terça-feira, 8 de dezembro de 2015



                               Desenvolvimento Mediúnico


 Por Rodrigo Queiros -  Outubro de 2003

 “Que vale o desenvolvimento rápido se o médium nada possui para ofertar? 

Há mérito em se oferecer taça vazia para aquele que agoniza de sede?” 

Ramatis Falar sobre a mediunidade e sua mecânica é algo muito comum no meio espiritualista. 

Porém, é sempre um tema bastante complicado e polêmico. 

Exige sempre muita responsabilidade. 

Mas o que todo autor sempre espera do seu leitor é que ele reflita e pondere sempre para o bom senso crítico, racional e emocional. 

Dia a dia chegam pessoas novas para o nosso meio religioso, na maioria das vezes dotadas de mediunidade a ser desenvolvida, e é aí que mora o perigo... 

A mediunidade tem várias funções para o ser humano, sendo que a principal é encaminhar o médium a uma evolução acelerada. 

Mas como usar disto para evoluir? 

Ora irmão, ser médium não é ser diferente de ninguém; na verdade, é ter que saber resolver os seus problemas e os dos que te procuram, e digo isso a “grosso modo”. 

Mas, para se ter este equilíbrio, é necessária uma caminhada ao seu interior. 

A espiritualidade espera sempre que com o desenvolvimento mediúnico a pessoa busque sua reforma íntima, a fim de ser ajudada e depois poder ajudar o próximo. 

Quando digo “se ajudar”, quero dizer que a pessoa deve encontrar seus erros e seus defeitos e na sequência buscar o aprimoramento moral. 

Somente assim a mediunidade começará a ter função em sua vida. 

Senhores médiuns, problemas materiais todos nós temos; então, isso nunca deverá ser desculpa para evitar os seus trabalhos mediúnicos e caritativos. 

Devemos saber administrar tudo isso, sem que uma coisa atrapalhe a outra. 

Médiuns, vocês são o espelho dos que lhe procuram. 

Então parem e pensem: “Eu estou sendo um bom exemplo?”. 

Por favor, não venham com a conversa de que sua vida particular não tem nada a ver com a mediúnica. 

Esta desculpa é o mais cruel pecado que o médium pode cometer. 

Outros usam um ditado que diz: “Faça o que eu falo e não faça o que eu faço”. 

Um ABSURDO! 

Ser médium é buscar viver a vida terrena em paralelo com a vida espiritual e, para isso, é necessária a reforma íntima, a evangelização e o estudo teológico da religião. 

É o tal do “Orai e Vigiai”; porém, na verdade, devemos vigiar e orar. 

Agora, para que sair desenvolvendo sua mediunidade de forma desordenada e acelerada se você nem sabe o que vai fazer com este dom? Para quê? 

Para daqui a alguns anos você jogar no lixo?! 

Saiba irmão que, nessa história de mediunidade, o maior necessitado é você mesmo. 

É você que precisa se ajudar. 

Ser médium é ter a função de aparelho (cavalo ou burro, como queira) para os espíritos. 

Mas para ser um bom aparelho é necessário ser bem preparado, usar tecnologia de ponta, material de primeira, para que se tenha vida longa, senão será descartado rapidamente e substituído por outro. 

É assim que a dona de casa faz com a faca que ela compra nas lojas de “R$ 1,99”; porém, se ela comprar uma faca de marca reconhecida e que passou pelos testes de qualidade e procedência, provavelmente irá durar toda a vida. 

O processo de desenvolvimento mediúnico e até mesmo a sua continuidade vai muito além dos rodopios na gira ou do comparecimento no terreiro para incorporar um Caboclo ou Preto-velho. 

Saiba que o desenvolvimento é eterno. 

Após você incorporar o mentor, aí sim seu desenvolvimento espiritual começará. 

O trabalho mediúnico não é só incorporar os mentores em datas e horas predeterminadas. 

Já disse o grande mentor e mestre Ramatis: 

“Não conseguireis bons fluidos em horas programadas, se os contaminais com a intolerância, a cólera, a irritação e o desamor de minutos anteriores.

” Irmãos, eu gostaria de escrever muito mais, mas o nosso espaço é limitado. 

Só desejo e espero que vocês se atinem ao que aqui está sendo alertado e que se preocupem com isso. 

O assunto é sério e exige muita responsabilidade. 

Usem o bom senso sempre, não desanimem, sempre estaremos sendo amparados
                                         


 Mediunidade de incorporação

 Por Alexandre Cumino 


A mediunidade de incorporação é a modalidade mais comum na Umbanda. 

Dentro das classificações é ainda chamada de psicofonia, a fala mediúnica. 

Muito mais que a simples mecânica de transmitir mensagens dos espíritos por nosso aparelho vocal, existe toda uma caracterização no médium incorporado por uma entidade na Umbanda, pois eles trazem todo um conjunto de trejeitos que identifica a qual linha pertencem (preto-velho, caboclo, baiano...) e qual o tipo de trabalho que realizam. 

