segunda-feira, 29 de junho de 2015

O ESPÍRITO, A CONSCIÊNCIA E OS 

SETE REINOS SAGRADOS


Aqueles que acompanham nossos estudos já conhecem o processo evolutivo através dos sete reinos sagrados, que chamamos no Núcleo Mata Verde de Arapé (O caminho da Luz).
Neste texto estaremos aprofundando nossos conhecimentos e esclarecendo alguns pormenores sobre o processo evolutivo do espírito.
Aqueles que ainda não conhecem a doutrina dos sete reinos sagrados, sugerimos que procurem fazer os cursos oferecidos pelo Núcleo Mata Verde; especialmente para aqueles irmãos que residem distantes de Santos/SP encontra-se disponível o módulo de ensino a distância –www.ead.mataverde.org  .
O espírito no momento de sua criação ainda não possui suas qualidades totalmente desenvolvidas e nesta fase inicial é chamado de MÔNADA ESPIRITUAL.
Durante sua caminhada evolutiva a mônada espiritual passa por quatro fases conhecidas como: ELEMENTAL, ELEMENTAR, ESPIRITUAL E ANGELICAL.
Recomendamos a leitura do texto “As quatro fases evolutivas e os sete reinos sagrados”  http://www.blog.mataverde.org/archives/1395 .
A mônada espiritual possui em seu íntimo, no momento de sua criação, todas as qualidades e capacidades divinas, mas que se encontram em estado latente.
Para que a mônada possa desenvolver estas qualidades ela passa a atuar sobre a matéria, através do CAMPO ESTRUTURAL.
O campo estrutural é definido na doutrina umbandista dos sete reinos sagrados, como um campo organizador da matéria.
Tudo o que conhecemos em nosso mundo material (energético) possui um campo organizador, também conhecido como CAMPO MORFOGENETICO que é alimentado pelas vibrações da(s) mônada(s).
Logo no momento de sua criação, a mônada se vincula a forças espirituais e campos estruturais, e passa a atuar sobre a matéria.
Lembramos que tanto a mônada espiritual  assim como o campo estrutural existem na dimensão espiritual ou no ORUN.
O Campo Estrutural por suas características é o elo entre a MATÉRIA e o ESPÍRITO.
Na imagem abaixo podemos visualizar esta organização básica da matéria.
estrutura da materia
A mônada inicia sua jornada evolutiva pelo primeiro reino, que é o reino do Fogo, seguindo pelos reinos da Terra, do Ar e da Água.
Nesta fase é denominada de ELEMENTAL.
Ao chegar no reino das matas, a mônada passa a atuar individualmente sobre as estruturas e recebe a denominação de ELEMENTAR, até atingir o reino da humanidade onde é  chamada finalmente de ESPÍRITO.
Na etapa final de seu processo evolutivo a mônada já EVOLUIDA, se liberta da matéria e passa atuar no sétimo e último reino, o Reino das Almas.
É no Reino das Almas que a Mônada, já liberta da matéria,  atinge seu ápice evolutivo e passa a atuar nas estruturas espirituais existentes no universo.
Esta fase é denominada de estado ANGELICAL.
Hoje queremos abordar a fase evolutiva que vai do estado ELEMENTAR até a fase ESPIRITUAL, onde todos nós se encontramos atualmente.
Observe a imagem abaixo:

consciencia
A imagem mostra a mesma estrutura que foi esquematizada na imagem anterior, somente apresenta maiores detalhes que iremos descrever em seguida.
Observe que a estrutura básica MÔNADA ESPIRITUAL, CAMPO ESTRUTURAL (CORPO ESPIRITUAL) E O CORPO MATERIAL continuam representados acima.
O campo estrutural ou campo mórfico é também chamado na doutrina dos sete reinos sagrados de CORPO ESPIRITUAL, ou PERISPIRITO como é conhecido pelos espíritas.
Mas na imagem acima incluímos outro item que é a CONSCIÊNCIA.
A consciência neste modelo gráfico se encontra entre a mônada espiritual e o corpo espiritual, significando que a consciência também é de natureza extra-física.
A consciência se desenvolve mediante a ação da mônada espiritual sobre a matéria, mas ela não é material e sim de natureza espiritual.
Sua existência se dá na dimensão espiritual, no ORUN.
A consciência é o que você é nesta vida e se altera em cada uma das suas encarnações, irá depender do meio social, do sexo, da época, da educação, dos recursos financeiros, das relações sociais, dos compromissos de vidas anteriores, da cultura recebida durante a encarnação etc…
A consciência possui uma memória, que denominamos de memória temporária, ela tem em sua memória os acontecimentos que vivenciou na encarnação presente, e raramente consegue acessar a memória permanente que reside na sua essência espiritual (Mônada Espiritual) onde é mantida toda a informação sobre seu passado evolutivo.
Podemos afirmar que grande parte da sua natureza foi desenvolvida mediante as informações recebidas pelos cinco órgãos do sentido, restando uma pequena parcela de informações que foram recebidas da mônada espiritual e que fazem parte do seu passado espiritual em todas as demais encarnações.
Podemos dizer que no dia a dia somos a nossa consciência e como vivemos muito apegados aos sentidos da matéria raramente conseguimos acessar a nossa essência espiritual que possui conhecimento e qualidades maravilhosas.
Para facilitar o entendimento elaboramos outra imagem que simplifica este assunto:

