quinta-feira, 27 de novembro de 2014



Para compreendermos o ciclo de dar e receber, nós devemos começar primeiro avaliando alguns conceitos e crenças relacionados ao dinheiro e às posses. Vamos começar compreendendo a função do dinheiro.

Retornando aos velhos dias, antes que o conceito de dinheiro fosse concebido... era usada a troca. Acordos tais como:: “os meus bens em troca pelos seus bens”, funcionaram bem por algum tempo. As pessoas naquela época estavam tanto dando como recebendo.

Mas, enquanto a civilização evoluía e mais bens e serviços se tornaram disponíveis, surgiu um novo problema...

E se eu quisesse as suas tangerinas, mas você não estivesse interessado no que eu pudesse lhe dar em troca? É por isto que a invenção das moedas e do “papel moeda” (ou notas), se tornou uma necessidade para ajudar a resolver este dilema.

Enquanto o tempo passava, o dinheiro se tornou a ferramenta universalmente conhecida para o intercâmbio de mercadorias e de serviços.

A propósito, quando compreendemos a verdadeira função do dinheiro, a idéia de que o dinheiro é a raiz de todo o mal, se torna insustentável. A verdade é que o dinheiro é uma necessidade, uma ferramenta coletiva para trocar bens e serviços.

Isto, portanto, ajuda a todos nós prosperarmos.

Dinheiro, Crenças e Espiritualidade

Muitos cresceram com a crença de que a abundância monetária e a espiritualidade não podem co-existir. Esta idéia cria um estado dividido da mente; um ciclo incompleto de dar e de receber, o que torna difícil alcançarmos os nossos objetivos financeiros.

Por um lado, a nossa mente consciente deseja que nos libertemos das preocupações financeiras. Por outro lado, a nossa mente subconsciente faz votos de nos manter fielmente conectados ao nosso ser espiritual.

Entretanto, a espiritualidade e a riqueza monetária não deveriam ser mutuamente exclusivas. O dinheiro é uma fonte de energia que deve trocar de mãos para criar o equilíbrio e a prosperidade. Manter o dinheiro com o único propósito de acumulá-lo, somente criará um desequilíbrio, tal como quando colocamos mais peso em um prato de uma balança.

Assim, o dinheiro é como uma chave poderosa que pode abrir muitas portas. E como uma chave, ela não é nem positiva e nem negativa por si só. Nós decidimos quais portas devemos abrir. Nós decidimos quais valores colocamos no dinheiro, com base em como o adquirimos e como o usamos.

Isto pode ser facilmente compreendido. Entretanto, um aspecto importante que influencia ainda mais os valores que colocamos no dinheiro, se encontra em nosso sistema de crenças.

É esta crença que cria as associações subconscientes entre o dinheiro e a moral. E é onde muitas pessoas têm bloqueios que impedem a criação da abundância.

Percebam que as nossas crenças não estão baseadas na verdade universal absoluta. A verdade difere de uma pessoa para outra, de acordo com o condicionamento pessoal e os eventos da vida. Em outras palavras, a verdade depende da pessoa que a experiencia. É por isto que alguns têm muito, enquanto outros, não. Em muitas ocasiões vocês notarão que a abundância financeira não se relaciona à educação ou às mentes de gênios, mas aos sistemas de crenças que regulam as vidas e os resultados daqueles que criam a abundância, ou não.

Portanto, o modo com que interagimos e usamos o dinheiro reflete os nossos pensamentos e idéias de acordo com as crenças de nossa existência, as quais, muito provavelmente, são diferentes daquelas de outros. A boa notícia é que as crenças não são permanentes. Elas são bem maleáveis. Nós podemos nos libertar das crenças que não mais nos servem e substituí-las por crenças que favoreçam a nossa prosperidade. Pensem nisto...

Vocês podem ganhar um dólar fornecendo um serviço útil ou vendendo aparelhos sem valor. Do mesmo modo, vocês podem usar o mesmo dólar que vocês ganharam para ajudar a uma pessoa carente ou adquirir algo somente por razões egoístas.

