Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
terça-feira, 10 de abril de 2018
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Para quem desejar ler e refletir ! 09-04-2018
Os Feiticeiros. Os Enfeitiçados. Os Mandantes. Ninguém está acima da Lei Divina.por cristinatormena |
Macumbaria, Feitiçaria, Pactos, Sortilégios, Barganhas, palavras bem comuns nas bocas de pessoas de moral duvidosa.
Quantas vidas, quantas histórias que nos chegam de pessoas que acabaram sendo envolvidas em trabalhos espirituais com intenções duvidosas, maldosas, equivocadas, como numa teia de aranha, onde a pessoa fica presa devido sua desatenção e imprudência, ou por questões de sintonia e afinidade.
Não se mexe em carvões sem sujar as mãos.
Quantos que chegam a um terreiro com intenções equivocadas, maldosas, vingativas, arrogantes, entram pela porta adentro já se dando o direito de usar de espíritos a seu bel prazer, para conquistar o que suas competências e direitos não lhes permitem ter, não lhes é devido por merecimento e direito.
Muitos ainda tem a sorte de chegar num bom terreiro e serem advertidos de suas intenções, orientados, esclarecidos, literalmente são ILUMINADOS, os que acatam escapam de resgates pesados, duros e implacáveis, mas nem todos tem essa SORTE, muitos caem em terreiros de moral duvidosa, e são logo vistos como CLIENTE, PATOS E PRESAS FÁCEIS esse texto irei abordar sobre essas pessoas OS MANDANTES, SUAS VÍTIMAS, E OS FEITICEIROS.
Vejo muitas perguntas no dia a dia, de adeptos e simpatizantes das religiões espiritualistas, e perguntam: Feitiçaria existe? a feitiçaria nefasta ela nasce da pratica e do desejo em fazer o mal, da vingança, da manipulação, da barganha, da ganância. Sim, feitiçaria existe, mas ela tem sérias consequências, se alimenta da ganância e dos maus sentimentos do Homem. Um instrumento do mal.
O Feiticeiro Nefasto, é uma pessoa que nasceu com o campo espiritual aberto, ele é um médium, que usa de seus dons para benefício próprio e para o mal, usa de sua mediunidade como profissão, uma forma de angariar dinheiro, ele é um manipulador nato, um ótimo ouvinte, falante, convidativo, cativante, agradável, sabe aquele vendedor que você entra na loja ele te atende com um sorriso largo, envolvente, e faz você comprar metade da loja, esse é o FEITICEIRO aquele que pode lhe dar o que você quer, que alimenta sua vaidade e arrogância, que poderá cobrar sua vingança, aquele que vai te ajudar a conquistar o que você quer. Bem convidativo para pessoas que precisam que lhes alimente a auto estima. Mas... tudo tem um preço, e não estou falando na questão de preço apenas na questão de cobrança financeira, estou falando do preço moral, espiritual, dignidade.
Um verdadeiro traficante que lhe oferece uma droga. Que você irá provar e acha que não irá se viciar. Bem isso.
ATENÇÃO SRS. e SRAS. CLIENTES DOS TAIS DITOS FEITICEIROS, me permitam um Alerta:Muitos desses ditos "feiticeiros" 70% a 80% dos mesmos não são mais que CHARLATÕES. Isso mesmo, charlatões que usam de pessoas de moral duvidosa.Vejam bem, até para se cometer feitiçaria é necessário CONHECIMENTO, CIÊNCIA, ALQUIMIA pura e simples e muitos desses são tão ignorantes quanto seus clientes quanto a essas questões.Historicamente sabe-se que até para a pratica da magia nefasta, vulgarmente chamada negra por costume, é preciso ter amplo conhecimento sobre o que envolve essa manipulação energética chamada Magia, nas questões quanto a elementos que serão utilizados, ou vocês acham que para manipular certas forças espirituais é tão simples. Então muitos manipulam mais a coação moral, física e mental do que realmente feitiçaria.
