TORRADAS QUEIMADASby moderadoreed |
Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
sábado, 28 de janeiro de 2012
"Quando eu ainda era um menino, minha mãe, ocasionalmente, gostava de preparar um lanche, na hora do jantar.
Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada...
Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando, ela não sabe usar a furadeira, mas, após minhas reformas, faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo.
A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu.
Precisamos exercitar nossa tolerância, ... não é nada fácil, mas sempre podemos tentar.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
É PRECISO VER DE OUTRA FORMA !
Uma outra visão…
Posted on novembro 30, 2011 by Mãe Mônica Caraccio
Axé… Puxa, que gostoso receber o carinho de todos vocês, fiquei muito feliz com cada mensagem, comentário e claro, torcida. Estou na maior adrenalina com o TCC que irá para banca examinadora semana que vem junto com o fechamento do JUCA (o nosso Jornal Umbanda Carismática). Ufa… Só por Ogum, ou melhor, SÓ COM OGUM!!!
Falando em Ogum, lembrei que dias atrás, durante a aula de mediunidade que ministro aqui no terreiro falei sobre a importância da função de cada um dentro de uma gira, falei que todos são importantes, que cada ponto da Casa, como a cantina, a porta, tem um valor singular e que os trabalhos religiosos do qual participamos, independente da posição que exercemos, são momentos únicos, que além de recebermos tantas bênçãos, podemos refazer nossas vidas passadas, “pagar” nossas dívidas e propiciar o bem a qualquer pessoa, a qualquer espírito, independente de interesses ou necessidades.
Com essa linha de raciocínio propus uma reflexão sobre nossas vidas passadas e o reconhecimento de que somos espíritos ainda em evolução e portanto todos nós falhamos em alguns momentos e aspectos de nossas vidas, seja nas vidas anteriores ou nessa, afirmei então que, consequentemente temos nas giras de Umbanda, com todo seu imenso trabalho espiritual assistencial, uma possibilidade incomensurável para sanar nossas “dividas” passadas independente da função ou capacidade mediúnica.
Ou seja, não somente o médium de incorporação está sendo favorecido pela espiritualidade superior, mas todos. Portanto, podemos pensar, por exemplo, que a função do porteiro no terreiro não é apenas de estar na porta, mas sim abrir as portas de uma casa santa, abrir as possibilidades para o espírito, abrir o Sagrado. É propiciar melhoras a desconhecidos, é propiciar a ação da espiritualidade, é propiciar a ‘abertura de vida’ a pessoas que talvez, em vidas passadas, tiveram sua vida fechada pelo próprio médium que agora tenta corrigir seus erros, da mesma forma podemos pensar na condição do médium que fica na cantina servindo lanches. Esse médium não apenas serve lanche, esse médium alimenta, serve, sorri, ações e situações que talvez retratem momentos de vidas passadas desse médium que, por algum motivo, propiciou a fome, a sede, a avareza, enfim…
Logo, só posso entender como Sagrado cada ponto de meu Terreiro, como belíssimas oportunidades cada momento que estou dentro do Terreiro, como grandioso cada posição e cada situação que vivencio dentro do Terreiro.
Faço essas afirmativas pois muitos médiuns, por muitas vezes, reclamam de suas posições dentro do terreiro, acham que o bom, que o importante é estar incorporado, e que de antes disso, ou até isso acontecer, o terreiro e o trabalho que realiza não tem muito valor.
Aliás, têm pessoas, médiuns e consulentes, que pensam que o trabalho espiritual só acontece dentro do congá, com a gira aberta e no momento em que se está em frente da Entidade espiritual, o que é um grande engano!
Sei que essas atitudes e pensamentos acontecem por falta de orientação, portanto, vou transcrever um trecho do livro “RECANTO DE LUZ” inspirado pelo espírito Eusébio ao médium Luis Carlos Rapparini, que apresenta com clareza um pouco da grandiosa dimensão que a espiritualidade trabalha.
Aliás, assim como fiz no dia de aula, recomendo a leitura desse livro que, de forma simples e objetiva, narra a história de um espírito aprendiz da doutrina kardecista, que cheio de ‘conceito próprio’, é designado estagiar num centro de Umbanda, uma tarefa difícil, mas que devido a paciência e bondade das Entidades Espirituais, esse espírito começa a enxergar a grandeza dos trabalhos que acontecem dentro de um Terreiro.
Dessa forma, lendo esse livro vocês terão belíssimas explicações de como acontece, como funciona, como agem os Guias da Umbanda e os Terreiros quando vistos do Alto.
Claro que para nós, aqui embaixo, essa leitura propiciará uma outra visão sobre as ações e nos remeterá a uma responsabilidade muito maior, afinal o Saber exige atitude, não é mesmo?
Portanto, EU RECOMENDO!
Recanto de Luz
Obra mediúnica inspirada pelo espírito Eusébio
ao médium Luis Carlos Rapparini
-Faltavam dez minutos para as vinte horas, quando um estranho alarido chamou-nos a atenção. Granjearam entrada para inúmeras entidades de aspecto sofredor e fisionomias amarguradas. Parecia que tinham recolhido todos os mendigos, abandonados e desfavorecidos de toda a sorte daquelas redondezas. Eles deixavam-se conduzir sem qualquer percepção do cuidado e carinho de que eram cercados; eram incapazes de reconhecer o local em que estavam entrando; suas mentes estariam, certamente, fixadas nas reminiscências desagradáveis que aquele estado tão desgraçado havia provocado.
