Ex seminarista, com estudos, cursos diversos na amada UMBANDA incluindo o de teologia, praticante desde 1978; vi a necessidade de poder repassar o que aprendo todos dias, quer sejam textos, cursos, vídeos, e-books, aos que possam desejar, sem compromisso algum com quem quer que seja a não ser a DIVULGAÇÃO DE NOSSA AMADA UMBANDA. Se desejarem contato: acevangel@gmail.com
terça-feira, 30 de junho de 2015
HOJE É DIA DE SÃO JERÔNIMO, É DIA DE PAI XANGÔ!
Posted by Administrador em setembro 30, 2014
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Vamos neste dia, pedir a Xangô que cuide de seus filhos nesta Terra que está tão desequilibrada, onde a insensatez em muitos lugares toma conta. Vamos pedir para que a Sua Justiça chegue aos lugares mais ermos, sustentando aqueles que estão em provação, fugindo das guerras, e vamos pedir pelos brasileiros nas grandes cidades que estão sofrendo nas ruas tantas violências.
Que Xangô incuta em seus filhos o bom senso necessário, para que eles vejam que esta pressa que parece permear tudo não leva a lugar algum senão o esquecimento dos bons costumes, da educação que deveria ser costumeira, do respeito que não precisaria ser sempre lembrado.
Que cada um de nós que caminha por estes tempos, meu Pai Xangô, veja que sem olhar para o lado, sem olhar para aqueles que mais precisam, sem admirar a beleza do dia que amanhece e o por do sol ao anunciar a noite, que se não valorizarmos as pequenas coisas que são as mais importantes, nunca conseguiremos estar em Harmonia e em Equilíbrio.
Que cada um de nós que caminha por estes tempos, meu Pai Xangô, veja que sem olhar para o lado, sem olhar para aqueles que mais precisam, sem admirar a beleza do dia que amanhece e o por do sol ao anunciar a noite, que se não valorizarmos as pequenas coisas que são as mais importantes, nunca conseguiremos estar em Harmonia e em Equilíbrio.
Seu machado esteja nos guardando de todas as demandas, Pai Xangô, nosso Protetor, vem de Aruanda, do alto de sua pedreira, nos ensinar a exaltar a Umbanda, fazendo a caridade, mantendo nosso coração puro e tranquilo, nos mostrando os caminhos certos. Que não sejamos nós os justiceiros, mas que confiemos na Sua Justiça, e dilapidando nossas arestas, para que nos tornemos cristais puros, quartzos translúcidos refletindo sua Luz, sua Sabedoria, sua equanimidade.
Que estejamos em sua Paz, em sua Serenidade, com a certeza que os desígnios nos conduzem às estradas do conhecimento, do discernimento, e se recebermos pedras, em vez de atirá-las de volta, as utilizemos para pavimentar caminhos largos onde muitos possam caminhar conosco com os mesmos sentimentos de humildade e fervor em uma Força Maior.
Xangô, filho de Oxalá e Iemanjá, esteja conosco em todas as horas, pois a cada momento temos que decidir entre o passo certo e o errado. Nos ajude, não nos deixe cair, irradie sobre nós seu Fogo Sagrado, ilumine nossa estrada .
E que a Linha do Oriente sob sua égide, todos os Magos e Médicos que pertencem a esta abençoada falange, estejam conosco, escutando nossas preces, pois necessitamos da Saúde do corpo, da mente e sobretudo, a do Espírito. Que a Linha Cigana que trabalha convosco, esteja presente em nossas vidas, alegrando com seus cantos e danças astrais nosso pensamento, transmutando nossas preocupações em soluções para nosso dia a dia.
E assim, aproveitamos a vibração imantada de seu dia, Pai Xangô, e agradecemos por tudo o que nos deste até aqui, e temos a certeza que junto estarás em todas as horas, e é esta certeza que nos impulsiona para frente, caminhando sem cessar, pelas pedras pontiagudas, sabendo que nosso espírito está sendo burilado no crisol que nos transformará em seres mais evoluídos.
Saravá, Xangô! Kaô, Kabecile! Kaô! Kaô!!!!!!!
Saravá, Xangô! Kaô, Kabecile! Kaô! Kaô!!!!!!!
Alex de Oxóssi
Rio Bonito – RJ
LUZES DO ENTARDECER
Redação do Momento Espírita
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3528&stat=0
Conserva contigo os companheiros idosos, com a alegria de quem recebeu da vida o honroso encargo de reter, junto ao coração, as luzes do próprio grupo familiar.
Pensa naqueles que te preservaram, quando jovens, a existência frágil, nos panos do berço. Naqueles que atravessaram noites em claro, simplesmente para te velar o sono febril.
Reflete nos que te equilibraram os primeiros passos, enquanto tentavas andar sozinho.
Todas as vezes que caíste, eles te ergueram, sem reclamar de dores nas costas, por terem que se agachar quase até o chão, porque eras tão pequenino...
Recorda os que te afagaram os sonhos da meninice, que sorriram com as tuas primeiras conquistas, que sempre estiveram presentes nas festas de aniversário, nos encerramentos escolares, nas peças de teatro em que figuravas.
Quando chegavas em casa tristonho, insatisfeito com o resultado da disputa do jogo de futebol entre colegas, sempre tiveram uma palavra de consolo e um colo amigo.
Já que eles atravessaram o caminho de muitos janeiros, pensa no heroísmo silencioso com que te ensinaram a valorizar os tesouros do tempo.
nas dificuldades que terão vencido para serem quem são. Também foram adolescentes, jovens. Tiveram sonhos...
Pensa no suor que lhes alterou as linhas da face. Suor das tantas tarefas profissionais e no lar. Tantas tarefas para que não te faltasse o teto, o pão, o abrigo e o carinho.
Pensa nas lágrimas que lhes alvejaram os cabelos. Muitas delas ocasionadas por tua rebeldia de criança que teimava em não amadurecer.
Quando, hoje, porventura, te mostrem azedume ou desencanto, escuta-lhes a palavra com bondade e paciência.
Não estarão te ferindo. Provavelmente estão murmurando contra dolorosas recordações de ofensas recebidas, que trancam no peito, a fim de não complicarem os dias dos seres que lhes são tão especialmente queridos.
Ama e respeita os companheiros idosos! Eles são as vigas que te escoram o teto da experiência para seres o que és.
Auxilia os idosos, quanto puderes, porquanto é possível que, no dia-a-dia da existência humana, venhas igualmente a conhecer o brilho e a sombra que assinalam no mundo, a hora do entardecer.
* * *
Exercita a gentileza e a gratidão para com todas as pessoas, especialmente os idosos.
A velhice é uma fase que alcançarás, com certeza, caso a morte não te arrebate o corpo antes.
Pode parecer cansativa a presença do idoso. Ele, porém, é rico da experiência que te pode brindar, mas também é carente dos recursos que lhe podes oferecer.
Redação do Momento Espírita, a partir da mensagem Luzes do entardecer, pelo Espírito Meimei, psicografia de Francisco Cândido Xavier e do cap. XXIX, do livro Vida feliz, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.
OS ANIMAIS NO MUNDO ESPIRITUAL
Posted by Administrador em junho 30, 2015
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Há muitas coisas no Universo que não se explicam, são ainda incompreensíveis para nós, porém podemos percebê-las.
Acreditando na reencarnação, que o mundo não se acaba nesta vida, acredito da mesma forma que os animais também partem daqui para o mundo espiritual, para seu progresso.
Posso não entender os mecanismos, mas sei que alguns animais reencarnam imediatamente, voltando ou não para a proximidade daqueles a quem amou. Partem em novas jornadas na Terra, por vezes convivendo com pessoas evoluídas, às vezes tendo de sofrer e ensinar lições de resignação e tolerância. Ainda há aqueles que são menos evoluídos e demonstram alguma distonia quanto ao comportamento e desequilíbrio suas relações.
Mas me interessa muito o estudo daqueles que trabalham na espiritualidade, de acordo com relatos de livros espíritas, e muitas afirmações dos guias de Umbanda. Considero que isto é um estudo ainda pouco conhecido e comentado, onde os animais atuam como agentes de Proteção e Cura.
Frequentemente, videntes conseguem visualizar próximo ao médium os mais diversos animais, como cães, gatos, acompanhando seus trabalhos. E nos terreiros de Umbanda, são percebidos junto aos caboclos águias, lobos, tigres e panteras, trabalhando na proteção e no patrulhamento.
Não se trata de licantropia (espíritos humanos que retrocedem e adquirem forma animal), são realmente espíritos de animais que de alguma maneira evoluíram e compreendem sua tarefa de lutar contra as trevas, penetrando os portais de regiões lúgubres, localizando junto aos espíritos guardiões aqueles que precisam ser resgatados.
Estão junto aos tarefeiros nos seus trabalhos, no seu dia a dia, sempre avançando na frente, sempre protegendo a retaguarda, dando a visão ampliada quando é um espírito de águia por exemplo, sempre emprestando a força e agilidade quando é um tigre ou uma pantera, a coragem e a perspicácia quando é um lobo. Acredite quem quiser, mas em contato com alguns médiuns, tenho certeza que estes relatos são reais, trabalhando com caboclos daqui, caboclos do hemisfério norte, espíritos do Oriente.
Pode parecer fantástico e irreal, mas os animais na Espiritualidade existem, e assim como os espíritos humanos, os espíritos angelicais, espíritos de outros orbes, estão a trabalhar, em incontáveis dimensões, inexatas e desconhecidas para nós, apenas vagamente percebidas, mas não menos reais.
Comprovações através da literatura espírita:
Acreditando na reencarnação, que o mundo não se acaba nesta vida, acredito da mesma forma que os animais também partem daqui para o mundo espiritual, para seu progresso.
Posso não entender os mecanismos, mas sei que alguns animais reencarnam imediatamente, voltando ou não para a proximidade daqueles a quem amou. Partem em novas jornadas na Terra, por vezes convivendo com pessoas evoluídas, às vezes tendo de sofrer e ensinar lições de resignação e tolerância. Ainda há aqueles que são menos evoluídos e demonstram alguma distonia quanto ao comportamento e desequilíbrio suas relações.
Mas me interessa muito o estudo daqueles que trabalham na espiritualidade, de acordo com relatos de livros espíritas, e muitas afirmações dos guias de Umbanda. Considero que isto é um estudo ainda pouco conhecido e comentado, onde os animais atuam como agentes de Proteção e Cura.
Frequentemente, videntes conseguem visualizar próximo ao médium os mais diversos animais, como cães, gatos, acompanhando seus trabalhos. E nos terreiros de Umbanda, são percebidos junto aos caboclos águias, lobos, tigres e panteras, trabalhando na proteção e no patrulhamento.
Não se trata de licantropia (espíritos humanos que retrocedem e adquirem forma animal), são realmente espíritos de animais que de alguma maneira evoluíram e compreendem sua tarefa de lutar contra as trevas, penetrando os portais de regiões lúgubres, localizando junto aos espíritos guardiões aqueles que precisam ser resgatados.
Estão junto aos tarefeiros nos seus trabalhos, no seu dia a dia, sempre avançando na frente, sempre protegendo a retaguarda, dando a visão ampliada quando é um espírito de águia por exemplo, sempre emprestando a força e agilidade quando é um tigre ou uma pantera, a coragem e a perspicácia quando é um lobo. Acredite quem quiser, mas em contato com alguns médiuns, tenho certeza que estes relatos são reais, trabalhando com caboclos daqui, caboclos do hemisfério norte, espíritos do Oriente.
Pode parecer fantástico e irreal, mas os animais na Espiritualidade existem, e assim como os espíritos humanos, os espíritos angelicais, espíritos de outros orbes, estão a trabalhar, em incontáveis dimensões, inexatas e desconhecidas para nós, apenas vagamente percebidas, mas não menos reais.Comprovações através da literatura espírita:
L. dos Espíritos – Pergunta 600 – “A alma do animal depois da morte é classificado pelos espíritos a quem incumbe essa tarefa e é utilizado quase imediatamente.”
L. dos Médiuns – Pergunta 283 – “Depois da morte do animal o principio inteligente que nele havia se acha em estado latente e é logo utilizado, por Espíritos incumbidos disso, para animar novos seres, em os quais continua a obra de sua elaboração, assim , no mundo dos espíritos não há errantes Espíritos de animais, porem unicamente Espíritos humanos.”
Nosso Lar – André Luiz – ”Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e de quando em quando pousavam agrupadas nas torres muitas alvas…”
“Os cães são auxiliares preciosos nas regiões escuras do Umbral”
“Animais que mesmo de longe pareciam iguais aos muares terrestres”
L. dos Espíritos – Pergunta 602 – “Os animais progridem como o homem, por ato da própria vontade, ou pela força das coisas? – Pela força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação.”
Revista Espírita março de 1864 – “Há uma lei geral que rege os seres da criação, animados ou inanimados; é a lei do progresso. Os espíritos estão submetidos a ela pela força das coisas.”
Marcel Benedeti – “Os animais principalmente os domésticos, aprendem conosco, que somos, além de irmãos, seus professores. Durante o tempo em que permanecem conosco, passam por várias experiências, como encarnados, e quando já for o suficiente, provavelmente ele reencarnará em outra família e em outra localidade onde aprenderá coisas que não podemos oferecer. Mas em geral retornam varias vezes ao mesmo lar.”
Emanuel – Chico Xavier – “Chico, pare e preste atenção neste cãozinho. É o Dom Pedrito que está voltando para você!”
A Questão Espiritual dos animais – Irvênia Prada – “A reencarnação pode favorecer o reencontro afetivo entre animais e homens para continuarem juntos o aprendizado de amor
Revista Espírita – Março de 1860 – “Pode (um animal) aperfeiçoar-se a ponto de se tornar um Espírito Humano? – Ele pode, mas depois de passar por muitas existências animais, seja no nosso planeta terrestre, seja em outros.”
“Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos consideremos que os animais diversos, a nós rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmo o próprio princípio inteligente.(…) Eles, os animais aspiram ser, num futuro distante, homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e o mais experimentado dos animais. (…) Tudo isso se resume em graves responsabilidades para os seres humanos; a angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhe altera o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores existências (…) A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso, seguindo a Verdade de Deus” – Chico Xavier – Mandato de Amor.
Nosso Lar – André Luiz – ”Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e de quando em quando pousavam agrupadas nas torres muitas alvas…”
“Os cães são auxiliares preciosos nas regiões escuras do Umbral”
“Animais que mesmo de longe pareciam iguais aos muares terrestres”
L. dos Espíritos – Pergunta 602 – “Os animais progridem como o homem, por ato da própria vontade, ou pela força das coisas? – Pela força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação.”
Revista Espírita março de 1864 – “Há uma lei geral que rege os seres da criação, animados ou inanimados; é a lei do progresso. Os espíritos estão submetidos a ela pela força das coisas.”
Marcel Benedeti – “Os animais principalmente os domésticos, aprendem conosco, que somos, além de irmãos, seus professores. Durante o tempo em que permanecem conosco, passam por várias experiências, como encarnados, e quando já for o suficiente, provavelmente ele reencarnará em outra família e em outra localidade onde aprenderá coisas que não podemos oferecer. Mas em geral retornam varias vezes ao mesmo lar.”
Emanuel – Chico Xavier – “Chico, pare e preste atenção neste cãozinho. É o Dom Pedrito que está voltando para você!”
A Questão Espiritual dos animais – Irvênia Prada – “A reencarnação pode favorecer o reencontro afetivo entre animais e homens para continuarem juntos o aprendizado de amor
Revista Espírita – Março de 1860 – “Pode (um animal) aperfeiçoar-se a ponto de se tornar um Espírito Humano? – Ele pode, mas depois de passar por muitas existências animais, seja no nosso planeta terrestre, seja em outros.”