A pessoa que procura um feiticeiro em um terreiro, ela logo de cara apresenta moral duvidosa, endurecido, vingativo, odioso, ele na sua arrogância não mensura as consequências do seu ato. É uma pessoa adoentada espiritualmente, ela precisa é de um bom tratamento espiritual e evangelização e não de feitiçaria. É muito complicado tentar trazer a sanidade a essas pessoas que querem vingança, que se dão o direito de manipular a vida de outras, que querem o amor de uma pessoa de tudo que é jeito, um ser humano assim ele está tão doente em suas maldades que não consegue ver a areia movediça diante dos seus pés.
"EU QUERO, EU PAGO" - OS LOBOS TEM FOME.
Todos os dias em todos os bons terreiros de Umbanda, chegam casos dos mais simples aos mais complexos quanto a feitiçaria, são médiuns que foram envolvidos, são vítimas a procura de ajuda e socorro, são mandantes arrependidos e muitas vezes são feiticeiros destruídos, doentes tanto fisicamente como mentalmente.
Como lidar com esse tipo de situação, como podemos ajudar uma pessoa que foi vítima da feitiçaria?
*oração - a prece é o bálsamo da alma, é o grande remédio de cura dos espíritos tanto encarnados quanto desencarnados, quando oramos abrimos uma egregora, uma sintonia, a energia dos nossos chakras e do nosso campo áurico se expande, abre portas para o socorro espiritual. Então o primeiro passo é a oração, o alimentar da Fé.
Mas para quem está adoentado nem sempre é fácil orar, muitos poderão questionar e perguntar, como assim, é tão simples orar? pois é, já peguei casos de pessoas que simplesmente NÃO CONSEGUIAM ORAR, a tristeza adoece a alma, tirando suas forças de luta, e muitas vezes essas pessoas precisam de ajuda externa é ai que entra o tratamento espiritual nos terreiros, os passes, etc.
Sabe quando você vê um amigo ou conhecido pedindo nas redes sociais, amigos orem por fulano, ele não está bem, gente orem, vibrem amor naquele momento por aquela pessoa, peguem ali o nome escrito, usem como endereço vibratório, e orem de verdade, porque como ouvi dizer uma certa vez, quando oramos por uma pessoa, um anjo lhe pousa ao ombro, bonito isso não é mesmo? isso é a verdadeira caridade, vibrar amor, cura, para aqueles que nem conhecemos. Isso tem força, se cria uma força magnética imensa, e aquela humilde oração, junto com tantas outras cria um escudo contra as forças nefastas do mal. E saiba nunca iremos conseguir mensurar as almas que se beneficiaram de nosso gesto de bondade.
- Conscientização - Deus em sua infinita bondade, não permitiria que um inocente pagasse por algo que cometeu. Vejam bem, frisem bem, INOCENTE.
Vejam bem, muitas pessoas que chegam em nossos terreiros, derrotadas, destruídas, vitimadas pela força nefasta de feitiçaria, podemos de fato, as considerar inocentes em 100% dos casos?
Observem, muitos enfeitiçados já foram os mandantes e feiticeiros e estão apenas a colher o reflexo do que fizeram. Mas não nos cabe o julgamento. Nosso dever é conscientização, orientação, evangelização.
O primeiro passo é fazer com que essa pessoa reveja, de onde veio esse mal, tudo tem um início, tudo tem um fim, e isso acarreta muitas vezes a trazer certas consciências e verdades quanto a atos e ações praticados, tem pessoas que vivem a prejudicar outras, a tentar puxar o tapete de outras, se dão o direito de mandar e desmandar na vida de outras pessoas, e isso vai gerando ódio, raiva, vingança, e cedo ou mais tarde a maldade delas age como um reflexo em suas vidas. Existem pessoas que muitas vezes não é nada de feitiçaria é simplesmente COLHEITA.
Costumo dizer: O MAL TEM ENDEREÇO CERTO, E AS VEZES DUAS COBRAS SE BEIJAM.
Quando executamos um trabalho de evangelização e desobsessão de espíritos adoentados, vingativos, que muitas vezes são utilizados em certos trabalhos de feitiçarias por espíritos de alta envergadura nefasta como Quiumbas e Magos Negros, devemos não só trazer essa conscientização aos obsessores, mas as supostas vítimas. E isso é um trabalho que deve ser feito com muita cautela e sabedoria, porque o objetivo é SALVAR ALMAS.
