Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
sábado, 25 de abril de 2015
DIFERENÇAS ENTRE UMBANDA E CANDOMBLÉ !!!!!!
Religião: Umbanda x Candomblé
Estamos em pleno período de afirmação doutrinária da Umbanda. Uma
fase como esta não pode se restringir a negar conceitos. Sabemos que na fase de
expansão as grandes discussões da Umbanda se prendiam à sua origem (Vedas,
Atlantis, Sumérios?) ou da origem do próprio vocábulo (védico, sânscrito,
celta?); essas buscas tinham o sentido de afirmar a Umbanda não como uma
religião brasileira, mas, sim, como uma religião antiga, que voltava até nós, e
por esse fato mais confiável. Até no próprio Candomblé buscava-se fundamentos
para "fazer a Umbanda mais forte". No entanto, o período de afirmação
doutrinária iniciou-se, como vimos, com o abandono de todas essas especulações
e firmou-se naquilo cuja evidência era irrefutável e estava bem à mão: a origem
brasileira da Umbanda. Hoje, portanto, para que sejamos consistentes com esse
início, não devemos ficar em afirmações áridas ou em buscas desnecessárias.
A base filosófico - religiosa da Umbanda é, sem nenhuma dúvida aquela
pregada por Cristo. Antes de Jesus Cristo, os Manuscritos do Mar Morto trouxeram
isso à tona apesar da oposição dos Judeus e da Igreja Católica Apostólica
Romana, comprovam que antes de Jesus Cristo, num período entre 500 e 200 anos
a.C., vários líderes religiosos já apresentavam as bases daquilo que
posteriormente veio a configurar a religião cristã.
Dentre eles, figura o então
chamado Mestre da Retidão, líder essênio, cujas orientações religiosas já
adiantavam quase tudo o que Jesus viria a dizer. Se isso é verdade, porque razão
Cristo foi quem marcou nosso mundo? Exatamente por sua missão Crística. E esta
missão foi tão forte, tão inconteste, que a filosofia pregada por Cristo, do
amor entre todos e de nossa filiação direta a Deus, além de marcar uma Era,
marcou o calendário e se espalhou por todos os cantos do mundo. Do extremo
oriente ao ocidente, Cristo é hoje reconhecido como aquele que veio trazer a
mensagem do Pai.
Assim, a Umbanda não deve temer o assumir Jesus Cristo como seu maior
orientador. Se buscarmos em alguns pensadores cristãos suas bases
filosófico-religiosas veremos o quanto elas são compatíveis com a Umbanda,
inclusive no que concerne à definição dada pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas,
ou seja, "A manifestação do Espírito para a prática da caridade".
Ao
analisarmos com cuidado esses escritores, religiosos ou laicos, veremos ainda o
quanto foi deturpada a mensagem que nos foi trazida por Jesus Cristo pelas
Igrejas que hoje se apresentam como exclusivas representantes de Cristo.
A esse
argumento, somam-se outros de caráter filosófico e histórico. O Caboclo das Sete
Encruzilhadas sempre afirmou a presença na Umbanda da filosofia cristã; sempre
utilizou-se do Evangelho como apoio de suas pregações; enquanto o seu médium
esteve vivo manteve a Umbanda dentro de seus princípios incruentos.
Já vimos em
item anterior, algumas das razões pelas quais a Umbanda foi tão desfigurada. Por
isso, o período de afirmação doutrinária, deverá preocupar-se pelo menos com
três linhas de pensamento e atuação:
Primeira, é a afirmação dos princípios cristãos da Umbanda;
A segunda, é um processo de afirmação do seu rito, depurado de todos atos que por
essa mistura indesejada vieram a descaracterizar a Umbanda, cabendo ressaltar
que o que a obra de Omolubá já nos trouxe em relação a essa parte da tarefa
significa, sem nenhuma dúvida o maior passo já dado pela nossa Religião neste
sentido;
A terceira, é a manutenção do seu ritual de formação sacerdotal,
visando ordenar sacerdotes que se comprometam com as duas primeiras vertentes.
No tocante à primeira, cabe executar um trabalho de avaliação dos
inúmeros livros com base na filosofia cristã para, após uma acurada avaliação,
termos assentadas as bases cristãs da Umbanda. Aproveito para deixar aqui,alguns princípios que acreditamos devam ser revistos.