“Nossos benfeitores espirituais nos esclarecem que é preciso que todos consideremos que os animais diversos, a nós rodearem a existência de seres humanos em evolução no planeta Terra, são nossos irmãos menores, desenvolvendo em si mesmo o próprio princípio inteligente.(…) Eles, os animais aspiram ser, num futuro distante, homens e mulheres inteligentes e livres. Assim sendo, nós podemos nos considerar como irmãos mais velhos e o mais experimentado dos animais. (…) Tudo isso se resume em graves responsabilidades para os seres humanos; a angústia, o medo e o ódio que provocamos nos animais lhe altera o equilíbrio natural de seus princípios espirituais, determinando ajustamentos em posteriores existências (…) A responsabilidade maior recairá sempre nos desvios de nós mesmos, que não soubemos guiar os animais no caminho do Amor e do Progresso, seguindo a Verdade de Deus” – Chico Xavier – Mandato de Amor.
Na verdade, tanto estudamos os seres vivos, sabemos de micromoléculas, sabemos de ultraestruturas, mas não sabemos da essência dos seres vivos, dos animais, de nós mesmos. E desta maneira, isto leva ao desrespeito à vida, e é necessário se refletir sobre isto. Que temos de reservar um tempo em nossas atribuladas agendas para refletir sobre o que somos, o que são estes animais que nos cercam, que nos alimentam, nos confortam, nos fazem companhia, nos protegem, às vezes, nos amedrontam, pois não os conhecemos. Entender seu valor, o porque estão aqui, assim como nós mesmos, entendermos porque aqui estamos e o que fazemos . Isto dará um sentido maior no relacionamento com o que está ao nosso redor.
Temos de ter uma atitude de reverência com o que nos cerca, toda a Natureza, mesmo o que parece inanimado, está vibrando, a água que corre, as estrelas que brilham, as flores que abrem, a chuva que cai, os animais que se manifestam cada um com seu jeito de ser, os seres humanos tão diversos entre si, todos e tudo vibrando ao nosso redor. Merece nossa atenção, nosso respeito, nosso cuidado, na mesma medida que queremos isso para nós. E assim teremos sempre um sentido, uma razão de Ser, uma direção, e uma justificativa para aqui estarmos, e entenderemos melhor a presença dos animais da Espiritualidade, a missão dos espíritos, e muito mais coisas que se encontram além do véu das infinitas dimensões paralelas.
Não vemos as ondas eletromagnéticas, mas sabemos que ali estão; não vemos o Rx, nem a energia atômica, mas podem estar presentes. Então por quê teimamos em achar que só o que percebemos com nossos limitados sentidos são as coisas reais? Vamos seguir com serenidade, em equilíbrio, sem entrar em fanatismos ou acrobacias mentais, mas vamos refletir, deixar fluir nossa intuição, o que nos sopram nossos guias, vamos aumentar nosso padrão de consciência, nossa percepção, abrindo as portas para a compreensão, que nos trará mais Harmonia e Luz.
Temos de ter uma atitude de reverência com o que nos cerca, toda a Natureza, mesmo o que parece inanimado, está vibrando, a água que corre, as estrelas que brilham, as flores que abrem, a chuva que cai, os animais que se manifestam cada um com seu jeito de ser, os seres humanos tão diversos entre si, todos e tudo vibrando ao nosso redor. Merece nossa atenção, nosso respeito, nosso cuidado, na mesma medida que queremos isso para nós. E assim teremos sempre um sentido, uma razão de Ser, uma direção, e uma justificativa para aqui estarmos, e entenderemos melhor a presença dos animais da Espiritualidade, a missão dos espíritos, e muito mais coisas que se encontram além do véu das infinitas dimensões paralelas.
Não vemos as ondas eletromagnéticas, mas sabemos que ali estão; não vemos o Rx, nem a energia atômica, mas podem estar presentes. Então por quê teimamos em achar que só o que percebemos com nossos limitados sentidos são as coisas reais? Vamos seguir com serenidade, em equilíbrio, sem entrar em fanatismos ou acrobacias mentais, mas vamos refletir, deixar fluir nossa intuição, o que nos sopram nossos guias, vamos aumentar nosso padrão de consciência, nossa percepção, abrindo as portas para a compreensão, que nos trará mais Harmonia e Luz.
Alex de Oxóssi
Rio Bonito – R
ESTIMADOS LEITORES E
PRINCIPALMENTE AOS QUE SE DEDICAM A UMBANDA!
Ao transcrever esses inúmeros assuntos sobre a espiritualidade, em especial à nossa AMADA UMBANDA, EMANADAS POR MESTRES, ESTUDIOSOS DA MESMA; o faço para que nós tenhamos conhecimentos de quanto é importante descobrirmos, entendermos e esclarecermos nossas dúvidas.
Muitos acreditam que não há necessidade tendo em vista de que suas ENTIDADES o farão e que portanto não há necessidade de procurarem se esclarecerem ficando aguardando que essas o façam.
Claro, sim, que ELAS o fazem; mas, é necessário que cada um de nós, procuremos também nos evoluir, esclarecermos e tirarmos nossas dúvidas tendo em vista de que a UMBANDA é evolutiva e que portanto , não devemos nos ater ao que nos foram dados como ensinamentos sem que pudéssemos questionar, esclarecer e o principal, sentirmos como é bela, como é extensa os conhecimentos que devemos procurar obter, respeitando sempre as diversas variações que cada Terreiro, Centro, Templo a pratica pois justamente é aí que encontramos a beleza de nossa AMADA UMBANDA por não possuirmos dogmas, possuirmos uma ritualística geral !
NÃO DESEJAMOS POR ESSE MEIO, QUERER CONQUISTAR OU DETERMINAR O QUE APRESENTAMOS SEJA A VERDADE PARA TODOS E TÃO SOMENTE, APRESENTAR O QUE OS MESTRES, OS ESTUDIOSOS, NOS TRAZEM DE SUAS PESQUISAS, DE SUAS EXPERIÊNCIAS, DE SUAS ENTIDADES.
Não nos julgamos ser menores ou maiores nos conhecimentos da nossa AMADA UMBANDA e tão somente querermos sempre aprender algo mais que desconhecíamos, que tínhamos dúvidas, que não tínhamos ainda as informações de nossos Guias, de nossos Protetores.
Sempre teremos que Ler, estudar, para que que possamos passo a passo nos evoluir.
ACE- 30-06-2015
PRINCIPALMENTE AOS QUE SE DEDICAM A UMBANDA!
Ao transcrever esses inúmeros assuntos sobre a espiritualidade, em especial à nossa AMADA UMBANDA, EMANADAS POR MESTRES, ESTUDIOSOS DA MESMA; o faço para que nós tenhamos conhecimentos de quanto é importante descobrirmos, entendermos e esclarecermos nossas dúvidas.
Muitos acreditam que não há necessidade tendo em vista de que suas ENTIDADES o farão e que portanto não há necessidade de procurarem se esclarecerem ficando aguardando que essas o façam.
Claro, sim, que ELAS o fazem; mas, é necessário que cada um de nós, procuremos também nos evoluir, esclarecermos e tirarmos nossas dúvidas tendo em vista de que a UMBANDA é evolutiva e que portanto , não devemos nos ater ao que nos foram dados como ensinamentos sem que pudéssemos questionar, esclarecer e o principal, sentirmos como é bela, como é extensa os conhecimentos que devemos procurar obter, respeitando sempre as diversas variações que cada Terreiro, Centro, Templo a pratica pois justamente é aí que encontramos a beleza de nossa AMADA UMBANDA por não possuirmos dogmas, possuirmos uma ritualística geral !
NÃO DESEJAMOS POR ESSE MEIO, QUERER CONQUISTAR OU DETERMINAR O QUE APRESENTAMOS SEJA A VERDADE PARA TODOS E TÃO SOMENTE, APRESENTAR O QUE OS MESTRES, OS ESTUDIOSOS, NOS TRAZEM DE SUAS PESQUISAS, DE SUAS EXPERIÊNCIAS, DE SUAS ENTIDADES.
Não nos julgamos ser menores ou maiores nos conhecimentos da nossa AMADA UMBANDA e tão somente querermos sempre aprender algo mais que desconhecíamos, que tínhamos dúvidas, que não tínhamos ainda as informações de nossos Guias, de nossos Protetores.
Sempre teremos que Ler, estudar, para que que possamos passo a passo nos evoluir.
ACE- 30-06-2015
ORAÇÃO PARA O LOCAL DE TRABALHO |
Pai Maior, pai de bondade,
Criador de todas as coisas E santificador de todas as criaturas: Suplicamos a tua benção e proteção Sobre este local de trabalho. Que a graça dos Espíritos Ciganos Habite dentro destas paredes, Para que não haja contenda nem desunião. Afasta deste lugar toda inveja! Que os Espíritos Ciganos de luz acampem Ao redor deste estabelecimento, e somente A paz e prosperidade habitem este local. Concede aos que aqui trabalham Um coração justo e generoso, Para que o dom da partilha aconteça E as tuas bênçãos sejam abundantes. Dá saúde aos que retiram deste lugar O sustento da família, para que saibam Sempre cantar louvores a ti. Por Jesus Cristo. Assim seja
[Alex de Oxóssi]
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ORAÇÃO NO NATAL |
Natal é tempo de meditar…
É tempo de fazer uma viagem para dentro de si e promover um efetivo renascimento moral. Foi para nos fazer melhores que o sábio Aniversariante, homenageado no Natal, veio à Terra. Ele veio para nos ensinar sabedoria e o caminho para a felicidade… Por isso é que Natal é tempo de gratidão, de reconhecimento, de pensar sobre seu verdadeiro significado… Natal também é tempo de orar… É tempo de abrir o coração e dizer, com a sinceridade que a humildade proporciona: Jesus, que neste Natal seu olhar luminoso penetre nossa alma, como a brisa morna da primavera, e acorde a esperança adormecida sob as folhas secas das ilusões, dos medos, da indiferença, do desespero… Que seu perfume, suave como a ternura, envolva todo o nosso ser, confortando-nos e despertando a alegria que jaz esquecida por trás das lamúrias e distrações do caminho… Que o bálsamo do seu amor acalme as nossas dores, silencie as nossas queixas, socorra a nossa falta de fé. Que neste Natal o calor da sua bondade se derrame sobre o nosso espírito e derreta o gelo milenar do egoísmo que nos infelicita e faz infelizes nossos semelhantes… Que seu coração generoso afine as cordas da harpa viva que vibra em nossa intimidade, e possamos cantar e dançar, até que o preconceito fuja, envergonhado, e não mais faça morada em nós… Que o seu canto de paz seja ouvido por todos os povos, do oriente e do ocidente, e as guerras nunca mais sejam possíveis entre a raça humana… Que neste Natal suas mãos invisíveis e firmes sustentem as nossas, e nos arranquem dos precipícios dos vícios, da ira, dos ódios que tanto nos infelicitam… Que a água cristalina da sua bondade percorra nossa alma e remova o lodo do ciúme, da inveja, do desejo de vingança, e de tantos outros vermes que nos corroem e nos matam lentamente… Que o bisturi do seu afeto extirpe a mágoa que se aloja em nosso íntimo e nos turva as vistas, impedindo-nos de ver as flores ao longo do caminho… Que neste Natal a pureza da sua amizade faça com que possamos ver apenas as virtudes dos nossos amigos, e os abracemos sem receio, sem defesas, sem prevenções… Que sua canção de liberdade ecoe em nós, para que sejamos livres como as falenas que brincam na brisa morna penetrada pela suavidade da luz solar… Que o sopro da sua fé nos impulsione na direção das estrelas que cintilam no firmamento, onde não mais se ouvem gemidos de dor, e onde a felicidade plena já é realidade.. Ensine-nos, Jesus, a amar, a fazer desabrochar em nossa alma esse sol interior que nos fará luz por inteiro… Ajude-nos a desenvolver o gosto pelo conhecimento, para que possamos encontrar a verdade que nos libertará da ignorância pertinaz… E, por fim, Jesus, que neste Natal cada ser humano possa sentir a sua presença sábia e amiga, convidando a todos a uma vida mais feliz… Tão feliz que sua mensagem não mais seja um tímido eco repercutindo em almas vacilantes, mas uma bela melodia que vibra o amor em todos os corações, por sobre toda a Terra… TC 12/12/2006 Equipe de Redação do Momento Espírita. |
PAI NOSSO |
Será inútil dizer “Pai Nosso” Se em minha vida não ajo como um filho de Deus, Fechando meu coração ao amor. Será inútil dizer ” Que estais no céu” Se os meus valores são representados pelos bens da terra. Será inútil dizer santificado seja o Vosso Nome” Se penso apenas em ser cristão por medo, supertição ou comodismo. Será inútil dizer “Venha nós o Vosso Reino” Se acho tão sedutora a vida aqui, cheia de supérfluos e futilidades. Será inútil dizer “Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no céu” Se no fundo desejo mesmo que todos os meus desejos se realizem. Será inútil dizer “O Pão Nosso de cada dia nos daí hoje” Se prefiro acumular riquezas, desprezando meus Irmãos que passam fome Será inútil dizer “Perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos á quem nos têm ofendido” Se não me importo em ferir, injustiçar, oprimir e magoar aos que atravessam meu caminho. Será inútil dizer ” E não deixes cair em tentação” Se escolho sempre o caminho mais fácil, que nem sempre é o caminho de Deus. Será inútil dizer “Livrai-me do mal” Se por minha própria vontade procuro os prazeres materiais e se tudo que me é proibido me seduz. Será inútil dizer “Amem” porque sabendo que sou assim, Continuo me omitindo e nada faço para modificar-me. |
PRECE DO CHICO XAVIER |
Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo eu sabendo que as rosas não falam. Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera não é assim tão alegre. Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa… Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas… Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda. Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia. Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que eu mais amo, pode não sentir o mesmo sentimento por mim… Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos… Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos. Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas. Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu. Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos… Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma… Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia. Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado. Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno… E acima de tudo… Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois…. A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR! Amorosamente, Francisco Cândido Xavier |
AVE MARIA DAS MULHERES |
Mãe, Aqui, agora e a sós
Quero lhe pedir por todas nósPor aquelas que foram escolhidas Para dar a vida Mulheres de todas as espécies De todos os credos, raças e nacionalidades Todas aquelas nas quais a vida Está envolvida em sorrisos, lágrimas, tristezas e felicidades Aquelas que sofrem por filhos que geraram e perderam As que trabalham o dia inteiro Em casa ou em qualquer empregoQuero pedir pelas mães Que penam por seus filhos doentes Quero pedir pelas meninas carentes E pelas que ainda estão dentro de um ventre Pelas adolescentes inexperientes Pelas velhinhas esquecidas em asilos Sem abrigo, sem família, carinho e amigosPeço também pelas mulheres enfermas Que em algum hospital aguardam pela sua hora fatalQuero pedir pelas mulheres ricas Aquelas que apesar da fortuna Vivem aflitas e na amarguraPeço por almas femininas mesquinhas, pequenas e sozinhas Por mulheres guerreiras a vida inteira Pelas que não têm como dar à seus filhos o pão e a educaçãoPeço pelas mulheres deficientes Pelas inconseqüentes Rogo pelas condenadas, aquelas que vivem enclausuradas Por todas que foram obrigadas a crescer antes do tempo Que foram jogadas na lavoura Ou em alguma cama devastadoraRogo pelas que mendigando nas ruas Sobrevivem apesar dessa tortura Pelas revoltadas, as excluídas e as sexualmente reprimidasPeço pela mulher dominadora e pela traidora Peço por aquela que sucumbiu sonhos dentro de si Por todas que eu já conheciPeço por mulheres solitárias e pelas ordinárias As mulheres de vida difícil e que fazem disso um ofício E pelas que se tornaram voluntárias por serem solidáriasRogo por aquelas que vivem acompanhadas Embora tristes e amarguradas E por todas que foram abandonadas As que tiveram que continuar sozinhas Sem um parceiro, um amigo, um ombro queridoPeço pelas amigas Pelas companheiras Pelas inimigas Pelas irmãs e pelas freiras Suplico por aquelas que perderam a fé Que se distanciaram da esperançaQuero pedir por todas que clamam por vingança E com isso se perdem em sua inútil andançaRogo pelas que correm atrás de justiça Que a boa vontade dos homens as assista Peço pelas que lutam por causas perdidas Pelas escritoras e as doutoras Pelas artistas e professoras Pelas governantes e pelas menos importantesSuplico pelas fêmeas que são obrigadas a esconder seus rostos E amputadas do prazer vivem no desgostoQuero pedir também pelas ignorantes E por todas que no momento estão gestantes Por aquela mulher triste dentro do coração Que vive com a alma mergulhada na solidão Por aquela que busca um amor verdadeiro Para se entregar de corpo inteiroE peço pela que perdeu a emoção Aquela que não tem mais paz dentro do coração E rogo, imploro , por aquela que ama E que não correspondida, vive uma vida sofrida Aquela que perdeu o seu amor E por isso, sua alma se fechou Por todas que a droga destruiu Por tantas que o vício denegriu Suplico por aquela que foi traida Por várias que são humilhadas E pelas que foram contaminadasMãe, quero pedir por todas nós Que somos o sorriso e a voz Que temos o sentimento mais profundo Porque fomos escolhidas tanto quanto você Para gerar e apesar de qualquer coisa Amar… Independente de quem forem nossos filhos Feios ou bonitos Amáveis ou rebeldes Perfeitos ou deficientes Tristes ou contentesMãe, ajuda-nos a continuar nessa batalha Nessa guerra diária Nessa luta sem fim Ajuda-nos a ser feliz como a gente sempre quis Dai-nos coragem para continuar Dai-nos saúde para ao menos tentar Resignação para tudo aceitar Dai-nos força para suportar nossas amarguras E apesar de tudo continuarmos a ser sinônimo de ternuraPerdoa-nos por nossos erros E por nossos insistentes apelos Perdoa-nos também por nossas revoltas Nossas lágrimas e nossas derrotas E não nos deixe nunca mãe, perdermos a fé E sempre que puder Peça por nós ao PaiE lembre-lhe que quando Ele criou EVA Não deixou com ela nenhum mapa de orientação Nenhum manual com indicação Nenhuma seta indicando o caminho correto Nenhuma instrução de como viver De como, a despeito de tudo vencerE mesmo assim…..conseguimos aprender. Amém!