A atmosfera balsamizante, que eu tanto havia admirado momentos antes, não os afetou de nenhuma forma. Confusos, deprecantes, lamurientos, todos eles foram mantidos em local apropriado, limitados por largas faixas de barreiras magnéticas. Pouquíssimos, notando a existência dessas barreiras, exclamavam-se presos e rogavam por liberdade.
As entidades tutelares que os acompanhavam, de semblante austero e lábios silenciosos, assumiram posição de vigilância, confundindo-nos quanto à sua intenção: se era evitar a saída de algum deles ou a entrada de outras entidades naquele local.
Até então os demais quatro espaços permaneceram vazios. - É mínimo o número de visitantes encarnados, você não acha? Já está quase na hora de começar e vemos tão somente aquelas duas jovens senhoras – retruquei ao meu parceiro.
-Sim, Eusébio. Também noto alguma displicência no grupo de médiuns, pois daqui podemos ver aqueles outros quatro irmãos lá fora em jocosa conversação. Ah, se os “vivos” pudessem perceber a extensão dos trabalhos “neste lado”.
Decerto ficariam envergonhados com tal procedimento se pudessem ver-nos.
Como encarariam saber que as suas sessões, nem bem iniciadas, já contam com o esforço e a dedicação de mais de vinte entidades do nosso plano?
Como agiriam sabendo que dezenas de sofredores e mais outros tantos aprendizes, como nós mesmos, hoje estão a observar-lhes as atitudes, exprobrando-lhes ou vangloriando-lhes os méritos? Pensam eles que o único trabalho levado a efeito é o da incorporação?
Os questionamentos de Cláudio têm razão de ser: a organização, a estrutura, os esforços e a dedicação de tantos espíritos esclarecidos demonstram que a Doutrina Espírita deve ser compreendida e praticada muito além do exercício de fenômenos e habilidades mediúnicos.
Nosso orientador, o assistente Jerônimo, repete-nos perseverantemente a importância de buscar e oferecer a renovação interior dos homens, para a construção de um mundo mais ditoso.
Em última análise (e até sob certo ponto de vista uma análise egoísta) será nossa própria herança em reencarnações futuras.
Pontualmente às vinte horas, aquela que nos parecera ser a médium dirigente dos trabalhos rogou a atenção dos presentes – ao todo, quatorze médiuns, oito visitantes encarnados e mais de quarenta desencarnados – para a leitura de um texto do admirável Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.
Enfim, sentíamos a expectativa do início de um importante estudo, cujos objetivos, ainda incógnitos, pressentíamos que seriam inesquecíveis.
E jamais poderemos olvidar nossa relutância em superar pequenos dois degraus.
Ééé… Como vimos os trabalhos não acontecem somente dentro do congá, com a gira aberta ou na frente do Guia; como vimos os consulentes de um Terreiro não são apenas os encarnados; como vimos uma gira não é algo simples.
Só mesmo com muito respeito, orientação, determinação e boa conduta para se manter firme e forte na Umbanda.
Só mesmo com muito Axé e Disciplina Axé é força pulsante, energia vibrante e quente;
Disciplina é atributo da ordem, da conduta e da retidão, portanto, Só por Ogum, ou melhor,
SÓ COM OGUM!!!
Axéééé…
Tem Coragem
Nas contingências afligentes do cotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a injunção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes estremunhar, nem te arrebentes em blasfêmias alucinadas, com que mais complicarás a situação.
Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse.
Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias, que se não acabe.
A saúde perfeita passa; a juventude louçã desaparece; o sorriso largo termina; a algaravia de festa silencia...
Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta; a enfermidade se extingue; a miséria muda de lugar; a morte abre as portas da vida em triunfo...
Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe precioso acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, ao processo da evolução.
Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem mudariam a situação dos que sofrem escassez. No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam-se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo...
Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplicá-la a benefício geral. Não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados...
O bem deve ser feito como e onde cada qual se encontre.
Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de atos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula.
A vida são o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios.
Um dia sucede o outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser.
Recorre, as situações diversas, aos recursos positivos de que dispões, e aguarda os resultados desse atitude.
Jesus é sempre o exemplo.
Poderia haver liberado todos os enfermos que encontrou pela senda; mas não o fez.
Se quisesse, teria modificado as ocorrências infelizes, que o levaram às supremas humilhações e à cruz; todavia, sequer o intentou.
Conferiria fortuna à pobreza, à mole esfaimada que O buscava, continuamente; todavia, não se preocupou com essa alternativa.
Elegeria para o Seu labor somente homens que O compreendessem e Lhe fossem fiéis, sem temores, nem fraquezas; porém optou pelo grupo de que se cercou.
Modificaria as estruturas sociais e culturais da Sua época; sem embargo, viveu-a em toda a plenitude, demonstrando a importância primacial da experiência interior e não dos valores externos, transitórios.
Apresentar-se-ia em triunfo social, submetendo o reizete que Lhe decidiu a sorte; apesar disso, facultou-se viver sob as condições do momento em plena aridez de sentimentos e escassez de amor entre as criaturas...
Jesus, no entanto, conhecia as razões fundamentais de todos os problemas humanos e a metodologia lenta da evolução; identificava que a emulação pela dor é mais significativa e escutada do que a do amor, sempre preterido; sabia do valor das conquistas superiores do Espírito, em detrimentos das falazes aquisições que se deterioram no túmulo e dissociam os tesouros da alma.
