terça-feira, 5 de maio de 2015

Onde Houver a inveja, a intriga, a soberba, a prepotência, o poder; sempre haverá o que abaixo será lido!

 O PODER PARALELO QUE ABATEU O PAPA

“A face da Igreja, às vezes, é desfigurada. Penso em particular nos golpes contra a unidade da Igreja, as divisões no corpo eclesial. Por isso, Jesus denuncia a hipocrisia religiosa, o comportamento que deseja aparecer, os hábitos que procuram o aplauso e a aprovação…”
A voz é fraca, instrumento de um homem fisicamente pequeno. Deveria sumir no ambiente imponente, construído para lembrar aos mortais a sua insignificância diante dos desígnios divinos. Mas do majestoso altar erigido sobre o local onde está o túmulo do apóstolo Pedro, fundador da Igreja Católica, ecoa uma mensagem retumbante. E com ela, o mirrado orador recupera sua grandeza. Dois dias depois de assombrar o mundo com seu pedido de renúncia, Bento XVI, o pontífice octogenário novamente surpreendia, ao sacramentar, em plena missa de Quarta-Feira de Cinzas, 13 de fevereiro, na monumental Basílica de São Pedro, em Roma, a existência de uma guerra de poder nas fileiras do Vaticano. Seu próprio pontificado seria uma vítima desse bíblico confronto.
Ainda assim, Joseph Ratzinger em nada lembrava o homem pálido, de olhar pesado e cansado dos últimos dias. Suas palavras decididas denunciaram o governo paralelo que insistia em se instalar dentro da Santa Sé. Com a boa condição física que demonstrou durante toda a cerimônia, revelou que a alegação oficial de falta de vigor físico não foi a razão para abdicar ao trono de Pedro. Mais do que um gesto de reconhecimento das suas próprias limitações, a renúncia foi um ato político. Isolado dentro do Vaticano, Bento XVI optou por sair para derrubar, junto com ele, seus traidores e, assim, tentar recompor a instituição. Na última celebração como papa na Basílica, ele mostrou que, às vésperas de despir-se das vestes que o tornam um ser quase divino, um representante de Deus na Terra, é um humano mais forte e lúcido do que se supunha – assim como é humana a vingança que seu gesto pode impor àqueles que o traíram.
Manifestantes pelas vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes, em Los Angeles, neste mês: acusações contra a omissão de Bento XVI
O peso de sua retórica abalou os pilares do poder paralelo que agia à sua volta e fustigou as dezenas de car­deais presentes à celebração. “Ficamos sem palavras”, declarou o cardeal Giovanni Lajolo, estupefato logo após a cerimônia. Mas, certamente, as fortes declarações do sumo pontífice tiveram um destinatário preferencial: Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano e segundo homem na hierarquia do atual pontificado. Amigo pessoal de Ratzinger, foi um dos religiosos que se tornaram mais poderosos quando o cardeal alemão foi empossado papa, em 2005. Em vez de aliado, o italiano se converteu em líder do processo de esvaziamento de poder que levou à renúncia de Bento XVI, uma possibilidade real para o religioso alemão já há alguns anos, asseguram pessoas próximas a ele, inclusive seu irmão mais velho, Georg.
O pontificado de Ratzinger começou a ruir quando seus assessores diretos passaram a boicotar suas iniciativas. Como seu projeto de “limpeza moral interna”, por exemplo. O alemão chegou ao posto máximo da Igreja Católica com a intenção de promover uma varredura nos casos de abusos sexuais cometidos por religiosos, que vieram à tona às centenas pelo mundo desde o pontificado de João Paulo II. Mas suas decisões de punir os envolvidos com rigidez eram simplesmente ignoradas ou postergadas por anos. Exausto por não conseguir implementar suas iniciativas, o papa chegou a declarar que “havia muita sujeira na Igreja”. À frente do grupo de assessores dissidentes estava o cardeal Bertone. Um dos episódios mais eloquentes do modus operandi de Bertone foi o afastamento do cardeal Carlo Maria Viganò da Cúria Romana. Viganò tentou romper a lei do silêncio imposta por uma verdadeira máfia que desviava verbas, fraudava licitações e tramava complôs contra o pontífice. Em uma carta entregue ao papa em outubro de 2011, ele denunciava o esquema de corrupção no Vaticano. Em represália, foi afastado de Roma e nomeado por Bertone como núncio apostólico nos Estados Unidos. Para evitar o confronto direto, Bento XVI optava por não questionar seu segundo na hierarquia. Até que perdeu o controle da situação.
