quinta-feira, 27 de agosto de 2015

                   O próximo é você

Danilo Lopes Guedes


 

Ouvimos de nossos guias que de­ve­mos deixar nossos problemas do lado de fora de nossa Casa Espiritual, a partir do momento em que entramos para o trabalho religioso. Mui­tos já ouviram isso de seus próprios men­tores ou de mentores de seus próximos. Acho que isso é comum den­tro de nosso meio Religioso.

Até porque para que um bom tra­balho seja executado, preci­sa­mos no mínimo estar com a mente livre de problemas e aber­ta para fazer a “carida­de” ao próximo.

Tudo isso parece fá­­cil e maravilhoso, até por­que estamos fa­lan­do de um problema que geralmente é do próxi­mo, mas e quando o pro­ble­ma está dentro de você ou está resi­dente debai­xo do seu teto? O que fazer? Os ensinamentos passa­dos continuam os mes­mos? Eu faço isso que venho “pregando”?

Poucas serão as respostas sin­ceras “NÃO”! Muitos “SIM” surgirão com a sombra da incerteza, e poucos dirão a verdade. Como diz o dito popular: “Pimenta nos olhos dos outros é refresco”. Pois bem!

Sempre esquecemos que estamos lidando com pessoas, e é fácil apontar, julgar, tirar conclusões, achar sempre que estamos com a razão e os outros estão errados, mas quantos de nós nos colocamos realmente na mesma situa­ção em que a pessoa encontra-se? Ou pelo menos tentamos entender o que está acontecendo? Acho que poucos têm esta atitude, é muito mais fácil jul­gar se achando o conhecedor da ver­da­de, claro o meu Umbigo é o mais im­por­tan­te. Só que somos seres huma­nos e esquecemos que também “já pi­sa­mos na bola”, e não apenas uma vez, mas várias e se serve de consolo para todos, continuaremos pisando, porque somos os humanos pensantes eerrantes.

Já que estamos “pisando na bola”, então vamos pisar um pouco mais, será que o motivo pela qual você está acusando o próximo, você também já fez com alguém antes? Mas agora pode ser que esteja tomando, então deva doer mais, porque antes você praticou e hoje você é alvo? Mas e aquela pes­soa que um dia recebeu a “bordoada” de você, seja ela qual for, como será que esta pessoa se sente, com certeza quem bateu esqueceu, mas quem apanhou não.

Isso é muito visível quando falamos de trair confiança, o que vem há ser uma traição de confiança? Seria em resumo a ação baseada em fofocas, men­tiras ou omissões de fatos. Seria não acreditar mais no “caráter” do próximo? Ah, tá! Vamos à hi­po­crisia, sempre fomos Santos e nunca traí­mos ninguém?

Nunca traí­mos a confiança de nos­sos Pais, de nos­sos irmãos de san­gue, de nossos ami­­gos, de nossos pa­rentes, de nós mesmos, nossa vida é repleta de ver­dades? Sempre dissemos a verdade? Sempre fomos puros e cristalinos?

Me poupe, então eu “vou acreditar pra não perder a ami­zade. E quem perdoou a traição? Ai que medo das respostas, “eu não perdôo de jeito nenhum, porque eu tenho vergonha na cara!”. Legal, bacana da sua parte, só que você já praticou tudo isso acima e mesmo assim foi per­doado(a) um dia por aquele que foi o seu alvo. Só que agora, como você está com o sentimento ferido, não tem a ca­pa­cidade de olhar pra tudo que fez no passado, e lembrar que um dia teve este perdão, e hoje não é capaz de fazer o mesmo pelo próximo.

É preciso aprender a PERDOAR, até porque não temos o poder do jul­gamento, não temos a capacidade des­te entendimento, então porque não po­de­mos perdoá-lo? Se você que está julgando é tão traidor ou até pior quan­to aquele que acusa. Muitos dirão: não tenho o poder do Perdão, ou então não me considero evoluído o suficiente para saber perdoar, bacana, mas é evoluído o suficiente pra julgar, que con­traditório não acha?

Não aponte, pois será apontado, não crucifique, pois será crucificado, não ataque, pois será atacado, não ache que a sua existência é melhor que a existência do próximo, porque todos nós diante do criador somos irmãos e sendo assim somos todos iguais.

Agora abra teus olhos à luz, perdoe e abrace aquele que estas julgando hoje, pois amanhã você poderá ser julgado e sentirá na pele os dedos que lhe estão sendo apontados.
                                O joio e o trigo

       Um dos principais motivos que impede a espiritualidade de ser devidamente desenvolvida na Terra é a incredulidade. A falta de fé é evidente, e deriva muitas vezes da falta de conhecimento.
       Os homens não estudam como deveriam. Limitam-se a poucas obras sobre a espiritualidade, batendo em temas repetitivos que circulam de maneira pouco evolutiva, porém extremamente conservadora e fundamentalista. Isso impede, então, que novos conhecimentos sejam adquiridos, dificultando o entendimento sobre instruções enviadas ao planeta.
       Embora as limitações ocorram em parte devido ao cuidado, louvável, de se distinguir a verdadeira origem do conhecimento, bem como seus reais objetivos, deve-se lembrar que negar tudo que é recebido também não é boa pratica. Tanto está errado aceitar a mistificação, como negar o que de fato foi enviado pela espiritualidade,
       Daí a necessidade do estudo, para que se tenha cada vez mais a  possibilidade de separar o joio do trigo. E quanto mais estudarem, perceberão que muitos dos que se intitulam trigo estão ali para impedir a retirada do joio, e por essa razão são tão críticos e intransigentes. Muitas vezes, sem saber, agem sob influências de entidades negativas, que não desejam a evolução planetária. São levados pelo orgulho, arrogância e medo de perder posições de poder frente ao desconhecido.
       Não esqueçam que desenvolver a espiritualidade passa inexoravelmente pela prática, incondicional, do amor e da caridade. Mas, também, pela prática do estudo constante, da disciplina, e da retidão moral, de admitir certas ocasiões que se está errado. Porque assim agem os homens de bem, pouco preocupados com o próprio ego, e mais servidores da Espiritualidade.


Texto extraído da: Obra mediúnica psicografada por
                              Hur-Than de Shidha
"O AMPARO DO ALTO"

Editora do Conhecimento

ACADEMIA: TEXTO de Hermes de Sousa Veras

Dear Antonio, You read the paper " O CABOCLO FORTE TUPINAMBÁ Aparelhagem sonora, agência e religião em Belém do Pará "...