ao lado da religião oficial, há outras atividades subterrâneas...”. E o já citado Historiador das Religiões, Mircea Eliade, afirma: “Mas nunca será demais repetir que não há a menor probabilidade de se encontrar, em parte alguma do mundo ou da história, um fenômeno religioso ‘puro’ e perfeitamente ‘original’.” “Nenhuma religião é inteiramente ‘nova’, nenhuma mensagem religiosa elimina completamente o passado; trata-se, antes, de reorganização, renovação, revalorização, integração de elementos – e dos mais essenciais! – de uma tradição religiosa imemorial.”

•Umbanda Popular: É a prática da religião de Umbanda sem muito conhecimento de causa, sem
estudo ou interesse em entender seus fundamentos. É uma forma de religiosidade na qual vale apenas o que é dito e ensinado de forma direta pelos espíritos. O único conhecimento válido é o que veio de
forma direta em seu próprio ambiente ritualístico. Não se costuma fazer referências a outras filosofias
ou justificar suas práticas de forma “intelectualizada”. Eximindo-se de auto explicar-se reforçam a
característica mística da religião, em que, independente de “racionalizações” a prática se sustenta
devido à quantidade de resultados positivos alcançados. Podemos dizer que os adeptos muitas vezes não sabem ou têm certeza de como as coisas funcionam, mas sabem que funcionam. É aqui que muitas vezes nos deparamos com médiuns que afirmam, sobre a Umbanda, que não sabem de nada o que estão fazendo, mas que seus guias espirituais (caboclo e outros) sabem e isto lhes basta. Outrora, alguns, afirmam que médium não pode saber de nada de Umbanda para não mistificar. Muitos caem na armadilha do tempo, em que jovem de outrora agora já sabe de muita coisa que finge não saber para manter esta ideia de que nada deve saber. Enfim para nós que acreditamos no estudo dentro da religião é muito difícil abordar um seguimento que não se interesse pela leitura, embora se deva reconhecer, para não incorrer ao erro, que muitos estudam e conhecem muito das realidades espirituais que noscercam e ainda assim preferem manter-se junto a uma forma pura de contato espiritual.

•Umbanda Tradicional: Esta qualificação serve tanto para identificar a “Umbanda Branca”,
“Umbanda Pura” ou “Umbanda Popular”. Que são as formas mais antigas, mais conhecidas e mais
populares de praticar Umbanda, muito embora este perfil esteja mudando. Creio que hoje os terreiros
que se adaptaram para uma linguagem mais jovem, mais intelectualizada e racional estão em franco
crescimento, na medida em que no local de desinformação e/ou bagunça a Umbanda ainda vai secar. E neste mesmo solo vai ressurgir, nas novas gerações, que quando crianças, em algum momento,
visitaram um terreiro. Estas crianças de ontem, adultos de hoje, podem nos dizer o quanto foi
importante o trabalho da linha das crianças para a multiplicação da religião. Tantos se perguntam como criar cursos para as crianças na Umbanda, como um “catecismo” de Umbanda, ou umbanda para crianças, preocupados em como preparar e ensinar religião a nossos filhos. Se os terreiros mantivessem um trabalho periódico com a incorporação das crianças, bastava que este se torne o dia de nossos filhos na Umbanda, e que nesse dia nossos filhos aprenderiam sobre Umbanda direto com estas entidades. A curiosidade levaria nossos filhos a questionar e querer aprender mais sobre a Religião... Portanto, a ideia de estudar Umbanda está na base de crescimento e multiplicação da mesma.

