terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A MEDIUNIDADE NA ANTIGUIDADE


                                      MEDIUNIDADE NA ANTIGUIDADE

                                    A MEDIUNIDADE SEMPRE EXISTIU.

Certas pessoas consideram, sem razão, a mediunidade um fenômeno peculiar aos tempos atuais,
outras acreditam ter sido inventada pelo Espiritismo.

A fenomenologia mediúnica, entretanto, é de todos os tempos e de todos os países e religiões, pois
desde as idades mais remotas existiram relações entre a humanidade terrena e o mundo dos Espíritos.

A faculdade mediúnica sempre existiu desde o surgimento do homem na face da Terra, porque se trata
de uma faculdade inerente ao seu espírito.

A humanidade tem sido guiada, desde sua origem, por leis do mundo oculto já comprovadas na face do
orbe, graças a essa faculdade mediúnica inata no primeiro espírito aqui encarnado.

Os fenômenos mediúnicos, no passado remoto eram tidos como maravilhosos, sobrenaturais, sob a
feição fantasiosa dos milagres que lhe eram atribuídos, em razão do desconhecimento das leis que os
regem, e os indivíduos que podiam manter o intercâmbio com o mundo invisível eram considerados
privilegiados.

1. A MEDIUNIDADE NO HINDUISMO

1.1 - A relação entre os mundos, material e espiritual, tem sido registrada em todas as épocas da
Humanidade. 

Como exemplo, temos o Código dos Vedas, o mais antigo código religioso que se tem notícia, onde se
encontra o registro da existência dos Espíritos: 

"Os Espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos Bramanes, convidados para
cerimônia em comemoração dos mortos, sob uma forma aérea; seguem-nos e tomam lugar ao seu lado
quando eles se assentam".

1.2 - Desde tempos imemoriais, os sacerdotes brâmanes, iniciados nos mistérios sagrados,
preparavam indivíduos chamados “faquíres” para a obtenção dos mais notáveis fenômenos
mediúnicos, tais como a levitação, o estado sonambúlico até o nível de êxtase, a insensibilidade hipnótica a dor, entre outros, além do treino para a evocação dos PITRIS (espíritos que vivem no Espaço,depois da morte do corpo), cujos segredos eram reservados somente àqueles que “apresentassem quarenta anos de noviciado e de obediência passiva”.

A INICIAÇÃO ENTRE OS BRÂMANES COMPORTAVA TRÊS GRAUS:

No primeiro, eram formados para se encarregar do culto vulgar e explorar a credibilidade da multidão.
Ensinava-se-lhes a comentar os três primeiros livros dos Vedas, a dirigir as cerimônias e a cumprir os
sacrifícios; 
- o brâmanes do primeiro grau estavam em comunicação constante com o povo: eram seus diretores
imediatos.

- O segundo grau era composto dos “exorcistas, adivinhos e profetas evocadores de espíritos”, eram
encarregados de atuar sobre o imaginação das massas, por meio de fenômenos sobrenaturais.

- No terceiro grau, os brâmanes não tinham mais relações diretas com a multidão; quando o faziam
sempre por meio de fenômenos aterrorizantes, e de longe.

2. A MEDIUNIDADE NO ANTIGO EGITO:

No Egito antigo, os magos dos faraós evocavam os mortos, e muitos comercializavam os dons de
comunicabilidade com os mundos invisíveis para proveito próprio ou dos seus clientes; fato esse
comprovado pela proibição de Moisés aos hebreus: "Que entre nós ninguém use de sortilégio e de
encantamentos, nem interrogue os mortos para saber a verdade". (Deuterônimo)

De forma idêntica às práticas religiosas da antiga Índia, as faculdades mediúnicas no Egito foram
desenvolvidas e praticadas no silêncio dos templos sagrados sob o mais profundo mistério, e
rigorosamente vedadas a população leiga.

A iniciação nos templos egípcios era cercada de numerosos obstáculos, e exigia-se o juramento de
sigilo, e a menor indiscrição era punida com a morte.

Saídos de todas as classes sociais, mesmo das mais ínfimas, os sacerdotes eram os verdadeiros
senhores do Egito; os reis, por eles escolhidos e iniciados, só governavam a nação a título de mandatários.

Todos os historiadores estão de acordo em atribuir aos sacerdotes do antigo Egito poderes que pareciam
sobrenaturais e misteriosos.

Os magos dos faraós realizavam todos esses prodígios que são referidos na Bíblia; é bem certo que
eles evocavam os mortos, pois Moisés, seu discípulo, proibiu formalmente que os hebreus se
entregassem a essas práticas.

12O sacerdotes do antigo Egito eram tidos como pessoas sobrenaturais, em face dos poderes
mediúnicos, que eram misturados maliciosamente com práticas mágicas e de prestidigitação.

A ciência dos sacerdotes do Egito antigo ultrapassava em muito a ciência atual, pois conheciam o
magnetismo, o sonambulismo, curavam pelo sono provocado, praticavam largamente a sugestão,
provocavam a clarividência com fins terapêuticos e eram célebres pelas práticas de curas hipnóticas.

AMENOPHIS – o sacerdote egípcio (A Iniciação do Codificador).

No tempo em que Moisés libertou o povo hebreu do cativeiro egípcio, vamos encontrar o espírito
daquele que um dia seria o Codificador da Doutrina Espírita envergando a túnica sacerdotal e já detentor
de uma sabedoria que o colocava como sacerdote preferido do Faraó Ramsés II.