estrutura_circular
Todos nós possuímos uma essência espiritual que possui uma memória onde está guardada todas as nossas encarnações, vivências e conhecimentos adquiridos em outras vidas.
Esta essência também possui, ainda em estado latente, qualidades maravilhosas que ainda não conseguimos desenvolver.
Cada um de nós tem a possibilidade de acessar esta fonte maravilhosa de informações e poder, basta buscar este universo interior.
Infelizmente a consciência, por ser fruto de cada vida material, é a fonte de muitos  sofrimentos e doenças.
É uma ilusão, pois em cada uma de nossas vidas ela assume características e qualidades diferentes.
Em outro texto continuaremos a desenvolver este assunto.
Abraços,

São Vicente, 09/03/2015

Manoel Lopes

      FORÇAS ATIVAS E PASSIVAS


Hoje iremos abordar mais um assunto sobre a doutrina dos sete reinos sagrados.
Iremos tratar sobre a polaridade existente entre as sete forças primordias e que podem ser classificadas como forças ativas e forças passivas.
Estaremos apresentando de forma bem simples e através de gráficos este principio e em outra oportunidade nos aprofundaremos neste assunto.
O leitor já sabe que seguimos no Núcleo Mata Verde uma doutrina chamada de Umbanda os Sete Reinos Sagrados, onde unimos a razão e a simplicidade.
Entendemos os Orixás como os primeiros seres espirituais criados por Deus e que estes orixás são co-criadores do universo.
Receberam os Orixás a responsabilidade de organizarem, ordenarem, manterem entre outras funções, todas as estruturas existem no universo.
Para facilitar nosso entendimento estudamos o planeta Terra, que é nossa morada e observamos como se fez sua formação e evolução, este processo já é bem conhecido pela ciência tradicional.
Didaticamente dividimos este processo evolutivo do planeta em fases, que receberam o nome deReinos Sagrados, pois em cada etapa da evolução planetária houve a intervenção dos orixás.
Para aqueles que ainda não conhecem a doutrina recomendamos os cursos oferecidos pelo Núcleo Mata Verde, através do portal de ensino a distância www.ead.mataverde.org
Os sete reinos são os seguintes:
1)Reino do Fogo
2)Reino da Terra
3)Reino do Ar
4)Reino da Água
5)Reino das Matas
6)Reinos da Humanidade
7)Reino das Almas
Em cada etapa deste processo evolutivo, forças se manifestaram em nosso planeta e ainda continuam a se manifestar.
Estas forças são de diversas origens, entre elas as vibrações espirituais dos Orixás Primordiais.
Para evitar confusões com outras doutrinas ou conceitos metafísicos existentes, estas sete forças foram batizadas com nomes em Tupi.
Cada reino tem portanto uma força primordial identificada abaixo:
1)Reino do Fogo => Tatá Pyatã => Força Ígnea
2)Reino da Terra => Yby Pyatã => Força Telúrica
3)Reino do Ar => Ybytu Pyatã => Força Eólica
4)Reino da Água => Y Pyatã => Força Hídrica
5)Reino das Matas => Caá Pyatã => Força Vegetal e força Animal
6)Reino da Humanidade => Abá Pyatã => Força Hominal
7)Reino das Almas => Angá Pyatã => Força Espiritual
Já tratamos em outros textos, que cada reino possui seu Orixá regente, sua cor, e suas qualidades.
Também já tivemos oportunidade de escrever sobre a primeira codificação das Sete Linhas da Umbanda feita por Leal de Souza em 1933 no livro “O Espiritismo, A Magia e as Sete Linhas de Umbanda “, o primeiro livro a falar sobre a umbanda.
Estas sete linhas foram ratificadas no primeiro congresso de umbanda de 1941 e que são exatamente os Sete Reinos Sagrados com suas hierarquias espirituais.
Em nosso site existe bastante material de estudo e documentos contemporâneos, para servirem de elementos comprobatórios do que escrevemos aqui neste texto.
Portanto quando falamos em SETE REINOS SAGRADOS estamos também falando nas SETE LINHAS DA UMBANDA.
Hoje iremos estudar sobre as forças passivas e ativas existentes nos sete reinos sagrados.
Faremos este estudo utilizando algumas imagens e gráficos.
No principio existia somente o Orun, o mundo espiritual, o extra-físico que dentro da doutrina dos sete reinos sagrados é representado pelo REINO DAS ALMAS.
Iniciaremos este estudo, portanto, com o Reino das Almas, que será representado pelo circulo preto, que é a cor deste reino.
Reino das Almas
Reino das Almas