Se é possível precisar uma data em que o pontífice tomou a decisão extrema de se tornar o primeiro papa renunciante da era moderna – quase um tabu teológico para o 1,2 bilhão de católicos do mundo -, esta seria o dia 17 de dezembro de 2012. Na ocasião, três dos mais antigos cardeais – o espanhol Julián Herranz, o italiano Salvatore De Giorgi e o eslovaco Jozef Tomko – entregaram ao pontífice um novo relatório sobre o escândalo de vazamento de documentos oficiais do Vaticano, conhecido como Vatileaks. Após interrogar cerca de 30 pessoas sobre o caso, a seleta comissão informou ao religioso que havia na Cúria Romana uma grande resistência a mudanças e muitos obstáculos às ações pedidas pelo líder máximo para promover a transparência. Abatido, isolado e muito impressionado com o conteúdo dos relatórios, o alemão – que, como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé no pontificado de João Paulo II, era conhecido como “rottweiller de Deus” – preferiu deixar o trono do apóstolo Pedro. “O ato do papa foi encorajado pela insensibilidade de uma cúria que, em vez de confortá-lo e apoiá-lo, apareceu, por diversos de seus expoentes, mais empenhada em jogos de poder e lutas fratricidas”, afirmou em editorial o respeitado jornal italianoCorriere della Sera.
Nove meses antes do derradeiro relatório, quando passava férias na sua residência de verão, em Castelgandolfo, os mesmos emissários o haviam visitado em segredo. Então, descortinaram para Ratzinger a intrincada rede de roubo e vazamentos para a imprensa de documentos oficiais do Vaticano, um dos maiores escândalos da história recente da Igreja Católica. O responsável pelo vazamento era identificado como “corvo” – mais tarde soube-se que se tratava de Paolo Gabriele, 46 anos, o mordomo que servia ao papa, próximo a ponto de ser o responsável por vesti-lo em seus aposentos pontifícios. O teor dos documentos lançava suspeitas sobre complôs na Cúria Romana para esconder supostos desvios de recursos e malversação de fundos da Igreja, e tinha como alvo o cardeal Bertone. Bento XVI se via, então, diante de sua via-crúcis pessoal. 
Descoberto, Gabriele confessou o crime, foi preso, julgado pela Justiça do Vaticano e condenado a 18 meses de prisão, em 8 de outubro de 2012. O mordomo afirmou que resolvera roubar e divulgar os documentos por julgar que o papa não estava sendo informado do que se passava de errado na Santa Sé. Então, na véspera de Natal, o pontífice octogenário caminhou até o local onde seu antigo assistente pessoal cumpria pena. Sentou-se ao seu lado por quinze minutos e lhe concedeu o perdão. Pessoas próximas dizem que, com esse gesto, Bento XVI sinalizou saber que Gabriele não agia sozinho, era apenas uma peça auxiliar numa rede que desestabilizou seu pontificado.
O cardeal Bertone, um dos personagens do Vatileaks, está presente em quase todos os episódios que levaram ao derradeiro ato de Bento XVI, na segunda-feira 11 – apesar de ser ingênuo pensar que ele é o único ator desse grupo dissidente, que agiu nos bastidores eclesiais para enfraquecer o poder papal. Em 2009, por exemplo, o pontífice alemão nomeou o financista Ettori Gotti Tedeschi, ligado ao movimento conservador Opus Dei, como presidente do Instituto para Obras de Religião (IOR), o Banco do Vaticano. O religioso havia decidido colocar em ordem, definitivamente, as finanças da Santa Sé. Tedeschi bem que tentou. Em 2012, elaborou uma documentação, na qual informava suas descobertas – contas escusas de políticos, construtores e altos funcionários do Estado. Até um chefe da máfia italiana havia colocado seu dinheiro nos cofres do IOR. Não demorou para que o financista de confiança do papa fosse destituído, no mesmo mês em que o mordomo Gabriele foi preso. A operação para derrubá-lo foi comandada por conselheiros do banco, com o aval de Bertone. Não satisfeitos em tirá-lo do cargo, elaboraram um dossiê que destruía Tedeschi pessoal e profissionalmente.
