Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
domingo, 19 de julho de 2015
OBRAS DE ANDRÉ LUIZ CITAÇÕES POR TEMA 3
SÍNTESES DOS LIVROS
Nosso Lar
Focaliza Condições da vida além-túmulo a Terra como oficina sagrada.
Objetiva Comprovar a imortalidade do espírito e o relacionamento entre os dos planos.
Assuntos Zonas inferiores; lei de causa e efeito; remuneração (bônus-hora); culto familiar; música e alimentação do plano espiritual.
Dados Técnicos 50 capítulos Tópicos Chico Xavier 1944 1/16
Instrutores Clarêncio (ministro do Auxílio no Nosso Lar)
Tobias Lísias (enfermeiro)
Narcisa (enfermeira)
Os Mensageiros
Focaliza Experiências da vida comum dos servidores do Espiritismo.
Objetiva Mostrar a importância dos trabalhos para o autoaprimoramento.
Assuntos Culto doméstico, doutrinação calúnia, pavor da morte.
Dados Técnicos 51 capítulos Tópicos Chico 1944 2/16
Instrutores Aniceto e Vicente (médicos companheiros de André Luiz)
Missionários Da Luz
Focaliza Os segredos da Reencarnação.
Objetiva Mostrar que a morte física não é o fim.
Assuntos Perispírito moldando as células materiais; espíritos superiores orientando o processo Reencarnatório e aspectos da manifestação mediúnica.
Dados Técnicos 20 capítulos Tópicos Chico Xavier 1945 3/16
Instrutor Alexandre.
Obreiros Da Vida Eterna
Focaliza Trabalhos dos obreiros de Jesus na assistência Cristã em torno da Terra, lutando contra as Trevas e o sofrimento.
Objetiva Mostrar que a morte não modifica milagrosamente o homem, essa modificação é fruto do trabalho de si mesmo.
Assuntos Experiências dos espíritos na vida espiritual, com suas instituições, templos e lares.
Dados Técnicos 20 capítulos Tópicos Chico Xavier 1946 4/16
Instrutor Jerônimo.
No Mundo Maior
Focaliza Intercâmbio entre os dois planos durante o sono.
Objetiva Esclarecimento aos encarnados para evitar a loucura, suicídio e desastres morais.
Assuntos Aborto; Epilepsia; Esquizofrenia e Mongolismo.
Dados Técnicos 20 capítulos Tópicos Chico Xavier 1947 5/16
Instrutor Calderaro.
Agenda Cristã
Focaliza Orienta a conduta do homem com base nos ensinos evangélicos.
Objetiva Trazer a palavra amiga do plano espiritual a todos os corações concitando à prática verdadeira da moral cristã.
Assuntos Aborda assuntos como amor ao próximo; aproveitamento do tempo; esforço próprio; ociosidade; pratica do bem e vigilância.
Dados Técnicos 50 capítulos Tópicos Chico Xavier1948 06/16
Instrutor André Luiz
Libertação
Focaliza Senda evolutiva do ser além do corpo físico.
Objetiva Esclarecer que a cada um será dado de acordo com sua obra.
Assuntos Aspectos científicos dos trabalhos intercessores dos espíritos superiores no plano espiritual; Planos dos perseguidores invisíveis e suas vítimas e Lincantropia.
Dados Técnicos 20 capítulos Romanceados Chico Xavier 1949 7/16.
Instrutor Gúbio
Entre A Terra E O Céu
Focaliza Respeito ao corpo humano; necessidade de valorização dos recursos que o mundo nos oferece para a reestruturação do nosso destino.
Objetiva Mostrar a vida comum das almas que aspiram à vitória sobre si mesma.
Assuntos Corações aflitos em prece; Conflitos de emoção; Desvario do ciúme; Embate do pensamento; Engano; Posse e Provação no lar.
Dados Técnicos 40 capítulos Tópicos Chico Xavier 1954 8/16
Instrutor Clarêncio
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.
Estudos sobre Mediunidade 17
CAPÍTULO 15
AS MANIFESTAÇÕES VISUAIS,BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃODAS MANIFESTAÇÕES VISUAIS
Por sua natureza e em seu estado normal o perispírito é invisível, tendo isso em comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir e que não vemos, por exemplo, o ar atmosférico.
Pode também, como alguns fluidos, sofrer modificações que o torna visível, quer seja por uma espécie de condensação (por falta de um termo mais apropriado), quer por uma mudança em sua disposição molecular.
Pode mesmo adquirir as propriedades de um corpo sólido e tangível, para retomar, em seguida, seu estado etéreo e invisível. É possível fazer-se idéia desse efeito pelo que acontece com o vapor (vapor-água-gelo).
Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito, e não de uma causa física exterior, como é o caso dos gases.
Quando um Espírito desencarnado faz-se visível, este condensa o seu perispírito num estado próprio para torná-lo visível; mas, nem sempre basta a vontade para que ele torne-se visível: é preciso o concurso de outras circunstâncias, que não dependem dele.
É preciso ainda, que ao Espírito seja permitido tornar-se visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido.
Necessita ainda, no caso de ser um Espírito desencarnado, da participação de um médium, que deverá ceder fluidos necessários ao processo, pois a modificação no perispírito opera-se mediante uma combinação deste com o fluido peculiar ao médium.
Essa combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos.
Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se nem tampouco que uma pessoa queira vê-lo, é necessário que entre eles haja uma espécie de afinidade, e também, que a emissão de fluidos da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem outras condições que ainda desconhecemos.
Pode pois, numa reunião, mostrar-se a apenas a uma pessoa ou a diversas que nela estejam presentes.
Daí resulta que, se duas pessoas igualmente dotadas desta aptidão se encontrarem juntas, pode o Espírito operar a combinação fluídica com apenas uma da duas, a quem ele queira mostrar-se ou com aquele que a combinação fluídica se opere mais facilmente.
As manifestações visuais ocorrem na maioria das vezes durante o sono, por meio do que chamamos muitas vezes de sonhos: são as visões.
Quando as manifestações visuais ocorrem no estado de vigília, chamamos de aparições.
