sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Data: 07/02/2014 01:07:23
Assunto: Umbanda
 

Umbanda


Posted: 06 Feb 2014 03:12 AM PST

 
 
 
 

 
 
 
Aqui poderemos conhecer um pouco sobre as entidades da Umbanda, este artigo somente esclarecerá uma pequena curiosidade, pois os conhecimentos são muitos e complexo a respeito das entidades, um curso ou palestra com um sacerdote poderá ser mais abrangente e tirar suas dúvidas.
Entidade é o nome dado a todos os espíritos que estão em uma faixa de vibração astral, boa para o trabalho na Umbanda. Conforme seu grau de evolução espiritual, esses espíritos são levados a fazer parte de uma falange (agrupamento de espíritos), a fim de atuarem, aprenderem e evoluírem espiritualmente. Lá eles permanecem até a possível volta para uma reencarnação ou a evolução para um plano espiritual superior.
 
Falange é um agrupamento de mais de 400 mil espíritos, que atuam em um determinado plano espiritual, ou seja, em uma determinada faixa de vibração., cada chefe de falange, está em condições superiores a sua caminhada espiritual, formando mais sete ao seu redor, sendo cada sete auxiliares, recebem mais sete sucessivamente, criando milhares de falangeiros podendo apresentar-se como o nome do falangeiro de maior grau espiritual, assim o médim recebe tal entidade, e esta entidade é posicionada na hierarquia espiritual da falange que se apresenta, conforme os conhecimentos e aperfeiçoamento mediúnico de cada médium, as entidades absorvem o conhecimento e a entrega do médium ao qual entrando em sintonia espiritual deste efetua seus trabalhos em terra, por isso a preparação do médium condiz com o grau hierarquico da entidade recebida.
 
Existem entidades de Alta, Regular e Baixa, faixa vibratória, e por isso elas se dividem em vários grupos: Falangeiros de Orixá, Caboclos, Pretos Velhos, Exus, Pomba-Giras, Ibeijadas e demais entidades que atuam de formas diversas. Cada falange recebe o nome de seu chefe e cada espírito dentro desta falange, atende por este mesmo nome.
 
Quando um médium trabalha com uma determinada entidade, ele não trabalha com um único espírito. O que ocorre é que todos os espíritos que constituem aquela determinada falange, têm uma única tônica de vibração com a qual penetram na faixa vibratória do médium, à razão de um por segundo, mantendo assim a sintonia durante todo o período que dura uma comunicação. Em outras palavras, os espíritos não trabalham isoladamente, mas "em falange", todos numa única vibração.
 
Embora não seja muito comum, é possivel acontecer que um mesmo espírito, embora seja uma só vibração, venha em diversas falanges, com diferentes nomes, conforme sua missão espiritual. Um espírito de certo grau de evolução pode se desdobrar na vibração, ou seja, aumentá-la ou diminuí-la, obviamente que dentro de um certo limite preestabelecido. Desta forma, essa entidade pode se apresentar ora numa faixa, ora em outra. Por exemplo: Se ela atua normalmente sob a linha do Oriente, pode num desdobramento de vibração, apresentar-se na forma de um caboclo, embora conserve também suas características essenciais.
 
 Necessário também é, compreender-se à diferença entre hierarquia terrena e evolução espiritual. Algumas pessoas pensam que a posição hierárquica de uma entidade corresponde à sua posição na vida física anterior. Isto não corresponde à verdade porque as falanges não se agrupam conforme as raças ou costumes da vida terrena, mas sim de acordo com o grau de evolução espiritual e afinidade vibratória.
Desta forma, um espírito pode se apresentar, por exemplo, como um caboclo, apenas para ter um melhor acesso a um médium e a seus consulentes.

Que a Divina Luz esteja entre nós 
Emidio de Ogum 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O QUE É SER CAMBONE?

