PAUTA DO PROGRAMA
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O estalar de dedos
AULAS DE UMBANDA
Sumário
Introdução.........................................................................................................................................................................1
Mapa selecionado para início do estudo ...........................................................................................................................2
Reflexo dos chackras principais nas mãos....................................................................................................................2
Aplicação do estalar de dedos em mim.............................................................................................................................6
Conclusão..........................................................................................................................................................................8
Estudo de uma análise umbandista ..................................................................................................................................9
I
ntrodução
Existe um fenômeno muito curioso e comum em todos os terreiros de
Umbanda, o estalar de dedos. Sempre que eu me deparo com uma incorporação
de preto velho encontro o estalar de dedos. Seja em cruz ou não, o estalar de dedos
está lá. Com os caboclos não chega a ser tão presente quanto com os pretos mas
o “tec-tec” de dedos acontece. Por quê? Por que um fenômeno tão comum quanto
este está presente nos trabalhos de Umbanda? O que está por detrás de um
simples estalar de dedos? Ainda não sei. Gostaria de seguir contigo na busca de
uma resposta que seja satisfatória e tenha um mínimo de conteúdo lógico e
fundamental.
Como não há literatura sobre o assunto, fiz o que todo estudante hoje faz:
consultei o Google. Quem nunca? Lá eu digitei algo como “estalar de dedos”.
Logo, no primeiro artigo encontrei a relação do estalar de dedos com pontos
energéticos das mãos. Descobri que estudar pontos energéticos das mãos é tão
contraditório quanto estudar Umbanda. Cada um tem um mapa diferente de
reflexologia das mãos. Em alguns casos o dedo médium tem o mapa da cabeça e
tronco e, em outros, estes mesmos locais estão junto ao dedão. Os pontos
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relacionados com os chackras também são diferentes. Então, como estudar? Só há
algumas saídas:
1. Escolher um mapa e acreditar em sua eficiência esquecendo-se ou rejeitando
os demais;
2. Elaborar uma tabela com todas as teses relacionando suas diferenças em
estudo comparado. Esta opção é realmente ótima e estou muito tentado a
partir por este caminho, porém meu tempo. Escrevendo agora este
argumento me parece imperativo partir por este caminho em outra ocasião;
3. Testar os mapas em mim e em outras pessoas para saber relacionar
conceitos com a prática, teses versus mundo real;
4. Procurar especialistas em reflexologia das mãos par buscar seus resultados
de acordo com os mapas utilizados;
5. Separação inicial por relação entre minha experiência mediúnica e os pontos
indicados em alguns mapas encontrados. Este é o caminho que seguirei
neste início, pois me faltam as demais condições para executar os demais.
Considero este um excelente começo porque, depois de partir para as outras
abordagens, já terei uma prévia consideração de acordo com minhas
experiências que poderei confrontar com as vivências de outras pessoas,
sejam especialistas da área ou não;
6. Como complemento, temos inúmeras imagens simbólicas que preciso
estudar em separado e que se relacionam com o tema como, por exemplo,
Hamsá. Outro estudo que encontrei e interessantíssimo é o conceito
xamânico de olhos e centros de força junto ao site
http://www.xamanismo.com.br. Certamente o estudo da quiromancia
completará nossas linhas de raciocínio.
Mapa selecionado para início do estudo
Reflexo dos chackras principais nas mãos
Um mapa de reflexologia que achei fantástico é o que é este aqui:
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Este mapa é encontrado em inúmeras fontes de consulta e vou chama-lo de
mapa básico. É o mais abundante. Percebam que as mãos, neste mapa, não
possuem diferenças entre si. A mão direita é espelho da mão direita1. Neste
primeiro momento, não encontrei sua fonte primária, ou seja, a origem desta tese.
Contudo, este mapa é fantástico porque traz dois pontos essenciais no centro das
mãos, o coronário (captação de energias sutis) e, ao redor do coronário, o
umbilical. Carl Jung relacionava2 psicologicamente os chacras da seguinte
maneira:
1. Fundamental ou básico: Mundo dos instintos. Consciente.
2. Sacro: entrada do inconsciente. Novo nascimento. Batismo.
3. Umbilical: Emoções. Paixões. O Inferno.
4. Cardíaco: Começo do self3
. Sentimento. Pensamento e valores. Individuação.