Não se pode aceitar as interpretações que foram feitas de Cristo e
que conduzem a:
um Deus vingativo e punitivo;
inexistência da comunicação com as almas;
o carma como punição divina;
a inexistência da reencarnação.
Alguns outros princípios devem ser discutidos e ampliados:
A autodeterminação (existência de "dois momentos" onde o ser humano faz opções
fundamentais a respeito de sua nova existência na Terra) ; nossa ação como
nossos próprios juízes, após nossa morte física; qual o caminho de evolução
que a Umbanda aceita (centelha divina, aperfeiçoamento até o nível de Devas?); o que significa para a Umbanda o "Amai a Deus sobre todas as coisas e ao
próximo como a ti mesmo"? dentro daquilo que pregava Cristo, e por
conseqüência da Umbanda, qual e onde está a visão holística do Homem.
Estas e outras questões devem ser buscadas tanto nos livros já
existentes como, se nos for consentido, através de comunicações do Astral.
Sabemos o quanto foi deturpada a pregação do Cristo; sabemos também o quanto o
poder temporal superou a pregação da doutrina que nos foi trazida por Cristo,
quando da formação da Igreja Católica: sabemos ainda quantas "reformas" foram
feitas nos Evangelhos em nome do fortalecimento desta mesma Igreja; sabemos
ainda o quanto o Evangelho segundo o Espiritismo traz no seu bojo a influência
da comunicação de Almas que tiveram sua formação dentro do catolicismo; sabemos
enfim que será muito difícil esse processo de separação daquilo que foi
verdadeiramente trazido por Cristo, do joio do trigo.
Mas temos certeza que a
Umbanda, sem nenhuma dúvida a religião que menos se amarra a dogmas, terá a
ajuda de seus guias e a sua doutrinas aparecerá, limpa, transparente,
libertadora e, por fim, se afirmará doutrinariamente
Diferenças Entre A Religião De Umbanda E A Religião De Candomblé
O objetivo deste texto é, de maneira simples e direta, demonstrar as
diferenças existentes entre a Religião de Umbanda e a Religião de Candomblé.
Umbanda e Candomblé são religiões extremamente distintas. Claro,
possuem alguns elementos em comum, como por exemplo a devoção aos Orixás, o uso
de miçangas e atabaques. Entretanto, as diferenças são muito maiores do que as
semelhanças.
Ressalta-se, porém, que essas diferenças não impedem o respeito que
devemos ter com nossos irmãos Candomblecistas, assim como devemos respeitar as
demais religiões. E começamos a respeita-los quando não usamos de seus elementos
sem fundamento, sem conhecimento e sem preparo.
Infelizmente vemos por aí pessoas que, por ignorância, acabam
colocando as duas religiões em um mesmo panelão, desvirtuando, ao mesmo tempo,
as duas crenças.
Umbanda e Candomblé comparam-se ao Cristianismo e o Islamismo.
Possuem fundamentos, ritos, visões, interpretações completamente diferentes.
É
impossível imaginar um Imam (sacerdote muçulmano) realizando um batismo em nome
de Jesus Cristo. Ou, ao revés, um padre católico reverenciando Maomé. O mesmo se
dá entre essas duas religiões afro-brasileiras.
Não se imagina um Pai de Santo da Umbanda fazendo raspagem e bori,
dando iniciação no Candomblé a uma pessoa ou dando-lhe o título de Babalorixá.
Assim como é inimaginável (apesar de existir casos, infelizmente), a realização
de rituais de Candomblé com entidades de Umbanda no comando, para uma suposta
iniciação na Umbanda.
Tais práticas são ultrajantes às duas religiões. As duas possuem seus
próprios fundamentos e ritos, não havendo qualquer necessidade de serem
mescladas.
As diferenças entre essas duas Religiões começam em sua base.
A Umbanda é uma religião brasileira, nascida em 1908, por meio do
Médium Zélio Fernandino de Moraes e de seu guia, o Caboclo das 7 Encruzilhadas.
É uma religião que, rompeu com o Espiritismo, apesar de trazer ainda consigo
alguns de seus elementos, e absorveu também elementos das crenças indígenas,
católicas e africanas.
O Candomblé, (apesar da forma com que conhecemos exista apenas no
Brasil), é oriundo da junção das nações trazidas da África pelos escravos. Ou
seja, tratam-se de cultos Africanos, dedicados aos Orixás, Nkises e Voduns
(Ketu, Angola e Jeje). Dessa maneira, as cantigas, os rituais, as rezas e
oferendas, são as mesmas utilizadas pelos ancestrais africanos outrora.