•Umbanda Esotérica ou Iniciática: É uma forma de praticar a Umbanda estudando os fundamentos
ocultos, conhecidos apenas dos antigos sacerdotes egípcios, hindus, maias, incas, astecas etc. O
conhecimento esotérico, ou seja, fechado e oculto dos arcanos sagrados, é desvelado por meio de
iniciações. Foi idealizada com inspiração na obra de Blavatski, Ane Bessant, Saint-Yves D’Alveydre,
Leterre, Domingos Magarinos (Epiaga), Eliphas Levi, Papus etc. Os fundamentos esotéricos da Umbanda foram organizados pela Tenda Espírita Mirim e apresentados, alguns deles, no Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda. O primeiro autor que trouxe este tema para a literatura umbandista foi Oliveira Magno, 1951, com o título A Umbanda Esotérica e Iniciática. Como vimos no capítulo anterior e veremos nos capítulos posteriores, recebeu contribuições de Tata Tancredo e Aluízio Fontenelle. A Primeira Escola Iniciática Umbandista, que se tem notícia, foi o Primado de Umbanda, mais uma iniciativa do Caboclo Mirim. Já na segunda e terceira geração de autores Umbandistas surgirão outros autores dentro deste seguimento. Costumam citar a origem da Umbanda na Atlântida ou Lemúria, no mito do AUMBANDÃ, que seria a forma mais “pura” de Umbanda.

•Umbanda Trançada, Mista e Omolocô: São nomes usados para identificar uma Umbanda praticada
com influência maior dos Cultos de Nação ou do Candomblé Brasileiro onde se combina os fundamentos e preceitos oriundos das culturas africanas com as entidades de Umbanda. Podem-se ter os tradicionais rituais de Camarinha, Bori, Ebós e oferenda animais com seus respectivos sacrifícios. Muitos chamam esta variação de Umbandomblé. O autor, médium, sacerdote e presidente de Federação que mais defendeu a origem africana da Umbanda foi o conhecido Tata Tancredo. Autor de inúmeros títulos de Umbanda, publicou seu primeiro livro Doutrina e Ritual de Umbanda, 1951, em parceria com Byron Torres de Freitas e é defensor da variação chamada de Omolocô, da qual é seu idealizador no Brasil.

• Umbanda de Caboclo: É uma variação de Umbanda onde prevalece a presença do caboclo,
muitas vezes acreditando que a Umbanda é antes de tudo a prática dos índios brasileiros revista pela
cultura moderna e doutrinada com conceitos que foram sendo absorvidos com o tempo. Decelso
escreveu o título Umbanda de Caboclo para explicar esta variação de Umbanda.

•Umbanda de Jurema: No nordeste existe um culto popular chamado Catimbó ou Linha dos
Mestres da Jurema, que combina a cultura indígena com a cultura católica, somando valores da magia
europeia e de quando em vez algo da cultura afro. O principal fundamento é o uso da Jurema Sagrada, como bebida e também misturada no fumo, que vai ao fornilho do tradicional cachimbo, também chamado de “marca”, feito de Jurema ou Angico. As entidades que se manifestam são chamadas de Mestres e da Jurema. Umbanda herdou a manifestação do Mestre Zé Pelintra, que pode vir como Exu, Baiano, Preto-Velho ou Malandro. Quando se combinam os fundamentos de Umbanda e Catimbó temos esta modalidade, que pode ser uma Umbanda regional de Pernambuco ou praticada de forma intencional pelo umbandista que se interessou pela Jurema e descobriu a Linha de Mestres dentro desua Umbanda.

•Umbandaime: O Santo Daime é uma religião nativa do Amazonas, é uma variação da Ayuasca,
que é um chá preparado com duas ervas de poder, o cipó Mariri e a folha da Chacrona. De tanto ter
visões de entidades de Umbanda e Orixás em rituais do Daime é que alguns grupos de umbandistas
passaram a praticar Umbandaime, ou seja, trabalhos de Umbanda ingerindo o Daime ou rituais de
Ayuasca, para se comunicar com as entidades de Umbanda. A Umbanda em si não tem em seus
fundamentos o uso de bebidas enteógenas, além dos tradicionais café, cerveja, vinho, “pinga”, batida
de coco e outros que servem apenas como “curiador” (elemento usado para potencializar alguma ação
espiritual ou magística), cada linha de trabalho tem sua “bebida-curiadora”, no entanto nem a bebida
nem o fumo são carregados de erva que induza o estado de transe. A própria bebida deve ser
controlada. Podem, no entanto ser consideradas bebidas de poder como o “vinho da jurema”, no
entanto a bebida não é o centro do ritual, apenas um elemento auxiliar. No caso do Daime, este está no centro do culto, o poder que se manifesta por meio do chá é que conduz o adepto. Na Umbanda quem conduz o trabalho são os espíritos guias, com daime ou sem daime.