5. Laríngeo: Reconhecimento da independência da psique. Pensamento
abstrato. Conceitos; produtos da imaginação.
6. Frontal: União do self no todo, no não-ego.
7. Coronário: Nirvana.
1 Não foi encontrado neste primeiro momento a fonte primária de citação deste mapa, ou seja, quem ou onde
surgiu pela primeira vez.
2 JUNG, Carl Gustav - The Psychology ofKundalini Yoga; notes "I the seminar given en 1932 by C.G.Jung.
Edited by Sonu Ihtmdasani. Princeton (New Jersey, USA), Princeton University I'M v., 1996. 3 Numa aceção geral, entende-se por self aquilo que define a pessoa na sua individualidade e subjetividade,
isto é, a sua essência. O termo self em português pode ser traduzido por "si" ou por "eu", mas a tradução
portuguesa é pouco usada, em termos psicológicos (fonte: http://www.infopedia.pt/$self-(psicologia)).
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Não vamos esmiuçar todos os chacras e suas qualidades. Este será um outro
estudo. Estamos relacionando estes pontos das mãos (reflexos dos principais
chacras) com a aplicação das incorporações de Umbanda, com o estalar de dedos.
Já perceberam que o estudo deste tema é muito mais complexo do que
imaginávamos? Eu chamo isso de conteúdo oculto. Aquilo que sabemos ou
julgamos saber é o conteúdo explícito, aquilo que sabemos que existe, mas não
sabemos explicar é o conteúdo ignorado e aquilo que sequer sabíamos é o
conteúdo oculto. Quando puxamos o conteúdo oculto para o conteúdo ignorado
outros temas assumem este lugar. Estes conteúdos, estas informações são
infinitas. Devemos nos conformar para não entrar em desespero. Nunca
saberemos de tudo. Pegamos aquilo que sabemos e continuamos nossa caminhada
adquirindo mais conhecimento.
O chacra umbilical4 possui energia intermediária entre a sutil e a densa e,
neste mapa, tem reflexo na extensão do dedo médio. Vejamos este conceito5:
“Esse chacra, de natureza rudimentar, é responsável pela
assimilação e metabolização dos alimentos ingeridos pelo homem.
Responsável pelo funcionamento do aparelho digestivo, pela assimilação
de elementos nutritivos e reposição de fluidos em nossa organização
física. Principal função é ativar o processo metabólico, vitaliza o
esôfago, estômago, pâncreas, fígado, vesícula, intestinos (todos os órgãos
do aparelho digestivo), com exceção do baço.
Quando este chacra é muito desenvolvido, o homem aumenta sua
percepção das sensações alheias, pois adquire um tato instintivo ou
sensibilidade espiritual incomum, que o faz aperceber-se das emanações
hostis existentes no ambiente onde atua, e também as vibrações afetivas
que pairam no ar. Portanto este chacra ativa as percepções e
sensibilidades de identificar energias”.
4 Chakra Umbilical: onde se ligam espíritos sofredores e obsessores, os primeiros buscando ajuda para seus
problemas e os outros desejando provocar empobrecimento emocional pela exteriorização de seus desejos e
sensações na tentativa de revive-los, visto que ainda se encontram em pleno estado de ignorância espiritual
e ainda animalizados. Este chakra é, também, conhecido como o das emoções. O médium que trabalha na
seara do bem deve estar bem equilibrado para repassar aos espíritos os processos de harmonização pelo
mesmo fio fluídico que o mantém "atado" na ligação. O conhecimento das Leis de Deus e sua aplicação pelo
Evangelho devem ser "armas" suficientes para iniciar um trabalho de recuperação junto a esses necessitados.