A Umbanda trabalha com espíritos, os quais são chamados de guias. São
entidades que trabalham na energia do Orixá. São falanges de Caboclos,
Pretos-Velhos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Ciganos, Marinheiros, Exus e
Pombogiras. São essas as entidades que comandam a gira, que realizam os amacis,
batismo, cruzamentos, etc.
Além disso, tais entidades, dão passes, realizam curas, descarregos,
falam e se utilizam de elementos como o fumo e o álcool.
No Candomblé não existe a manifestação de espíritos. Nessa Religião,
os espíritos são chamados de Eguns, e são excluídos das chamadas rodas. (existem
algumas casas que possuem o fundamento de Baba Egungun, ritual onde se manifesta
os ancestrais). Todavia, o que se manifestas nas sessões de Candomblé são as
energias dos Orixás.
Tais energias fazem com que o iniciado, chamado de Iyaô entre em
transe. Todavia, esse transe é bem diferente da chamada incorporação existente
na Umbanda. Além disso, o iniciado quando manifestado pelo Orixá apenas dança
seu ritmo. Não fala, não fuma, não bebe, não dá consultas, etc. Apenas chega,
reverencia seus Babas e dança suas cantigas, nada mais.
Na Umbanda, os toques de atabaque são realizados com as mãos e são
acompanhados por cantos em português.
Ora, se nossas entidades falam o português, porque iremos chamá-las
em outras línguas? Seria no mínimo, uma falta de respeito! O ponto cantado, nada
mais é que uma oração cantada, devendo ser cantado com todo o respeito, sabendo
o por que de cada palavra. São cantos de chamada, de reverência, de trabalho e
de subida.
No Candomblé, os toques variam de acordo com a nação.
Se for Ketu, os
toques serão entoados com toques de varetas (Aguidavi), acompanhados por
cantigas no dialeto Yorubá, língua daquelas divindades. Na nação Angola, o toque
é realizado com as mãos, acompanhada por cantigas no dialeto Bantu. Na nação
Jeje, os toques também são realizados com as mãos, e as cantigas são feitas em
um de seus dialetos (Axantis, Gans, Agonis, Popós, Crus, etc.). São cantigas que
fazem referencias aos itans, ou seja, lendas sobre os Orixás, Nkises e
Voduns.
A Umbanda trabalha com 9 Orixás, os quais estão distribuídos na
chamada 7 Linhas de Umbanda. São eles: Oxalá,
Ogum, Oxossi, Xangô, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nana Burukê e Obaluaê/Omulú. Vale lembrar que na Umbanda não existe incorporação de Orixás, mas sim, de espíritos e falangeiros que trabalham na sua energia.
Ogum, Oxossi, Xangô, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nana Burukê e Obaluaê/Omulú. Vale lembrar que na Umbanda não existe incorporação de Orixás, mas sim, de espíritos e falangeiros que trabalham na sua energia.
O Candomblé Ketu, reverencia no mínimo 16 Orixás, chegando alguns há
21 e até 72 Orixás. Na nação Jeje e na Angola, os Voduns e Nkises também passam
de 20.
O Candomblé Ketu trabalha com as chamadas qualidades de Orixás, como
por exemplo, Oxalá que possui as qualidades de Oxalufã (velho) e Oxaguiã
(moço).
A Umbanda não possui qualidades de Orixás.
O Candomblé possui suas cores e interpretações para os Orixás.
A
Umbanda possui outras cores e interpretações.
O sacerdote de Umbanda é chamado de Pai de Santo, Pai de Terreiro,
Cacique, ou simplesmente Dirigente.
O sacerdote de Candomblé é chamado de Babalorixá, alguns possuem o
título de Babalaô. As mulheres são chamadas de Yalorixá. Só podem utilizar esses
títulos quem de fato teve iniciação no Candomblé e passou pelas raspagens, boris,
etc.
Essas são apenas algumas das diferenças.
Como se pode perceber, as
duas possuem uma estrutura, organização e rituais completamente distintos.
Por
isso nós, Umbandistas, devemos zelar pela pureza de nossa fé, evitando a
introdução de elementos que não condizem com nossa religião.
Assim também, os
Candomblecistas, devem pregar a pureza de seu culto, evitando a mesclagem
indevida e o desvirtuamento do culto milenar.