Silvana Duboc
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PRECE PARA AFASTAR OS MAUS ESPÍRITOS |
Em nome de Deus todo poderoso, que os maus espíritos se
afastem de mim e que os bons me sirvam de proteção contra eles ! Espíritos malévolos, que inspirais aos homens maus pensamentos; Espíritos trapaceiros e mentirosos, que os enganais; Espíritos zombeteiros, que brincais com a credulidade deles, Eu vos afasto com todas as forças de minha alma e fecho meus ouvidos às vossas sugestões; mas imploro para vós a misericórdia de Deus. Bons Espíritos que generosamente me amparais, Dai-me a força para resistir à influência dos maus espíritos e as luzes necessárias para não ser enganado pelas suas artimanhas. Preservai-me do orgulho e da vaidade; afastai do meu coração o ciúme, o ódio, a malevolência e todo sentimento contrário à caridade, que são outras tantas portas abertas aos Espíritos maus.
Que assim seja !
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PARA AFASTAR INIMIGO OU PESSOA DESAFETA |
Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo.
Glória ao Altíssimo, Senhor Deus, criador do céu e da terra, por todos os séculos dos séculos. Amém. Seja vossa glória confirmada eternamente, Senhor Deus dos Exércitos, vencedor de Faraó, que derrotastes os inimigos, no deserto, nas montanhas, nos mares, debaixo da terra, nos ares. Louvado seja o vosso nome. Para sempre seja louvado. Em nome do Pai mais do Filho mais do Espírito Santo. Senhor Deus, que vos dignastes, em benefício dos pescadores, descer à terra, encarnando-vos no seio da Virgem Maria, ouvi a minha prece. Falo-vos sem ódio ao meu irmão que me persegue. Falo-vos sem rancor e sem desejo de que aconteça algum mal ao meu irmão, que me deixa em paz. Senhor, pelo sangue que derramastes na cruz, pelos cravos que feriram vossas mãos e vossos pés, pela coroa de espinhos, pelo suor de sangue que derramastes, pelas vossas lágrimas de sangue, iluminai o espírito de meu irmão, infundi-lhe caridade e fazei com que ele se esqueça de mim, se afaste de mim, não continue a pecar. Dissestes, Senhor, que todo aquele que ira contra seu irmão será punido. Fazei, Senhor, que (nome da pessoa), não se ire contra mim e não acumule pecado sobre pecado. Esquecendo-me, afastando-se de mim, poderei ter menos motivos de pecar e assim ofender–vos. Senhor Deus, que vossa paz desça sobre todos os corações. Glória a Deus, nas alturas, e paz, na terra, aos homens de boa vontade – assim cantavam os Anjos, na noite de vosso glorioso nascimento.
Amém.
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ORAÇÃO FORTE |
Jogo agora para fora de mim todos os maus pensamentos; pensamentos de desânimo, pessimismo, desnorteio.
Coloco aos pés da cruz de nosso senhor Jesus cristo todas as minhas dores físicas e espirituais. Coloco no sangue sagrado de nosso senhor Jesus cristo todas as ciladas armadas e praticadas pelo poder diabólico. Nenhum poder satânico é mais forte que o poder que está envolto em minha pessoa, pois sou pessoa de cristo Jesus. Pertenço a ele de corpo e alma. Pelas santas e sagradas chagas de nosso senhor Jesus cristo, eu renuncio a todas as tentações que vêm me perseguindo, porquanto sou criatura de deus pai, filho e espírito santo, e porque eu creio no mistério da santíssima trindade, e porque eu creio no teu sangue derramado na cruz para salvação dos meus pecados e dos pecados do mundo inteiro. Eu creio em Maria santíssima, que escolhida fora ser a mãe gloriosa de cristo, o verbo encarnado. Eu creio na solução de todos os meus problemas, sejam de ordem emocional, material e físicos, sendo eles difíceis ou não. Eu creio nas portas abertas para a minha vida, não porque eu as vejo abertas, porque sei que meu pai, o meu criador, o criador de todas as coisas as está abrindo para mim. Repreendo toda a confusão satânica que tenta subjugar a minha mente, prostando-me em dores físicas. Corto todo mal que tenta desfazer o bem, em nome do pai. + Corto todo mal que tenta desfazer o bem, em nome do filho. + Corto todo mal que tenta desfazer o bem, em nome do espírito santo. + Toda potência infernal fica agora subjugada aos pés da cruz de nosso senhor Jesus cristo, e meu corpo torna-se são, minha mente pacífica e serena e meu coração iluminado pelo poder do céu, do alto, do infinito mais belo que há. A cruz é a minha luz. A cruz é o meu símbolo. O terço é a minha arma mais potente. |
CAMBONO
Jefferson Ibiapino
março de 2006
O Inicio Geralmente, nas maiorias dos casos, o cambono inicia a sua vida espiritual em um terreiro, visitando, indo tomar um passe, ou porque algum conhecido vai no terreiro e este começa a ir também. Ele será assistido por alguma entidade e esta entidade o informará que tem mediunidade e que a sua missão nesta vida é a de trabalhar (desenvolver) a sua espiritualidade. No começo, pânico total. É a coisa mais comum para as pessoas iniciantes na religião sentir pânico quando a mesma fica sabendo que tem o dom da mediunidade e que está nesta encarnação com a missão de trabalhar a espiritualidade e ajudar tantas pessoas que necessitam. É comum ao certo, que quando a pessoa vai em um terreiro de Umbanda a primeira vez vai sem saber o que ali acontecerá. A maioria já pensa nas matanças de animais e no sangue jorrando, já pensa nas imagens de exu tão comum com chifres e outros adereços, ou seja, só pensam em bobagens do folclore brasileiro. “Eu me lembro a primeira vez que minha irmã de sangue, atualmente uma exemplar mãe de santo e yabasse, me disse que ela estava freqüentando um terreiro e o preto-velho havia dito a ela que era para eu ir no terreiro que ele queria conversar comigo, na hora eu estava dirigindo e estávamos parado em um semáfaro e por conhecidendia tinha um senhor negro no portão de uma empresa trabalhando de segurança com seus novos cabelos brancos e eu perguntei a minha irmã se podia ser aquele “preto-velho” ou tinha que ser o outro mesmo, ela riu, eu também ri e continuamos.” Isso é para ilustrar que a dúvida, a falta de crença e a ingenuidade da nossa formação pode nos levar a quaisquer caminhos que sejam. O pior acontece quando se chega no terreiro pela primeira vez e não se entende e tenta-se adivinhar o que esta acontecendo naquele local. Na maioria das vezes tem uma cortina que separa a assistência do conga e é aí que se começa a questionar o que se passa lá dentro. Ah, é agora que contam os meus problemas para a pessoa que irá me atender para ela poder me enganar depois ? Ah eles fazem isso para poder trocar as informações que os outros “guias” já passaram ? Ou seja, novamente só bobagem. Não estou dizendo que acontece com um ou com outro. Isso acontece com todos. Todos que estão pela primeira vez onde se transcende o real para o sagrado, o profano para o divino, a insegurança pela caridade, isso acontece com todos que pisam em um terreiro de Umbanda pela primeira vez, aconteceu comigo, aconteceu com meus familiares, meus amigos, meus desconhecidos, ou seja, até cair a ficha o do porque você esta aqui, passa muita coisa na sua cabeça. Será que a polícia vai chegar e irá todo mundo preso ? Não isso nunca irá acontecer nesta bendita terra chamada Brasil, nosso direito de expressar a nossa religião e nossa fé está declarada na Constituição Brasileira. Em nossa Carta Magna, no Titulo II, artigo 5º, parágrafo VI, diz: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, ou seja, a polícia está aqui para nos defender e não nos agredir. O inicio na religião normalmente é um romper de barreiras. Na maioria dos casos o neófito vem de outra religião e em sua vida social é muito complicado se declarar Umbandista. Quando a pessoa se declara Umbandista em seu ambiente familiar ou em seu ambiente profissional ela logo será tachada de macumbeira, de feiticeira, de pai ou mãe de santo e tudo isso da forma mais pejorativa que significa. Não saberá e nem estará atento ao verdadeiro significado da palavra ou da religião Umbandística. É natural então que o iniciado se sinta sozinho e perdido no meio de tanta informação nova e que parece ser de certa forma proibida. A nossa cultura e a nossa tradição tende a ser muito preconceituosa no que diz respeito ao tratamento com os espíritos, tudo isso parece ser muito oculto e proibido. Fico me lembrando das perguntas que fiz, das duvidas e dos medos a qual passei em minha iniciação. Tudo era muito estranho, sempre fui um convencido ateu, humanista por princípio, e de repente estava deparado com o sagrado da forma mais ampla possível. Era difícil entender o processo da incorporação ou até mesmo conversar com o ser incorporado. Era difícil distinguir médium de entidade, entidades de entidades, santos de Orixás, lembro uma vez que perguntei ao meu cunhado, hoje meu pai de santo, porque Oxossi havia morrido todo fleichado amarrado em uma árvore (me referindo a estátua de São Sebastião santo católico sincretizado). E ele me explicou sobre o sincretismo religioso, que aquela imagem se referia a um santo católico o qual a religião afro-descendente adotou como ilustração para o seu Orixá Oxossi. Esta passagem é para ilustrar um pouco o inicio da vida como cambono ou cambone. A pessoa vai pedir ajuda, ou por curiosidade, chega em um terreiro de Umbanda. O guia incorporado, o que já é estranho, diz que ela tem mediunidade (o que é isso ? será que ele diz isso a todas as pessoas ? ), e esta é convidada a começar a desenvolver os seus guias, e após um tempo de desenvolvimento esta é chamada para entrar na gira, entrar no terreiro, vestir branco, servir o santo ou simplesmente virar um cambono. E ae ? O que fazer ? O que é ser um cambono ? O começo na vida de um cambono deve ser levado como um marco em sua história na religião. O que vestir no primeiro dia ? Como será dançar no ritual ? Com quem irei ficar nos trabalhos ? Como devo me proceder com os pais ou mães de santo ? Como devo me proceder com os guias chefes da casa ? São tantas as dúvidas que giram na cabeça de um cambono que as vezes o cambono se esquece qual é o verdadeiro papel dele na religião, o real porque dele estar ali. Tentarei explicar do inicio o como fazer, o porque fazer e quando se deve fazer. As experiências aqui descritas foram me ensinadas pelas entidades a quem servi e se referem as regras dos templos que eu trabalhei. Elas podem variar de casa para casa e não tem a intensão de ser a verdade em hipótese alguma e sim apenas uma referencia para o neófito no cumprimento de sua missão. Como se inicia na religião como cambono ? Provavelmente o neófito é atendido por uma entidade e esta entidade o chamou para a vida do sacerdócio de cambono. Sim, ser cambono é um sacerdócio. A partir do momento que você se torna um cambono você esta se dispondo a ouvir os problemas dos outros, ajudar os necessitados e acima de tudo, guardar segredo dos problemas alheios. Entre o atendimento prestado pela entidade até o chamado para o iniciado se tornar um cambono, pode decorrer dias, meses ou anos e pode neste tempo o mesmo ser chamado para já desenvolver as suas entidades ou não variando isso de terreiro para terreiro. Em alguns casos a pessoa iniciada tem o privilégio de no primeiro dia que pisar em um terreiro ser chamada para trabalhar como cambono, isso é raro, mas acontece. Lembrando que o cambono é geralmente o primeiro estágio que um médium passa dentro de um terreiro. Ou em alguns casos o cambono pode ser parente do pai/mãe de santo e este é teoricamente obrigado a trabalhar como cambono no terreiro. O cambono é o primeiro estagio que passa o neófito dentro de um terreiro de Umbanda com responsabilidades dentro da casa, com as entidades e os consulentes. Aroupa que o cambono deve utilizar nos trabalhos varia de casa para casa mas o básico é a roupa branca. Em alguns terreiros é necessário fazer uma roupa que a própria casa fornece ao novo cambono. Em outros terreiros a roupa deve ser branca e observando a cor do guia do trabalho. A melhor coisa a fazer é tentar se informar com a direção da casa qual a melhor roupa para utilizar nos trabalhos. Um outro ponto que o cambono se preocupa é com quem ele irá ficar dentro da gira. Geralmente o cambono ajudará as próprias entidades que o trouxeram para dentro da corrente. Em alguns casos para o cambono será determinado auxiliar outras entidades que este então não conhecia, tudo depende dos guias chefes da casa mas qualquer que seja a opção o cambono deve respeitar e aceitar a sua vida como um cambono. Ser cambono é um estágio na sua vida espiritual. Quase todos os grandes médiuns primeiro aprenderam a ser cambonos para depois serem médiuns. Sempre ouvi que um bom cambono será um bom médium. Acho que isso resume a vida de cambono. Quanto melhor você for, mais você se dedicar, mais você estiver atento, mais você servir, mais preparado você se tornará um médium de passe, um médium de atendimento. Salvo em alguns casos que o neófito tem que passar por outros estágios para se tornar um médium de passe. Ahora da dança, abertura da gira de algumas casas, também é um grande tormento na cabeça do novo cambono, mas tudo isso é detalhe que se aprende com a duplicação e com a repetição do movimento. É muito comum não entender o que esta acontecendo na gira, no padê, na defumação, nos pontos, no bate-cabeça e outros detalhes que o cambono executa mas sem saber o porque disso ou daquilo. A melhor opção é relaxar e dar tempo ao tempo. Tentar identificar quem na corrente tem o conhecimento que necessita e ir atrás, buscar o conhecimento. Um bom começo é conhecer o Estatuto Social que rege o terreiro ao qual você irá ou já estará fazendo parte. Este estatuto trás as normas e as diretrizes que a casa segue sob as orientações dos guias chefes da casa. É muito importante conhecer tais normas e ficar por dentro da conduta certa que se deve ter em cada terreiro. Uma coisa importante que o neófito tem que entender é que por mais que o terreiro seja uma casa filantrópica sem fins lucrativos o mesmo precisa de recursos financeiros para se manter. Alugueis, despesas com manutenção, papelaria, documentos, contador e demais despesas tem que ser pagas como qualquer empresa que busca lucro mesmo o terreiro não buscando o lucro. As pessoas confundem lucro com subsistência. A entidade filantrópica a qual você fará ou já faz parte depende de dinheiro para continuar a funcionar e ajudar cada vez mais e normalmente o novo cambono deverá assumir a sua contribuição mensal com o terreiro a qual estiver fazendo parte. Um outro ponto importante é o novo cambono tentar entender qual a hierarquia material e espiritual que o terreiro esta sujeito. Buscar conhecer os Pais e Mães de Santo (Babalorixá e Yalorixá), os Pais-pequenos e Mãespequenas (Babaquequere e Yaquequere), os Ogãn do Terreiro, os dirigentes espirituais do terreiro, os dirigentes materiais do terreiro, a respeito das contribuições que o cambono deverá assumir, não só em espécie (dinheiro) mas também em material de limpeza, velas, defumadores, bebidas, comidas, a limpeza do terreiro (geralmente cada casa tem uma escala de limpeza a ser cumprida) e outros detalhes que o neófito geralmente não esta atento quando entra para uma gira de um terreiro. É importante saber que a comunidade do terreiro está lá para se ajudar em tudo o que diz respeito a manutenção do templo. Entender o seguinte: - Geralmente o terreiro é formado por um local que será dedicado ao culto, este terreiro é dirigido por um Pai ou Mãe de Santo o qual tem como missão ajudar as pessoas necessitadas, você como um cambono necessita de um espaço para estar recebendo os seus guias, desenvolver a sua espiritualidade e cumprir a sua missão. Então entenda que o terreiro também será seu local sagrado de orações e devoções e por isso você deve zelar por ele e também colaborar com a manutenção da casa. Passando os detalhes “administrativos” vamos começar a explanar um pouco sobre cada passo na gira de umbanda e como o cambono deve se comportar. Pontos de energia da casa. Todos os terreiros de umbanda (pelo menos os que se prezam) tem os seus pontos de energia. Cada terreiro é formado geralmente por ordem de uma ou mais entidades