http://www.nenossolar.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=2:artigos&id=522:es
tudo-sobre-os-chakras
5 http://tdmmagnetismobatuira.blogspot.com.br/2013/07/chacra-umbilical.html
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O chacra sexual possui relação direta com as emoções sexuais. A psicologia
relaciona muitos casos de agressividade com a sexualidade humana. Caso queira
se aprofundar neste assunto indico o site do professor Dr. Flávio Gikovate, que é
médico-psiquiatra6. No que se refere as questões energéticas, vamos dar uma
olhada no que disse Eduardo Kulcheski:7
“Por fim, temos o chacra genésico, que possui quatro raios e está
situado na base da espinha dorsal, sobre a região sacra. Responsável
pelos órgãos de reprodução e emoções sexuais, atua sobre a coluna
vertebral, sistema central e periférico e em todo o aparelho urinário e
reprodutor. Este chacra é o mais primitivo e singelo de todos em sua
manifestação, um dos principais modeladores das formas e dos estímulos
da vida orgânica. A pessoa que abrir o chacra genésico prematuramente
dará entrada a uma torrente de energia tão poderosa que irá alimentar
todas as paixões e os desmandos, o orgulho poderá explodir e o recalque
sensual dominará de tal maneira que realizará os piores caprichos e
ações sobre o próximo. Em desequilíbrio, pode levar o homem à loucura,
pois sua ação muito forte acirra o desejo sexual, semeando a satisfação
aberrativa. A energia vitalizante não utilizada nas emoções sexuais
superiores e no desenvolvimento do intelecto deve ser aproveitada na
prática de esportes, com o intuito de não causar distúrbios sexuais
inferiores e não ativar maus sentimentos”.
É fácil identificar que o estalar de dedos é, em linhas gerais, a fricção de dois
dedos; o dedão e o dedo médio para gerar um impacto sobre o dedo anelar e este,
sobre o monte-de-vênus, a polpa da mão, a parte gordinha da palma. No mapa que
estamos analisando, o monte-de-vênus tem relação com o sexual e o básico.
Ao olhar para minha mão e repetir continuamente o estalar de dedos está
me parecendo muito ingênuo da minha parte achar que só estes pontos da mão
são ativados. Faça você aí onde esteja. Não sei de sua parte, mas na minha mão, o
anelar pressiona o mindinho, depois da fricção do dedão com o anelar, o dedão se
encontra com o indicador, a mão faz leve movimento para trás e existe um vão
entres os dedos e a palma das mãos. Provavelmente, o vão propaga parte do som
produzido e mantém fluxo de ar. O que você percebe em suas mãos enquanto
6 http://flaviogikovate.com.br/o-desejo-sexual-acompanha-a-agressividade/
7 Eduardo Kulcheski: http://www.ippb.org.br/textos/especiais/editora-vivencia/chacras-editora-vivencia
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estala os dedos agora? O mesmo que eu? Senão for o mesmo, faça com calma e
analise todo o sistema envolvido. Vamos montar uma tabela para enxergar melhor
esta situação:
Movimento inicial Chacras
Dedão Sexual
Médio Umbilical
Movimento secundário Chacras
Anelar Frontal
Monte de vênus Umbilical e Básico
Indicador Laríngeo
Mindinho Cardíaco
Vão da palma Coronário
Assim, neste primeiro momento e em análise ao primeiro mapa, parece que:
o estalar de dedos toca, de alguma forma, toca os sete principais chacras do corpo
humano por meio de seus reflexos energéticos nas palmas das mãos. Em especial
o sexual e o umbilical, que:
1. Interpretando Jung: liga o centro energético das paixões (umbilical) com o
centro energético da entrada do inconsciente (sexual);
2. Interpretando outro conceito (sem autor) mais Eduardo K.: centro de
percepção das emoções alheias (umbilical) centro do controle sexual e
urinário e, quando em distúrbio, do orgulho, dos desmandos e da loucura em
alguns casos (sexual). Para alguns psiquiatras, a energia sexual está
relacionada com a violência.
Aplicação do estalar de dedos em mim
Diante dos conceitos acima descritos, passei a aplicar o estalar de dedos em
mim mesmo e sob diversas técnicas.
Coronário – Estalar de dedos perto e com palmas voltadas para baixo. Sinto um
pequeno giro ou giro incompleto para à esquerda juntamente com o som do
estalar de dedos. Intensa ativação da parte superior do crânio. Com a aplicação
continuada (30 repetição aproximadamente) sinto dor na parte superior do crânio.
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Óbvia superexposição de energia densa no alto da coroa e bloqueio de fluxo
energético por excesso de emissão. Parece claramente que a aproximação junto
ao alto da coroa causa o mesmo efeito do passe magnético próximo ao corpo, ou
seja, efeito ativante. O repouso da mão causa claro efeito concentrador e o estalar
de dedos causa intensificação do fluxo energético. Não há sensação de saída de
energia. Parece-me que o estalar de dedos nesta região e próximo introduz
energia. Não houve a sensação de compatibilidade entre a energia do estalar dos
dedos com a minha coroa.