Tem, portanto, coragem e faze como Ele, ante dificuldades e problemas que passarão, armando-te hoje de esperança para o teu amanhã venturoso.
Autor: Joanna de Ângelis
UMBANDA DO AMOR - VÔ CIPRIANO
Nas contingências afligentes do cotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a injunção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes estremunhar, nem te arrebentes em blasfêmias alucinadas, com que mais complicarás a situação.
Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse.
Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias, que se não acabe.
A saúde perfeita passa; a juventude louçã desaparece; o sorriso largo termina; a algaravia de festa silencia...
Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta; a enfermidade se extingue; a miséria muda de lugar; a morte abre as portas da vida em triunfo...
Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe precioso acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, ao processo da evolução.
Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem mudariam a situação dos que sofrem escassez. No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam-se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo...
Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplicá-la a benefício geral. Não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados...
O bem deve ser feito como e onde cada qual se encontre.
Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de atos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula.
A vida são o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios.
Um dia sucede o outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser.
Recorre, as situações diversas, aos recursos positivos de que dispões, e aguarda os resultados desse atitude.
Jesus é sempre o exemplo.
Poderia haver liberado todos os enfermos que encontrou pela senda; mas não o fez.
Se quisesse, teria modificado as ocorrências infelizes, que o levaram às supremas humilhações e à cruz; todavia, sequer o intentou.
Conferiria fortuna à pobreza, à mole esfaimada que O buscava, continuamente; todavia, não se preocupou com essa alternativa.
Elegeria para o Seu labor somente homens que O compreendessem e Lhe fossem fiéis, sem temores, nem fraquezas; porém optou pelo grupo de que se cercou.
Modificaria as estruturas sociais e culturais da Sua época; sem embargo, viveu-a em toda a plenitude, demonstrando a importância primacial da experiência interior e não dos valores externos, transitórios.
Apresentar-se-ia em triunfo social, submetendo o reizete que Lhe decidiu a sorte; apesar disso, facultou-se viver sob as condições do momento em plena aridez de sentimentos e escassez de amor entre as criaturas...
Jesus, no entanto, conhecia as razões fundamentais de todos os problemas humanos e a metodologia lenta da evolução; identificava que a emulação pela dor é mais significativa e escutada do que a do amor, sempre preterido; sabia do valor das conquistas superiores do Espírito, em detrimentos das falazes aquisições que se deterioram no túmulo e dissociam os tesouros da alma.
Tem, portanto, coragem e faze como Ele, ante dificuldades e problemas que passarão, armando-te hoje de esperança para o teu amanhã venturoso.
Autor: Joanna de Ângelis
UMBANDA DO AMOR - VÔ CIPRIANO
Como é bom…
Posted on janeiro 27, 2012 by Mãe Mônica Caraccio
Axé a todos! Hoje sexta-feira, não posso deixar de desejar muita esperança, energia e alegria a todos os Filhos de Zambi.
Como é bom sentir a Força da Umbanda com toda sua magnífica energia e vibração, como é bom rezar, cantar e defumar. Como é bom se preparar, bater cabeça, saudar a Esquerda, entender a essência do trabalho espiritual e ainda, entre tantas coisas, saber que está fazendo o certo, o melhor e o mais importante agora. Que Alegria!!!
Como é bom estar com os “pés no chão”, literalmente, espiritualmente e conscientemente. Como é bom saber que com os pés descalços temos o contato com a ancestralidade, temos a possibilidade do Saber que esse passado ancestral guarda e, ainda, temos a terra servindo de transformadora energética, ou seja, sempre que recebemos uma energia mais forte, mais densa, ela é dissipada naturalmente no solo. Afinal, Umbanda também é Ancestralidade, também é transformação, também é “pé no chão”.
Como é bom “vestir o branco”, literalmente, espiritualmente e conscientemente. Como é bom saber que ao vestir o branco temos a Luz Irradiante de Oxalá alimentando nosso espírito e o de todos em nosso entorno, temos a energia da pureza, simplicidade, igualdade e a aceitação. Aceitação de todas as cores, todas as possibilidades, todas as oportunidades, mesmo porque, branco é a junção de todas as cores do espectro de cores.
Como é bom essa sensação de junção de elementos, de gente, de ritos e de Sagrado.
Como é bom saber que nunca estamos sozinhos, que não existem coincidências e que não existe injustiça quando acreditamos em Zambi, quando entregamos nossa vida aos Orixás.
Como é bom saber que em nossa Casa, em nosso congá, em nosso altar e em nós existem as forças da natureza, a água, o fogo, a terra e o ar. Existem cordas para nos segurarmos, perfeições de movimentos e encanto, muito encanto.
Que há mistério, mística, choro e persistência. Que possui certeza, medo, dor, confiança, alegria e ainda, contém raio de Luz, coração latejante, explosão de felicidade, certeza absoluta, olhar e olhares… Que Alegria!!!
Esperança, energia e alegria a todos nesse dia tão especial, em nossa Casa, congá e altar, em nosso íntimo, vida e espírito, afinal, somos Filhos de Zambi.
E como inspiração vejam que linda a música e o vídeo “Alegria – Cirque Du Soleil”.
