quarta-feira, 23 de setembro de 2015

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                  Desabafo de um médium

Escrevo este texto com o intuito de expressar as dificuldades que um médium iniciante passa no decorrer de seu caminho espiritual dentro da nossa Umbanda tão querida.  
Nem tudo que descrevo aqui foram dificuldades que eu encontrei. 
Algumas eu aprendi através da “arte” da observação, vendo irmãos de fé passarem ou permanecerem nelas. 
Antes de relatar alguns fatos, quero explicar o que significa ser médium da Umbanda e o que eu entendo como “fazer parte de uma corrente”. 
Já adianto que minha intenção não é julgar, muito menos criticar qualquer pessoa, mas sim expor meus sentimentos e pensamentos sobre o que tenho vivenciado e vejo dentro da nossa religião.
Cresci na religião, desde pequeno. 
Sabe quando as criancinhas ficam dentro da corrente, num cantinho? 
Pois é, era eu! Uma pestinha, inquieta, mas estava lá, acompanhava o ritmo do tambor, da maraca, os Pontos e até me embalava um pouquinho! 
A Umbanda faz parte da minha essência. 
Eu não sei viver longe dessa religião tão linda, que me ensinou e ainda me ensina tanto sobre a vida, não só física, mas espiritual também.
Não tem sentimento melhor do que saber que naquele dia vai ter sessão. 
Começa um ritual, de respiração, preparo, limpeza, organização, higiene, tudo! 
Que coisa boa!Isso tudo porque eu sei que, chegando lá, vou encontrar meus irmãos, amigos, conhecidos e até pessoas que eu nunca imaginei ver na vida. 
Pra fazer o quê? 
O Bem, a Caridade! 
Me doar, não só na matéria mas, principalmente, de coração e espírito para poder ajudar quem vai em busca de auxílio, uma palavra de conforto, uma energia que arrepia ou até mesmo um sorriso.
Tem coisa melhor que isso? 
Não! 
Essa junção de pessoas, médiuns, todas estão ali com um mesmo propósito: ajudar. 
E isso, para mim, é uma corrente. 
O próprio nome já diz tudo: corrente, mantida por elos (os médiuns) que transmitem essa energia para quem precisa.  
Ao menos, no meu humilde ponto de vista é isso que significa pra mim.
A fase de início de um médium talvez seja a fase mais difícil no seu caminho dentro da espiritualidade. 
Tudo é novidade, o médium tende a ficar ansioso, com medo e receio. 
Passa um turbilhão de coisas na cabeça de um médium iniciante e ele ainda precisa manter a concentração, saber a hora certa de se entregar e manter o laço espiritual criado firme e forte. 
Nossa! Quanta coisa, né!? 
Se todos soubessem como é difícil passar por esse momento, não fariam cara feia para o médium depois que ocorre a desincorporação, não olhariam torto para ele. 
É um momento de descoberta, novidades, onde, aos poucos, ele vai se doando cada vez mais, deixando o Orixá tomar conta da matéria e mostrar sua personalidade, jeito de agir, caminhar, tom de voz, etc.
Um médium iniciante tem de lidar com tantas coisas em sua cabeça ao mesmo tempo, que, às vezes, é preciso ter uma maneira mais delicada, sutil ao dar um conselho, até mesmo repreender alguma atitude do médium ou da própria entidade. 
É preciso ter paciência com médiuns novos, não importa se você tem que ter uma conversa, duas ou quantas vezes forem necessárias; se o erro não acontece por “maldade” do médium, é preciso ter paciência por parte dos irmãos e dirigentes da Casa.
Muitas são as razões que fazem um médium iniciante deixar o seu caminho espiritual de lado: medo de estar se passando pela entidade, confusão em função da incorporação ser praticamente consciente, represálias, pressões e até mesmo inveja.
Sim. Inveja! 
E de onde ela vem? 
Dos próprios elos dessa corrente mediúnica. 
Ao passo que um médium vai se “firmando” com determinada entidade, essa vai agindo de acordo com seu modo específico de “trabalhar”. 
Algumas entidades são mais quietas, reservadas, outras são mais agitadas, se movimentam mais, estalam dedos, puxam Pontos junto ao tamboreiro, puxam rezas e orações, dão conselhos. 
Outras já não falam tanto, ficam no seu espaço, algumas até “entram mudas e saem caladas”. 
Mas isso é particular, cada entidade tem o seu modo de chegar, trabalhar e retornar para o seu campo espiritual de trabalho. 
Infelizmente alguns médiuns não entendem que o modo particular de trabalho de seu Guia é o que o torna tão especial e bonito, e acabam por desejar, inconscientemente, que seu Orixá fosse como o do seu irmão. 
Como se já não bastasse a inveja, presente em algumas correntes, ainda tem espaço para desafetos entre companheiros de trabalho, arrogância, fofocas e picuinhas.
Tá, mas e a corrente? 
Não é constituída através de elos de ligação? 
Onde devem ser transmitidas boas energias e bons sentimentos? 
Como pode ter espaço pra esse tipo de sentimentos?
Pois é. 
Infelizmente, eu não sei responder a essa perguntas.
Ufa! 
Já pensou passar por tudo isso sem estremecer? 
É praticamente impossível. 
Aos irmãos de fé que lerem esse desabafo, sejam eles iniciantes ou já desenvolvidos há um bom tempo, peço que pensem e repensem antes de tomar qualquer atitude equivocada.
Peço que reflitam o seu propósito dentro dessa religião tão linda, que é a nossa amada Umbanda. 
Reflitam a maneira que estão tratando o seu irmão de trabalho espiritual. 
Por último, vou encerrar dizendo que a Umbanda é muito mais do que se pode ver e sentir. 
A Umbanda faz parte de nós.
Precisamos trazer conosco um pouco do que cada uma das Sete Linhas e dos “Pais e Mães” nos oferecem. 
Temos que ter a humildade de um Preto Velho, a inocência de uma Criança, o amor de uma Mãe e a responsabilidade de um Pai, a liberdade de um Cigano e até a malandragem de um Exu.
Saravá, Irmãos de Fé!
Texto-desabafo enviado por Gabriel Huff Marques, produzido em 17/08/2015