O sacerdote Amenophis era médium de efeitos físicos, inclusive existem relatos sobre as sessões de
materialização que eram realizadas naquela época. 

3. MEDIUNIDADE NA SUMÉRIA:

A medicina entre os sumarianos era em curioso misto de ervanaria e magia, cujo receituário consistia
principalmente em feitiços para exorcizar os maus espíritos que acreditavam ser a causa das suas
moléstias.

4. MEDIUNIDADE NA BABILÔNIA:

Os babilônios primitivos viviam cercados de superstições. 

Acreditavam que hordas de espíritos malévolos se escondiam na escuridão e cruzavam os ares, espalhando em seu caminho o terror e a destruição, cuja única defesa eram os sacrifícios e os sortilégios mágicos.

Se o antigo povo babilônio não inventou a feitiçaria foi ao menos o primeiro a dar-lhe um lugar de
grande importância, a ponto do desenvolvimento da demonologia e da bruxaria terem exigido leis que
prescreviam a pena de morte contra seus praticantes e há provas de ter sido bastante temido o poder dos
feiticeiros.

5. A MEDIUNIDADE NA ANTIGA GRÉCIA:

Na Grécia a crença nas evocações era geral. Todos os templos possuiam chamadas pitonisas
encarregadas de proferir oráculos, evocando os deuses, mas, as vezes, o consultante queria ele próprio ver e falar a "sombra" desejada e, como na Judéia, conseguia-se pô-lo em comunicação com o ser, ao qual desejava interrogar (Delane, 1937).

6. A MEDIUNIDADE NOS CELTAS:

Celtas, povo pré-histórico que se espalhou por grande parte da Europa entre os séculos XXI a.C. a I
a.C., atingindo o maior poderio do século VI a.C. ao III a.C., possuíram grupos fechados de sacerdotes,
especializados em comunicações com além, chamados de "Druidas". 

ALLAN KARDEC -  o sacerdote druida (Aquisição da Sabedoria)

Segundo o Espírito de Zéfiro aproximadamente no ano 100 a. C., Denizar Rivail foi um chefe druida.

Os druidas eram os sacerdotes do povo celta.

A escolha dos futuros sacerdotes era feita entre a classe aristocrática e, desde criança, já se submetiam
a rigorosa disciplina e intenso aprendizado junto aos druidas mais velhos.

A sabedoria druídica já admitia a reencarnação, a inexistência de penas eternas, o livre-arbítrio, a
imortalidade da alma, a lei de causa e efeito, as esferas espirituais. 

Marcou tanto essa etapa reencarnatória, que o Codificador decidiu assinar suas obras espíritas, com o
nome de Allan Kardec.

7. ORÁCULOS GREGOS E ROMANOS:

Mediante a invocação de poderes sobrenaturais, o homem sempre recorreu a vários tipos de
adivinhação.  

No mundo greco-romano, um dos meios mais difundidos foram  os oráculos.

Chamavam-se oráculos as respostas dadas pelos deuses a perguntas a eles formuladas de acordo com
determinados rituais executados por uma pessoa que atuava como médium ou pitonisa.

Os Oráculos eram núcleos de intercâmbio medianímico, onde trabalhavam sibilas, pítons e pitonisas.

Gente de todas as classes sociais, inclusive autoridades públicas, visitavam estes lugares, recebendo
orientações das mais diversificadas;

O termo refere-se também à própria divindade que respondia e a seu intérprete, bem como ao local
onde eram dadas as respostas. 

Os templos ou grutas destinados aos oráculos eram numerosos e dedicados a diversos deuses. 

Os rituais variavam dos mais simples, como tirar a sorte, aos mais complexos, executados por pessoas
que atuavam como médium ou pitonisa.

Antes da consulta, a pitonisa e o consulente banhavam-se na fonte Castália; depois, ela bebia água da
fonte sagrada de Cassótis e entrava no templo, onde o deus era invocado por meio de um ritual.

Em seguida, sentada numa trípode, entre vapores sulfurosos (enxofre) e mascando folhas de louro (a
árvore sagrada de Apolo), entrava em transe ou "delírio divino", quando transmitia as palavras do deus. 

Sua mensagem era anotada e interpretada pelos sacerdotes, que comunicavam-na ao consulente, com
freqüência sob a forma de versos.

As pessoas após o contato com os Espíritos, passavam por uma limpeza com enxofre, as emanações
dessas substâncias tinha como função descontaminar as pessoas pela destruição dos miasmas ou fluidos
deixados pelos mortos.

O mais famoso oráculo da antiguidade foi o santuário de Apolo em Delfos, localizado nas encostas do
monte Parnaso, no golfo de Corinto (Grécia)

Embora sua existência já fosse conhecida por Homero, sua fama só se difundiu entre as comunidades
helênicas nos séculos VII e VI a.C., quando começou a ser consultado por legisladores e chefes militares. 

Na Grécia existiam muitos outros, mas destacavam-se mais o oráculo de Zeus em Dodona, no
noroeste,  o oráculo de Epidauro com o deus Asclépio, o oráculo de  Anficléia com o deus Dioniso.

Os oráculos sibilinos consistiam em profecias realizadas por mulheres chamadas sibilas. 

As sibilas mais famosas eram a de Eritréia e a de Cumas.

Os romanos também tiveram os seus oráculos, chamados arúspices, que interpretavam as
disposições dos deuses pelo exame das vísceras de animais sacrificados ou pelos fenômenos da natureza, como raios, trovões e eclipses. A expansão do cristianismo pôs fim à atividade dos oráculos.