Para reforçar ainda mais as diferenças existentes entre essas duas
religiões, o Blog realizou uma entrevista com
Babalorixá Rafael
dOxalufã.
segue no próximo estudo
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei" Allan Kardec.
ACREDITE EM SEU PODER !!!!!!!
NÃO HAVERÁ IMPOSSÍVEIS SE
ACREDITARMOS NAS POSSIBILIDADES
Vinícius Francis
24.04.2015
Quando visualizamos os horizontes da realidade sem saídas, ou soluções, precisamos nos convidar a ir pra dentro de nós e aprofundar nossas raízes interiores. Porque todo olhar negativo externo se iniciou através de uma distorção da verdade interna, a de que podemos tudo. E só olhamos com descrença, desespero e pequenez qualquer situação do lado de fora quando abandonamos essa certeza do lado de dentro.
Então, nesse momento, é preciso mergulhar profundamente em nós e buscar a nossa fé em nosso Eu maior que parece ter se perdido. E os momentos em que nos perdemos sempre são oportunidades de nos reencontrarmos com mais amor e motivação, porque somos tudo o que precisamos para seguir adiante.
Sem nossa força estamos vazios e desolados, mas quando caminhamos do nosso lado e nos revestimos de todo o Bem que precisamos, todas, eu disse todas as forças do Universo se voltam a nosso favor. Mas é preciso que não nos abandonemos jamais.
E se você se sente assim hoje, um pouco perdido de si mesmo, volte seus olhos pra si. Se abrace, se envolva, se encoraje, se motive, se ame. Você vale a pena, a sua vida vale a pena, os seus sonhos valem a pena. E por mais que pareçam improváveis ou impossíveis eu quero que você saiba que para cada um deles a resposta de Deus já foi dada, e é "Sim".
Agora, só falta você dar o seu "Sim", se levantar e caminhar até a mesa do Criador, onde ele te espera para cear o banquete dos vencedores. Porque não haverá impossíveis se acreditarmos nas possibilidades.
O impossível se torna possível e nos visita quando não abandonamos a nossa certeza. E às vezes, tudo o que precisamos é que alguém venha e nos lembre disso, não é? Então, eu resolvi te lembrar para que suas forças sejam renovadas no Bem e seu coração se preencha com a motivação necessária para erguer a cabeça e caminhar rumo a uma vida de realizações.
E realização começa quando nos damos o privilégio e a graça da convicção. E por mais que ventos assoprem e a tempestade pareça forte e disposta a derrubar a nossa casa, precisamos lembrar que na rocha a alicerçamos, conforme ensinou Jesus.
E, quando estamos fundamentados nisso, por mais violentas que sejam essas tempestades e ventos, nós permaneceremos. O Bem sustenta os que nele confiam. O Bem encoraja os que se dão coragem. O Bem ajuda os que se ajudam. E se ajudar é estar do seu lado, é se abraçar em momentos de fraqueza e dizer a si mesmo que tudo vai ficar bem, que tudo vai se resolver da melhor forma porque para o melhor você nasceu.
Respire fundo, interiorize-se e busque pelo alívio do seu Cristo interno. Jesus disse: Vinde a mim todos os vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. O mestre disse isso na condição de representar o Cristo, e com isso ele quis nos mostrar que quando corremos para os braços do Cristo que vive em nós somos fortalecidos, consolados, renovadas na força suprema do Criador que depositou a porção do melhor em cada um de nós.
E muitas vezes, nada como uma tempestade para nos lembrar da força que habita em nosso interior, não é?
Então, muita calma nesse momento. Essa forte chuva não vai te derrubar, antes, ela vai varrer com seus fortes ventos o velho cenário para que o novo seja construído por você. Por mais desmotivado que você possa estar nesse dia, eu quero te convidar a render o seu ego, a sua ignorância em não compreender os fatos que te envolvem.
Renda-se na pequenez do eu menor para que o seu Eu superior resplandeça em seu ser e te revista de tudo o que você precisa. Não é porque não entendemos certos fatos que eles não têm seu fundamento e funcionalidade no arranjo da evolução.
E não precisamos entender, apenas confiar, apenas entregar o nosso cuidado à vida, ao nosso espírito, certo de que o caminho onde trilhamos é construído pela excelência da divindade em nós. Não como um destino imposto, mas como um mapa desenhado pelo nosso espírito e entregue ao nosso eu menor quando nascemos.
