quarta-feira, 22 de julho de 2015

                   UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA
            ÁREA DE ORIENTAÇÃO MEDIÚNICA

                 Dirigente Reunião Mediúnica
                                                        ANEXOS

Programa de Qualificação Continuada do Tarefeiro do Grupo Mediúnico
Esther Fregossi Gonzalez *

Dirigimo-nos aos que vêem no Espiritismo um objetivo sério, que lhe compreendem toda a gravidade e não fazem das comunicações com o mundo invisível um passatempo. 

Allan Kardec. O Livro dos Médiuns

Introdução.1

Quando Allan Kardec elaborou, sob a inspiração dos Espíritos Guias da Humanidade, a obra monumental intitulada O Livros dos Médiuns, nos ofertou o maior e mais completo compêndio de informações relativas a paranormalidade humana e a fenomenolgia espírita.

O singular conteúdo desta obra, que permanece atualíssimo e insuperado, confere ao fenômeno espírita e à mediunidade objetivos nobres, alicerçados na conduta moral dos investigadores e dos médiuns. 

Na atualidade, quando as comprovações são dispensáveis, o estudo aprofundado e constante é atitude inadiável, de todo aquele que deseje obter comunicações produtivas.

Convictos de que [...] a mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos.

2. É indispensável delinear diretrizes que venham a garantir a qualidade do intercâmbio mediúnico.
Refletindo sobre as assertivas de Allan Kardec, compreendemos que, somente quando as diretrizes de O Livro dos Médiuns forem consideradas e aplicadas, poderemos obter Reuniões Instrutivas, ou seja, tornaremos sérias e verdadeiramente úteis às reuniões mediúnicas espíritas. 
É portanto, imprescindível compreender, considerar e aplicar os conceitos e critérios contidos em O  Livro dos Médiuns.

O insigne Codificador asseverou

Esta obra (O Livro dos Médiuns) se destina a lhes aplainar o caminho, levando-os a tirar proveito dos nossos longos e laboriosos estudos, porquanto muito falsa idéia formaria aquele que pensasse bastar, para se considerar perito nesta matéria, saber colocar os dedos sobre uma mesa, a fim de fazê-la mover-se, ou segurar um lápis, a fim de escrever (grifos nossos).
]
3.Indubitavelmente, o Mestre Lionês não mediu esforços para precaver os adeptos quanto aos escolhos naturais que a prática espírita apresenta. Afirmando claramente que, o seu objetivo não se restringia a indicar os meios de desenvolvimento da mediunidade, mas também, a assinalar os obstáculos que hão necessariamente de encontrar, e fundamentalmente a apontar os meios de se obterem boas comunicações.

Resta-nos questionar: estamos efetivamente tirando proveito dos seus longos e laboriosos estudos?

Se nos reportarmos ao Livro dos Espíritos, verificaremos Allan Kardec afiançar, na introdução, item III: 

Para se conhecerem essas leis, (as que regem as relações do mundo material com o espiritual) preciso é que se estudem as circunstâncias em que os fatos se produzem e esse estudo não pode deixar de ser fruto de observação perseverante, atenta e às vezes muito longa. (grifos nossos) 

4.A todo momento nos deparamos com a recomendação do estudo, no entanto, temos confundido a instrução teórica inicial - pré-requisito básico para a prática espírita - com o estudo continuado, perseverante e laborioso, o estudo recomendado pelo Codificador, cujas características indispensáveis são continuidade, regularidade e o recolhimento 

5.* Federação Espírita Catarinense. Membro da diretoria e coordenadora da Mediunidade. 
Florianópolis-Santa Catarina.  Representante da UEM- área da atividade mediúnica nas comissões regionais, CFN-FEB.

O grande erro que temos cometido é o de acharmos que sendo portadores de aptidões mediúnicas patentes, uma vez concluída a etapa da instrução teórica espírita, estamos prontos para o exercício mediúnico. 

Em verdade, a instrução inicial é apenas um estágio, onde vencemos algumas dificuldades de ordem material, porém, a partir deste ponto é que efetivamente iniciam os verdadeiros desafios, é neste momento, mais do que nunca, que precisamos do estudo aprofundado, bem como, dos conselhos da prudência e da experiência, se não quisermos cair nas armadilhas da obsessão.