e estas entidades dizem aos fundadores do terreiro quais serão os pontos de energia necessários para o bom funcionamento da casa, os chamados assentamentos. A cangira ou tronqueira ou casinha do Exu A cangira ou tronqueira ou casinha do Exu é onde está firmado o Exu da casa, geralmente neste local preparado com alguns objetos pertencentes e significantes enterrados no chão. Geralmente tem ali colocado as imagens dos guardiães da esquerda (Exus, Pombagiras, Exus-Mirim) que foram cruzadas e solicitadas pelas entidades. Neste local é oferendado o Padê e o Marafo comida e bebida ritualística do Exu afim de saciar a sua fome e sua sede. Com um Exu na cangira bem tratado não entra forças negativas para dentro do terreiro o que poderia atrapalhar os trabalhos espirituais da casa. O Padê geralmente é oferendado nos inícios dos trabalhos espirituais. O novo cambono deve saber saudar o Exu da casa de acordo com as normas da casa, a saudação mais praticada nos terreiros é da seguinte forma: Chega-se a cangira, cruza-se os dedos das mãos com as palmas viradas para baixo e diz Larôie Exu, Laroie Exu Mojuba, o que significa ------- seguido de suas presses para um bom trabalho e proteção. A porteira do Terreiro. Entende-se por Porteira do Terreiro a linha delimitadora da área de trabalhos espirituais e a área da assistência (consulentes). Normalmente esta área esta separada por uma cortina, cerca, mureta ou outros objetos delimitadores. Estas Porteiras representam a separação do mundo profano para o mundo sagrado. Nelas também são enterrados, objetos e aparatos significativos dos guias chefes da casa para que a energia do local seja resguarda e mantida. Nesta Porteira o novo cambono deve pedir licença todas as vezes que por ela passar, pedindo a Oxalá que de licença para poder entrar em contato com o sagrado. O Conga (Altar) É no Conga (Altar) onde é colocado todas as imagens referentes aos Orixás e aos Guias espirituais do Terreiro. Nele também é colocado o Assentamento dos Orixás Patronos do terreiro. Em baixo do Conga normalmente se enterra objetos e aparatos referente aos Orixás que protegem e guardam a casa. Neste ponto estará a força maior do Terreiro, a força de todos os guias que ali trabalham e são cultuados é este ponto, não o mais importante porque todos são importantes, mas o ponto principal de um terreiro de umbanda. É ali que o Guia Chefe vem firmar o seu ponto é ali que ele deposita o seu Axé para que todos os necessitados. É neste local que o cambono deve ter o maior respeito, fazer suas orações e agradecimentos, fazer a sua vigília, acender suas velas votivas, enfim é no Conga que se deve ter a maior devoção. O cumprimento no Conga deve ser feito da seguinte maneira Deita-se no chão com a cabeça voltada para o Conga e as mãos no chão acima da cabeça direcionadas também ao Conga, agradece a permissão de estar ali naquele momento, pede proteção aos Orixás e pede que os problemas sejam resolvidos e que o trabalho seja bem proveitoso. Geralmente este ritual é precedido de uma volta em torno do próprio corpo em pé em frente ao Conga. A Curimba ou Atabaques (Tambores) A Curimba ou Atabaques (que significa conjunto de tambores), é o ponto responsável em fazer a energia se movimentar em um terreiro. É na Curimba que será definido qual energia trazer para determinando Guia. É papel do Ogãn (tocador do Tambor,maestro dos Orixás) tocar o ponto certo para cada entidade que será saudada ou trabalhada na casa. É ele quem faz os espíritos (entidades) baixarem no terreiro e incorporarem em seus guias. É na Curimba que será equilibrada todas as energias para que o trabalho transcorra da melhor maneira possível. É na Curimba que se movimenta a energia, se movimenta o Axé. Normalemte a Curimba é formada por no mínimo três tambores, um grande (Rum), um médio (Rumpi) e um menor (Lê) que juntos, cada um em sua toada, emana toda a energia que os guias e orixás necessitam para um ótimo trabalho. A forma mais tradicional de se cumprimentar a Curimba é muito parecida com a de cumprimentar o Conga. Chega-se em frente a Curimba, da uma volta em torno do próprio corpo e deita-se no chão com os braços abertos para a frente, virado para a Curinba, ali se pede aos guias que logo estarão incorporados as suas bênçãos e proteção e que o trabalho transcorra muito bem. Aqui um ponto importante, não se deve tocar de forma alguma o couro do tambor com as mãos, o couro foi tratado especialmente para o tambor pelo Ogãn poder trabalhar a sua energia, caso queira cumprimentar os tambores com as mãos toque na parte de madeira do mesmo, mas nunca no couro. Todos estes pontos de energia, são comuns na maioria das casas de Umbandas, algumas têm apenas o Conga outras tem muito mais do que estes pontos, mas estes são os principais e todos eles estão interligados para que a energia da casa seja a melhor possível. Alguns pontos estão para limpar possíveis energias negativas e outros estão disponíveis para nos trazer energia e para renovar o nosso Axé. Antes da Gira. Uma das minhas maiores dúvidas no inicio da minha vida como neófito era o que eu deveria e poderia fazer antes do trabalho e o que eu não deveria fazer. Coisas como, não brigar, beber demais, comer demais e outros exageros devem ser evitados. Cada um tem o seu motivo. Brigar é um pouco óbvio. Você vai trabalhar a sua espiritualidade, vai trabalhar a caridade, irá mudar a energia de seu corpo para poder receber uma entidade, então deve procurar não se chatear, ficar tranqüilo, relaxar a sua mente. Beber demais é um assunto muito complicado. O guia que irá vir trabalhar com você precisará de você inteiro, com a cabeça concentrada no trabalho, então deve-se evitar a bebida antes do trabalho. Comer demais, vai te deixar empanturrado, cansado, sonolento, o guia precisará demais da sua energia corporia você precisará estar bem. Não é aconselhável, após comer dois pratos de uma suculenta feijoada ir trabalhar com o seu guia. Entenda que estas coisas são exageros humanos e não que isto irá te causar algum dano espiritual durante o trabalho. Alguns dizem para não fazer sexo antes das giras eu não vejo nenhum problema, desde que não atrase a gira. E com o tempo cada um vai desenvolvendo o seu próprio ritual antes da gira. Vou colocar dois exemplos que eu vivo geralmente. Como o nosso trabalho é no sábado eu tento reservar o sábado só para as atividades espirituais. Acordo tranqüilo, me alimento tranqüilamente, vou atrás de algumas ervas para banho (tento sempre buscar alguma erva condizente com o guia que irei trabalhar na gira), na hora de preparar o banho, eu lavo as ervas, massero as ervas no pilão dos pretos-velhos, nisso já vou fazendo minhas orações, nesse tempo limpo a cangira e faço o Pade para o Exu que me guia e me protege, neste tempo o banho deu uma esfriada com as ervas, faço o banho, me arrumo e vou para o terreiro. Ritual simples, porém que adotei a minha realidade. O importante é entrar no terreiro com a cabeça concentrada, com a sua energia boa, trazendo boas vibrações. Importante buscar chegar no terreiro sempre 30 minutos antes da gira começar, para começar tranqüilo e sem correrias. Chegando no terreiro. No início parece que tem muita coisa para decorar e aprender, parece que a gente não vai conseguir dar conta, mas com o tempo a gente vai pegando o jeito da coisa. Chegando no terreiro deve primeiramente cumprimentar a cangira ou casinha do Exu, ir saúdá-lo é uma demonstração da devoção que se tem com o Orixá, existe um Itâ (lenda do Orixá) que diz que Exu vivia junto com Oxalá e todos os outros Orixás vinham até Oxalá em busca de uma palavra de sabedoria e conforto só que eles atrapalhavam Oxalá que estava muito ocupado em fazer os homens. Então Oxalá chamou Exu que morava junto com Oxalá e com ele aprendeu também a fazer o homem e ordenou que Exu fosse morar na encruzilhada que ia para sua casa e que a partir daquele dia todos que fossem falar com Oxalá falassem com Exu antes e todos que levasse oferendas a Oxalá deveriam também levar para Exu, assim Exu se tornou o mensageiro dos Orixás com Oxalá. Por esse itâ você já sente a importância de sempre estar saudando o Exu na Cangira e cuidar sempre muito bem do Exu. Após saudar a Cangira deve se preparar para entrar no Conga. Se vestir se for o caso, colocar suas roupas ritualísticas, as guias e outros, cumprimentar as pessoas, dar uma passadinha no banheiro, ir fumar o último cigarro e demais atividades que não deverão transcorrer com o trabalho em andamento. Deve-se observar que uma vez dentro do Conga deve evitar ficar saindo de lá até o encerramento do trabalho. Entrando no Conga pede-se licença para a porteira e diriga-se ao Conga (Altar) para cumprimenta-lo como acima descrito ou de acordo com as normas de sua casa. Após o cumprimento ao Conga (Altar), deve-se cumprimentar a Curinba também conforme descrito acima ou o custume da casa. Neste ínterim deve se cumprimentar o Pai e Mão de Santo pedindo a sua benção e permissão para o trabalho. Neste ponto me perguntam muito como se deve cumprimentar o Pai ou Mãe de Santo, isso depende muito da casa e das raízes da casa, os mais comuns é o cumprimento pedindo a benção “Sua benção Meu Pai ou Sua benção Minha Mãe” ou o cumprimento em língua Yorubá “Okolofê Babá ou Okolofé Yá” que significa Sua benção meu pai e sua benção minha mãe respectivamente. O Pai ou a Mãe de Santo responde Deus Abençoe ou Okolofê Olorum. Em algumas casas onde o Ogãn (maestro dos Orixás) foi preparado no santo (fez os assentamentos e camarinhas para Alebé) costuma-se a pedir a sua benção também pois o mesmo está em um grau na hierarquia no mesmo patamar que o Pai e a Mãe de Santo em referência aos cambonos e demais filhos de santo. Após os cumprimentos deve-se começar a preparar o material para a gira, este material varia muito de casa para casa e de guia para guia perceba que no início fica complicado saber o que o guia irá utilizar durante o trabalho e até mesmo saber qual guia você irá cambonar, mas algumas coisas são básicas, por exemplo, locais para se depositar o lixo, locais para se jogar as cinzas dos cachimbos e charutos, algumas casas utilizam um “cuspidor” que seria um recipiente preparado para receber o “cuspe” do médium uma vez que ele pode não estar acostumado a fumar então será necessário ele eliminar a saliva produzida pelo charuto ou cachimbo, suporte para as velas, veja bem que aqui não está relacionado os materiais que o guia utiliza durante o trabalho como as velas, os charutos e cachimbos e as bebidas, pois isso é de responsabilidade de cada médium levar e ofertar aos seus guias, papel e caneta para fazer as anotações que serão passadas aos consulentes, água para o médium se necessário e outros materiais importantes para o bom andamento dos trabalhos. Providenciado isso o certo é aguardar os inícios dos trabalhos espirituais em silencio fazendo a sua prece com concentração e fé. O início dos trabalhos. Durante o inicio dos trabalhos o ideal é relaxar. Os pontos serão novidades, a dança será novidade, o ritual será novidade. Então o certo é observar as pessoas que tem mais tempo de terreiro e duplicar as suas atitudes, preste atenção que duplicar é diferente de imitar. Normalmente os terreiros de umbanda iniciam a sua gira com o Pade, alguns chamam de despachar o Exu, eu prefiro chamar de saudação aos Exus. O Pade é necessário para que o Exu, guardião da casa, seja bem tratado e louvado. O Pade normalmente é uma mistura de farinha de trigo com cebolas e óleo de dendê e é servido ao Exu com a sua bebida preferida, cachaça. Com esta louvação e tratamento realizado com fé e devoção você terá certeza que o trabalho transcorrerá sem interferências de espíritos obsessores atrapalhando o trabalho, ou seja, uma casa que realiza o ritual do Pade no inicio de seus trabalhos dificilmente terá descarregos de cargas negativas durante os trabalhos espirituais. Após o Pade os terreiros seguem os trabalhos saudando os Orixás patronas da casa, normalmente após o Pade ou melhor o Exu ser saudado o próximo Orixá a ser saudade é sempre Ogum seguidos pelos outros. Pois cabe a Ogum a abertura dos caminhos. Em várias casas se canta um ponto para cada Orixá e outras casas fazem uma abertura mais simples com pontos mais genéricos. Após os Orixás serem saudados cantasse os pontos para os guias que viram trabalhar na gira, se a gira é de caboclos de Oxossi, cantase pontos de caboclos, se for de pretos-velhos canta-se pontos de pretos-velhos, e assim por diante. Após os pontos é comum ter uma oração realizada pelas lideranças das casas, alguns rezasse o Pai Nosso e a Ave Maria, é muito comum se cantar o Hino da Umbanda. Em todos esses pontos, se dança de uma forma diferente, se comporta de uma forma diferente, no começo como eu já disse a coisa parece complicada, mas depois com o tempo a coisa fica muito mais simples. Depois disso vem o ritual da defumação que consiste em preparar todo aquele ambiente para a chegada das entidades e também purificar o ambiente e as pessoas que estão no local. No momento da defumação o cambono deve se comportar como as tradições da casa e respeitar os locais onde serão defumados, congo, curimba e porteiras, sempre prestando atenção e concentrado no ritual. Após a defumação tem o ritual de pemba onde se assopra pemba para o alto afim de mostrar para as entidades que estão ali presentes que aquela é uma casa que trabalha sob a bandeira branca de Pai Oxalá, o cambono também deve prestar a atenção e sua concentração também é muito importante neste momento. Na chegada dos guias-chefes dos terreiros é muito comum que os filhos de santo se ajoelhem no chão e cantam juntos acompanhando nas palmas aguardando a incorporação no médium da entidade chefe. Quando esta entidade chega em terra o correto é bater com a cabeça no chão em sinal de respeito e devoção neste momento o cambono do guia chefe cumprimenta-o e começa a serví-lo com seus aparatos. O ritual de bate cabeça é um dos ritos mais importantes que existe na Umbanda. Consiste exatamente em se deitar no chão esticado com a cabeça voltada para os pés da entidade e com as mãos tocar levemente os pés da entidade e pedir a sua benção. É lógico que quando chega a entidade no terreiro é praticamente impossível todos os filhos de santo realizarem este ritual então simbolicamente se abaixa e bate com a cabeça no chão no próprio lugar em sinal de respeito e devoção. Com o transcorrer dos trabalhos o guia chefe chama os outros guias para trabalhar e é aí que começa realmente o trabalho dos cambonos. O cambono tem que estar atento ao guia que irá auxiliar, então com a chegada deste guia em terra o cambono deve com calma ir ao seu auxilio, primeiramente cumprimentá-lo realizando o ritual do batecabeça e em seguida servi-lo com seu charuto ou cachimbo, sua bebida, seus adereços, cocares, chapéus e outros paramentos que o guia utiliza. O guia em terra irá benzer e limpar o seu cambono preparando-o para os trabalhos que virão a frente. Neste momento o cambono aproveita também para conversar com o guia. É muito comum o novo cambono achar que terá todo o tempo do mundo para poder conversar com a entidade, mas é completamente o oposto, antes quando o cambono estava na assistência ele tinha um tempo só dele com o guia e agora não tem mais. O cambono está lá para trabalhar e auxiliar o guia e começa a ficar escasso o tempo para conversar com o guia. Mas preste a atenção: O fato de você estar dentro da corrente faz com que você seja muito mais ajudado pelas entidades, tanto pelas entidades que você auxiliará bem como pelas suas entidades que estarão com um maior contato com você. Então aproveite todo o tempo do mundo que você estiver para conversar, tirar as suas duvidas que com certeza são muitas e prestar muito a atenção no trabalho, no que o guia utiliza, nas mirongas que ele irá passar para cada consulente, lembre-se você é o porta-voz do guia, muitos consulentes não entendem o que os guias falam então o cambono fica como uma espécie de tradutor da entidade para a pessoa e viceversa, anote tudo que tiver que anotar, se tiver dúvidas pergunte