- banhos, sacudimentos, firmezas e limpezas - são essências de fato nesse processo, higienizam, expandem, transmutam, descarregam, fortalecem, equilibram energeticamente, valeria um livro de tantos benefícios quando se sabe manipular a energia da natureza e de suas ervas, mas vejam bem, não tem erva que limpe um coração em trevas, o que o coração insiste em alimentar de ruim.
O que quero dizer com isso, que o dirigente, o guia espiritual podem fazer o trabalho que for, a limpeza que for, se a pessoa não se purificar, não se ajudar, não querer se conscientizar e modificar, não limpar seu coração, não perdoar, nada será significativamente efetivo, ela não conseguirá se libertar da teia em que está presa, ela poderá se beneficiar por algum tempo, mas se ela não se modificar, não destruir em si mesma o que o espírito nefasto utiliza, se alimenta para a prejudicar, ela não conseguirá seguir adiante. Reforma Íntima.
Para a Luz entrar é necessário abrir as janelas e deixar que ela entre, iluminando as trevas.
Convide o bem, sintonize com ele, e deixe que os amparadores extra físicos te auxiliem, e verás que mal nenhum irá te derrubar ou destruir.
PERDOE, PERDOE, PERDOE.
SE PERDOE.
Nossos guias num processo de desobsessão e quebra de feitiçaria numa casa correta e séria primeira coisa eles trabalham certas consciências tanto do obsediado quanto do espírito obsessor, justamente para não deixarem amarras pendentes.
Uma coisa muito comum de acontecer, as vezes aquele espírito que está com o obsediado naquele momento é conscientizado, evangelizado e encaminhado, mas passa pouco tempo o obsediado volta, novamente adoentado, é porque ele ainda tem solo fértil para o ataque espiritual, ele ainda não se conscientizou de sua parcela de culpa, acabando por atrair outro espírito atraído pela feitiçaria ou mesmo por sintonia.
Por isso que um trabalho de desobsessão tem que ser muito bem feito, e o obsediado, seguir o tratamento espiritual como assim foi proposto pela orientação dos guias, e não querer interromper simplesmente na sutil melhora. Entendam alguns processos de obsessão e quadros de feitiçaria são bem complexos, exige tempo.
Não se trata, um problema de saúde, uma doença fazendo um tratamento pela metade. Infelizmente alguns consulentes não seguem o tratamento proposto e acabam por interromper, agravando futuramente a situação.
Mas vamos abordar também um outro aspecto da questão: Médiuns incautos que são utilizados em FEITIÇARIAS ou praticas de trabalhos nefastos, num terreiro, eles sofrem as consequências? Vou explicar. Existem terreiros que usam de seus médiuns para a pratica de feitiçaria, e muitas vezes os médiuns são usados, achando que estão fazendo algo correto. Ex.: Tive conhecimento de uma dirigente que quando ficava com raiva de algum desafeto ou mesmo um médium de seu terreiro, movida pela vingança e raiva, mandava que outros médiuns fossem na tronqueira e virasse supostamente o anjo da guarda da pessoa, iam lá acendiam velas de ponta cabeça, essa mesma dirigente, fazia verdadeiras mesas para exú, e falava para os médiuns que aquilo era para quebrar as forças dos inimigos dela e do terreiro, o que esses médiuns não pensavam que no dia de amanhã poderia ser seus nomes ali naquela mesa, outro dirigente que soube o caso, fazia seus médiuns comprarem e levarem animais para o terreiro para os imolar para a destruição de outras pessoas, outro mandava que seus médiuns enterrassem trabalhos de feitiçaria em cemitérios, garrafadas etc. Alguns médiuns que participam desses tipos de trabalhos se sentem poderosos, fortes, mal sabem que estão cada dia mais no poço da invigilância
MÉDIUNS ISSO NUNCA SERÁ UM TERREIRO DE UMBANDA, ISSO É UM ANTRO.
Alguns médiuns tem plena consciência que estão fazendo feitiçarias, maldades para o alheio, outros apenas fazem por medo de desobedecer e sofrer as consequências.