É o mesmo dólar, mas é tudo uma questão de escolha. Sua escolha. Quais são as suas crenças em referência a ganhar e a usar o dinheiro após terem lido estas afirmações? Baseados nisto, quais crenças escolherão para implantar em sua mente?

Sim, o dinheiro nos proporciona os meios para obter as necessidades básicas para vivermos, tais como o alimento, o vestuário, e um teto sobre as nossas cabeças, mas ele também nos dá a habilidade de contribuirmos com uma causa digna. Assim, o dinheiro também nos concede a paz da mente, um estado essencial para vivermos uma vida espiritual e abundante.

Sonhem um pouco. Comecem a pensar em todas as coisas boas que vocês poderiam fazer com uma abundância de dinheiro. Convençam-se do seu poder de fazer o “bem” com o dinheiro, porque isto é o que vocês escolhem acreditar e o que querem fazer. Vocês estão escolhendo este caminho com base no livre arbítrio. Este é o primeiro passo para a compreensão que ter dinheiro em abundância e ter uma vida espiritual podem realmente acontecer simultaneamente.

Acondicionem estes últimos pensamentos, se o dinheiro for um símbolo de energia usado para a troca. Quando trocamos dinheiro relacionado a algo de valor, nós participamos do movimento de energia positiva e da criação do ciclo de “dar e receber” que prosperam outros, enquanto nós prosperamos. O resultado é que todos nós prosperamos juntos. Vamos também nos lembrarmos de que cabe a cada um de nós decidir como usar este dinheiro, assim como que significado lhe damos.

A Dinâmica de Dar e de Receber

A maior parte de nós se sente melhor quando o dinheiro chega do que quando ele sai. Paradoxalmente, em nossos esforços do dia a dia, nos sentimos muito melhor quando damos do que quando recebemos.

Isto é porque nos foi ensinado desde uma tenra idade que é mais gracioso dar do que receber. Em alguns casos, estes ensinamentos podem ir tão longe a ponto de nos fazer acreditar que receber está ligado ao egoísmo. Isto cria um conflito interno e produz obstáculos a um nível subconsciente que podem impedir a nossa prosperidade. Além disto, não podemos passar a vida apenas dando. Eventualmente, nós terminaremos nos sentindo vazios...

Portanto, o único meio de criar a abundância na vida é regulando a dinâmica de dar e de receber nos dois níveis, consciente e subconsciente. Quando atingimos o equilíbrio, nós criamos a abundância e a prosperidade em nossas vidas e nas vidas daqueles a nossa volta. O ciclo de dar e de receber pode realmente fluir eternamente.

A analogia a seguir ajudará a esclarecer isto. Cada vez que um fazendeiro planta uma semente, ele está começando o ciclo de dar e receber.

O fazendeiro está realmente dando uma semente à Mãe Natureza com a plena expectativa de receber algo em troca. Em seguida, ele cultiva a colheita e colhe a safra.

Ele deu e sabe que ele receberá. A Mãe Natureza dá novamente o fruto, o que coloca o fazendeiro no final da equação de receber. Então ele começa tudo novamente com a intenção de receber durante a próxima estação da colheita. É assim que ele participa e desfruta do ciclo da vida, assim como o Planeta Terra gira para nos dar o dia e a noite.

O cenário anterior cria outro ponto importante. Para começar a receber, nós devemos primeiro dar. Cabe a cada um de nós iniciarmos o ciclo de dar e de receber. E uma vez que nós damos, nós devemos receber. Tudo isto depende da semente que plantamos. Ninguém plantará uma semente esperando nada colher e isto não é diferente para vocês e para mim, referente ao dinheiro. A verdade é que o mesmo vale para tudo na vida. Quando semeamos amor, nós recebemos afeição, quando semeamos trabalho, nós recebemos a remuneração, quando semeamos bondade, nós recebemos simpatia, quando semeamos a paz, nós recebemos a tranqüilidade... Isto contribui com o Equilíbrio Universal, assim como o equilíbrio existe através dos opostos, tais como quente e frio, luz e escuridão, riso e tristeza, em cima e embaixo, a saúde e a doença, e a lista continua...