ao guia, tente aprender as correspondências das cores das velas com cada Orixá, bem como o dia que é cultuado o Orixá. E o fator mais importante na hora das consultas: Tudo que você ouvir dentro do terreiro, que os consulentes dizem aos guias é segredo absoluto. Tudo o que você ouve dentro do conga fica lá, não saí de lá. Os problemas que você ouvir esqueça assim que você sair do terreiro para que isso não venha atrapalhar a sua vida, para que você não fique pensando nos problemas dos outros, não se envolva com os problemas dos outros fora do terreiro, deixe que as entidades trabalhem isso, elas sabem o que fazem e não a gente. Por mais dó que tenhamos não estamos preparados para absorver todos os problemas que ouvimos e presenciamos. Então nunca se esqueça, sigilo absoluto. No inicio, o neófito, fica bastante perdido em relação aos trabalhos, nunca sabe exatamente o que cada entidade utiliza, então é comum errar e dar um charuto para o preto-velho que fuma cachimbo por exemplo, e esta entidade irá orientar o novato para pegar o cachimbo corretamente. Lembre-se as entidades estão lá para trabalharem juntas com você e você junto a elas, elas irão ensinar a você todos os macetes e de como elas preferem que sejam servidas, como o tempo você já estará aguardando o caboclo chegar com o seu charuto preferido já aceso, irá esperar o preto-velho com o seu cachimbo já preparado e assim por diante. No meu ponto de vista um dos maiores trabalhos que o cambono irá desenvolver é justamente na hora do atendimento dos consulentes, parafraseando o grande Pai Antonio do Toco, preto-velho que tenho a honra de servir como “cavalo”, o cambono esta lá para dar amor material as pessoas que estão indo lá buscar o conforto espiritual. É comum uma pessoa que se senta a primeira vez em frente a um preto-velho estar lá toda angustiada, preocupada e as vezes até com medo do que irá ser dito ou irá acontecer lá, então o cambono deve ajudar a esta pessoa a se acalmar, a conseguir se expressar e explicar que aquela entidade está lá para ajudá-la a resolver aqueles problemas, afinal você como um novo cambono irá se lembrar que a pouco tempo atrás era você quem estava sentado lá a primeira vez todo encolhidinho e acabrunhado com aquela situação. A sua experiência vai ajudar a outras pessoas passarem pela mesma situação que você já passou. O mais engraçado em tudo isso é todos querem aprender e trabalhar no terreiro mas ninguém quer deixar de ser cuidado. Vou explicar: já vi varias vezes isso acontecer, a pessoa não vê a hora de colocar branco e entrar para a corrente, quando isso acontece ela diz ah como era gostoso poder sentar aqui e conversar com a entidade aqueles 5 ou 10 minutos, aí quando a pessoa vira um médium passe ela diz ah que saudades eu tenho do tempo que eu era cambono, ou seja, a gente sempre vai querer ir pra frente e sempre teremos saudades do que deixamos pra trás. O melhor a fazer é viver cada momento de uma vez. Se esta como cambono tente aproveitar o melhor possível este momento, tente aprender com as entidades, tente escutar e gravar a maior quantidade de informação possível, faça anotações, tenha um caderno em casa para anotar sempre as coisas novas que aprendeu, o que a entidade receitou para determinado problema, as ervas de defumação utilizadas para limpar o ambiente, para trazer dinheiro, para resolver os problemas, as cores das velas e os respectivos santos que as utilizam, as preses, as magias, as mirongas e as historias. Ah.. as historias, é bom lembrar disso. Quando acontece a seguinte situação de que um consulente retorna com o guia semanas depois do seu atendimento e diz ter recebido aquela graça impossível de ter sido alcançada, aquela que até mesmo você quando ouviu ficou com pena do consulente e a entidade disse que ia ajudar, e realmente ajudou, eu sei que a vontade de contar isso para todos fora do terreiro é muito grande, vontade até mesmo por inexperiência, tentar mostrar para os outros como aquela entidade é boa, é forte e resolveu o problema daquele consulente, as vezes a gente pensando estar fazendo uma “grande propaganda” daquele guia nós podemos estar prejudicando seus trabalhos, então sempre se lembre o que acontece dentro do terreiro fica dentro do terreiro, ninguém mais alem de você, o consulente e o guia tem que saber, isso é muito importante. Duas situações que ocorrem muito entre os guias e o cambono. A primeira é quando o cambono nada fala, não se comunica com o consulente, e o guia tem que toda hora ficar “chamando a atenção” do cambono. É obvio que quem tem que prestar o atendimento é o guia, mas a interação guia-cambonoconsulente é importante para que o consulente realmente entenda tudo o que o guia está falando, explicando como se faz um banho, como se acende as velas, como se saúda um Orixá e outros detalhes do nosso culto. A segunda é quando o cambono fala demais, atravessando o que o guia fala, pulando na frente do guia e atrapalhando o atendimento, isso também acontece e tem que ser bem analisado, o guia geralmente respeita o cambono nesta situação e não irá adverter o cambono em frente ao consulente, mas o importante é o cambono prestar a atenção e falar o que for necessário sem ficar muito calado e sem cortar a frente do guia. Ou seja, o bom senso prevalece nestas situações. Outra questão que o cambono deve observar bem em relação ao atendimento é a tempo disponível para atendimento de cada consulente. Em algumas casas se trabalha com horários para atendimento e um número de fichas limitado por médium atendente, então em alguns casos é necessária a intervenção do cambono para que o guia atende a todos com prestesa porem sem se alongar muito no tempo, o certo é pedir licença a entidade e informar que a mesma está com o tempo limitado e é necessário atender um pouco mais rápido. Esta situação deve ser bem observada, pois cansei de ver guia correndo e depois ficar sem fazer nada esperando os outros guias dar os atendimentos, então antes de apressar o guia deve-se observar se as coisas estão caminhando bem ou não e ver como esta o andamento dos trabalhos. Uma outra coisa que com o tempo o cambono começa a aprender e melhora a sintonia do trabalho, é saber o que o guia irá precisar, por exemplo, se o consulente chega e pede para o guia cruzar (benzer) uma imagem o cambono, através da experiência, sabe que o guia irá utilizar pemba e água de cheiro (geralmente alfazema) então o ele não tem que ficar esperando o guia pedir para pegar o material ele pode ser mais rápido e já pegar o que o guia irá utilizar (como dito acima isso é apenas um exemplo). O desenvolvimento Normalmente os terreiros tem regras diferentes para o desenvolvimento mediúnico do cambono. Em algumas casas se fazem giras específicas para esse fim em outras faz o desenvolvimento logo após o atendimento dos consulentes. Independente disso tentarei explicar um pouco sobre o desenvolvimento mediúnico do cambono. É natural o cambono ter alguns receios antes de começar realmente a deixar a sua entidade trabalhar. O medo de incorporar, de não saber o que é exatamente isso pode atrapalhar na hora do desenvolvimento, outro aspecto que atrapalha bastante o desenvolvimento é a vergonha que o neófito tem de ficar parado com várias pessoas olhando para ele e ficar precionando para que o “santo abaixe”. As reações das pessoas na incorporação varia de pessoa para pessoa. Cada um tem um jeito de lidar com o processo da incorporação, eu conheço pessoas que o queixo começa a bater, outras que tremem como se estivessem com frio, outras começam a balançar o corpo de um lado para outro, outras giram, ou seja, não existe um modelo específico. O correto nesta hora é confiar no guia que esta te desenvolvendo, seguir os passos que ele está te orientando, relaxar e deixar que sua mente se conecte com o astral. Um grande mito que tem em torno do processo incorporatório é o de possessão. Uma entidade na tem a necessidade de possuir ninguém, ela irá se comunicar com o médium através do subconsciente e do inconsciente, ela estará como se assoprando as vontades na cabeça do médium. Você irá começar sentir a vontade fazer determinadas coisas (dançar, bater as mãos no peito, soltar gritos de guerra, girar, tremer o corpo, falar, escrever, desenhar) e irá achar que tudo isso é da sua cabeça, pois as vontades realmente pareceram suas. O médium esta aí justamente para isso, para ser o mediador desta entidade, e não ser possuído como muitos pensam. É natural a comparação com outros desenvolvidos, mas é insignificante. Você nunca deve se comparar ou comparar outra pessoa com você no quesito desenvolvimento mediúnico, cada um tem o seu tempo, cada um tem a sua dedicação. Quanto a você achar que é você ou o guia que esta fazendo as coisas, dançando por exemplo, deixe que as entidades que estão te desenvolvendo analise isso. Se você estiver travando a sua entidade ou se você tiver atravessando a sua entidade o guia que esta trabalhando com você irá te pedir para ter mais concentração, para deixar o guia trabalhar com você e para te ter mais firmeza. Outra questão que começa a acontecer é a dúvida do que dar a sua entidade se ela irá querer beber, fumar, o que beber e o que fumar, se vai poder riscar o ponto ou não, como riscar o ponto, essas coisas se faz com a necessidade do próprio guia, quando você melhorar a sintonia com o guia que estiver incorporando não restará dúvidas em sua cabeça, ele realmente vai pedir sua cerveja, seu cigarro de palha, pedir a pemba para fazer seu ponto riscado, ele irá te conduzir neste processo da melhor maneira possível, é só você confiar em você, confiar em seus guias, confiar em seu desenvolvimento. O guia do médium que estiver realizando o seu desenvolvimento irá orientar a sua entidade nas atitudes a serem tomadas dentro do terreiro. No mundo espiritual tem uma hierarquia de trabalho como no mundo carnal e a entidade que estiver começando a incorporar em você também seguirá as regras espirituais estabelecida. Na hora que você começar a deixar a entidade a riscar o ponto por exemplo, você irá notar que mais que a sua mente idealize uma imagem um desenho, ele irá ser riscado como a entidade desejar e não a sua cabeça. Você irá começar a sentir um conflito (no bom sentido) em sua cabeça e começará a perceber que tem uma outra força, uma outra energia trabalhando com seu corpo. É natural todo esse espanto no começo, você vibrar por sentir a energia de sua entidade no seu corpo, acabar o desenvolvimento e dizer: - Nossa como foi com o meu desenvolvimento hoje. Quando mais você incorporar, mais você terá vontade de incorporar e trabalhar estas energias. É engraçado como os estágios da incorporação são muito parecidos de pessoas para pessoas. Quando você começa a desenvolver você acha que é tudo a sua cabeça, tudo a sua mente, logo depois você começa a pegar a firmeza do guia e começa a ficar confiante, após a confiança ser obtida você começa a achar que seu desenvolvimento ficou mais “fraco”, você não está mais sentindo a sua entidade como estava antes, mas isso é normal não é que você não está mais sentido a sua entidade, é que você está começando a acostumar com sua energia, a sua interação com a entidade esta começando a ficar muito boa, agora é começar a curtir o processo do desenvolvimento, começar a ouvir o nome da entidade, começar a se comunicar com ela, deixar ela conversar com as pessoas, é hora de realmente deixar as entidades trabalharem. Com o tempo passando é natural a anciedade começar a fazer parte da sua vida como cambono em desenvolvimento. Você começa a achar que todo trabalho será o trabalho que a entidade chefe irá lhe “promover” a médium passista. Mas relaxe, porque este ponto é muito flutuante ou seja, muda muito de médium para médium, de entidade para entidade, você certamente vai ver pessoas que começaram na gira após você se tornar médium passista antes que você, então não deixe a vaidade humana torturar a sua cabeça com bobeiras, entenda que cada um tem um processo de aprendizado, cada um tem uma estrada diferente para passar, cada um tem o seu tempo o seu ritmo, faça as coisas necessárias sem pensar em cobrar os outros, faça a sua parte com o seu guia e deixe que dos outros cuidem eles. Com o tempo as entidades que trabalham com você irão começar também a pedir as suas guias de contas (miçangas), isso é um sinal da ligação entre a entidade e o neófito e a proteção da entidade. As outras partes dos trabalhos, encerramento dos trabalhos, presses finais cada casa tem o seu método, o seu desfecho e geralmente não foge muito do que já falamos lá trás. Normalmente se bate cabeça para as entidades que estão subindo e se agradece a oportunidade de trabalho que tivemos no dia de hoje. Agradecemos as bênçãos alcançadas e a proteção divina. Desejamos que todos retornem bem a seus lares e que o plano espiritual continue protegendo a todos que estiveram presentes e todos os nossos irmãos de fé. Off-Topic Quando o neófito se torna um cambono muitas coisas começam a alterar em sua vida e vou colocar umas referencias em algumas partes para que você não se torne um chato de galocha e comece a ser taxado pelos outros que você convivia. A nossa religião bem como os demais cultos afrodescendentes que existe no Brasil, por mais normal que isso seja ainda causa muito espanto nas pessoas, que por falta de informação nos taxam pejorativamente de macumbeiros, bruxos, seres demoniados e demais coisas. Perceba que você esta iniciando uma renovação na sua vida e os outros não são obrigados a se iniciarem também. Evite ficar falando com qualquer um que você se tornou um Umbandista, isso não é negar a sua fé, isso é preservar a sua fé. Você não tem que converter ninguém para a religião, você não tem que provar para ninguém que fazemos apenas o bem, não discuta religião, ou melhor discuta religião com quem entende de sua religião. Quando te chamarem de Macumbeiro, explique o que é macumba. Macumba é um instrumento de percussão que se toca com uma vareta pressionada entre a parede e a barriga do executor. Macumbeiro, aquele que toma macumba. Quando vierem com assunto tipo matanças de animais, diga que a Umbanda é a vida e que a Umbanda protege a natureza. Fuja de discussões vazias e sem fundamentos religiosos, não vale a pena ficar se desgastando a toa. A Umbanda é uma religião universalista, ou seja, ela atende a qualquer pessoa sem distinção de nenhuma raça, credo ou situação financeira, somos o pronto-socorro espiritual é esse o nosso papel. O que vejo muito nos “novos” Umbandistas são as pessoas que se vislumbram com esse “poder” da incorporação e começam a querem incorporar em qualquer lugar. Vão na casa da avó e sentem as energias ruins do ambiente e já começa a sentir fluído do preto-velho e aí incorpora lá na casa da avó, na frente da tia evangélica, na frente do tio ateu e assim por diante. Ou está em uma reunião com os amigos começa a beber um pouco mais e aí incorpora a pomba-gira e sai rodando na frente de todo mundo. Veja bem a questão não é não incorporar fora do terreiro a questão é o porque e a necessidade de incorporar em um lugar fora do terreiro. A minha intenção não é ser moralista ao ponto de falar que eu nunca incorporei fora do terreiro a minha intenção é orientá-lo para fazer da maneira correta. Vamos com calma, você terá muito tempo para incorporar ainda, não tem que provar nada para ninguém, não tem que provar nada para você. Analise o seguinte todo o terreiro é preparado para receber estes guias de luz, o ritual é todo preparado (pontos, tambores, defumação, pemba) para receber nossos amigos, então não tem lógica ficar dando “show” a onde você estiver, você talvez ainda não esteja preparado para as energias que você irá mexer e isso pode atrapalhar o seu desenvolvimento e o seu convívio social. Uma vez aconteceu um caso com uma colega de estar em uma festa e começar a passar mal. Mas começou a passar mal por causa da bebida e não por fluído ou outra coisa, aí foi aquele trabalho que vocês já desconfiam, vai na casa do Pai de santo, coloca ela no conga e aquela história toda, quando ela vomitou todo “espírito ruim” que estava dentro dela ela tomou um banho e melhorou. Coisas do santo Bhrama. O que quero deixar claro aqui é que não é porque você descobriu um ótimo caminho para a sua espiritualidade que você tem que querer que todos encontrem este caminho também que você tem que viver incorporado para que todos acreditem no seu “santo” com estas atitudes só estaremos contribuindo com a má fama da Umbanda e de nossa religião. Deixe os guias trabalharem com você dentro do terreiro, deixe que os guias te conduzam dentro do terreiro. Coisas que você pode fazer para melhorar. Algumas coisas você pode fazer para melhorar o seu desenvolvimento talvez a mais importante seja os banhos de ervas antecedendo os trabalhos espirituais. As mais indicadas para os neófitos aumentarem a sua afinidade com o “santo” são: egenda, manjericão, guiné e alecrim. Outras ervas podem ser usadas principalmente as alusivas a linha que irá trabalhar no dia, espada de São Jorge para Ogum, folha de fogo para Xangô e assim por diante, vale a pena se informar mais e conhecer um pouco sobre as ervas e os Orixás. Outra coisa que melhora o seu desenvolvimento é a defumação. Se você tiver a oportunidade faça uma defumação com ervas secas em sua casa antes de ir para os trabalhos, além de te limpar espiritualmente limpa também o ambiente das energias ruins trazendo uma nova energia para a casa. Cultive bons hábitos isso irá te deixar mais tranqüilo. Acenda a sua vela pessoal, para o seu anjo de guarda e aos seus Orixás de cabeça (Orixás protetores) esses Orixás você irá saber com o tempo de iniciação e será revelado a você através do jogo de búzios. Coisas que você precisa saber. Você não está fazendo nada de errado. Você está apenas conhecendo algo novo, uma nova vida religiosa. Anossa religião é garantida por Lei como descrita no inicio deste. Estamos em busca de um mundo melhor, mais fraterno, mais amigo e com mais dignidade. Tenha orgulho de sua religião de Umbanda. Conheça os Orixás. Conheça as ervas. Tenha paciência e perseverança com o aprendizado. Busque conhecimento em seus orientadores. Não discuta religião sem fundamentos. Não se torne um chato fanático religioso