Em determinado momento, houve o Fiat Lux que significa “Faça-se a Luz” ou “Haja Luz”.
É neste momento que surge o universo material que conhecemos.
É a grande explosão inicial, o “Big Bang”.
Na doutrina dos Sete Reinos este momento da criação é representado pelo primeiro reino, oReino do Fogo; também é neste instante da criação, na passagem do Orun para o Ayiê, que entendemos a manifestação do principio Exu e que será estudado em outro texto.
Segue abaixo a representação gráfica deste momento:
Reino do Fogo - o instante da criação
Reino do Fogo – o instante da criação

A vontade Divina se manifesta através da força dos Orixás e cada um em seu respectivo reino se faz presente na natureza.
Iremos continuar adicionando os demais reinos em nosso gráfico, sempre encontrando um ponto de equilíbrio, cada reino representado pelo círculo deverá se encostar nos demais reinos, na ordem de manifestação conhecida e buscando uma situação de equilíbrio.
O reino da Terra foi o seguinte.
Reino da Terra
Reino da Terra
Na sequência iremos incluir no gráfico o reino do AR.
Reino do Ar
Reino do Ar
Continuando com o Reino da Água
Reino da Água
Reino da Água
Agora é a vez do Reino das Matas:
Reino das Matas
Reino das Matas
E finalmente o Reino da Humanidade, o último dos reinos materiais. O Ser humano como o ápice da evolução planetária.
Reino da Humanidade
Reino da Humanidade
Como a cor do Reino da Humanidade é o branco, fizemos a representação do reino com um circulo branco com o contorno preto.
Chegamos finalmente aos SETE REINOS SAGRADOS.
Chamamos a atenção para o equilíbrio resultante deste arranjo, onde os sete reinos se equilibram.
Este gráfico dos Sete Reinos é muito importante, pois ele representa o universo, mas também representa o Homem, um animal, uma planta, um objeto etc…
Aprendemos na doutrina dos sete reinos sagrados que todas as sete forças primordiais estão presentes em todos os lugares do universo, mas em intensidades diferentes.
Continuando com nossos estudos vamos agora identificar as forças passivas e as forças ativas.
Para isso vamos acrescentar alguma coisa a mais no gráfico dos Sete Reinos.