Presentemente, quando os vastos elementos de estudo apresentados por Allan Kardec, são desdobrados e aprofundados por nobres Benfeitores Espirituais, como André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda  através da pena mediúnica de Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco, respectivamente  alargam-se as possibilidades de estudo e pesquisa, neste largo campo de valiosas e imprescindíveis informações para a prática mediúnica segura.
O Espiritismo é Ciência e, como tal, nos incita ao estudo e à investigação continuada, seja do próprio fenômeno mediúnico e seu mecanismo, seja a mediunidade em suas diversas nuances, bem como, as comunicações mediúnicas propriamente ditas.

O fascinante mecanismo da mediunidade, ao ser desvendado, confere-nos oportunidade de conhecer e compreender o intrincado processo do transe, bem como, os seus desdobramentos na organização física. 

Conhecer em profundidade as variadas facetas do mecanismo mediúnico é de suma importância para o medianeiro comprometido com a qualidade da sua tarefa.

É por tanto imprescindível, investirmos em metodologias de estudo que visem tornar a Doutrina Espírita melhor compreendida e adequadamente aplicada. 

O estudo metódico e sistemático da mediunidade e do fenômeno mediúnico apresenta-se como recurso seguro e eficiente, para obter o aprimoramento constante do médium e por via de conseqüência, da reunião mediúnica.

Esta metodologia, de estudo sistemático e continuado, deve, em princípio, contemplar dois aspectos:

*  Qualificação continuada do tarefeiro.

*  Qualificação continuada do grupo de tarefeiros.
 
  Vamos, em seguida, fazer uma análise de ambos os tipos de qualificação.

1. Qualificação Continuada Individual

* 1ª Etapa - Formação Básica

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, com base em todas as obras da Codificação Espírita. 

Entendemos que esta etapa é imprescindível para o tarefeiro Espírita, qualquer que seja a sua área de atuação, mas, especialmente, na prática mediúnica Espírita.

* 2ª Etapa - Estudo Teórico da Mediunidade. 

Tendo como base O Livro dos Médiuns. Após adquirir o conhecimento básico do Espiritismo, o tarefeiro inicia o estudo específico da Mediunidade e do fenômeno Mediúnico, tendo como base o Livro dos Médiuns e obras subsidiárias como a série André Luiz (Francisco Cândido Xavier) e Manoel P. de Miranda (Divaldo Franco).

* 3ª Etapa - Estudo Teórico-Prático.  

O objetivo desta etapa é o aprofundamento teórico-prático, que pode ser desenvolvido por meio de dinâmicas e exercícios que possibilitem ao tarefeiro o auto-conhecimento, e a disciplina do pensamento e das emoções. 

Se o tarefeiro apresenta faculdade mediúnica bem caracterizada, poderá, concomitantemente, ir educando a aptidão mediúnica através de exercícios práticos específicos, sob supervisão de trabalhadores mais experientes.

Observação: a conclusão das etapas de estudo, não habilita o tarefeiro ao exercício da Mediunidade em um grupo mediúnico. 

O seu ingresso e sua integração nesta reunião espírita deverá atender também a outros critérios, além dos estabelecidos pela Instituição Espírita. 

* 4ª Etapa  Prática Mediúnica: participação em grupo mediúnico. 

A fim de garantir um grupo mediúnico homogêneo, seguro e qualificado, necessário se faz considerar alguns critérios básicos na admissão e manutenção do tarefeiro na atividade Mediúnica. 

Sugerimos observar se o tarefeiro atende as condições básicas, tais como: Conhecimento Doutrinário (contemplando as etapas anteriores); equilíbrio emocional / espiritual; vinculação comprovada na Instituição Espírita; participação efetiva nas demais atividades da Instituição; disposição para aderir a proposta de qualificação continuada e compromisso com a transformação moral; atitude espírita: hábito da oração, 

Evangelho no lar; esforço em renovação moral, vinculação a uma atividade de assistência e promoção social.

É sempre oportuno lembrar que a participação em grupo mediúnico é opcional, não implicando que todos os tarefeiros que preencherem os pré-requisitos e participem das etapas de estudo, devam obrigatoriamente, vincular-se à prática mediúnica.

2  Qualificação Continuada Grupal

* Estudo Continuado para os Grupos Mediúnicos.

Através de programação específica, podem-se contemplar estudos periódicos, que poderão ser realizados no dia da reunião mediúnica  após o termino da reunião ou destinando uma das reuniões semanais exclusivamente para o estudo (exemplo: a primeira semana do mês está destinada ao estudo) ou em outro momento escolhido pelo grupo. 