É uma coisa que nunca conseguirei entender, como ficar num terreiro sob a pressão de coação, medo e terror, cadê a confiança em seus próprios guias? No mínimo triste uma situação assim. Médiuns que estejam sofrendo com isso, não façam isso com suas mediunidades e trajetórias há tantas boas casas a irem.
Entendam bem, nenhum Terreiro de Umbanda Idôneo guiado pela espiritualidade sã, faz e utiliza de médiuns para saciar suas vinganças, despeitos, ódios particulares. Mas infelizmente alguns médiuns sentem seus egos e vaidades alimentados com esse falso poder de manipulação, mal sabem que são suas vidas que estão sendo manipuladas por espíritos mistificadores de alta envergadura nefasta. O triste que esses médiuns sempre acabam envolvendo outros médiuns nessa teia de ilusão.
Frise-se: O médium que participa de um trabalho de feitiçaria onde está visando a destruição, a derrota de outra pessoa, lhe desejando a morte, a doença, a quebra do livre arbítrio, ele cedo ou mais tarde sofrerá consequências terríveis de resgate, caindo na ação das Leis implacáveis de Ação e Reação, Causa e Efeito, Retorno, Semeadura.
"Quem com porcos se mistura, farelos come."
Infelizmente há médiuns de baixa índole, talvez porque nem saibam o que a palavra signifique.
Já ouvi falas de médiuns que dizem, meu dirigente não ensina fazer feitiço, e ele está correto, porque se soubesse fazer, eu faria mesmo, não pensaria duas vezes. Isso é seríssimo, são médiuns imaturos espiritualmente e dar um falso poder na mão de um médium desses, é acarretar a sua própria ruína espiritual.
Mas esses médiuns que fazem esses tipos de maldades, cedo ou mais tarde são os mesmos que chegam aos frangalhos nos terreiros sérios e idôneos para serem tratados, pobres almas, isso quando se redimem, porque uma boa parte tem fins terríveis, porque quem semeia ventos colhe tempestades.
- Os mandantes - já vi inúmeras vezes pessoas que chegam desesperadas porque procuraram terreiros para feitiçaria e depois não souberam mais como lidar com a energia que convidaram a entrar em suas vidas. Infelizmente essas pessoas pagam pesado por seus atos, porque quando procuram o feiticeiro não mensuram as consequências que provocam. É muito difícil corrigir uma moral deturpada, um mau caráter, uma má índole, as vezes serão necessárias várias reencarnações penosas para isso. Mas nunca é tarde para se corrigir, receber o perdão e se auto perdoar. O sofrimento do mandante não é só físico é espiritual, é a Lei do Retorno que reflete em seu dia a dia, na sua vida, na colheita das consequências, é o se ver passando e sentindo na própria pele o sofrimento que desejou e causou. Tenho muita pena dessas pessoas que utilizam da espiritualidade para o cultivo do mal alheio, porque a justiça divina é pesada.
- O Feiticeiro - Há perdão para o Feiticeiro Nefasto? O perdão é uma dádiva divina concedida a todos, leve o tempo que levar, o objetivo das egregoras espirituais é que todas as almas cheguem a salvação, mas não se enganem o mais difícil depois da conscientização é o SE PERDOAR. Muitas pessoas acham que o se redimir é difícil, não o é, porque o ser humano tem instinto de sobrevivência nato, quando o sofrimento é grande a redenção vem, o mais difícil é se auto perdoar, quando a consciência dos atos chega, quando a pessoa visualiza o mal que provocou e as consequências para seu espírito.
Médiuns videntes já se depararam com espíritos que eram verdadeiros espectros, se vislumbrava apenas uma leve forma humana, de tão em frangalhos estava o corpo espiritual, a maldade, gera essas deformidades, então imaginem o que acontece com o corpo espiritual de um médium que tinha tudo para ajudar o próximo e usou esse dom para o mal com plena consciência dos seus atos.
