quinta-feira, 29 de maio de 2014

Como a Umbanda se mantém? Pai Tomé.

 Como a Umbanda se mantém? Pai Tomé.: PERGUNTA: Observamos que os frequentadores do terreiro vem sempre pedir algo para si, raro são os que vem doar, raríssimos os que atend...

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Refletindo o universalismo.

 Refletindo o universalismo.:             O Espiritismo é Jesus ensinando      A Umbanda é Jesus trabalhando      Pai Tomé                       Os es...

Quando fazemos a Passagem o que ocorre?

ENQUANTO NÃO VOLTAMOS

Publicado por Administrador em maio 26, 2014
 
 
 
 
 
 
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cNós que acreditamos e vidas sucessivas, que sabemos que esta vida no planeta é apenas um estágio onde estamos aprendendo novas atitudes, reaprendendo lições ainda não compreendidas, e principalmente resgatando erros do passado, também estamos cientes que antes de voltarmos ocorreu uma programação no mundo espiritual.
Antes de voltarmos, podemos ficar indefinidamente em outras dimensões, por vários motivos. Trago aqui algumas questões do “Llivro dos Espíritos” de Allan Kardec, que sem dúvida soube como ninguém planificar didaticamente o que ocorre fora daqui.
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“Porás no cabeçalho do livro o ramo de parreira que te desenhamos porque ele é o emblema do trabalho do Criador. Todos os princípios materiais que podem melhor representar o corpo e o espírito nele se encontram reunidos: o corpo é o ramo; o espírito é a seiva; a alma ou o espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o espírito pelo trabalho e tu sabes que não é senão pelo trabalho do corpo que o espírito adquire conhecimentos.”
Livro dos Espíritos- Espíritos errantes – perguntas 223 a 226
223. A alma reencarna logo depois de se haver separado do corpo?
“Algumas vezes reencarna imediatamente, porém, de ordinário só o faz depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal, o Espírito, quando encarnado nesses mundos, goza quase que de todas as suas faculdades de Espírito, sendo o seu estado normal o dos sonâmbulos lúcidos entre vós.”
224. Que é a alma no intervalo das encarnações? “Espírito errante, que aspira a novo destino, que espera.”
a) – Quanto podem durar esses intervalos?
“Desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes.”
b) – Essa duração depende da vontade do Espírito, ou lhe pode ser imposta como expiação?
“É uma conseqüência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem. Mas, também, para alguns, constitui uma punição que Deus lhes inflige. Outros pedem que ela se prolongue, a fim de continuarem estudos que só na condição de Espírito livre podem efetuar-se com proveito.”
225. A erraticidade é, por si só, um sinal de inferioridade dos Espíritos?
“Não, porquanto há Espíritos errantes de todos os graus. A encarnação é um estado transitório, já o dissemos. O Espírito se acha no seu estado normal, quando liberto da matéria.”
226. Poder-se-á dizer que são errantes todos os Espíritos que não estão encarnados?
“Sim, com relação aos que tenham de reencarnar. Não são errantes, porém, os Espíritos puros, os que chegaram à perfeição. Esses se encontram no seu estado definitivo.”
No tocante às qualidades íntimas, os Espíritos são de diferentes ordens, ou graus, pelos quais vão passando sucessivamente, à medida que se purificam. Com relação ao estado em que se acham, podem ser: encarnados, isto é, ligados a um corpo; errantes, isto é, sem corpo material e aguardando nova encarnação para se melhorarem; Espíritos puros, isto é, perfeitos, não precisando mais de encarnação.
227. De que modo se instruem os Espíritos errantes? Certo não o fazem do mesmo modo que nós outros?
“Estudam e procuram meios de elevar-se. Vêem, observam o que ocorre nos lugares aonde vão; ouvem os discursos dos homens doutos e os conselhos dos Espíritos mais elevados e tudo isso lhes incute idéias que antes não tinham.”