E se seguirmos esse mapa realizaremos os nossos sonhos e alcançaremos o êxito. Porque fomos nós que escolhemos os tesouros almejados desta vida. E se escolhemos é porque sabíamos que seríamos capazes de conquistar todos eles. E isso, claro, aliados à força do Criador em nós, conectados, fortes, certos de que somos um em Deus.
E nessa Unidade, a vida dele através de nós abrirá nossos caminhos e nos fará experimentar o melhor em todos os níveis. Basta crer e depositar nesse poder a nossa confiança, incondicionalmente e sem reservas.
Seja Feliz!
Por favor, respeite os créditos ao compartilharhttp://stelalecocq.blogspot.com/2015/04/nao-havera-impossiveis-se-acreditarmos.html
Fonte: Os Filhos da Alva
ACREDITARMOS NAS POSSIBILIDADES
Vinícius Francis
24.04.2015
Quando visualizamos os horizontes da realidade sem saídas, ou soluções, precisamos nos convidar a ir pra dentro de nós e aprofundar nossas raízes interiores. Porque todo olhar negativo externo se iniciou através de uma distorção da verdade interna, a de que podemos tudo. E só olhamos com descrença, desespero e pequenez qualquer situação do lado de fora quando abandonamos essa certeza do lado de dentro.
Então, nesse momento, é preciso mergulhar profundamente em nós e buscar a nossa fé em nosso Eu maior que parece ter se perdido. E os momentos em que nos perdemos sempre são oportunidades de nos reencontrarmos com mais amor e motivação, porque somos tudo o que precisamos para seguir adiante.
Sem nossa força estamos vazios e desolados, mas quando caminhamos do nosso lado e nos revestimos de todo o Bem que precisamos, todas, eu disse todas as forças do Universo se voltam a nosso favor. Mas é preciso que não nos abandonemos jamais.
E se você se sente assim hoje, um pouco perdido de si mesmo, volte seus olhos pra si. Se abrace, se envolva, se encoraje, se motive, se ame. Você vale a pena, a sua vida vale a pena, os seus sonhos valem a pena. E por mais que pareçam improváveis ou impossíveis eu quero que você saiba que para cada um deles a resposta de Deus já foi dada, e é "Sim".
Agora, só falta você dar o seu "Sim", se levantar e caminhar até a mesa do Criador, onde ele te espera para cear o banquete dos vencedores. Porque não haverá impossíveis se acreditarmos nas possibilidades.
O impossível se torna possível e nos visita quando não abandonamos a nossa certeza. E às vezes, tudo o que precisamos é que alguém venha e nos lembre disso, não é? Então, eu resolvi te lembrar para que suas forças sejam renovadas no Bem e seu coração se preencha com a motivação necessária para erguer a cabeça e caminhar rumo a uma vida de realizações.
E realização começa quando nos damos o privilégio e a graça da convicção. E por mais que ventos assoprem e a tempestade pareça forte e disposta a derrubar a nossa casa, precisamos lembrar que na rocha a alicerçamos, conforme ensinou Jesus.
E, quando estamos fundamentados nisso, por mais violentas que sejam essas tempestades e ventos, nós permaneceremos. O Bem sustenta os que nele confiam. O Bem encoraja os que se dão coragem. O Bem ajuda os que se ajudam. E se ajudar é estar do seu lado, é se abraçar em momentos de fraqueza e dizer a si mesmo que tudo vai ficar bem, que tudo vai se resolver da melhor forma porque para o melhor você nasceu.
Respire fundo, interiorize-se e busque pelo alívio do seu Cristo interno. Jesus disse: Vinde a mim todos os vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. O mestre disse isso na condição de representar o Cristo, e com isso ele quis nos mostrar que quando corremos para os braços do Cristo que vive em nós somos fortalecidos, consolados, renovadas na força suprema do Criador que depositou a porção do melhor em cada um de nós.
E muitas vezes, nada como uma tempestade para nos lembrar da força que habita em nosso interior, não é?
Então, muita calma nesse momento. Essa forte chuva não vai te derrubar, antes, ela vai varrer com seus fortes ventos o velho cenário para que o novo seja construído por você. Por mais desmotivado que você possa estar nesse dia, eu quero te convidar a render o seu ego, a sua ignorância em não compreender os fatos que te envolvem.