Realizando o mesmo experimento com o braço totalmente estendido acima da
cabeça e com a palma voltada para baixo, percebo claro estímulo junto ao chacra
laríngeo causando desconforto e sensação de refluxo.
Excelente resultado, no entanto, é adquirido ao passar as mãos com os braços
estendidos acima da coroa. Sensação de lampejos de energia e fluidez, seja em
direção aos dedos ou em dispersão. Mesma sensação da dispersão do passe
magnético com aumento da eficiência. Contudo, o desgaste energético de que
executa a ação é aumentado. Parece-me que o uso do estalar de dedos não é um
tratamento de longo uso e de larga escala. Sua concentração é muito grande e o
desconforto é óbvio. De outra forma, inegável identificar o aumento da eficiência
e intensidade.
FRONTAL: Perto, palma das mãos para mim. Intuição espiritual mental de
aplicação da técnica de três estaladas de dedos e retirada da mão, retorno por três
vezes no total. Claro estímulo das atividades intelectuais e mediúnicas deste
chacra. Fluxo para fora e equilíbrio energético.
Outra técnica intuída. Três estaladas e um giro anti-horário com o indicador e
médio em riste e demais recolhidos. Aumento da sensibilidade espiritual com
percepção extracorpórea de presença. Aumento da capacidade incorporativa.
Estímulo mental espiritual. Firmeza de concentração, elevação de fluxo mental e
ingresso em transe mediúnico. Nome dado: Giro de Incorporação.
Longe e com palmas em oposição: Sem resultado.
Longe com palmas voltadas para mim: Sem resultado (REFAZER ESTA PARTE
DOS EXERCÍCIOS)
LARÍNGEO: Perto. Tontura momentânea. Indisposição imediata. Sobrecarga
clara de energia junto ao chacra.
Em círculos para frente alternando entre longe e perto. Sentimento de refluxo.
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CARDÍACO: Verifiquei no cardíaco algo simples e negligenciado acima em
alguns momentos. O estalar de dedos deve ser tópico e exato no ponto que se está
trabalhando. O movimento em local próximo, mas não exato de aplicação, não
surte efeito. Não foi verificada a aproximação por pensamento, ou seja, imaginar
que se está aplicando sobre o local não causou efeito sobre o chacra.
Perto e técnica 3xcírculox3: aumento da temperatura mesmo com o ar ligado.
Parei de aplicar para verificar se o exercício por si só não gerou a elevação da
temperatura do corpo. Retornar em alguns minutos.
Retorno: Aumento imediato e repentino da temperatura com poucas aplicações da
técnica. Calor sobe ao alto da cabeça.
Parada de verificação:
1. Constata-se forte ligação do estalar de dedos com as técnicas de passe
magnético espírita.
2. A concentração de forças com a imposição de mãos e o estalar de dedos
contínuo sobre um determinado chacra foi clara neste experimento.
3. A aplicação calmante (de longe) com o estalar de dedos em minha própria
pessoa não se mostrou satisfatória por completo.
4. É necessário aplicar em outras pessoas para juntar informações.
5. Houve aumento da eficiência com o estalar de dedos e as técnicas de
magnetismo.
6. Com a interferência dos mentores espirituais e suas técnicas junto ao frontal,
houve aumento da eficácia e modificação dos aspectos relacionados com o
passe magnético. Desfez-se o ativante e calmante substituindo-se por
direcionamento a estados alterados de consciência e percepção espiritual.
Nota de aplicação: Efetuar estes conceitos nos demais chacras e
pessoas que ainda não estão em contato com estes conceitos para
verificar resultados.
Conclusão
É cedo para se tirar alguma conclusão deste estudo de poucas páginas e
fraquíssima aplicação prática.
Contudo, notei que as mãos possuem centros de concentração de energia
que não foram inventados pelos umbandistas para dar sentido às suas
manifestações. Nenhum conceito aqui utilizado veio de doutrina de Umbanda. São
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conceitos gerais do estudo da Kundalini, chacras e reflexologia. Introduzi assim,
por cima destes conceitos de outras escolas do conhecimento humano, sejam
religiosos ou científicos, o fundamento do estalar de dedos e me pareceu frutífero
e satisfatório a continuidade do estudo.