Vemos que o guia familiar de Allan Kardec, chamado “Espírito Verdade”, abriu caminho para que outros espíritos, das mais diferentes graduações espirituais pudessem se comunicar. No “Livro dos Espíritos”, somente aqueles já iluminados e esclarecidos vinham fazer suas comunicações, daí, a absoluta certeza que tudo o que eles relatavam é realmente como acontece. Depois, nas inúmeras obras que se sucederam, através principalmente do querido Chico Xavier, através de Divaldo Pereira e seu guia Joana de Ângelis, entre muitos outros, e mais recentemente na obra de Robson Pinheiro, tem ocorrido a continuidade das explicações que necessitamos, a medida que nossas mentes encarnadas, e nossos espíritos em evolução vão adquirindo a capacidade do entendimento, nos ajudando nas batalhas constantes que temos de travar com as situações ao nosso redor, esta ambiência pesada que nos cerca, e sobretudo sobre nós mesmos, nossas tendências incorretas, nossas irresoluções e nossos sentimentos conflitantes e tantas vezes desequilibrados.
Compreendemos que tudo pelo qual passamos, as mais difíceis provas, expiações, os sofrimentos, dores, intempéries de todo tipo são apenas lições que lá estão para promover modificações nas movediças emoções que cultivamos, objetivando que tenhamos força para prosseguir sempre. Assim, dentro de nossa Fé, aprendemos a observar a Natureza, e vemos como ela perenemente tem nos ensinado. Paramos para pensar o esforço hercúleo da bolota de carvalho perdida sobre a terra, nos movimentos concêntricos que lhe são peculiares, vai adentrando pela terra, e consegue enfim libertar-se da casca, e numa paciente espera, frente à sede, muitas vezes ao fogo, ventos e tempestades, vai se tornando o monumental carvalho. Vemos a indefesa crisálida, que tem que ficar apertada em seu casulo, totalmente comprimida, sem qualquer alimento, e somente na hora certa consegue se libertar para se tornar a linda borboleta, livre, leve, solta, que nos encanta e leva à inspiração dos poetas. Observamos ainda a saga de um pintinho, quando chega sua hora, de ter que sozinho libertar-se da casca do ovo, e que inexoravelmente estes nascimentos ocorrem para transformações, sem que não haja como interferir no processo, senão à custa da morte prematura destes seres, se houver interferência, ou levá-los a viver com irremediáveis deformidades.
Da mesma forma somos nós, não podemos atropelar nosso desenvolvimento, mas podemos prejudicá-lo, se agirmos na não conformidade da Lei. Quem interpreta o livre arbítrio sem qualquer limite, está errado, assim como em nossa religião dizemos que “filho de pemba não tem querer”. Nossa Liberdade, para nosso próprio bem, é limitada pela rotação em cada um gravita.
Vamos na continuidade, continuar estudando:
Livro dos Espíritos- Espíritos errantes – perguntas 228 a 233
228. Conservam os Espíritos algumas de suas paixões humanas?
“Com o invólucro material os Espíritos elevados deixam as paixões más e só guardam a do bem. Quanto aos Espíritos inferiores, esses as conservam, pois do contrário pertenceriam à primeira ordem.”
229. Por que, deixando a Terra, não deixam aí os Espíritos todas as más paixões, uma vez que lhes reconhecem os inconvenientes?
“Vês nesse mundo pessoas excessivamente invejosas. Imaginas que, mal o deixam, perdem esse defeito? Acompanha os que da Terra partem, sobretudo os que alimentaram paixões bem acentuadas, uma espécie de atmosfera que os envolve, conservando-lhes o que têm de mau, por não se achar o Espírito inteiramente desprendido da matéria. Só por momentos ele entrevê a verdade, que assim lhe aparece como que para mostrar-lhe o bom caminho.”
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230. Na erraticidade, o Espírito progride?
“Pode melhorar-se muito, tais sejam a vontade e o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal é que põe em prática as idéias que adquiriu.”
231. São felizes ou desgraçados os Espíritos errantes?
“Mais ou menos, conforme seus méritos. Sofrem por efeito das paixões cuja essência conservaram, ou são felizes, de conformidade com o grau de desmaterialização a que hajam chegado. Na erraticidade, o Espírito percebe o que lhe falta para ser mais feliz e, desde então, procura os meios de alcançá-lo. Nem sempre, porém, é permitido reencarnar como fora de seu agrado, representando isso, para ele, uma punição.”
232. Podem os Espíritos errantes ir a todos os mundos?