Renda-se na pequenez do eu menor para que o seu Eu superior resplandeça em seu ser e te revista de tudo o que você precisa. Não é porque não entendemos certos fatos que eles não têm seu fundamento e funcionalidade no arranjo da evolução.
E não precisamos entender, apenas confiar, apenas entregar o nosso cuidado à vida, ao nosso espírito, certo de que o caminho onde trilhamos é construído pela excelência da divindade em nós. Não como um destino imposto, mas como um mapa desenhado pelo nosso espírito e entregue ao nosso eu menor quando nascemos.
E se seguirmos esse mapa realizaremos os nossos sonhos e alcançaremos o êxito. Porque fomos nós que escolhemos os tesouros almejados desta vida. E se escolhemos é porque sabíamos que seríamos capazes de conquistar todos eles. E isso, claro, aliados à força do Criador em nós, conectados, fortes, certos de que somos um em Deus.
E nessa Unidade, a vida dele através de nós abrirá nossos caminhos e nos fará experimentar o melhor em todos os níveis. Basta crer e depositar nesse poder a nossa confiança, incondicionalmente e sem reservas.
Seja Feliz!
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Fonte: Os Filhos da Alva
sexta-feira, 24 de abril de 2015
SER UM SACERDOTE DE UMBANDA.
SER UM SACERDOTE DE UMBANDA.: Um sacerdote de Umbanda deve ser um bom conselheiro e orientador espiritual. Deve ser um líder na sua comunidade. Deve ser alguém que...
A Umbanda
Irmão!...
Irmão!...
Medita demoradamente sobre a tua condição de ente humano, e procura conhecer a razão de ser dos teus inúmeros sofrimentos. Acompanha a evolução da mais perfeita ideologia religiosa, que é a Umbanda, e verás que os teus temores se dissiparão.
Quando tomares conhecimento do mundo
espiritual, os bondosos Orixás te mostrarão a sublimidade das Leis Divinas,
dando-te forças para suportares, com a resignação dos fortes , os mais atrozes
padecimentos morais, materiais e espirituais.
Vem... A Umbanda redentora e amiga te espera!... - (FONTENELLE, 1953, p. 9).
Jesus e Oxalá na terra de Yurupari
No fundo são misturas. Misturam-se as almas nas coisas; misturam-se as coisas nas almas. Misturam-se as vidas, e é assim que as pessoas e as coisas misturadas saem cada qual de sua esfera e se misturam: o que é precisamente - o contrato e a troca (MAUSS, 1974, p. 71).
Vem... A Umbanda redentora e amiga te espera!... - (FONTENELLE, 1953, p. 9).
Jesus e Oxalá na terra de Yurupari
No fundo são misturas. Misturam-se as almas nas coisas; misturam-se as coisas nas almas. Misturam-se as vidas, e é assim que as pessoas e as coisas misturadas saem cada qual de sua esfera e se misturam: o que é precisamente - o contrato e a troca (MAUSS, 1974, p. 71).
O Alabê De Jerusalém - A Ópera
Sim, leitor. Uma ópera.
Uma ópera completa, linda e que conta uma história envolvente, passada a dois mil anos atrás.
Alabê de Jerusalém foi encenada poucas vezes no Brasil. Mesmo reunindo nomes de peso da MPB, como Elba Ramalho, Fafá de Belém, Alcione, Lenine, Bibi Ferreira, Jorge Aragão e Ivan Lins, entre outros, Altay não consegue patrocínio para levá-la novamente a público.
Fafá de Belém disse que se Altay tivesse nascido norte-americano, sua ópera seria um dos maiores sucessos da Broadway. E ele estaria rico, muito rico. Como não é o caso, Altay luta diariamente para conseguir o seu sustento e continua na batalha para levar de volta aos palcos a sua grande obra.
Mas, deve estar se perguntando o nobre leitor: o que uma ópera está fazendo num blog ambiental?
Respondo com um trechinho da ópera de Altay:
Ah, meu Deus! Assisto com muita tristeza a pena da aspereza dilacerando a beleza de uma linda sinfonia. A aguarrás de juizes, ciumentos inflexíveis, descolorindo as matizes de uma linda pintura, só porque não gostam da assinatura
E vai com uma bailarina, com a inocência de menina, dançando em volta do sol, a Grande Mãe Terra. Enquanto muitas nações, governos, religiões ensaiam a dança da guerra.