Uma vez vi um médium perguntando, poxa mais essas pessoas ruins que vivem fazendo o mal para os outros só pagam depois do desencarne? Não, pagam e tem retornos pesados nessa mesma existência, outros ainda irão levar para outros processos de encarnação de tão pesadas são suas cargas cármicas.
Inimigos espirituais, podem acompanhar uma pessoa por várias encarnações se não forem encaminhados e evangelizados, se não houver perdão mútuo, por isso que nossos guias em todas as giras em boas casas pregam o amor, o perdão e a caridade para com o próximo.
Médiuns não façam pactos, barganhas com espíritos de moral duvidosa, não convidem para suas casas espíritos aduladores, manipuladores, mistificadores, observem com cuidado as mensagens, sejam prudentes.
Procurem terreiros que prezem a moral, que pratiquem o amor, a fé e a caridade, que lhes corrija suas falhas e não fortifiquem suas más inclinações.
Que lhes ensinem sobre perdão e não lhes alimente o ódio, a mágoa e lhe destrua o amor por si mesmo e as boas lembranças para com o seu próximo.
Guias idôneos falam sobre Amor e não Ódio, Vingança.
Espíritos idôneos respeitam o livre arbítrio o direito de escolha.
Se um espírito lhe incita a feitiçaria e a pratica do Mal - ELE NÃO VEM DE DEUS E DO DIVINO.
Abra seus olhos, observe o terreiro que esteja, veja sua idoneidade e éticas morais e espirituais, não se permita corromper pela vaidade e ego.
Irmãos e irmãs quando pensar em fazer um trabalho de feitiçaria, seja prudente e consciente, pense honestamente porque quer fazer mal aquela pessoa, porque quer lhe prejudicar, reveja seus reais motivos, não haja por impulso somente.
Veja se lá no fundo não foi você o errado e agora quer simplesmente jogar a culpa de tudo no outro.
Veja se lá no fundo toda essa raiva não é despeito, um amor que adoeceu, veja se lá no fundo de tanta raiva não é o puro desejo de estar com aquela pessoa de novo, veja se não é saudade, falta. Peça aos amparadores força para modificar o que puder ser modificado, e aceitação para o que não puder.
O Amor pode adoecer e virar ódio, não permita. Permita-se a mudança de ser uma pessoa melhor.
Perdoe e se auto perdoe, siga, desapegue, mas não PRATIQUE INSANIDADES POR RAIVA, EGO, faça isso não pelo outro, mas por si mesmo.
Sabe esse espírito que lhe incita o ódio, a vingança, lhe pede ns. coisas para um trabalho, observe ele com cuidado, é com esses espíritos que quer se associar? Você realmente confia nesse espírito?
Observe esse dirigente que faz o mesmo, é esse tipo de exemplo que quer seguir para sua trajetória espiritual?
Falsos profetas há em todas as religiões, e o lobo as vezes vem vestido de pele de cordeiro.
Num terreiro de Umbanda, pratique a Lei do Ouro, nunca faça a seu semelhante o que não gostaria que fizesse com você, trate o outro como gostaria de ser tratado, diante de seus erros e falhas, tenha a mesma paciência e misericórdia que gostaria que tivessem com você.
Muitas pessoas temem a justiça de meu pai Xangô, e esquecem da Justiça de Ogum que pode ser ainda mais implacável, ninguém escapa da Justiça Divina, quem deve paga, quem merece recebe, um trecho de um ponto que tem um significado muito forte. Revejam seus conceitos enquanto há tempo, nunca é tarde para a redenção, para a reforma íntima, as vezes é melhor começar tudo de novo do que por ego permanecer no erro.
Ninguém está acima da Lei Divina. Aprendam.
Paz e Luz a todos.
Cris AlvesTemplo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira.(Por favor, respeitem a autoria de nossos textos, compartilhem e divulguem nosso trabalho, é filantrópico)
domingo, 8 de abril de 2018
Prece-Poema de Pai Benedito de Aruanda
Prece-poema a “Pai Benedito de Aruanda”
por Pai Ronaldo Linares
Meu bondoso Preto-Velho!
Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção.
Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da
injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me
sussurravas ESPERANÇA.
Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho,
dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:
“Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a
solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui
humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.
Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado,
nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, porque algo me
dizia que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos
elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua,
fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que Oiá não mandava uma grande tempestade?
Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel
se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E
Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava?
Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o
meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro
em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas
lanças de guerra?
Porém, nada acontecia, e a toda parte que se olhava, somente um coisa via... terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a
colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.
Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos
aprendia que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi
olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande a filha do meu
patrão.
Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança,
vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.
E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção.
Como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.
Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se ora o próprio
vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote foi tão fatal, tudo ocorreu tão de repente,
tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.
Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar... olhei
seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado,
não sabia o que falar, não sabia o que pensar.
Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que
vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos
calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu
Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou
e Benedito acabou...
Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor
e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...
Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do
perdão”.
Afinal que é COSMOGÊNESE- RUBENS SARACENI EXPLICA
Uma Cosmogênese Umbandista
por Rubens Saraceni
A Umbanda é uma renovação do tradicional culto às divindades africanas, englobados na classificação “cultos das nações”, assim denominado porque cada povo possuía sua religião própria,
com seus ritos específicos, mas que mantinham uma analogia muito grande, tanto na preparação sacerdotal quanto organizacional, de seus panteões divinos.
Com o passar dos anos o Panteão Nagô dos povos nigerianos ou de língua Yorubá acabou se destacando no Brasil e se impondo sobre os demais, pois os Orixás popularizaram-se com a vinda de
muitos escravos nigerianos, trazidos principalmente para a Bahia a partir do final do século XVIII e início do século XIX.
Sua classe sacerdotal era mais organizada e destacou-se muito rapidamente e mais ainda no decorrer dos séculos XIX e XX, espalhando o Culto aos Orixás para todo o Brasil, adaptando-os
conforme foi possível e procurando conservar o máximo possível do conhecimento sobre eles.
Sendo a transmissão oral a forma que possuíam para preservarem o conhecimento, muito se perdeu sobre os Orixás e só uns poucos deles tornaram-se bem conhecidos e tiveram seus Cultos
tradicionais preservados desde 1780 até 1908, quando foi fundada a Umbanda por Pai Zélio de Moraes.
Assim, muitas das coisas que se sabia sobre eles dentro dos seus cultos tradicionais na Nigéria não chegaram até nós ou haviam sido adaptadas conforme foi possível.
Daí, para os primeiros umbandistas, não havia muito sobre os Orixás à disposição, e se um Caboclo identificava-se como de Ogum, de Xangô etc. os seus médiuns ficavam sem muitas
informações seguras sobre esses Orixás, e quase todos recorriam aos santos católicos sincretizados com eles como forma de conhecê-los.
E os santos católicos tiveram suas historias popularizada pelos umbandistas, que as passavam de mão em mão para poderem ensinar os novos médiuns, sendo que os santos sincretizados com os Orixás tornaram-se muito populares e muito cultuados no Brasil devido à compra de suas imagens para os altares umbandistas.
Esse conhecimento bem “terra” sobre os Orixás predominou no 1º século de existência da Umbanda, graças ao sincretismo e ao que se sabia sobre os santos católicos.
Ao estudioso da Umbanda, basta consultar os livros de muitos autores umbandistas para confirmarem o que até aqui afirmamos.
Não havia um conhecimento profundo sobre os Orixás, e o que se sabia ou se escrevia sobre eles não saía desse nível “terra” do conhecimento.
Antes de terem se espalhado pelo mundo todo, os Orixás só haviam sido cultuados pelos povos Nagôs ou Nigerianos... E na língua Yorubá.
Mas um conhecimento novo sobre os Orixás começou a ser aberto por um espírito chamado “Pai Benedito de Aruanda”, e ensinado por seu médium psicógrafo e fundador do Colégio de Umbanda
Sagrada.
E isso, sem que ele fosse Teólogo ou formado em qualquer Escola Iniciática, Esotérica ou Ocultista, mas criando uma base para o estudo doutrinário e teológico umbandista.
Toda religião tem sua cosmogênese ou gênese divina, que descreve para os seus seguidores a forma como Deus criou o “mundo”.