“Conforme. Pelo simples fato de haver deixado o corpo, o Espírito não se acha completamente desprendido da matéria e continua a pertencer ao mundo onde acabou de viver, ou a outro do mesmo grau, a menos que, durante a vida, se tenha elevado, o que, aliás, constitui o objetivo para que devem tender seus esforços, pois, do contrário, nunca se aperfeiçoaria. Pode, no entanto, ir a alguns mundos superiores, mas na qualidade de estrangeiro. A bem dizer, consegue apenas entrevê-los, donde lhe nasce o desejo de melhorar-se, para ser digno da felicidade de que gozam os que os habitam, para ser digno também de habitá-los mais tarde.”
233. Os Espíritos já purificados descem aos mundos inferiores?
“Fazem-no freqüentemente, com o fim de auxiliar-lhes o progresso. A não ser assim, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem guias para dirigi-los.”
Podemos observar que está muito distante os conceitos de Céu e Inferno que convencionalmente se aprendeu no Ocidente, nos dogmas predominantes até nossos dias. As gradações vibracionais das diferentes dimensões estão além de nossa compreensão, e com certeza, raros de nós poderão acordar no Mundo Maior em uma Colônia espiritual como “Nosso Lar”, ou em “Aruanda”. Quem mais acha que é bom, pacífico e já merece o “céu”, talvez seja aquele que ainda mais necessita estar em planos intermediários e umbralinos. E é preciso refletir, com a imensa maioria de seres violentos, sob o domínio de paixões exacerbadas, ou depressões profundas, os sentimentos que não foram ainda bem trabalhados e compreendidos levando à excessiva suscetibilidade, rancor, mágoa, desejo de vingança, ou ainda a indiferença, a apatia, a obnubilação, o endereço não será paradisíacos locais de sublime contemplação. A esmagadora maioria, que parte por morte súbita, nos assassinatos, campos de guerra, suicídios diretos e indiretos, aqueles que passam pela vida sem acrescentar a sua evolução absolutamente nada, por suas próprias vibrações, estará em regiões de ajuste, até poderem empreender novas metas, subir novos degraus.
Portanto, haverá necessidade de muito auxílio, e antes de esperar pelo “merecido descanso”, aqueles que realmente compreenderam o sentido de evolução, estarão dispostos para as tarefas de amparo, descendo às regiões mais tenebrosas, sem descanso em trabalhos de caridade e amor. Por sua vez, eles mesmos vão emancipando suas próprias mazelas e evoluindo, ganhando os “bônus-hora”, de que nos fala André Luiz.
Os mais evoluídos, podem escolher a hora de seu reencarne, voltando ao campo de lutas por abnegação de auxílio a quem ama e está em estágios sofredores. Ou pode ficar milênios na erraticidade, servindo de guia e utilizando o tempo sempre em trabalho e mais aprendizados.
Outros, querem regressar, e o farão no momento adequado, regido pelas Leis Maiores, para cumprir suas faltas, corrigir seus erros, compreender lacunas que lhe faltam no âmago. E há aqueles, que às vezes têm de reencarnar compulsoriamente, tal é a perseguição de espíritos trevosos querendo vingança por seus maus atos.
Enquanto não voltamos, podemos estar semeando nosso progresso, ou ainda pela Lei Maior, até certo ponto fugir da reencarnação e ficar “penando” entre dimensões, mas certamente não é isso que nos fará melhor. Nesse último caso, vemos frequentemente nos terreiros, os “quiumbas” que são atraídos pelas falanges dos guardiões, recapturados de sua fuga, e dependendo das más ações que continuam perpetrando como algozes dos encarnados, terão seus arbítrios completamente limitados.
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Assim, quando Jesus disse:
“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta.. Não tendes vós muito mais valor do que elas? Não andeis, pois, inquietos, dizendo:
Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”(Mateus 6:26,31,33)
Não significa de modo algum que vamos cruzar os braços e esperar o maná do céu. Somos espíritos humanos, com nosso destino, que é o trabalho, a construção, a proteção do Planeta, o Amor aos semelhantes, pois temos o raciocínio. Mas temos de ter Fé, e seguir no Plano que o Mestre nos enviou. Ele não nos obriga a nada, mas não temos outro caminho senão este, os outros, os caminhos dourados, sempre nos levarão ao nada, ao atraso quando daqui partirmos. Esta é a Lei, esta é a Verdade, e se realmente queremos os caminhos evolutivos, é por aí que devemos seguir.
Alex de Oxóssi