O Inicio Geralmente, nas maiorias dos casos, o cambono inicia a sua vida espiritual em um terreiro, visitando, indo tomar um passe, ou porque algum conhecido vai no terreiro e este começa a ir também. Ele será assistido por alguma entidade e esta entidade o informará que tem mediunidade e que a sua missão nesta vida é a de trabalhar (desenvolver) a sua espiritualidade. No começo, pânico total. É a coisa mais comum para as pessoas iniciantes na religião sentir pânico quando a mesma fica sabendo que tem o dom da mediunidade e que está nesta encarnação com a missão de trabalhar a espiritualidade e ajudar tantas pessoas que necessitam. É comum ao certo, que quando a pessoa vai em um terreiro de Umbanda a primeira vez vai sem saber o que ali acontecerá. A maioria já pensa nas matanças de animais e no sangue jorrando, já pensa nas imagens de exu tão comum com chifres e outros adereços, ou seja, só pensam em bobagens do folclore brasileiro. “Eu me lembro a primeira vez que minha irmã de sangue, atualmente uma exemplar mãe de santo e yabasse, me disse que ela estava freqüentando um terreiro e o preto-velho havia dito a ela que era para eu ir no terreiro que ele queria conversar comigo, na hora eu estava dirigindo e estávamos parado em um semáfaro e por conhecidendia tinha um senhor negro no portão de uma empresa trabalhando de segurança com seus novos cabelos brancos e eu perguntei a minha irmã se podia ser aquele “preto-velho” ou tinha que ser o outro mesmo, ela riu, eu também ri e continuamos.” Isso é para ilustrar que a dúvida, a falta de crença e a ingenuidade da nossa formação pode nos levar a quaisquer caminhos que sejam. O pior acontece quando se chega no terreiro pela primeira vez e não se entende e tenta-se adivinhar o que esta acontecendo naquele local. Na maioria das vezes tem uma cortina que separa a assistência do conga e é aí que se começa a questionar o que se passa lá dentro. Ah, é agora que contam os meus problemas para a pessoa que irá me atender para ela poder me enganar depois ? Ah eles fazem isso para poder trocar as informações que os outros “guias” já passaram ? Ou seja, novamente só bobagem. Não estou dizendo que acontece com um ou com outro. Isso acontece com todos. Todos que estão pela primeira vez onde se transcende o real para o sagrado, o profano para o divino, a insegurança pela caridade, isso acontece com todos que pisam em um terreiro de Umbanda pela primeira vez, aconteceu comigo, aconteceu com meus familiares, meus amigos, meus desconhecidos, ou seja, até cair a ficha o do porque você esta aqui, passa muita coisa na sua cabeça. Será que a polícia vai chegar e irá todo mundo preso ? Não isso nunca irá acontecer nesta bendita terra chamada Brasil, nosso direito de expressar a nossa religião e nossa fé está declarada na Constituição Brasileira. Em nossa Carta Magna, no Titulo II, artigo 5º, parágrafo VI, diz: “É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, ou seja, a polícia está aqui para nos defender e não nos agredir. O inicio na religião normalmente é um romper de barreiras. Na maioria dos casos o neófito vem de outra religião e em sua vida social é muito complicado se declarar Umbandista. Quando a pessoa se declara Umbandista em seu ambiente familiar ou em seu ambiente profissional ela logo será tachada de macumbeira, de feiticeira, de pai ou mãe de santo e tudo isso da forma mais pejorativa que significa. Não saberá e nem estará atento ao verdadeiro significado da palavra ou da religião Umbandística. É natural então que o iniciado se sinta sozinho e perdido no meio de tanta informação nova e que parece ser de certa forma proibida. A nossa cultura e a nossa tradição tende a ser muito preconceituosa no que diz respeito ao tratamento com os espíritos, tudo isso parece ser muito oculto e proibido. Fico me lembrando das perguntas que fiz, das duvidas e dos medos a qual passei em minha iniciação. Tudo era muito estranho, sempre fui um convencido ateu, humanista por princípio, e de repente estava deparado com o sagrado da forma mais ampla possível. Era difícil entender o processo da incorporação ou até mesmo conversar com o ser incorporado. Era difícil distinguir médium de entidade, entidades de entidades, santos de Orixás, lembro uma vez que perguntei ao meu cunhado, hoje meu pai de santo, porque Oxossi havia morrido todo fleichado amarrado em uma árvore (me referindo a estátua de São Sebastião santo católico sincretizado). E ele me explicou sobre o sincretismo religioso, que aquela imagem se referia a um santo católico o qual a religião afro-descendente adotou como ilustração para o seu Orixá Oxossi. Esta passagem é para ilustrar um pouco o inicio da vida como cambono ou cambone. A pessoa vai pedir ajuda, ou por curiosidade, chega em um terreiro de Umbanda. O guia incorporado, o que já é estranho, diz que ela tem mediunidade (o que é isso ? será que ele diz isso a todas as pessoas ? ), e esta é convidada a começar a desenvolver os seus guias, e após um tempo de desenvolvimento esta é chamada para entrar na gira, entrar no terreiro, vestir branco, servir o santo ou simplesmente virar um cambono. E ae ? O que fazer ? O que é ser um cambono ? O começo na vida de um cambono deve ser levado como um marco em sua história na religião. O que vestir no primeiro dia ? Como será dançar no ritual ? Com quem irei ficar nos trabalhos ? Como devo me proceder com os pais ou mães de santo ? Como devo me proceder com os guias chefes da casa ? São tantas as dúvidas que giram na cabeça de um cambono que as vezes o cambono se esquece qual é o verdadeiro papel dele na religião, o real porque dele estar ali. Tentarei explicar do inicio o como fazer, o porque fazer e quando se deve fazer. As experiências aqui descritas foram me ensinadas pelas entidades a quem servi e se referem as regras dos templos que eu trabalhei. Elas podem variar de casa para casa e não tem a intensão de ser a verdade em hipótese alguma e sim apenas uma referencia para o neófito no cumprimento de sua missão. Como se inicia na religião como cambono ? Provavelmente o neófito é atendido por uma entidade e esta entidade o chamou para a vida do sacerdócio de cambono. Sim, ser cambono é um sacerdócio. A partir do momento que você se torna um cambono você esta se dispondo a ouvir os problemas dos outros, ajudar os necessitados e acima de tudo, guardar segredo dos problemas alheios. Entre o atendimento prestado pela entidade até o chamado para o iniciado se tornar um cambono, pode decorrer dias, meses ou anos e pode neste tempo o mesmo ser chamado para já desenvolver as suas entidades ou não variando isso de terreiro para terreiro. Em alguns casos a pessoa iniciada tem o privilégio de no primeiro dia que pisar em um terreiro ser chamada para trabalhar como cambono, isso é raro, mas acontece. Lembrando que o cambono é geralmente o primeiro estágio que um médium passa dentro de um terreiro. Ou em alguns casos o cambono pode ser parente do pai/mãe de santo e este é teoricamente obrigado a trabalhar como cambono no terreiro. O cambono é o primeiro estagio que passa o neófito dentro de um terreiro de Umbanda com responsabilidades dentro da casa, com as entidades e os consulentes. Aroupa que o cambono deve utilizar nos trabalhos varia de casa para casa mas o básico é a roupa branca. Em alguns terreiros é necessário fazer uma roupa que a própria casa fornece ao novo cambono. Em outros terreiros a roupa deve ser branca e observando a cor do guia do trabalho. A melhor coisa a fazer é tentar se informar com a direção da casa qual a melhor roupa para utilizar nos trabalhos. Um outro ponto que o cambono se preocupa é com quem ele irá ficar dentro da gira. Geralmente o cambono ajudará as próprias entidades que o trouxeram para dentro da corrente. Em alguns casos para o cambono será determinado auxiliar outras entidades que este então não conhecia, tudo depende dos guias chefes da casa mas qualquer que seja a opção o cambono deve respeitar e aceitar a sua vida como um cambono. Ser cambono é um estágio na sua vida espiritual. Quase todos os grandes médiuns primeiro aprenderam a ser cambonos para depois serem médiuns. Sempre ouvi que um bom cambono será um bom médium. Acho que isso resume a vida de cambono. Quanto melhor você for, mais você se dedicar, mais você estiver atento, mais você servir, mais preparado você se tornará um médium de passe, um médium de atendimento. Salvo em alguns casos que o neófito tem que passar por outros estágios para se tornar um médium de passe. Ahora da dança, abertura da gira de algumas casas, também é um grande tormento na cabeça do novo cambono, mas tudo isso é detalhe que se aprende com a duplicação e com a repetição do movimento. É muito comum não entender o que esta acontecendo na gira, no padê, na defumação, nos pontos, no bate-cabeça e outros detalhes que o cambono executa mas sem saber o porque disso ou daquilo. A melhor opção é relaxar e dar tempo ao tempo. Tentar identificar quem na corrente tem o conhecimento que necessita e ir atrás, buscar o conhecimento. Um bom começo é conhecer o Estatuto Social que rege o terreiro ao qual você irá ou já estará fazendo parte. Este estatuto trás as normas e as diretrizes que a casa segue sob as orientações dos guias chefes da casa. É muito importante conhecer tais normas e ficar por dentro da conduta certa que se deve ter em cada terreiro. Uma coisa importante que o neófito tem que entender é que por mais que o terreiro seja uma casa filantrópica sem fins lucrativos o mesmo precisa de recursos financeiros para se manter. Alugueis, despesas com manutenção, papelaria, documentos, contador e demais despesas tem que ser pagas como qualquer empresa que busca lucro mesmo o terreiro não buscando o lucro. As pessoas confundem lucro com subsistência. A entidade filantrópica a qual você fará ou já faz parte depende de dinheiro para continuar a funcionar e ajudar cada vez mais e normalmente o novo cambono deverá assumir a sua contribuição mensal com o terreiro a qual estiver fazendo parte. Um outro ponto importante é o novo cambono tentar entender qual a hierarquia material e espiritual que o terreiro esta sujeito. Buscar conhecer os Pais e Mães de Santo (Babalorixá e Yalorixá), os Pais-pequenos e Mãespequenas (Babaquequere e Yaquequere), os Ogãn do Terreiro, os dirigentes espirituais do terreiro, os dirigentes materiais do terreiro, a respeito das contribuições que o cambono deverá assumir, não só em espécie (dinheiro) mas também em material de limpeza, velas, defumadores, bebidas, comidas, a limpeza do terreiro (geralmente cada casa tem uma escala de limpeza a ser cumprida) e outros detalhes que o neófito geralmente não esta atento quando entra para uma gira de um terreiro. É importante saber que a comunidade do terreiro está lá para se ajudar em tudo o que diz respeito a manutenção do templo. Entender o seguinte: - Geralmente o terreiro é formado por um local que será dedicado ao culto, este terreiro é dirigido por um Pai ou Mãe de Santo o qual tem como missão ajudar as pessoas necessitadas, você como um cambono necessita de um espaço para estar recebendo os seus guias, desenvolver a sua espiritualidade e cumprir a sua missão. Então entenda que o terreiro também será seu local sagrado de orações e devoções e por isso você deve zelar por ele e também colaborar com a manutenção da casa. Passando os detalhes “administrativos” vamos começar a explanar um pouco sobre cada passo na gira de umbanda e como o cambono deve se comportar. Pontos de energia da casa. Todos os terreiros de umbanda (pelo menos os que se prezam) tem os seus pontos de energia. Cada terreiro é formado geralmente por ordem de uma ou mais entidades e estas entidades dizem aos fundadores do terreiro quais serão os pontos de energia necessários para o bom funcionamento da casa, os chamados assentamentos. A cangira ou tronqueira ou casinha do Exu A cangira ou tronqueira ou casinha do Exu é onde está firmado o Exu da casa, geralmente neste local preparado com alguns objetos pertencentes e significantes enterrados no chão. Geralmente tem ali colocado as imagens dos guardiães da esquerda (Exus, Pombagiras, Exus-Mirim) que foram cruzadas e solicitadas pelas entidades. Neste local é oferendado o Padê e o Marafo comida e bebida ritualística do Exu afim de saciar a sua fome e sua sede. Com um Exu na cangira bem tratado não entra forças negativas para dentro do terreiro o que poderia atrapalhar os trabalhos espirituais da casa. O Padê geralmente é oferendado nos inícios dos trabalhos espirituais. O novo cambono deve saber saudar o Exu da casa de acordo com as normas da casa, a saudação mais praticada nos terreiros é da seguinte forma: Chega-se a cangira, cruza-se os dedos das mãos com as palmas viradas para baixo e diz Larôie Exu, Laroie Exu Mojuba, o que significa ------- seguido de suas presses para um bom trabalho e proteção. A porteira do Terreiro. Entende-se por Porteira do Terreiro a linha delimitadora da área de trabalhos espirituais e a área da assistência (consulentes). Normalmente esta área esta separada por uma cortina, cerca, mureta ou outros objetos delimitadores. Estas Porteiras representam a separação do mundo profano para o mundo sagrado. Nelas também são enterrados, objetos e aparatos significativos dos guias chefes da casa para que a energia do local seja resguarda e mantida. Nesta Porteira o novo cambono deve pedir licença todas as vezes que por ela passar, pedindo a Oxalá que de licença para poder entrar em contato com o sagrado. O Conga (Altar) É no Conga (Altar) onde é colocado todas as imagens referentes aos Orixás e aos Guias espirituais do Terreiro. Nele também é colocado o Assentamento dos Orixás Patronos do terreiro. Em baixo do Conga normalmente se enterra objetos e aparatos referente aos Orixás que protegem e guardam a casa. Neste ponto estará a força maior do Terreiro, a força de todos os guias que ali trabalham e são cultuados é