A Umbanda por ser a somatória de várias doutrinas e rituais religiosos, tanto pode escolher a cosmogênese dos povos Nagô, quanto aos Cultos Indígenas Brasileiros, assim como pode servir-se da Judaica, incorporada pelo Cristianismo, pois essas três religiões estão presentes devido à manifestação dos Caboclos e Pretos-velhos, dentro de uma moral Cristã.
Também pode recorrer à cosmogênese da última religião de guias espirituais hindus, chineses etc.
Mas sempre será uma adaptação de cosmogêneses alheias, muitas delas já extintas no plano material.
Portanto, por ser a somatória do conhecimento de espíritos doutrinados em outras religiões, a Umbanda não pode e não deve optar por nenhuma delas porque não seria aceita por todos os
umbandistas, com cada um tendo seu mentor espiritual formado por alguma das outras religiões do passado ou da atualidade.
Logo, a Umbanda tem que ter sua própria cosmogênese, genuinamente umbandista.
Ainda que se sirva da base Yorubana na nomenclatura do seu Panteão Divino e das qualidades dos Orixás e tudo o mais, deve preservar a “essência” desse conhecimento que nos chegou através da transmissão oral para que o culto aos Orixás se perpetuasse no tempo e servisse de ponto de partida para o surgimento de novas religiões fundamentadas neles, tal como Judaísmo preservou sua
cosmogênese que, posteriormente, fundamentou o Cristianismo e o Islamismo, grandes religiões da atualidade, muito maiores em número de seguidores.
Como qualquer uma das antigas cosmogêneses só agradaria um número limitado de seguidores da Umbanda, após observar a religião em seu lado material por muito tempo, os “espíritos superiores” que a fundaram através de Pai Zélio de Morais liberaram todo um conhecimento ainda não disponível até então no plano material que fundamenta todas as suas práticas religiosas e magísticas sem, em momento algum, contradizer ou negar a essência da cosmogênese Yorubana ou Nagô.
Até porque esse não é o propósito deles, e sim fundamentar tudo o que foi preservado e o que não chegou ao Brasil e só existe na Nigéria.
A cosmogênese disponibilizada pelos espíritos mentores da religião umbandista não se fundamenta em mitos ou lendas, e sim no estudo profundo e elevadíssimo desenvolvido nas escolas espirituais existentes nos planos mais elevados do nosso Planeta, estudo esse desenvolvido por espíritos que já não encarnam mais, porque ascensionaram à 7ª faixa vibratória positiva da dimensão
humana da vida e hoje atuam em beneficio da humanidade através de suas hierarquias ou correntes espirituais, que chegam até o plano material através dos guias espirituais dos médiuns umbandistas e
dos protetores espirituais que todo ser encarnado possui.
Essa cosmogênese é tão abrangente que explica a religião Umbanda, todos os Orixás cultuados nela, todas as linhas de trabalhos espirituais, todas as ancestralidades dos filhos dos Orixás, todas as práticas religiosas e imagísticas realizadas na Umbanda e pelos umbandistas.
Também explica as cores, o uso de colares, de fitas, de cordões, de toalhas, de flores, de pedras, de ervas, de velas, de líquidos, de pós, de pembas, de pontos riscados e cantados etc.
Enfim, ela explica a existência dos seres e das coisas criadas por Deus, assim como explica porque cada pessoa, seja umbandista ou não, possui ligação com os Sagrados Orixás e deles pode servir-se, mesmo que não tenha sido iniciada na Umbanda e nada saiba sobre eles, as divindades, mistérios que governam a Criação Divina.
Alguns dos livros que trazem esse conhecimento novo seguem abaixo:
Umbanda Sagrada
Tratado Geral de Umbanda
Orixás Ancestrais
Orixá Exu
Orixá Pomba-gira
Orixá Exu Mirim
Livro de Exu
Doutrina e Teologia de Umbanda
Teogonia de Umbanda
Código de Umbanda
Gênese de Umbanda
Formulário de Consagrações Umbandista
Iniciação à Escrita Mágica Simbólica
Código da Escrita Mágica Simbólica
Tratado de Escrita Mágica etc.
Todos editados pela Madras Editora.
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