Sugerimos para compor o programa as seguintes obras:

a) O Livro dos Médiuns,

b)  Obras de André Luiz e algumas de Emmanuel

c)  Obras de Manoel Philomeno de Miranda

O programa poderá ser desenvolvido de duas formas: estudo seqüencial das obras espíritas ou por temas, os quais serão pesquisados nos referidos livros.

* Seminários, Cursos , Encontros

Deve-se promover Cursos, Seminários e Encontros periódicos, previamente definidos e divulgados na Casa Espírita.  

A programação deve, necessariamente, abordar temas que destaquem o estudo continuado da mediunidade, dando ênfase ao aspecto moral, possibilitando ao tarefeiro oportunidades de reflexão, de auto-avaliação, o nível de comprometimento com a tarefa, a qualidade da prática mediúnica etc.

*  Avaliação Contínua

Estabelecer critérios para realizar com periodicidade, avaliação quantitativa e qualitativa das reuniões mediúnicas, bem como, do desempenho dos tarefeiros da atividade mediúnica. 

Esta avaliação poderá servir de base para ajustes no Programa de Estudo Continuado da Mediunidade, bem como, na definição de temas dos Seminários e Cursos a serem realizados.

"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.
Pensamento da Semana #11
www.umbandaead.com.br 
"Experiência é algo que não se consegue de graça."
- Oscar Wilde -
A grande maioria das pessoas gostariam de pular etapas na escalada da vida, mas se tem algo por onde não existam atalhos, é a vida.
A experiência é resultados da vivência constante, profunda e intensa naquilo em que se está experimentado.
Quando a experimentação é a vida, é certo que muitos vivem uma vida, experenciam-na portanto e no entanto o resultado é desgaste, uma espécie de apodrecimento.
Os que vivem a vida com atenta observação das experiências, sensações e sentimentos com constante reflexão e análise de si, condiciona a incrível oportunidade do amadurecimento que vai garantir certamente a sabedoria existencial.
Então você escolhe, viver e apodrecere ou viver e amadurecer.

Grande abraço, Pai Rodrigo Queiroz.
PENSE NISSO, PRATIQUE e tenha uma ótima semana! 
Lei de Adoração II - Parte 3ª, capítulo II de O Livro dos Espíritos.
        
 Prece inicial

         Primeiro momento: contar a história do Livro A Constituição Divina, de Richard Simonetti, Editora CEAC (p. 22-23).

 “ Havia um preto velho que era escravo. Trata-se, sem dúvida, da mais degradante condição social a que se possa submeter alguém. O infeliz não detém a posse de si mesmo. Há um senhor que pode dispor de seu trabalho, de suas horas e até de seu corpo. Não obstante ele vivia relativamente feliz, porquanto era alguém profundamente ligado a Deus.
         
Diariamente, em plena madrugada, dirigia-se à gleba de terra sob seus cuidados e, antes de iniciar o trabalho do dia, tirava o chapéu, erguia o olhar para o céu, levava a mão direita ao peito e dizia humilde:
         
"Sinhô! Preto véio ta aqui!".
         
Apenas isso. Ele era analfabeto e não conhecia muitas palavras, mas fazia o essencial: exercitava o sentimento, com o impulso do filho de Deus que não quer iniciar seu dia sem pedir a bênção do pai.
         
O que importa, portanto, na prece, não é sua duração, a repetição, a sofisticação das expressões. Fundamental, indispensável é a presença do sentimento.”
         
Segundo momento: comentar a história, destacando que:
          
Deus não está restrito ao espaço/tempo, por isso não há necessidade de um lugar específico para realizar uma prece, nem um momento pré-determinado.
          
A Doutrina Espírita esclarece que não são necessários rituais para orar (não precisa ficar de joelhos, falar alto ou falar muito, ou orar diante de uma imagem).
          Deus sempre ouve nossas preces, se elas são sinceras.
          A prece nunca é inútil, quando bem realizada, porque fortalece quem ora, o que é um grande resultado.
          Não basta apenas fazer preces, temos que realizar a nossa parte, com pensamentos, palavras e atitudes no bem.
         
Terceiro momento: contar as duas situações descritas em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXVII, item 3.

 1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. - Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.
         
Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (S. MATEUS, cap. VI, vv., 5 a 8.)
         