Se a poderosa e intrincada teia de intrigas formada por religiosos de alta patente é a razão para a situação de não governabilidade do 265º pontificado da história da Igreja Católica, a personalidade de Joseph Ratzinger explica a coragem para a renúncia. O maior teólogo da atua­lidade, pensador brilhante, de uma lucidez elogiada até por seus desafetos, o alemão sempre foi conhecido por ser extremamente racional e disciplinado. “Ratzinger é, sobretudo, um intelectual com uma sensibilidade especial para as ideias e a cultura e uma incapacidade e insatisfação para a gestão burocrática. E não é um homem midiático, ainda que se esforce para sê-lo”, afirma o vaticanista espanhol Juan Arias.
Cardeal mais identificado com João Paulo II, o pontífice sempre teve consciên­cia de que foi eleito no calor da comoção da morte do polonês, quando ainda ecoavam os gritos de “Santo Súbito” na Praça de São Pedro. Intimidados, os cardeais votantes no conclave de 2005 preferiram, de alguma forma, manter a administração Wojtyla. Ao se retirar e forçar uma sucessão com o papa vivo, Bento XVI, exclui o componente emocional do luto, eximindo os votantes da continuidade. E ainda pode, como fez em seu discurso de renúncia e na homilia de Cinzas, sugerir pistas de como deveria ser seu substituto – mais novo e com perfil administrador (portanto, menos erudito e introspectivo, como ele próprio). Além de alguém que promova a “renovação verdadeira” na Igreja, algo como um Concílio Vaticano III, como conclamou num encontro com sacerdotes da Diocese de Roma, na quinta-feira 14.
Só um homem em pleno vigor de suas forças poderia tomar uma decisão tão revolucionária e enfrentar acusações como a do cardeal Stanislaw Dziwisz, ex-secretário de João Paulo II, autor da frase “da cruz não se desce” sobre a renúncia. Certamente, ao dizer isso, o cardeal polonês se lembrou de uma entrevista dada por Ratzinger a uma tevê italiana, durante o calvário de João Paulo II, que agonizou diante de seus fiéis. Na ocasião, o então prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé afirmou categoricamente que o papa não podia renunciar. “O Senhor é que dá a alguém a responsabilidade de ser papa. Não foram os cardeais que fizeram dele um papa, mas, sim, uma intervenção divina.” Ao proferir a frase que foi tão replicada nas redes sociais, Dziwisz pode ter pensado por que agora o religioso alemão havia mudado de ideia. Essa foi apenas mais uma censura sofrida ao longo de seu pontificado. Bento XVI foi duramente criticado por muçulmanos, que chegaram a compará-lo a Hitler, por exemplo. Também foi censurado quando associou o uso de camisinha ao vírus HIV na África. E sai de cena criticado pelas associações de vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes, que apesar de reconhecerem que ele ousou tocar na ferida e pedir desculpas publicamente, não o perdoam por não ter conseguido pôr fim aos casos.
A pontuar essa sequência galopante de disputas internas, escândalos e polêmicas está um religioso que já no seu primeiro discurso como papa combateu o que chamou de “ditadura do relativismo” da atualidade, sempre fez questão de deixar claro que prefere poucos, mas bons católicos e defendeu ferrenhamente a tradição, a doutrina e a moral cristãs, sem a mudança de um versículo sequer. Diante dessa política de gestão, a Igreja foi perdendo fiéis, principalmente na Europa e nas Américas. Mas esse, agora, é um desafio para o próximo papa. A voz frágil de Bento XVI, que ecoou como um grito ensurdecedor na Basílica de São Pedro na quarta-feira 13, tamanha a gravidade de seu discurso, já deu o seu recado.