8. A MEDIUNIDADE NA BÍBLIA:

A Bíblia com o Velho e o Novo Testamento é uma fonte riquíssima de fenômenos mediúnicos, a própria
tão propalada proibição de Moisés à evocação dos espíritos é uma das maiores confirmações da existência da mediunidade.  

8.1. CASO DE ESCRITA DIRETA:

DANIEL (5:5) - Por ocasião em que se realizava um banquete oferecido pelo rei Balthazar (filho de
Nabucodonosor), ao qual compareceram mais de mil pessoas da corte, no momento em que bebiam vinho e louvavam os deuses, apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam defronte do candeeiro, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via os movimentos da mão que escrevia.

8.2. CASOS DE LEVITAÇÃO:

O que se dá é que os Espíritos operantes envolvem a pessoa ou coisa a levitar em fluidos, isolando-os
assim do ambiente físico. 

A ação do espírito sobre o material a levitar se realiza pela utilização das suas próprias mãos convenientemente materializadas ou condensadas.

EZEQUIEL (3:14) - Também o Espírito me levantou e me levou consigo; e eu fui cheio de amargura, na
indignação do meu Espírito; porém a mão do Senhor estava comigo, confortando-me.

EZEQUIEL (8:2) - Olhei, e eis uma figura como de fogo; Estendeu ela dali uma semelhança de mão e
me tomou pelos cachos da cabeça; o Espírito me levantou entre a terra e o céu, e me levou a Jerusalém
em visões de Deus.

8.3. CASO DE INCORPORAÇÃO:

JEREMIAS (39:15) - O profeta da paz, era médium de incorporação, quando o Espírito o tomava,
pregava contra a guerra aos exércitos de Nabucodonosor.

8.4. CASOS DE VIDÊNCIA:

DANIEL (8:15) - Havendo eu, Daniel tido uma visão, procurei entendê-la, e eis que se apresentou
diante de mim com aparência de homem, veio, pois, para perto donde eu estava; ao chegar ele, fiquei
amedrontado, e prostei-me com o rosto em terra; mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta
visão se refere ao tempo do fim.

DANIEL (10:5) - Levantei os olhos, e olhei, e vi um homem vestido de linho, o seu rosto como um
relâmpago. 

Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram, não obstante,
caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam, contudo ouvi a voz das suas palavras, e
ouvindo-a, caí sem sentido, com o rosto em terra.

8.5. CASOS DE MATERIALIZAÇÃO:

MOISÉS - Mediante fenômeno de materialização, recebe do Alto a Tábua dos Dez Mandamentos,
manisfestação de uma vontade superior visando o despertamento moral dos povos;
ANJO GABRIEL – Anunciação de Jesus feita pelo anjo Gabriel à Maria.

DANIEL (6:1) - Todos os grandes da corte, por não acharem meios de acusar a Daniel, convenceram ao
rei, que ele deveria estabelecer um decreto, que fizesse com que todo homem que, por espaço de trinta
dias, fizesse petição a qualquer deus, e não ao rei, fosse lançado na cova dos leões. 

O rei Dario que simpatiza com Daniel, mesmo contrariado assinou a escritura de interdito. 

Daniel, mesmo sabendo sobre o decreto, três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças, diante do seu Deus, como costumava fazer. Então aqueles homens tendo achado Daniel a orar e a suplicar, diante do seu Deus. Foram junto ao rei e o convenceram penalizar a Daniel.

O rei ordenou que trouxessem a Daniel e o lançassem na cova dos leões. 

Disse o rei a Daniel: o teu Deus, a quem tu continuadamente serves, que ele te livre. Foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da  cova; selou-a o rei com seu próprio anel, e com o dos seus grandes, para que nada se mudasse a respeito de Daniel.

Então o rei se dirigiu para o seu palácio, passou a noite em claro, o sono fugiu. ]

Pela manhã, ao romper do dia, levantou-se o rei e foi com pressa à cova dos leões. Chegando-se ele à cova, chamou por Daniel - disse o rei: Daniel, servo do deus vivo, dar-se-ia o caso que teu Deus, a quem tu continuadamente serves, tenha podido te livrar-te dos leões?

Então Daniel respondeu ao rei: O meu deus enviou o seu anjo, e fechou a boca aos leões, para que não
me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; O rei alegrou-se e mandou tirar a
Daniel da cova e nenhum dano se achou nele. 

Ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel e foram atirados na cova dos leões.

9. OUTROS FATOS QUE EVIDENCIAM A PRESENÇA ESPIRITUAL NA HISTÓRIA:

SÓCRATES, constantemente orientado pela guia espiritual, revela-se precursor do Cristianismo. 

“Desde a minha infância, graças ao favor celeste, sou seguido por um Ser quase divino, cuja voz me interpele a esta ou àquela ação. Os discípulos de Sócrates se referem, com admiração e respeito, ao amigo invisível que o acompanhava constantemente.

PAULO DE TARSO, às portas de Damasco, tem a visão do nazareno em perfeita configuraçào
luminosa, convertendo-se deste modo em apóstolo e medianeiro do Mestre.

PAULO DE TARSO - Na Bíblia, o apóstolo Paulo deixa claro o intercâmbio entre os dois mundos ao
afirmar: "Não extingais o espírito; não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retém o que é bom" (I
Tessalonicensses).