Dentro da mecânica de incorporação é costume entre os médiuns se perguntarem se são conscientes ou inconscientes, como se esta resposta esclarecesse realmente um tipo de mediunidade ou ainda a qualidade da comunicação. 

O fato é que uma simples resposta a esta pergunta não esclarece nada, vejamos, por exemplo, dentro do que se costuma chamar “médium inconsciente”. 

O que é um “médium inconsciente”? 

Na prática é aquele que não se lembra do que aconteceu enquanto esteve incorporado. 

Mas qual é a mecânica de incorporação? 

Como se processa o fenômeno mediunidade nele? 

Em verdade muitos que não se lembram do trabalho que seus guias realizam e costumam ser chamados de médiuns inconscientes podem ter tipos diferentes de mediunidade. 

Veja só, alguns médiuns enquanto incorporados são semiconscientes e seu corpo perispiritual, duplo etérico, fica um pouco deslocado do eixo normal, onde tudo se processa como se fosse um sonho e, ao desincorporar o guia, seu corpo volta ao eixo sofrendo um pequeno “choque” como de quem acabou de acordar, assim esquecendo o que aconteceu enquanto esteve incorporado, mas não inconsciente. 

Outro caso mais raro é o médium que no momento da incorporação faz desdobramento astral, podendo acompanhar ou não o trabalho da entidade e lembrando ou não o que vivenciou enquanto esteve projetado, com seu perispírito fora do corpo material, este também pode esquecer o que vivenciou ao voltar para seu invólucro carnal. 

Alguns enquanto incorporados além de se desdobrarem também dormem, são os chamados médiuns sonambúlicos, e quando seu corpo fica entregue de forma física e motora à entidade dizemos ainda que tem mediunidade mecânica. 

Podemos fazer uma analogia grosseira com a mediunidade de psicografia, que é mecânica quando a entidade domina fisicamente o braço do médium, usando inclusive a caligrafia que tinha enquanto encarnado. 

Este tipo de mediunidade é raro, Chico Xavier manifestava muito de forma mecânica, para citarmos um exemplo conhecido de todos. 

A incorporação mecânica é tão rara quanto à psicografia mecânica também chamada de automática. 

E ser um médium mecânico e sonambúlico não o torna melhor que os demais, porque a qualidade em uma boa manifestação, dentro ou fora da Umbanda, não está na forma, mas na essência, ou seja, mais valor tem o teor da mensagem e a vibração da entidade do que a mecânica que ela se utiliza para manifestar. 

Podemos ter médiuns inconscientes que em nada interferem na comunicação, já que esta é a polêmica nos terreiros, mas com sintonia baixa e afinidade espiritual negativa. 

Pouco valor tem os fenômenos, além de converter os céticos, muito valor tem a doutrina. 

Mais vale uma entidade de luz que pouca caracterização cria em seu médium e que transmite tudo o que nossos Orixás esperam da comunicação do que um “zombeteiro” produzindo fenômenos para impressionar as pessoas e que pouco ou nada têm de bom para nos transmitir. 

A maioria dos médiuns são semiconscientes. 

E embora se digam conscientes, mal se lembram das consultas ou de quem realmente tomou ou deixou de tomar passes com seus guias. 

Pode reparar, quase todos precisam passar por um período de desenvolvimento mediúnico que varia de pessoa para pessoa. 

O sonambúlico, inconsciente e mecânico, não passa pelo desenvolvimento mediúnico, pois ele possui mediunidade de incorporação mecânica, física mesmo; quando chega a um período de sua vida em que deve se entregar à mediunidade, ela aflora tão rapidamente que pouco se consegue entender o que está acontecendo. 

Aí o que vale é ter uma boa comunicação pautada no AMOR e na CARIDADE. 

Muitos médiuns são conscientes e têm mediunidade mecânica, como o sonambúlico, pois eles fazem o desdobramento astral e acompanham o trabalho “de fora”, ou seja, se veem incorporados. 

Tudo isso para dizer que não há como qualificar uma boa comunicação ou classificar um tipo de mediunidade baseando-se em uma simples pergunta, se o médium é consciente ou inconsciente. 

O que temos que saber é se a entidade incorporada realiza um bom trabalho de AMOR e CARIDADE, doutrinando e transformando homens e mulheres em pessoas melhores para si mesmas e para o seu semelhante.

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Mirongas na Umbanda ? Para problemas Afetivos ?????

                           

                    Mironga de Umbanda para problemas afetivos

Por Fernando Sepe

Mironga é como chamamos o feitiço de preto-velho, a mandinga de negro em favor aos
filhos que o procuram. 

Aqui vão algumas mirongas que essa nêga véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração. 

Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia. Grande é a força dessas pequenas dicas...

1 – Aprenda a viver sozinho. Caso você não consiga nem viver consigo mesmo, como poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? 

Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.

2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de  terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.