sexta-feira, 23 de maio de 2014

ORIGEM E NATUREZA DOS ESPÍRITOS

Origem e Natureza dos Espíritos

Perguntas de Allan Kardec aos Espíritos Superiores
76. Que definição se pode dar dos Espíritos?
“Pode dizer-se que os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Povoam o Universo, fora do mundo material.”


77. Os Espíritos são seres distintos da Divindade, ou serão simples emanações ou porções desta e, por isto, denominados filhos de Deus?
“Meu Deus! São obra de Deus, exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. A máquina é obra do homem, não é o próprio homem. Sabes que, quando faz alguma coisa bela, útil, o homem lhe chama sua filha, criação sua. Pois bem! O mesmo se dá com relação a Deus: somos Seus filhos, pois que somos obra Sua.”


78. Os Espíritos tiveram princípio, ou existem, como Deus, de toda a eternidade?
“Se não tivessem tido princípio, seriam iguais a Deus, quando, ao invés, são criação Sua e se acham submetidos à Sua vontade. Deus existe de toda a eternidade, é incontestável. Quanto, porém, ao modo porque nos criou e em que momento o fez, nada sabemos. Podes dizer que não tivemos princípio, se quiseres com isso significar que, sendo eterno, Deus há de ter sempre criado ininterruptamente. Mas, quando e como cada um de nós foi feito, repito-te, nenhum o sabe: aí é que está o mistério.”


79. Pois que há dois elementos gerais no Universo: o elemento inteligente e o elemento material, poder-se-á dizer que os Espíritos são formados do elemento inteligente, como os corpos inertes o são do elemento material?
“Evidentemente. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente, como os corpos são a individualização do princípio material. A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos.”


80. A criação dos Espíritos é permanente, ou só se deu na origem dos tempos?
“É permanente. Quer dizer: Deus jamais deixou de criar.”


81. Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros?
“Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas, repito ainda uma vez, a origem deles é mistério.”


82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?
“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”


Comentário de Kardec. Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as idéias que só lhe poderiam ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.


83. Os Espíritos têm fim? Compreende-se que seja eterno o princípio donde eles emanam, mas o que perguntamos é se suas individualidades têm um termo e se, em dado tempo, mais ou menos longo, o elemento de que são formados não se dissemina e volta à massa donde saiu, como sucede com os corpos materiais. É difícil de conceber-se que uma coisa que teve começo possa não ter fim.
“Há muitas coisas que não compreendeis, porque tendes limitada a inteligência. Isso, porém, não é razão para que as repilais. O filho não compreende tudo o que a seu pai é compreensível, nem o ignorante tudo o que o sábio apreende. Dizemos que a existência dos Espíritos não tem fim. É tudo o que podemos, por agora, dizer.”
*  *  *
Kardec, Allan. Da obra: Livro dos Espíritos.
Rio de Janeiro, RJ: FEB.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

LIMPOU A SUJEIRA QUE FEZ?