este ponto, não o mais importante porque todos são importantes, mas o ponto principal de um terreiro de umbanda. É ali que o Guia Chefe vem firmar o seu ponto é ali que ele deposita o seu Axé para que todos os necessitados. É neste local que o cambono deve ter o maior respeito, fazer suas orações e agradecimentos, fazer a sua vigília, acender suas velas votivas, enfim é no Conga que se deve ter a maior devoção. O cumprimento no Conga deve ser feito da seguinte maneira Deita-se no chão com a cabeça voltada para o Conga e as mãos no chão acima da cabeça direcionadas também ao Conga, agradece a permissão de estar ali naquele momento, pede proteção aos Orixás e pede que os problemas sejam resolvidos e que o trabalho seja bem proveitoso. Geralmente este ritual é precedido de uma volta em torno do próprio corpo em pé em frente ao Conga. A Curimba ou Atabaques (Tambores) A Curimba ou Atabaques (que significa conjunto de tambores), é o ponto responsável em fazer a energia se movimentar em um terreiro. É na Curimba que será definido qual energia trazer para determinando Guia. É papel do Ogãn (tocador do Tambor,maestro dos Orixás) tocar o ponto certo para cada entidade que será saudada ou trabalhada na casa. É ele quem faz os espíritos (entidades) baixarem no terreiro e incorporarem em seus guias. É na Curimba que será equilibrada todas as energias para que o trabalho transcorra da melhor maneira possível. É na Curimba que se movimenta a energia, se movimenta o Axé. Normalemte a Curimba é formada por no mínimo três tambores, um grande (Rum), um médio (Rumpi) e um menor (Lê) que juntos, cada um em sua toada, emana toda a energia que os guias e orixás necessitam para um ótimo trabalho. A forma mais tradicional de se cumprimentar a Curimba é muito parecida com a de cumprimentar o Conga. Chega-se em frente a Curimba, da uma volta em torno do próprio corpo e deita-se no chão com os braços abertos para a frente, virado para a Curinba, ali se pede aos guias que logo estarão incorporados as suas bênçãos e proteção e que o trabalho transcorra muito bem. Aqui um ponto importante, não se deve tocar de forma alguma o couro do tambor com as mãos, o couro foi tratado especialmente para o tambor pelo Ogãn poder trabalhar a sua energia, caso queira cumprimentar os tambores com as mãos toque na parte de madeira do mesmo, mas nunca no couro. Todos estes pontos de energia, são comuns na maioria das casas de Umbandas, algumas têm apenas o Conga outras tem muito mais do que estes pontos, mas estes são os principais e todos eles estão interligados para que a energia da casa seja a melhor possível. Alguns pontos estão para limpar possíveis energias negativas e outros estão disponíveis para nos trazer energia e para renovar o nosso Axé. Antes da Gira. Uma das minhas maiores dúvidas no inicio da minha vida como neófito era o que eu deveria e poderia fazer antes do trabalho e o que eu não deveria fazer. Coisas como, não brigar, beber demais, comer demais e outros exageros devem ser evitados. Cada um tem o seu motivo. Brigar é um pouco óbvio. Você vai trabalhar a sua espiritualidade, vai trabalhar a caridade, irá mudar a energia de seu corpo para poder receber uma entidade, então deve procurar não se chatear, ficar tranqüilo, relaxar a sua mente. Beber demais é um assunto muito complicado. O guia que irá vir trabalhar com você precisará de você inteiro, com a cabeça concentrada no trabalho, então deve-se evitar a bebida antes do trabalho. Comer demais, vai te deixar empanturrado, cansado, sonolento, o guia precisará demais da sua energia corporia você precisará estar bem. Não é aconselhável, após comer dois pratos de uma suculenta feijoada ir trabalhar com o seu guia. Entenda que estas coisas são exageros humanos e não que isto irá te causar algum dano espiritual durante o trabalho. Alguns dizem para não fazer sexo antes das giras eu não vejo nenhum problema, desde que não atrase a gira. E com o tempo cada um vai desenvolvendo o seu próprio ritual antes da gira. Vou colocar dois exemplos que eu vivo geralmente. Como o nosso trabalho é no sábado eu tento reservar o sábado só para as atividades espirituais. Acordo tranqüilo, me alimento tranqüilamente, vou atrás de algumas ervas para banho (tento sempre buscar alguma erva condizente com o guia que irei trabalhar na gira), na hora de preparar o banho, eu lavo as ervas, massero as ervas no pilão dos pretos-velhos, nisso já vou fazendo minhas orações, nesse tempo limpo a cangira e faço o Pade para o Exu que me guia e me protege, neste tempo o banho deu uma esfriada com as ervas, faço o banho, me arrumo e vou para o terreiro. Ritual simples, porém que adotei a minha realidade. O importante é entrar no terreiro com a cabeça concentrada, com a sua energia boa, trazendo boas vibrações. Importante buscar chegar no terreiro sempre 30 minutos antes da gira começar, para começar tranqüilo e sem correrias. Chegando no terreiro. No início parece que tem muita coisa para decorar e aprender, parece que a gente não vai conseguir dar conta, mas com o tempo a gente vai pegando o jeito da coisa. Chegando no terreiro deve primeiramente cumprimentar a cangira ou casinha do Exu, ir saúdá-lo é uma demonstração da devoção que se tem com o Orixá, existe um Itâ (lenda do Orixá) que diz que Exu vivia junto com Oxalá e todos os outros Orixás vinham até Oxalá em busca de uma palavra de sabedoria e conforto só que eles atrapalhavam Oxalá que estava muito ocupado em fazer os homens. Então Oxalá chamou Exu que morava junto com Oxalá e com ele aprendeu também a fazer o homem e ordenou que Exu fosse morar na encruzilhada que ia para sua casa e que a partir daquele dia todos que fossem falar com Oxalá falassem com Exu antes e todos que levasse oferendas a Oxalá deveriam também levar para Exu, assim Exu se tornou o mensageiro dos Orixás com Oxalá. Por esse itâ você já sente a importância de sempre estar saudando o Exu na Cangira e cuidar sempre muito bem do Exu. Após saudar a Cangira deve se preparar para entrar no Conga. Se vestir se for o caso, colocar suas roupas ritualísticas, as guias e outros, cumprimentar as pessoas, dar uma passadinha no banheiro, ir fumar o último cigarro e demais atividades que não deverão transcorrer com o trabalho em andamento. Deve-se observar que uma vez dentro do Conga deve evitar ficar saindo de lá até o encerramento do trabalho. Entrando no Conga pede-se licença para a porteira e diriga-se ao Conga (Altar) para cumprimenta-lo como acima descrito ou de acordo com as normas de sua casa. Após o cumprimento ao Conga (Altar), deve-se cumprimentar a Curinba também conforme descrito acima ou o custume da casa. Neste ínterim deve se cumprimentar o Pai e Mão de Santo pedindo a sua benção e permissão para o trabalho. Neste ponto me perguntam muito como se deve cumprimentar o Pai ou Mãe de Santo, isso depende muito da casa e das raízes da casa, os mais comuns é o cumprimento pedindo a benção “Sua benção Meu Pai ou Sua benção Minha Mãe” ou o cumprimento em língua Yorubá “Okolofê Babá ou Okolofé Yá” que significa Sua benção meu pai e sua benção minha mãe respectivamente. O Pai ou a Mãe de Santo responde Deus Abençoe ou Okolofê Olorum. Em algumas casas onde o Ogãn (maestro dos Orixás) foi preparado no santo (fez os assentamentos e camarinhas para Alebé) costuma-se a pedir a sua benção também pois o mesmo está em um grau na hierarquia no mesmo patamar que o Pai e a Mãe de Santo em referência aos cambonos e demais filhos de santo. Após os cumprimentos deve-se começar a preparar o material para a gira, este material varia muito de casa para casa e de guia para guia perceba que no início fica complicado saber o que o guia irá utilizar durante o trabalho e até mesmo saber qual guia você irá cambonar, mas algumas coisas são básicas, por exemplo, locais para se depositar o lixo, locais para se jogar as cinzas dos cachimbos e charutos, algumas casas utilizam um “cuspidor” que seria um recipiente preparado para receber o “cuspe” do médium uma vez que ele pode não estar acostumado a fumar então será necessário ele eliminar a saliva produzida pelo charuto ou cachimbo, suporte para as velas, veja bem que aqui não está relacionado os materiais que o guia utiliza durante o trabalho como as velas, os charutos e cachimbos e as bebidas, pois isso é de responsabilidade de cada médium levar e ofertar aos seus guias, papel e caneta para fazer as anotações que serão passadas aos consulentes, água para o médium se necessário e outros materiais importantes para o bom andamento dos trabalhos. Providenciado isso o certo é aguardar os inícios dos trabalhos espirituais em silencio fazendo a sua prece com concentração e fé. O início dos trabalhos. Durante o inicio dos trabalhos o ideal é relaxar. Os pontos serão novidades, a dança será novidade, o ritual será novidade. Então o certo é observar as pessoas que tem mais tempo de terreiro e duplicar as suas atitudes, preste atenção que duplicar é diferente de imitar. Normalmente os terreiros de umbanda iniciam a sua gira com o Pade, alguns chamam de despachar o Exu, eu prefiro chamar de saudação aos Exus. O Pade é necessário para que o Exu, guardião da casa, seja bem tratado e louvado. O Pade normalmente é uma mistura de farinha de trigo com cebolas e óleo de dendê e é servido ao Exu com a sua bebida preferida, cachaça. Com esta louvação e tratamento realizado com fé e devoção você terá certeza que o trabalho transcorrerá sem interferências de espíritos obsessores atrapalhando o trabalho, ou seja, uma casa que realiza o ritual do Pade no inicio de seus trabalhos dificilmente terá descarregos de cargas negativas durante os trabalhos espirituais. Após o Pade os terreiros seguem os trabalhos saudando os Orixás patronas da casa, normalmente após o Pade ou melhor o Exu ser saudado o próximo Orixá a ser saudade é sempre Ogum seguidos pelos outros. Pois cabe a Ogum a abertura dos caminhos. Em várias casas se canta um ponto para cada Orixá e outras casas fazem uma abertura mais simples com pontos mais genéricos. Após os Orixás serem saudados cantasse os pontos para os guias que viram trabalhar na gira, se a gira é de caboclos de Oxossi, cantase pontos de caboclos, se for de pretos-velhos canta-se pontos de pretos-velhos, e assim por diante. Após os pontos é comum ter uma oração realizada pelas lideranças das casas, alguns rezasse o Pai Nosso e a Ave Maria, é muito comum se cantar o Hino da Umbanda. Em todos esses pontos, se dança de uma forma diferente, se comporta de uma forma diferente, no começo como eu já disse a coisa parece complicada, mas depois com o tempo a coisa fica muito mais simples. Depois disso vem o ritual da defumação que consiste em preparar todo aquele ambiente para a chegada das entidades e também purificar o ambiente e as pessoas que estão no local. No momento da defumação o cambono deve se comportar como as tradições da casa e respeitar os locais onde serão defumados, congo, curimba e porteiras, sempre prestando atenção e concentrado no ritual. Após a defumação tem o ritual de pemba onde se assopra pemba para o alto afim de mostrar para as entidades que estão ali presentes que aquela é uma casa que trabalha sob a bandeira branca de Pai Oxalá, o cambono também deve prestar a atenção e sua concentração também é muito importante neste momento. Na chegada dos guias-chefes dos terreiros é muito comum que os filhos de santo se ajoelhem no chão e cantam juntos acompanhando nas palmas aguardando a incorporação no médium da entidade chefe. Quando esta entidade chega em terra o correto é bater com a cabeça no chão em sinal de respeito e devoção neste momento o cambono do guia chefe cumprimenta-o e começa a serví-lo com seus aparatos. O ritual de bate cabeça é um dos ritos mais importantes que existe na Umbanda. Consiste exatamente em se deitar no chão esticado com a cabeça voltada para os pés da entidade e com as mãos tocar levemente os pés da entidade e pedir a sua benção. É lógico que quando chega a entidade no terreiro é praticamente impossível todos os filhos de santo realizarem este ritual então simbolicamente se abaixa e bate com a cabeça no chão no próprio lugar em sinal de respeito e devoção. Com o transcorrer dos trabalhos o guia chefe chama os outros guias para trabalhar e é aí que começa realmente o trabalho dos cambonos. O cambono tem que estar atento ao guia que irá auxiliar, então com a chegada deste guia em terra o cambono deve com calma ir ao seu auxilio, primeiramente cumprimentá-lo realizando o ritual do batecabeça e em seguida servi-lo com seu charuto ou cachimbo, sua bebida, seus adereços, cocares, chapéus e outros paramentos que o guia utiliza. O guia em terra irá benzer e limpar o seu cambono preparando-o para os trabalhos que virão a frente. Neste momento o cambono aproveita também para conversar com o guia. É muito comum o novo cambono achar que terá todo o tempo do mundo para poder conversar com a entidade, mas é completamente o oposto, antes quando o cambono estava na assistência ele tinha um tempo só dele com o guia e agora não tem mais. O cambono está lá para trabalhar e auxiliar o guia e começa a ficar escasso o tempo para conversar com o guia. Mas preste a atenção: O fato de você estar dentro da corrente faz com que você seja muito mais ajudado pelas entidades, tanto pelas entidades que você auxiliará bem como pelas suas entidades que estarão com um maior contato com você. Então aproveite todo o tempo do mundo que você estiver para conversar, tirar as suas duvidas que com certeza são muitas e prestar muito a atenção no trabalho, no que o guia utiliza, nas mirongas que ele irá passar para cada consulente, lembre-se você é o porta-voz do guia, muitos consulentes não entendem o que os guias falam então o cambono fica como uma espécie de tradutor da entidade para a pessoa e viceversa, anote tudo que tiver que anotar, se tiver dúvidas pergunte ao guia, tente aprender as correspondências das cores das velas com cada Orixá, bem como o dia que é cultuado o Orixá. E o fator mais importante na hora das consultas: Tudo que você ouvir dentro do terreiro, que os consulentes dizem aos guias é segredo absoluto. Tudo o que você ouve dentro do conga fica lá, não saí de lá. Os problemas que você ouvir esqueça assim que você sair do terreiro para que isso não venha atrapalhar a sua vida, para que você não fique pensando nos problemas dos outros, não se envolva com os problemas dos outros fora do terreiro, deixe que as entidades trabalhem isso, elas sabem o que fazem e não a gente. Por mais dó que tenhamos não estamos preparados para absorver todos os problemas que ouvimos e presenciamos. Então nunca se esqueça, sigilo absoluto. No inicio, o neófito, fica bastante perdido em relação aos trabalhos, nunca sabe exatamente o que cada entidade utiliza, então é comum errar e dar um charuto para o preto-velho que fuma cachimbo por exemplo, e esta entidade irá orientar o novato para pegar o cachimbo corretamente. Lembre-se as entidades estão lá para trabalharem juntas com você e você junto a elas, elas irão ensinar a você todos os macetes e de como elas preferem que sejam servidas, como o tempo você já estará aguardando o caboclo chegar com o seu charuto preferido já aceso, irá esperar o preto-velho com o seu cachimbo já preparado e assim por diante. No meu ponto de vista um dos maiores trabalhos que o cambono irá desenvolver é justamente na hora do atendimento dos consulentes, parafraseando o grande Pai Antonio do Toco, preto-velho que tenho a honra de servir como “cavalo”, o cambono esta lá para dar amor material as pessoas que estão indo lá buscar o conforto espiritual. É comum uma pessoa que se senta a primeira vez em frente a um preto-velho estar lá toda angustiada, preocupada e as vezes até com medo do que irá ser dito ou irá acontecer lá, então o cambono deve ajudar a esta pessoa a se acalmar, a conseguir se expressar e explicar que aquela entidade está lá para ajudá-la a resolver aqueles problemas, afinal você como um novo cambono irá se lembrar que a pouco tempo atrás era você quem estava sentado lá a primeira vez todo encolhidinho e acabrunhado com aquela