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Quem frequenta as giras de Umbanda apenas como assistência, ou quem está iniciando seus trabalhos dentro de um terreiro de Umbanda, em geral não tem conhecimento do cabedal de fundamentos que alicerçam a segurança do que parece ser “apenas” mais uma gira, no dia a dia do calendário deste terreiro. Desconhecem que por traz do ritual aparentemente repetitivo, cada dia é o resultado de um combate contra as trevas, e na manutenção do Equilíbrio, nas Vibrações Elevadas, na correção de energias inadequadas que advém de cada um, oriundas das lutas diárias ao se conectar com este mundo de provas e expiações. Não têm ideia que um terreiro de Umbanda se transforma num dínamo energizado, cuja função é pulverizar todas as vibrações menos boas, todos os pensamentos impuros, todas as intenções rancorosas, todos estes miasmas que grudam como lama nos perispíritos dos encarnados quando não conseguem a manutenção da conexão com o Alto, o que é frequente, visto a baixa qualidade de nossa ambiência no cotidiano.
Entre a riqueza de conceitos que permeiam a religião umbandista, se encontram os cambonos, que passam despercebidos, e que na maioria das vezes são médiuns em desenvolvimento, que ali estão para aprender com as entidades, ou médiuns que não incorporam, mas qualquer cambono é muito importante na sustentação da corrente da casa, mantendo o padrão vibratório elevado por meio de pensamentos e sentimentos elevados.
O Cambono ou Cambone, é o médium que participa nas giras de assistências como auxiliar dos Guias em terra, podendo ser designado na hora dos trabalhos, pelo Primeiro Cambono, pela Ialorixá ou pela Iabá.
No livro “Umbanda sem Medo I ” vemos :
“A palavra “Cambono” é originária do termo: Kambondo; Kambono; Kambundu; que nada mais é do que um título consagrado aos homens que não entram em transe mediúnico, e são responsáveis por várias funções de alta confiabilidade nos Candomblés de Nação Congo Angola.
Portanto, esse termo já existia antes da anunciação da Umbanda e já era consagrado para definir um cargo auxiliar importante dentro dos culto-afros, sendo, posteriormente absorvido pelos umbandistas para definir os obreiros que auxiliam os Guias Espirituais nos trabalhos mediúnicos. Qualquer tipo de “cargo, atividade e/ou funções” dentro de um Terreiro umbandista tem como designativo o pré-nome: Cambono, seguido pela atividade que ocupa.”
a2O Cambono precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com a espiritualidade. Deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho. Não pode ter qualquer tipo de preconceito. Ele não está ali para julgar ou criticar os casos que tem a oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus. E nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa.
O Cambono tem ainda como responsabilidade, cuidar dos apetrechos do Guia, buscando garantir a organização dos objetos e a conservação e limpeza do ambiente (uso de cinzeiros, copos, etc) bem como guardando nos lugares corretos os objetos emprestados pela Casa Espiritual (pemba, prancheta, etc). Outra responsabilidade sua é a anotação, bem legível, e correta das orientações do Guia, bem como do material que for solicitado.
É importante a conscientização do Cambone em aproveitar todas as oportunidades de reflexão e crescimento, pois acompanhando diversos atendimentos, e sempre pensando naquilo que também lhe diz respeito, obterá muitas reflexões produtivas ao seu crescimento espiritual. Deve sempre manifestar boa vontade, bom humor, disponibilidade em ajudar e resolver os problemas ao redor, além de exercer sempre a caridade com humildade, nas palavras, e nos atos. A função de Cambono é uma grande oportunidade de crescimento espiritual e deve ser aproveitado, pois o aprendizado irá enrijecer o caráter, melhorar seu padrão magnético e vibratório e permitir que mantenha as vibrações equilibradas e fortes, evitando assim a quebra da corrente fluídica.
Quando se fala na importância do Cambono na manutenção da corrente fluídica do terreiro, estamos falando de algo que é de responsabilidade de todos: médiuns os chefes de terreiro, a assistência, assim como os cambonos. Mas são os cambonos que chamam atenção quando ocorre alguma situação que possa quebrar esta corrente, o que pode permitir a entrada de forças trevosas com consequências desagradáveis para o terreiro. Você já deve ter ouvido alguém chamar atenção desta forma: “Olha a corrente, gente! Vamos concentrar”!