O QUE SÃO AS RELIGIÕES?

Publicado por Administrador em maio 22, 2014
 
 
 
 
 
 
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rel
Nos recentes acontecimentos que agitaram as opiniões sobre a veracidade das crenças afro-brasileiras, são visíveis alguns pontos.
Sabemos de antemão que as palavras que levaram à dissidia foram retiradas, porém há ainda o que se falar a respeito.
O primeiro ponto é que é notória a existência de frequentes ataques públicos contra a umbanda e o candomblé.
O segundo ponto foi observar que ainda há o desconhecimento que os adeptos da umbanda e candomblé as consideram religiões.
O terceiro ponto é a afirmação que uma religião tem que ter um texto-base que lhe caracterize. Podemos citar que Allan Kardec , que organizou o Pentateuco da Doutrina Espírita, não considerou o Espiritismo como religião, e sim como Filosofia, embora se remetendo a Deus, de forma que quem segue o Espiritismo , acredita estar seguindo uma religião e isto é respeitado por todos.
Quem estuda a Umbanda, busca na fonte de Zélio Fernandino de Moraes as verdades trazidas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas, transcritas através de Leal de Souza, Mata e Silva, Benjamim Figueiredo, Cavalcante Bandeira,Emanuel Zespo, Lourenço Braga, Diamantino Trindade, Rivas Neto e mais recentemente Marco Boeing, Rubens Saraceni,Roger Feraudy, Norberto Peixoto e muitos, muitos outros escritos trazendo as bases, que são: crença reencarnacionista, busca da melhoria pessoal através da prática constante da Caridade, respeito às entidades representadas pelos pretos velhos, caboclos e crianças, fundamentos inalienáveis como o culto à Natureza e aos Orixás, e aos rituais sagrados que trazem alento, compreensão, fórmulas de Saúde e Paz e a busca do Amor, Igualdade, Liberdade e Solidariedade na Terra.
Embora sem ter os conhecimentos profundos necessários para o entendimento do Candomblé, tenho absoluta certeza que suas bases não escritas, são tão válidas quanto um livro escrito pelos homens, porque estão impressas no consciente coletivo dos adeptos, através de tradição oral, forma milenar de aprendizado e solidificação de cultura e crença.
O quarto ponto que gostaria de comentar é que independente de acreditarem ou não nas práticas afro-brasileiras, é importante que se faça uma análise, para que se verifique que hoje estão confundindo autenticidade nas palavras com falta de educação. Todo mundo quer ser autêntico, bate no peito e diz eu penso assim e acho isto ou aquilo, doa a quem doer. E dói realmente, palavras eivadas de preconceito e falta de visão sobre a verdade do próximo. Pois se cada um tem sua verdade, não é preciso usá-la como arma, sob o risco de cair na armadilha da grosseria, da indelicadeza, gerar uma ambiência belicosa que não traz nada de bom, pois invade o limite alheio e tem o potencial de gerar ações desequilibradas que terminam por atitudes destrutivas, como temos visto nos relatos policiais , das quebradeiras em templos, nas agressões a inocentes que querem apenas honrar seu Deus à sua maneira.
Para não me estender muito , tenho de citar o quinto e último ponto, que é refletir o que é se ter um a religião. Pois é muito fácil falar, sou católico, sou evangélico, sou umbandista, ou candomblecista, por exemplo. Mas quantos estão seguindo os preceitos e fundamentos, levando-os para fora dos templos e terreiros? De que adianta decorar livros de mil páginas, duas mil páginas e não se praticar uma linha? Quantos oram ao se levantas e ao dormir, agradecendo pelo seu dia, analisando suas ações e se propondo dia após dia melhorar-se? Quantos praticam com fé seus rituais, suas preces, e praticam integralmente aquilo que dizem que acreditam? Quantos verdadeiramente respeitam seu próximo isentos de antolhos e obstáculos ao entendimento e a compreensão?
Vejo muitas pragas lançadas, pedidos de amarração, solicitações de milagres, mágoas , revolta e raiva acumuladas, mas pouca firmeza ao se crer, ao se fazer, ao se construir.
Houve um equívoco, e ele ainda lá está, pois os vídeos agressivos praticamente subentendem passe livre para atos destrutivos.
Mas não é a Lei dos homens que deveria estar regendo isto, mas a consciência de cada um, de observar que o mundo não suporta mais tanta violência e desencontros e miséria moral. Se cada um fizer a sua parte, despido das vaidades , mazelas e ressentimentos verá muito claramente que a Verdade absoluta é uma só: Do pó vimos e do pó voltamos, e neste ínterim, deveríamos estar tentando mostrar aos nossos filhos que vale a pena estar neste grande organismo vido que é a terra, e ela está precisando , não de verdades pessoais, mas de mãos à obra, de luta contra a pobreza, fome e desigualdade, do fim das guerras, para que haja o silencio necessário para ser ter um real encontro com a Divindade.

Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ

quarta-feira, 21 de maio de 2014

JUIZ VOLTA ATRÁS

JUIZ VOLTA ATRÁS, DIZ QUE UMBANDA É RELIGIÃO, MAS ÁTILA NUNES AFIRMA QUE O FOCO É A RETIRADA DO YOUTUBE DE VÍDEOS OFENSIVOS
O deputado Átila Nunes e o vereador Átila Alexandre Nunes se reuniram na última terça-feira com o procurador federal Jaime Mitropoulos no Ministério Público Federal, visando como reverter a decisão do juiz da 17ª Vara Federal que negou a retirada dos vídeos ofensivos à Umbanda e ao Candomblé postados no Youtube pelo Google.
Apesar do juiz ter voltado atrás na declaração de que a Umbanda e o Candomblé não eram religiões, o deputado Átila Nunes afirmou que “o foco é a retirada dos vídeos, e não as declarações do juiz sobre a legitimidade  de nossa fé, já que não precisamos desse reconhecimento judicial para o que é óbvio e independe de ato judicial”
Já para o vereador Átila Alexandre Nunes, o que realmente interessa é a retirada dos vídeos ofensivos, que apelam para o ódio religioso, incitando a discriminação, a hostilidade e a violência. “O Google não tem o direito de compactuar com essas de intolerância religiosa, já que ninguém pode ser objeto de discriminação por parte do Estado ou de particulares”  – disse o vereador.
Para o deputado Átila Nunes, “o Google, ao permitir a veiculação dos vídeos ofensivos às famílias umbandistas e candomblecistas, ofende a dignidade humana e nega os princípios da Carta das Nações Unidas, sendo uma violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal de Direitos Humanos”.
Para o parlamentar, a liberdade de manifestar a própria religião está sujeita ao respeito dos direitos e da reputação das pessoas, “sendo dever se proibir toda propaganda a favor de ódio religioso que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade, ao crime ou à violência”.

O procurador Jaime Mitropoulos disse aos dois parlamentares que a Lei 12.288, de 20 de julho de 2010 prevê e expressamente determina que o Poder Público deve proteger as religiões de matrizes africanas, em face de discursos de ódio disparados através dos meios de comunicação. “O poder público deve coibir a utilização dos meios de comunicação social para a difusão de proposições, imagens ou abordagens que exponham pessoa ou grupo ao ódio ou ao desprezo por motivos fundados na religiosidade de matrizes africanas” – salientou o procurador.

  Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira. Leia no blog  ou  leitor Quando enxergamos o mal do outro… . Por  cristinatormena  em  5 ...