Não posso deixar de “ver” em cada rosto e em cada olhar desse vídeo, o rosto e o olhar de médiuns umbandistas, aqueles que trabalham duro, que se esforçam para que as giras aconteçam de forma plena, perfeita e com um divino encanto que acabam por serem aplaudidos pelo astral superior. Não posso deixar de “ver” em cada movimento e em cada músculo o resultado da persistência e da determinação como vejo em médiuns umbandistas quando convictos de suas missões, quando sabem a sua importância e a sua responsabilidade perante o Todo e o Outro. Não posso deixar de “ver” exemplos de confiança, egrégora, superação, retidão, disciplina e de amor por aquilo que faz e é. Exemplos que servem a todos nós, médiuns umbandistas, filhos de Zambi ou “apenas” gente.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
O QUE HAVERÁ EM 2012 ????????
2012 será um ano…
Posted on dezembro ,Mãe Mônica Caraccio
Axé pessoal! Espero que todos tenham passado bem esse período de esperança que representa o natal.
Agora é direcionar toda essa energia em 2012. E pensando em energia e esperança, saber qual o orixá que irá reger esse ano é, entre tantas coisas, muito importante, afinal podemos vestir roupas com cores apropriadas ao orixá, colocar na casa flores, frutas ou essências que se encaixam com a vibração e energia espiritual, fazer uma oferenda, oração, banho de ervas, defumação ou firmeza específica pedindo ajuda e proteção para o ano, enfim, podemos entrar 2012 não somente com o “pé direito”, mas com o espírito em sintonia e em intensa vibração, energia e afinidade com o Orixá.
E nessa passagem de ano será fácil entrar em sintonia, no entanto, a maior atenção deverá ser com o respeito com que se deve fazer isso.
Falo em facilidade e respeito porque o astro que regerá 2012 será a Lua e o orixá que tem a mesma energia desse astro é Iemanjá, dessa forma, vamos vibrar e comemorar muito, pois será um ano regido pela Grande Mãe Iemanjá.
Está aí a facilidade, pois será só olhar para céu com aquele ‘olhar sagrado’ e aproveitar a lua com toda sua abundância de energia – aliás, no início do ano estaremos sob influência da lua crescente, fase lunar de maior vibração de Iemanjá e que propicia a energia de crescimento, de início, de desenvolvimento rápido, portanto, aqui vale olhar para o céu e agradecer, pedir e rogar com toda fé. “Apenas” essa atitude já nos coloca pertinho do orixá.
E para aqueles que estarão na praia, será especial saber que além das tradicionais sete ondas, a grandiosa energia de Iemanjá estará abrindo seus braços e recebendo esse ano e seus filhos com todo seu amor de mãe, portanto, será só aproveitar cada onda para afirmar a fé e renovar a devoção para receber as bênçãos da orixá regente de 2012.
Mais gostoso ainda, será colocar aquela roupa branca afirmando em nosso íntimo que, mais do que o desejo de paz, essa cor, assim como o azul claro, também é de Iemanjá. E se quisermos aproveitar melhor a energia da ocasião, podemos colocar bijuterias de prata, pois as cores branca e prata são da Lua, assim como a prata é elemento de Iemanjá.
As habituais rosas brancas oferecidas ao mar podem conter algo a mais, podem estar impregnadas de nossa reza, crença e fé nesse ano de Iemanjá. Podem representar nosso coração e nossa coroa já que Iemanjá é a “Mãe que governa as cabeças”.
As rosas brancas também podem enfeitar nossa casa ou, misturada com alfazema e malva, servirem como um excelente banho de ervas para a virada do ano.
É pessoal, 2012 será um ano criativo, com a tendência de muitas coisas novas acontecerem e com movimentos sociais intensos. Aliás, nos outros anos que estiveram sob essa regência aconteceram fatos marcantes como as mortes de John Lennon em 1980, de Freddie Mercury em 1991 e do Papa João Paulo II em 2005 ou ainda o movimento das “Diretas já” em 1984.
Será um ano onde as emoções e sentimentos estarão à flor da pele, intensos e profundos, com fortes oscilações de humor baseados na energia feminina, uma energia que indica maternidade, carinho, sensibilidade, intuição, proteção, mistério, magia, encanto e MULHER.
Um ano em que a intuição servirá como base e com ela estará “nossas verdades”, dessa forma, as mudanças normalmente serão regidas pela emoção e isso quer dizer que serão perigosas, não é mesmo? Portanto, CAUTELA, RESPONSABILIDADE e RESPEITO deverão ser nossa tríade antes de tomar qualquer atitude esse ano.
E poderemos começar a “exercitar” esses atributos – cautela, responsabilidade e respeito – já nos festejos desse ano, afinal os exageros e as sujeiras desenfreadas na praia não agradam em nada a Iemanjá. Tenho total convicção que a extrema amorosidade de Iemanjá é do mesmo tamanho que seu rigor quando o assunto é responsabilidade, por isso a importância do respeito “principalmente” nessa passagem de ano.
Axéééé carinhoso a todos, que possamos aceitar nossa condição de aprendizes aproveitando os ensinamentos que essa grande Mãe nos propiciará esse ano pois, penso que o grande desafio de 2012 será aprendermos a lidar com nossas emoções sem causar dores e sofrimentos, será reconhecer a imensa força que existe dentro de nós e reconhecer nossa condição de ‘filho’ e/ou ‘mãe-pai’ assumindo assim, todas as responsabilidades que essa(s) condição(s) compromete(m), dessa forma, muita CAUTELA, RESPONSABILIDADE e RESPEITO a todos em 2012.