Podendo assumir todas as aparências, o Espírito se apresenta da forma que mais se torne reconhecível, se o quiser.
Apresenta-se em geral de forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e imprecisa, e outras de formas nitidamente desenhadas, de modo que uma pessoa pode diante de um Espírito nestas condições, supor tratar-se de um encarnado, sem sequer suspeitar que tem diante de si um Espírito.
As aparições não constituem novidades, pois em todos os tempos se produziram e delas temos vários exemplos na história.
BICORPOREIDADE
Este fenômeno é uma variedade das manifestações visuais e baseia-se no princípio das propriedades do perispírito, quer se encontre no mundo dos Espíritos, quer se encontre no mundo dos encarnados.
A faculdade que possui o Espírito encarnado de emancipar-se e de desprender-se do corpo durante a vida, pode permitir a ocorrência de fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem.
Enquanto o corpo se acha sob o efeito do sono, o Espírito pode transportar-se revestido pelo perispírito a lugares diversos, tornando-se visível e aparecendo a outros indivíduos, quer estenjam estes acordados ou dormindo, pelo mesmo processo de condensação ou de transformação já estudados.
Além de visível torna-se também tangível, de uma forma tão próxima da realidade que permite aos indivíduos afirmarem tê-lo visto em dois lugares ao mesmo tempo.
Ele realmente estava em ambos, mas apenas num se achava o corpo material, achando-se no outro o Espírito.
Ao despertar o indivíduo, os dois corpos se reúnem e a vida volta ao corpo material.
A este fenômeno denominamos bicorporeidade.
Por mais que possa parecer extraordinário, este fenômeno, como tantos outros, está na ordem dos fenômenos naturais, pois que depende de propriedades do perispírito e de uma lei natural, e tem sua explicação nas propriedades de condensação e transformação do perispírito.
Deste fenômeno temos vários exemplos amplamente comprovados e divulgados, tanto na literatura Espírita quanto Eclesiástica.
Santo Alfonso de Liguori foi canonizado antes do tempo necessário por ter se mostrado em dois lugares ao mesmo tempo, o que se passou como sendo um milagre.
Enquanto os seus companheiros o viam em sua cela, em estado de êxtase, em Arienzo, na província de Nápoles, ele era visto simultaneamente em Roma assistindo ao Papa Clemente XIV, em seus últimos minutos, e ao despertar deu aos colegas de convento a notícia da desencarnação do Papa, que foi confirmada bem mais tarde por notícias oficiais, em decorrência da distância que separava os dois lugares.
Santo Antônio de Pádua, estava na Espanha e enquanto aí pregava, seu pai, que estava em Pádua, ia ao suplício, acusado de uma morte.
Neste momento, Santo Antônio aparece, demonstra a inocência de seu pai e revela o verdadeiro culpado que, mais tarde, sofre o castigo.
Foi constatado que neste momento, Santo Antônio não havia deixado a Espanha.
Eurípedes Barsanulfo, notável médium que viveu em Sacramento - MG, dotado de moral irrepreensível, por várias vezes se fez notar no fenômeno da bicorporeidade.
Encontramos alguns relatos bastante interessantes, principalmente por terem sido presenciados por testemunhos nem sempre afeitos à Doutrina dos Espíritos.
Eurípedes era professor, sendo o fundador do Colégio Allan Kardec em Sacramento (o primeiro colégio espí¬rita em todo o mundo).
Era médium dotado de variados tipos de mediunidade, destacando-se a mediunidade de cura e o receituário mediúnico.
Muitas vezes entrava em transe durante uma aula e se prestava a socorrer necessitados através da bicorporeidade;
certa vez, após um transe, dirige-se aos alunos e diz:
"- Prestem atenção. Acabo de fazer um parto difícil, numa residência atrás da Igreja do Rosário.
O marido não sabe que a criança já nasceu e está a caminho daqui, para solicitar ajuda.
Quando ele entrar na sala os senhores devem ficar de pé para o cumprimentarem.
E o homem entrou logo em seguida, muito aflito, de roupa de montaria e chapéu, pedindo a Eurípedes que fosse até a sua residência, com urgência fazer o parto pois sua mulher estava muito mal e a parteira não estava conseguindo resolver o caso.
- Acalme-se, respondeu o médium sorrindo, já fiz o parto há 5 minutos atrás...
- Não é possível disse o homem, há 5 minutos eu o teria visto no caminho.
- O senhor não me viu porque eu fui em Espírito, mas eu vi o senhor, respondeu Eurípedes, e pode voltar para sua casa sossegado, a menina que nasceu é linda e forte.
O homem porém duvidou e só saiu dali com Eurípedes junto.
Chegando a casa se deparou com a esposa que segurava no leito a filhinha. A parturiente ao ver o médium exclamou:
- O senhor não precisava vir de novo seu Eurípides, eu e o bebê estamos passando muito bem!
Em várias outras ocasiões este médium pôde ser visto simultaneamente em dois lugares.
Os livros Eclesiásticos relatam a história de Maria D'Agreda, que ainda muito jovem tornou-se superiora do convento de Imaculada Conceição de Maria na Espanha.
Maria D'Agreda era um Espírito nobre e extremamente preocupada com a salvação do próximo, e, em suas preces, pedia ardentemente a Deus que permitisse a ela fazer algo pela salvação destas almas que não conheciam a Deus.
Certo dia, durante seus momentos de oração, ela se viu arrebatada em êxtase a uma região longínqua de clima e vegetação diversos do clima espanhol, sendo esta região reconhecida como o Novo México, na América do Norte.
Neste local Maria d'Agreda encontrou uma nação indígena que passou a catequizar, durante estes períodos de êxtase que se repetiram por cerca de 8 anos com aproximadamente 500 êxtases, seguidos do fenômeno de bicorporeidade.
Maria d'Agreda exerceu assim seu apostolado doutrinário em região muito distante da Espanha sem de lá se afastar em corpo físico, apenas o fazendo em corpo espiritual. (Vide Revista Espírita de novembro de 1860).