ATENÇÃO! INCORPORAÇÃO

O QUE A UMBANDA ESTÁ PRECISANDO???????

                      
  DO QUE A UMBANDA PRECISA ?


Dia desses, ao final de uma Gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.
Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e, após se acomodarem, pediu que todos respondessem uma pergunta simples:
“ – Do que a Umbanda precisa?”
E assim um a um foram respondendo:
“ – Mais união…”
“ – Mais estudo…”
“ – Mais divulgação…”
“ – Mais respeito…”
“ – Mais reconhecimento…”
Mais, mais e mais…
Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
“ – Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”
Silêncio repentino no ambiente.
Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.  Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:
“É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.”
Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. 
Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? 
Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. 
Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.
Um filho de Umbanda, dentro do Terreiro, limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.  
Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o Terreiro, pois sente que ali ele está na casa de sua mãe.
Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de Fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.
Um filho de Umbanda sente naturalmente que o Terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando lá não está sente-se ansioso para retornar e sempre que retorna é um momento de alegria e prazer.
Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. 
Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.
Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o Terreiro; ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.
Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.
Quando a Umbanda agregar em seu interior mais Filhos que qualquer outra coisa, estas necessidades que vocês tanto apontam como união, respeito, educação, ética, enfim, não existirão, pois isto só existe naqueles que não são Filhos de fato
Tenham uma boa noite, meus filhos!”
Pai João pitou mais uma vez e desincorporou.  Diante dele, seus filhos, com olhos marejados, rosto rubro, agradeciam a lição.
Saravá a Umbanda, salve a sabedoria, salve os Pretos Velhos!
Dar um tratamento digno, de uma grande religião, à Umbanda, às vezes é muito difícil.  
Como religião, ela engloba a diversidade no sentido mais amplo da palavra e essa mesma diversidade gera uma gama de conflitos e desentendimentos.
A liberdade para o umbandista é imensa, quando não rixada por algum indivíduo, se faz o que quer e como quer. 
Olhando o perfil de outras potências religiosas como o Cristianismo e o Islamismo, também há ramificações, diferenças e padrões de expressões religiosas. 
No entanto, há um consenso comum: o conhecimento.
Toda grande religião tem a sua escola preparatória, responsável pela multiplicação do saber e a expansão da tradição. 
Na Umbanda, o processo é bilateral, ou seja, de um lado temos o modelo de Umbanda praticada, isto é, aquela aplicada dentro do trabalho, em que você aprende com o Preto Velho, com o Caboclo, etc, juntamente com a orientação da Esquerda. 
Tudo acontecendo no universo da Gira, ao mesmo tempo. 
É como correr atrás da bola até aprender a jogar. 
Cresci assim, fui feito assim, amo muito tudo isso! 
(olha a propaganda, rs).
De outro lado temos o processo de inovação, como por exemplo, o surgimento das escolas-templo. 
Locais consagrados e preparados para o mesmo trabalho: o aprendizado de ponta de conga, com as incorporações e também a estrutura de cursos, que permite um aprendizado livre de vínculos, com oportunidade de crescimento e aperfeiçoamento espiritual. 
(Amo mais ainda!)
Muitos batem em cima desse modelo em função do valor cobrado pelas atividades que são de ensino, e não práticas convencionais de trabalho espiritual. 
Todo conhecimento se auto-protege! E conhecimento tem valor!
Desconheço o processo de habilitação gratuito, seja no ensino médio ou superior, já que até a rede estadual de ensino tem seu custo de manutenção, que é pago com os NOSSOS impostos.  
As duas correntes são verdadeiras, as duas formas atendem a um propósito superior!
Quando encontro alguém que foi vítima de alguma mãe do poste (aquela que traz a pessoa amada amarrada, atada e enforcada em 24 horas, por uma merreca de 500 reais!) penso o quanto uma boa orientação, seja na Umbanda praticada, ou no conhecimento adquirido na Umbanda ensinada, teria desviado a pessoa desse tipo de coisa (que não tenho coragem de chamar de trabalho).
Não importa se no seu trabalho são usadas guias ou não! 
Não importa se no seu trabalho vai chapéu ou capa! 
Não importa se na sua casa tem aulas de preparação mediúnica! 
O que importa, realmente, é saber e perceber se estamos cumprindo o nosso papel: fazendo o bem e ensinando o povo a rezar, a trapacear a dor, levantar a cabeça e recomeçar!
Umbanda ensinada e Umbanda praticada são os dois lados de uma mesma moeda.
Reflita!

POR ISSO OS GUIAS NÃO TE AJUDAM!