É PRECISO ESPERAR A LAMA SECAR
DEIXAI SECAR PRIMEIRORedação do Momento Espíritahttp://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3308&stat=0
Contam que Carlyle (1), o célebre historiador escocês, quando ainda era muito moço, teve uma questão bastante grave com um dos seus companheiros. Um dia, sentindo-se insultado, declarou que ia imediatamente exigir satisfações daquele que o havia ofendido.
Um velho professor, informado do caso, aproximou-se de Carlyle e disse-lhe:
Meu caro amigo. Tenho longa experiência de vida e conheço as consequências tristes dos atos impetuosos. Um insulto é como a lama que cai em nossa blusa. A lama pode ser retirada facilmente, com uma simples escova, quando já está seca. Deixe secar primeiro. Não seja apressado. Espere até que se acalme, e verá como tudo será facilmente resolvido.
Carlyle aceitou o conselho do professor, e o resultado foi tão feliz que, no dia seguinte, o colega que o insultara veio lhe pedir desculpas.
Malba Tahan (2), nesta rica passagem, vem nos dizer que, dada a grande diversidade de temperamentos e caracteres humanos, não nos é possível viver em paz com o próximo, sem refrearmos a ira, e insistirmos na prática da mansidão.
Nenhuma resolução sadia pode ser tomada com ímpeto.
Às vezes, numa ação impensada, numa reação violenta, podemos comprometer séculos e séculos de nossas existências.
Alguns segundos de invigilância, permitindo que um pequeno ato de vingança se externe, pode gerar um compromisso imenso para o futuro, através da Lei de causa e efeito, que prevê a colheita obrigatória de tudo aquilo que livremente plantamos.
Vale a pena esperar. Vale a pena o esforço de conter um impulso naquele momento em que o nervosismo procura reinar.
Contar até dez. Tomar um banho frio. Fazer uma oração, pedindo auxílio a Deus. Parar tudo que estamos fazendo e refletir para não reagir sem pensar.
Vale a pena o esforço. Vale a pena ter calma.
Se algum dia você for vítima de uma violência, não revide.
Quando receber injúrias, não procure se defender atacando.
Se for caluniado, não acumule ódio e ressentimento em sua alma.
Sabemos que é difícil compreender, perdoar, ainda, mas precisamos começar, precisamos desenvolver esta virtude em nossos corações.
Os maiores beneficiados com isso seremos nós mesmos, pois deixaremos de ser depósitos de sentimentos impuros, desequilibrados, que insistem em nos fazer infelizes.
Deixe secar primeiro.
* * *
A Terra recebeu, na figura de um homem muito simples, um grande defensor da não-violência.
Mahatma Gandhi (3), o líder religioso indiano que comandou centenas de hindus, foi a lição viva da desnecessidade da violência para resolver problemas.
Eis aqui um sábio pensamento seu:
Não-violência e covardia são termos contraditórios. A não-violência é a maior das virtudes, enquanto a covardia é o maior dos vícios.
A não-violência provém do amor, a covardia do ódio.
A não-violência sempre sofre, enquanto a covardia sempre gera o sofrimento.
A perfeita não-violência é a maior das bravuras.
Sua conduta não é jamais desmoralizante, enquanto a forma da covardia se conduzir sempre o é.
Redação do Momento Espírita com base no cap. Deixai secar primeiro, do livro Lendas do Céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Record.
Em 26.01.2012
(1) Thomas Carlyle (Ecclefechan, 4 de dezembro de 1795 — Londres, 5 de fevereiro de 1881) foi um escritor, historiador e ensaísta escocês. História da Revolução Francesa marcou o início de seu imenso prestígio como escritor. Considerada sua obra-prima, é também considerada um importante marco na historiografia romântica.
(2) Júlio César de Mello e Souza (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895 — Recife, 18 de junho de 1974), mais conhecido pelo heterônimo de Malba Tahan, foi um escritor e matemático brasileiro. Através de seus romances foi um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites.
(3) Mohandas Karamchand Gandhi; Porbandar, 2 de outubro de 1869 — Nova Déli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma", "A Grande Alma") foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução
MAIS DO QUE NUNCA DEIXE CLARO PARA SEU FILHO
DEIXE CLARO PARA SEU FILHO
Luiz Carlos D. Formiga
No dia em que a criança percebe que todos os adultos são imperfeitos torna-se adolescente, e, se tornará adulta quando puder perdoá-los
"Formam famílias os Espíritos que a analogia dos gostos, a identidade do progresso moral e a afeição induzem a reunir-se. Mas, como não lhes cumpre trabalhar apenas para si, permite Deus que Espíritos menos adiantados encarnem entre eles a bem de seu progresso. Esses Espíritos se tornam, por vezes, causa de perturbação, o que constitui para estes a prova e a tarefa a desempenhar" (ESE).
Em 1983 procuramos discutir o ensino na universidade. Na biologia e biomedicina a evasão de alunos incentivou estudos que pudessem identificar as causas (3,4). Será a evasão o reflexo de um estado social, de uma administração mal conduzida, que além de abortiva é também favorecedora de circunstâncias que podem ser consideradas precipitantes? Investigações semelhantes poderiam explicar porque algumas Casas Espíritas possuem jovens conscientes, atuantes, e outras não.
De uma hora para outra ele não quer mais ir ao Centro!
O que fazem os pais diante da resistência religiosa?(1)
Comportamentos Polares
Encontramos comportamentos polares. O autoritarismo estava manifesto na decisão de J. quando avisou que o filho perderia a mesada e o uso do carro nos fins de semana. Ele arranjou um emprego de "auxiliar de serviços gerais" e passou a andar de carona(1).