Na verdade a bola azul quase nunca foi amada; é sempre penalizada. Tem um trabalho enorme, dedicação e talento para preparar a mistura, juntar os seus elementos para dar forma às criaturas, e elas, depois de paridas, desconhecem a matriarca e dizem, mal agradecidas: que a carne é fraca.
Olha, eu vou dizer na minha simples observação: dia após dia, me perdoem a liberdade, mas religião de verdade, mais parecida com a que Jesus queria, talvez seja sentimento de ecologia. Para esse sentimento não tem fronteiras e só reza um mandamento: preservação das espécies com urgência, sem adiamento.
Hoje, ela pensa nas plantas, nos rios, no mar, nos bichos. Amanhã,
com certeza, com a mesma dedicação e capricho, pensará com muito cuidado nos
meninos abandonados.
Ah, se ela tivesse mais força para sustentar sua zanga, evitaria, com certeza a fome cruel de Ruanda. Ainda era uma menina, quando a impertinência sangrou, com a bola de fogo, a pobre Hiroshima. Mas ela cresce, se instala como uma prece no coração das crianças. Tenho muitas esperanças
Eu tenho toda a certeza que nosso planeta um dia, mesmo cansado, exausto, terá toda a garantia e guardado por uma geração vigia, nunca mais verá a espada fria no Holocausto.
Alabê é uma exaltação a conservação da natureza e uma tremenda lição de respeito a vida.
Só por sua riqueza cultural já merecia estar entre os
materiais didáticos distribuídos pelo MEC às escolas.
A sua mensagem ambiental,
importantíssima, só reforça o seu valor.
Mas como quase tudo que presta nesse país, é relegada ao esquecimento.
O Alabê De Jerusalém - A Historia
Ogundana é um andarilho africano que viveu há dois mil anos, contemporâneo de Jesus Cristo.
Ele sai da própria aldeia, em Ifé, Nigéria, aos doze anos e atravessa todo o Norte da África, a pé, poucas vezes em caravanas, até romper as fronteiras do continente e chegar a Roma. Busca conhecer o mundo e encontrar a si mesmo.
A passagem pela África ocupa o primeiro quarto do livro e foi o que mais me emocionou e interessou.
O tônus poético das cenas e cenários é de difícil tradução, resta destacá-los para que os sentidos de quem lê este texto possam se aproximar da magia de Ogundana, ao demonstrar, por exemplo, a necessidade de desenvolver fina sintonia com o Orixá de cada dia, como requisito para se tornar um Alabê, aquele que cuida da música nos cultos Iorubás.
Foi então, que na manhã seguinte, com realeza e requinte, na casa dos instrumentos, recebi dos sacerdotes a empunhadura do archote que ilumina os fundamentos, a orientação secreta pra ficar em sintonia com o Orixá de cada dia, pra receber a energia que cura, que alivia e neutraliza a magia fria dos maus momentos.
Assim, ao som dos tambores, Xangô desceu de Aruanda trazendo seus dois machados e os cruzou no meu peito, realizou os preceitos; e, então, já quase eleito um Alabê iniciado fui levado em cortejo até a beira do rio.
E ao som dos cânticos sagrados, recebi a grande honraria: ser portador de um colar, uma guia, que foi por Oxum batizada, pertencer à hierarquia dos que vivem em sintonia com o raio que Xangô envia rumo ao palácio das águas (p.18).
Madiba, primo e melhor amigo de Ogundana vai ao encontro dele, pois não o deixaria viajar sozinho rumo ao desconhecido que ele, Madiba, também queria alcançar. Ogundana o define como aquele que trazia consigo, além da força dos destemidos, a luz do sexto sentido que brilha nos olhos dos iniciados.
Embora fosse um menino, assim como ele, inocente, Madiba era um sábio, tinha a intuição dos magos, a lucidez dos videntes (p.29).
Mas Madiba adoece parte, e o momento de sua passagem é requintada reflexão de fé na existência do mundo espiritual e nas razões que a razão desconhece. A dor de Ogundana é dilacerante e a poesia gerada dessa dor nos ajuda a compreender e superar nossas dores causadas por perdas:
Conduzido pela dor, fui levado ao traiçoeiro reino da apatia.
Lá, sujeito às bruxarias silenciosas e à música furiosa daquele mundo sombrio, caí no mais denso e frio estado de melancolia. Não mais levantei os olhos para contemplar o firmamento; e, sem o sábio aconselhamento das estrelas, distante da luminosidade solar e do carinhoso olhar da lua cheia, cheguei a perder de vista o elo resplandecente da poderosa corrente que une os deuses da minha aldeia.