•Umbanda Eclética: Chama-se de Eclética a Umbanda que mistura de tudo um pouco fazendo uma
bricolagem de Orixás com Mestres Ascensionados e divindades hindus por exemplo. Recorrem à
conhecida Linha do Oriente para justificar a presença de tantos elementos diferentes do Oriente e
Ocidente junto ao esoterismo, ocultismo e misticismo.

•Umbanda Sagrada ou Umbanda Natural: Quando começou a psicografar e dar palestras, Rubens
Saraceni sempre fazia questão de se referir à Umbanda como Sagrada. Não havia intenção de criar uma nova Umbanda, apenas ressaltar uma qualidade inerente à mesma. Na apresentação de seu primeiro título doutrinário Umbanda – O Ritual do Culto à Natureza, publicado em 1995, afirma que o livro em questão guarda uma coerência bastante grande, o de trilhar num meio termo entre o popular e o iniciático, ou entre o exotérico e o esotérico. Já no Código de Umbanda, no capítulo Umbanda Natural, cita: Umbanda Astrológica, Filosófica, Analógica, Numerológica, Oculta, Aberta, Popular, Branca, Iniciática, Teosófica, Exotérica e Esotérica. Para então afirmar que: Natural é a Umbanda regida pelos Orixás, que são senhores dos mistérios naturais, os quais regem todos os polos umbandistas aqui descritos. Muitos optam por substituir a designação de “Ritual de Umbanda Sagrada”, dada à Umbanda Natural. Fica claro que para o autor a Umbanda é algo natural e sagrado, adjetivos que se aplicam ao todo da Umbanda, e não a um segmento em particular.

No livro As Sete Linhas de Umbanda volta a citar as várias “umbandas” e comenta que na verdade, e a bem da verdade, tudo são segmentações dentro da religião Umbandista [...]. Ainda assim, sem a intenção de criar uma nova segmentação dentro do todo, trouxe muitos temas novos e novas abordagens para outros tantos, criando toda uma Teologia de Umbanda. Seus conceitos se expandiram muito rapidamente assim como a popularidade de títulos como O Guardião da Meia Noite e Cavaleiro da Estrela da Guia. Sua forma de apresentar, entender e explicar a Umbanda ficou identificada ou rotulada de Umbanda Sagrada.

Palavra que para este autor engloba toda a Umbanda, como um Todo também chamado de Umbanda Natural.

•Umbanda Cristã: A Umbanda, fundada no dia 15 de Novembro de 1908, tem no Caboclo das Sete
Encruzilhadas a entidade que lançou seus fundamentos básicos, logo na primeira manifestação esta
entidade já esclareceu que havia sido, em uma de suas encarnações, o Frei Gabriel de Malagrida, um
sacerdote cristão queimado na “Santa Inquisição”, por ter previsto o terremoto de Lisboa, e que
posteriormente nasceu como índio no Brasil.

Ao dizer qual seria o nome do primeiro templo da religião, Tenda Espírita Nossa Senhora da
Piedade, porque “assim como Maria acolheu Jesus da mesma forma a Umbanda acolheria seus filhos”, já dava uma diretriz cristã à nova religião. Há um conto sobre o Caboclo das Sete Encruzilhadas que diz ter sido chamado por Maria, Mãe de Jesus, para semear a nova religião.
Todo trabalho e doutrina de Zélio de Moraes têm este perfil cristão, subentendendo Umbanda
Cristã, antes de ser “Umbanda Branca” ou “Umbanda Pura”, outros adjetivos que já foram associados a sua forma de praticá-la.