A aceitação pacífica, sem maiores discussões foi o que encontramos em F. que disse: “mais tarde ele voltará”. O pai desconhecia a necessidade que os jovens têm de lutar. Nessa fase eles precisam "ser do contra".
“No nosso tempo não havia discussão, os pais mandavam, eles iam e ponto final”. Frase da mãe de R., 16 anos, que vive arranjando desculpas para não ir ao Centro. Este é um fato que aflige aos pais. Embora nascidos em lares espíritas jovens são atraídos por idéias niilistas. Isto faz surgir falsa idéia de que o anjo da guarda nem sempre está de plantão.
Ouvimos uma explicação sobre o respeito que se deve depositar na questão do livre arbítrio: “se estivermos avançando na direção de algo que irá nos ensinar uma lição valiosa, porém difícil, eles poderão nos mostrar maneiras mais alegres de aprender a mesma coisa. Se resolvermos persistir no caminho original, eles não tentarão nos impedir. Cabe a nós escolhermos a alegria, mas caso aprendamos melhor através da dor e do esforço, os guias espirituais não os afastarão de nós”.
O que fazer?
Vacinar a mente infanto-juvenil para prevenir a doença causada pelo micróbio da alienação.(2)
Quais as causas da resistência encontrada na hora de ir ao Posto de Vacinação?
As Causas Naturais
Existem causas naturais e legítimas. Na fase de crescimento existem períodos naturalmente conturbados, como o da “expansão subjetiva”, conhecido como “descobrimento da realidade exterior”. Surge a dor “pela perda dos pais ideais”, quando a imagem idealizada e mágica se choca com a realidade. Em relação à evasão do jovem na casa espírita não podemos esquecer que é natural a rebelião contra a autoridade constituída, neste período da vida. Nessa fase os jovens são constantemente avaliados e aprendem a avaliar a fé da família. Ao encontrarem pais espíritas de fachada sentem-se frustrados. No dia em que a criança percebe que todos os adultos são imperfeitos torna-se adolescente, e, se tornará adulta quando puder perdoá-los.
As Causas Legítimas
Por outro lado, existem outras causas para a evasão:
- Eles encontram com muita freqüência discursos que ficam aquém de suas ansiedades e reuniões pouco atraentes.
- Quando encontram temas que aguçam a curiosidade, percebem também que esses estudos são mal administrados e ministrados por evangelizadores bem intencionados, mas incompetentes. Alguns são incapazes de formular objetivos e selecionar estratégias adequadas.
- Outra causa legítima é o encontro de contradições. O que é pregado, não é vivenciado no Centro. O comportamento dos pais é ainda mais fácil de observar. Quando aprendem que devem amar ao próximo, mas os pais não vivem de acordo com esse preceito, eles se sentem traídos.
- Examinando as condições sócio-familiares, vamos encontrar luz no fundo do túnel, principalmente quando tentamos compreender o impulso homossexual. Neste caso temos que considerar vários raciocínios e olhar através das várias janelas do edifício do holismo espiritualista.
O homem é um ser de natureza multifacetada. Na sua análise é necessário utilizar diversos raciocínios: o critério estatístico; o biológico; o psicológico; o antropológico (psicanalítico); o familiar; o político e o espiritual, que estão separados apenas didaticamente.
Quando examinamos detidamente as condições sócio-familiares no homossexualismo encontramos uma constelação familiar defeituosa. Há continuidade e severidade de relações patológicas entre pais e filhos. É possível identificar progenitores complicados, ausentes, subservientes, alcoólatras, machistas, violentos, autocratas, dominadores.
Mulheres transexuais sofreram em 22% abuso sexual dos próprios pais e em 37% dos casos a relação entre os pais era turbulenta, doentia, com separação (*). Uma constelação semelhante foi encontrada entre crianças que tentaram o suicídio.(**)
Abandonar as reuniões no Centro pode indicar a necessidade de romper as amarras de um progenitor possessivo.
A Solução
Podemos pedagogicamente sugerir a luta em favor de uma causa justa. Na luta, contra o estigma da lepra; contra o aborto; contra as condições inadequadas do Hospital Psiquiátrico Espírita; contra o uso de drogas, temos tido ajuda valiosa dos estudantes que participam dos grupos espíritas nas universidades.(***)
Dirigentes Espíritas; Pais e Professores Podem Complicar
Professores e pais muitas vezes não compreendem a verdadeira extensão dessas iniciativas acima referidas. Pensam que é um trabalho muito pontual. Acreditam que estamos empregando muita energia numa atividade que deveria ser dos representantes do poder público.
Muitos não percebem que nestas atividades de "luta contra", em favor de uma causa justa, nossos jovens, na realidade, estão adquirindo proteção contra diversos apelos que poderiam atraí-los, se não estivessem com a atenção concentrada no seu ato de heroísmo, no seu exercício de cidadania. Gastam tempo e energia, é verdade, mas também se imunizam contra a doença causada pelo micróbio da alienação ou da desesperança.
Quando o mais velho participa, com o apoio logístico, o choque de gerações desaparece e todos ganham. A Casa Espírita que vive centrada em si mesma, não possui crianças nem jovens, desestimula colaboradores e, por isso, não tem futuro.