2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. - Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 25 e 26.)
         
3. Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros:
         
Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. - O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.
         
O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador.
         
Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 9 a 14.)
         
Quarto momento: comentar as situações, ressaltando as condições da prece:

*sinceridade    *amor    *humildade    *perdão das ofensas *autoconhecimento (analisar os próprios defeitos, visando um esforço em se melhorar) *fé    *intenção no bem.

Quinto Momento:

Lembrar que Deus:
         
Sempre nos auxilia, mas deve haver fé e merecimento;
          
Concede, a quem ora, a coragem, a paciência e a resignação;
         
Envia seus mensageiros, a fim de que intuam no bem a quem ora e por quem se ora.
          
Dá-nos o livre-arbítrio, a fim de que tenhamos responsabilidade por nossas escolhas.

         Sexto momento: fazer comentários a respeito da importância de se realizar o Evangelho no Lar (sugestões de aulas neste site), salientando que é um momento de estudo e de adoração a Deus.

Sétimo momento – atividade: caça-palavras.

Encontre cinco sentimentos que devemos ter no coração para que a nossa prece chegue até Deus.

Pinte cada palavra com uma cor diferente, escrevendo abaixo os sentimentos encontrados

Prece de encerramento
Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais
"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.

domingo, 19 de julho de 2015

Pontos Exu Seu Sete Encruzilhadas da Lira.

UMBANDA: queda do médium - "estouro" da corrente.

OBRAS DE ANDRÉ LUIZ  CITAÇÕES POR TEMA 3
                    SÍNTESES DOS LIVROS

Nosso Lar

Focaliza Condições da vida além-túmulo a Terra como oficina sagrada.
Objetiva Comprovar a imortalidade do espírito e o relacionamento entre os dos planos.
Assuntos Zonas inferiores; lei de causa e efeito; remuneração (bônus-hora); culto familiar; música e alimentação do plano espiritual.
Dados Técnicos 50 capítulos Tópicos Chico Xavier 1944 1/16
Instrutores Clarêncio (ministro do Auxílio no Nosso Lar)
Tobias Lísias (enfermeiro)
Narcisa (enfermeira)
Os Mensageiros

Focaliza Experiências da vida comum dos servidores do Espiritismo.
Objetiva Mostrar a importância dos trabalhos para o autoaprimoramento.
Assuntos Culto doméstico, doutrinação calúnia, pavor da morte.
Dados Técnicos 51 capítulos Tópicos Chico 1944 2/16
Instrutores Aniceto e Vicente (médicos companheiros de André Luiz)
Missionários Da Luz

Focaliza Os segredos da Reencarnação.
Objetiva Mostrar que a morte física não é o fim.
Assuntos Perispírito moldando as células materiais; espíritos superiores orientando o processo Reencarnatório e aspectos da manifestação mediúnica.
Dados Técnicos 20 capítulos Tópicos Chico Xavier 1945 3/16
Instrutor Alexandre.
Obreiros Da Vida Eterna

Focaliza Trabalhos dos obreiros de Jesus na assistência Cristã em torno da Terra, lutando contra as Trevas e o sofrimento.
Objetiva Mostrar que a morte não modifica milagrosamente o homem, essa modificação é fruto do trabalho de si mesmo.
Assuntos Experiências dos espíritos na vida espiritual, com suas instituições, templos e lares.
Dados Técnicos 20 capítulos Tópicos Chico Xavier 1946 4/16
Instrutor Jerônimo.
No Mundo Maior

Focaliza Intercâmbio entre os dois planos durante o sono.
Objetiva Esclarecimento aos encarnados para evitar a loucura, suicídio e desastres morais.
Assuntos Aborto; Epilepsia; Esquizofrenia e Mongolismo.
Dados Técnicos 20 capítulos Tópicos Chico Xavier 1947 5/16
Instrutor Calderaro.
Agenda Cristã

Focaliza Orienta a conduta do homem com base nos ensinos evangélicos.
Objetiva Trazer a palavra amiga do plano espiritual a todos os corações concitando à prática verdadeira da moral cristã.
Assuntos Aborda assuntos como amor ao próximo; aproveitamento do tempo; esforço próprio; ociosidade; pratica do bem e vigilância.
Dados Técnicos 50 capítulos Tópicos Chico Xavier1948 06/16
Instrutor André Luiz
Libertação