Gráfico dos Sete Reinos Sagrados
Gráfico dos Sete Reinos Sagrados
Desenhamos uma triângulo  para cima ligando os reinos do fogo, do Ar e das Matas e outro Triângulo para baixo ligando os reinos da Água, Terra e Humanidade e obtemos o hexagrama, um signo muito antigo e bastante conhecido ppor todos os iniciados nas ciências ocultas, ohexagrama é também conhecido como Estrela de David.(embora existam diferenças)
Não se sabe ao certo quando este símbolo começou a ser usado pela humanidade e existem muitas interpretações para seu significado.
No caso da doutrina dos Sete Reinos Sagrados, chamamos a atenção para o fato da Estrela de David ser formada pelo equilíbrio das sete forças primordiais.
No centro a força espiritual, representada pelo Reino das Almas e chamada de Angá Pyatã e suas seis pontas nos demais seis reinos materiais.
É necessário registrar que não desenhamos a estrela de David, para depois colocar em suas pontas e no centro os reinos, como alguns fazem com as sete linhas da Umbanda.
Em nosso caso são os sete reinos sagrados que geraram a estrela de David, que pode ser interpretada em alguns estudos como o símbolo do equilíbrio das forças Yin e Yang, forças passivas e ativas.
O triângulo para cima liga as forças primordiais ativas FOGO, AR E MATAS.
O Triângulo para baixo liga as forças primordiais passivas ÁGUA, TERRA E HUMANIDADE.
Ainda estudando o Gráfico dos Sete Reinos Sagrados é facil identificar a polaridade existente entre os sete reinos:
FOGO (+) <=> ÁGUA (-)
TERRA (-) <=> MATAS (+)
AR (+) <=> HUMANIDADE (-)
Chegamos ao fim deste pequeno ensaio sobre os reinos passivos e ativos e a polaridade existente entre os sete reinos.
Em relação ao reino das Almas, por ser o único reino espiritual não é nem ativo e nem passivo e não possui polaridade, é considerado neutro.
Quem já estudou a doutrina dos Sete Reinos Sagrados sabe que a polaridade é uma característica da matéria e portanto dos seis reinos materiais.
O sétimo reino sempre assume a polaridade do reino que se relaciona com ele.
Este estudo do Gráfico dos Sete Reinos é muito utilizado no Arapé, no TVAD – Tratamento Vibracional a Distância e também na preparação dos banhos no tratamento fitoenergético.
O gráfico pode ser utilizado também na classificação das ervas passivas, ou ervas ativas etc…
Existe uma infinidade de assuntos que devem ser estudados a partir do conhecimento da doutrina dos Sete Reinos Sagrados, ou se preferirem das Sete Linhas da Umbanda.
Saravá!
São Vicente, 21/08/2012
Manoel Lopes – Dirigente do Núcleo Mata Verde