Portanto, dar e receber são ambos, partes da mesma equação. O ato de dar e de receber cria um ciclo e um equilíbrio saudável ao mesmo tempo.

A filosofia Chinesa, chamada de Tao te Ching por Lao Tsu, escrita durante o Século 3 A.C., explica como todas as energias no mundo estão equilibradas em igual medida. Nós podemos encontrar o mesmo equilíbrio no símbolo Ying Yang.

Assim, o ato de dar e de receber inicia uma troca de energia que garante o equilíbrio necessário para o ciclo financeiro fluir facilmente de mão a mão. Quando as coisas saem do equilíbrio que conseguimos a desarmonia, a discórdia, o conflito, a carência e a limitação, entre outros efeitos indesejáveis. Dar e receber é uma via com dois sentidos!

A importância da Atitude no Ciclo de Dar e Receber

Como com cada coisa na vida, a atitude é tudo. Quando vocês derem, sempre se lembrem de colocar um sentimento de alegria naquilo que vocês estiverem dando. Certifiquem-se de saberem, sem sombra de dúvida que vocês receberão em breve de acordo, pois vocês iniciaram o ciclo de “semeadura-colheita”. À medida que vocês derem se tornarão o instrumento que transmite energia positiva. Por sua vez, vocês receberão mais do mesmo.

O seguinte mantra (retirado do treinamento dos “cidadãos”, ressoa perfeitamente com o artigo acima. Repitam-no em silêncio, enquanto vocês estiverem dando...

“A minha prosperidade prospera aos outros. A prosperidade deles me prospera.”

Finalmente, certifiquem-se de darem do coração e com convicção. O resto cairá no lugar adequadamente.

“O Universo opera através da troca dinâmica... dar e receber são aspectos diferentes do fluxo de energia no Universo. E em nossa disposição de dar aquilo que buscamos, nós mantemos a abundância do Universo circulando em nossas vidas.” –
Deepak Chopra

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ORIXÁ REGENTE 2015 - UMBANDA.

A HISTÓRIA DA MULHER QUE, ATRAVÉS DE SONHOS E MEMÓRIAS, REENCONTROU A FAMÍLIA DE SUA VIDA PASSADA



A história da mulher que, através de sonhos e memórias, reencontrou a família de sua vida passada



O sonho era sempre o mesmo: em um quarto de hospital, sozinha, ela agonizava frente à morte e pensava nos filhos que estava deixando para trás. O ponto era que a inglesa Jenny Cockell até então não tinha filhos, mas o sentimento de busca e memórias confusas, como se não fossem dessa vida, estavam sempre presentes.
 
Foi ao prestar atenção nessas peças soltas e ao fazer uma sessão de hipnose que começou a montar o quebra-cabeças que mudaria não só a sua vida, mas a vida de uma família que havia sido separada há mais de 30 anos. A história foi contada no livro, que também se tornou filme, Across Time and Death (“Minha Vida em Outra Vida”, na versão portuguesa), que traz detalhes capazes de deixar curiosos até os mais céticos.
 
Jenny Cockell hoje não tem dúvidas: ela é a reencarnação do espírito de Mary Sutton, uma irlandesa que morreu 21 anos antes de seu nascimento. Mãe de dez filhos, dois deles mortos ao nascer, Mary teve uma vida difícil ao lado de um marido agressivo, chegando a passar fome. Ao dar à luz a uma menina, em 1932, ela não aguentou e faleceu. Sua morte e a personalidade distante do marido fez com que a família se separasse: duas das meninas foram enviadas a um convento, enquanto que quatro crianças foram alojadas em um orfanato e os dois garotos mais velhos permaneceram com o pai.
 