domingo, 3 de maio de 2015

A CABOCLA JUREMA, A JUVENTUDE E A NATUREZA

Já faz algum tempo que estamos preocupados em elaborar um material de estudo religioso que sirva de apoio aos jovens umbandistas.
Existe no Núcleo Mata Verde uma grande preocupação na formação espiritual das crianças e dos jovens umbandistas.
Em função desta preocupação  incentivamos a criação de um grupo de jovens umbandistas do Núcleo Mata Verde.
O grupo foi formado na sua maioria por adolescentes médiuns do Terreiro ou com os filhos dos médiuns do Terreiro que acabam participando das Giras acompanhando seus pais e mães; os membros do grupo estão na faixa etária dos 15 aos 20 anos.
A intenção inicial era incentivar uma maior participação destes jovens dentro do Núcleo Mata Verde e também uma oportunidade  maior para sabermos das necessidades espirituais, dúvidas sobre a doutrina seguida no Núcleo e as principais necessidades destes jovens umbandistas com sua religião.
Formado o grupo propomos uma reunião inicial para que o grupo realizasse um planejamento das suas atividades; o que poderiam desenvolver e promover dentro do Núcleo Mata Verde.
Na primeira reunião do grupo “Mocidade do Núcleo Mata Verde” criamos um símbolo para o grupo e fornecemos aos jovens camisetas para que se identificassem como membros da juventude do Núcleo Mata Verde dentro das reuniões.
Ficou também acordado que realizariam uma palestra aos demais membros do Núcleo Mata Verde e que o tema seria livre, ficando o grupo responsável pela escolha do assunto e elaboração da palestra.
foto6
Para minha surpresa o tema escolhido foi “S.O.S. Planeta Terra”, revelando uma grande preocupação dos jovens com o nosso planeta e sem dúvida um assunto bastante atual e preocupante para todos nós.
Para ver todas as fotos da palestra clique neste link http://mataverde.org/fotos.php?c=mocidade2014&qf=30
Existe um pequeno vídeo da palestra no youtube https://youtu.be/eksYcoMB2e0
Após a apresentação oficial da juventude do Núcleo Mata Verde, optamos por realizarmos reuniões quinzenais com o grupo para planejarmos as novas atividades do grupo.
Ficou acertado que o grupo colocaria em prática o que foi apresentado na palestra, reciclando o lixo da cantina, em especial as latinhas de refrigerante; este segundo projeto foi colocado em pratica e já está sendo realizado no Núcleo Mata Verde, sob a supervisão da juventude do Núcleo Mata Verde.
As latinhas de alumínio são separadas e depois amassadas para serem levadas aos lugares que recebem este tipo de material para reciclagem.
Evangelização Infantil
Após algumas reuniões propomos uma nova e desafiante tarefa – Elaboração de uma cartilhaque serviria de orientação para que os jovens pudessem orientar as crianças que frequentam as reuniões publicas.
Normalmente nas reuniões de atendimento recebemos sempre crianças que vem acompanhadas pelos pais.
Estas crianças ficam numa sala separada  sob a supervisão de um médium do Terreiro e na maioria das vezes ficam brincando, desenhando e conversando.
crianças umbandistas
A proposta era que enquanto estivessem esperando pudessem ir recebendo uma orientação religiosa umbandista.
Fizemos uma reunião e foi proposto logo no inicio da reunião a elaboração de um material escrito (Cartilha) que serviria de apoio para a “evangelização” das crianças.
Logo surgiu uma polêmica se o termo correto seria evangelização, pois a proposta era de que este material pudesse servir para outras casas umbandistas e nem todos os Terreiros de Umbanda possuem “transito livre” quando se fala em evangelização e também em umbanda cristã.
Também foi levantada a questão do termo ser muito utilizado pelos Centros Espíritas, que seguem a doutrina codificada por Allan Kardec, e que estaríamos somente copiando e não desenvolvendo um material especifico para a umbanda.
No Núcleo Mata Verde seguimos uma doutrina chamada “Umbanda Os Sete Reinos Sagrados”, onde o sexto reino é o reino da humanidade que tem como assunto principal, o relacionamento humano e os ensinamentos de Jesus.
Embora exista esta preocupação com os ensinamentos de Jesus, nossa visão é bem diferente da visão Cristã tradicional ( Católica e Evangélica ) e também não confundimos Jesus com o orixá Oxalá.
Durante os debates houve a sugestão de chamarmos este novo material de “Ensino Religioso Umbandista para Crianças”, sendo mais amplo do que somente Evangelização Infantil.
Outras dúvidas foram surgindo, por exemplo, por onde iniciaríamos nossos ensinamentos.
Vamos começar falando sobre Deus?
Vamos iniciar falando sobre Jesus, pois a intenção era evangelizar as crianças (naquele momento).
Vamos começar falando sobre os Orixás?
Vamos iniciar falando sobre os espíritos?
Ou seria melhor, iniciarmos falando sobre as linhas da umbanda, Caboclos e Pretos Velhos?
Talvez fosse melhor iniciarmos explicando a doutrina dos Sete Reinos Sagrados?
Embora aparentemente a questão “por onde iniciarmos os ensinamentos” pareça ser um assunto sem muita importância, durante a reunião a preocupação tomou conta de todos nós, pois nossa intenção era fornecer ensinamentos confiáveis para crianças e jovens umbandistas, para que a partir destes estudos pudessem formar uma nova consciência e ética umbandista.
Nossa proposta era preparar um material que pudesse ser utilizado por qualquer Terreiro de umbanda independente dos princípios existentes naquela casa.
Pedimos a todos que refletissem sobre esta questão e que na próxima reunião trouxessem novas ideias.
Durante este período de tempo, entre esta reunião e a próxima reunião agendada, muitas coisas aconteceram e que ajudaram a ampliar nossa visão sobre este assunto.
Sentimos durante todo o período que uma força maior estava agindo sobre nós.
A Igreja Messiânica
Uma pessoa que frequenta há alguns anos o Núcleo Mata Verde sugeriu que fizéssemos contato com a Igreja Messiânica, pois eles realizavam palestras sobre vários assuntos e inclusive sobre agricultura natural e que este assunto seria interessante para nossa agenda de palestras.
Entrei em contato com um ministro da igreja e tive o prazer de conhecer um pouco sobre a filosofia desta igreja.
A beleza, a agricultura natural e a pratica do Johrei são as três colunas principais da filosofia da igreja messiânica.
Chamou-me muito a atenção o respeito pela natureza que existe nesta filosofia e que eu não sentia na umbanda, embora cultuemos os Orixás e tenhamos a natureza como templo sagrado.
O que sempre percebemos na umbanda, me desculpem a sinceridade, sempre foi um grande descuido com a natureza e uma grande preocupação em realizar as oferendas visando somente interesses materiais.
A sujeira deixada por alguns irmãos nos campos sagrados, há muito tempo vem sendo denunciada e criticada por alguns terreiros.
Fiz inclusive um curso a distância sobre “Oferendas na Umbanda conforme os princípios da doutrina dos Sete Reinos Sagrados”, onde tratamos sobre esta questão.
O curso pode ser feito no portal de ensino a distância do Núcleo Mata Verdewww.ead.mataverde.org .
No dia 13/04/2015 recebemos o ministro Valério da igreja messiânica que veio fazer uma palestra no Núcleo Mata Verde, sobre a agricultura natural, que pode ser assistida pelo linkhttps://youtu.be/lORARA5Wdnc
Foi uma experiência muito positiva e agradável  este contato entre  os dois representantes de religiões diferentes mas de alguma forma ligadas a natureza.
capa