Quando se chama atenção para a corrente, é porque pode estar havendo diminuição da energia ambiental, ligada à egrégora, que deve ser mantida durante todo o tempo pelos médiuns, em potencial elevado, através de pensamentos positivos, silencio e prece.
Uma Egrégora provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. É o envolvimento, clima envolvente, estado de Espírito resultante de fatores externos e internos. Quando um grupo de pessoas se reúne em meditação e oração com um objetivo comum, pela união do amor e da vontade é criada uma forma pensamento. Essa forma pensamento coletiva é formada pela vontade dos encarnados e desencarnados, movida pela intenção. Baseada na Grande Lei de que cada pensamento/sentimento, cada intenção, quando aliada ao desejo sincero transmite uma força dinâmica separada do ser que a forma e a envia, formamos um grupo de meditação e oração para podermos juntos emitir pensamentos saudáveis de amor e paz, conduzidos no plano astral pelos Anjos, Orixás, Guias Espirituais, Santos, etc., canalizados para um bem comum.
Este pensamento coletivo movido para o Bem, e sustentado pelas Entidade Espirituais iluminadas que protegem cada terreiro, pode atrair cada vez mais forças positivas, beneficiando a todos que ali se encontram, através da resolução de problemas físicos, morais, mentais e emocionais. Quando a egrégora formada é poderosa, só o bem e Luz atuam. Se uma entidade inferior for atraída para dentro da egrégora, ela fica de certa forma subjugada pela força desta e desse modo se consegue lhes dar um melhor encaminhamento para outros planos espirituais.
Porém, se a corrente fluídica é adulterada com pensamentos frívolos, maus, de vingança, despeito, cobiça,inveja ou ciúme, também entidades afinizadas com pensamentos de baixa vibração serão atraídos, diminuindo muito o padrão energético e a possibilidade de auxílio de uma gira.
É também papel do Cambono convidar os assistentes, de forma particular ou coletiva, a se manterem com o pensamento elevado, firmes, evitando burburinhos, e conversas fúteis, que podem levar à distração e pensamentos não condizentes com a vibração adequada. Se a corrente fluídica da gira não for suficiente, a egrégora não será convenientemente fortalecida e várias complicações podem acontecer com o passar do tempo, sendo que, o(a) dirigente, por ser o centro maior das atenções e para quem convergem as maiores quantidades de energia ali geradas e mesmo as trazidas pelos assistentes, é quem sofre, por assim dizer, as maiores consequências dos trabalhos realizados sem a devida segurança, mas estas consequências podem reverberar também nos médiuns trabalhadores da casa.
Algumas complicações geradas pela quebra da corrente fluídica são por exemplo: médiuns não conectados positivamente com suas entidades de guarda, o que pode provocar incorporações insatisfatórias e animismo; Perturbações advindas por entidades do astral inferior; manifestações muito turbulentas que podem colocar em risco o físico dos médiuns; extremo cansaço do dirigente e dos médiuns de trabalho, pela grande perda energética sofrida.
O normal é que ao fim dos trabalha todos estejam bem, quando a egrégora está harmonizada e fortalecida e bem conectada com vibração das entidades elevadas, responsáveis pela proteção da casa.
Ainda sobre a egrégora de Terreiros de Umbanda, é preciso que se explique que ela, além de ser formada e nutrida com a energia gerada em cada reunião, também é favorecida pelas “firmezas” ou “assentamentos” que devem ser tratados, reforçados e respeitados.
Os Cambonos então, participam de todos os momentos onde se é necessária a formação, sustentação e manutenção desta corrente fluídica e mediúnica que permeia todos os espaços físico e espiritual de um terreiro de Umbanda, e ao mesmo tempo que auxiliam, estão sendo ajudados, aumentando seus conhecimentos através das palavras carinhosas dos Pretos Velhos e da sabedoria e grande proteção dos Caboclos e Crianças.
Saravá então à coroa dos Cambonos, que eles sempre tenham consciência de seu trabalho, a responsabilidade para cumprir seu papel e prosseguir sempre.
Alex de Oxóssi

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