3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.

4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.

5 – Desapegue-se! 

Ser humano é um bicho apegado. 

O único problema: amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. 

Um carinho incondicional. 

Quase um sentimento de devoção. 

Se você “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçada...

6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. 

Quer milagre maior que esse?

7 – Melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.

8 – Ponha o pé no chão e esqueça essa história de alma gêmea. Pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios ditos espiritualistas. 

Encare a realidade de frente.

9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. 

E a morte se aproximando...


10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos!

Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês?

Não existe mironga maior que essa...

por Vó Dita - 11/02/2007
A Umbanda

O QUE É UMBANDA?
 È muito comum os filhos de fé não conhecerem a resposta para esta pergunta tão simples.
Umbanda é a manifestação do espírito para a caridade.
Caso deseje uma explicação técnica, podemos dizer que:
Umbanda é uma religião espiritualista, ritmada, ritualizada de origem euro-afro-brasileira.
É uma religião espiritualista por se comunicar com desencarnados;
É ritmada, pois usamos os atabaques para o desenvolvimento dos trabalhos;
É ritualizada por seguir procedimentos e modelos próprios para os trabalhos;
Tem origem européia por partilhar ensinamentos de Allan Kardec que era francês, africana, pois cultua divindades dessa origem e brasileira por ter como elementos o índio brasileiro (caboclo) e negro escravizado (preto-velho).
 Difere-se do Candomblé, principalmente, por permitir a incorporação de espíritos desencarnados (eguns). No Candomblé de raiz cultua-se apenas o Orixá, não há representantes nem consultas, o único a incorporar é o pai-de-santo que só incorpora o Orixá e as consultas são feitas apenas através dos búzios.
 Não se sabe exatamente nem como nem quando a Umbanda começou a ser praticada, mas a primeira manifestação documentada e considerada oficial data de 15 de novembro de 1908, ocasião na qual o então jovem Zélio de Moraes, foi levado à Fundação Kardecista de Niterói, a fim de verificar certos “ataques” que sofria. Lá se manifestou pela primeira vez o Caboclo das Sete Encruzilhadas. De toda mensagem que deixou eis alguns trechos
 “Eu sou apenas um caboclo brasileiro. (...) Se for preciso que eu tenha um nome digam que sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não existirão caminhos fechados. Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias e perdurará até o final dos tempos. (...) Amanhã, na casa onde o aparelho mora, haverá uma mesa posta pra toda e qualquer entidade que queira se manifestar. Independentemente daquilo que foram em vida, todos serão ouvidos, e nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos,e a nenhum viraremos as costas nem diremos não, pois esta é a vontade do Pai”
 É fato que antes disso já existia a manifestação de caboclos e preto-velhos, porém foi com o Caboclo das Sete Encruzilhadas que foi definido um rito e as bases da nova religião, sendo por este motivo que Zélio Fernandino de Moraes é considerado o fundador da Umbanda e comemoramos no dia 15 de novembro o Dia Nacional da Umbanda.
 O que vem a ser a Lei de Umbanda?
 É a lei que rege o trabalho das entidades espirituais que trabalham na Umbanda. Baseia-se nas leis universais do plano espiritual, como a Lei da Evolução e a Lei de Ação e Reação, porém a diferença está em sua aplicação.
 A Lei de Umbanda prima pelo amor, renúncia, caridade, humildade e simplicidade. É desta forma que os representantes espirituais atuam e este é o comportamento esperado dos filhos de fé que se sujeitam a esta lei.
 Os sacramentos na Umbanda
 Como toda religião, a Umbanda também tem seus sacramentos que são o batismo, casamento e pompas fúnebres. Diferente de outros, estes sacramentos carregam uma forte identidade umbandista quanto ao ritual e a importância espiritual. O filho de fé deve conhecê-los e fazer uso deles, em especial do batismo.
 A trindade umbandista
 Tal qual outras religiões cristãs, a Umbanda possui uma trindade máxima representada por Olorun (o Deus único e criador de tudo), Oxalá (Jesus Cristo) e Ifá (oráculo divinatório sincretizado com o Espírito Santo).
 Então a trindade Pai-Filho-Espírito-Santo, largamente usada inclusive pelas entidades (não existindo nenhum erro nisso), na tradição umbandista é Olorun-Oxalá-Ifá.
 Assim sendo, quando o filho de fé desejar “abençoar” algo deve usar as costas da mão (a parte mais limpa) e, fazendo pequenos sinais da cruz deve proferir: “Por Olorun, por Oxalá e por Ifá”.
 Toda trindade tem sua representação na forma de um triângulo, e na Umbanda esse símbolo tem uma força ainda mais importante, sendo o símbolo maior da nossa religião representado como dois triângulos entrelaçados, ou como é popularmente conhecido, como uma “estrela-de-davi”.

  Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira. Leia no blog  ou  leitor Quando enxergamos o mal do outro… . Por  cristinatormena  em  5 ...