O estalar de dedos utiliza os sete chacras principais pela reflexologia nas
mãos. Contudo, a densidade da aplicação não me pareceu direcionar à sutileza do
coronário e sim, à intensidade de uma energia concentrada e direcionadora. O
estalar de dedos nos parece técnica objetiva, de forte atuação nos pontos de
aplicação. Estando as palmas das mãos voltadas para o local a que se irá aplicar, a
atuação é instantânea. Não me parece coincidência que o movimento principal do
estalar de dedos envolve o umbilical e o sexual. O centro das mãos permanece
bloqueado pelos dedos, porém, se as palmas estiverem em oposição ao local de
aplicação não notei resultado prático.
Ficou claro que o objeto de estudo é vasto e necessita de experiência no
mundo fático para verificação mais a pesquisa junto à literatura sobre os chacras
principais e secundários, Carl Jung e a kundalini, os nadis, meridianos e também
reflexologia Su Jok.
Estudo de uma análise umbandista
Após esta análise inicial e estudo prévio, parti em direção à pesquisa sobre
as considerações dos irmãos umbandistas sobre o tema. Deparei-me com o
estudo de Mãe Solange de Iemanjá em sua página:8
“Em nossas mãos, assim como em nossos pés, existem os chacras menores
que correspondem aos chacras principais, ligados através dos
meridianos (fios energéticos que interligam os chacras principais aos
chacras menores).
O ato de friccionar os dedos através dos estalar de dedos, ativa a rotação
dos vórtices gerando equilíbrio na frequência energética. A
manipulação destes estalar tem a variação compatível com o fluxo
energético natural do corpo, ou seja, com a mão esquerda são
manipuladas as energias negativas através da atração da polaridade
8 http://www.tucal.com.br/2013/03/porque-os-guias-estalam-os-dedos.html
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(esquerda, negativa) dissolvendo energias condensadas e negativas
presentes no campo aurico e com a mão direita são feitas manipulações
energéticas de polaridade positiva reenergizando, curando,
equilibrando e potencializando o campo energético.
As entidades podem utilizar destes recursos tanto nos consulentes como
em seus próprios médiuns.
Geralmente vemos as entidades estalarem os dedos momentos antes de
iniciar o passe onde potencializam a rotação dos chacras da mão do
médium para melhor conduzir a energia que será direcionada ao
consulente.
Esta é uma das funções do estalar de dedos porém, outra função pouco
comentada e muito utilizada é a manipulação dos estalar de dedos como
comando de pulsos energéticos, onde as entidades alcançam os níveis
constantes no duplo etérico das pessoas.
O duplo etérico guarda em si impressões de importancia de até sete
encarnações passadas. Estas impressões podem ser boas ou ruins. Muitas
pessoas sofrem com neuras, medos, dificuldades comportamentais, etc.,
às quais não encontram explicações aparentes. Através da analise
realizada pela entidade, a causa para tais comportamentos e
desequilíbrio é encontrada em algum dos níveis do duplo, o qual deverá
ser tratado para que a pessoa possa se curar. Nestes casos, os estalar de
dedos atuam como pulsos energéticos direcionando a energia para o
nível em desequilibrio.
Encontramos esse tipo de manipulação nos trabalhos apométricos, em
sessões de regressão e também nos trabalhos realizados pelas entidades
de Umbanda.
Através deste tipo de tratamento efetuado de cura e libertação dos níveis
constante no duplo é que as entidades alcançam tantas curas.
Conforme imagem postada, vocês perceberam que na mãos são
encontrados todos os pontos energéticos correspondentes aos chacras
principais. Muitas pessoas trazem a preocupação ao visitar um local
desconhecido, que não se coloque a mão em suas cabeças ignorando o
fato de que seu chacra coronário pode ser atigindo através de suas mãos.
Sendo assim, fica o alerta: Ao visitar um local onde não inspira
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confiança, seu cuidado não deve se hater apenas a sua cabeça mas,
também às suas mãos.
Abraços e Luz,
Mãe Solange de Iemanjá
21.03.13”
Chamou a minha atenção o fato de Mãe Solange de Iemanjá ter utilizado a
mesma figura que utilizei para o início do estudo. Mãe Solange vai além
informando:
1. A mão esquerda é negativa. Dissolve e trabalha energia negativada.
2. A mão direita é positiva. Energiza, cura, equilibra.
No início do meu estudo, o leitor constatou que aplico uma teoria de
espelhamento das mãos. As mãos possuem os mesmos pontos de energia por
espelho. Na parte prática eu deixei de lado a mão esquerda. Talvez a aplicação
desta polaridade intensifique a eficácia do estalar de dedos e sua ação conjunta
(esquerdo com direito) execute trabalho complementar. Ao mesmo tempo
dissolve e energiza, retira e doa. Devemos ir para a prática e colher resultados.