TRANSFIGURAÇÃO
O fenômeno da transfiguração decorre do princípio de que pode o Espírito dar ao seu perispírito a aparência que desejar; que mediante modificações na disposição molecular, pode dar-lhe visibilidade, tangibilidade e a opacidade; que o perispírito de um encarnado possui as mesmas propriedades, que essa mudança se opera pela combinação dos fluidos.
Imaginemos pois o perispírito de um encarnado, não desprendido do corpo, mas exteriorizado em volta de seu corpo, de maneira a envolvê-lo como uma espécie de vapor.
Neste estado se torna passível das mesmas modificações de que o seria se estivesse separado do corpo. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, tornar-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito ou se ele dispuser de poder para tanto.
Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os dele poderá, a essa combinação de perispíritos, dar a forma que desejar, mudando temporariamente a forma original e assumindo aquela da entidade espiritual que sobre ele atua.
Esta parece ser a causa do fenômeno da transfiguração.
Allan Kardec relata no Livro dos Médiuns vários casos de transfiguração.
Um dos mais belos exemplos de transfiguração encontra-se no Evangelho [Marcos-IX,2-8]:
"Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago e a João e os levou em particular ao Monte Tabor.
E foi transfigurado diante deles, suas vestes tornaram-se resplandecentes e muito brancas, como nenhum lavadeiro sobre a Terra as pode alvejar."
Eliseu Rigonatti, médium, escritor e expositor espírita conta em [O Evangelho das Recordações], um caso bastante ilustrativo do fenômeno da transfiguração.
Segundo este autor, uma das médiuns participantes da reunião mediúnica por ele dirigida naquela ocasião era muito estrábica do olho direito, a ponto de aparecer apenas a esclerótica, com pequena parte da íris, num cantinho da pálpebra. O olho esquerdo era normal.
Certo dia ela comunicou ao dirigente que faltaria por uma semana, pois iria a São Paulo submeter-se a uma cirurgia corretiva para o problema.
Mas no sábado seguinte lá estava ela para os trabalhos mediúnicos, e durante uma comunicação
Eliseu notou que a jovem mantinha os olhos bem abertos e que eles estavam normais, sem qualquer sinal do estrabismo.
Ao final da reunião entretanto, quando ele se dirigiu à jovem para comemorar o sucesso da cirurgia, notou que a jovem mostrava o mesmo estrabismo de sempre e ela lhe disse que por motivos econômicos tivera que adiar a viagem, e que durante a comunicação mediúnica, sentira um forte pressão nos olhos.
Vimos assim, de forma sucinta, alguns esclarecimentos básicos para se entender os fenômenos da bicorporeidade e da transfiguração.
Para aumentar os seus conhecimentos no assunto, sugerimos que leia a bibliografia recomendada abaixo.
Bibliografia
1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) O Livro dos Médiuns - Allan Kardec
3) Obras Póstumas - Allan Kardec
4) A Gênese - Allan Kardec
5) Revista Espírita - novembro de 1860
6) O Evangelho das Recordações - Eliseu Rigonatti
7) O Apóstolo da Caridade - Eurípedes de Barsanulfo
8) Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel
IDE-JF/CVDEE
IDE-JF Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.
sábado, 18 de julho de 2015
ESTUDANDO O CRISTIANISMO 11
11 O NASCIMENTO DE JESUS
Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam alistar-se, cada um à sua cidade.
23 - Lc 2. 1-3
23 - Lc 2. 1-3
11.1 A GRUTA E O NASCIMENTO
E ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Pelas circunstâncias apontadas por Lc 2,7, o nascimento de Jesus aconteceu num local que servia de estábulo (grego phatne, lat. Praesepium, uma manjedoura). Uma antiquíssima tradição aponta uma gruta, o que é de todo possível, haja vista que as grutas serviam não só de estábulo, mas às vezes, também, de moradia.
12 O ANO E O MÊS DO NASCIMENTO DE JESUS
Com relação ao ano de nascimento de Jesus, Humberto de Campos traz a seguinte afirmativa, registrada no Item 15 A Ordem do Mestre João disse-lhe o Mestre - lembras-te do meu aparecimento na Terra?
- Recordo-me, Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de Frei Dionísio, que calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o vosso natalício em 754.
Sanada esta primeira dúvida, partamos para o mês do seu nascimento.
Acreditamos que não poderia ser em dezembro como nós cristãos comemoramos, porque, como diz Lesetre, em seu Guia através do Evangelho, os únicos meses de chuvas abundantes naquela região são os de dezembro e janeiro, e os evangelhos nos falam de uma noite cheia de estrelas.
Portanto, os meses de dezembro e janeiro, em nosso ponto de vista, estão descartados.
Com relação ao mês de fevereiro, achamos pouco provável que o governador da Síria, conhecendo tão bem o clima da região, estabeleceria um recenseamento logo a seguir a um período chuvoso.
Com relação aos meses de março e abril (Nisan), meses sagrados para o povo judeu, pois é neste período que eles comemoram sua festa mais importante, a Páscoa, que lembra a libertação do povo Hebreu do Egito, por Moisés, e a data em que todo judeu, tem por obrigação dirigir-se a Jerusalém para festejar com seus irmãos, excetuando, claro, aqueles impedidos por motivos de força maior.
A festa comemora também o início das colheitas.
Diante desses fatos, acreditamos ser muito difícil para os Judeus fazerem duas viagens num período curto de tempo, pois acreditamos que se o recenseamento fosse feito no período da Páscoa, certamente algum evangelista o faria constar em suas narrativas, como constaram em outras passagens de Jesus.
Se o recenseamento ocorreu um pouco antes ou um pouco depois, antes de iniciar as colheitas, julgamos pouco provável que o governador os obrigasse a sair de suas terras duas vezes em período muito curto, um por compromisso religioso e outro por obrigação política.
Nos meses subseqüentes maio, junho, julho e agosto eram os meses em que todo povo estava em trabalho contínuo da colheita e se eles tivessem de se ausentarem por um tempo relativamente longo, pois mesmo levando em consideração a pouca extensão territorial da Palestina, as viagens eram demoradas, além do tempo gasto para se recensearem, devido ao acúmulo de pessoa.