JOÃO - Também o apóstolo João mostra a possibilidade de comunicação entre os dois mundos, mas
nos alerta para a qualidade dessa comunicação: "Não creais em todos espíritos, mas provai se os espíritos são de Deus" (I João).

CÉSAR, o grande imperador romano, esteve com a pitonisa Spurina, informando-se que no dia 15 de
março algo muito grave aconteceria em sua vida. 

Na data prevista, César segue para o Palácio e lá recebe 23 punhaladas, morrendo imediatamente.

CALÍGULA – Neste relato encontramos claramente o caso de materilaizações, onde os Espíritos
vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali vistos, frequentemente, até que se lhe exumaram os despojos para a incineração.

NERO - nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otavia, sua
genitora e sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo;
RAINHA VITÓRIA, a soberana que mais tempo permaneceu no Poder inglês, passou 30 anos mantendo
diálogos com seu ex-esposo Alberto, através do médium John Brawn. As grandes decisões de seu governo tiveram a participação direta do Espírito;
  
CATARINA DA RÚSSIA é chamada às pressas para ver o seu sósia fantasma, uma entidade
materializada que se demora no trono da rainha, sendo cercada pela guarda do Palácio. Alvejado por dois tiros de fuzil desfez-se sem deixar qualquer sinal de sua presença.

JOÃO HUSS - o reformador (O testemunho que estava pronto)

Jean Hus ou João Huss, nasceu em Husinec em 1369 (Allan Kardec desencarnou exatamente 500 anos
após, em 1869). 

Estudou na capital, formou-se bacharel em Arte e Teologia, obteve grande destaque como
professor, foi nomeado Deão da Faculdade de Filosofia e, posteriormente, Reitor da Universidade.

Foi profundamente impregnado pelas idéias de Wycliffe (futuramente, Léon Denis), professor da
Universidade de Oxford, Inglaterra, e considerado um dos maiores sábios de sua época.

Wycliffe chamava o papa de “Anticristo, mau sacerdote, corrupto, ladrão. 

Foi sob influência dessas idéias e vivendo esses problemas sociais e políticos, que João Huss desenvolveu seu pensamento e se tornou um grande pregador, recebia grande inspiração espiritual ao pregar.

Pelos desrespeitos às regras canônicas e morais que a Igreja praticava naquela época, passou a atacá-
la, publicamente. 

Aos 6 dias de fevereiro de 1415, foi condenado e executado. Levaram-no a um terreno baldio, despiram-no, amarraram-no a um poste, colocaram lenha ao redor e puseram fogo. Morreu aos 46 anos queimado vivo pela “Santa Inquisição”.

JOANA D’ARC, nasceu no ano de 1412, numa pequena aldeia da França chamada Dom Remy. Filha de
pobres lavradores, não sabia nem ler nem escrever.

Desde pequena escutava vozes no silêncio dos bosques, que atribuía a São Miguel, Santa Margarida e
Santa Catarina, os quais incentivaram a voltar-se para Deus e defender a França, cuja nobreza se
encontrava esmagada na luta que durava quase cem anos contra a Inglaterra.

Joana D'arc, heroína francesa, orientada pelas “vozes do Céu”, assume a missão de libertar a sua pátria
do jugo inglês. Guiada por essas vozes, ela reorganizou o exército francês e conduziu Carlos VII ao trono.
  
Seu triunfo motivou inveja e intrigas que culminaram na sua captura, foi perseguida como herege,
submete-se ao sacrifício inquisitorial, e posteriormente sua condenação pelo fato de não querer negar
essas vozes perante a Igreja, e mesmo, no momento extremo, ainda afirmava ouvir os espíritos;
A sua voz chegava até à silenciosa multidão, que escutava, aterrada, as suas preces e gemidos. 

Por fim, num último grito de agonia de amor, Joana disse: - "Jesus".

Conta-se que um dos soldados, lançando-se entre a multidão gritou: "Estamos perdidos! Queimamos
uma santa!" 

Posteriormente, a Igreja que a condenou e à qual Joana sempre foi fiel, declarou-a inocente.

Foi canonizada, finalmente, em 1920, na basílica de São Pedro, em Roma. 

Cinco séculos atrás, no entanto, houve quem soubesse que no meio deles vivia uma santa

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


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Pedir não é cobrar!

Existe uma enorme diferença entre cobrar e pedir ajuda. A Umbanda é uma religião sem preconceitos, mas sofre pelo preconceito. 

E esse sofrimento se dá pela falta de respeito em todos os sentidos e, claro, a questão mais polêmica é a financeira. Vamos começar salientando que Umbanda é caridade que não se paga, é amor que não se mede e é dedicação que não se discute

Por isso a Umbanda ajuda, mas não cobra e pede, mas não exige. 

Mas o que mais acontece é que quando um dirigente fala em ajuda material tem consulente que já sente um arrepio e logo pensa: “Estava demorando! Eu sabia que essa coisa de umbanda é macumba mesmo! Imagina, o pai de santo quer que eu pague suas contas!”, e logo vai embora falando horrores do terreiro e da Um­banda. 

O problema é que este consulente esquece que ele lavou as mãos, que deu descarga no banheiro, que o chão está limpo, que as luzes estão acesas, que há velas no altar, que ele é defumado, que existe um imóvel pelo qual se paga impostos, aluguel, contador, faxineira… Nossa, uma infinidade de coisas! 

E na próxima semana o Centro estará lá: novamente de portas abertas com o chão limpo, as luzes acesas, velas no altar…

Não se percebe que há necessidades básicas para se realizar um trabalho espiritual e que o consulente também tem o dever de colaborar e não de julgar, afinal de contas ele se aproveita também materialmente do local.  