Aplica outros dois conceitos importantes:
1. Se os chacras principais estão em reflexo nas mãos, tome cuidado com suas
mãos quando estiver na presença de energias desequilibradoras.
2. Comandos de pulsos energéticos. As entidades direcionam esta energia ao
equilíbrio necessário.
Era o que tinha para relatar até o momento.
Adérito Simões
Dirigente Espiritual do Templo Sete Montanhas do Brasil
Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
domingo, 12 de novembro de 2017
UM ASSUNTO QUE DEVEMOS LER, PENSAR E DAI, TIRARMOS NOSSAS CONCLUSÕES ! FANATISMO? JAMAIS !
A Casa Espírita, o Vaticano e a Internet
Belo Horizonte, 24 de outubro de 2017.
Vladimir Alexei
O meio espírita relembrou, no último dia nove de outubro, mais um ano de um fatídico evento, envolvendo as obras de Allan Kardec e uma injusta ação da Igreja, na Espanha, em 1861, quando 300 volumes de obras espíritas foram queimadas em praça pública, como se faziam com os hereges em passado mais distante.
O que pouco se divulga é que essa manobra da Igreja foi mais uma tentativa de calar o editor Maurice Lachatre (1814-1900), então exilado na Espanha, detentor legal dos volumes queimados, exatamente por incomodar a classe dominante com suas ousadas publicações.
Ao lembrar-nos um pouco de sua história, o saudoso amigo e historiador, por vocação, Eduardo Carvalho Monteiro (1950-2005), apresenta-nos uma de suas obras, pouco conhecida no Brasil: O Crime dos Papas. Essa obra foi editada pela primeira vez em 1842-1843, em dez volumes e passou a compor um dos clássicos da literatura mundial.
Logo nas primeiras linhas de sua apresentação, Eduardo abrilhanta aquelas páginas com uma reflexão muito profunda que transcrevo para os amigos, de tão oportuna para o momento que vivemos: “Melanchton assustou-se com a depuração a ser promovida pela Reforma e indagou a Lutero: Se tiras tudo dos cristãos, o que lhes pretendes dar? Ao que Lutero respondeu sem pestanejar: Cristo”.
A Reforma, promovida por Lutero, foi um esforço ingente para devolver o Cristo ao povo, após séculos de uso, abuso e deturpações da Igreja. Os crimes cometidos pela Igreja ao longo de sua história são absurdos. Fazem com que as adulterações de obras mediúnicas editadas pela Federação Espírita Brasileira, como Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, sejam algo de somenos importância, corriqueiro até, indigno de nota ou quaisquer manifestações de repúdio. Algo comum que não precisa ser corrigido, afinal, os autores, todos, estão desencarnados e o “tempo” se encarregaria de colocar os pingos nos “is”...
Pedro, considerado a “pedra angular”, que, a partir dele, se erigia a “Igreja do Cristo”, nunca esteve em Roma, portanto, nunca poderia ser o primeiro Papa. A partir do ano 70 d.C., segundo Monteiro, a nova religião ao se transferir de Jerusalém para Roma, marca o início de suas falácias, abandonando as características principais de caridade e amor ao próximo. Foram mais de mil anos de erros cometidos em nome do poder.
Obtendo informações de como a Igreja surgiu, construída em torno de um poder transitório, como se os ensinamentos do Cristo fossem materiais, e não espirituais, e analisando, guardadas as devidas proporções, comparando com o que a Federação Espírita Brasileira fez com o Espiritismo no Brasil, vinculando-o a obras de cunho duvidoso e preservando o que o saudoso Arnaldo Rocha chamava de “cheiro de sacristia”, percebo o quanto equivocamos na divulgação do Espiritismo no Brasil. E pelo visto continuaremos...
Durante muitos anos divulgou-se o Projeto 1868, de Allan Kardec, quando ele alertava para a importância de se existir um “estabelecimento central” para estudar o Espiritismo, tratando, por analogia, a federação como sendo esse estabelecimento central e as casas espíritas seriam as células deste grande organismo.