Jota Alves de Oliveira escreveu um título chamado Umbanda Cristã e Brasileira, no qual
encontrarmos a citação abaixo:

“A Orientação Doutrinária do evangelizado Espírito do Caboclo das Sete Encruzilhadas nos levou a
considerar e historiar seu trabalho enriquecido das lições do evangelho de Jesus, com a legenda:
Umbanda Cristã e Brasileira.”
Outro elemento que endossa a qualidade cristã da Umbanda é o arquétipo dos Pretos e Pretasvelhas,
são ex-escravos batizados com nomes católicos e que trazem muita fé em Cristo, nos Santos e
Orixás.
As qualidades cristãs e a presença dos santos católicos confortam e tranquilizam quem entra pela
primeira vez em um templo umbandista, muito embora não se limite a adornos e sim a uma presença
espiritual dos mesmos.

Qualificar ou não qualificar?

Quase todos os assuntos doutrinários e teológicos da Umbanda, quando aprofundados, criam
polêmicas pelo fato de nos encontrarmos em uma religião nascente, ainda em formação, que em muito lembra o cristianismo primitivo com suas divergências internas.

Vejamos a questão de Cristo na Umbanda, na qual para um ex-católico Cristo é Deus, para um ex-espírita Cristo é um mestre ou irmão mais velho da humanidade, já um ex-muçulmano vê em Cristo um profeta. Este é um dos exemplos pelos quais surgem as Umbandas, outro seria o fato de sua constante evolução e transformação. A Umbanda ainda possui esta flexibilidade, não impõe, antes aceita as diferentes formas de interpretar os mistérios de Deus.

Ali está uma boa parte dos fundamentos da Umbanda, seu ritual é aberto ao aperfeiçoamento
constante... E por que isso? Simples: tudo o que as grandes religiões castram nos seus fiéis o ritual
umbandista incentiva nas pessoas que dele se aproximam [...].

Fica fácil entender que as formações religiosas anteriores influenciam o ponto de vista do
umbandista gerando seguimentos, assim como suas áreas de maior interesse cria todo um campo a ser
explorado dentro da própria Umbanda, como ferramenta para alcançar certos mistérios da criação. No
entanto, a Umbanda não pode ser contida, ou apreendida no seu todo por quem quer que seja. O mais
que alguém poderá conseguir será captar partes desse todo.

Por mais válidas que sejam as segmentações, por mais que se autoafirmem ser “a verdadeira”
Umbanda ou a “Umbanda Pura”, nenhuma destas “umbandas” dá conta do TODO que é Umbanda.

Particularizar, segmentar, é reduzir, para entender o todo há de se buscar um “mirante” privilegiado,
no qual se possa vislumbrar todas as umbandas e “A” Umbanda ao mesmo tempo.

Pela “parte” não se define o “todo”, mas pela “unidade” se busca uma “essência”, um fundamento e base.

No fundo é possível praticar Umbanda, simplesmente, livre de qualificações, adjetivos, atributos
ou atribuições. Basta dizer-se umbandista, e quando perguntarem:

“- De que Umbanda você é?”

É mais do que suficiente responder apenas:

“- Umbanda.”

Da mesma forma é possível a alguém ser cristão independente de Catolicismo, Protestantismo,
Luteranismo, Metodismo, Calvinismo, Pentecostalismo, mas não é possível negar que existam diferentes vertentes dentro do Cristianismo, e da mesma forma com a Umbanda.

O Poder do Pensamento segundo Vera Ghimmel !