A Cabocla Jurema

Além da oportunidade de conhecer a filosofia da igreja messiânica, durante este período entre as reuniões com os jovens, fiquei sentindo de maneira muito intensa uma presença espiritual que se identificava como Cabocla Jurema.
Um ponto cantado sempre vibrando em minha mente reforçava sua presença e sua mensagem.
A espiritualidade estava presente e agindo com energia sobre minha mente, minhas emoções e meu espírito.
A mensagem recebida de forma constante e intensa foi:
Comece seus estudos pelo planeta Terra, pela natureza, pelas flores, pelos animais, pelas aves, pelo ar, pela água, pelas montanhas, pela luz solar…
Ensine aos pequeninos que o homem, assim como todos os demais elementos da natureza foi criado por Deus e que tudo sem exceção tem a presença divina manifestada através do Axé dos Orixás.
Ensine que o homem não é um ser especial e que não foi criado para dominar, matar e destruir a vida sobre o planeta.
Ensine aos pequeninos a amar a natureza, amar aos animais, amar as flores, amar as montanhas, amar o mar, ou seja, amar a vida e seus semelhantes.
Ensine o respeito e o amor a tudo que existe em nosso planeta, amar o planeta, pois o planeta Terra é maravilhoso, é lindo, é perfeito.
Ainda há tempo de criarmos uma geração de umbandistas conscientes e preocupados com os rumos da vida sobre o planeta.
O planeta está sofrendo e os orixás estão chorando!”
Foi a partir desta mensagem inspirada pela Cabocla Jurema que resolvemos iniciar nosso projeto de desenvolver este material de ensino religioso, voltado aos jovens umbandistas (que serão o futuro da umbanda).
Oh!Juremê!
Oh!Juremá!
Sua flecha caiu certeira
Oh! jurema!

Dentro deste congá.
Salve o Sol!
Salve a Lua!
Salve São Sebastião,
Salve a Cabocla Jurema,
Que nos deu a proteção!

Saravá Umbanda!
Saravá Oxossi!
Saravá Cabocla Jurema!
Saravá Caboclo Mata Verde!

São Vicente,01/05/2015
Manoel Lopes
Obs(1): Estamos no inicio do projeto e abertos a todo forma de colaboração. Caso tenha interesse em participar entre em contato pelo e-mail do nosso site www.mataverde.org .
Obs(2): Existem varias versões deste ponto da Cabocla Jurema, estamos registrando aqui neste texto a versão que nos foi inspirada, conforme relatado acima.

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