O entendimento de que a ajuda financeira também é obrigação da assistência, e não somente do corpo mediúnico, é necessário e deve ser encarado naturalmente sem nenhum tipo de constrangimento, tanto por parte dos dirigentes espirituais, que devem pedir pois se não pedirem poucos colaboram, quanto por parte do corpo mediúnico e da assistência.

Observem: A igreja católica pede e incentiva o dízimo com agradecimentos públicos e visitas particulares  e ninguém xinga o padre. 

Nos centros kardecistas as pessoas doam com muito orgulho casas, sítios, terrenos, etc. 

Os pastores desafiam os fiéis a “dar uma prova de fé” e as igrejas evangélicas estão aí, tornaram-se uma potência religiosa. 

Pessoas vendem milagres a preços exorbitantes e prometem rapidez no resultado do trabalho e esses são os bons aos olhos dos clientes, pois nestes casos não existe a Vontade de Deus, nem a religiosidade. 

Mal sabem os que pagam por isso que realmente conseguem o que querem por terem ativado forças negativas poderosíssimas que aceitam o pagamento, mas que cedo ou tarde se voltam contra o próprio “cliente”.

Tudo muito natural, não? 

Para eles sim, mas para os dirigentes espirituais quando há a necessidade de pedir morrem de vergonha e são taxados de macumbeiros, tram­biqueiros e caras de pau. 

Conclusão: o dirigente e os médiuns literalmente pagam para abrir as portas do Centro Umbandista, pagam para fazer a caridade e pagam para ajudar o assistido que é o maior beneficiado e também quem mais fala mal da nossa querida Umbanda tão maltratada e tão mal falada. 

Essa Umbanda que não cobra nada, mas necessita de tudo. Necessita de ajuda, amor, dedicação e principalmente de respeito.

A Umbanda precisa de ajuda, de pagamento não. A Umbanda pede, mas não cobra.

O Universalismo é possível ?

Muito se fala sobre o UNIVERSALISMO ESPIRITUAL e falam como sendo algo utópico, algo muito além e muito distante de nossa realidade. 
Mas será que o Universalismo Espiritual está tão distante assim? 

Para responder a isso precisamos primeiro saber o que é universalismo, então vamos lá! 
Universalismo: relativo à universal que pertence a todo o universo, ao cosmos; que se estende a tudo ou por toda a parte; comum a todos os homens; que é aplicável a tudo; que advém de todos; que não se atem a uma especialidade; que abrange por inteiro um campo de conhecimento; que
é adaptável ou ajustável de modo que possa atender a diferentes necessidades; ecumênico. 
E agora, o Universalismo Espiritual está distante de nós? 
É claro que não! E, na minha opinião, ele é a essência da Umbanda.
A Umbanda é uma religião Universalista, onde não se admite racismo, preconceito ou intolerância religiosa

Ela está, assim como a própria representação de Oxalá, de braços abertos recebendo, agregando e amparando todo e qualquer espírito que queira evoluir e manifestar a Força de Deus. 

Na Umbanda manifestam-se espíritos vindos de todas as outras religiões e regiões do planeta: são hindus, árabes, judeus, budistas, cristãos, índios brasileiros, negros africanos e até grandes magos ou sacerdotes. 

Esses espíritos dotam-se de nomes simbólicos e são identificados perante as qualidades dos Orixás. 

Assim, vemos hoje na Umbanda, por exemplo, um antigo e sábio hindu se manifestando como um Caboclo, ou um renomado doutor se manifestando como um Preto-velho, ou ainda um grande mago ou sacerdote se manifestando como Exu, sem preconceito algum, apenas trabalhando e manifestando as qualidades e atributos específicos da Divindade Suprema – Deus – transcendendo todas as religiões espalhadas no plano material e sustentando a evolução de toda a humanidade de forma única e universalista.

A Umbanda surge aberta a toda e qualquer entidade que queira ou precise se manifestar, independente daquilo o que tenha sido em vida “todos serão ouvidos e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos os que souberem menos e a nenhum viraremos as costas e nem diremos não”

Estas são palavras do espírito que se apresentou como Sr. Caboclo das Sete Encruzilhadas, fundador da Umbanda no plano material ao oficializar, em 1908, o primeiro centro umbandista, a Tenda Nossa Senhora da Piedade. 

E ele continua: “pois da mesma forma que Maria amparou nos braços o seu filho querido, também serão amparados os que socorrerem a Umbanda”.

A Umbanda é uma religião Espírita, pois como define Alan Kardec, no Livro dos Médiuns: “Espírita, é aquele que crê no espírito e nas suas manifestações”. 

Ou seja, todo aquele que acredita na manifestação de espíritos, segundo o próprio Kardec, é espírita! 

A Umbanda também é uma religião Cristã, pois a Umbanda acredita e aceita a existência de Jesus Cristo como o maior médium que já existiu, seguindo seus ensinamentos e seu mandamento maior: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a um irmão, não fazendo a esse irmão aquilo que não queremos que façam conosco”. 

A Umbanda nasceu em meio aos Cultos de Nação e ao Candomblé, mas cultua Orixá de forma diferente. 

No Candomblé os Orixás têm aspectos humanos, são relacionados a lendas e cultuados com grandes festas, com muita dança, canções e comida. 

Na Umbanda é uma heresia comparar Orixás a seres humanos tornando-os ruins e punitivos, justificando, assim, erros e desequilíbrios próprios do homem. 

