Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Prece-poema a “Pai Benedito de Aruanda”
Pai Ronaldo Linares
Meu bondoso Preto-Velho!
Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:
“Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas,
responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado,nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me dizia que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua,fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que Oiá não mandava uma grande tempestade?
Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara.
E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária
vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que se olhava, somente um coisa via... terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande a filha do meu patrão.
Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança,vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção.
Como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso,
meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então.
Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se ora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote foi tão fatal, tudo ocorreu tão de repente,tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar.
Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado,
não sabia o que falar, não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu
Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou...
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...
"Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão".
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terça-feira, 5 de janeiro de 2016
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
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Capítulo 1 - 2016
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Cartilha Umbandista - A Caminho da Luz - Capítulo 1 - 393 downloads
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SEJAM OS MESTRES DO CORAÇÃO
Mestre Jesus
Através de Thiago Strapasson
29.12.2015
Queridos irmãos!
Um novo ciclo se inicia em suas vidas, aquele em que uma nova jornada de amor, de fé, de irmandade, de integração com a luz se faz no horizonte. Para que sigam por esse caminho, basta que se entreguem a essa nova energia, permitindo-se ser aquilo que são. Isso é tudo, porque vocês são tudo e tudo são vocês.
Em suas vidas e nessa existência terrena, têm sido levados a acreditar que são indignos, que estão em um mundo para purgar antigos erros, que o Pai os colocou em "castigo”, assim como fazem com crianças mimadas. Essa é a crença que prevalece, que os levou a estarem nessa posição de espera.
Aguardam pelo governo, aguardam a volta do salvador. Aliás, indignam-se com o governo e com a religião que não os traz o que esperam. E assim vão esperando, mas o fazem porque seguem aquilo que lhes ensinaram e que aceitaram como verdade: a crença de que por si só não seriam capazes.
Acreditam ser insignificantes diante da criação e dos "erros" que cometeram, então devem passar pela dor, sofrimento e dificuldades, a fim de espiar as obras do passado.
Isso, filhos amados, foi o que o sistema quis que acreditassem.
Dizem até mesmo que morri na cruz para os salvar de todos seus pecados, quando meu único propósito era que eu fosse um mestre em terra. Sendo, eu pude lhes trazer um exemplo de obra e maestria na vida física. Seguindo meu coração, acabei por levar a palavra do Pai e mostrar um novo modo de ser. Mas esse foi o propósito de minha última vida, assim como é o de vocês.
Ao assumirem toda essa energia de culpa, foram se aprofundando nas energias densas, considerando-se pequenos e indignos de serem filhos do Pai. Tanto, que muitos me chamam de filho de Deus, como se fosse o único deles e vocês não tivessem essa dignidade, sendo indignos de pertencerem à criação e a tudo que é.
Nessa energia de negação se esqueceram que são mestres, que todos somos filhos do mesmo Pai, provenientes da mesma fonte e que possuem em seus corações a mesma energia que possuo. Estão tão preparados a serem mestres de si, como qualquer um de nós que estamos do lado de cá do véu.
Amados irmãos, amados mestres, filhos do senhor, como fico feliz de me referir dessa forma a vocês.
Ainda mais feliz quando percebo que muitos de vocês já são capazes de assim se verem. Isto já está a ocorrer, em grande número. Isso é tudo para mim e para nossos irmãos. Queremos que se vejam em toda confiança, que se utilizem de sua intuição e sigam seu coração e que manifestem no mundo físico o mais puro amor do Pai. É assim que os vemos e é assim que devem se buscar.
Meus irmãos do coração, mestres em toda riqueza de nosso Pai! Considerem amar-se, respeitar-se, ouvir-se e deixar que sua voz mais amorosa prevaleça. Assim estarão vindo até nossos reinos para nos tornamos um, como é o desejo de nosso Pai.
Ao assim se reconhecerem como merecedores, estarão se afastando da mente e adentrando na amorosa energia que lhes proporciona o coração. Porém, muitos talvez estejam a se questionar que veem muitos de seus irmãos trilhando o caminho da luz e que gostariam de ir pelo mesmo caminhar, mas lhe falta força e coragem de o mundo enfrentar.
Eu lhes digo, meus queridos: nada precisam enfrentar para que sejam vocês em toda sua essência; basta que se entreguem ao fluir e se aceitem.
Mantendo sua paz interior não terão mais necessidade de provar nada a seus irmãos. Não terão que trazê-los a seu caminho nem seguir o deles, pois apenas seu coração prevalecerá. Ao assim fazerem, a sua simples presença dirá tudo sem que discutam, sem que provem, sem que se julguem melhores ou piores.
Vocês estarão sendo, então, essa Presença de paz, de amor, de centramento que se manifestará de forma suave, como fazem os mestres, como vocês o podem fazer!
Imaginem um mestre que admiram. Vocês o imaginam tentando provar algo, discutindo filosofias religiosas, se tal fato se deu de uma determinada forma ou não? Ou o veem sendo, manifestando a maestria em seu modo de ser, irradiando sua paz interior?
Agora façam isso com vocês: imaginem-se mestres de si.
Como seriam?
Mantenham-se na paz crística e reconheçam-se naquilo que realmente são.
Parem um minuto, olhem para dentro de si, busquem o mestre do coração.
Como ele é?
Não julguem, não entendam-no e não temam: sintam-no!
Deem-se esse presente. Vocês são filhos do Pai assim como eu, lembram-se? Então, sejam vocês e, ainda que por um minuto, tragam esse mestre até sua presença. Ele é amoroso. Reconhecem sua maestria? Ele se permite. São vocês, meus irmãos. Esse mestre - são vocês.
Compreendem, meus amados? Não precisam provar, nem entender. Basta que sintam-se, permitam-se e se entreguem ao seu coração, que sua presença será a prova de tudo.
Eu estive entre vocês e minha presença é lembrada pela vida e obra, sem que eu escrevesse uma única linha. Não há essa necessidade, entendem?
Agora, minha promessa a vocês: muitos de vocês também serão lembrados.
Estão preparados para isso?
Chegou o momentos de se permitirem, se aceitarem, simplesmente confiarem e se entregarem a tudo que são. Entreguem-se ao amor que ele os guiará. Tragam esse mestre até vocês e sejam ele, em toda sua essência. Não precisam fazer nada, além disso. Isso é tudo e basta!
De seu irmão amoroso.
Jesus
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Fonte - Coração Avatar
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