Diversos dirigentes são "desconfiados", sendo incapazes de delegar responsabilidades. São pessoas responsáveis e acreditam que o jovem ainda não se encontra, como eles, preparado para assumir determinadas missões. A falta de fé no jovem e nos orientadores espirituais e o medo do fracasso fazem com que centralizem tudo e acabam prejudicando a quem tanto gostariam de beneficiar. Isto é uma causa de evasão.
Através de um conto popular, soubemos que um cientista estava interessado em realizar um estudo sobre a vida do maior comandante existente na face da Terra. Após exaustiva investigação foi informado que este já havia morrido. O pesquisador foi até o céu e pediu a São Pedro que lhe possibilitasse uma entrevista com o desencarnado, de modo a obter as informações preciosas. Diante dele o cientista reagiu dizendo que não era a pessoa com quem desejava falar: "esta eu conheci por muitos anos. Foi um simples sapateiro na cidade onde vivi". São Pedro explicou: "Teria sido o maior de todos, se tivesse tido oportunidades e as condições ambientais adequadas para o seu desenvolvimento".
"Embora devamos caminhar sem medo, não sejamos imprudentes, a pretexto de cultivar o desassombro, uma vez que o arrojo desnecessário é comparado à leviandade perigosa". Emmanuel, ainda, nos diz que "o equilíbrio é fundamental, pois um coração temerário incendeia qualquer serviço, arrasando-o. Mas, um coração medroso congela o trabalho".
Nesta questão de congelamento o artigo "Na Universidade – Indiferença ou Medo?" Publicado na Revista Internacional de Espiritismo, ano LXXV (2): 77-79, março de 2000, diz que em algumas universidades, existem espíritas que temem ser identificados como adeptos da Doutrina Consoladora.
Jesus, o Guia e Modelo
Em educação modelos de excelência são de grande valia. No entanto, nos dias de hoje há uma tendência a favor da desmistificação dos heróis. Em conseqüência os jovens carecem de imagens concretas de pessoas admiráveis para ajudá-los no esforço de evolução pessoal. É natural, na juventude, querer ser ou ter um herói. Jesus será seu guia e modelo, quando ele perceber que, na sua proposta pedagógica, existe uma conceituação revolucionária em torno das dores, dos tabus e preconceitos.
Jesus discute uma escala de valores que só os heróis, mesmo os pequenos e anônimos, podem possuir. Haverá identificação com o Evangelho e desaparecerá a crise de identidade, que é freqüente na homossexualidade oriunda de uma constelação familiar defeituosa.
Será que estou exagerando?
Afinal o jovem quer apenas afirmar a sua independência!
Vamos lembrar que a rebelião, quando não encontra a resistência paterna, sem luta, pode ser um fracasso para ele. Aí o jovem pode escolher um novo campo de batalha. A droga pode ser a opção. Afinal, todos os dependentes dizem: - "na hora que eu quiser deixar, eu deixo". A aceitação pacífica, sem maiores discussões, é um comportamento perigoso.
A aceitação com o empreendimento de algumas "batalhas", utilizando estratégias bem escolhidas – é a melhor opção.
Não estamos fazendo exercício ilegal da profissão de psicólogo, mas estimulando a troca de experiências, no exercício legal da paternidade responsável.
Como pais e/ou como cônjuges aprendemos com o erro e o acerto. O erro é parte do processo e deve ser transformado em estímulo de crescimento. Foi assim com a mulher adúltera e não atiramos a primeira pedra. Foi assim com o paralítico, quando o Mestre fez o reforço pedagógico: - "vai e não tornes a errar". (João, 8:11).
Somos espíritos imperfeitos, se erramos devemos reparar o erro e "dar a volta por cima", demonstrando maturidade emocional e saúde mental.
Informar ao filho que continuamos com a nossa crença, mas que respeitamos o seu direito de decidir por si, é fundamental.
Trabalhar no sentido do amadurecimento e fortalecimento da personalidade dos filhos, sabendo ouvir, num diálogo franco, coerente e seguro é tão importante quanto incentivar o companheirismo, o empenho e a responsabilidade nas suas atividades, que devem ser diversificadas, do trabalho aos esportes, dos estudos aos lazeres.
A Vacina Atraente
A posição do "meio", adotada pelo pai de S. que decidiu não mais comparecer as reuniões na mocidade, nos pareceu satisfatória, quando informou que ela “era atenciosa com a família e os amigos, se esforçava para ajudar aos outros e era voluntária numa escola para crianças com necessidades especiais”. Na verdade, ela não ia ao centro, mas vivia espiritamente.
Melhorar o homem e a sociedade ainda é o setor que reclama a maior urgência(5), até no Movimento Espírita.
Diante da revolta religiosa, precisamos parar para refletir. A angústia vivida na adolescência é muito grande. A separação do mundo infantil e a incorporação ao dos adultos é um período tão difícil que a experiência clinica permite concluir que as ocorrências são tão intensas, quanto aquelas vividas pelo adulto ante a perda de um ente querido.
M., 15 anos, começou a apresentar os sintomas da revolta religiosa. Os pais pararam para discutir e no final acharam que deveriam avaliar também a Casa Espírita. Fizeram um diagnóstico. A maioria dos freqüentadores era de meia idade ou mais. As atividades para os jovens eram pouco atraentes. Aplicavam vacinas muito dolorosas. Decidiram procurar outra casa mais “jovem”, onde havia um extenso programa de atividades para adolescentes. Rapidamente constataram que o filho não mais faltava.