Essa parada na colheita causaria, certamente, um prejuízo para todos.
O fim da colheita era comemorado com a festa dos tabernáculos ou das cabanas.
Sendo assim, julgamos que o nascimento de Jesus tenha ocorrido ou no mês de setembro ou outubro, sendo que novembro seria um mês que antecede as chuvas abundantes .
12.1 O AVISO DO NASCIMENTO AOS PASTORES
Havia naquela mesma região pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite.
E um anjo do Senhor desceu onde eles estavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
O anjo, porém, lhes disse: Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, e que será para todo o povo; é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura.
E subitamente apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial louvando a Deus e dizendo:
Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.
E ausentando-se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: vamos até Belém e vejamos os acontecimentos que o Senhor nos deu a conhecer.
12.2 A VISITA DOS PASTORES A JESUS
Foram apressadamente e acharam Maria e José, e a criança deitada na manjedoura.
E, vendo, divulgaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
Todos os que ouviram se admiraram das coisas referidas pelos pastores.
Maria, porém, guardava todas estas palavras, meditando-as no coração.
Voltaram então os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado.
12.3 A ESTRELA DE DAVI
Seja qual for a hipótese respeitável sobre a estrela de Belém, a união dos Espíritos de Luz que mantinham o intercâmbio entre as duas Esferas formou um facho poderoso que indicava o lugar da tradição, em que Ele deveria começar o ministério entre os homens.
Pastores e reis magos, todos videntes, convidados pelas Entidades Celestes, seguiram-na, cada um a seu turno, enquanto os cantores sublimes, proclamavam: Glória a Deus nas alturas e paz na terra entre os homens de boa vontade!
12.4 - A ADORAÇÃO DOS REIS MAGOS MT 2.1-12
1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.
2 E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para adorá-lo.
3 Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes e, como ele, toda Jerusalém.
4 Então convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer.
5 Em Belém da Judéia, respondiam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta:
6 E tu Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel.
7 Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera.
8 E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo.
9 Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino.
10 E vendo eles a estrela, alegraram-se com intenso júbilo.
11 Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.
12 Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para que não voltassem a presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra.
"O Messias havia de nascer em Belém" - (Profeta Miquéias 5.2):
"E tu, Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.
Esta profecia se cumpriu em Mateus 2.1-6; " E tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém.
E Perguntavam: onde está o recém-nascido Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos para adorá-lo.
Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes e, com ele, toda Jerusalém; então convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer.
"Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do Profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel"
O fato que induz Mateus a chamar estes personagens estrangeiros de Magos (isto é, simples adivinhos) sem insinuar de modo algum que fossem reis, é um argumento para acreditar que o evangelista tencionava referir um fato histórico e não simplesmente uma espécie de parábola.
Na verdade, percebe-se claramente como nas entrelinhas há uma contínua alusão aos fatos do Antigo Testamento, onde reis estrangeiros levavam seus presentes ao rei messiânico ( 1Rs 10: a rainha de Sabá; Sl 72[71], 10,15: os reis da Arábia e de Sabá; cf. Também Is 60,6).
O paralelo teria sido mais completo se Mt. pudesse dizer que os magos eram reis.
Mas não podia afirmar isso, precisamente porque não estava querendo criar uma parábola, mas referir um fato.
O lugar de proveniência dos Magos ficou indeterminado: do Oriente.
O nome magos faz logo pensar na casta sacerdotal persa, que professava a doutrina de Zoroastro .
Todavia, na época helenista, esse nome tomou um sentido mais genérico para indicar os astrólogos e os adivinhos, numerosos na Babilônia e em outras regiões do Oriente.
A natureza dos presentes leva a pensar na Arábia, mas a região dos Magos teria sido apontada como situada no sul ( Mt. 12.42: a rainha do Sul); nem podemos pensar nos Nabateus, pois seu país estava muito próximo para justificar as expressões usadas pela narração evangélica e o detalhe dos dois anos calculados por Herodes, mesmo admitindo que quisesse ter uma ampla margem de certeza, a fim de estabelecer a idade do recém-nascido. Se tivessem vindo da Pérsia ou mesmo da Babilônia, seu itinerário devia passar pela Mesopotâmia do norte, haja vista a imensa extensão do deserto siro-arábico, alcançando a Judéia pelo norte.
12.5 A CIRCUNCISÃO DE JESUS LC 2. 21- VER ITEM 3.7
21 Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de Jesus, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido.
12.6 - A APRESENTAÇÃO DE JESUS AO TEMPLOLC 2. 22-24
22 Passados os dias da purificação deles segundo a lei de Moisés, levaram-no à Jerusalém para o apresentarem ao Senhor.
23 Conforme o que está escrito na lei do Senhor: todo primogênito ao Senhor será consagrado;
24 e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida lei: um par de rolas ou dois pombinhos.
Passados 40 dias desde o nascimento de Jesus, a Sagrada Família foi para Jerusalém, a fim de cumprirem dois deveres distintos no Templo: o resgate do primogênito ( com 5 ciclos de prata Ex 13,2) Nm 18, 15-16) e a purificação da mãe mediante os sacrifícios ( de holocausto e expiação) de dois pombinhos ou um par de rolas ( Lv 12,2-8). Nesta circunstância aconteceram os fatos narrados por Lc. 2,22-38).
Depois disso a Sagrada Família retornou a Belém, onde pensava permanecer pelo menos até quando o menino tivesse crescido um pouco mais.
Sigmar Gama
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.
DESOBSESSÃO 1
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER E WALDO VIEIRA
DITADO PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ
(15)
Série André Luiz
1 - Nosso Lar
2 - Os Mensageiros
3 - Missionários da Luz
4 - Obreiros da Vida Eterna
5 - No Mundo Maior
6 - Agenda Cristã
7 - Libertação
8 - Entre a Terra e o Céu
9 - Nos Domínios da Mediunidade
10 - Ação e Reação
11 - Evolução em Dois Mundos
12 - Mecanismos da Mediunidade
13 - Conduta Espírita
14 - Sexo e Destino
15 - Desobsessão
16 - E a Vida Continua...
