Não Julgues para não seres julgado!

Contra pontos Doutrinários

 Por Etiene Sales

Uma certa vez fui convidado a ir em uma palestra espírita.
Como a pessoa que me convidou participava dá antiga casa onde fui feito, minha mãe no santo me pediu pra ir.
Fui eu com toda boa vontade, mas com ressalvas.
Cheguei lá e fui muito bem recebido (é um fato: eles realmente acolhem muito bem as pessoas), assinei o livro, deixei telefone …
Entrei no salão e aguardei.
Fui contando a quantidade de pessoas e, de longe, muito cheio, havia mais de 250.
Aí começa uma prece é demais “ritos espíritas” (embora digam que não tenham).
A palestra era sobre as relações de nós encarnados e os espíritos.
Quem ministrou era uma senhora que era presidente do centro, muito articulada, e que sempre ao falar, citava  uma parte do livro dos médiuns ou dos espíritos.  Acho que tentando legitimar sua palestra e as afirmações que fazia.
Em dado momento, ela conta que ali, naquele centro, em uma sessão, estava presente um médium novo que havia vindo dá Umbanda e que na mesa, havia se aproximado dele um espírito que se denominava “João Caveira”.
Ela deu uma pausa e contou que aquele espírito acompanhava o rapaz no antigo terreiro de umbanda que o rapaz frequentava, e lá se manifestava no jovem, de forma bizarra, prejudicando aquele médiuns, pois o fazia beber e fumar, enquanto mediunizado, e lidando com energias espirituais densas e perigosas.
Dito isso, ela foi narrando como “converteu” o “Exu João Caveira” a alcançar um patamar de consciência espiritual e largasse aquela forma pensamento que o submeteram, de caveira, e exu, e assumisse a sua real personalidade de João Carlos, o transformando de fato em um mentor espiritual para aquele rapaz.
Isso tudo carimbando com passagem diversas dos livros de kardeque.
No final, é claro, falou que a umbanda ainda iria evoluir, e assim como os espíritos que lá se manifestavam.  É que um dia iriam alcançar a doutrina espírita e a mensagem de Jesus.
Quando cheguei no terreiro e minha mãe no santo me perguntou como foi, eu disse: bem, em síntese, tudo que a gente faz aqui está errado é um dia vamos evoluir. Mas foi bom a Sra. não ter ido.  Ela pergunto: por que? E eu disse: se a Sra. fosse e o seu Sete fosse junto, ele não ia gostar muito do que falaram.
Ela riu e falou: imagino.  Mas na hora do sufoco é aqui que param para que nós possamos ajudar.
Fato: uns três anos depois aquela senhora, que ministrou a palestra, foi lá.  Desesperada porque o filho estava obsediado, e nada do que fizeram no centro adiantou.
Em síntese: o filho dela melhorou, ela agradeceu muito, mas não mudou a postura.  É claro que ninguém no centro espírita sabia que ela tinha ido ao terreiro e feito os ebós, descarrego etc.que a preta-velha tinha mandado e feito.
Historinha real e faz pensar esses contra pontos que existem por aí.
Seja de fora para dentro, ou entre nós mesmos, nos preconceitos inter e intra-religiosos.
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