Ao dar importância às curiosas memórias, deja vus e sentimentos que tinha, Jenny Cockell deu início a uma intensa jornada em busca de sua vida passada. Na Irlanda, na cidade de Malahide, conforme ditaram seus sonhos, Jenny conseguiu encontrar um fazendeiro que se lembrava de uma família semelhante a que a inglesa descrevia. Após buscar no histórico de orfanatos da região e colocar anúncios nos jornais, ela conseguiu encontrar um dos filhos – que tinham idade para ser pais de Jenny. Os primeiros contatos não foram exatamente amistosos – ou você receberia de braços abertos alguém que jura ser a reencarnação da sua mãe? –, mas o desfecho é no mínimo incrível.
 
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Após estabelecer contato com alguns dos filhos de Mary e ter sido acompanhada nessa aventura por especialistas do espiritismo e da paranormalidade, Jenny conseguiu não só chocar o mundo com provas bastante críveis de que fora Mary, por meio de memórias incríveis e detalhadas sobre a vida dos filhos, como sua busca acabou por reunir os irmãos. A filha mais nova, Elizabeth, havia sido entregue pelo pai aos tios, com quem cresceu sem saber da existência dos demais irmãos, apesar de morar a menos de 1 km de um deles.
 
Grande parte das minhas memórias vinha em fragmentos isolados e, às vezes, tinha dificuldade de dar um sentido a elas. Mas outras partes eram bastante completas e repletas de detalhes. Era como um quebra-cabeça com certas peças apagadas, outras fora de lugar e algumas bem nítidas e fáceis de encaixar. Os filhos ocupavam a maior parte das minhas memórias, assim como o chalé e sua localização. Outros locais e pessoas não eram tão nítidos para mim”, afirma Jenny em um trecho de seu livro.
 
Confira um trecho do filme e se surpreenda:
 
 
 
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Todas as fotos © Jenny Cockell

 
 
Fonte:http://www.hypeness.com.br/2014/11/
http://aumagic.blogspot.pt/
 
 
Minha Vida na Outra Vida
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=8VFpb4zv7MY

terça-feira, 25 de novembro de 2014

UMA FRASE DO DALAI LAMA PARA NÓS RECITARMOS TODAS AS MANHÃS

“Toda manhã, pense quando você acorda:
  Eu estou vivo,
  Eu tenho uma preciosa vida humana,
  Eu não vou desperdiçá-la.
  Eu vou usar todas as minhas energias para me desenvolver,
  Para expandir o meu coração para os outros,
  Para alcançar a iluminação para o benefício de todos os seres.
  Eu não vou ficar com raiva, Ou pensar mal de outros.
  Vou beneficiar os outros, tanto quanto eu posso.”

   Dalai Lama.

“Se estamos conscientes disso ou não, todas as nossas ações começam com uma motivação.Seja indo para a geladeira para pegar um lanche ou tomar a decisão de vender tudo e construir um centro de retiro de yoga na Islândia, sempre temos algum tipo de objetivo em mente. Na maioria das vezes os nossos objetivos são bastante auto-cenrados. Queremos felicidade para nós mesmos. Queremos conforto e segurança. Embora não haja nada de errado com a procura de nossa própria felicidade, também é bom expandir nossas motivações para incluir outros. Tente recitar esta aspiração simples todas as manhãs por um mês e ver como ele muda sua atitude, sua visão de mundo e seu senso geral de bem-estar."


A DISCIPLINA MENTAL, trecho do livro ”A arte da Felicidade”.

Enquanto ele falava, descobri algo muito interessante na abordagem do Dalai-Lama para alcançar a felicidade. Ela era absolutamente prática e racional: identificar e cultivar estados mentais positivos; identificar e eliminar estados mentais negativos. Embora sua sugestão de começar pela análise sistemática da variedade dos estados mentais que experimentamos me parecesse de início um pouco árida, aos poucos fui me encantando com a força da sua lógica e raciocínio. E gostei do fato de que, em vez de classificar os estados mentais, as emoções ou desejos com base em algum julgamento moral imposto de fora, como “a cobiça é um pecado” ou “o ódio é condenável”, ele distingue as emoções como positivas ou negativas atendo-se apenas ao fato de elas acabarem levando ou não à felicidade.
 