Na Umbanda, Orixás são manifestadores dos Mistérios de Deus e em suas incorporações realizam todo um trabalho Divino em auxilio à comunidade. 

Resumindo, no Candomblé se cultua os Orixás e na Umbanda se “trabalha” com os Orixás.

Jêjes, nagôs, ketos, minas, bantos, indígenas, católicos, espíritas e muitos outros povos e religiões contribuíram com a Umbanda, não importando se creem em Orixás, Voduns, Nkisis, Pajés, Santos etc.

Na Umbanda Espíritos de Luz não são eguns e não se apresentam como mentores ou doutores, mas sim como Guias Espirituais. 

Exus não são escravos, não trabalham fora da Lei Divina e obedecem a uma única ordem: a dos Sagrados Orixás, são espíritos de tanta luz e de tanta sabedoria quanto os Pretos Velhos ou Caboclos. 

Na Umbanda não se utiliza do sacrifício de animais e não é através do jogo de búzios que conseguimos respostas e conselhos espirituais. 

O Ritual da Umbanda é simples e até impressiona como se é realizado. 

A onipresença dos Sagrados Orixás é percebida por todos da corrente mediúnica e através dessa presença, do amor, da caridade, da bondade, da fraternidade, da dedicação, da disciplina e do estudo é que TUDO se realiza, atributos esses necessários a todos que queiram sentir e se beneficiar dessa Onipresença Divina.

Uma Umbanda esclarecida e estudada em conceitos universais é a união de todas as correntes astrais e de todas as linhas de pensamentos que têm norteado a humanidade e harmonizado todas as religiões. 

O médium que não entende a Religião de Umbanda como a mais ecumênica das religiões e que não respeita todas as outras religiões, não é um verdadeiro médium de Umbanda. 

Uma Umbanda esclarecida e estudada em conceitos universais é a melhor garantia de que um “papa” não criará seu trono particular dentro da Umbanda e que não ditará dogmas que assegurarão o domínio da fé e da mente de muitas pessoas.

A Umbanda é única, é o micro realizando o macro.

ERVAS DE OXALÁ

Posted by alexdeoxossi


Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.
Alecrim de Tabuleiro: Erva empregada nas obrigações, nos abô e é um maravilhoso afugentador de larvas astrais, razão pela qual deve-se usá-lo nos defumadores, quer das casas de culto. Não possui uso na medicina popular.
Alecrim do Campo: Seu uso se restringe a banhos de limpeza. É muito usado nas defumações de terreiros de Umbanda. Em seu uso medicinal resolve o reumatismo, aplicado em banhos.
Angélica: Tem emprego ritualístico muito reduzido. Sua flor espanta influências malignas e neutraliza a emissão de ondas negativas. É aplicado na magia do amor, propiciando ligações amorosas. A flor também é usada como ornamento e dá-se de presente na vibração do que quer. Não possui uso na medicina popular.
Funcho: Empregada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e em banhos de limpeza. Usa-se, do mesmo modo, para tirar mão de Zumbi. O povo dá-lhe bastante prestígio como excitante e para as mulheres aumentarem a secreção de leite. Eficaz na liberação de gases intestinais, cólicas, diarréias, vômitos. É usado no tratamento dos males aqui referidos quando se trata de crianças.
Araçá: As folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô. Usada de igual sorte nos banhos de purificação. O povo indica esta espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas. Usam-se folhas e cascas em cozimento.

Barba de Velho
: Aplicadas em todas as obrigações de cabeça referentes a qualquer orixá. Usa-se também após as defumações pessoais feitas após o banho. A medicina caseira indica seu uso tópico no combate às hemorróidas.
Baunilha verdadeira: Aplicada nas obrigações de cabeça e na tiragem de Zumbi. A medicina popular indica esta erva no restabelecimento do fluxo menstrual. São usadas folhas e caule, em chá. Debela as hipocondria, as tristezas e é energético afrodisíaco. É preconizada para pôr fim à esterilidade.
Calistemo Fênico: É uma extraordinária mirtácea que entra em qualquer obrigação de cabeça, ebori, feitura de santo, lavagem de contas, tiragem de Zumbi ou tiragem da mão de cabeça. Medicinalmente é usada em doenças do aparelho respiratório, bronquites, asma e tosses rebeldes. Aplica-se o chá.
Camélia: Vegetal muito usado na magia amorosa. É captadora de fluidos positivos, a flor. Usada, aproxima uso na medicina popular.
Camomila Marcela: Sua aplicação é restrita nas obrigações ritualísticas. Usa-se, entretanto, nos banhos de descarrego e nos abô.
Carnaúba: Só tem aplicação em abô feito da folha, que basta para cobrir a cabeça e, depois, cobrir-se a cabeça durante doze horas, fugindo aos raios solares. É fortalecimento da aura e alimento da cabeça. A vela de cera de carnaúba é a melhor iluminação para o orixá.
Cinco Folhas: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego. A medicina caseira indica esta erva como eficaz depurativo do sangue.