ÍNDICE
UM LIVRO DIFERENTE DESOBSESSÃO
CAPITULO 1 = PREPARO PARA A REUNIÃO: DESPERTAR
CAPITULO 2 = PREPARO PARA A REUNIÃO: ALIMENTAÇÃO
CAPITULO 3 = PREPARO PARA A REUNIÃO: REPOUSO FÍSICO E MENTAL
CAPITULO 4 = PREPARO PARA A REUNIÃO: PRECE E MEDITAÇÃO
CAPITULO 5 = SUPERAÇÃO DE IMPEDIMENTOS: CHUVA
CAPITULO 6 = SUPERAÇÃO DE IMPEDIMENTOS: VISITAS
CAPITULO 7 = SUPERAÇÃO DE IMPEDIMENTOS: CONTRATEMPOS
CAPITULO 8 = IMPEDIMENTO NATURAL
CAPITULO 9 = TEMPLO ESPÍRITA
CAPITULO 10 = RECINTO DAS REUNIÕES
CAPITULO 11 = CHEGADA DOS COMPANHEIROS
CAPITULO 12 = CONVERSAÇÃO ANTERIOR Á REUNIÃO
CAPITULO 13 = DIRIGENTE
CAPITULO 14 = PONTUALIDADE
CAPITULO 15 = MOBILIÁRIO PARA OS TRABALHOS
CAPITULO 16 = CADEIRAS
CAPITULO 17 = ILUMINAÇÃO
CAPITULO 18 = ISOLAMENTO HOSPITALAR
CAPITULO 19 = APARELHOS ELÉTRICOS
CAPITULO 20 = COMPONENTES DA REUNIÃO
CAPITULO 21 = VISITANTES
CAPITULO 22 = AUSÊNCIA JUSTIFICADA
CAPITULO 23 = CHEGADA INESPERADA DE DOENTE
CAPITULO 24 = MÉDIUNS ESCLARECEDORES
CAPITULO 25 = EQUIPE MEDIÚNICA: PSICOFÔNICOS
CAPITULO 26 = EQUIPE MEDIÚNICA: PASSISTAS
CAPITULO 27 = LIVROS PARA LEITURA
CAPITULO 28 = LEITURA PREPARATÓRIA
CAPITULO 29 = PRECE INICIAL
CAPITULO 30 = MANIFESTAÇÃO INICIAL DO MENTOR
CAPITULO 31 = CONSULTAS AO MENTOR
CAPITULO 32 = MANIFESTAÇÃO DE ENFERMO ESPIRITUAL (1)
CAPITULO 33 = MANIFESTAÇÃO DE ENFERMO ESPIRITUAL (2)
CAPITULO 34 = MANIFESTAÇÃO DE ENFERMO ESPIRITUAL (3)
CAPITULO 35 = MANIFESTAÇÃO DE ENFERMO ESPIRITUAL (4)
CAPITULO 36 = MANIFESTAÇÃO DE ENFERMO ESPIRITUAL (5)
CAPITULO 37 = ESCLARECIMENTO
CAPITULO 38 = COOPERAÇÃO MENTAL
CAPITULO 39 = MANIFESTAÇÕES SIMULTÂNEAS (1)
CAPITULO 40 = MANIFESTAÇÕES SIMULTÂNEAS (2)
CAPITULO 41 = INTERFERÊNCIA DO BENFEITOR
CAPITULO 42 = ATITUDE DOS MÉDIUNS (1)
CAPITULO 43 = ATITUDE DOS MÉDIUNS (2)
CAPITULO 44 = MAL-ESTAR IMPREVISTO DO MÉDIUM
CAPITULO 45 = EDUCAÇÃO MEDIÚNICA (1)
CAPITULO 46 = EDUCAÇÃO MEDIÚNICA (2)
CAPITULO 47 = EDUCAÇÃO MEDIÚNICA (3)
CAPITULO 48 = EDUCAÇÃO MEDIÚNICA (4)
CAPITULO 49 = EDUCAÇÃO MEDIÚNICA (5)
CAPITULO 50 = INTERFERÊNCIA DE ENFERMO ESPIRITUAL
CAPITULO 51 = RADIAÇÕES
CAPITULO 52 = PASSES
CAPITULO 53 = IMPREVISTOS
CAPITULO 54 = MANIFESTAÇÃO FINAL DO MENTOR
CAPITULO 55 = GRAVAÇÃO DA MENSAGEM
CAPITULO 56 = PRECE FINAL
CAPITULO 57 = ENCERRAMENTO
CAPITULO 58 = CONVERSAÇÃO POSTERIOR Á REUNIÃO
CAPITULO 59 = REOUVINDO A MENSAGEM
CAPITULO 60 = ESTUDO CONSTRUTIVO DAS PASSIVIDADES
CAPITULO 61 = SAÍDA DOS COMPANHEIROS
CAPITULO 62 = COMENTÁRIOS DOMÉSTICOS
CAPITULO 63 = ASSIDUIDADE
CAPITULO 64 = BENEFÍCIOS DA DESOBSESSÃO
CAPITULO 65 = REUNIÓES DE MÉDIUNS ESCLARECEDORES
CAPITULO 66 = REUNIÕES DE ESTUDOS MEDIÚNICOS
CAPITULO 67 = REUNIÕES MEDIÚNICAS ESPECIAIS
CAPITULO 68 = VISITA A ENFERMO
CAPITULO 69 = VISITA A HOSPITAL
CAPITULO 70 = CULTO DO EVANGELHO NO LAR
CAPITULO 71 = CULTO DA ASSISTÊNCIA
CAPITULO 72 = ESTUDOS EXTRAS
CAPITULO 73 = FORMAÇÃO DE OUTRAS EQUIPES
UM LIVRO DIFERENTE
E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios. LUCAS, versículo 8, capítulo 30.
Atendendo ao trabalho da desobsessão nos arredores de Gádara, vemos Jesus a conversar fraternalmente com o obsesso que lhe era apresentado, ao mesmo tempo que se fazia ouvido pelos desencarnados infelizes.