Focaliza Senda evolutiva do ser além do corpo físico.
Objetiva Esclarecer que a cada um será dado de acordo com sua obra.
Assuntos Aspectos científicos dos trabalhos intercessores dos espíritos superiores no plano espiritual; Planos dos perseguidores invisíveis e suas vítimas e Lincantropia.
Dados Técnicos 20 capítulos Romanceados Chico Xavier 1949 7/16.
Instrutor Gúbio
Entre A Terra E O Céu

Focaliza Respeito ao corpo humano; necessidade de valorização dos recursos que o mundo nos oferece para a reestruturação do nosso destino.
Objetiva Mostrar a vida comum das almas que aspiram à vitória sobre si mesma.
Assuntos Corações aflitos em prece; Conflitos de emoção; Desvario do ciúme; Embate do pensamento; Engano; Posse e Provação no lar.
Dados Técnicos 40 capítulos Tópicos Chico Xavier 1954 8/16
Instrutor Clarêncio

"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.
Estudos sobre Mediunidade 17

CAPÍTULO  15
AS MANIFESTAÇÕES VISUAIS,BICORPOREIDADE E TRANSFIGURAÇÃODAS MANIFESTAÇÕES VISUAIS

Por sua natureza e em seu estado normal o perispírito é invisível, tendo isso em comum com uma imensidade de fluidos que sabemos existir e que não vemos, por exemplo, o ar atmosférico. 

Pode também, como alguns fluidos, sofrer modificações que o torna visível, quer seja por uma espécie de condensação (por falta de um termo mais apropriado), quer por uma mudança em sua disposição molecular. 

Pode mesmo adquirir as propriedades de um corpo sólido e tangível, para retomar, em seguida, seu estado etéreo e invisível. É possível fazer-se idéia desse efeito pelo que acontece com o vapor (vapor-água-gelo).

Esses diferentes estados do perispírito resultam da vontade do Espírito, e não de uma causa física exterior, como é o caso dos gases. 

Quando um Espírito desencarnado faz-se visível, este condensa o seu perispírito num estado próprio para torná-lo visível; mas, nem sempre basta a vontade para que ele torne-se visível: é preciso o concurso de outras circunstâncias, que não dependem dele.

É preciso ainda, que ao Espírito seja permitido tornar-se visível a tal pessoa, o que nem sempre lhe é concedido. 

Necessita ainda, no caso de ser um Espírito desencarnado, da participação de um médium, que deverá ceder fluidos necessários ao processo, pois a modificação no perispírito opera-se mediante uma combinação deste com o fluido peculiar ao médium. 

Essa combinação nem sempre é possível, o que explica não ser generalizada a visibilidade dos Espíritos.

Assim, não basta que o Espírito queira mostrar-se nem tampouco que uma pessoa queira vê-lo, é necessário que entre eles haja uma espécie de afinidade, e também, que a emissão de fluidos da pessoa seja suficientemente abundante para operar a transformação do perispírito e, provavelmente, que se verifiquem outras condições que ainda desconhecemos.

Pode pois, numa reunião, mostrar-se a apenas a uma pessoa ou a diversas que nela estejam presentes. 

Daí resulta que, se duas pessoas igualmente dotadas desta aptidão se encontrarem juntas, pode o Espírito operar a combinação fluídica com apenas uma da duas, a quem ele queira mostrar-se ou com aquele que a combinação fluídica se opere mais facilmente.

As manifestações visuais ocorrem na maioria das vezes durante o sono, por meio do que chamamos muitas vezes de sonhos: são as visões. 

Quando as manifestações visuais ocorrem no estado de vigília, chamamos de aparições.

Podendo assumir todas as aparências, o Espírito se apresenta da forma que mais se torne reconhecível, se o quiser. 

Apresenta-se em geral de forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e imprecisa, e outras de formas nitidamente desenhadas, de modo que uma pessoa pode diante de um Espírito nestas condições, supor tratar-se de um encarnado, sem sequer suspeitar que tem diante de si um Espírito.

As aparições não constituem novidades, pois em todos os tempos se produziram e delas temos vários exemplos na história.

BICORPOREIDADE

Este fenômeno é uma variedade das manifestações visuais e baseia-se no princípio das propriedades do perispírito, quer se encontre no mundo dos Espíritos, quer se encontre no mundo dos encarnados.

A faculdade que possui o Espírito encarnado de emancipar-se e de desprender-se do corpo durante a vida, pode permitir a ocorrência de fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. 