— Se a felicidade é uma simples questão de cultivar mais estados mentais positivos, como a generosidade entre outros, por que tanta gente é infeliz? — perguntei-lhe ao retomar nossa conversa na tarde do dia seguinte.
 
— Alcançar a verdadeira felicidade pode exigir que efetuemos uma transformação na nossa perspectiva, nosso modo de pensar, e isso não é nada simples — respondeu ele. — É necessária a aplicação de muitos fatores diferentes provenientes de direções diferentes. Não se deveria ter a idéia, por exemplo, de que há apenas uma solução, um segredo; e de que, se a pessoa conseguir acertar qual é, tudo dará certo. É semelhante a cuidar direito do corpo físico. Precisa-se de uma variedade de vitaminas e nutrientes, não apenas de um ou dois. Da mesma forma, para alcançar a felicidade, precisa-se de uma variedade de abordagens e métodos para lidar com os vários e complexos estados mentais negativos, e para superá-los. E se a pessoa está procurando superar certos modos negativos de pensar, não é possível conseguir isso apenas com a adoção de um pensamento específico ou a prática de uma técnica uma vez ou duas. A mudança demora.
 
Mesmo a mudança física leva tempo. Por exemplo, se a pessoa está mudando de um clima para outro, o corpo precisa de tempo para se adaptar ao novo ambiente. E, da mesma forma, transformar a mente leva tempo. São muitos os traços mentais negativos, e é necessário lidar com cada um deles e neutralizá-los. Isso não é fácil. Exige a repetida aplicação de várias técnicas e a dedicação de tempo para a familiarização com as práticas. É um processo de aprendizado.
 
 
“Creio, porém, que à medida que o tempo vai passando, podemos realizar mudanças positivas. Todos os dias, ao acordar, podemos desenvolver uma motivação positiva sincera, pensando, ‘Vou utilizar este dia de um modo mais positivo. Eu não deveria desperdiçar justamente este dia.’ E depois, à noite, antes de nos deitarmos, poderíamos verificar o que fizemos, com a pergunta ‘Será que utilizei este dia como planejava?’ Se tudo correu de acordo com o planejado, isso é motivo para júbilo. Se não deu certo, deveríamos lamentar o que fizemos e passar a uma crítica do dia. Assim, através de métodos como esses, é possível aos poucos fortalecer os aspectos positivos da mente.
 
 
“Agora, no meu caso como monge budista, por exemplo, acredito no budismo e através da minha própria experiência sei que essas práticas budistas me são muito úteis. Contudo, em decorrência do hábito, ao longo de muitas vida, certos aspectos podem brotar, como a raiva ou o apego. E nesse caso o que eu faço é o seguinte: em primeiro lugar, o aprendizado do valor positivo das práticas; em segundo, o fortalecimento da determinação; e, finalmente, a tentativa de implementar as práticas. No início, a implementação das práticas positivas é muito fraca. Com isso, as influências negativas ainda detêm grande poder. Porém, com o tempo, à medida que vamos gradativamente implantando as práticas positivas, os comportamentos negativos se reduzem automaticamente. Portanto, a prática do Dharma é de fato uma constante batalha interior, que substitui o antigo condicionamento ou hábito negativo por um novo condicionamento positivo.”
 
 
E prosseguiu.
 
 
— Não importa qual seja a atividade ou a prática, a que queiramos nos dedicar, não há nada que não se tome mais fácil com o treinamento e a familiaridade constantes. Por meio do treinamento, podemos mudar, podemos nos; transformar. Dentro da prática budista, há vários métodos voltados para o esforço de manter a mente calma quando acontece algo de perturbador.
 