       EXU PAGÃO E EXU DE LEI


Conforme já estudamos no texto “Exu o Guardião do Templo” , na doutrina umbandista seguida pelo Núcleo Mata Verde chamamos de Guardiões aos Exus que trabalham na Umbanda.
Este Guardião é um Exu de Lei e conforme estudado anteriormente possui as seguintes características:
1)     Um dia foi um espírito sem rumo, que provavelmente trabalhava negativamente, ou era dominado por espíritos negativos.
2)     Em um determinado momento se aproximaram da Lei da Umbanda e mudaram sua forma de pensar e agir, de “vagabundos” passaram a ser os maiores trabalhadores.
3)     Foi designado a estes espíritos a função de tomarem conta da Casa de Oxalá, ou seja, tomarem conta do Terreiro de Umbanda, da Lei de Umbanda.
4)     São espíritos fortes, e quando necessário, podem usar de meios duros para afastarem e punirem os indesejáveis.
5)     São os espíritos responsáveis por todas as encruzilhadas.
Hoje iremos tratar sobre os Exus Pagãos e os Exus de Lei.
Percebemos que atualmente existe um “endeusamento”  dos trabalhadores da umbanda conhecidos como Exu, alguns autores acabam atribuindo ao Exu características que seriam do próprio criador, o que em nossa opinião é um grande erro.
Por outro lado, existem alguns umbandistas que ainda defendem a ideia que Exu é o demônio, o que é também um grande equívoco.
Normalmente naqueles terreiros, que possuem uma forte influência Católica, o sincretismo com o demônio ainda impera.
Em nossa opinião um dos culpados por esta visão deformada dos Exus na umbanda foi o escritorAluizio Fontenelle.
Aluizio Fontenelle foi o primeiro a escrever sobre Exu na Umbanda e na Quimbanda, e no livroExu apresentou uma relação entre exus e os demônios.Aluizio teve a infeliz ideia de relacionar os Exus com os diabos das Tradições judaico-cristãs.
exu_aluizio
Aluizio Fontenelle nasceu em 23/05/1913 e faleceu em 03/01/1952 publicou vários livros sobre espiritismo e umbanda.
Infelizmente após este livro, a ideia de que Exu da umbanda era um ser maligno, ganhou força e dominou a mente de vários umbandistas.
Pessoas de mente fraca, sem conhecimento doutrinário começaram a ver os ditos exus demônios e as imagens dos exus-demônios começaram a proliferar  nas lojas especializadas neste tipo de comercio.
Exu_do_Lodo
Alguns Terreiros chegam ao extremo de não trabalharem com a linha dos Exus, exatamente devido a este preconceito.
Vamos, portanto escrever um pouco sobre este conceito existente na Umbanda.
Até alguns anos atrás era comum você estudar e compreender esta linha de trabalho a partir das nomenclaturas de Exu pagão e Exu de Lei, infelizmente alguns autores deixaram de lado este conhecimento antigo e passaram a endeusar os Exus, gerando muita confusão no meio umbandista, principalmente entre os mais novos, recém-chegados a umbanda.
É importante lembrar que quando estamos estudando os Exus, é muito importante não misturar fundamentos.
Existe grande diferença entre o conceito de Exu orixá no culto de Nação.
Exu Guardião ou Exu de Lei da Umbanda.
E o Exu da Quimbanda.
Este texto irá estudar o Exu na Umbanda, não nos interessando neste momento outros conceitos existentes nos outros cultos.
A Umbanda é um culto voltado a pratica da caridade, é uma religião que tem como finalidade principal promover o encontro de seus adeptos com o criador. Este processo se faz através dos orixás, guias e protetores.
Na Umbanda não existe a pratica de magia negativa, não se faz amarrações, trabalhos para prejudicar terceiros, vinganças etc…
Em hipótese alguma este tipo de trabalho espiritual é realizado dentro de uma casa de umbanda.
Se você que está lendo este texto, percebeu que em seu Terreiro é feito alguma espécie de trabalho negativo, abra os olhos e fique atento, pois com toda certeza seu terreiro não é um terreiro de umbanda.
O que fazemos na umbanda é exatamente o oposto disso, protegemos todos aqueles que nos procuram e foram vitimas deste tipo de trabalho, ou seja, a umbanda  trabalha desmanchando e neutralizando estes tipos de trabalhos negativos.
Se existem trabalhos de magia negativa, se existem pessoas que procuram os Terreiros de umbanda em busca de ajuda, porque foram vitimas deste tipo de trabalho, então existem lugares e pessoas que fazem este tipo de prática negativa.
Existem muitos cultos que infelizmente ainda trabalham sem uma orientação, e nestes lugares ainda é pratica comum se fazer qualquer tipo de trabalho espiritual mediante pagamento.
Tradicionalmente existe uma polaridade para diferenciar estes tipos de cultos.
De um lado temos a Umbanda, se colocando como o lado da luz.
Do outro lado a Quimbanda, se colocando como um culto das trevas.
A polaridade Umbanda e Quimbanda é antiga, e sempre teve a conotação da luz lutando contra as trevas.
Atualmente fizeram uma grande mistura entre cultos diferentes, e acabaram misturando umbanda com quimbanda.
Chegaram até a diferenciar a palavra Quimbanda de Kimbanda; o que em nossa opinião é uma bobagem criada somente para confundir os iniciantes.
Quimbanda é um culto, tradicional, antigo e que não tem preocupação alguma com o conceito de bem e mal, ou com a Lei de Deus.
Na Quimbanda quem comanda os trabalhos são os Exus, e é prática normal fazerem qualquer tipo de trabalho, sem que haja qualquer ressentimento ou freio moral.
É um culto que pode ajudar, mas  infelizmente devido a inferioridade moral das pessoas que a procuram acabam pedindo qualquer tipo de trabalho a estes Exus que trabalham na Quimbanda.