Enquanto o corpo se acha sob o efeito do sono, o Espírito pode transportar-se revestido pelo perispírito a lugares diversos, tornando-se visível e aparecendo a outros indivíduos, quer estenjam estes acordados ou dormindo, pelo mesmo processo de condensação ou de transformação já estudados. 

Além de visível torna-se também tangível, de uma forma tão próxima da realidade que permite aos indivíduos afirmarem tê-lo visto em dois lugares ao mesmo tempo. 

Ele realmente estava em ambos, mas apenas num se achava o corpo material, achando-se no outro o Espírito. 

Ao despertar o indivíduo, os dois corpos se reúnem e a vida volta ao corpo material. 

A este fenômeno denominamos bicorporeidade.

Por mais que possa parecer extraordinário, este fenômeno, como tantos outros, está na ordem dos fenômenos naturais, pois que depende de propriedades do perispírito e de uma lei natural, e tem sua explicação nas propriedades de condensação e transformação do perispírito.

Deste fenômeno temos vários exemplos amplamente comprovados e divulgados, tanto na literatura Espírita quanto Eclesiástica.

Santo Alfonso de Liguori foi canonizado antes do tempo necessário por ter se mostrado em dois lugares ao mesmo tempo, o que se passou como sendo um milagre. 

Enquanto os seus companheiros o viam em sua cela, em estado de êxtase, em Arienzo, na província de Nápoles, ele era visto simultaneamente em Roma assistindo ao Papa Clemente XIV, em seus últimos minutos, e ao despertar deu aos colegas de convento a notícia da desencarnação do Papa, que foi confirmada bem mais tarde por notícias oficiais, em decorrência da distância que separava os dois lugares.

Santo Antônio de Pádua, estava na Espanha e enquanto aí pregava, seu pai, que estava em Pádua, ia ao suplício, acusado de uma morte. 

Neste momento, Santo Antônio aparece, demonstra a inocência de seu pai e revela o verdadeiro culpado que, mais tarde, sofre o castigo. 

Foi constatado que neste momento, Santo Antônio não havia deixado a Espanha.

Eurípedes Barsanulfo, notável médium que viveu em Sacramento - MG, dotado de moral irrepreensível, por várias vezes se fez notar no fenômeno da bicorporeidade.

Encontramos alguns relatos bastante interessantes, principalmente por terem sido presenciados por testemunhos nem sempre afeitos à Doutrina dos Espíritos.

Eurípedes era professor, sendo o fundador do Colégio Allan Kardec em Sacramento (o primeiro colégio espí¬rita em todo o mundo). 

Era médium dotado de variados tipos de mediunidade, destacando-se a mediunidade de cura e o receituário mediúnico. 

Muitas vezes entrava em transe durante uma aula e se prestava a socorrer necessitados através da bicorporeidade; 

certa vez, após um transe, dirige-se aos alunos e diz:

"- Prestem atenção. Acabo de fazer um parto difícil, numa residência atrás da Igreja do Rosário. 

O marido não sabe que a criança já nasceu e está a caminho daqui, para solicitar ajuda. 
Quando ele entrar na sala os senhores devem ficar de pé para o cumprimentarem.

E o homem entrou logo em seguida, muito aflito, de roupa de montaria e chapéu, pedindo a Eurípedes que fosse até a sua residência, com urgência fazer o parto pois sua mulher estava muito mal e a parteira não estava conseguindo resolver o caso.

- Acalme-se, respondeu o médium sorrindo, já fiz o parto há 5 minutos atrás...

- Não é possível disse o homem, há 5 minutos eu o teria visto no caminho.

- O senhor não me viu porque eu fui em Espírito, mas eu vi o senhor, respondeu Eurípedes, e pode voltar para sua casa sossegado, a menina que nasceu é linda e forte.

O homem porém duvidou e só saiu dali com Eurípedes junto. 

Chegando a casa se deparou com a esposa que segurava no leito a filhinha. A parturiente ao ver o médium exclamou:

- O senhor não precisava vir de novo seu Eurípides, eu e o bebê estamos passando muito bem!

Em várias outras ocasiões este médium pôde ser visto simultaneamente em dois lugares.

Os livros Eclesiásticos relatam a história de Maria D'Agreda, que ainda muito jovem tornou-se superiora do convento de Imaculada Conceição de Maria na Espanha. 