situação. A sua experiência vai ajudar a outras pessoas passarem pela mesma situação que você já passou. O mais engraçado em tudo isso é todos querem aprender e trabalhar no terreiro mas ninguém quer deixar de ser cuidado. Vou explicar: já vi varias vezes isso acontecer, a pessoa não vê a hora de colocar branco e entrar para a corrente, quando isso acontece ela diz ah como era gostoso poder sentar aqui e conversar com a entidade aqueles 5 ou 10 minutos, aí quando a pessoa vira um médium passe ela diz ah que saudades eu tenho do tempo que eu era cambono, ou seja, a gente sempre vai querer ir pra frente e sempre teremos saudades do que deixamos pra trás. O melhor a fazer é viver cada momento de uma vez. Se esta como cambono tente aproveitar o melhor possível este momento, tente aprender com as entidades, tente escutar e gravar a maior quantidade de informação possível, faça anotações, tenha um caderno em casa para anotar sempre as coisas novas que aprendeu, o que a entidade receitou para determinado problema, as ervas de defumação utilizadas para limpar o ambiente, para trazer dinheiro, para resolver os problemas, as cores das velas e os respectivos santos que as utilizam, as preses, as magias, as mirongas e as historias. Ah.. as historias, é bom lembrar disso. Quando acontece a seguinte situação de que um consulente retorna com o guia semanas depois do seu atendimento e diz ter recebido aquela graça impossível de ter sido alcançada, aquela que até mesmo você quando ouviu ficou com pena do consulente e a entidade disse que ia ajudar, e realmente ajudou, eu sei que a vontade de contar isso para todos fora do terreiro é muito grande, vontade até mesmo por inexperiência, tentar mostrar para os outros como aquela entidade é boa, é forte e resolveu o problema daquele consulente, as vezes a gente pensando estar fazendo uma “grande propaganda” daquele guia nós podemos estar prejudicando seus trabalhos, então sempre se lembre o que acontece dentro do terreiro fica dentro do terreiro, ninguém mais alem de você, o consulente e o guia tem que saber, isso é muito importante. Duas situações que ocorrem muito entre os guias e o cambono. A primeira é quando o cambono nada fala, não se comunica com o consulente, e o guia tem que toda hora ficar “chamando a atenção” do cambono. É obvio que quem tem que prestar o atendimento é o guia, mas a interação guia-cambonoconsulente é importante para que o consulente realmente entenda tudo o que o guia está falando, explicando como se faz um banho, como se acende as velas, como se saúda um Orixá e outros detalhes do nosso culto. A segunda é quando o cambono fala demais, atravessando o que o guia fala, pulando na frente do guia e atrapalhando o atendimento, isso também acontece e tem que ser bem analisado, o guia geralmente respeita o cambono nesta situação e não irá adverter o cambono em frente ao consulente, mas o importante é o cambono prestar a atenção e falar o que for necessário sem ficar muito calado e sem cortar a frente do guia. Ou seja, o bom senso prevalece nestas situações. Outra questão que o cambono deve observar bem em relação ao atendimento é a tempo disponível para atendimento de cada consulente. Em algumas casas se trabalha com horários para atendimento e um número de fichas limitado por médium atendente, então em alguns casos é necessária a intervenção do cambono para que o guia atende a todos com prestesa porem sem se alongar muito no tempo, o certo é pedir licença a entidade e informar que a mesma está com o tempo limitado e é necessário atender um pouco mais rápido. Esta situação deve ser bem observada, pois cansei de ver guia correndo e depois ficar sem fazer nada esperando os outros guias dar os atendimentos, então antes de apressar o guia deve-se observar se as coisas estão caminhando bem ou não e ver como esta o andamento dos trabalhos. Uma outra coisa que com o tempo o cambono começa a aprender e melhora a sintonia do trabalho, é saber o que o guia irá precisar, por exemplo, se o consulente chega e pede para o guia cruzar (benzer) uma imagem o cambono, através da experiência, sabe que o guia irá utilizar pemba e água de cheiro (geralmente alfazema) então o ele não tem que ficar esperando o guia pedir para pegar o material ele pode ser mais rápido e já pegar o que o guia irá utilizar (como dito acima isso é apenas um exemplo). O desenvolvimento Normalmente os terreiros tem regras diferentes para o desenvolvimento mediúnico do cambono. Em algumas casas se fazem giras específicas para esse fim em outras faz o desenvolvimento logo após o atendimento dos consulentes. Independente disso tentarei explicar um pouco sobre o desenvolvimento mediúnico do cambono. É natural o cambono ter alguns receios antes de começar realmente a deixar a sua entidade trabalhar. O medo de incorporar, de não saber o que é exatamente isso pode atrapalhar na hora do desenvolvimento, outro aspecto que atrapalha bastante o desenvolvimento é a vergonha que o neófito tem de ficar parado com várias pessoas olhando para ele e ficar precionando para que o “santo abaixe”. As reações das pessoas na incorporação varia de pessoa para pessoa. Cada um tem um jeito de lidar com o processo da incorporação, eu conheço pessoas que o queixo começa a bater, outras que tremem como se estivessem com frio, outras começam a balançar o corpo de um lado para outro, outras giram, ou seja, não existe um modelo específico. O correto nesta hora é confiar no guia que esta te desenvolvendo, seguir os passos que ele está te orientando, relaxar e deixar que sua mente se conecte com o astral. Um grande mito que tem em torno do processo incorporatório é o de possessão. Uma entidade na tem a necessidade de possuir ninguém, ela irá se comunicar com o médium através do subconsciente e do inconsciente, ela estará como se assoprando as vontades na cabeça do médium. Você irá começar sentir a vontade fazer determinadas coisas (dançar, bater as mãos no peito, soltar gritos de guerra, girar, tremer o corpo, falar, escrever, desenhar) e irá achar que tudo isso é da sua cabeça, pois as vontades realmente pareceram suas. O médium esta aí justamente para isso, para ser o mediador desta entidade, e não ser possuído como muitos pensam. É natural a comparação com outros desenvolvidos, mas é insignificante. Você nunca deve se comparar ou comparar outra pessoa com você no quesito desenvolvimento mediúnico, cada um tem o seu tempo, cada um tem a sua dedicação. Quanto a você achar que é você ou o guia que esta fazendo as coisas, dançando por exemplo, deixe que as entidades que estão te desenvolvendo analise isso. Se você estiver travando a sua entidade ou se você tiver atravessando a sua entidade o guia que esta trabalhando com você irá te pedir para ter mais concentração, para deixar o guia trabalhar com você e para te ter mais firmeza. Outra questão que começa a acontecer é a dúvida do que dar a sua entidade se ela irá querer beber, fumar, o que beber e o que fumar, se vai poder riscar o ponto ou não, como riscar o ponto, essas coisas se faz com a necessidade do próprio guia, quando você melhorar a sintonia com o guia que estiver incorporando não restará dúvidas em sua cabeça, ele realmente vai pedir sua cerveja, seu cigarro de palha, pedir a pemba para fazer seu ponto riscado, ele irá te conduzir neste processo da melhor maneira possível, é só você confiar em você, confiar em seus guias, confiar em seu desenvolvimento. O guia do médium que estiver realizando o seu desenvolvimento irá orientar a sua entidade nas atitudes a serem tomadas dentro do terreiro. No mundo espiritual tem uma hierarquia de trabalho como no mundo carnal e a entidade que estiver começando a incorporar em você também seguirá as regras espirituais estabelecida. Na hora que você começar a deixar a entidade a riscar o ponto por exemplo, você irá notar que mais que a sua mente idealize uma imagem um desenho, ele irá ser riscado como a entidade desejar e não a sua cabeça. Você irá começar a sentir um conflito (no bom sentido) em sua cabeça e começará a perceber que tem uma outra força, uma outra energia trabalhando com seu corpo. É natural todo esse espanto no começo, você vibrar por sentir a energia de sua entidade no seu corpo, acabar o desenvolvimento e dizer: - Nossa como foi com o meu desenvolvimento hoje. Quando mais você incorporar, mais você terá vontade de incorporar e trabalhar estas energias. É engraçado como os estágios da incorporação são muito parecidos de pessoas para pessoas. Quando você começa a desenvolver você acha que é tudo a sua cabeça, tudo a sua mente, logo depois você começa a pegar a firmeza do guia e começa a ficar confiante, após a confiança ser obtida você começa a achar que seu desenvolvimento ficou mais “fraco”, você não está mais sentindo a sua entidade como estava antes, mas isso é normal não é que você não está mais sentido a sua entidade, é que você está começando a acostumar com sua energia, a sua interação com a entidade esta começando a ficar muito boa, agora é começar a curtir o processo do desenvolvimento, começar a ouvir o nome da entidade, começar a se comunicar com ela, deixar ela conversar com as pessoas, é hora de realmente deixar as entidades trabalharem. Com o tempo passando é natural a anciedade começar a fazer parte da sua vida como cambono em desenvolvimento. Você começa a achar que todo trabalho será o trabalho que a entidade chefe irá lhe “promover” a médium passista. Mas relaxe, porque este ponto é muito flutuante ou seja, muda muito de médium para médium, de entidade para entidade, você certamente vai ver pessoas que começaram na gira após você se tornar médium passista antes que você, então não deixe a vaidade humana torturar a sua cabeça com bobeiras, entenda que cada um tem um processo de aprendizado, cada um tem uma estrada diferente para passar, cada um tem o seu tempo o seu ritmo, faça as coisas necessárias sem pensar em cobrar os outros, faça a sua parte com o seu guia e deixe que dos outros cuidem eles. Com o tempo as entidades que trabalham com você irão começar também a pedir as suas guias de contas (miçangas), isso é um sinal da ligação entre a entidade e o neófito e a proteção da entidade. As outras partes dos trabalhos, encerramento dos trabalhos, presses finais cada casa tem o seu método, o seu desfecho e geralmente não foge muito do que já falamos lá trás. Normalmente se bate cabeça para as entidades que estão subindo e se agradece a oportunidade de trabalho que tivemos no dia de hoje. Agradecemos as bênçãos alcançadas e a proteção divina. Desejamos que todos retornem bem a seus lares e que o plano espiritual continue protegendo a todos que estiveram presentes e todos os nossos irmãos de fé. Off-Topic Quando o neófito se torna um cambono muitas coisas começam a alterar em sua vida e vou colocar umas referencias em algumas partes para que você não se torne um chato de galocha e comece a ser taxado pelos outros que você convivia. A nossa religião bem como os demais cultos afrodescendentes que existe no Brasil, por mais normal que isso seja ainda causa muito espanto nas pessoas, que por falta de informação nos taxam pejorativamente de macumbeiros, bruxos, seres demoniados e demais coisas. Perceba que você esta iniciando uma renovação na sua vida e os outros não são obrigados a se iniciarem também. Evite ficar falando com qualquer um que você se tornou um Umbandista, isso não é negar a sua fé, isso é preservar a sua fé. Você não tem que converter ninguém para a religião, você não tem que provar para ninguém que fazemos apenas o bem, não discuta religião, ou melhor discuta religião com quem entende de sua religião. Quando te chamarem de Macumbeiro, explique o que é macumba. Macumba é um instrumento de percussão que se toca com uma vareta pressionada entre a parede e a barriga do executor. Macumbeiro, aquele que toma macumba. Quando vierem com assunto tipo matanças de animais, diga que a Umbanda é a vida e que a Umbanda protege a natureza. Fuja de discussões vazias e sem fundamentos religiosos, não vale a pena ficar se desgastando a toa. A Umbanda é uma religião universalista, ou seja, ela atende a qualquer pessoa sem distinção de nenhuma raça, credo ou situação financeira, somos o pronto-socorro espiritual é esse o nosso papel. O que vejo muito nos “novos” Umbandistas são as pessoas que se vislumbram com esse “poder” da incorporação e começam a querem incorporar em qualquer lugar. Vão na casa da avó e sentem as energias ruins do ambiente e já começa a sentir fluído do preto-velho e aí incorpora lá na casa da avó, na frente da tia evangélica, na frente do tio ateu e assim por diante. Ou está em uma reunião com os amigos começa a beber um pouco mais e aí incorpora a pomba-gira e sai rodando na frente de todo mundo. Veja bem a questão não é não incorporar fora do terreiro a questão é o porque e a necessidade de incorporar em um lugar fora do terreiro. A minha intenção não é ser moralista ao ponto de falar que eu nunca incorporei fora do terreiro a minha intenção é orientá-lo para fazer da maneira correta. Vamos com calma, você terá muito tempo para incorporar ainda, não tem que provar nada para ninguém, não tem que provar nada para você. Analise o seguinte todo o terreiro é preparado para receber estes guias de luz, o ritual é todo preparado (pontos, tambores, defumação, pemba) para receber nossos amigos, então não tem lógica ficar dando “show” a onde você estiver, você talvez ainda não esteja preparado para as energias que você irá mexer e isso pode atrapalhar o seu desenvolvimento e o seu convívio social. Uma vez aconteceu um caso com uma colega de estar em uma festa e começar a passar mal. Mas começou a passar mal por causa da bebida e não por fluído ou outra coisa, aí foi aquele trabalho que vocês já desconfiam, vai na casa do Pai de santo, coloca ela no conga e aquela história toda, quando ela vomitou todo “espírito ruim” que estava dentro dela ela tomou um banho e melhorou. Coisas do santo Bhrama. O que quero deixar claro aqui é que não é porque você descobriu um ótimo caminho para a sua espiritualidade que você tem que querer que todos encontrem este caminho também que você tem que viver incorporado para que todos acreditem no seu “santo” com estas atitudes só estaremos contribuindo com a má fama da Umbanda e de nossa religião. Deixe os guias trabalharem com você dentro do terreiro, deixe que os guias te conduzam dentro do terreiro. Coisas que você pode fazer para melhorar. Algumas coisas você pode fazer para melhorar o seu desenvolvimento talvez a mais importante seja os banhos de ervas antecedendo os trabalhos espirituais. As mais indicadas para os neófitos aumentarem a sua afinidade com o “santo” são: egenda, manjericão, guiné e alecrim. Outras ervas podem ser usadas principalmente as alusivas a linha que irá trabalhar no dia, espada de São Jorge para Ogum, folha de fogo para Xangô e assim por diante, vale a pena se informar mais e conhecer um pouco sobre as ervas e os Orixás. Outra coisa que melhora o seu desenvolvimento é a defumação. Se você tiver a oportunidade faça uma defumação com ervas secas em sua casa antes de ir para os trabalhos, além de te limpar espiritualmente limpa também o ambiente das energias ruins trazendo uma nova energia para a casa. Cultive bons hábitos isso irá te deixar mais tranqüilo. Acenda a sua vela pessoal, para o seu anjo de guarda e aos seus Orixás de cabeça (Orixás protetores) esses Orixás você irá saber com o tempo de iniciação e será revelado a você através do jogo de búzios. Coisas que você precisa saber. Você não está fazendo nada de errado. Você está apenas conhecendo algo novo, uma nova vida religiosa. Anossa religião é garantida por Lei como descrita no inicio deste. Estamos em busca de um mundo melhor, mais fraterno, mais amigo e com mais dignidade. Tenha orgulho de sua religião de Umbanda. Conheça os Orixás. Conheça as ervas. Tenha paciência e perseverança com o aprendizado. Busque conhecimento em seus orientadores. Não discuta religião sem fundamentos. Não se torne um chato fanático religioso
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