Importante verificar que ante a interrogativa do Mestre, a perguntar-lhe o nome, o médium, consciente da pressão que sofria por parte das Inteligências conturbadas e errantes, informa chamar-se Legião, e o evangelista acrescenta que o obsidiado assim procedia porque tinham entrado nele muitos demônios
Sabemos hoje com Allan Kardec, conforme palavras textuais do Codificador da Doutrina Espírita
, no item 6 do capítulo 12º,
Amai os vossos inimigos, de O Evangelho segundo o Espiritismo, que esses demônios mais não são do que as almas dos homens perversos, que ainda se não despojaram dos instintos materiais.
No episódio, observamos o Cristo entendendo-se, de maneira simultânea, com o médium e com as entidades comunicantes, na benemérita empresa do esclarecimento coletivo, ensinando-nos que a desobsessão não é caça a fenômeno e sim trabalho paciente do amor conjugado ao conhecimento e do raciocínio associado à fé.
Seja no caso de mera influenciação ou nas ocorrências da possessão profunda, a mente medianímica permanece jugulada por pensamentos estranhos a ela mesma, em processos de hipnose de que apenas gradativamente se livrará.
Daí ressalta o imperativo de se vulgarizar a assistência sistemática aos desencarnados prisioneiros da insatisfação ou da angústia, por intermédio das equipes de companheiros consagrados aos serviços dessa ordem que, aliás, demandam paciência e compreensão análogas às que caracterizam os enfermeiros dedicados ao socorro dos irmãos segregados nos meandros da psicose, portas a dentro dos estabelecimentos de cura mental.
Sentindo de perto semelhante necessidade, o nosso amigo André Luiz organizou este livro diferente de quantos lhe constituem a coleção de estudioso dos temas da alma, no intuito de arregimentar novos grupos de seareiros do bem que se pro ponham reajustar os que se vêem arredados da realidade fora do campo físico.
Nada mais oportuno e mais justo, de vez que, se a ignorância reclama o devotamento de professores na escola e a psico patologia espera pela abnegação dos médicos que usam a palavra equilibrante nos gabinetes de análise psicológica, a alienação mental dos Espíritos desencarnados exige o concurso fraterno de corações amigos, com bastante entendimento e bastante amor para auxiliar nos templos espíritas, atualmente dedicados à recuperação do Cristianismo, em sua feição clara e simples.
Salientando, pois, neste volume, precioso esforço de síntese no alívio aos obsessos, através dos colaboradores de todas as condições, rogamos ao Senhor nos sustente a todos tarefeiros encarnados e desencarnados na obra a realizar, porquanto obsidiados e obsessores, consciente ou inconscientemente arrojados à desorientação, no mundo ou além do mundo, são irmãos que nos pedem arrimo, companheiros que nos integram a família terrestre, e o amparo à família não é ministério que devamos relegar para a esfera dos anjos e sim obrigação intransferível que nos compete abraçar por serviço nosso.
EMMANUEL
Uberaba, 2 de janeiro de 1964
(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier.)
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
sexta-feira, 17 de julho de 2015
A Linha das crianças é cheia de mistérios. Embora se manifestem como crianças, são espíritos de muito poder, que dominam a arte da Magia, e são excelentes conselheiros e curadores., mas não gostam de lidar com desobsessões nem desmanches de demandas. Para alguns são na verdade seres encantados que nunca encarnaram na terra. Para outros são espíritos de crianças que desencarnaram precocemente. Ou ainda espíritos de alta evolução que se adequam ao arquétipo desta linha de trabalho. Realmente, se formos refletir, por mais inteligentes que sejam, espíritos de crianças de apenas 8, 9 anos ou menos, não teriam o desenvolvimento suficiente para todos os aconselhamentos e clareza que demonstram nas giras
Alguns consideram que as crianças da Umbanda são regidas por Oxumarê, orixá da renovação da vida nas dimensões naturais, o pai das cores e do arco-íris, amparada pela linha do amor. Outros incluem estes espíritos sob a proteção direta de Pai Oxalá.
Outra das lendas sobre Ibeji os referem como filhos de Xangô e Iansã, que os desprezou, jogando-os num rio. Desde então, Ibeji foram criados amorosamente por Oxum como se fossem seus próprios filhos, daí vermos em muitos terreiros os Ibejis saudados em ritos específicos de Oxum.
De acordo com Rubens Saraceni, o arquétipo para essa linha baseia-se na inocência, na franqueza, na alegria e na ingenuidade dos seres encantados infantis. Ainda de acordo com ele, o Orixá das “Crianças” ou “Erês” é uma Guardião de um Ponto de Força do Reino Elementar e atua sobre toda a humanidade, sem distinção de credo religioso. Pai Oxalá, Mãe Yemanjá, Mamãe Oxum e outros fornecem espíritos na forma de crianças, para atuação na linha de força dos elementos: ar, fogo, água, terra etc. Essas “crianças” têm as características do elemento em que atuam, sendo caladas se são da terra, facilmente irritáveis se são do fogo, alegres e expansivas sob a influência do ar, carinhosas e melodiosas no falar, se são da linha de Oxum ou Yemanjá, e assim por diante.
Cosme e Damião são considerados os padroeiros das crianças, na Umbanda e no Catolicismo e foram.os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu, Pernambuco e ainda existe. Neles o sincretismo é forte e tem inúmeros devotos de qualquer religião.
As festas para Ibeiji, tem duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro, e tiveram origem na Lei do ventre-Livre, desde aquela época até nossos dias. Logo, temos aqui que a Linha das crianças se manifestava muito antes do início da Umbanda através do Caboclo das Sete Encruzilhadas. O seu culto na verdade tem origem na antiga África.
Mas é importante observar que as Crianças na Umbanda não são Orixá e sim Linha de Trabalho. Elas participam, assim como os Caboclos e Pretos Velhos, de falanges de espíritos que trabalham, cada qual com sua maneira peculiar, demarcando as fases da vida de cada um a juventude, a maturidade e a velhice.