Maria D'Agreda era um Espírito nobre e extremamente preocupada com a salvação do próximo, e, em suas preces, pedia ardentemente a Deus que permitisse a ela fazer algo pela salvação destas almas que não conheciam a Deus. 

Certo dia, durante seus momentos de oração, ela se viu arrebatada em êxtase a uma região longínqua de clima e vegetação diversos do clima espanhol, sendo esta região reconhecida como o Novo México, na América do Norte. 

Neste local Maria d'Agreda encontrou uma nação indígena que passou a catequizar, durante estes períodos de êxtase que se repetiram por cerca de 8 anos com aproximadamente 500 êxtases, seguidos do fenômeno de bicorporeidade. 

Maria d'Agreda exerceu assim seu apostolado doutrinário em região muito distante da Espanha sem de lá se afastar em corpo físico, apenas o fazendo em corpo espiritual. (Vide Revista Espírita de novembro de 1860).

TRANSFIGURAÇÃO

O fenômeno da transfiguração decorre do princípio de que pode o Espírito dar ao seu perispírito a aparência que desejar; que mediante modificações na disposição molecular, pode dar-lhe visibilidade, tangibilidade e a opacidade; que o perispírito de um encarnado possui as mesmas propriedades, que essa mudança se opera pela combinação dos fluidos.

Imaginemos pois o perispírito de um encarnado, não desprendido do corpo, mas exteriorizado em volta de seu corpo, de maneira a envolvê-lo como uma espécie de vapor. 

Neste estado se torna passível das mesmas modificações de que o seria se estivesse separado do corpo. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, tornar-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito ou se ele dispuser de poder para tanto. 

Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os dele poderá, a essa combinação de perispíritos, dar a forma que desejar, mudando temporariamente a forma original e assumindo aquela da entidade espiritual que sobre ele atua. 

Esta parece ser a causa do fenômeno da transfiguração.

Allan Kardec relata no Livro dos Médiuns vários casos de transfiguração.

Um dos mais belos exemplos de transfiguração encontra-se no Evangelho [Marcos-IX,2-8]:

"Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago e a João e os levou em particular ao Monte Tabor. 

E foi transfigurado diante deles, suas vestes tornaram-se resplandecentes e muito brancas, como nenhum lavadeiro sobre a Terra as pode alvejar."

Eliseu Rigonatti, médium, escritor e expositor espírita conta em [O Evangelho das Recordações], um caso bastante ilustrativo do fenômeno da transfiguração. 

Segundo este autor, uma das médiuns participantes da reunião mediúnica por ele dirigida naquela ocasião era muito estrábica do olho direito, a ponto de aparecer apenas a esclerótica, com pequena parte da íris, num cantinho da pálpebra. O olho esquerdo era normal. 

Certo dia ela comunicou ao dirigente que faltaria por uma semana, pois iria a São Paulo submeter-se a uma cirurgia corretiva para o problema. 

Mas no sábado seguinte lá estava ela para os trabalhos mediúnicos, e durante uma comunicação 

Eliseu notou que a jovem mantinha os olhos bem abertos e que eles estavam normais, sem qualquer sinal do estrabismo. 

Ao final da reunião entretanto, quando ele se dirigiu à jovem para comemorar o sucesso da cirurgia, notou que a jovem mostrava o mesmo estrabismo de sempre e ela lhe disse que por motivos econômicos tivera que adiar a viagem, e que durante a comunicação mediúnica, sentira um forte pressão nos olhos.

Vimos assim, de forma sucinta, alguns esclarecimentos básicos para se entender os fenômenos da bicorporeidade e da transfiguração. 

Para aumentar os seus conhecimentos no assunto, sugerimos que leia a bibliografia recomendada abaixo.

Bibliografia

1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) O Livro dos Médiuns - Allan Kardec
3) Obras Póstumas - Allan Kardec
4) A Gênese - Allan Kardec
5) Revista Espírita - novembro de 1860
6) O Evangelho das Recordações - Eliseu Rigonatti
7) O Apóstolo da Caridade - Eurípedes de Barsanulfo
8) Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel
IDE-JF/CVDEE
IDE-JF  Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora-MG

"Nascer, morrer, renascer ainda, e progredir sempre, tal 頡 lei"
Allan Kardec.

  Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira. Leia no blog  ou  leitor Quando enxergamos o mal do outro… . Por  cristinatormena  em  5 ...