Não é difícil ser ludibriado com esse pensamento. Quando se é neófito na divulgação do Espiritismo, a primeira coisa que você procura fazer é falar daquilo que lhe faz bem, principalmente quando você vê, pessoas de bem, difundindo a mesma ideia, como se não houvesse dúvida quanto a esse pensamento. No Brasil sempre valorizou-se mais as instituições do que o conteúdo de suas divulgações.
Assim fez a Igreja, durante milênios. Assim, até hoje, desde 1938, a federação e federadas divulgam o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho – e vocês podem checar isso em vídeos disponíveis na internet. A maioria dos expositores, de alguma forma, conscientes ou inconscientes, pulam, literalmente, a parte em que é recomendado, pela federação, o estudo de determinada obra que não carece citar o nome. Ou seja: o espiritismo no Brasil segue sendo divulgado como a Igreja fazia com o Cristianismo, sob a tutela daqueles que se arvoram conhecedores e defensores ilibados do seu conhecimento, semeando joio em meio ao trigo. Aqueles que questionam, perdem espaço e se tornam persona non grata, obsediados e tumultuadores da “ordem” dos estudos.
Não escrevo para a federação – já fiz, sem sucesso –, escrevo para aqueles que um dia levantarão informações históricas, de instituições até então consideradas de confiança, sérias e que são difundidas como “Casa Mater do Espiritismo no Brasil” e, ao traçarem um paralelo entre os desmandos cometidos pelos homens em ambas as instituições (Igreja e federação), chegarão à conclusão que mudaram apenas os nomes dos atores e as instituições.
E de fato é uma instituição séria, com frequentadores sérios e voltados para o bem. Disso, não tenho dúvida, mas reconheço-os, hoje, apenas à conta de cúmplices, que, por não ser algo que lhes fira diretamente, fingem ser algo pequeno, sem importância ou então sem condições e recursos para mudar. Já vi muito isso em passado recente: “vamos lá para dentro porque aos poucos, com exemplos diferentes, eles mudam”. Ledo engano, apesar de todo carinho e também seriedade com que trabalharam por lá.
O vício humano é o mesmo: falta de habilidade para lidar com o poder, egoísmo.
O Vaticano Espírita que, assim como a Igreja, pelo poder corrompido retirou o Evangelho de Jerusalém para Roma, transferiu o poder verdadeiro da casa espírita para suas dependências, fazendo-se de instituição responsável por orientar os espíritas no Brasil.
As lideranças de algumas casas espíritas assemelham-se aos padres e bispos que comandavam suas comunidades, ditando regras, influenciando costumes e, de vez em quando, falando da doutrina. Muitos são autoritários e conduzem com mão de ferro o “adestramento” dos espíritas, não aceitando pensamentos diferentes dos seus.
Outros mais, foram alçados à liderança por força de um trabalho assistencial bonito, mas que preservam a mesma maneira de agir dos autoritários e manipuladores: faça o que falo, mas não faça o que faço.
A mudança de um espírito milenar, não ocorre a base de golpes da fala ou decorações cognitivas. A experiência habilita o espírito a novos desafios, sempre rumo ao seu aperfeiçoamento ou às sucessivas quedas, até fixar o aprendizado.
Quem serviu à Igreja no passado, no decorrer das reencarnações se sensibilizou e aos poucos se afastou, mesmo sabendo que ainda guardam fragmentos e comportamentos vinculados aos tempos de luta na Igreja.
Só se vence esse ranço quando substituído por algo novo e que será alimentado diariamente, como um desejo ardente e sincero de mudar. Algo que um líder sabe: ora estamos na condição de instrutores, ora de aprendizes.
O líder que não aprende, não sabe conduzir seus liderados.
Contra o espiritismo, entretanto, espíritos que se revoltaram contra a Igreja no passado, não tem como se revoltar ou discordar. Há mais de cento e sessenta anos o espiritismo vem sendo criticado e nenhum de seus fundamentos caiu ou foram considerados ultrapassados.
Pelo contrário, quanto mais passa o tempo, mais claro fica o quanto é fruto do egoísmo a publicação de obras contrárias à razão, dentro de uma instituição que se autoproclama “casa mater”.
Por razões óbvias se chega a essa conclusão. Allan Kardec explica em A Gênese, que revelação, vem de revelare, que significa literalmente “sair de sob o véu” e no sentido figurado, “dar a conhecer uma coisa secreta ou desconhecida”. E arremata, sem deixar dúvidas: “A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade.”