A Falange das Crianças é tem como principal característica dominar a magia. Muitos não os valorizam, com seu jeito infantil, suas palmas, linguagem infantil (Ibeji tem ação no chackra laríngeo do médium), mas enquanto estão brincando com suas bonecas, carrinhos e bolas, ou misturando balas dentro do copo de guaraná, estão trabalhando e deixando seu axé por todo o terreiro e sobre os consulentes. É necessário que aquele que quer ajuda das Crianças da Umbanda, cheguem com humildade a elas, pedindo ajuda, e serão atendidos de acordo com seu merecimento. Se não pedir, expressando, a entidade também nada fala.
Na Umbanda se fala de Cosme, Damião e Doum. A lenda de Doum surgiu na África, sendo considerado o menino nascido após a vinda de gêmeos. Como os gêmeos eram muito peraltas, a chegada de Doum os acalmava. Com o sincretismo de São Cosme e São Damião a esta lenda, manteve-se a presença de Doum. Dizem também, que na imagem original de S. Cosme e S. Damião, entre eles (adultos) havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, que foi representada como Doum.
Só para lembrar os grandes sacerdotes de Umbanda que passaram por nossa história, temos no primeiro livro de Umbanda, que se tem noticia, publicado em 1933, chamado “O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda.” Escrito por Leal de Souza, discípulo de Zélio de Moraes, nos apresenta as Sete Linhas de Umbanda desta forma:
1ª Linha de Oxalá – Jesus – branco
2ª Linha de Ogun – São Jorge – vermelho
3ª Linha de Euxoce – São Sebastião – verde
4ª Linha de Xangô – São Jeronymo – roxo
5ª Linha de Nhá-San – Santa Bárbara – amarela
6ª Linha de Amanjar – N. S. da Conceição – azul
7ª Linha de Santo
Já Dona Lygia Cunha, filha de Dona Zilméia de Moraes Cunha e neta de Zélio de Moraes citou que as Sete Linhas de Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas e Zélio de Moraes, são:
1. Oxalá – Branco
2. Ogum – Vermelho
3. Oxossi – Verde
4. Xangô – Marrom ou Roxo
5. Yemanjá – Azul Claro
6. Iansã – Amarelo
7. Exu – Preto
2. Ogum – Vermelho
3. Oxossi – Verde
4. Xangô – Marrom ou Roxo
5. Yemanjá – Azul Claro
6. Iansã – Amarelo
7. Exu – Preto
Pai Ronaldo Linares, que também conviveu com Zélio de Moraes, apresenta as Sete Linhas de Umbanda da seguinte forma:
A primeira linha é caracterizada pela cor amarelo ouro bem clarinho e que seria a cor da Tenda de Santa Bárbara. O Orixá correspondente é INHAÇÃ…
A primeira linha é caracterizada pela cor amarelo ouro bem clarinho e que seria a cor da Tenda de Santa Bárbara. O Orixá correspondente é INHAÇÃ…
A segunda linha é caracterizada pela cor rosa, correspondente a Tenda Cosme e Damião… O Orixá correspondente é IBEJI…
A terceira linha é caracterizada pela cor azul. Com vários Santos Católicos sincretizados com ela, a saber: Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora dos Navegantes e Nossa Senhora da Guia. O Orixá que corresponde é IEMANJÁ…
A quarta linha é caracterizada pela cor verde, representando a Tenda São Sebastião… O Orixá correspondente é OXOSSE…
A quinta linha é caracterizada pela cor vermelho, representando a Tenda São Jorge. O orixá correspondente é OGUM…
A sexta linha é caracterizada pela cor marrom, representando a Tenda São Jerônimo. Seu Orixá correspondente é XANGÔ…
A sétima linha é caracterizada pela cor violeta ou roxo, corresponde a Tenda de San’Ana… O Orixá correspondente é NANÃ…
“Finalmente temos a cor negra, corresponde a Tenda de São Lázaro (Nas Palavras de Ronaldo Linares).
Benjamim Figueiredo, fundador da Tenda Espírita Mirim (1924) e Primado de Umbanda (1952) apresentou sua forma de entender as Sete Linhas de Umbanda, inspirada pelo Caboclo Mirim, registrado em suas apostilas “Umbanda – Escola da Vida” bem como publicada em 1961 no livro Okê Caboclo, como segue abaixo:
1) Oxalá
2) Ogum
3) Oxosssi
4) Xangô,
5) Ybeji
6) Yofá
7) Yemanjá
2) Ogum
3) Oxosssi
4) Xangô,
5) Ybeji
6) Yofá
7) Yemanjá
Yokaanam publica em 1951 o Evangelho de Umbanda Eclética, obra polêmica, mas nele também aparece a Linha das Crianças ( Ibejês):
1) S. João Batista – “Xangô-Kaô” (Xangô maior), Rosa.
2) Santa Catarina de Alexandria – “Yanci”, Azul.
3) S. Custódio – Cosme e Damião – “Ibejês”, Branco.
4) S. Sebastião – “Oxóce”, Verde.
5) S. Jorge – “Ogum”, Vermelho Escarlate.
6) S. Jerônimo – “Xangô”, Roxo Violeta.
7) S. Lázaro – “Ogum de Lei”
2) Santa Catarina de Alexandria – “Yanci”, Azul.
3) S. Custódio – Cosme e Damião – “Ibejês”, Branco.
4) S. Sebastião – “Oxóce”, Verde.
5) S. Jorge – “Ogum”, Vermelho Escarlate.
6) S. Jerônimo – “Xangô”, Roxo Violeta.