Se procurarem no youtube encontrarão vários vídeos, com os mais diferentes tipos de cultos negativos.
Reparem neste vídeo, nas imagens dos exus, na música, nas roupas e nas explicações do responsável pelo trabalho.
Na Umbanda, existe uma lei maior e todos os Exus que trabalham na Umbanda não fazem qualquer tipo de trabalho negativo, podendo em determinadas situações até orientar o consulente, ou mesmo dar uma lição de moral naquele que vai pedir por este tipo de trabalho.
Lembramos que o comando dos trabalhos na Umbanda, sempre é feito por um Caboclo ou um Preto Velho.
Mas se na Quimbanda o Exu faz trabalhos negativos e na umbanda o Exu não faz trabalhos negativos o que vai diferenciar estes espíritos?
É aqui que entra o conceito de Exu pagão e Exu de Lei.
Um conceito simples, prático e muito útil para quem está iniciando agora na Umbanda.
Sabedoria antiga, que não deve ser desprezada.
Todos sabemos que os Exus que trabalham na Umbanda  e na Quimbanda são espíritos, são seres que já tiveram passagem pela Terra, viveram em nosso meio, portanto são semelhantes a nós.
Não são divindades criadas a parte, para serem eternamente negativos.
São espíritos em processo de evolução e aprendizagem, assim como todos nós.
Alguns espíritos, devido a sua ignorância, orgulho, vaidade, prepotência, apego a matéria ficaram presos a crosta terrestre em processos de vingança e ódio; e sem perceberem acabaram ficando nas mãos de espíritos trevosos.
Estes espíritos negativos e ignorantes, são conhecidos na umbanda como Kiumbas.
São estes espíritos que acabam indo se manifestar nestes lugares onde não existe a preocupação com a lei maior.
São estes kiumbas que chamamos de Exu Pagão, e aqui é importante chamar a atenção que é somente uma nomenclatura, que serve para diferenciar a natureza destes espíritos.
Ninguém está afirmando que estes espíritos serão batizados por alguma pessoa, ou coisa do gênero, utilizamos a nomenclatura para fazer uma classificação e desta forma permitir a identificação destes seres.
Exu Pagão nada mais é que um espírito ainda muito apegado a Terra, necessitado de prazeres carnais, que possui vícios, orgulhoso, vaidoso, prepotente e que em algumas situações se considera superior ao próprio criador.
Adoram se manifestar utilizando nomes dos demônios , pedem oferendas com carne, sangue, bebidas e sacrifícios de animais.
Naturalmente que este comportamento demonstra o grau da demência destes espíritos.
Já o Exu de Lei, é aquele que trabalha na Umbanda, é um espírito que conhece suas limitações, conhece a lei divina, quer trabalhar para ajudar os necessitados, possui obrigações espirituais dentro de uma casa umbandista.
Atende as ordens superiores, que normalmente são emitidas pelo Caboclo ou Preto Velho , dirigente do Terreiro.
Exu de Lei já foi um dia um Exu pagão, mas em dado momento encontrou a Lei da Umbandae passou a seguir o caminho do bem.
É um espírito milenar, conhecedor da magia, conhece muito bem todos os lugares trevosos, sabe muito bem como lidar com estes seres negativos; é por isso que normalmente é o encarregado de tomar conta das passagens que levam aos submundos trevosos.
É forte, duro, determinado  mas nunca irá usar a magia para atacar alguém, sempre estará nadefensiva, protegendo, socorrendo.
Muitos já nem consomem mais bebidas, em alguns terreiros seus trabalhos são reservados e servem somente para o descarrego dos médiuns e da casa.
Enquanto o Exu Pagão, na quimbanda utiliza  a magia negativa para fazer o mal a alguma pessoa, o Exu de Lei irá utilizar todo seu conhecimento e força para neutralizar a magia negativa e defender a pessoa necessitada.
Exu Pagão ataca enquanto o Exu de Lei defende.
É esta a grande diferença entre eles.
O Exu de Lei na Umbanda é o Guardião.
É ele o encarregado de guardar e proteger o Terreiro, o médium, seu lar etc…
Podemos dizer que os Exus de Lei da Umbanda são a tropa de choque do Terreiro.
Agora que você já sabe a diferença entre Exu Pagão (Kiumba) do Exu de Lei (Guardião) ficou fácil diferenciar as casas onde se trabalha com a Umbanda, das casas onde se trabalha com a Umbanda cruzada com a Quimbanda.
Aqui é importante fazer uma ressalva.
Alguns Terreiros de Umbanda costumam chamar a gira dos Guardiões de Quimbanda, mas neste caso não se trata de outro culto; é somente uma nomenclatura utilizada para se referir aos trabalhos dos Guardiões.
Mas existem Terreiros que “viram” para a esquerda, para a Quimbanda.
Neste caso são casas cruzadas, onde se trabalha com a Umbanda e com a Quimbanda.
Nestas casas cruzadas, existe o pagamento pelo trabalho espiritual realizado, oferendas com sangue, carne, ou sacrifício de animais etc…
Em nossa humilde opinião, é uma contradição; não sendo possível seguir a lei da umbanda em determinados dias e a Quimbanda (magia negativa) em outros dias.
Ou você é quimbandeiro e talvez um dia enxergue a luz e siga a Umbanda, ou é Umbandista e já deixou para trás há muito tempo o caminho das trevas, pois a partir do momento que se conhece o caminho da luz não é possível querer retroagir e voltar a seguir o caminho das trevas.
Umbandista fique atento!
Saravá Umbanda!
São Vicente, 28/10/2013
Manoel Lopes

ACADEMIA: Texto= Renovação da Umbanda Urbana contemporânea: Por Luan Rocha de Campos

Dear Antonio, You read the paper " Algumas observações em torno da renovação na Umbanda urbana contemporânea "...