Cipó-cravo
: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.
Colônia: Possui aplicação em todas as obrigações de cabeça. Indispensável nos abô e nos banhos de limpeza de filhos-de-santo. Aplicada, também, na tiragem de Zumbi, para o que se usa o sumo. Como remédio caseiro põe fim aos males do estômago. Usado como chá (pendão ou cacho floral).
Cravo da Índia: Utilizada em qualquer obrigação de cabeça, nos abô e nos abô de cabeça. De igual sorte, participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo tem-no como ótimo nos banhos aromáticos, o cozimento de suas folhas e cascas debelam a fadiga das pernas em banhos de assento.
Erva de Bicho: Usada em banhos de purificação de filhos-de-santo, quaisquer que sejam e que vão submeter-se a obrigações de santo ou feitura de santo. É positiva a limpeza que realiza e possante destruidora de fluidos negativos. O povo indica esta planta em cozimento (chá) a fim de curar afecções renais.
Espirradeira: Participa em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori. A medicina do povo indica o suco dessa planta, em uso externo, contra a sarna e para pôr fim aos piolhos.
Estoraque Brasileiro: Sua resina é recolhida e reduzida a pó. Este pó, misturado com benjoim, é usado em defumações pessoais. Essa defumação destina-se a arrancar males. O povo aconselha o pó desta no tratamento das feridas rebeldes ou ulcerações, colocando o mesmo sobre as lesões.
Eucalipto Cidra: Empregado em todas as obrigações de cabeça, em banhos de descarrego ou limpeza de Zumbi. Na medicina caseira é usado nas afecções dos brônquios, em chá.
Eucalipto Murta: Empregado em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar dores. Recomendado também nas doenças do aparelho respiratório.
Fava de Tonca: A fava é usada nas cerimônias do ritual, o fruto é usado depois de ser reduzido a pó. Este pó é aplicado em defumações ou simplesmente espalhado no ambiente. Anula fluidos negativos, afugenta maus espíritos e destrói larvas astrais. Propicia proteção de amigos espirituais. Não possui uso na medicina popular.
Fava Pichuri: No ritual de Umbanda e Candomblé usa-se o fruto, a fava, que reduz a pó, o qual é aplicado espalhando-se no ambiente. Aplica-se, igualmente, em defumações que atraem bons fluidos. É afugentador de eguns e dissolvedor de ondas negativas, anulando larvas astrais.
Folha da Fortuna: É usada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô de qualquer filho-de-santo. Na medicina popular é muito eficaz acelerando cicatrizações, contusões e escoriações, usando-se as folhas socadas sobre o ferimento.
Girassol: Tem aplicação no ritual. Usa-se nas obrigações de cabeça e nos abô e banhos de descarrego. Tem grande prestígio nas defumações, em face de ser anuladora de eguns e destruidora de larvas astrais. Nas defumações usam-se as folhas e nos banhos colocam-se, também, as pétalas das flores, colhidas antes do sol. Não possui uso na medicina popular.

Golfo de flor branca
: Planta aplicada em obrigações de cabeça, ebori e banhos dos filhos de Oxalá. O povo indica suas raízes como adstringente e narcóticas, mas lavadas, debelam a disenteria e, as flores, as úlceras e leucorréia.
Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosses rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.
Hortelã da horta: conhecida como hortelã de tempero e, deste modo, muito usada na culinária sagrada e na profana também. Entra nas obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. Popularmente é conhecido como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas bronquites é muito útil no tratamento da asma. É excitante e fortalecedor do estômago.
Jasmim do Cabo: Seu uso restringe-se ao adorno de pejis em jarra ladeando Oxalá. Não possui uso na medicina popular.
Laranjeira: As flores são aplicadas nas obrigações de ori. São também indicadas em banhos. Para o povo, o chá desta erva é um excelente calmante.
Lírio do Brejo: Usam-se as folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes como estomacal e expectorante.
Malva Cheirosa: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação de filhos-de-santo. O povo a indica como desinflamado-ra nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.
Malva do Campo: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. Em seu uso popular possui o mesmo valor da malva cheirosa.
Mamona: Esta erva é muito utilizada como recipiente para se arriar ebó para Exu. Não possui uso na medicina popular.
Manjericão Miúdo: Usada na preparação de abô e nos banhos de purificação dos filhos a entrar em obrigações ou serem recolhidos. É considerado pela medicina caseira como excelente eliminador de gases.
Manjerona: Entra em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abô. A medicina popular aplica-a como corretiva de excessos de excitações sexuais, abrandando os apetites do sexo.
Mastruço: Não possui aplicação em nenhuma cerimônia ritualística. Porém na medicina caseira é extraordinário tratamento das afecções pulmonares, nota-damente nas pleurisias secas ou com derrame. desta erva é usado o sumo, simples ou misturado com leite. Quantas vezes queira o doente.

Mil em Rama
: Não possui uso ritualístico. É adstringente e aromática. Indicada em doenças do peito, hemorragias pulmonares e hemoptise.
Narciso dos Jardins: Esta erva é somente usada para o assentamento. A medicina caseira o tem como planta venenosa.
Noz de Cola: Erva indispensável nos banhos dos filhos de Oxalá. Para o banho, rala-se a semente, o obi, misturando-se com água de chuva. A medicina popular indica esta erva como tônico fortificante do coração. É alimento destacado em face de diminuir as perdas orgânicas, regulando o sistema nervoso.
Noz Moscada: Desta erva utiliza-se o pó em mistura com a canela também em pó. Isto feito, espalha-se no ambiente caseiro ou em lugar onde se exerce atividade, para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Não possui uso na medicina popular.
Patchuli: Erva usada em todas as obrigações de ori, ebori, feitura de santo, lavagem de contas e tiragem de Zumbi. É parte dos abô que se aplicam aos filhos-de-santo. A medicina popular indica o patchuli como possuidor de um principio ativo que é inseticida.
Poejo: Entra em todas as obrigações de ori de filhos-de-santo, quaisquer que sejam os orixás dos referidos filhos. Popularmente, atenua os males do aparelho respiratório aconselhando o uso do cozimento das folhas e ramos. Muito eficaz nas perturbações da digestão, usando-se o chá.