7) S. Lázaro – “Ogum de Lei”
Matta e Silva, em 1956, lança o livro “Umbanda de todos nós”, trazendo as Sete Linhas de Umbanda iguais as do Benjamim/Caboclo Mirim, com o detalhe de que aqui Ybeji aparece como Yori e Yofá como Yorimá:
1) Vibração Original ou Linha de Orixalá
2) Vibração Original ou Linha de Yemanjá
3) Vibração Original ou Linha de Xangô
4) Vibração Original ou Linha de Ogum
5) Vibração Original ou Linha de Oxossi
6) Vibração Original ou Linha de Yori (crianças)
7) Vibração Original ou Linha de Yorimá (pretos velhos)
2) Vibração Original ou Linha de Yemanjá
3) Vibração Original ou Linha de Xangô
4) Vibração Original ou Linha de Ogum
5) Vibração Original ou Linha de Oxossi
6) Vibração Original ou Linha de Yori (crianças)
7) Vibração Original ou Linha de Yorimá (pretos velhos)
Assim, foi a partir da década de 50 que com frequência, nos escritos dos pesquisadores, surge a vibração de Yori (Crianças).
Como Rubens Saraceni considera as Crianças como seres encantados, ,elas não estão presentes na descrição de suas linhas de trabalho. Em 2009 seu livro “Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental Umbandista”, traz a seguinte ordenação:
1)Oxalá
2)Ogum
3)Oxossi
4)Xangô
5)Oxum
6)Obá
7)Iansã
8)Oxumaré
9)Obaluaê
10)Omulu
11)Nanã
12)Oiá Tempo
13)Egunitá
14)Exu
15)Pomba-Gira
1)Oxalá
2)Ogum
3)Oxossi
4)Xangô
5)Oxum
6)Obá
7)Iansã
8)Oxumaré
9)Obaluaê
10)Omulu
11)Nanã
12)Oiá Tempo
13)Egunitá
14)Exu
15)Pomba-Gira
E,em 2010, Janaina Azevedo Corral, no livro “As Sete Linhas da Umbanda”, traz a seguinte apresentação:
1)Linha de Oxalá
2)Linha das Águas
3)Linha dos Ancestrais (Yori e Yorimá)
4)Linha de Ogum
5)Linha de Oxossi
6)Linha de Xangô
7)Linha do Oriente
2)Linha das Águas
3)Linha dos Ancestrais (Yori e Yorimá)
4)Linha de Ogum
5)Linha de Oxossi
6)Linha de Xangô
7)Linha do Oriente
Quando vamos estudar as falanges de trabalho da Linha das Crianças( Ibejê ou Yori) – encontramos a classificação de acordo Matta e Silva :
1) Tupanzinho -representante da vibração espiritual
2) Ori – intermediário para Oxalá
3) Damião – intermediário para Oxossi
4) Yari – intermediário para Ogum
5) Doum – intermediário para Xangô
6) Cosme – intermediário para Yorimá
7) Yariri – intermediário para Yemanjá
Segundo Matta e Silva, a Linha ou Vibração de Yori significa a vitalidade saindo da Luz ou da Energia, no sentido da reprodução fisiológica dos seres, isto é, a Potência Espiritual que comanda o movimento das encarnações.
É a vibração ou Linha de Força Espiritual sob a qual estão situados os espíritos cujo grau evolutivo alcançou esta faixa vibratória e cuja matriz perispirítica ainda não dissolveu os caracteres psíquicos e atuantes infantis, ou seja, conservam ainda o corpo astral de criança. Todavia, existem Chefes de Legião que se diz como “encantados”, porque, tendo os caracteres psíquicos de pureza infantil, jamais passaram pela forma humana.
Matta e Silva ainda revela que concebemos que o Planeta Terra é jovem, vigoroso, em plena fase de energia. A maioria dos planetas de nosso sistema, está há milhares de anos, em franca decadência…Assim, de alguns desses planetas, tem vindo seres espirituais para estagiarem no planeta Terra a fim de se adaptarem a sua vivência cósmica, orgânica, evolutiva, etc. Dentre esses estão os que trouxeram de seu planeta de origem caracteres psíquicos ou anímicos especiais ou próprios, os quais são semelhantes aos dos espíritos na fase de criança do planeta Terra. Inúmeros seriam os que encarnam e desencarnam conservando no astral essa mesma gama anímica infantil.
2) Ori – intermediário para Oxalá
3) Damião – intermediário para Oxossi
4) Yari – intermediário para Ogum
5) Doum – intermediário para Xangô
6) Cosme – intermediário para Yorimá
7) Yariri – intermediário para Yemanjá
Segundo Matta e Silva, a Linha ou Vibração de Yori significa a vitalidade saindo da Luz ou da Energia, no sentido da reprodução fisiológica dos seres, isto é, a Potência Espiritual que comanda o movimento das encarnações.
É a vibração ou Linha de Força Espiritual sob a qual estão situados os espíritos cujo grau evolutivo alcançou esta faixa vibratória e cuja matriz perispirítica ainda não dissolveu os caracteres psíquicos e atuantes infantis, ou seja, conservam ainda o corpo astral de criança. Todavia, existem Chefes de Legião que se diz como “encantados”, porque, tendo os caracteres psíquicos de pureza infantil, jamais passaram pela forma humana.
Matta e Silva ainda revela que concebemos que o Planeta Terra é jovem, vigoroso, em plena fase de energia. A maioria dos planetas de nosso sistema, está há milhares de anos, em franca decadência…Assim, de alguns desses planetas, tem vindo seres espirituais para estagiarem no planeta Terra a fim de se adaptarem a sua vivência cósmica, orgânica, evolutiva, etc. Dentre esses estão os que trouxeram de seu planeta de origem caracteres psíquicos ou anímicos especiais ou próprios, os quais são semelhantes aos dos espíritos na fase de criança do planeta Terra. Inúmeros seriam os que encarnam e desencarnam conservando no astral essa mesma gama anímica infantil.
Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
contato@semcensuras.com.br
REFERENCIAS
http://mundoafro.atarde.uol.com.br/
http://www.tucabocloubirajara.com/?s=crian%C3%A7as
http://ecaruanda.blogspot.com.br/2012/09/ibeji-orixa-duplo-senhor-da-alegria.html
http://autoconhecimento.org/
http://fatimasoares-mestremorya.blogspot.com.br/2010/09/ibejis-os-orixas-criancas-dia-27-de.html
http://www.blog.mataverde.org/archives/354
http://www.casaiemanjaiassoba.com.br/setelinhas.html
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