 
Através da prática repetida desses métodos, podemos chegar ao ponto em que alguma perturbação possa ocorrer, mas os efeitos negativos exercidos sobre nossa mente permanecem na superfície, como ondas que podem agitar a superfície do oceano mas que ,tão têm grande impacto nas profundezas. E, embora minha experiência possa ser muito limitada, descobri a confirmação disso na minha própria prática. Portanto, se recebo alguma notícia trágica, naquele momento posso experimentar alguma perturbação na minha mente, mas ela desaparece muito depressa. Ou ainda, posso me irritar e gerar alguma raiva; mas, da mesma forma, ela se dissipa com rapidez. Não há nenhum efeito nas profundezas da mente. Nenhum ódio. Esse ponto foi alcançado através do exercício gradual. Não aconteceu da noite para o dia.
 
 
Claro que não. O Dalai-Lama vem se dedicando ao treinamento da mente desde os quatro anos de idade.
 
O treinamento sistemático da mente — o cultivo da felicidade, agenuína transformação interior através da seleção deliberada de estados mentais positivos, seguida da concentração neles, além do questionamento dos estados mentais negativos — é possível graças à própria estrutura e função do cérebro. Nascem os com cérebros que já vêm equipados geneticamente com certos padrões de comportamentos instintivos. somes predispostos mental, emocional e fisicamente para reagir ao ambiente com atitudes que permitam nossa sobrevivência. Esses sistemas básicos de instruções estão codificados em inúmeros modelos inatos de ativação de células nervosas, combinações específicas de células do cérebro que atuam em resposta a algum dado acontecimento, experiência ou pensamento. No entanto, a configuração dos nossos cérebros não é estática, não é irrevogavelmente fixa. Nossos cérebros também são adaptáveis. Neurocientistas documentaram o fato de que o cérebro pode projetar novos modelos, novas combinações de células nervosas e de neurotransmissores (substâncias químicas que transmitem mensagens entre as células nervosas) em resposta a novos estímulos. Na realidade, nosso cérebro é maleável e sempre está mudando, reconfigurando seus circuitos de acordo com novos pensamentos e experiências. E, em decorrência do aprendizado, a função dos próprios neurônios individuais muda, o que permite que os sinais elétricos transitem por eles com maior rapidez. Os cientistas chamam de “plasticidade” a capacidade de mudar inerente ao cérebro.
 
 
Essa capacidade de redefinir a configuração do cérebro, de desenvolver novas conexões neurais, foi demonstrada em experiências como, por exemplo, uma realizada pelos drs. Avi Karni e Leslie Underleider nos National Institutes of Mental Health. Nessa experiência, os pesquisadores fizeram com que os objetos desempenhassem uma tarefa simples de coordenação motora, um exercício de batucar com os dedos, e identificaram por meio de um exame de ressonância magnética quais as partes do cérebro envolvidas na tarefa. Os objetos da pesquisa passaram então a praticar o exercício dos dedos todos os dias ao longo de quatro semanas, tornando-se pouco a pouco mais eficientes e rápidos. Ao final do período de quatro semanas, foi repetido o exame do cérebro, e ele revelou que a área do cérebro envolvida na tarefa havia expandido. Isso indicou que a prática regular e a repetição da tarefa haviam recrutado novas células nervosas e haviam mudado as conexões neurais que originalmente estavam envolvidas na tarefa.

Essa notável característica do cérebro parece ser o embasamento fisiológico para a possibilidade de transformação da nossa mente. Com a mobilização dos nossos pensamentos e a prática de novos modos de pensar, podemos remodelar nossas células cerebrais e alterar o modo de funcionar do nosso cérebro. Ela é também a base para a idéia de que a transformação interior começa com o aprendizado (novos estímulos) e envolve a disciplina de substituir gradativamente nosso “condicionamento negativo” (correspondente aos nossos padrões atuais característicos de ativação de células nervosas) por um “condicionamento positivo” (com a formação de novos circuitos neurais). Assim, a idéia de treinar a mente para a felicidade passa a ser uma possibilidade real.

Fonte:http://www.budavirtual.com.br/uma-frase-dalai-lama-para-nos-recitar...

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