Era como um açoite, a escuridão da noite, toda vez que ela chegava. E eu sofria pesadelos, acordava assustado.
Ainda na inocência, confundia a luz da vidência com as trevas dos maus presságios(p.35).
Antes disso, a lucidez de Madiba diante da morte iminente, impressiona.
Ogundana, sinto muito, mas acho que chegou a hora. Minha razão, já está em silêncio, não encontrou nenhuma resposta, e já não faz nenhuma pergunta. Mas a tua, vai estar mais forte que nunca, depois da minha partida, pode deixá-lo de costas pra luz do seu espírito, e, te mergulhar em suas próprias sombras, arruinar sua vida. A razão quase sempre zomba da percepção da alma. Não aceite a hostilidade, segue em busca da verdade, confia nas divindades, que com o tempo, ela se acalma (p. 32 e 33).
Ainda em estado aflitivo, Ogundana prossegue a caminhada. Sonha com um rei altivo e carinhoso, senhor de belo reinado que lhe dá conselhos plenos de sabedoria: (...)
Todos nós estamos sujeitos a cair nas armadilhas da tristeza. Não percas a delicadeza, só ela traz a clareza quando a estrada é sombria, mantém-te em vigília. Às vezes parece que tarda a chegar o tempo das flores. Mas é que a natureza o guarda porque sabe que os pintores, os que fabricam as cores, moram em outras estações.
E por isso ela espera até que outros artistas procurem-na e felizes lhe digam:
Querida mãe natureza, já temos todos os matizes pra pintar sua primavera
(p.37).
Uma das mais belas partes do livro vem logo a seguir, um diálogo entre o rio Nilo e o deserto, feito por meio dos viajantes que trazem a um, notícias do outro.
Há também reflexões profundas sobre a vida e a paixão, uma
nos joga na estrada e a outra em algum lugar nos espera, e, finalmente, sobre a
difícil decisão de persistir no caminho, de atender ao chamado da vida: Hesitei,
não por me faltar coragem, mas o ritual de passagem de um mundo conhecido pra
outro tão longe de nossas raízes é um ato violento.
Correu por dentro de mim como um raio, quase me levou ao desmaio, uma assustadora sensação de saudade (...) Chorei. Não como uma criança, mas como um homem que tem esperança, um homem que acredita que a estrada ama os caminheiros, que crê ser do mundo um passageiro e que não deve descansar enquanto o corpo a alma puder levar ao encontro de novos companheiros (p.53).
Correu por dentro de mim como um raio, quase me levou ao desmaio, uma assustadora sensação de saudade (...) Chorei. Não como uma criança, mas como um homem que tem esperança, um homem que acredita que a estrada ama os caminheiros, que crê ser do mundo um passageiro e que não deve descansar enquanto o corpo a alma puder levar ao encontro de novos companheiros (p.53).
A partir daí, a poesia reinante se torna episódica.
Há mudanças no tom do texto, adota-se um coloquialismo excessivo que destoa da elaborada linguagem anterior.
O maior mérito dos
restantes três quartos do livro, a meu ver, é destacar a simultaneidade da
presença de Ogundana, um africano, ao período de vida de Jesus Cristo na
Galiléia. Ou seja, o autor mostra o intercruzamento de mundos que não eram
estanques, cujas fronteiras eram transpostas e ocorria o diálogo, mesmo que
entre estrangeiros, entenda-se, pessoas e culturas em permanente
estranhamento.
Ao final, uma grande surpresa, Ogundana não seria uma personagem de ficção? Teria existido? Seria hoje uma entidade espiritual, o Alabê de Jerusalém, que se comunica com os humanos ancorado em uma plêiade de pretos velhos resplandecentes?
Se assim for, pode ser desculpada uma ou outra incongruência temporal da obra, por exemplo, o fato de uma personagem que viveu há dois mil anos afirmar que não poderia deixar de adotar um determinado comportamento por conta de ideologia.
A palavra ideologia sequer existia naquela
época, é construção política do século XVIII.
Mas é também um bom impasse literário, ou foi problema de revisão, de falta de leitura crítica, ou solução de espírito atemporal que vive em múltiplas eras e incorpora distintas linguagens.
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.
terça-feira, 21 de abril de 2015
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