Com a vacina Sabin imunizamos até crianças, que não compareceram ao posto de saúde, pelo contágio do vírus vacinal. A vacina viva, indolor, é contagiante.
Procuramos também atender ao domínio afetivo na vacina tríplice. Isso é alcançado, quando aplicamos apenas uma injeção intramuscular, mas prevenimos três doenças. Com essa explicação as mães são tocadas nas fibras do coração e aderem mais facilmente à campanha de vacinação, suportando melhor a dor dos filhos na picada da agulha. Evangelização não é apenas para crianças.
Aquele jovem foi contaminado pelo estudo bem elaborado e acabou contagiando os amigos, que passaram a freqüentar as reuniões. Pais atualizados e atuantes são evangelizadores diretos e indiretos na vacinação das mentes em formação. Há contágio do idealismo em família. Ao adotarem a posição firme, sem radicalismos, devem estar preparados para a derrota eventual.
Imortalidade E Reencarnação. Allan Kardec É Base Fundamental
Discutir valores foi proposta do dia mundial de prevenção ao uso de drogas. Quando os jovens possuem e compreendem sua própria escala de valores e são capazes de explicá-la aos outros, torna-se, para eles, mais fácil expressar e justificar sua decisão de abster-se de drogas.
Os pais devem provar aos jovens que a religião para eles não é simples formalidade, apenas um credo, com aparência de espuma flutuante.
Se nos colocarmos em oposição a determinados comportamentos, deveremos estar aptos a explicar as razões do nosso posicionamento. Para isso precisamos ser contemporâneos do nosso tempo e ter, na base dos nossos argumentos, as informações disponíveis nos livros da codificação da Doutrina Espírita. Os pais espíritas devem estudar as obras básicas com o mesmo cuidado com que o codificador estudou os ensinos morais do Cristo.
Os jovens precisam de uma nova ordem de idéias, que possa trazer também uma nova ética comportamental. Imprescindível a noção de Imortalidade, base da doutrina do Cristo que a demonstrou em inúmeras oportunidades.
Sem o seguro conhecimento das diversas evidências científicas sugestivas da imortalidade da alma, não tem sentido falar-se em escala de valores, em regras dirigentes da conduta e em livre arbítrio. No entanto, demonstrada a Imortalidade e examinadas as conseqüências futuras, dela derivadas, a vida ganhará outro sentido.
Sabendo que retornamos com as mesmas almas, mas em diferentes relacionamentos, estaremos atentos para as relações afetivo-emocionais e veremos com maior nitidez que a liberdade tem os seus limites e compromissos. A educação será um processo de formação de valores e de libertação espiritual. Desaparecerão as famílias patogênicas, onde há a educação para o egoísmo e o comodismo, que buscam o conforto antes do dever.
Isso é preconceito!
Na sociedade atual tudo é normal, tudo é permitido e sem culpa. Os pais devem se preparar para ouvir: - ”isso é preconceito!”.
Sabemos que não devemos violentar consciências, mas podemos apontar outros caminhos, alternativas menos dolorosas.
Podemos e devemos trabalhar no sentido de aumentar o nível de consciência da sociedade, onde estamos inseridos e a quem devemos servir. Não há dúvida de que deveremos procurar ter vida moralmente sadia, mas lembrando sempre que na pedagogia de Jesus o erro faz parte do processo. Não fiquemos acorrentados aos nossos erros do passado e nem deixemos aprisionados nossos amores que foram surpreendidos pelo engano.
Com "O Livro dos Espíritos" lembremos que os valores internalizados na infância provavelmente ficarão para o resto da vida. O exemplo ainda é o da jovem voluntária numa escola para crianças com necessidades especiais.
Educar dá trabalho, mas a criatura humana é o maior investimento divino. Como a essência de qualquer religião é o amor, deixe claro para seu filho rebelde que se ele se afastar da Doutrina Espírita, "a afeição que você tem por ele permanecerá inalterada."(1)
(*) Dores, Valores, Tabus e Preconceitos. Editora CELD.
(**) Suicídio infantil, artigo disponível na página do NEU - http://zap.to/neurj.
(***) "Campanhas" na página do NEU.
(**) Suicídio infantil, artigo disponível na página do NEU - http://zap.to/neurj.
(***) "Campanhas" na página do NEU.
Referências Bibliográficas.
Fleming, A. 1979. Filhos que Rejeitam a Religião dos Pais. Seleções do Reader's Digest, XVI (97): 57-60. Condensado de "Womans Day. Fawcett Publications, Inc". Nova York, 1978.
Formiga, LCD.1981. Vacinação - Desafio de Urgência. Reformador (fevereiro). Compara as técnicas de Evangelização e Desobsessão, utilizadas pela Doutrina Espírita, com as de Vacinação e Soroterapia, utilizadas nas Ciências Biomédicas.
Formiga, LCD. 1983. Biologia e Biomedicina – Evasão Escolar. Ciência e Cultura, 35: 474-475.
Formiga, LCD. 1983. Paradoxo – Ensino de Ciências Biomédicas. Ciência e Cultura, 35: 1655-1656.
Formiga, LCD. 1999. Ética, Sociedade e Terceiro Milênio. Elaborado com base na palestra, "Ética: educação para o terceiro milênio", durante o Primeiro Congresso Interativo Sobre Educação Para o Terceiro Milênio. "A Educação da Alma é a Alma da Educação". Centro de Convenções do Barrashopping, RJ, RJ, dezembro de 1999. Disponível no NEU-RJ - http://zap.to/neurj
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