Rosa Branca
: Participa de todas as obrigações de cabeça. Usa-se, inicialmente, na lavagem do ori, ato preparatório para feitura. O povo consagrou-a como laxativo branco e aplicável no tratamento da leucorréia (corrimento) sob forma de lavagens e chá ao mesmo tempo. Como laxativo, é aplicado o chá.
Saião: Entra em todas as obrigações de cabeça, quaisquer que sejam os filhos e os orixás. Utilizada também no sacrifício ritual. Medicinalmente, é utilizada para evitar a intolerância nas crianças. Dá-se misturado o sumo, com leite. Em qualquer contusão, socam-se as folhas e coloca-se sobre o machucado, protegido por algodão e gaze. Do pendão floral ou da flor prepara-se um excelente xarope que põe fim a tosses rebeldes e bronquites.
Sálvia: Suas folhas e flores são utilizadas nas obrigações de cabeça, nos abô e banhos de limpeza dos filhos dos orixás a que pertence. Usada pelo povo como tônico adstringente. Emprega-se em casos de suores profundos, com grande efeito positivo, contra as aftas e feridas atônicas da boca. É grande aperiente (desdobradora do apetite).
Sangue de Cristo: Emprega-se em ebori, lavagem de contas e feitura de santo, e usa-se nos abô dos filhos de Oxalá. É conhecido popularmente como adstringente e tônico geral. Usa-se o chá ou cozimento das folhas como contraveneno.
Umbu: Possui aplicação em todos os atos da liturgia afro-brasileira, ebori, abô, feitura de santo e lavagens de cabeça e de contas. Bastante usada com resultados positivos nos abô de ori e nos banhos de purificação. O povo utiliza suas cascas em cozimento, para lavagens dos olhos e para pôr fim às moléstias da córnea.

ERVAS DE OXUM

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Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca da árvore cozida tem efeito cicatrizante.

Agrião-do-Pará – Jambuaçu
: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina caseira usa-o para combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É, também, excitante.

Alfavaca-de-cobra
: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é retirado, e torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente ao mau-hálito.
Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no Candomblé são usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar peixes. A medicina caseira utiliza as folhas como antitérmico, contra febres. Age também como excitante.
Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina popular ;e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como cicatrizante, recompondo o tecido lesado nas escoriações.

Azedinha – Treco-azedo – Três corações
: É popularmente conhecida como três-corações, sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.
Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.
Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela fornece um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A medicina popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranqüilo.
Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatentes; poderoso vermífugo e energético tônico.
Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e ainda põe fim às afecções catarrais.
Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é usada nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens intestinais das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá das flores é tônico e estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.
Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males dos rins, areias e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata impigens.
Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.
Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.
Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da medicina caseira, que a usa como excitante e antiespasmódico, enérgico tônico do sistema nervoso. O chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas, histerismos e insônia.

Erva-de-Santa-Maria
: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das crianças, também é ótimo remédio para os brônquios.
Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e pulmões.
Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó, o defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de chá, que é eficaz nas dispepsias e diarréias.
Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso, como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações. Sem uso na medicina comercial.
Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago, em chá.
Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos ebori e banhos de limpeza, pois purifica o aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas como adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.
Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é usada em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a cozimento são a casca e a entrecasca.
Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em obrigações de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.
Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e purificação dos filhos dos orixás. O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é usada ainda contra gases intestinais.
Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Malmequer – Calêndula
: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos banhos de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo menstrual. As folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra feminina.
Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.
Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos de limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio caseiro, é cicatrizante e excitante.
Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a indica como diurético e estimulador das funções hepáticas.
Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso na medicina popular.

ERVAS DE OXÓSSI

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Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.
Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou cozimento das folhas.
Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites, aplicando o chá.
Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.
Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e como corretivo das vias urinárias.
Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.
Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É usado em chá.
Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão, facilitando o trabalho do estômago.
Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e dos testículos.
Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.
Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.
Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas. A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.
Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.
Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente. Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.
Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.
Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza. Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.
Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.
Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos, nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se o chá.
Hissopo – Alfazema-de caboclo: Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.
Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também, nas perturbações da digestão.
Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá internamente.
Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.
Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem efeito narcótico, corrigindo a insônia.
Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente, propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Piperegum-verde – Iperegum-verde
: Erva de extraordinários efeitos nas várias obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se banhos e compressas.
Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.
Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para desobstruir os brônquios.

ERVAS DE XANGÔ

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Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá em cozimento, para emagrecer.
Angelicó
Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá (folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a devem usar.
Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente. As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para dar fim à leucorréia.
Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três corações, sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria, eliminador de gases e febrífugo.
Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e energético tônico.
Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.
Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do sistema nervoso e, também, contra a bronquite.
Erva-das-lavadeiras – melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações do ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.
Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.
Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.
Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.
Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.
Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.
Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais, que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.
Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas hepáticas e das nevralgias.
Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente, exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não possui uso na medicina popular.
Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda debelar o reumatismo, em banhos.
Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser usada externamente em banhos.
Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.
Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.
Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.
Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para debelar inflamações da garganta e da boca.
Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a planta para gargarejos e bochechos.
Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru) esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.
Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.
Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que, misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso na medicina popular.
Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético. É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as contrações do coração.
Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar hemorragias.

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