É por isso que, qualquer um, encarnado ou desencarnado, dotado de um mínimo de inteligência, um mínimo de compreensão, ética e bom senso, sabe que não é lógico existir uma “revelação da revelação”.
Se assim fosse, uma revelação, que revelaria aquilo que não é verdade, dito pela primeira revelação, faria com que todo o conteúdo da primeira revelação (obras de Kardec) fosse um engodo, uma falácia.
Não se “complementa” uma revelação: o que foi revelado não precisa de complemento porque deixou de ser desconhecido, secreto e passou a ser de domínio público.
Será que o movimento espírita, de posse de uma vasta obra, revelada pelos espíritos superiores, cometerá o mesmo erro que a Reforma de Lutero?
O Espiritismo é a Chave capaz de abrir os porões em que o homem prendeu o Evangelho de Jesus.
O estudo minucioso do Evangelho não é a nova cátedra e nem tão pouco objeto exclusivo para iniciados, como ocorria na Igreja.
Graças às mazelas da federação, instituições espíritas, com características laicas, foram criadas no afã de afastar o ser humano do sectarismo que o prende há milênios.
Infelizmente erraram também ao alijar o Evangelho da Codificação, como se Kardec, exemplo de cientista que foi, tivesse cometido erro infantil e permitido que o Evangelho fizesse parte das obras Fundamentais. A obra foi ditada pelos Espíritos Superiores.
A instituição, no século XXI que precisa ser preservada é a Casa Espírita, o real espaço central destinado ao estudo das obras Fundamentais do Espiritismo.
Ali, onde os Espíritas se unem para aprender trabalhando, resgatando o Cristianismo Primitivo (anterior a 70 d.C.) ao levar caridade e amor ao próximo é que precisamos dedicar esforços e unir, os espíritas, para preservar e manter entre nós, a chama acesa dos ensinamentos de Allan Kardec – aqueles ensinamentos estruturados por ele e ditados pelos Espíritos Superiores.
Com o advento da internet, rompemos as barreiras físicas que limitavam as Casas Espíritas ao conhecimento de seus dirigentes.
Na internet, pelas mãos da Rede Amigo Espírita e outros canais, todos temos a possibilidade de continuar estudando, avançando e conhecendo, inclusive, mais do que aqueles que dirigem as tarefas.
É hora de auxiliá-los na preparação de nossas casas espíritas para retomarmos a caridade e o amor ao próximo.
De fato a Igreja Romana é mentirosa e covarde. Queimou livros, perseguiu sábios e castrou crianças do sexo masculino para cantarem nas catedrais com voz de falsete eram chamados “Castrati” castrados.
Entre os braços malignos de Roma estão o “Santo Ofício” a ordem Dominicana e a Ordem Jesuíta. O santo oficio exercendo com apoio de reis e príncipes a lei do Vaticano condenando à tortura e morte quem lhes parecia ser culpado de crimes contra a fé e a igreja. A Ordem dominicana era a responsável pela inquisição , o santo ofício. A ordem jesuíta o braço da evangelização dela “educação” ou pela força com direito a castigos corporais, e intromissão na educação familiar e tribal. Aliás índios e negros eram considerados sem alma e apareciam nos livros como propriedades ou semoventes coimo bois cavalos e outros animais.
Pedro nunca foi papa essa falácia justificaria a mentira de Igreja seguidora de Jesus cristo e única fé verdadeira.
O espiritismo também queiram ou não é uma falácia, fenômenos espíritas sempre aconteceram muito antes do nascimento de Kardec. A mediunidade sempre existiu e era conhecida em continentes que nem eram conhecidos e por povos anteriores a Kardec. Esses povos nem cristão eram, portanto o cristianismo nada tem com o espiritismo, nem o espiritismo com religião. Trata-se de um fenômeno. Chega a ser incrível que esses fatos sejam ignorados mesmo hoje dom a Internet. UMA MENTIRA MESMO QUE SEM INTENÇÃO MÁ OU POR UMA CAUSA BOA, JAMAIS SERÁ UMA VERDADE MESMO QUE TENHA SEGUIDORES OU SEJA REPETIDA MIL VEZES.
A BEM DA VERDADE
Flavio Pinto Ramos,73 anos, jornalista e professor
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