O poder do pensamento - Parte 1
por Vera Ghimmel - veraghimel@oi.com.br

"Todos já sabem que é você quem cria a sua realidade e a vida só poderá ser para você como pensa que ela será. Então, se você quer que sua vida realmente melhore, mude a sua idéia em relação a ela e a você.
Pense, fale e aja como o Deus que você é. Não há nada que você não possa ser ou fazer, nada que não possa ter. Que outro tipo de promessa você acha que Deus faria? Você acreditaria em Deus se Ele prometesse menos?
Porque se você é igual a Deus, isto significa que nada está sendo feito para você e que todas as situações são criadas por você não há mais vítimas e nem vilões; então, só há resultados de seu pensamento em relação a alguma coisa", segundo Neale Donald Walsh, autor de "Conversando com Deus" e "Uma Amizade com Deus".

"Existem LEIS UNIVERSAIS que nos regem independentemente de termos consciência delas.
Essas são as leis segundo as quais criamos e manifestamos nossa realidade. São elas:

1. LEI DA ATRAÇÃO MAGNÉTICA
Atraímos a nós o que desejamos. Atraímos também o que consideramos indesejável - se nos concentrarmos nisso. Se nos concentrarmos em doença, manifestaremos mais doença. Se nos concentrarmos em pobreza, manifestaremos mais pobreza. Se nos concentrarmos na falta de amor em nossas vidas, manifestaremos apenas mais carência. É impossível criar amor quando nos concentramos no medo.
É impossível criar prosperidade quando nos concentramos na pobreza.
Trata-se da lei da atração magnética.

2. LEI DA MANIFESTAÇÃO CRIATIVA
Agora que entendem a lei número um, invoquem a lei número dois. Concentrem-se intencionalmente no que desejam; evitem se concentrar no que consideram indesejável em sua vida.
Se estiverem numa sala onde houver outras pessoas entretidas numa conversa sobre algo que consideram indesejável em sua vida, educadamente se desculpem e vão embora. Permanecer nessa energia apenas atrairá mais dela para sua vida.

3. LEI DA PERMISSÃO
A lei mais difícil de todas. Ponham seus pensamentos na consciência universal fortalecidos pelo desejo. Então, retirem-se e permitam que o universo os manifestem para vocês.
Se vocês tiverem esperança, não estarão permitindo. Se tiverem expectativas, não estarão permitindo. Quanto mais esperarem, mais tiverem esperança, mais tentarão manipular ou controlar, então mais atrapalharão e retardarão a manifestação de seus desejos. A lei da "permissão" significa simplesmente isso: PERMITIR.
Lembrem-se, tudo na criação é energia. Todos os pensamentos por vocês pensados apresentam uma freqüência. Cada sílaba, palavra ou forma-pensamento por vocês invocada tem seus próprios conjuntos de freqüências que ressoam por todo seu universo.
Quando vocês se concentram no amor, as freqüências de alegria, harmonia e paz, ressoam por todo seu universo.
Quando se concentram no medo, freqüências de raiva, depressão e caos são as mensagens recebidas por seu universo".
(Rich Work)

Vocês notaram que, com bastante freqüência, ao viver um pouco do que não querem, vocês atingem uma clareza maior e então acabam mesmo por chegar a uma decisão sobre o que querem realmente? Quando vocês compreenderem que a decisão provém do contraste, então entenderão porque o contraste é valioso, pois é essencial para se chegar a uma decisão.
Vocês são criadores e o criador é alguém que dá atenção ou se concentra em algo, e toda a criação diz respeito a concentrar energia.

EIS O QUE É CRIAR:
Experienciar e dar sua atenção a algo.
Seja o que for a que vocês estiverem dando sua atenção, esse objeto possui uma vibração toda própria. Tudo o que estão vivendo, tudo o que estão observando, tudo ao que estão dando a sua atenção inclui-se em sua vibração e, à medida que dão sua atenção a isso, essa vibração se reflete em sua vibração - e à medida que essa vibração se reflete em sua vibração, ela se torna parte de seu ponto de atração.

O PROCESSO CRIATIVO É SIMPLESMENTE ISTO:
Identifiquem seu objeto de desejo - o que significa simplesmente tomar uma decisão - e então de forma vibracional correspondam a essa decisão. Agora, isso parece bem simples, mas a maioria das pessoas não consegue completar uma frase sem contradizer seu próprio desejo. As pessoas dizem:
"Quero mais dinheiro. Estou tão cansado da luta". Ou dizem: "Quero ter saúde, mas tenho medo de ficar doente". Ou: "Quero ter saúde, mas esta doença é assustadora". Ou seja, estão oferecendo seu desejo e, logo em seguida, estão oferecendo uma afirmação contraditória, sem nunca compreender que em ambos existe uma vibração à qual o universo está respondendo.

O universo não está respondendo às suas palavras. Está respondendo às vibrações, e vocês sabem qual é sua vibração pelo modo como se sentem. Quando estão sentindo alegria e grande contentamento, quando estão sentindo felicidade ou amor, estão em perfeita harmonia vibracional com a Fonte. Mas quando sentem raiva, frustração, medo ou culpa ou quaisquer emoções negativas, sem querer senti-las, vocês estão dando sua atenção a algo que vibra de forma muito diferente do seu próprio desejo, e acabam por incluir essa vibração inferior e lenta, mesclando-a, incluindo-a ao desejo, criando desarmonia e vivenciando situações negativas.
Então vocês podem sempre dizer, pela maneira como se sentem, em que grau estão correspondendo vibratoriamente a seu próprio desejo. Já ouviram a expressão: "rezem com um coração puro"? quando o seu desejo corresponde em termos vibratórios com o seu pensamento, então sua vibração é pura e o universo deverá lhe entregar o que desejam. Mas se estiverem rezando por algo que não possuem, e suas orações forem chorosas ou assustadas, agora vocês não estão em correspondência vibratória com seu próprio desejo e não há maneira de o universo lhes entregar o que estão pedindo.
A maioria de vocês está observando e não visualizando, e quero mostra-lhes algumas coisas que podem fazer para direcionar com mais deliberação seus pensamentos. É importante descobrir a vibração de seu desejo e mantê-la por pelo menos 17 segundos, pois 17 segundos é o ponto de combustão.
Se vocês forem capazes de manter um pensamento com pureza, sem contradizê-Io, por 17 segundos (um pequeno pensamento - não importa qual) então, pela lei da atração, outro pensamento igual se reunirá a ele, porque um atraiu o outro.
Segundo a lei da atração, o igual a si mesmo é atraído e, ao se juntarem, há uma combustão que soma esses pensamentos de vibração inferior e lenta, obtendo uma freqüência mais elevada e rápida. Então, agora vocês possuem um pensamento mais evoluído.

Então: "17 segundos de pensamento puro, que significa apenas pensamento não contradizente, equivale a duas mil horas de ação. Trinta e quatro segundos (17 x 2) de pensamento concentrado equivalem a 20 mil horas de ação (dez vezes mais). Se conseguir manter esse ritmo pelo terceiro intervalo de 17 segundos, ultrapassando a marca de 51 segundos, de modo que possa receber a combustão novamente, poderá multiplicar por dez mais uma vez. Isso equivale a 200 mil horas de ação. Se conseguir manter essa atitude por 68 segundos, sem contradizer sua vibração, poderá novamente multiplicar por dez - Isso dá mais “de dois milhões de horas de ação”.

(Abraham, através de Hester Hicks)

Fonte: http://www.pedro.coelho.nom.br/pensamentotexto.htm


por Vera Ghimmel - veraghimel@oi.com.br   

ACADEMIA: Texto= Renovação da Umbanda Urbana contemporânea: Por Luan Rocha de Campos

Dear Antonio, You read the paper " Algumas observações em torno da renovação na Umbanda urbana contemporânea "...